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Archive for julho, 2017

Diretor da base envolvido em rolo de ingressos no Corinthians

julho 31, 2017

Andres Sanches e Jaça

É praxe, embora não devesse ser, conselheiros do Corinthians retirarem, no mínimo, dois ingressos gratuitos a cada rodada, em jogos disputados na Arena de Itaquera.

Em tese, deveriam ser pessoais, intransferíveis e, claro, proibidos de serem revendidos.

O leitor deste blog, sempre bem informado, sabe que boa parte destes conselheiros, ligados à gestão, além de retirarem entradas às dezenas, fornecem-nas, em consignação, a prepostos de torcidas “organizadas”, para que estes comercializem o que receberam de graça, com o lucro dividido entre as partes.

É incalculável o prejuízo do Corinthians.

Ontem, na partida entre Corinthians e Flamengo, tivemos mais um flagrante que pode remeter a este tipo de prática.

Circula em grupos de wathsapp de conselheiros do clube, foto de um sujeito, trajado com a camisa do “Comitê de Preservação da Memória Corinthiana”, ligado a Ernesto Teixeira, puxador de samba dos Gaviões da Fiel, ao lado doutro, segurando ingresso para o clássico, em nome do conselheiro Jacinto Antonio Ribeiro, com os seguintes dados:

  • Cliente: Antonio Jacinto Jaça (Jaça é o apelido de Jacinto no ramo da jogatina informal);
  • Documento: 0 (zero);
  • Fileira: (em branco)
  • Cadeira: 000
  • Portão B, Torre – N10 – Inteira- Sul (setor dos “Gaviões da Fiel, sem cadeiras, atrás de uma das metas);
  • PDV 015, Lídia (responsável pela impressão)
  • Data da impressão: 28/07/2017, às 17h23m18s

Os dados apresentados neste ingressos tornam ainda mais suspeita a operação por conta de que ingressos impressos para conselheiros não são destinados ao referido setor, mas sim, por razões óbvias, às parte nobres do estádio (onde Jaça, frequentemente, é encontrado).

Fica a impressão, quase certeza, de que muitas entradas para jogos do Corinthians, utilizadas pelas “organizadas”, se checadas, estão impressas nesse mesmo sistema.

Jacinto, para agravar ainda mais a situação, é Diretor Geral das Categorias de Base do Corinthians, ou seja, dos principais nomes da gestão Roberto Andrade, com ligação estreita e notória com o ex-presidente Andres Sanches, a quem apresentou o Parque São Jorge décadas atrás.

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Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

julho 31, 2017

Blog do Paulinho

Coluna do Fiori

Blogueiros

(20h)

Jogadores do Palmeiras concordaram com afastamento de Felipe Melo, que tentou agredir Dudu

julho 31, 2017

O afastamento do jogador Felipe Melo, do Palmeiras, foi bem mais traumático do que deixou transparecer o treinador Cuca, que minimizou o episódio em entrevista coletiva.

Durante a partida que eliminou o clube da Copa do Brasil, o então volante palestrino praguejava, no banco, contra o treinador, sendo advertido pelo próprio, ainda dentro de campo.

A discussão acalorou-se nos vestiários, ocasião em que Melo surtou.

Pôs o dedo em riste para Cuca, tentou, segundo testemunhas, agredir Dudu, a quem ofendeu duramente, desentendeu-se, também, com Egídio, parando apenas após a intervenção de seguranças e dirigentes.

Insustentável, sua situação foi discutida pela cúpula palestrina, no dia seguinte, com o desfecho conhecido.

Nenhum jogador saiu em sua defesa.

Alguns, caso de Dudu, pediram o afastamento explicitamente, outros, apenas concordaram.

Para o Palmeiras ficará uma conta milionária, a ser paga até 2020, de um negócio ruim, em torno de um atleta apenas mediano, com final absolutamente previsível.

Sobre o mais absurdo erro de arbitragem do Brasileirão

julho 31, 2017

Eram disputados doze minutos da primeira etapa, quando Maycon escapou pela direita e cruzou para Jô, três metros atrás da linha da bola, abrir o marcador para o Corinthians, diante do Flamengo, em lance legal, anulado pela arbitragem.

Não se faz necessário discorrer muito em cima do que a imagem revela, com exatidão, mas sobre a mentira contada pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro, em provável defesa de seu auxiliar, Pablo Almeida da Costa, aos jogadores do Corinthians que o abordavam em reclamação (flagradas pelas imagens da tv).

Marques disse ter marcado o impedimento porque Jô estava à frente da linha da bola.

Outra imagem, porém, com ângulo de visão superior do estádio, revela que o juíz da partida não olhava o posicionamento de Jô no momento do lance, mas prestava atenção no lance de bola, que estava nos pés de Maycon, deixando para o bandeirinha a conclusão doutras avaliações.

Ou seja, não viu que o avante alvinegro saia detrás da bola, observando-o apenas após o toque, quando já havia se deslocado, impedindo a certeza do lance.

O erro existiu, foi grave, mas observado, à princípio, apenas pelo auxiliar.

Ricardo Marques Ribeiro também deve ser criticado, afinal trata-se de um conjunto de pessoas que responde pela arbitragem (apesar dele ter mais poder do que todos juntos), talvez, pela falta de posicionamento adequado no lance (que impediu o contraponto ao bandeira) e por não falar a verdade aos jogadores, quando, na dúvida em que estava, a melhor solução seria ficar calado, até que a certeza adentrasse a seu conhecimento.

A opinião do ex-árbitro Fiori, bem mais importante e avalizada do que a nossa, poderá ser conhecida, logo mais, às 17h, no programa “Coluna do Fiori”, da rádio Rock n’ Gol.

A família que faz do Karatê, sua vida

julho 31, 2017

Por JOSE RENATO SÁTIRO SANTIAGO

Meados de 2007, de mão dadas com o filho caçula de 8 anos, aquela sorridente mãe, Cida para os amigos, vai em direção ao ponto de ônibus, rumo a um destino, até então, inusitado, uma academia de Karatê. Enquanto os dois filhos mais velhos, Leo e Junior, de 14 e 18 anos, dividiriam seu tempo entre as aulas da escola e a ajuda ao pai, Edu, na oficina da família, o menor teria que preencher o seu tempo livre praticando algum esporte. Afinal, era muita energia a ser gasta e limitar o pequeno Cadu aos games e ao convívio com outros meninos nas ruas estavam fora de questão.

Em meio aos movimentos bem ordenados de seu mestre, o sensei Antônio Bevenuto, um sisudo pernambucano de gigantesco coração, o menino logo se enturmou. Para a família, logo ele pareceu mais centrado, ao menos calmo. Também pudera, as atividades físicas eram intensas e o menino logo que chegava em casa, após se empanturrar com as guloseimas da avó Nadir, já caía, quase que desmaiado, ainda com o kimono suado, no sofá. Tudo parecia muito intenso para uma criança. Um pouco de preguicinha infantil, ainda que sob o olhar atento do saudoso avô Dielson, acabou por tira-lo dos tatames. Mal ele sabia que por pouco tempo.

O olhar apaixonado do filho do meio, Leo, garantiu que a família continuasse no esporte. A paixão se foi, mas o coração já fora flechado. Este amor logo se estendeu para todos aqueles que residiam aquela alegre casa localizada em Itapecerica da Serra, cidade próxima a capital paulista. Não demorou para que o pai, o irmão mais velho, recém recuperado de cirurgia, a própria mãe e novamente o caçula passassem a fazer do tatame um lugar comum de convívio e de compartilhamento de todos os sentimentos. Tantos deles.

A vida sempre muito dura e no meio de tantos desafios, sobretudo financeiros, apenas uma família tão presente seria capaz de garantir o esporte como amor comum, um pulsar único de corações que parece bombear karatê pela corrente sanguínea. Conquistas municipais, estaduais, regionais, brasileiras, sul-americanas e panamericanas se multiplicaram de forma exponencial, se distribuíram ao longo de todos os integrantes da família e se somaram, até mesmo, as competições mundiais nos ‘states’, como Dona Nadir gosta de destacar, e na Europa. Romênia e Sérvia jamais voltaram a ser as mesmas. E Las Vegas, então… que se curvou diante de nossos campeões?

Olhando para trás, difícil imaginar qual passo tenha sido o mais difícil, mas o fato é que nada parece ser limite para eles. Quando adentram quaisquer ginásios, ora para organizar, voluntariamente, competições, ou para competir, passaram a ser conhecidos como Família Cardoso, quase uma dinastia no Karatê Interestilos, e que irá se perpetuar diante os primeiros golpes certeiros dos pequenos Henrique, Yuri e da mais novinha de todos, a Duda, neta do patriarca da família, o faixa preta Edu, o irmão único preferido de Paula e Adriana rs rs rs…

Cerca de duas semanas atrás, após um árduo ‘contar’ de recursos, três membros da família estiveram em Córdoba, na Argentina, para representar o nosso país no campeonato sul-americano da competição. Ao retornarem, impossível não terem tido problemas nos limites de peso de suas bagagens. Juntos trouxeram 6 medalhas (2 Ouros, 3 Pratas e 1 Bronze) a maior quantidade levada por uma famíla. Algo realmente indescritível.

Recebidos em festa por seus amigos e conhecidos, as conquistas foram apenas um detalhe para aqueles que acompanham e têm a felicidade de ter o melhor desta família, Eles. Que Deus continue os iluminando e que possamos em breve estarmos comemorando e compartilhando outros momentos únicos, afinal, 2018 é ano de Mundial na Escócia.

Patrícia Iara e a vida

julho 31, 2017

Do MARIDO DA PATY

Olá pessoal, quem escreve aqui é o marido da Paty!

Desculpem a demora para informar, mas aguardei juntar bastante informação da Patrícia, para compartilhar com todos os amigos dela.

Recebemos o telefonema tão aguardado por quatro anos e meio às 1:30 da madrugada de sexta para sábado (28/7), de uma enfermeira do hospital do rim, informando que a Paty era a segunda da fila, diante de um doador compatível com ela.

Daí a expectativa pela confirmação, se seria ela a contemplada, durou até as 10h da manhã. Era a vez dela!

Voamos para o hospital, sei lá quantas multas pelo caminho, não importa, ela chegou. Entre a chegada, enquanto eu preenchia as fichas de internação, ela já havia feito exames, tomado banho, e a entrada dela para a cirurgia, foi tudo em um período de uma hora.

A cirurgia começou pontualmente às 14h e durou 5 horas, com muito sucesso, visto pelo largo sorriso do cirurgião, que informou que os dois órgãos estavam em perfeito estado, e uma resposta clínica excelente, já na recuperação, segundo a médica responsável pela UTI.

Hoje, a Patrícia, ainda na UTI, já caminhou, tomou banho sozinha, não precisou mais de insulina e desde sábado está urinando, cada vez mais.

Ela está de alta da UTI, aguardando leito no quarto e estou escrevendo aqui no perfil do Facebook dela, com sua autorização, para expressar a alegria que ela sente, o agradecimento aos familiares e amigos que sempre torceram por ela, aos que acompanham de alguma forma, seja de perto ou longe suas dificuldades, diante do diabetes, depois, diante da insuficiência renal e finalmente diante da saga para suprir as funções renais na Hemodiálise. Nisso, ela manda um agradecimento carinhoso a todos os amigos que fez no CNH, onde dividiu horas, onde recebeu atenção e carinho em seu tratamento durante anos, agradecimento que compartilho e faço meu à todos vocês também.

Obrigado pelas orações de cada um, pela torcida, pelos pensamentos positivos! Obrigado por doarem carinho e amor à uma pessoa tão especial e incrível, como é a Patrícia, que nunca deixou de enfrentar sua doença com bom humor e, agora, recebe uma grande dádiva, em parte pelo merecimento por ter sido tão cuidadosa e regrada em seu tratamento e em outra parte, pela generosidade de uma força maior, muito acima de todos nós, capaz de tocar inclusive a alma de doadores e familiares que desprendem do apego da matéria para iluminar a vida de outrem.

A Patrícia deixa aqui um enorme agradecimento a todos!

Alessandro: a pedra no sapato de Andres Sanches é o porto seguro de Roberto Andrade

julho 30, 2017

Exaltado por conta de uma campanha espetacular neste primeiro turno de Brasileirão, sequência de um Paulistinha vitorioso, o treinador Fábio Carille somente existe no atual contexto do Corinthians, além de sua evidente competência, pela lealdade e coragem do gerente de futebol Alessandro.

O ex-jogador é das poucas figuras, nos últimos anos, que teve audácia de se contrapor a Andres Sanches no Parque São Jorge, gerando desconforto no dirigente ao vetar algumas de suas “sugestões”, que já estariam apalavradas com terceiros.

Sua cabeça está à prêmio, desde então.

Por que não caiu ?

Em erro estratégico, Andres Sanches, acreditando que, sem dinheiro, a equipe de futebol iria naufragar, retirou do departamento o então diretor Eduardo Ferreira, o “gaguinho”, no intuíto de preservá-lo politicamente, deixando o desafeto Alessandro para, segundo seus planos, sucumbir com o time.

Se deu mal.

O, a bem da verdade, inesperado sucesso do time fortaleceu Alessandro, que passou a ter ainda mais liberdade no setor, e, diferentemente doutros tempos, em que os dirigentes de futebol eram obrigados a dividir os louros com Sanches, neste caso, o ex-presidente ficou de fora.

Roberto Andrade, que é pressionado, diariamente, a demitir o gerente de futebol, nele encontrou “porto seguro” para se contrapor ao deputado, que não encontra argumentos sólidos, e politicamente aceitáveis, diante do sucesso do desafeto, para levar à cabo seus desejos.

Encorpado no cargo, Alessandro passou a exercer alguma influência, também, entre os treinadores da base, que, mesmo, em alguns casos, sob sigilo (por conta da ligação dos diretores do departamento com o ex-presidente), repassam-lhe informações e indicações de jovens valores.

Atitude e sorte fazem São Paulo respirar

julho 30, 2017

A limitada equipe do São Paulo fazia razoável partida contra o Botafogo, no Engenhão, até tomar a virada, perder uma penalidade e, em sequência, sofrer o terceiro gol, que parecia traçar o caminho do clube rumo à segunda-divisão.

Não matematicamente, porque ainda faltam muitas rodadas e os adversários, convenhamos, são fraquíssimos, mas na motivação de um time que parecia abandonado pela sorte.

Até que Dorival Junior, no desespero, lançou mão de qualquer esquema e, como ocorre nos melhores times de várzea, mandou todo mundo “para a frente”.

Deu certo.

Inacreditavelmente, o resultado virou, e a sorte parece que também.

Porém, o que melhor pode se extrair disso tudo, além dos três pontos, evidentemente, é a atitude demonstrada diante dum contexto absolutamente adverso: em vez de resignação, motivação.

Quanto aos jogadores que entraram no time, tirante Hernanes, que parece ter nascido, de fato, para vestir a camisa Tricolor, há de se ter paciência para analisar os novatos, evitando assim exageros que podem levar a decisões precipitadas.

O São Paulo respirou, amparado em atitude e sorte, mas, ainda, pouco futebol.

Precisa melhorar, não apenas para evitar o rebaixamento, mas almejando uma arrancada, compatível com a história do clube, ao melhor lugar possível na tabela.

O país em que a trambicagem virou rotina

julho 30, 2017

(Trecho da coluna de TOSTÃO, na FOLHA)

“A imprevisibilidade do futebol não é o único motivo para alguns clubes gastarem tanto, sem conseguir formar um ótimo time. De quem é a maior responsabilidade?”

“Muitos jogadores não são indicados pelos técnicos, que costumam também ter pouco tempo para formar as equipes. Isso não apaga seus erros.”

“Os diretores de futebol nunca foram atletas, o que não é uma condição obrigatória para fazer boas contratações, mas ajuda.”

“Empresários pressionam dirigentes e técnicos, desde as categorias de base, para colocar, nos clubes, seus clientes.”

“Isso é perigoso. Não se pode ignorar a desmedida ambição humana, ainda mais em um país em que a trambicagem virou rotina.”

Ex-presidente Lula cultiva o pragmatismo em grau máximo

julho 30, 2017

Da FOLHA

Por DEMÉTRIO MAGNOLI

“Eles vão perceber que não dá para nadar teoricamente. Entra na água e vai nadar, porra”. Isso aí, o trecho da entrevista consagrado às “frescuras do PSOL” (Folha, 20/7), é puro Lula. O ex-presidente cultiva o pragmatismo em grau máximo, devotando solene desprezo tanto à ideologia quanto a valores e princípios. Foi assim que ele nadou –e, no percurso, afogou a esquerda brasileira.

Lula, o Pragmático, opera segundo as circunstâncias. No primeiro mandato, diante das desconfianças do mercado, conservou-se fiel à política econômica ortodoxa herdada de FHC, completando-a com a política social de agressivas transferências de renda, que se destinava a enraizar o lulopetismo no eleitorado pobre. A fórmula bifronte seguia as receitas do Banco Mundial. Não era “de esquerda” e nem mesmo social-democrata. Mas a esquerda brasileira, um organismo lulodependente, celebrou-a como uma revolução de emancipação popular. “Quando Lula fala, o mundo se ilumina”, disse Marilena Chaui.

O sucesso do primeiro movimento, associado à evolução do ciclo internacional de commodities e ao trauma político da crise do “mensalão”, provocou a substituição da fórmula econômica. O nado peito, lento e constante, deu lugar ao esforço extremo do nado borboleta. No segundo mandato, Lula convocou Guido Mantega et caterva para soldar uma santa aliança entre o Estado e o alto empresariado. Configurou-se, ali, o capitalismo de Estado lulopetista, uma versão modernizada do programa econômico moldado por Vargas e, mais tarde, aprofundado por Geisel.

“Quando Lula fala…”. A esquerda interpretou a mudança como a revolução verdadeira: uma aurora de ruptura. Dilma, a sucessora indicada pelo “dedazo”, tingiu a escolha pragmática com as tintas de suas obsessões ideológicas. Do teclado irresponsável de seus assessores econômicos nasceu a expressão “Nova Matriz Macroeconômica”. Eike Batista definiu o BNDES como o “melhor banco de investimento do mundo”, uma opinião certamente compartilhada por Marcelo Odebrecht e Joesley Batista.

A história da ascensão e declínio do capitalismo de Estado lulopetista é contada em dois registros diferentes, mas complementares. A narrativa econômica de uma depressão mais funda que a dos anos 30 evidencia o curto horizonte do nado borboleta. A narrativa policial e judicial da Lava Jato ilumina uma falência ética calamitosa. Lula, o pragmático oportunista, foge das implicações de ambas, escondendo-se atrás da pobre Dilma, no caso da primeira, e desviando os holofotes para o PT, um de seus sacos de pancada prediletos, no caso da segunda. O gato de sete vidas continua à tona, apoiando-se nos cadáveres que boiam ao seu redor para não afundar.

Luiza Erundina reclamou das críticas lulistas ao PSOL, instando o ex-presidente a atacar os “parceiros de direita que o traíram”. Mas ninguém traiu Lula. O PMDB, tão pragmático como ele, foi fiel a si mesmo, agarrando-se ao mastro do poder. Marcelo Odebrecht resistiu o quanto pôde, até o chão afundar. Já Joesley Batista mantém a antiga parceria, selecionando politicamente os alvos prioritários de sua delação. O que Erundina recusa-se a enxergar são os frutos podres de uma política econômica que forma o denominador comum da esquerda brasileira.

A pátria de Lula é Lula, e nenhuma outra. Ele calcula o que fala –e fala exclusivamente aquilo que interessa à sua carreira política. Mas, num ponto específico, tem razão: “não dá para nadar teoricamente”. O PSOL, alternativa esquerdista a um PT dizimado pelo lulismo, repete incansavelmente as orações ideológicas de uma bíblia encanecida e ajoelha-se diante das lápides de seus estimados tiranos, que se chamam Castro, Che ou Chávez. O legado de Lula é uma esquerda prostrada, de olhos fixos no passado. Do ponto de vista da nossa democracia, eis um desastre ainda maior que os outros.

Não há inocentes nas categorias de base do Corinthians

julho 29, 2017

Depois do cargo de diretor de futebol profissional, as categorias de base de um clube do porte do Corinthians são o objetivo maior daqueles que almejam sobreviver à custa de golpes e esquemas, quase sempre com a participação da gestão.

Seja permitindo ou embolsando.

Nos recentes casos denunciados, o último, ontem, publicado pelo Globo Esporte, com direito a áudio de malandro pedindo suborno para pai de jogador, dizendo que “diretores sempre ganham”, e que precisava “agradar” as “comissões técnicas”, repetem-se nomes e procedimentos há anos conhecidos do leitor deste blog.

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/gravacao-mostra-negociacao-de-suborno-na-base-do-corinthians-ouca-os-dialogos.ghtml?

Fica nítida, no caso do Corinthians, a parceria com a diretoria do clube.

Somente nos últimos dez anos, período em que o grupo de Andres Sanches ocupou o poder, tivemos os seguintes gestores da base: o desembargador Miguel Marques e Silva, o dono de estacionamentos Fernando Alba, o advogado Fausto Bittar e agora o bicheiro Jaça, em parceria com Nei Nujud, sócio do presidente Roberto Andrade no ramo de automóveis, entre outras particularidades.

Marques deixou o comando da base acusando, sem citar nomes, grupos de pessoas que faziam negócios no departamento, insinuando, claramente, em conversa com o Blog do Paulinho, e veladamente ao CBN Esporte Clube, de Juca Kfouri, que até o comentarista Neto, à época aliado de Andres Sanches, levaria vantagem no setor.

Porém, na gestão do jurista, o auto-intitulado ex-bicheiro André Negão, era uma espécie de “gestor informal” do setor, mesmo sem cargo oficial à época, fechando negócios e até viajando ao exterior com a molecada.

Miguel alega não ter presenciado os negócios, mas não tem como desmentir as viagens.

Com Fernando Alba a farra acentuou-se.

Todos os nomes citados na matéria de ontem, do Globo Esporte, chegaram ao clube, e se instalaram nas negociatas, no período de sua gestão, responsável por iniciar a “farra de empresários”, que levaram o Corinthians a fatiar percentuais de jovens promessas antes mesmo que estes pudessem sonhar em jogar na equipe principal.

Foi com Alba, também, que o Timão inventou uma parceria com o Flamengo de Guarulhos, que, em verdade, tratava-se de local para desova de atletas sem condições de atuar em equipes importantes, mas que mantinham contrato com o Corinthians, com objetivo de “esquentar” currículo e favorecer agentes ligados a conselheiros, além de empregar, tanto na base alvinegra quando no “terceirizado”, integrantes do movimento “Fora Dualib”, quitando dívida eleitoral de Andres Sanches.

Hoje Alba negocia, embora negue, jogadores por intermédio de terceiros.

Em sequência veio o advogado Faustinho, que não se constrangeu em manter o “sistema”, nem em negar, ao Globo Esporte, saber de “qualquer negociata na base”, apesar de sempre andar a tiracolo com André Campoy, preposto notório de conselheiros alvinegros.

Por fim, em acerto para impedir a queda do presidente, Andrés Sanches tratou de escancarar o que já era reinante com Fausto Bittar, obrigando Roberto Andrade a empossar o bicheiro Jaça, o esperto Nei Nujud, e o “ex-lava-Jato” Nenê do Posto (foi mandado embora do grupo), que dizia não poder aceitar cargo sem remuneração, quando convidado ao futebol profissional, mas “mudou de idéia” ao perceber as possibilidades desta nova diretoria.

Com eles foram alocados, sem constrangimento, empresários de futebol em cargos de chefia, que permanecem até os dias atuais.

Entre os conselheiros citados como aliciadores de atletas da base, é frequente a repetição do nome de Manoel Ramos Evangelista, o Mané da Carne.

Mas não é o único.

Ontem, em conversa com o Blog do Paulinho, Mané disse que, em relação à matéria do Globo Esporte, o pai do garoto que foi achacado por preposto do treinador da equipe sub-17 alvinegra, de fato, o procurou, no Rio de Janeiro (diz ainda que Andres Sanches estava ao seu lado), mas apenas ajudou-o, sem cobrar nada por isso.

O caso deverá ser esclarecido em breve, por conta de dois inquéritos policiais em trâmite (um deles com quebra de sigilo), e com provável acareação entre o conselheiro e o comentarista Neto, que se acusam, mutuamente, de “interferir” na base.

Disse Mané: “Estou tentando ir ao programa do Neto, mas a BAND não está permitindo… disse que somente com decisão judicial… esta semana minha advogada conseguirá”.

No Conselho de Ética do Corinthians, sob comando do Dr. Sérgio Alvarenga, espécie de “engavetador geral” das denúncias que possam complicar Andres Sanches no Corinthians, a absolvição foi sumária.

Desde os tempos da gestão Alberto Dualib, que a base do Corinthians, à época sob poder do vice, Nesi Curi, é comandada pela mesmas pessoas que hoje fazem parte do grupo “Renovação e Transparência”.

No início dos anos 2000, Mané da Carne, André Negão, Andres Sanches, Jaça e Wando Moraes davam as cartas no setor.

Destes, somente Wando caiu em desgraça, acusado de pedofilia.

Não há, nem existiram, nos últimos anos, inocentes nas categorias de base do Corinthians.

Quem não roubou, viu roubar, e se calou.

Haverá, obviamente, sempre os que se defenderão: “Eu não sabia… não presenciei nada…”

Mas, convenhamos, existe culpa também na incompetência.

A administração da base do Corinthians  é um círculo vicioso de achaques e corrupções diversas que já dura duas décadas (sempre gerenciado pelos mesmos) que precisa, para o bem do clube, e também do futebol brasileiro – porque servirá de exemplo, não apena ser combatido, mas, com mão de ferro, eliminado.

OUTRO LADO

Resposta de Miguel Marques e Silva

Boa noite, Paulo. Vi hoje uma publicação sua no seu Blog, que eu teria em conversa com você e veladamente com o Kfouri, insinuado que o Neto na minha época de diretor da Base no Corinthians levava vantagem no setor. Eu nunca afirmei isso, eu disse que teria ouvido comentários que o Neto teria feito críticas a um determinado técnico porque teria este dispensado um jogador que ele indicara. Eu não disse que ouvi isso, reafirmo que eu teria ouvido comentários. Aliás, isso nunca ficou comprovado. Também desconhecia e desconheço que o Sr. Andre Luiz, vulgo “Andre Negão”, fechou negócios no mesmo setor. E ele viajou uma vez na minha época ao exterior, para Angola, em delegação que eu chefiei, conforme na época afirmei em entrevista a você. Ele foi colocado na delegação pelo presidente do clube. Todas as despesas da viagem foram bancadas pelo patrocinador de Angola, Banco Santos, assim como o cachê pelas três partidas la disputadas pela nossa equipe “profissional B”, que existia naquela época.

Cuca e Felipe Melo

julho 29, 2017

O treinador Cuca, que já dava mostras de não mais suportar o jogador, afastou Felipe Melo do elenco do Palmeiras, antes que este pudesse comprometer ainda mais uma árvore contaminada por suas maledicências e comportamentos extra-campo.

A contratação custou R$ 8,4 milhões em luvas, divididas em 12 parcelas de R$ 700 mil, além de R$ 350 mil mensais de salários, acrescidos de R$ 20 mil por jogo disputado, sem contar “bichos” e demais benesses.

Convenhamos, Mello nunca passou de jogador comum, com o agravante de histórico de violência dentro e fora das quatro linhas.

O Palmeiras se livrou, por conta de Cuca, do encosto, mas terá que arcar ainda com a dívida, que perdurará até o final do contrato, em 2020, quando este, com 36 anos, poderá ser negociado, talvez, com alguma equipe de master.

O Eric Faria do Santos era o preparador físico do Flamengo

julho 29, 2017

Saiba mais sobre o episódio

https://blogdopaulinho.com.br/2017/07/28/a-covardia-da-diretoria-do-santos-com-o-reporter-eric-faria/

Em 1958, dirigente do São Paulo garantiu conclusão de estudos a jogador

julho 29, 2017

Eram outros tempos, mas vale sempre a pena a lembrança, para quem sabe, estimular novos dirigentes, que hoje pensam apenas no negócio futebol a olhar mais para o ser-humano jogador.

O escritor José Renato Satiro Santiago postou em seu facebook:

“Já tinha ouvido falar nesta história. Era janeiro de 1958, quando o São Paulo se interessou em contratar meu tio Fernando Sátiro, jogador do Gentilândia, equipe da cidade de Fortaleza.”

“A condição exigida pelo seu pai, Mahir, era que o clube garantisse que ele concluísse seus estudos na capital paulista.”

“Enfim, agora tenha os documentos que comprovam tal fato.”

Coluna do Fiori

julho 29, 2017

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Alguns preferem viver no conforto da mentira do que enfrentar o incomodo da verdade”

Danilo Henrique – pensador

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Não convenceram

O desmentido do árbitro Leandro Pedro Vuaden, como também, do consorte Flavio Rodrigues de Souza, 4º árbitro da contenda Santos 4 x 2 Flamengo, afiançando que não ocorreu interferência externa sobre a nulidade da inexiste penalidade máxima contra a equipe carioca, quando da disputa normal entre o flamenguista River com o santista Bruno Henrique, não convenceu; explico:

Afastados

Quando do contato legal na bola praticado pelo flamenguista, seguido do choque ocasional com seu oponente, erroneamente, definido como falta basal, via TV, observei o árbitro atrás e distante do fato em torno de 10 a 15 metros;

– no mesmo instante, a distância de 30 ou 35 metros do lance, próximo à mesa de trabalho do representante, o quarto árbitro exercia seu trabalho

Espantoso

Bem mais distante do fato que o árbitro, fica difícil acreditar que partiu do quarto árbitro a decisão que não houvera sido penalidade máxima

Interferência

Sou convicto que ocorreu informação extracampo devido uso da tecnologia, como exemplo:

– o avalista de árbitro oficialmente escalado para ficar em casa assistindo o evento via TV, portando um destes aparelhos, facilitando, a imediata comunicação para dizer o que viu quanto há dúvida sobre algum lance

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16ª Rodada de Série A do Brasileirão – 2017

Domingo 23/07

Santos 3 x 0 Bahia

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhaes (FIFA-RJ)

Item Técnico

Destaco a correta participação do árbitro adicional 02: Pathrice Wallace Corrêa Maia (RJ), por ter dito ao árbitro que não ocorreu à penalidade máxima que houvera marcado a favor da equipe santista quando do lance normal da disputa pela bola entre Tiago, defensor do Bahia, com o santista Lucas Lima

Item Disciplinar

Correto ao advertir 01 dos defensores santista e 01 do Bahia

Fluminense 0 x 1 Corinthians

Árbitro: Rafael Traci (PR)

Item Técnico

Pouco exigido

Item Disciplinar

Advertiu corretamente dois defensores de cada equipe

Copa Sul-Americana – Quarta Feira 26/07

Corinthians 2 x 0 Patriotas (COL)

Árbitro: Roberto Tobar (CHL)

Item Técnico

Desempenho aceitável

Item Disciplinar

01 amarelo corretamente para um dos defensores da equipe colombiana

Copa do Brasil

Santos 4 x 2 Flamengo

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

Assistente 01: Bruno Boschilia (PR)

Assistente 02: Rafael da Silva Alves (RS)

Quarto Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP)

Item Técnico

Deste evento assisti somente a inexistente penalidade máxima marcada por Vuaden a favor da equipe santista, corrigida pouco depois; explico:

– em lance ocorrido pelo lado esquerdo do seu ataque, Lucas Lima, defensor da equipe santista, lançou a redonda para o consorte Bruno Henrique,

– no momento que a bola estava em cima da risca da grande área, pouco antes do santista;

– legalmente, o flamenguista Rever, com o bico da chuteira da perna direita tocou a redonda para a linha de fundo,

– sem ter tido o intuito, simultaneamente, ocorreu encontro com seu oponente

Contestaram

De pronto, Rever e maioria dos flamenguistas foram até o árbitro contestando sua marcação;

– passados um ou dois minutos, através meio de comunicação, atendendo solicitação do colega e quarto árbitro Flavio Rodrigues de Souza,

– Leandro Vuadem dele se aproxima para receber a informação que não ocorreu a penalidade

Atendeu

Sem nenhum blá, blá, blá; Leandro Vuadem reconsiderou sua marcação, corretamente,

– determinou cobrança do escanteio favorável a equipe santista

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Politica

A república dos sem-vergonha

Sob a égide de Temer, Lula e Cunha, Congresso tenta favorecer a corrupção

O historiador cearense Capistrano de Abreu (1853-1927), colega de classe de padre Cícero Romão Batista no seminário de Fortaleza, não ficou famoso por causa disso, mas por uma piada, seu projeto de Constituição, que rezava, categórico: “Artigo 1.º : Todo brasileiro deve ter vergonha na cara. Artigo 2.º: Revogam-se as disposições em contrário”.

Nenhum de nossos projetos constitucionais teve o poder de síntese dessa chacota, que de tão atual se tornou denúncia. A cada nova legislação este país se torna cada vez mais a “república dos sem-vergonha”. E a sociedade dos otários espoliados. A primeira página do Estado de anteontem registrou: Câmara quer mudar delação premiada e prisão preventiva. E a notícia a que ela se refere, da lavra de Isadora Peron, da sucursal de Brasília, completou: “Também estudam revogar o entendimento de que penas podem começar a ser cumpridas após condenação em segunda instância”.

Na mesma edição deste jornal, que se notabilizou pelas lutas pela abolição da escravatura, pela proclamação da República, contra o Estado Novo e a ditadura militar, os repórteres de política Pedro Venceslau e Valmar Hupsel Filho relataram a saga de Vicente Cândido (PT-SP) para promover uma reforma política que inclua um Fundo Partidário de, no mínimo, R$ 3,5 bilhões; o distritão, em que só os mais votados para deputado se elegem; e, last but not least, a “emenda Lula”. Esta merece destaque especial, por impedir que postulantes a mandatos eletivos sejam presos oito meses antes da data marcada para a eleição, mesmo que só venham a ter suas candidaturas registradas oficialmente quatro meses após esse prazo. O nome do presidenciável do Partido dos Trabalhadores (PT), no qual milita Sua Candidez, é usado como marca registrada da emenda por atender ao fato de que Luiz Inácio Lula da Silva acaba de ser condenado a nove anos e meio de prisão e proibido de ocupar cargos públicos por sete anos pelo juiz Sergio Moro, na Operação Lava Jato.

A proibição de prender quem avoque sua condição de candidato é a mais abjeta das propostas do nada cândido (claro, impoluto) relator, mas não é a que produzirá, se for aprovada pelo Congresso Nacional, mais prejuízos, em todos os sentidos, para a cidadania. As medidas cinicamente propostas pelo “nobilíssimo” parlamentar produzem, em conjunto, um despautério que provocaria a aceleração do enriquecimento dos partidos e de seus representantes, em particular os dirigentes, sob a égide de um sistema corrupto e que trava a produção e o consumo, empobrecendo a Nação. O financiamento público das milionárias campanhas eleitorais legaliza a tunga ao bolso furado do cidadão.

Ex-sócio do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que não sai do País para não ser preso pela Interpol, Sua Candura-mor, o deputado ecumênico, integra o lobby a favor da legalização dos cassinos e foi um dos idealizadores da campanha de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara. A reforma ressuscita uma ideia que nunca pareceu ter muito futuro e sempre foi apregoada pelo presidente Michel Temer: o distritão. Trata-se da volta do tílburi ao Vale do Silício, pois reduz a pó as tentativas vãs de tonificar a democracia, dando mais força aos partidos, e estimula o coronelismo partidário, usando falsamente a modernização, confundindo-a com voto distrital.

O Estado noticiou que o patrimônio de Cândido aumentou nove vezes nos últimos nove anos (descontada a inflação no período). Neste momento, em que as arenas da Copa do Mundo da FIFA em 2014 – de cuja lei foi relator – têm as contas devassadas por suspeitas de corrupção e um juiz espanhol mandou prender o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, o eclético parlamentar achou um parceiro no Senado: o relator da reforma política e líder do governo Temer na Casa, Romero Jucá (PMDB-AP).

Enquanto Cândido e Jucá providenciam a engorda dos cofres partidários para garantir as campanhas perdulárias, que vinham sendo feitas à custa de propinas milionárias, a comissão especial da reforma do Código de Processo Penal (CPP) batalha pelo abrandamento da legislação de combate à corrupção no Brasil.

A reforma do CPP, que é de 1941, foi aprovada no Senado em 2010. Na Câmara ficou esquecida até o ano passado e foi desengavetada durante o mandarinato do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atualmente preso em Curitiba.

O presidente da comissão especial que discute as mudanças na Casa, deputado Danilo Forte (PSB-CE), que apareceu recentemente na lambança de Temer ao tentar atravessar a adesão dos dissidentes do PSB ao DEM, discorda de presos fecharem acordos de delação premiada com procuradores.

Forte também considera que é preciso punir juiz que desrespeite as regras da condução coercitiva, que deveria ser empregada apenas se uma pessoa se negar a prestar depoimento. O presidente da comissão especial parece até ter inspirado sua ideia na recente decisão de Nicolás Maduro, que ameaçou de prisão os juízes que o Parlamento da Venezuela – de maioria oposicionista e contra a Constituinte que ele quer eleger no domingo, no modelo da pregada por Dilma – escolheu para a Suprema Corte.

A reforma política de Cândido e Jucá e as mudanças no CPP propostas por Forte, aliado de Temer, evidenciam tentativas de adaptar as leis eleitorais e penais do País aos interesses pessoais de chefões políticos encalacrados nas operações, Lava Jato entre elas, inspiradas em convenções da ONU, da OEA e da OCDE contra a roubalheira geral, importadas por Fernando Henrique e Dilma e agora ameaçadas pelos que defendem a impunidade de quem for flagrado. Esse “acordão”, que denota fraqueza e sordidez, põe o Brasil, já na contramão da prosperidade, também na trilha oposta da luta contra o roubo. Aqui a vergonha empobrece o portador.

Publicado no Estadão do dia 26/07/2017 – Autor: José Nêumanne – Jornalista Poeta e Escritor 

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Finalizando

“Pode haver momentos em que somos impotentes para evitar a injustiça, mas nunca deve haver um momento em que devemos deixar de protestar”

Elie Wiesel – foi um escritor judeu sobrevivente dos campos de concentração nazistas

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-29/07/2017

Ouça abaixo os programas “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foram ao ar pela rádio Rock n’ Gol:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.


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