Ricardo Teixeira não pode mais viajar

Segundo o site espanhol “Cronica Global”, a justiça da Espanha emitiu ordem internacional de busca e captura contra o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, por conta de recebimentos de propinas, em sociedade com o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, na venda dos direitos de jogos da Seleção Brasileira.

No Brasil existe apenas uma compradora: a Rede Globo de Televisão.

Em decisão datada de 12 de junho, a juíza Carmem Lamela justificou:

“Teixeira obteve, de forma indireta, mediante um emaranhado societário que se nutria da renda do acordo da ISE para a Uptrend, grande parte dos R$ 8,3 milhões de Euros que a ISE transferiu para a Uptrend pela suposta intermediação desta última”

“Resulta da investigação que, de sua posição de presidente da CBF, Teixeira influenciou na concessão de direitos audiovisuais aos jogos da Seleção, e, enquanto isso, por trás e para o prejuízo da CBF, Rosell negociava um contrato de intermediação”

Na prática, Ricardo Teixeira seguirá livre no Brasil, local em que as leis impedem sua extradição, mas, assim como ocorre com Marco Polo Del Nero, atual presidente da CBF, caçado pelo FBI por denúncia semelhantes às de seus antecessores, não poderá mais viajar, sob risco imediato de encarceramento.

A decisão da justiça espanhola poderá, talvez, interferir em possível acordo de delação premiada, negociado por Teixeira com os EUA, local em que o dirigente brasileiro pretendia passar seus próximos anos de vida.

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