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Inacreditável ! Todos os sábados, às 16h

 

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Estreia sábado, a partir das 16h, o programa “Inacreditável’, na rádio Vibe Mundial 95,7 FM… estarei lá com Marcelo Santos e Fernando Pereira… Não perca!

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Justiça intima Corinthians a pagar R$ 40 milhões por descumprir contrapartidas à construção do estádio de Itaquera

Eduardo Gaguinho e Andres Sanches

É de conhecimento do leitor do Blog do Paulinho, há algum tempo, que o Corinthians descumpriu acordo de contrapartidas, efetivado com o MP-SP, responsável pela liberação do terreno de Itaquera, que é da Prefeitura de São Paulo, para as obras da Arena.

O clube comprometeu-se a levantar, na região, uma creche, avaliada em R$ 12 milhões.

Tinha prazo, até antes da Copa do Mundo de 2014, de executar R$ 4 milhões em obras, com os demais R$ 8 milhões a serem concluídos na data limite de 31 de dezembro de 2019.

Estranhamente, apesar da creche ter sido finalizada, o Corinthians não consegue, documentalmente, comprovar a conclusão do acordo.

Vale lembrar, a empresa responsável pelo empreendimento, assim como por outras obras dentro do Parque São Jorge, foi indicada pelo diretor adjunto de futebol do Corinthians, Eduardo ‘Gaguinho’ Ferreira.

Ultrapassados todos os prazos, o MP-SP ingressou com ação de execução, englobando não apenas os valores iniciais, mas também diversas multas, entre as quais por ‘litigância de má-fé’, além de juros e correções diversas.

Hoje, o Diário Oficial publica intimação judicial ao Corinthians para que pague, em 15 dias, o valor de R$ 39.779.771,75 (atualizado até fevereiro de 2020), sob pena de ser multado em 10% da quantia, além doutros 10% de custas judiciais:

“Com base no cálculo de fls. 59 e nos termos do artigo 523 do NCPC, intime-se o devedor para efetuar o depósito do valor do débito (R$ 39.779.771,75 atualizado até fevereiro/2020), em favor da Fazenda Pública do Município de São Paulo, em quinze dias, sob pena de multa de 10% do valor do débito, acréscimo de honorários em 10% do mesmo valor e prosseguimento da execução”

“A intimação é feita, como sempre, por publicação no Diário Oficial”

Ou seja, o que era para ser R$ 12 milhões transformou-se, por absoluto descaso administrativo, em quase R$ 40 milhões.

Em caso de novo calote: R$ 48 milhões.

Levando-se em consideração que, nos últimos dias, luz e plano de saúde do clube foram cortados por falta de pagamento e o fornecimento de água está por um triz, as chances de novos bloqueios de conta e recebíveis são acentuadas.

A ética de Cafu

O ex-lateral Cafu, capitão da Seleção Brasileira campeã mundial de 2002, tem passado, nos últimos tempos, por diversos problemas pessoais, muitos deles sob acusação de gerar transtornos a terceiros.

Ações cíveis e acusações criminais avolumam-se.

Sempre simpático com a imprensa, Cafu acaba recebendo alguma blindagem, ainda que involuntária, principalmente daqueles jornalistas que limitam a opinião ao que aconteceu nas quatro linhas.

O horizonte do Blog do Paulinho sempre foi mais amplo.

Não existe problema em elogiar a carreira de atleta de Cafu e criticar seu comportamento extra-campo.

Questão de honestidade com o leitor.

Até mesmo quando jogava futebol, o lateral se meteu num rolo pra lá de anti-ético, como relembrou, em mídia social, o amigo José Renato Santiago:

“Devemos separar a pessoa do empresário”

“Cabe lembrar que em 1995 Cafu aceitou fazer parte de uma patética e teatral contratação sua pelo Juventude de Caixas do Sul como forma de ludibriar uma cláusula contratual que o impedia de sair do São Paulo, clube que o formou e o bancou por anos, diretamente para seu maior rival na época, o Palmeiras”

À ocasião, a Parmalat, empresa acusada de gestão mafiosa, não apenas na Itália, era investidora de Palmeiras e Juventude e foi responsável, com anuência de Cafu, pela indecente triangulação.

Oposicionistas batem-boca após Stabile defender presidentes do Corinthians: “foram vítimas de Luis Paulo Rosenberg”

Gobbi, Tuma, Alba (costas), Ilmar e Osmar Stabile

Ontem (29), dois conselheiros do Corinthians, ambos com discurso oposicionista, bateram papo, publicamente, em live transmitida através do Instagram.

Em determinado momento, Fran Papaiordanou opinava que clube seria vítima da Odebrecht.

Stabile rebateu:

“Nós somos vítimas dum cara chamado Luis Paulo Rosenberg”

“Eu falo que os presidentes do Corinthians foram vítimas do Luis Paulo Rosenberg”

A resposta, absolutamente descolada da realidade, retirou o sempre político Fran do sério, que rebateu:

“Não… para… desculpa… não tem nada de vítima… não tem presidente vítima… levou pra lá porque quis”

Na mesma live, Stabile defendeu a ‘seriedade’ da comissão do estádio, presidida pelo conselheiro Edgard Soares, de fama que ultrapassa as fronteiras do Vale do Paraíba, e também o discurso de Andres Sanches com relação à dívida pendente com a Odebrecht:

“Faltam cem, duzentos milhões… eu vi o pré-contrato do acordo”

Em verdade, a pendência ultrapassa R$ 500 milhões, somente com a Odebrecht Participações e Investimentos, sem contar a incalculável dívida com a CAIXA, que está há mais de um ano sem ter uma parcela sequer honrada, além dos calotes no Arena Fundo, em torno de R$ 50 milhões.

Corinthians corta salários dos mais humildes, mas mantém pagamentos a ‘amigos do Rei’

André Negão e Andres Sanches

O Corinthians anunciou, em Nota Oficial, a redução de salários dos seus funcionários, amparando-se na Medida Provisória nº 936, de 1º de abril de 2020.

A justificativa apresentada são as de dificuldades de arrecadação impostas pelo coronavírus.

75% será o desconto em folha, bem acima da média de empresas e clubes que adotaram a mesma medida, que é de 30%.

Quase uma condenação à fome.

Enquanto isso, a mesma Nota indica a possibilidade de redução dos salários dos atletas, ainda que o presidente Andres Sanches, na semana passada, tenha garantido que não aconteceria.

Não há, porém, como comparar os procedimentos.

Os atletas do Corinthians recebem a maior parte de seus vencimentos através de contratos de imagem, burlando a CLT, única a ser atingida pela MP 936.

Ou seja, ainda que descontados em 100%, sequer sentirão falta, por conta dos outros 80% ou 90% que receberão na integralidade.

Enquanto isso, os faxineiros, copeiros e demais assalariados alvinegros terão que viver com 25% do salário mínimo.

Outros privilegiados do clube serão os ‘amigos do Rei’, que trocarão suas Notas Fiscais de empresas recém criadas e com apenas o Corinthians como cliente pela integralidade de seus pagamentos.

Gente que, há anos, circula o poder no Parque São Jorge como fazem as moscas ao redor do excremento.

O futebol do Palmeiras a partir de 2021

É pouco provável, a não ser que ocorra uma tragédia na vida esportiva do Palmeiras nos próximos meses, que Leila Pereira não seja eleita presidente do clube.

O gabinete do boleto segue funcionando e agradando a maioria dos eleitores.

Por conta disso, é possível, desde já, analisar o futuro do futebol palestrino a partir de 2021.

O diretor de futebol profissional será Alexandre Mattos, o que sugere o retorno da gastança inveterada, ao gosto dos empresários, sem nenhum planejamento esportivo.

Na base, a gestão ficará a cargo de Paulo Serdan, da Mancha Verde, que madame carrega a tiracolo como se companheiros fossem há longos anos.

Diante do histórico de extrema violência que o cerca, não apenas em guerras campais no entorno de estádios, mas também no desrespeito absoluto a quem quer seja, inclusive a alguns septuagenários do Conselho, é previsível o que vem por aí.

Cada voto favorável a esse futuro sombrio revelará o sentimento real daqueles que apresentam-se, muitos deles aos berros, como palmeirenses.

Isolamento é a única saída

EDITORIAL DO ESTADÃO

Em 45 dias, morreu mais gente por covid-19 no Brasil, com população seis vezes menor, do que na China em 4 meses

Com população seis vezes menor, o Brasil superou a China em número de mortos por covid-19. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o país asiático registrou 4.643 óbitos desde o final do ano passado. Segundo dados divulgados nesta semana pelo Ministério da Saúde do Brasil, mais de 5 mil pessoas morreram no País em decorrência da infecção pelo novo coronavírus desde 17 de março. Em apenas 45 dias houve mais vítimas fatais da covid-19 no Brasil do que houve na China, local de origem da pandemia, em quatro meses. Decerto as informações oficiais que provêm do governo de Pequim devem ser recebidas com boa dose de ceticismo. A China tem muitos pontos fortes, mas transparência não é um deles. Igualmente notáveis são a subnotificação de casos no Brasil e a incorreção de milhares de registros de óbito em cartórios de todo o País. De todo modo, o marco oficial serve para suscitar reflexões sobre a reação brasileira à maior emergência sanitária deste século.

Desde o início da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro alinhou-se a um punhado de líderes políticos que minimizaram sua gravidade. Emparedados pelos fatos, alguns desses líderes voltaram atrás. Bolsonaro, contudo, segue aferrado à ideia de imediata “volta à normalidade”, ainda que isso represente enorme risco para a saúde dos brasileiros e para a capacidade de atendimento do sistema público de saúde. O presidente da República deu novas mostras de alheamento, insensibilidade e falta de empatia ao comentar o aumento do número de mortos por covid-19 no País. “E daí? Quer que eu faça o quê?”, perguntou Bolsonaro a um grupo de repórteres. “Eu sou Messias, mas não faço milagre”, debochou.

A Nação jamais buscou se socorrer dos dotes milagrosos de seu presidente. Dele não se espera outra coisa além de assumir a responsabilidade que recai sobre seus ombros de chefe de Estado e de governo nesta hora grave. “Vocês (a imprensa) não vão botar no meu colo essa conta (de mortos)”, disse Bolsonaro. O presidente atribuiu aos governadores o ônus pelo aumento do número de mortes, acusação injusta, haja vista que são justamente governadores e prefeitos os mais ciosos observadores das recomendações das autoridades sanitárias. Em entrevista coletiva, o governador de São Paulo, João Doria, recomendou que Bolsonaro “saia do ‘gabinete do ódio’ e visite os hospitais do País e que tenha compaixão” pelas vítimas e seus familiares. Não é pedir muito.

A situação do País é preocupante, tendo em vista que ainda não se atingiu o pico de casos de covid-19. Só não é pior graças à estrutura de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), à dedicação inabalável dos profissionais da área da saúde das redes pública e privada, ao comportamento cívico e solidário de brasileiros que aderiram ao distanciamento social e se desdobram para encontrar formas de ajudar uns aos outros e, não menos importante, à ação responsável de governadores e prefeitos que compreenderam a dimensão do problema com o qual estão lidando e perceberam que estimular o isolamento é a única ação eficaz para evitar mais contaminações e mortes até que uma vacina contra o novo coronavírus esteja disponível.

Enfrentar a pandemia não é uma atribuição exclusiva do poder público. É crescente o número de pessoas nas ruas, como se um vírus mortal não estivesse em circulação. Não se trata, claro, dos encarregados de realizar serviços essenciais, que necessariamente não podem ficar em casa, mas daqueles que deixam o isolamento por incivilidade, egoísmo e autoconfiança irresponsável. Este grupo será tão responsável pelo colapso do sistema público de saúde – e pelo aumento de mortes – quanto qualquer autoridade desajuizada. Neste sentido, em nada ajuda a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de liberar testes rápidos para detecção de covid-19 em farmácias. A baixa confiabilidade destes testes pode estimular comportamentos de risco. À falta de adesão espontânea ao isolamento, não será surpresa se governadores e prefeitos tiverem de recorrer a medidas mais duras para salvar vidas. Os que podem, fiquem em casa.

A ética triunfa

EDITORIAL DO ESTADÃO

O ministro do STF Alexandre de Moraes suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção da PF. Nem é preciso ser jurisconsulto para desconfiar das intenções de Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes suspendeu a nomeação do delegado Alexandre Ramagem para a direção da Polícia Federal (PF), atendendo a pedido do PDT. Em seu despacho, o ministro escreveu que, “em tese, apresenta-se viável a ocorrência de desvio de finalidade do ato presidencial” de nomear Alexandre Ramagem, “em inobservância aos princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e do interesse público”.

Nem é preciso ser jurisconsulto para desconfiar das intenções do presidente Bolsonaro ao nomear Alexandre Ramagem para chefiar a Polícia Federal. Segundo o próprio presidente da República, seu objetivo era ter alguém de sua confiança na PF para obter informações – sabe-se lá quais e com que objetivos.

Ora, mesmo que o presidente Bolsonaro não tivesse alguns de seus filhos sob suspeita em casos investigados pela PF, a nomeação de um diretor da PF com a intenção explícita de ter acesso a informações já configuraria, em si, um atentado às leis e aos dispositivos constitucionais que obrigam a polícia a conduzir suas diligências de forma sigilosa – seja para impedir que os investigados destruam provas, seja para resguardar a imagem dos investigados. Ademais, o fato de que se trata da mais alta autoridade da República a requisitar informações não obriga nenhum servidor público a fornecê-las, se essa ordem for claramente ilegal, como seria o caso.

Todas essas limitações estão expressas de forma clara nos diversos códigos legais do País, e espanta que o presidente da República, que jurou respeitar a Constituição ao tomar posse, não veja nada demais em violá-las. Quando questionado a respeito da nomeação de um amigo pessoal para dirigir a PF, reagiu, com ares de indignação: “E daí?”.

Mais do que isso: Bolsonaro deixou claro, também, que quer fazer da PF sua polícia particular. Depois de anunciar a nomeação do amigo Alexandre Ramagem, o presidente exigiu que a PF reabrisse a investigação sobre a facada que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018. O caso está encerrado há tempos – a PF concluiu, depois de exaustiva apuração, que o autor da facada, Adélio Bispo, agiu sozinho, e a Justiça Federal o considerou inimputável, em razão de graves transtornos mentais. Bolsonaro simplesmente não se conforma com esse resultado e acredita que há um mandante do crime: “Eu não tenho provas, tenho sentimento. O que for possível a Polícia Federal fazer, dentro da legalidade, para apurar quem pagou Adélio para me matar, vai fazer”.

Se o presidente está insatisfeito com o resultado das investigações, deveria, como qualquer cidadão nas mesmas circunstâncias, recorrer à Justiça para demandar novas diligências. O que não pode, como já está claro, é obrigar a PF – que, como lembrou o ministro Alexandre de Moraes, não é “órgão de inteligência da Presidência da República”, mas sim “polícia judiciária da União” – a encontrar o tal “mandante”, que só existe nas delirantes teorias bolsonaristas segundo as quais o presidente foi vítima de um complô “comunista”.

Mas a menção insistente de Bolsonaro a Adélio Bispo serve somente para animar a claque bolsonarista e desviar a atenção do fato, incontornável, de que a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção da PF com o objetivo de franquear informações do órgão ao presidente fere os princípios da impessoalidade, da moralidade e do interesse público – e já é objeto de investigação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, para apurar possíveis crimes de advocacia administrativa e prevaricação, entre outros.

Depois dos reveses no Supremo, o presidente Bolsonaro decidiu afinal anular a nomeação de Alexandre Ramagem. No entanto, a julgar por seu comportamento desde a posse, há pouco mais de um ano, não será surpresa se Bolsonaro voltar à carga, testando a disposição do Congresso e do Judiciário de fazer valer os limites constitucionais ao poder presidencial. É preciso deixar claro para o presidente que seus desejos não adquirem automaticamente o status de lei, como é nas ditaduras; em uma democracia, o presidente deve demonstrar, de forma cristalina, que suas escolhas são voltadas para a preservação do bem comum, e não movidas por inconfessáveis interesses privados.

Corinthians dá calote em plano de saúde dos funcionários, mas desconta valor em folha de pagamento

Na última semana, o Corinthians, por falta de pagamento, passou pelo vexame de ficar quatro dias sem energia no Parque São Jorge;

A notícia, publicada em primeira mão pelo Blog do Paulinho, foi desmentida pelo clube, mas confirmada, em nota oficial, pela ENEL.

Porém, o descaso não para por aí.

Há mais de um ano, o Corinthians não deposita o FGTS de seus funcionários (nem dos jogadores).

Além disso, soubemos ontem, apesar de descontar os valores em folha de pagamento, os planos de saúde também estão atrasos e, por conta disso, foram cortados pela AMIL, operadora responsável pelo atendimento.

Na última semana, funcionário alvinegro foi barrado em hospital quando tentava ingressar com o filho, menor de idade, apresentando sintomas de COVID-19:

“(…) a funcionaria me disse que a carteirinha não estava passando. Não autorizava o atendimento por falta de pagamento. A vergonha que eu passei no local não tem explicação mais pior do que isso é meu filho com suspeita de coronavirus”

“Todos os funcionários do clube estão sem plano de saúde, mesmo sendo descontado de nossos salários”

Além desse descalabro, as contas de água do Parque São Jorge também estão atrasadas e podem ser cortadas, se não honradas à tempo, a qualquer instante.

Washington Olivetto desconstrói ‘muleta’ do fracasso das vendas dos naming-rights do estádio de Itaquera

Ontem (28), Washington Olivetto participou de live promovida pelo grupo que apoia o ex-delegado Mario Gobbi à presidência do Corinthians.

Em determinado momento, o publicitário opinou a respeito das dificuldades do clube em vender os naming-rights do estádio de Itaquera.

Olivetto deixou claro que o discurso de culpar a imprensa por não dizer o nome de possível parceiro da Arena trata-se de muleta para disfarçar o fracasso.

“A gente não pode, por exemplo, misturar a ideia de que o jornalismo e a comunicação precisam ser parciais… não… eles precisam ser honestos”

“Eles podem se declarar corinthianos explicitamente…. o que não significa que você vai conseguir comercializar o estádio acreditando que mídia inteira vai dar àquele estádio o nome do patrocinador… bem possivelmente não dará”

“Mas não tem problema nenhum…o patrocinador será beneficiado do mesmo jeito”

Há quase uma década, todos os presidentes do Corinthians – Gobbi incluído, utilizaram o argumento, agora combatido por Washington, em justificativa da própria incompetência.

As várias fases da burrice bolsonarista

Da FOLHA

Por MARCELO COELHO

Sem coerência e sem neurônios, a extrema direita esquece o que disse e o que fez

Está ainda para ser escrito um estudo sobre o papel da burrice na política brasileira. Comentaristas e historiadores sempre supõem que um homem de Estado se move por estratégia e cálculo.

Os melhores instrumentos de análise podem se quebrar, entretanto, quando confrontados com os atos de um verdadeiro energúmeno.

O presidente Bolsonaro nem precisaria ter feito aquele discurso. Só a foto dele, com todos os ministros enfileirados, já vale por um atestado clínico.

Qual o sentido de chamar todo o gabinete para ouvir, com cara de pastel, aquelas explicações sobre a demissão de Moro? Só se reconhecia, com isso, o tamanho da crise.

O presidente juntou Damares, Weintraub, Araújo, Mourão, Guedes e companhia, como se estivesse anunciando um grande plano para o Brasil. O que apresentou foi um discurso disperso, patético, mentiroso e oco, incapaz de responder à única pergunta que importava no momento.

Por que trocar o chefe da Polícia Federal?

Pela versão de Bolsonaro, tratava-se apenas de atender a um pedido do próprio demitido. E, confessadamente, de pôr alguém na Polícia Federal com quem ele pudesse se entender, sem interferências de Moro.

Reduzido ao seu ponto básico, o discurso de Bolsonaro é um escândalo.

Mas o presidente é tão falto de inteligência que nem mesmo percebe o que está dizendo.

Há burrices e burrices. Uma das que predominam, hoje em dia, talvez seja efeito do Facebook e das geringonças digitais.

As imagens, as piadinhas e memes se sucedem com tanta rapidez, que o sujeito perde a memória.

Presidentes como Trump ou Bolsonaro escrevem qualquer coisa no Twitter, e no dia seguinte já não se lembram mais.

Abre o comércio, fecha o STF, usa a máscara, tira a máscara, tanto faz. As falas de Bolsonaro se sucedem como disparos num estande de tiro esportivo.

Pá, pá, pá. Aí o instrutor pega aquele cartaz com uma silhueta humana para ver quantas balas chegaram ao alvo. Nosso herói nem mesmo se interessa pela pontuação que obteve. “Acertei tudo, claro, está OK?”

No “está OK?” se esconde uma insegurança. Mas a insegurança não se confunde com autocrítica. Estimula, apenas, uma nova rodada de disparos.

Junto com a falta de memória, surge a incapacidade de distinguir entre o anedótico e o essencial. O discurso do presidente sobre a demissão de Moro se perdeu, como é notório, em considerações sobre o aquecimento da piscina, os feitos do “número quatro”, a certidão de nascimento da sogra.

É claro, aquilo fazia sentido em sua argumentação —ele queria dizer que foi investigado com base em suposições infundadas. Um advogado talentoso organizaria o discurso nesse rumo, como quem demonstra um teorema.

Bolsonaro é incapaz disso; vai pulando de fato em fato, de caso em caso, de anedota em anedota, como quem clica nas histórias do Instagram ou vagueia num game tipo “GTA”.

É esse o comportamento mental do bolsominion típico.

Primeiro, ignora o sentido mais amplo de um fenômeno para se aferrar a um detalhe de fácil compreensão.

Aparece um livro sobre educação sexual, por exemplo. O bolsominion não leu, mas fica sabendo que ali tem uma ilustração meio estranha. Será o pretexto para gritar, espernear, denunciar o diabo a quatro.

Mas ninguém vive sem entender as coisas num contexto. Depois de tirar um fato de seu contexto, o bolsominion terá de achar outro.

Aí entra o papel de alguma grande conspiração internacional, que de tão “evidente” não tem como ser contestada.

Se alguém contestar, entra a terceira fase do processo. Trata-se de rotular o inimigo: comunista, petralha etc. Os nazistas preferiam falar em judeus. O tiro sempre “acerta”, porque o atirador é completamente míope e confunde tudo.

Segue-se a fase autocongratulatória. Moro abandona o barco? Não faz mal. Ele era falso; e nós estamos lutando “o bom combate”, como diz Bolsonaro.

Se, apesar de tudo, vier o desmentido, o desastre, o vexame, nenhum problema. Basta se esquecer do que foi dito e do que foi feito. “Torturador? Eu?” Como assim?

Os próprios eleitores de Bolsonaro já se esquecem que votaram nele. “Bolsonarista? Eu? Votei no Amoêdo.”

O bolsominion mente. Mas não tem a inteligência do mentiroso comum. É tão burro que acredita na própria mentira; é otário até quando se arrepende.

O presidente comete crimes, e daí?

Da FOLHA

Por CONRADO HÜBNER MENDES

Um país não pode enfrentar uma grave crise sanitária sob liderança de um celerado

Será de Jair Bolsonaro a responsabilidade pelas mortes evitáveis da pandemia. A conduta estimulou o contágio, o discurso incentivou o desrespeito a ações sanitárias, a gestão desossou a capacidade estatal e tumultuou o ministério.

Mas quem pode cobrar a conta de alguém cuja delinquência se tolera há 30 anos?

Bolsonaro sempre sambou em cima da lotérica jurisprudência constitucional brasileira. Celebrou a ditadura, a tortura e a milícia, pediu fuzilamento e guerra civil que “mate uns 30 mil”, ameaçou mulher de estupro e festejou a morte.

O STF nunca foi capaz de discernir, na escatologia verbal e no discurso de ódio, o abuso da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar. O Congresso não notou qualquer ofensa à ética parlamentar.

Permitiram que chegasse à Presidência por meio de campanha de desinformação financiada por caixa dois. O TSE segue o “tempo judicial” no modo aleatório. Esperemos. Continuam permitindo que o presidente banalize o crime de responsabilidade e, na pandemia, o crime comum também.

Não bastasse a dieta de apreensão cotidiana que a pandemia nos aplica, a desordem política é administrada em doses diárias de agressão à democracia. Enquanto o governo e o presidente boicotam medidas de contenção da pandemia, o pior cenário de desastre se avizinha.

Fazer justiça a Bolsonaro não pode mais se traduzir na crítica à sua ignorância, na ironia à sua carranca rude e obtusa, ou à masculinidade mal resolvida. Bolsonaro pode ser vulgar e tosco como nunca se viu na Presidência, mas, antes de qualquer coisa, comete crimes. Sobre crimes deve haver consequências jurídicas, não só eleitorais e morais.

Seus crimes de responsabilidade estão definidos na Constituição e na lei 1.079. As dezenas de atos criminosos se distribuem em três categorias: violação de direitos, ataque à autonomia institucional e ofensa à dignidade, honra e decoro do cargo.

Temos a causa de impeachment juridicamente mais sólida da história. Nomear amigo do filho para chefiar a Polícia Federal é exemplar da afronta. “E daí?”, debochou com a certeza de sua impunidade.

Seu crime comum praticado à luz do dia está definido no artigo 268 do Código Penal. É crime contra a saúde pública, com pena de detenção.

Pedidos de impeachment se avolumam na Câmara; ao procurador-geral da República chegam notícias-crime; na gaveta do TSE dorme um pedido de cassação de chapa. São caminhos legítimos e alternativos. Dependem da coragem e tirocínio das autoridades.

Segundo mandamento de prudência, não se tira presidente em uma pandemia. Outro mandamento diz que um país não pode enfrentar grave crise sanitária sob liderança de um celerado. Esse mandamento revoga o anterior. A exceção prevalece sobre a regra.

Stefan Zweig conta em suas memórias como Hitler testava uma pílula de maldade de cada vez. Esperava a reação e soltava outra dose, até que se corroessem as defesas institucionais. “Bastava Hitler pronunciar a palavra ‘paz’ para entusiasmar jornais e fazê-los esquecer de seus atos passados.” Zweig relata a dor de olhar para trás e ver que havia janelas de oportunidade para agir, que se fecharam enquanto procuravam a moderação de Hitler.

Antonio Scurati, autor de bestseller sobre a vida de Mussolini, descreve como pensadores da altura de Benedetto Croce menosprezaram a malignidade do Duce. Pensavam que era apenas um personagem mais histriônico do teatro da política. “Croce não entendeu nada sobre o fascismo quando este foi constituído.”

Ainda não atinamos a magnitude do bolsonarismo. O certo é que subestimamos. Talvez Bolsonaro seja só o começo de um processo de autocratização definitivo. Ou um acidente reversível e pedagógico, apesar do custo. A janela histórica parece ainda nos conceder uma fresta, quem sabe? Na dúvida, testar é imperativo de sobrevivência.

Mario Gobbi é ladrão?

Recentemente, em diversas entrevistas, o presidente do Corinthians, Andres Sanches, afirmou que Felipe Ezabella, seu ex-vice de esportes terrestres, tratava Mario Gobbi, que também presidiu o Timão, como ‘ladrão’.

Acusação gravíssima, levando-se em conta que o apontado é um delegado de polícia.

Sanches foi além de apenas revelar o episódio, disse, categoricamente, possuir provas dessas conversas.

Não é um assunto que possa ser deixado de lado, tanto pelo Corinthians quanto por Gobbi, atingido fortemente em sua honra, seja por Ezabella – se comprovadas as acusações – ou por Sanches, em caso de mentira.

É estranho, por conta disso, o silêncio do delegado.

Novamente candidato a presidente alvinegro, Gobbi tem obrigação de esclarecer a questão, até porque, segundo o próprio, mantém relações com Sanches (se falam, ao menos, por telefone) e é apoiado, neste momento, por Ezabella.

Em não fazendo, parecerá que não pode levantar o tapete por medo do que possa estar escondido sob ele.

Gobbi roubou?

Se sim, é melhor mesmo engolir o sapo e torcer para que os eleitores alvinegros mantenham o padrão de escolha de seus líderes dos últimos doze anos.

Agora, em sendo inocente, se faz necessário interpelar Andres Sanches, tanto no Comitê de Ética alvinegro, para que comprove as acusações contra Ezabella, quanto em inquérito policial, instrumento resgatador de sua honra.

Afinal, como comandar investigadores de sua delegacia se estes estiverem em dúvida da honestidade de quem lhes dá as ordens?

Se Sanches mostrar as provas que diz possuir, que os mesmos procedimentos sejam adotados contra Ezabella.

O Corinthians precisa de um presidente honesto.

Qualquer dúvida a respeito disso deve ser dissipada entes do risco de colocar, mais uma vez, o clube a mercê de quem, em vez de servi-lo, pretende dele tirar o sustento.

Atlético/MG comemora submissão aos intermediários da bola

Ricardo Guimarães e Kia Joorabchian

A diretoria do Atlético/MG comemorou como conquista de título o pagamento, após seis anos de calote, de uma dívida do clube que, se não quitada ontem, levaria a agremiação a sofrer graves sanções da FIFA.

Deveria estar chorando.

O remédio encontrado foi retirado dos caixas da MRV e do BMG, ambos controlados por Ricardo Guimarães, ligado, umbilicalmente, ao agente Kia Joorabchian.

Ou seja, além de se endividar ainda mais, o Galo ficará refém dessa gente.

Talvez, por isso a comemoração dos dirigentes.

Kia é conhecido pela generosidade, por vezes indevida, com a cartolagem que o acolhe.

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