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Até quando a pilhagem do Corinthians seguirá impune?

A previsão do custo por assento do projeto de construção da Arena do Atlético/MG é de R$ 9 mil.

O estádio teria capacidade para 46 mil pessoas.

Assim como costuma ocorrer nesse tipo de orçamento, é pouco provável que não existam, por razões diversas, alterações ao longo do caminho.

É improvável, porém, que se chegue ao escárnio vivenciado pelo Corinthians.

Em reunião do Conselho deliberativo do Timão, antes do aval para a construção do estádio de Itaquera, o mentor do negócio, Luis Paulo Rosenberg, garantiu que o custo/assento seria de apenas R$ 6 mil.

A realidade ficou em R$ 23,9 mil.

Quatro vezes acima da projeção feita aos conselheiros.

Duas vezes e meia além da projeção do Galo.

Fala-se muito, nos bastidores do Corinthians, na necessidade, que de fato existe, de um plano de pagamento aos credores do estádio (construtora e instituições financeiras) que seja adequado à realidade do clube.

Os compromissos assinados pelo cartolas alvinegros, com aval de gente que hoje critica o negócio, são insolúveis, fruto de comportamentos populistas, irresponsáveis e, segundo investigações da Polícia Federal, até criminosos.

Precisam, para bem de credores e devedor, de uma revisão séria, que por razões amplamente conhecidas, não pode ser tocada pelo atual grupo gestor do Timão.

Porém, poucos conselheiros, apesar de saberem da existência de grave dano ao patrimônio do Corinthians, tem coragem de inserir nesse ajuste de contas a necessidade de ressarcimento por parte daqueles que, por incompetência (gestão temerária) ou corrupção, levaram o clube a situação tão complicada.

Há não muito tempo, a agremiação se viu obrigada a tomar emprestado mais de R$ 100 milhões com objetivo único de evitar a prisão de quatro dirigentes: Andres Sanches, Roberto Andrade, Raul Corrêa da Silva e André Negão, que permanecem réus em três ações de apropriação indébita e sonegação de impostos.

Nenhum deles, até os dias atuais, ressarciu os caixas alvinegros.

Não foram cobrados, nem se dispuseram a fazê-lo.

É a junção desses desatinos que levou o Corinthians ao atual estado de calamidade financeira, que se contrapõe à surreal condição de ser o clube com uma das maiores receitas do país.

Tudo leva a crer que existem ladrões da administração alvinegra, mas a vítima, representada pelos conselheiros, não se sabe por medo ou conivência, nega-se a prestar queixa, apesar de estar chorando pelos cantos.

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1 comentário em “Até quando a pilhagem do Corinthians seguirá impune?”

  1. R$ 23,9 mil por cada assento que a Gayviões mandou jogar no lixo!! Eterno “faz-me-rir”, KKKK!!!

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