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Justiça mantém impugnação de sócios beneficiados por suposta “compra de votos” no Corinthians

Por decisão da 2ª Vara Civil do Tatuapé, os 61 sócios que, supostamente, beneficiaram-se de esquema de “compra de votos’ no Parque São Jorge, continuarão impedidos de votar nas eleições marcadas para 03 de fevereiro.

A Justiça entendeu que houve flagrante violação ao Estatuto do clube, que impede qualquer anistia doze meses antes do período eleitoral.

Clique no link a seguir para ter acesso à sentença do juíz Claudio Pereira França, que indeferiu a liminar:

61 associados vs. Corinthians

Abaixo o trecho mais relevante:

“Pleiteiam os requerentes a tutela de urgência para que sejam considerados válidos os pagamentos realizados até 03/12/2017, considerando-os aptos a participarem e votarem na Assembleia que será realizada no dia 03/02/2018, anulando a decisão da Comissão Eleitoral.

Os documentos trazidos para o processo revelaram o seguinte.

Estatuto do SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA. Art. 44, § 1º : “Só poderá participar da AG o associado que estiver quite com as suas contribuições estatutárias até dois meses antes de sua realização, sendo vedado exercer esse direito por procuração.”§ 3º ” Fica expressamente proibida qualquer anistia financeira aos associados no período de 12 meses anteriores a AG, bem como qualquer parcelamento de débito no período de três meses anteriores a AG.”A Comissão Eleitoral 2018 do Sport Club Corinthians Paulista, considerando notícias e informações veiculas pelos meios de comunicação, bem como representações enviadas por associados no sentido de que a Diretoria Publicou uma promoção para reativação dos títulos, concedendo 50% do valor devido, determinou cautelarmente suspensos os direitos eleitorais, relativamente ao pleito do dia 3 de fevereiro de 2018, dos associados que se beneficiaram dessa anistia parcial, constantes da relação em anexo, devendo seus nomes serem excluídos das listas de votação (fls.242/245).

Pois bem. Pela analise dos documentos apresentados, verifica-se flagrante violação ao Estatuto do Clube.

As campanhas anuais são comuns nas agremiações e seu objetivo e o de trazer para o clube os sócios inadimplentes.Para tanto, normalmente, concedem descontos ou parcelamentos dos débitos.A medida é saudável e ajuda a sanear as finanças dos clubes.

No entanto, essas companhas devem ser feitas com muita cautela,respeitando o Estatuto, principalmente nos anos em que ocorrem as eleições para os Órgãos Direção.

No situação trazida a exame, o Estatuto do requerido é muito claro ao proibir qualquer anistia financeira aos associados no período de 12 meses anteriores a AG, bem como qualquer parcelamento de débito no período de três meses anteriores a AG.

A referida proibição visa impedir que Candidatos se utilizem da maquina, concedendo benefícios a eleitores inadimplentes, em proveito próprio.

Os requerentes não negam que receberam descontos para o pagamento do débito, negando o benefício da anistia.

A denominada “anistia”, prevista no Estatuto, deve englobar o desconto concedido para o pagamento do débito, pois seu objetivo foi o de servir de estímulo ao associado para participar do processo eleitoral com seu voto.

Nesse aspecto, a Comissão Eleitoral, percebendo a violação do Estatuto, determinou acertadamente que fossem suspensos os direitos eleitorais, relativamente ao pleito do dia 3 de fevereiro de 2018, dos associados que se beneficiaram dessa anistia parcial, constantes da relação em anexo, devendo seus nomes serem excluídos das listas de votação (fls.242/245).

Como se vê, não há como se conceder a tutela de urgência postulada pelos requerentes porque a decisão proferida pela Comissão Eleitoral esta de acordo com o que estabelece o Estatuto do Clube.

No mais, cite-se o requerido para os termos da ação.

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61 sócios do Corinthians entram na Justiça para reverter impugnação

Na última sexta-feira (26), o Blog do Paulinho revelou que a advogada Sheila Cristine Granja recolhia procurações de associados alvinegros que tiveram direitos políticos impugnados pela Comissão Eleitoral do Corinthians.

Golpe para reativar associados impugnados nas eleições do Corinthians é preparado no Parque São Jorge

Todos envolvidos no episódio tratado como “compra de votos”.

Ontem, 61 deles ingressaram com ação contra o Corinthians, na 2ª Vara Civil do Tatuapé, objetivando reverter a situação.

O pedido de liminar será analisado, ainda hoje, pelo juíz Claudio Pereira França.

Fala-se, no Corinthians, que seriam todos eleitores do deputado federal Andres Sanches, e que este estaria bancando os serviços da advogada, que é ligada ao filho do Presidente do Conselho do clube, Guilherme Strenger.

Abaixo íntegra do pedidos dos 61 sócios alvinegros:

Inicial da ação dos 61 sócios do Corinthians

Reqte:  Margarete Loss
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Odilton Baptista Torres Junior
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Odair Mello Francisco
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Newton Augusto
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Nilton Bastos Reberte
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Nazareno Gentile Filho
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Mary Polacchi Bari
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Osmar Hellu Vicente
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Maria Carmen Orefice Faita
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Marco Antonio Rodrigues de Souza
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Marcelo Fernandes
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Luis Augusto Ligabui Filho
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Jurandir dos Santos Ferreira
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Joselito Alves da Silva
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  José Carlos Rufino
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Joao Santos Guedes Junior
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Talitha Fernanda Araujo
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Wilson Rocha da Silva
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Walfredo de Queiroz
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Wagner Rodrigues
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Waldemar Noal Aulicino
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Valdemi Martins de Queiroz
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Teresinha Rosa Castro
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Paulo Roberto dos Anjos
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Stalin Siqueira Zanini
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Silvio Barnardone
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Rubens Campos
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Roberto Mazini
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Ricardo Aparecido Gonzalez
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Ramon Verdugo
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Adriana de Rosa
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Edson Thomé
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Ulisses Augusto Accacio
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Ricardo Augusto de Freitas Barbosa
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Milton Augusto Loureiro
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Marcos Alvaro de O. Ghisloti
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Luiz Carlos Papatolo
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  José de Jesus Amaro Filho
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Antônio Cesario Ribeiro
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Dulcinéia Albertino do Carmo
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Clovis de Jesus Amaro
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Claudio de Jesus Amaro
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Celia Regina Turco
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Andre Ruperez Ciorlia
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Americo de Almeida Gonçalves
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Alexandre Lirôa dos Passos
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Jairo Silva
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Eduardo Domingos Liroa
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Jaime Silva
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Ives Nilson Porto dos Santos
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Gilmar Gesteira
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Fabrizio Demuru
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Fabiano Falchet
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Eduardo Siqueira Rodrigues
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Antônio Giannini Junior
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Edson Marfil
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Ederton Roberto Moraes dos Santos
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Denis Silva Campos
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Debora Bari
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Dalton Jose Patricio
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqte:  Clovis Filadelfo
Advogada:  Sheila Cristine Granja
Reqdo:  Sport Club Corinthians Paulista

São Paulo é intimado para cumprir acordo em ação de 1972 movida por clube de várzea

Em 1972, a Irmandade do Hospital São José, equipe de várzea do Litoral Sul, moveu ação contra várias entidades, entre as quais o São Paulo Futebol Clube.

O objetivo era a Reintegração de Posse da quadra de terrenos compreendida pelas ruas Projetada, Caobi, Tenente Durval do Amaral e Canal do Saneamento, na cidade de São Vicente, no litoral paulistano.

Quarenta e seis anos após, parece que o Tricolor do Morumbi ainda mantém a pendência.

No último dia 23, o juíz Mario Roberto Negreiros Velloso, da 2ª Vara Civil de São Vicente, concedeu prazo de cinco dias, após a citação, para que o São Paulo se defenda, acusado que foi de descumprir sua parte no acordo:

“Intime-se o requerido São Paulo Futebol Clube para se manifestar sobre o alegado descumprimento de acordo (fls. 1819/1823), no prazo de cinco dias.”

“Considerando o longo período em que os autos permaneceram em arquivo, a intimação do requerido deverá ser pessoal.”

“Com a manifestação do requerido, ou certificado o decurso de prazo sem manifestação após a sua regular intimação pessoal, tornem os autos conclusos.”

Após “caso contrabando”, Tuma Junior desistiu de duas candidaturas e foi alvo de condução coercitiva da PF

Paulo Li e Romeu Tuma Junior em viagem à China

Em 2007, por conta de acordo do Senador Romeu Tuma com o Governo do PT, que consistia, segundo informações de jornais à época, em abafar a CPI da Petrobrás e em ajudar o “companheiro” Andres Sanches a eleger-se presidente do Corinthians, o rebento Tuma Junior foi alçado ao cargo de Secretário Nacional de Justiça.

Três anos depois, sem conseguir afastar-se de práticas notórias da família, Romeu Tuma Junior foi demitido pelo Ministério da Justiça, após acusações, expostas pela mídia, de facilitação aos procedimentos da Máfia Chinesa, em que o assessor de seu gabinete, Paulo Li, era figura proeminente do esquema.

Daí por diante a vida do ex-delegado desandou.

No dia 27 de setembro de 2010, o MP-SP instaurou procedimento de investigação por improbidade administrativa contra Tuma Junior, arquivado um ano depois, mas com investigações prosseguindo no âmbito federal:

Tuma Junior, receoso e com desejo de retornar à vida pública, impetrou pedido, no Ministério da Justiça, em 2012, solicitando direito de “Acesso à Informação” sobre ações criminais que tramitaram contra ele, desde 2002 até a presente data, assim como saber, também, se outras pessoas ou veículos tiveram acesso aos dados.

Esclarecendo que investigações sob sigilo não podem ser fornecidas a supostos investigados, e que o pedido não se enquadrava na Lei de Informação, o MJ negou-lhe, em 26 de fevereiro de 2013, a documentação (no link abaixo, a negativa do Ministério):

Tuma acesso à informação

Apalavrado com o DEM, Tuma Junior lançou-se candidato a vereador em São Paulo, sob nº 25222, mas, aparentemente, sem ter certeza de sua condição jurídica, renunciou:

É curiosa a relação de bens do candidato, totalizada em R$ 135.522,00 (uma Moto Honda 1995, um carro Stylo 2005 e uma capitalização no Banespa), apesar dele, há seis anos atrás, período da campanha, já desfilar em bons veículos, morar em residência de padrão elevado e administrar alguns imóveis.

Com a fracassada tentativa de retorno à política, Tuma Junior, ainda envolto em dúvidas sobre procedimentos de investigação que poderiam complicar-lhe a vida pessoal, decidiu se aposentar, mas somente conseguiu fazê-lo através de Mandado de Segurança, após diversas negativas do DAP, da Polícia Civil, por, supostamente, não possuir os requisitos necessários:

Meses depois, no dia 05 de agosto de 2014, a Polícia Federal solicitou Mandado de Condução Coercitiva a Romeu Tuma Junior, aparentemente cumprido em sua residência, sobre inquérito mantido em sigilo até os dias atuais:

Após o sucesso de vendas, com grande ajuda da revista VEJA, da obra de ficção denominada “Assassinato de Reputações’, Tuma Junior foi instado, novamente, a tentar entrar na vida pública, desta vez pelo PTB, em acordo com o desfrutável vereador Campos Machado, que dispensa apresentações.

O ex-delegado registrou candidatura a vereador de São Paulo no dia 10 de agosto de 2016 – fato que nunca revelou a ninguém, sob nº 14141, mas, após verificação de nova possibilidade de virem à tona problemas do passado, renunciou, doze dias depois, não sem antes ter exposto, pelo TSE, ação criminal que responde, até os dias atuais, por calúnia, injúria e difamação, por conta de supostas mentiras contadas no livro a que nos referimos na matéria:

Agora, em 2018, Tuma Junior objetiva, mais uma vez, retornar ao holofotes políticos, razão pela qual lançou-se candidato à presidência do Corinthians, mesmo sabendo não possuir chances de obter êxito na empreitada.

Não por acaso, em vez de registrar o domínio de internet com nome de sua chapa, a contraditória “Democracia Corinthiana Participativa”, decidiu fazê-lo com o endereço “tuma2018”, que servirá, por razões óbvias, para a disputa de outubro, no âmbito nacional.

Difícil é saber se o tiro não sairá pela culatra, diante da exposição negativa que pode gerar uma provável última colocação no pleito alvinegro, sem contar a recente fala, publicada no Estadão, defendendo “calote” na CAIXA sobre as dívidas do estádio de Itaquera, e se os problemas judiciais do candidato estarão resolvidos, para evitar a terceira renúncia seguida, passível, em piada popular, de pedir “música no Fantástico”.

A explicação para os laterais e meio-campistas brasileiros

(trecho da coluna de TOSTÃO, na FOLHA)

A seleção brasileira, desde a Copa de 1970, possui os melhores laterais do mundo, que se destacam mais pelo apoio ao ataque.

Isso ocorreu porque, há décadas, os volantes brasileiros são muito mais marcadores, com a função de fazer a cobertura dos laterais.

É também uma das razões de o Brasil não ter, há muito tempo, craques meio-campistas, que joguem de uma área à outra.

Na Europa, aconteceu o contrário.

Como os laterais são muito mais marcadores que apoiadores, formaram-se mais meio-campistas talentosos, que marcam e atacam.

Treinadores repudiam Alfredo Sampaio

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NOTA OFICIAL DA ABTF

A ABTF, através de seu Presidente e Conselheiros repudiam a atitude do Treinador do Bangu Alfredo Sampaio, em matéria no FutRio.

A entrevista vinculada no site fere a Ética, não só entre profissionais do mesmo ramo, como ofende a dignidade e no âmbito profissional está coberta de requintes de soberba.

A atitude vinda de um representante de Classe “Múltiplo” foi inoportuna e anti-ética até para os jogadores do Nova Iguaçu, classe que tem o Sr. Alfredo Sampaio como Presidente há 28 anos.

Como secretário da FBTF, o termo usado pelo secretário da Federação dos Treinadores (“medo de perder o emprego”) é uma afronta ao que o mesmo deveria combater.

Apoiamos integralmente o nosso Associado e filiado Treinador Edson Souza, jovem talento, que despontou nos últimos anos como grande treinador no Futebol do Estado do Rio de Janeiro, e diga-se de passagem por méritos próprios, e nos colocamos à disposição para que o mesmo possa usar a ABTF, para proteger a sua integridade profissional.

Lamentamos que esta atitude tenha vindo exatamente de quem participou da fundação e é secretário geral de uma Federação, para que, acreditávamos nós, iria proteger os Treinadores de atitudes exatamente iguais a esta, tomada pelo secretário da própria Federação.

Aguardamos uma posição do Presidente da FBTF, ou da sua Diretoria, para que se posicione em defesa de um Treinador de Futebol.

Abaixo link da matéria em que Alfredo Sampaio desrespeitou companheiro de profissão:

http://futrio.net/site/noticia/detalhe/35202617/alfredo-detona-postura-do-nova-iguacu-parece-medo-de-perder-o-emprego

Para entender a prova no caso Lula

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Por DR. NAGIBE DE MELO JORGE NETO

É engraçado como muita gente diz que não há provas para a condenação de Lula. Dizem isso sem ter a mínima noção do que seja prova e de como se considera um fato provado ou não provado. Bons jornalistas repetem essa bobagem. Intelectuais, nacionais e estrangeiros, repetem essa bobagem. O slogan do partido dos trabalhadores, na campanha para salvar Lula, é “cadê a prova?”.

A nossa sociedade se vê cada dia mais envolvida em julgamentos e decisões judiciais. Impressiona que os meios de comunicação trabalhem tão mal os conceitos mais elementares do mundo jurídico. Alguns se aproveitam da desinformação para difundir ideias incorretas e confundir o público.

No direito penal, alguém só pode ser condenado se houver provas “além da dúvida razoável” de que praticou um ato definido em lei como crime. O que significa “além da dúvida razoável”? Significa que o grau de certeza de que o fato criminoso ocorreu (materialidade) e o grau de certeza sobre quem praticou o fato criminoso (autoria) devem ser altos. Quão alto? À luz das provas, uma pessoa razoável não pode ter dúvida razoável de que o fato ocorreu como descrito na acusação.

Mas o que é a prova? A prova é qualquer elemento conhecido (documentos escritos, áudios, vídeos, depoimentos, perícias etc.) que aponte para um fato desconhecido, mas que pode ser provado, ou seja, pode ser conhecido, a partir de fatos conhecidos. Provar é, portanto, conhecer um fato desconhecido a partir de outros fatos conhecidos.

O verbo conhecer é empregado aqui em um sentido muito específico. O ser humano conhece o mundo pelos sentidos: visão, tato, olfato, audição e paladar. Imagine que um promotor queira provar que Fulano matou Sicrano. Ele não viu Fulano matar Sicrano, o juiz também não viu. Se eles não viram, para eles esse é um fato desconhecido. Mas o juiz pode conhecer o fato, ter um alto grau de certeza de que o fato aconteceu, por meio da prova. Por exemplo, alguém diz que viu Fulano matar Sicrano com uma arma. Isso é um depoimento testemunhal. A perícia atesta que a bala encontrada no corpo de Sicrano é compatível com a arma de Fulano. Isso é outra prova, uma prova pericial.

A partir desses elementos o juiz pode ter certeza “além da dúvida razoável” de que Fulano matou Sicrano. O papel da defesa é plantar dúvidas. A melhor estratégia nesse caso seria desacreditar a testemunha. Se a testemunha não é confiável e o julgador só tem a testemunha e a perícia, pode remanescer uma dúvida razoável para afirmar que o crime foi praticado por Fulano.

As provas podem ser diretas ou indiretas. A testemunha que viu o crime é uma prova direta porque ela se refere ao próprio fato (o ato de Fulano atirar em Sicrano). A perícia é uma prova indireta porque ela não se refere ao próprio fato que se quer provar (Fulano atirar em Sicrano), ela atesta apenas que a bala encontrada no corpo de Sicrano é compatível com a arma de Fulano, mas a perícia não se refere ao fato em si, ao ato de atirar. Não se pode dizer, somente pela perícia, que o crime de fato aconteceu como narrado na denúncia (Fulano atirou em Sicrano). Alguém pode ter roubado a arma de Fulano e ter matado Sicrano, por exemplo. A testemunha pode estar mentindo para prejudicar Fulano.

A prova indireta é chamada indício porque ao dar conhecimento de um fato que não é o fato criminoso, ela indica, aponta para o fato que se quer provar. O indício estabelece uma ligação racional entre um fato conhecido e o fato desconhecido que se quer provar. Tanto as provas diretas como as provas indiretas são provas e têm igual valor. Muitas vezes, a prova indireta é mais importante e mais confiável que a prova direta.

Nunca mais, caia na conversa fiada que diz: “não há provas, apenas indícios”. Indício é prova e deve ser levado em conta para a prova do fato criminoso tanto quando a prova direta. Os indícios podem servir, inclusive, para afastar a condenação. Muitas vezes, as provas indiretas são capazes de provar o fato criminoso com maior certeza que as provas diretas. Como normalmente são numerosas e apresentam diversos aspectos do mesmo fato, elas são mais seguras. Vamos ver como isso é possível.

Imagine o mesmo exemplo anterior sem uma prova direta, “apenas” indícios. Ninguém viu Fulano atirar em Sicrano. Não há testemunhas. A única prova é um vídeo. Uma câmera de segurança captou o momento em que Fulano e Sicrano entram juntos em um beco. Não há saída do beco, a não ser pela mesma entrada captada pela câmera de segurança. Quem entra tem que sair pelo mesmo lugar. Poucos minutos depois, apenas Fulano sai. Em seguida, Sicrano é encontrado morto pela próxima pessoa que entra no beco, uma freira da Ordem dos Pregadores que fazia um trabalho de recuperação de viciados nas redondezas. Ninguém viu Fulano matar Sicrano. Há apenas a filmagem. Quem matou Sicrano? Sicrano pode ter se suicidado. A freira, terceira pessoa a entrar no beco e que chamou a polícia, pode ter matado Sicrano. Adicionemos mais alguns elementos de prova indiciária. A arma do crime não é encontrada. A perícia concluiu que a bala entrou pelas costas, o suicídio é impossível. Testemunhas afirmam que havia uma disputa entre Fulano e Sicrano. O crime está provado?

Nesse caso, em que não há uma testemunha, nenhuma prova direta portanto, o poder de convencimento da prova é mais forte que no caso anterior. Afinal, o vídeo é mais confiável que uma testemunha. No exemplo anterior, a testemunha poderia estar mentindo. Nesse caso, é quase impossível explicar o homicídio de outro modo que não seja Fulano tendo assassinado Sicrano, a não ser que você acredite que a freira é uma psicopata.

Isso é a análise da prova. Toda análise da prova é a montagem de um quebra-cabeça, como a reconstrução de um vaso quebrado. Nós conseguimos algumas peças (os fatos conhecidos) e, a partir delas, podemos dizer com um alto grau de certeza qual era a forma do vaso (fato desconhecido). Mas nunca é possível colar todas as peças e ter o vaso de novo. O vaso se quebrou, o fato aconteceu e se perdeu no tempo.

No caso de Lula, como vimos pela sentença e pelo julgamento do TRF4, as provas são avassaladoras, numerosas e extremamente detalhadas. Há dezenas de pedaços do vaso quebrado. São contratos, declarações de imposto de renda, troca de mensagens eletrônicas, depoimentos, perícias etc. Apenas para se ter uma ideia, todas essas provas, os pedaços do vaso, são detalhadas ao longo de 142 páginas da sentença do juiz Moro (da página 51, item II.12 à página 192, item II.16). Para quem tiver curiosidade, está aqui o link: https://abrilveja.files.wordpress.com/2017/07/sentenc3a7a-lula.pdf. Dizer que não existem provas é puro desconhecimento, ilusão ou má-fé. Sim, pode-se questionar ou por em dúvida a prova. Esse é o trabalho da defesa. Mas, no caso Lula, as provas são tão numerosas e coerentes entre si que a defesa, ao invés de plantar dúvidas sobre cada uma das numerosas provas, assume a estratégia de dizer que não existem provas em absoluto, acusam os julgadores de parcialidade e invocam outras dezenas de preliminares que teriam por fim anular o julgamento.

A partir de todas as dezenas de provas citadas na sentença e mencionadas no julgamento, vou tentar fazer um resumo, ainda que imperfeito, dos fatos conhecidos. Quanto a esses fatos praticamente não há controvérsia. Não serei exaustivo. A sentença e o acórdão trazem centenas de elementos, em centenas de páginas de análise. Aqui estou apresentando apenas um resumo muito pequeno. O meu objetivo não é absolutamente analisar ou discutir a prova no caso Lula, muito menos a decisão. O objetivo é apenas demonstrar o raciocínio lógico por trás da análise da prova. Percebam como grande parte da mídia, assim como muitos articulistas opinião não fazem isso, desfocando completamente a discussão. Vamos aos fatos conhecidos:

1. Lula foi Presidente da República e diretamente responsável pela indicação do Conselho de Administração e, consequentemente, dos diretores da Petrobrás;

2. Empreiteiras, inclusive a OAS, em consórcio com alguns diretores, fraudaram licitações e desviaram dinheiro de diversos contratos da Petrobrás. Esse dinheiro ia para partidos políticos. Isso está fartamente evidenciado em depoimentos, extratos bancários, contratos, perícias etc. Já houve, inclusive, devolução de parte dos recursos;

3. A OAS assumiu o empreendimento do condomínio Solaris, após a falência da Bancoop, fazendo uma operação que não costumava fazer;

4. Lula e a esposa tinham contrato de aquisição de um apartamento-tipo no edifício Solaris;

5. Há um documento rasurado e sem assinatura encontrado na residência de ex-Presidente Lula que indica que, em algum momento, o apartamento-tipo foi substituído pelo triplex. Lula disse não saber a origem do documento;

6. Lula e Marisa pagaram 50 prestações pelo apartamento-tipo (cerca de R$ 209 mil) até 2009, depois não pagaram mais. Na época, o valor do triplex era de R$ 922.603,26;

7. Com a transferência do empreendimento para a OAS, todos os cooperados da Bancoop tiveram que optar (no prazo de 30 dias) entre desistir do empreendimento e ter o dinheiro devolvido ou assinar novo contrato com a OAS;

8. Lula não fez uma coisa nem outra até 26/11/2015, após a prisão de Leo Pinheiro, quando requereu a desistência do contrato;

9. A OAS vendeu o apartamento-tipo que teria sido adquirido por Lula, mas sempre manteve reservado o triplex, que nunca foi posto à venda;

10. Leo Pinheiro fez visitas com Lula e D. Marisa ao apartamento. Lula afirma que essas visitas ocorreram porque Leo Pinheiro queria vender para ele o apartamento, mas ele, depois de ponderar, por fim recusou a oferta;

11. A OAS fez diversas alterações no triplex, instalaram móveis, cozinha, piscina e elevador, submetendo antes o projeto à aprovação de D. Marisa ou Lula. Lula nega que as reformas tenham sido submetidas a ele ou à D. Marisa;

12. Com as alterações e reformas foram gastos cerca de R$ 1,2 milhões;

13. A OAS não costuma fazer alterações como essa em nenhum outro imóvel;

14. Jamais o presidente da OAS foi pessoalmente vender um apartamento para qualquer outro cliente;

15. Testemunhas afirmaram que era de conhecimento comum entre moradores e funcionários do condomínio Solaris que o triplex estava sendo preparado para e era propriedade de Lula.

Esses fatos, como já disse, são confirmados por inúmeros elementos de prova, e são praticamente incontroversos. Além desses fatos há inúmeros outros. A questão é saber se esses fatos em conjunto permitem concluir “além da dúvida razoável” que as acusações contra Lula são verdadeiras. Esse é o raciocínio. Essa é a discussão relevante.

O depoimento de Leo Pinheiro não é reconhecido pela defesa. O principal argumento da defesa é que Léo Pinheiro também é acusado e firmou um acordo de colaboração premiada. De fato, é preciso muito cuidado com o depoimento de colaboradores, mas se o depoimento é confirmado por inúmeros outros elementos de prova, passa a ser relevante. Há diversos pontos importantes no depoimento de Léo Pinheiro, cito três. Ele diz que (a) quando a OAS assumiu o empreendimento edifício Solaris, Vaccari o advertiu que o triplex estava reservado para Lula e sua família; (b) depois disso, Leo Pinheiro procurou Vaccari, a fim de solucionar o passivo do triplex; (c) Vaccari teria conversado com Lula, depois autorizou Leo Pinheiro a abater o valor da diferença do triplex e das reformas da conta geral de propina do PT.

O que o juiz e os desembargadores disseram é que, à luz desse conjunto de dezenas de elementos (que eu tentei resumir em alguns tópicos) se pode afirmar “além da dúvida razoável” que Lula recebeu uma vantagem indevida em razão do exercício do cargo de Presidente da República e que escondeu o recebimento dessa vantagem. A acusação é de que recebeu vantagem indevida (triplex) e escondeu e recebimento dessa vantagem. Daí porque não faz nenhum sentido dizer que não há prova de que Lula é o dono do triplex. Se houvesse essa prova, não haveria crime de lavagem de dinheiro.

Sim, há outras explicações possíveis para esses fatos. Sim, você pode não concordar com a conclusão do juiz e dos desembargadores. Algumas pessoas podem permanecer na dúvida. Por exemplo, você pode acreditar que a OAS e o Léo Pinheiro fizeram isso porque gostavam muito do Lula, mas isso não tem nada a ver com o fato de Lula ser Presidente, muito menos com os contratos da Petrobrás. Foi pura e exclusivamente amizade. Nesse caso, o que você está dizendo é que houve vantagem, mas ela não foi oferecida em razão do cargo.

Você pode acreditar que Leo Pinheiro estava apenas querendo vender o triplex e por isso fez reformas no valor de R$ 1,2 milhões, sem garantia de venda. Nesse caso, você está dizendo que não houve vantagem. Nessa hipótese, fica difícil explicar porque o triplex permaneceu tanto tempo como unidade reservada e jamais foi vendido ou alugado. Mas você pode acreditar que Leo Pinheiro, rico, tenha seus caprichos: só vendo se for pro ex-Presidente.

Você pode também acreditar que Léo Pinheiro está envolvido em uma trama para prender Lula. Nessa hipótese, Léo Pinheiro estaria mentindo sobre Lula, exclusivamente para prejudicá-lo, correndo o risco de ver o acordo desfeito. Não sei se faz muito sentido, considerando que Léo Pinheiro poderia centrar a colaboração em outros pontos e não falar de Lula. Outro problema dessa hipótese são os inúmeros fatos conhecidos que confirmam a acusação independentemente do depoimento do colaborador.

Ou você pode sair por aí repetindo que não há provas, que tudo isso não passa de uma armação, que as provas foram forjadas, que Lula está sendo perseguido. Juízes e procuradores estão trabalhando para afastar Lula da disputa eleitoral. Mas aí é o caso de perguntar: você também acredita em Papai Noel?

*Nagibe de Melo Jorge Neto é Juiz Federal, professor, autor do livro “Abrindo a Caixa-Preta: por que a Justiça não funciona no Brasil?”

Paulo Garcia consegue liminar e volta a ser candidato no Corinthians

Paulo Garcia, que havia sido impugnado pela Comissão Eleitoral do Corinthians, acusado de compra de votos, acaba de conseguir liminar autorizando sua participação no pleito.

O juíz Luis Fernando Nardelli, da 3ª Vara Civl do Tatuapé, entendeu que os desembargadores do clube, tanto os da referida Comissão, quanto o Presidente do Conselho, Guilherme Strenger, praticaram cerceamento de defesa.

É entendimento, também, do magistrado, que a legislação eleitoral, utilizada para punir Garcia, não se aplica ao clube, regido que é por normas estatutárias.

Diz a Sentença:

PAULO SÉRGIO MENEZES GARCIA, qualificado nos autos, ajuizou ação declaratória c.c. pedido de tutela de urgência contra SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA, também qualificado, em que alega que é associado do clube réu e em 07.12.2017, antes do registro da candidatura do autor à presidência do clube em 18.12.2017 com a chapa Pró-Corinthians (fls. 32), a Comissão Eleitoral instaurou procedimento apuratório para investigar indevida anistia financeira levada a efeito pelo clube em dezembro de 2017.

Iniciou-se a instrução com defesa do ora autor e sobreveio parecer da Comissão Eleitoral em 27.01.2018 que, por maioria, entendeu que o ora autor fosse excluído do pleito eleitoral de 2018, parecer acolhido pelo Presidente do Conselho Deliberativo em 29.01.2018.

Argui a nulidade do procedimento apuratório por cerceamento de defesa e aduz que quando do pagamento de mensalidades de alguns associados, esse fato ocorrera no inicio de dezembro de 2017 quando não era candidato à presidência do clube.

É o relatório.D E C I D O.

A tutela de urgência merece deferida.

Evidente o cerceamento do direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório, ao arrepio do art. 5º, LV, da Constituição Federal.

A Comissão Eleitoral inovou quanto aos fatos atribuídos ao autor no procedimento apuratório, pois não há nenhuma referência na Portaria inicial (fls. 102/105) e na notificação de fls. 106 a respeito de supostamente ter praticado grave infração eleitoral por abuso do poder econômico conhecida como “compra de votos”.Registre-se ainda que o autor não participou, nem de forma direta, nem de forma indireta, na anistia referida na Portaria consistente na concessão de reduções no valor de mensalidades devido pelos associados, a objetivar a reativação dos títulos deles, para fins eleitorais.

Demais disso, o autor não exerce nenhuma atividade ou cargo administrativo junto ao clube réu, assim como também não exercia à altura dos fatos narrados na Portaria inicial.

O parecer da Comissão Eleitoral assevera que a conduta do autor caracteriza grave infração eleitoral por abuso do poder econômico (Lei Complementar n. 64/90, art. 19), conhecida como “compra de votos” e indícios de prática de ilícito similar ao previsto no art. 299 do Código Eleitoral (fls. 120).

Ora, dada a impertinência da sedes materia e, não há aplicar tais dispositivos de ordem pública à espécie, porquanto não se está diante de direitos públicos, senão de tema eminentemente civilista.

Posto isso, DEFIRO a tutela de urgência para suspender os efeitos da decisão proferida em 29.01.2018 pelo Presidente do Conselho Deliberativo do clube réu que retirou o direito do autor para participar das eleições da Diretoria do clube a ser realizada em 03.02.2018, e para permitir ao autor a participação no referido pleito eleitoral.

Cumprida a tutela de urgência, pelo oficial de justiça de plantão, cite-se o réu para oferecer defesa em 15 dias.”

Caggiano consegue liminar e volta à disputa ao Conselho do Corinthians

Eduardo Caggiano e André Negão

O diretor administrativo do Corinthians, Eduardo Caggiano, acusado de participar de esquema para compra de votos, acaba de ser beneficiado por decisão liminar da 1ª Vara Civil do Tatuapé, retornando à disputa eleitoral do Corinthians, pela qual concorre ao cargo de conselheiro do clube.

Na sentença, o juíz Paulo Guilherme Amaral Toledo entendeu que a Comissão Eleitoral do clube agiu com cerceamento de defesa.

“Trata-se de pedido de tutela antecipada, em caráter antecedente, no qual o autor pretende que lhe seja assegurado o direito de participar de processo eleitoral em curso perante o requerido e do qual ele foi alijado por decisão do Presidente do Conselho Deliberativo do Clube, que acolheu relatório da Comissão Eleitoral.

Nos termos do art. 300 do CPC, para a concessão das tutelas de urgência são necessários dois requisitos básicos, a probabilidade do direito e o perigo do dano ou o risco ao resultado útil do processo.

No caso dos autos, alega a parte autora, entre outros fundamentos, que não lhe teria sido resguardado o direito à ampla defesa e ao contraditório e há nos autos elementos que indicam ter havido, ao menos em tese, o aludido cerceamento.

Com efeito, a análise dos autos da sindicância administrativa (fls.90/156) e do relatório da Comissão Eleitoral (fls. 157/167), indica que, embora o autor figurasse desde o início da Sindicância, como partícipe dos fatos a serem averiguados, ele não participou diretamente da colheita da prova testemunhal e somente foi intimado a apresentar defesa após o término da oitiva das testemunhas e dos demais envolvidos, aplicando-se o denominado “contraditório diferido”, conforme destacado a fls. 162.

Ocorre que o Estatuto do requerido contém procedimento específico para a apuração de infrações praticadas por seus associados (art. 33 fls. 45/46) e exige, entre outras formalidades, a notificação prévia para apresentação de defesa escrita, real oportunidade de participação da colheita de provas e prévia intimação para a sessão de julgamento.

Estes cuidados, ao que parece, não foram observados no procedimento que culminou com a punição do autor que, conforme já salientado, não foi intimado a apresentar defesa prévia ou para acompanhar a colheita das provas utilizadas para afastá-lo do processo eleitoral.

Embora o dispositivo em questão diga respeito apenas a infrações disciplinares, à mingua de outro regramento, não poderia a Comissão Eleitoral ter se desviado das diretrizes traçadas no Estatuto, as quais asseguram o amplo exercício do direito de defesa e do contraditório, mormente porque não havia urgência ou risco para a colheita de provas ou para as investigações que legitimassem a aplicação do contraditório diferido, medida excepcional.

Assim, ao menos quanto a este fundamento, está presente, em tese, a probabilidade do direito do autor.

De outra parte, o risco ao resultado útil do processo e a probabilidade de dano ao requerente são evidentes porque uma vez que concluído o processo eleitoral sem a sua participação eventual procedência da demanda de nada lhe valerá.

Em contrapartida, não há risco de irreversibilidade da medida caso a demanda venha ser julgada improcedente, caso em que o autor poderá ser excluído de suas funções caso venha a ser eleito, o que é mera hipótese.

Por tais motivos, reputo presentes os requisitos do art. 300 c.c. o art. 303 do Código de Processo Civil e defiro a antecipação de tutela para suspender os efeitos da decisão do Presidente do Conselho Deliberativo do requerido que declarou o autor inelegível e para autorizar a participação do requerente como candidato ao Conselho Deliberativo na condição de integrante da chapa “Renovação e Transparência nº 10”.

Determino que cópia desta decisão se preste de ofício a ser encaminhado ao Presidente do Conselho Deliberativo, ao Presidente da Comissão Eleitoral de 2018 e ao requerido para que seja dado imediato cumprimento à tutela deferida.

Se necessário, fica desde logo deferida a expedição de mandado de intimação às pessoas supramencionadas para o imediato cumprimento da medida, autorizada a distribuição a Oficial de Justiça de plantão, dada a proximidade do pleito.

Nos termos do parágrafo primeiro do art. 303 do CPC, aguarde-se por quinze dias a complementação da petição inicial e oportunamente expeça-se carta de citação ao requerido para que apresente resposta no prazo legal.”

Trata-se de mais um vexame, amparado em arbitrariedade, protagonizado por uma Comissão Eleitoral formada, em grande maioria, por desembargadores de justiça, referendada pelo presidente do Conselho Deliberativo, também desembargador.

Paulo Garcia e Eduardo Caggiano recorrem, na Justiça, de suas impugnações no Corinthians

O candidato a presidente do Corinthians, Paulo Garcia, e o diretor administrativo do clube, Eduardo Caggiano, que concorria ao Conselho Deliberativo, ingressaram, ontem, no Fórum do Tatuapé, com recursos distintos contra decisão da Comissão Eleitoral alvinegra, que impugnou ambas as candidaturas.

A ação de Garcia tramita na 3ª Vara Civil, com o juíz Luis Frenando Nardelli – o mesmo que tentou impugnar Citadini, e a de Caggiano na 1ª Vara Civil, com o magistrado Paulo Guilherme Amaral Toledo.

Os dois estão envolvidos no episódio tratado como compra de votos no Parque São Jorge.

Paulo Garcia, porque pagou mais de R$ 100 mil, com seu cartão de crédito, em mensalidades de associados alvinegros; Caggiano por ter facilitado, como dirigente, anistia de inadimplentes disfarçada de desconto na manutenção.

No link a seguir acesse à íntegra do recurso de Paulo Garcia contra decisão de sua impugnação no Corinthians:

Paulo Garcia vs. Corinthians

Abaixo a defesa de Caggiano:

Caggiano vs. Corinthians

Andres Sanches coloca grupo de Ezabella na “cena do crime” do estádio de Itaquera

Felipe Ezabella, Raul Corrêa da Silva, Sergio Alvarenga e Fernando Alba

TRANSCRIÇÃO

“Falam de mim da Arena, né ? Mas quem fez a engenharia financeira, quem fez tudo, foi o “professor”, “doutor” (em tom de ironia) Luis Paulo Rosenberg… e todos os candidatos sabem…”

“O Felipe Ezabella fala com o Luiz Paulo toda a semana… o Raul (Corrêa da Silva) assinou o contrato da Arena… como é que o Ezabella não sabe nada, nunca viu o contrato ? Não viu porque não quis… ou porque diz que não quis”

“O Ivandro Sanchez (advogado) que é do grupo do Ezabella, da Machado Meyer, ele que fez o contrato jurídico… você acha que eu tenho capacidade de fazer um contrato jurídico ? Fazer uma engenharia financeira daquela ?”

“Não sou burro, mas não tenho essa capacidade… me cerquei de pessoas capacitadas pra isso”

Justiça ratifica mudança estatutária do São Paulo, após ação contrária de conselheiro

Newton do Chapéu

Em 09 de dezembro de 2016, o conselheiro do São Paulo, Newton Luiz Ferreira, vulgo Newton “do chapéu”, ingressou com ação judicial contra o clube, no intuíto de anular a Assembleia Geral realizada em 03 de dezembro, que promoveu mudanças no Estatuto Tricolor readequando-o ao que previa a legislação.

O processo está na 2ª Vara Cível do Butantã.

No dia 15 do mesmo mês e ano, Newton teve pedido de liminar negado, partindo-se, então, para julgamento do mérito.

Ontem (29), a ação foi julgada improcedente, e o proponente foi condenado a arcar com as custas processuais, arbitradas em R$ 1 mil.

Confira abaixo trecho da Sentença promulgada pela juíz Mônica Lima Pereira:

O feito comporta julgamento antecipado, na forma do artigo 355, inciso I do Código de Processo Civil, uma vez que não há necessidade da produção de outras provas.

Trata-se de ação em que pretende o autor a anulação da assembleia realizada para alteração e ratificação de alterações do Estatuto Social do requerido, sob a alegação de irregularidade na convocação, desrespeito ao quórum de votação e incompatibilidade das normas estatutárias com as regras do Código Civil, além de terem sido desrespeitados os direitos dos associados.

No caso destes autos, restou devidamente comprovado que a assembleia geral extraordinária foi devidamente convocada para as deliberações acerca do Estatuto Social da associação esportiva, tendo sido respeitado o artigo 60 do Código Civil.

Note-se que a convocação para a assembleia de 06 de agosto de 2016 foi feita com mais de vinte dias de antecedência, conforme se verifica do edital de fls. 314 dos autos, prazo bastante razoável para que os associados tomassem ciência das questões em discussão.

Por sua vez, a assembleia realizada em 03 de dezembro de 2016 também foi devidamente convocada com antecedência semelhante, de modo que inegável o respeito ao artigo 37 do antigo Estatuto Social do réu (fls. 290) e ao artigo 45 do novo Estatuto Social (fls. 55).

Por sua vez, as demais irregularidades apontadas pelo autor, também, não restaram caracterizadas.

Com efeito, a aprovação pelos associados nas duas assembleias impugnadas (fls.316/320 e fls. 359/373) foi capaz de validar as alterações estatutárias pretendidas, inexistindo comprovação de quaisquer vícios na sua realização e apuração.No caso, é evidente que pode a assembleia decidir pela restrição de suas atividade se delegação de poderes para outros órgãos, tendo em vista que se trata de órgão soberano da associação esportiva, não havendo que se falar em ilegalidades.

No mais, é certo que o próprio artigo 59 do Código Civil também representa regra que pode ser alterada por iniciativa da associação e de sua assembleia geral, não constituindo norma de ordem pública que não poderia ser alterada. E, tendo sido aprovado o Estatuto Social e as demais alterações propostas pela comissão de sistematização do novo estatuto social e ratificado pela assembleia geral extraordinária, não há se falar em qualquer ilegalidade,ilegitimidade ou incompatibilidade dos atos sociais indicados pelo autor em sua inicial.

Assim, diante da regularidade e da legitimidade da assembleia geral extraordinária em questão, não há nulidade a ser declarada.

Diante do exposto, JULGO IMPROCEDENTE a ação que Newton Luiz Ferreira ajuizou em face de São Paulo Futebol Clube, nos termos do artigo 487, inciso I, do Código de Processo Civil, e, em consequência, condeno o autor ao pagamento das custas, despesas processuais e honorários advocatícios, que fixo em R$ 1.000,00 (mil reais), na forma do artigo 85,§ 8º, do Código de Processo Civil.

Tuma Junior mente ao insinuar que Zezinho Mansur era seu “laranja” na direção de futebol do Corinthians ?

Recentemente, o Blog do Paulinho revelou que o candidato a presidente do Corinthians, Romeu Tuma Junior, mentiu ao contar detalhes de sua passagem como diretor de futebol do Corinthians, que durou apenas oito meses, nos anos 90.

As mentiras de Romeu Tuma Junior sobre sua atuação como vice de futebol do Corinthians

Principalmente quando insiste em dizer que foi Campeão Paulista e da Copa do Brasil, em 1995 (já não estava mais no cargo) ou omitir a eliminação, na Copa Conmebol, perante o time B do São Paulo, em 1994, um dos maiores vexames da história do clube.

Após pedir demissão do cargo em quatro oportunidades neste curto espaço de tempo (talvez um recorde mundial), Tuma Junior abandonou a diretoria em situação absolutamente suspeita, que custou aos cofres do Corinthians, em valores atualizados, algo em torno de R$ 1 milhão.

Para saber detalhes, basta clicar no link a seguir:

A obscura demissão de Tuma Junior como vice de futebol do Corinthians

Nas últimas semanas, talvez envergonhado, o candidato havia mudado o foco de suas entrevistas, mas, em entrevista à rádio Globo, parece ter sofrido recaída.

Disse Tuma Junior:

“eu fui vice-presidente de futebol do Corinthians… aliás, sai do Corinthians em 95 por causa disso (perseguição da FPF)…”

“se você resgatar os jornais… é que na época não tinha tanta internet… eles queriam tirar o título do Corinthians… eu falei “vou sair…”, disse para o Dualib… eu administro de fora… entrou o Zezinho Mansur e a gente trabalhava em conjunto, só que eu não podia aparecer, porque eles avisaram que iriam tirar os nossos títulos…”

“nós ganhamos, graças a Deus, em 95, a Copa do Brasil, o Campeonato Paulista”

Mentira, delírio, mitomânia ou verdade oculta há 23 anos ?

Difícil saber que resposta seria pior.

Até porque, em sendo verdadeiro, o episódio revelaria, em tese, um delegado frouxo ou prevaricador, sem coragem de dar voz de prisão a quem, segundo seu próprio relato, lhe chantageava ou ao clube que dizia defender, sem contar a vergonha pela qual faz passar, neste exato momento, seu apoiador de campanha, Zezinho Mansur, transformado em ‘laranja” de conquistas que sempre tratou e comemorou como suas.

Em tempo: ontem, na ESPN Brasil, Tuma Junior revelou estar negociando os naming-rights da Arena… Desnecessário tecer qualquer comentário…

Mais R$ 2,3 milhões para a Mancha Verde… a Crefisa segue pagando tudo e a todos no Palmeiras

Em 2017, a Crefisa doou R$ 1 milhão para a facção criminosa Mancha Verde, a pretexto de contribuição para o Carnaval, recebendo, em troca, apoio à candidatura irregular de madame Leila Pereira ao Conselho do Palmeiras, além de blindagem, extra-oficial, do exército de marginais.

Agora, em 2018, o valor da “contribuição” mais do que dobrou.

Segundo o UOL, R$ 2,3 milhões foi o valor recebido pela “organizada”, oriundo dos caixas da financeira.

Nos próximos meses, muita gente vai se dar bem para que o casal de mecenas atinja seus objetivos, nem todos interessantes para o Verdão.

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