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Quem achou que Tite era responsável por recuperação de Paulinho errou

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

Seja franca, rara leitora, seja franco, raro leitor.

Vocês, como este pobre colunista, achavam que a recuperação do excelente meio-campista Paulinho era fruto da confiança nele depositada por Tite.

Razões para tanto existiam às carradas.

Paulinho havia sido fundamental, sob o comando do hoje técnico da seleção brasileira, nas vitoriosas campanhas corintianas que culminaram na impressionante sequência de títulos em 2011-2012, no Campeonato Brasileiro, na Libertadores e no Mundial de Clubes da Fifa.

Daí a convocação dele, assim que Tite assumiu o time da CBF, ter soado mais como atitude esperançosa do que fruto da experiência, porque Paulinho não foi bem na Copa do Mundo disputada no Brasil e muito menos no Tottenham.

Todos estranhamos que suas atuações no futebol chinês bastassem para ser chamado a disputar as eliminatórias naquele momento em que a seleção corria risco de ficar fora da Copa do Mundo da Rússia.

Traduzida para o português, a convocação de Paulinho cabia à perfeição na frase do pensador inglês Samuel Johnson, que um dia escreveu: “O segundo casamento é o triunfo da esperança sobre a experiência”.

Claro que o casamento de Tite com Paulinho havia sido muito bem sucedido, uma experiência feliz.

Mas nada indicava a possibilidade de sucesso numa segunda união.

Deu no que deu. Não só Paulinho tem brilhado com a camisa amarela como acabou no Barcelona, onde também surpreende os catalães que criticaram a contratação.

Ponto para Tite, sem dúvida, apesar de o jogador creditar sua recuperação a outro treinador.

Em entrevista a Caio Carrieri, do portal UOL, Paulinho atribui seu renascimento como jogador de ponta no futebol mundial a… Felipão.

“Não estaria no Barça sem o Felipão. Gratidão eterna a ele”, disse o brasileiro.

Disse mais: “Além de ter me dado a oportunidade de disputar uma Copa do Mundo no nosso país, foi um cara que confiou muito em mim. Ele sabia da minha situação no Tottenham, sem atuar com muita frequência nos últimos seis meses da segunda temporada. Mesmo assim, falou com a diretoria e o presidente do Guangzhou que poderia me contratar porque seria um ótimo investimento”.

Terceiro artilheiro do Barcelona com oito gols, atrás apenas de Lionel Messi e Luis Suárez, dois gols a mais no Campeonato Espanhol do que o fabuloso rival madridista Cristiano Ronaldo, Paulinho parece estar no paraíso, ao lado de outros compatriotas no escalão de cima do futebol internacional, craques como Daniel Alves, Marcelo, Casemiro, Philippe Coutinho, Gabriel Jesus e, naturalmente, Neymar.

Brigar com os fatos é crime que jornalista algum pode cometer e se o próprio atleta atribui seu sucesso a Felipão quem haverá de contrariá-lo?

O que nos coloca diante de feliz tabelinha entre Tite e Felipão, por mais que os dois, antes tão próximos, não frequentem mais a mesma mesa.

Tudo dito e detalhado, resta a prova dos nove, que será tirada a limpo nos gramados russos.

A história do futebol brasileiro é pródiga em permitir que Copas do Mundo ressuscitem imagens soterradas quatro anos antes.

Gérson foi crucificado em 1966 para virar herói em 1970.

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