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Marco Antonio Villa arrasa Bolsonaro, que se atrapalha e admite recebimento de propina através do PP

maio 23, 2017

Confira abaixo as provas do repasse de dinheiro da propina da JBS (R$ 200 mil) ao deputado federal Jair Bolsonaro:

https://blogdopaulinho.com.br/2017/05/23/jbs-delata-possivel-propina-a-jair-bolsonaro/

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Polícia Espanhola prende Sandro Rosell e já sabe das contas de Ricardo Teixeira em Andorra

maio 23, 2017

A Polícia Nacional da Espanha, em operação contra lavagem de dinheiro, prendeu o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, e está atrás de seu sócio, Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF.

Participa da operação, em conjunto, a polícia de Andorra, país em que os referidos cartolas depositariam recursos de origem ilícita.

Desde 2012, o sempre bem informado leitor do Blog do Paulinho sabia que Teixeira utilizava-se do paraíso fiscal, segundo fonte ligada à CBF, através do preposto Rodrigo Paiva, à época diretor de comunicações, para, supostamente, desviar dinheiro de amistosos da Seleção Brasileira.

https://blogdopaulinho.com.br/2012/04/24/procurador-atira-em-havelange-e-teixeira-mas-pode-atingir-rodrigo-paiva/

A informação é a de que o ex-presidente da Casa Bandida superfaturava o “cachê” das partidas, repassava a diferença a Paiva, que, logo após as partidas, finalizava o procedimento em Andorra.

Tudo indica, a Polícia Nacional Espanhola deverá esclarecer a questão nos próximos dias.

Justifica-se, agora, o desespero de Ricardo Teixeira em negociar delação premiada com a justiça americana.

JBS confirma em delação repasse de R$ 550 mil ao deputado federal Andres Sanches (PT)

maio 23, 2017

No último sábado (20), o Blog do Paulinho, em primeira mão, revelou que a JBS pagou, segundo palavras de seus proprietários, R$ 550 mil em propinas para o deputado federal Andres Sanches, dissimulados como doações eleitorais oficiais.

https://blogdopaulinho.com.br/2017/05/20/andres-sanches-pt-recebeu-r-550-mil-da-jbs/

O esquema de repasse de valores indevidos está relatado tanto nos depoimentos de vídeo quanto nos termos assinados pela cúpula da empresa.

Diz Joesley Batista num trecho de suas declarações:

“Como a gente procedia? O Edinho trazia as demandas, eu pegava as demandas… Dinheiro de propina… Os bilhetes estão aqui… Tem que depositar tanto no PT nacional, tanto na Dilma presidente, tanto no PT dos estados…Todas doações dissimuladas. O que estou falando aqui é que o dinheiro da campanha, nenhum é dinheiro limpo.”

A matéria do Blog do Paulinho, afiançada em documentos registrados pelo próprio Andres Sanches no TSE (em que são demonstrados cinco repasses em datas próximas, quatro de R$ 100 mil e um de R$ 150 mil), foi confirmada pela própria JBS, em planilhas de pagamentos anexadas ao termo de Delação Premiada, de posse do Ministério Público Federal.

No anexo de nº 36, inserido nas declarações do executivo Ricardo Saud (o mesmo que delatou Temer e Aécio Neves), consta o valor total do repasse a Andres Sanches (PT): R$ 550 mil, exatamente como descrito neste espaço.

O ex-presidente do Corinthians, segundo a listagem, é, entre todos os candidatos a deputados pelo PT, o que recebeu o maior valor em propina (seguindo a argumentação da JBS), superando, inclusive, 90% dos que concorreram ao Senado (incluindo legendas adversárias).

Clique no link abaixo para ter acesso, na íntegra, a todos os políticos que receberam dinheiro tratado como pagamento de propina pela JBS (incríveis 55 páginas em que mais de 1.800 candidatos são listados):

Delação JBS – Doações a Políticos – eleições 2014

Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

maio 23, 2017

Blog do Paulinho

Corinthians: Paulo Garcia é representado por desfrutáveis no aniversário de André Negão

maio 23, 2017

Ontem, o vice-presidente do Corinthians, André Negão, em meio à turbulenta fase investigatória da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, encontrou ânimo para festejar seu aniversário, numa recepção simples, que parecia ter sido realizada em seu nada humilde apartamento, no Tatuapé, comprado durante o período de obras do estádio de Itaquera (Negão, após a publicação, entrou em contato e disse não ter sido lá)*.

Como de praxe, quando a fase não é boa e a boca-livre limitada, apenas familiares e alguns poucos dirigentes do clube compareceram.

Bem poucos.

Nem todos amigos, como é o caso de diretor financeiro Emerson Piovesan e do secretário da Presidência, Antonio Rachid, ambos representando o dono da Kalunga, Paulo Garcia, a quem são submissos.

Rachid, inclusive, é funcionário da Kalunga.

Comenta-se no Corinthians que se Andres Sanches, o mais provável candidato à presidência do Corinthians pelo atual grupo de situação, for preso numa das três ou quatro ações criminais a que responde, antes das eleições, Paulo Garcia ou Negão (financiado pelo dinheiro do empresário – que já bancou ambos em pleitos nacionais), apoiados pelo deputado, serão os representantes do grupo na disputa contra Roque Citadini, o adversário oposicionista.

Se as árvores do Parque São Jorge pudessem contar o que escutaram sobre Negão da boca dessas personalidades… o constrangimento só não seria maior do que a falta de vergonha reinante no local.

Estava lá também o sempre simpático Wagninho, ligado ao ex-jogador Neto, agora comentarista da BAND (de vermelho, aguachado numa das fotos).

Todos, sem exceção, cientes do que André Negão aprontou dentro e fora do clube, das graves acusações que lhe são impostas pela polícia federal (de roubar o Corinthians recebendo propina da Odebrecht) e, principalmente, da falta de origem do dinheiro que custeou o imóvel que os próprios, tempos atrás, maldiziam.

Em tempo (correção): André Negão entrou em contato para dizer que o local não se tratava de seu apartamento… respondi: “André… o local do encontro é o que menos importa…”. De qualquer maneira, está feita a correção.

JBS delata possível propina a Jair Bolsonaro

maio 23, 2017

“Todas doações dissimuladas. O que estou falando aqui é que o dinheiro da campanha, nenhum é dinheiro limpo.”

(Joesley Batista, dono da JBS, em delação premiada)


Por intermédio de doação oficial de campanha, a JBS diz ter realizado mais de 1800 repasses de dinheiro, que trata como pagamento de propina, a diversos políticos espalhados pelo Brasil durante as Eleições 2014.

Entre os quais, o ilibado Jair Messias Bolsonaro.

O parlamentar de extrema-direita está listado na deleção do executivo Ricardo Saud, no anexo nº 36, como beneficiário de R$ 200 mil (50% de todo o montante gasto pelo militar na reserva em campanha.

Recentemente, talvez sabedor de que seria objeto de delação, Bolsonaro explicou, em vídeo, que aceitou o dinheiro, mas, ao perceber que tratava-se de repasse do “fundo partidário” com origem da JBS, devolveu o montante, “por não aceitar dinheiro desse tipo de gente”.

A referida devolução, porém, se deu um dia antes do recebimento.

Premonição? “Erro contábil”, respondeu Bolsonaro.

No mesmo dia em que realizou a operação de devolução, como que por encanto, outros R$ 200 mil foram-lhe repassados pelo PP, sem que a indicação da JBS constasse no documento.

A operação está registrada sob recibo eleitoral nº 011200600000RJ000002.

Coincidência para alguns, dissimulação da origem para outros.

De oficial mesmo é que Bolsonaro está listado no MPF como possível recebedor de propina (segundo argumento da JBS) nas eleições de 2014, e, certamente, será investigado pela acusação.

ABAIXO TRECHO DO ANEXO nº 36 EM QUE BOLSONARO É LISTADO PELA JBS COMO RECEBEDOR DE R$ 200 mil.

PRESTAÇÃO DE CONTAS DE JAIR BOLSONARO INDICANDO DOIS RECEBIMENTOS DE R$ 200 mil NO MESMO DIA (UM DELES DA JBS, OUTRO DO PP)

Cuca não terá vida fácil com Felipe Melo e Omar Feitosa

maio 23, 2017

O treinador Cuca, do Palmeiras, não terá vida fácil para administrar dois grandes problemas do clube nos próximos meses, ambos ligados à falta de educação e baixíssimo nível cultural de seus protagonistas: Felipe Melo e Omar Feitosa.

Ontem, as “personalidades” quase foram à vias de fato por conta de um simples treino de rachão.

Feitosa, que já não é lá essas coisas como profissional da preparação física, é ainda pior no trato com pessoas, tendo em sua carreira diversos episódios semelhantes, nem todos relatados pela imprensa.

Melo dispensa apresentações.

Cabe agora ao presidente do Palmeiras pedir a benção à Madame e ao Poderoso Chefão, que seguram suas cordas, e agir como mandatário, exigindo respeito à agremiação, sob pena de desligamento do clube, que não pode ficar à merce de reincidentes desequilibrados.

Presidente da Federação Paraibana, aliado de Del Nero, pode ser afastado do cargo

maio 23, 2017

Apadrinhado da nefasta gestão Rosilene Gomes, que infelicitou o futebol paraibano por três décadas, o atual presidente da Federação Paraibana de Futebol, Amadeu Rodrigues (eleito em 2014), ultrapassou em quatro meses o período limite para prestação de conta do exercício de 2015.

Estamos em 2017, quando, em regra, gestões transparentes já teriam aprovado as contas de 2016.

Por conta disso, dois filiados, Cruzeiro de Itaporanga e Liga Desportiva de Santa Rita, ingressaram com ação judicial na 13ª Vara Civil do Estado exigindo a convocação de uma Assembléia Geral para exibição das contas da Federação.

Trecho da inicial, assinada pela advogada Flavia Raquel Oliveira de Arroxelas Macedo diz:

“Referida documentação foi solicitada por 45 (quarenta e cinco) das Entidades Desportivas profissionais e não-profissionais de futebol, filiadas à FPF. Contudo, excelência, a Presidência simplesmente se esvaiu de sua obrigação, não dando andamento ao feito solicitado”

“Outrossim, a verdade é que, até o presente momento, não foi feita qualquer prestação de contas à despeito do exercício de 2015, e, além disso, os associados/filiados não estão tendo o devido acesso aos livros nem quaisquer documentos contábeis e fiscais da Federação”

Se acolhida pela Justiça, a pretensão pode gerar, em caso de descumprimento do presidente da FPF, multa diária de R$ 1 mil, além de afastamento sumário do cargo.

Nos bastidores da Paraíba comenta-se que Amadeu Rodrigues, que será chefe de delegação da Seleção Brasileira no Torneio de Toulon (sub-20), na França, teria recebido (junto com mandatários doutras federações) R$ 500 mil para votar favoravelmente às alterações do Estatuto da CBF (o MP investiga a denúncia).

A entrevista do Presidente

maio 23, 2017

“Temer alegou ter recebido Joesley Batista à noite, sem registro na agenda oficial, para discutir os efeitos da Carne Fraca. Isso só seria possível se o empresário fosse dublê de vidente. O encontro do Jaburu aconteceu dez dias antes da operação da PF.”


Da FOLHA

Por BERNARDO MELLO FRANCO

Investigado por suspeita de corrupção, organização criminosa e obstrução à Justiça, Michel Temer quer convencer os brasileiros de que é vítima de uma conspiração motivada por “interesses subterrâneos”. Ele repetiu a cantilena na entrevista publicada nesta segunda pela Folha.

O presidente disse coisas que fariam corar a Velhinha de Taubaté, a personagem do escritor Luis Fernando Verissimo que acreditava em todas as lorotas dos políticos.

Temer alegou ter recebido Joesley Batista à noite, sem registro na agenda oficial, para discutir os efeitos da Carne Fraca. Isso só seria possível se o empresário fosse dublê de vidente. O encontro do Jaburu aconteceu dez dias antes da operação da PF.

O presidente disse que “nem sabia” que Joesley era alvo de investigações. Na data da conversa, nenhum leitor de jornais poderia ignorar que o empresário era suspeito de provocar desfalques em fundos de pensão, no FI-FGTS e no BNDES.

Temer foi questionado sobre Rodrigo Rocha Loures, que foi filmado correndo na rua com uma mala de dinheiro. Respondeu que o deputado é uma pessoa de “muito boa índole”.

Apesar de contestar a integridade do áudio, o presidente confirmou os principais trechos da gravação. “Não é prevaricação se o sr. ouve um empresário na sua casa relatando crimes?”, indagaram os repórteres. “Você sabe que não?”, devolveu.

Diante de tantas negativas, o jornal perguntou a Temer qual seria, afinal, a sua culpa no episódio. “Ingenuidade. Fui ingênuo”, respondeu.

A Velhinha de Taubaté ficou famosa como a última brasileira que confiava no governo. Morreu em 2005, quando assistia ao noticiário do mensalão. Na época, Temer exercia o quinto mandato de deputado.


Os movimentos que diziam não ter “corrupto de estimação” desistiram de ir às ruas no último domingo.

Seus líderes trocaram a camisa amarela pela chapa branca.

Corinthians enviou jogador à Ponte Preta para acertar pendência com empresários

maio 22, 2017

Andres Sanches, Fernando Garcia e Paulo Garcia

O Corinthians acaba de contratar o jogador Cleyson, da Ponte Preta, por R$ 4 milhões (equivalentes a 40% dos direitos, o restante é do Ituano), mais a cessão dos direitos de dois atletas, Léo Artur e Claudinho.

A escolha de um deles, porém, trata-se quitação de dívida com empresários de futebol.

Em maio de 2016, Leo Artur ingressou com ação judicial para receber R$ 400 mil de dois agentes, que, antes do atual, Fernando Garcia, cuidavam de sua carreira no futebol: Robson Ferreira (que também agencia Everton Ribeiro) e Eduardo Bou Daye (genro do conselheiro do Palmeiras Osório Furlan, responsável por repatriar Valdívia ao Palestra Itália).

Acordo judicial datado de agosto de 2016, colocou o Corinthians no negócio, com o clube reconhecendo dívida com os referidos agentes, aceitando quitar a pendência com o atleta, que passou, então, a  integrar o futebol amador alvinegro.

O rolo se acentuou quando parte dos direitos de Leo Artur foram repassados a Fernando Garcia, por conta de pendência doutros comissionamentos.

Fato é que, voltando a questão judicial, o Corinthians não cumpriu a palavra e o jogador ainda é credor dos empresários, que nada receberam do alvinegro, resultando em despacho judicial, de 15 de maio de 2017, em que o juíz Luiz Antonio Carre, da 13ª Vara Cívil, pede aos agentes que ingressem com demanda de cobrança contra o Timão.

Um rolo só.

Para tentar resolver a questão, novamente Fernando Garcia, que já detinha parte dos direitos do atleta, ficou com o restante, sob a promessa de quitar os R$ 400 mil, justificando, assim, as razões do Corinthians ter enviado dois atletas à Ponte Preta (novo quintal dos Garcias), sem aparente necessidade, já que o valor total em dinheiro sobre os 40% de Clayson (R$ 4 milhões) haviam sido ajustados.

Não existe almoço grátis no capitalismo, e, no caso das negociatas de futebol, por vezes o valor é maior do que o cobrado no menu.

Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

maio 22, 2017

Blog do Paulinho

Coluna do Fiori

Blogueiros

Aécio Neves, o “ingênuo”

maio 22, 2017

(Trechos da coluna de Aécio Neves na FOLHA)

“Lamento sinceramente minha ingenuidade -a que ponto chegamos, ter de lamentar a boa-fé! Não sabia que na minha frente estava um criminoso sem escrúpulos, sem interesse na verdade, querendo apenas forjar citações que o ajudassem nos benefícios de sua delação.”

“Além do mais, usei um vocabulário que não costumo usar, e me penitencio por isso, ao me referir a autoridades públicas com as quais já me desculpei pessoalmente.”

“Mas reafirmo: não cometi nenhum crime!”

“Errei ao procurar quem não deveria. Errei mais ainda, e isso me corrói as vísceras, em pedir que minha irmã se encontrasse com esse cidadão, que em processo de delação arquitetou um macabro e criminoso plano para obter certamente ainda mais vantagens em seu acordo.”

“Diante da necessidade de dedicar-me integralmente à minha defesa, deixo de ocupar nesta Folha o espaço que, durante quase seis anos, ocupei semanalmente, buscando contribuir para aprofundar a discussão sobre os problemas do país.”

Suspeitas dentro de campo

maio 22, 2017

“(Gustavo Arribas) El también inquilino del presidente de la Nación mantuvo una relación estrecha con Andrés Sanches, diputado federal del PT vinculado a aquel equipo y acusado de recibir sobornos por empresarios de Odebrecht y JBS.


LOS NEGOCIOS DEL JEFE DE LA AFI, GUSTAVO ARRIBAS, CON EL FÚTBOL BRASILEÑO

Da PÁGINA 12 (ARGENTINA)

Por GUSTAVO VEIGA

‘Dos fuentes aseguran que el titular del organismo de Inteligencia se quedó con sumas millonarias por el pase de jugadores de Boca cuando Macri era presidente del club. Los detalles del pase de Tevez al Corinthians en 2005’

La excursión de pesca con la que comparó su investigación el juez Rodolfo Canicoba Corral cuando dictó el sobreseimiento de Gustavo Arribas, arrojó como resultado el pique de un tiburón. El jefe de la AFI no puede salir del pantano de sospechas en que está sumergido. Su acusador en el Lava Jato, el arrepentido brasileño Leonardo Meirelles, ratificó que le pagó coimas ante la Justicia argentina. Pero además, el contexto de su actividad profesional como agente de futbolistas durante los años que vivió en San Pablo está muy lejos de ser transparente. Un periodista paulista que lo investigó y consultó PáginaI12, sostiene que el ex presidente del club Corinthians, Alberto Dualib, le dijo en una entrevista que Mauricio Macri y su amigo y funcionario del área de Inteligencia, cobraron para sí sumas millonarias cuando Boca transfirió a Carlos Tévez en 2005.

El también inquilino del presidente de la Nación mantuvo una relación estrecha con Andrés Sanches, diputado federal del PT vinculado a aquel equipo y acusado de recibir sobornos por empresarios de Odebrecht y JBS.

Arribas es un hombre del fútbol que acumuló su fortuna en ese ambiente y no disimula sus simpatías. Es hincha de San Lorenzo y se mostró como tal la noche del miércoles en el partido por la Copa Libertadores contra Flamengo. Gritó el gol que le dio la clasificación a su equipo, aplaudió y acompañó los cantitos de la hinchada desde la platea cubierta. El mismo día había sido citado por la Comisión Bicameral de Fiscalización de los Organismos de Inteligencia para que brindase información sobre las graves acusaciones que recibió de Meirelles. Prefirió ir al Nuevo Gasómetro, donde no pasó inadvertido porque lo filmaron. Arribas estaba acompañado por Hernán Nisenbaum, un ex RR.PP. que ahora es su asesor en la ex SIDE. Lo conoce desde antes de que fuera funcionario y forma parte del grupo más cercano al Presidente Macri, con quien juega al paddle en su quinta Los Abrojos.

El jefe de la AFI tampoco pasa desapercibido por estos días en Brasil. Sobre todo, en el ambiente futbolero de San Pablo, la ciudad donde residía hasta que volvió a la Argentina para hacerse cargo del espionaje. Allá dejó muchas relaciones y también más de una pista de sus negocios. Tratándose de un millonario (declaró una fortuna de 94.448.840,60 pesos cuando asumió en la AFI) por el volumen de sus operaciones en el fútbol corría el riesgo de quedar muy expuesto.

Dos fuentes brasileñas consultadas por este diario lo recuerdan muy bien. Ambos son periodistas. El prestigioso Juca Kfouri, columnista de Folha do San Pablo y Espn comparó la designación de Arribas en la AFI como “una cosa semejante a que aquí, en Brasil, José Hawilla (el empresario dueño de la empresa Traffic que aceptó haber pagado sobornos en el escándalo de la FIFA) fuera designado director de la Agencia Brasilera de Inteligencia”. El bloguero Paulinho maneja buena información del fútbol y la política vinculada a Corinthians: “Yo conversé con el ex presidente Alberto Dualib y me contó que él le pagó a Arribas. Él dice que Macri recibió, que Arribas recibió. Hoy tiene 97 años y puede ratificarlo”. 

Kfouri y Paulinho recibieron todo tipo de amenazas y demandas judiciales por sus pesquisas relacionadas con los negociados del fútbol. El primero se mueve en un auto blindado y tuvo que responder en Tribunales de su país a decenas de juicios promovidos por dirigentes corruptos como Ricardo Teixeira y Marco Polo del Nero. Ambos están imputados en el escándalo de la FIFA. El bloguero tiene prohibida la entrada al Corinthians y fue expulsado del club por sus investigaciones.

Otro personaje clave y muy cercano a Arribas durante su pasado en Brasil es el diputado del PT Andrés Sanches. Acaba de conocerse en el marco de la denuncia que realizó la empresa alimenticia JBS que el ex presidente del Corinthians cobró cinco cheques de esa compañía por 550.000 reales en 2014.  “Arribas y Andrés Sanches son muy próximos. Su relación viene de la época del MSI. Sanches era el director de Corinthians y hacia negocios con Kia Jorabchian, el iraní que se asoció con Arribas cuando compraron a Tevez para venderlo de Boca a Brasil”, describe Paulinho, quien asegura que el titular de la AFI sigue operando en el ambiente del fútbol. 

Sus inconsistencias exceden el marco del fútbol donde durante años se movió con el mayor sigilo. Cuando el arrepentido Meirelles declaró la primera vez que le había pagado 600 mil dólares, adujo que solo había recibido un giro de 70.475 dólares por la venta de un inmueble en San Pablo. Más tarde se desdijo y atribuyó esa suma al cobro por unos muebles que había colocado a la venta. El delator premiado brasileño, después del fallo de Canicoba Corral, volvió a contradecirlo este mes, pero para afirmar que le había transferido 850 mil dólares. Arribas se defendió con el argumento de que el mobiliario de su lujoso departamento cercano al Parque Ibirapuera paulista, se lo había vendido al excéntrico millonario de Minas Gerais Atila Reyes Silva por aquellos 70.475 dólares.

EM TEMPO: para ler o artigo em português basta utilizar a plataforma de tradução do Google, localizada na barra lateral direita do blog, logo abaixo do banner de publicidade.

Não há nada mais parecido com os governos pós-ditadura que a CBF

maio 22, 2017

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

Ora, o futebol…

Só faltava essa gente alienada falar de futebol numa hora dessas.

Isso é hora de falar da derrota do Palmeiras em Chapecó? Ou da vitória do Santos na Vila? Ou do jogo de ontem do Corinthians? Ou do São Paulo hoje?

Talvez não seja mesmo, talvez não seja.

Mas é hora sim de lembrar que não há nada mais parecido com os sucessivos governos brasileiros pós-ditadura que a CBF.

Ditadura que conviveu o quanto pôde com o chefão João Havelange.

Fernando Collor era unha e carne com Ricardo Teixeira, que o chamava de “meu presidente”.

FHC perguntava quem é a bola, mas se rebaixou para receber Teixeira no Palácio do Planalto quando a seleção foi tetracampeã e voltou ao país no “voo da muamba”.

Então, o ministro do Esporte e Turismo, Caio de Carvalho, humilhou-se na porta do avião para receber o cartola que estava contrariado pela aprovação do Estatuto do Torcedor.

Lula começou sua primeira gestão batendo na CBF, mas logo aliou-se à entidade, para levar a seleção ao Haiti e fez toda sorte de concessões aos corruptos do futebol.

Agnelo Queiroz, Orlando Silva e Aldo Rebelo, todos do PCdoB, curvaram-se miseravelmente diante da cartolagem.

Mais discreta, Dilma Rousseff, por causa da Copa, conviveu com José Maria Marin, que elogiou o delegado que torturou o avô de seus netos.

Todos em nome das “relações institucionais”, sofisma para justificar promiscuidades.

Nenhum deles teve coragem de romper com a Casa Bandida do Futebol, bem mais fácil do que dizer não aos métodos dos governos de coalizão que comandaram, todos envolvidos em grossa corrupção e atraso.

Agora mesmo, quando se procura o novo porque Michel Temer é o que é e ninguém pode alegar surpresa, muito menos a mídia, o que temos?

O “novo” João Doria chefiou delegação da seleção brasileira na Copa América, no Chile, para popularizar seu nome ao lado do Marco Polo que não viaja. Seus empreendimentos viveram de dinheiro público concedido pelo padrinho Geraldo Alckmin, o “Santo”.

E até Luciano Huck, antes de retirar suas fotos com Aécio Neves de suas redes sociais, animava festas da CBF de Teixeira, sem a menor cerimônia.

É famosa uma foto sua ao lado de J. Hawilla, preso nos Estados Unidos, Teixeira, proibido de sair do Brasil, e Andrés Sanches, denunciado na Lava Jato. Ronaldo Fenômeno, Galvão Bueno e José Victor Oliva estão na mesma foto e o Google eterniza a imagem do alegre convívio.

O futebol tem a mesma cara de “empreendedores” como Hamilton Lucas de Oliveira —lembra dele?—, de uma tal IBF no período Collor.

Ou do banqueiro Daniel Dantas, que reinou com FHC, ao lado de fenômenos como a Daslu, já esqueceu?

O que dizer então de Eike Batista, ou dos irmãos Batista, da JBS, do agora “falastrão” Joesley, absolutos nos governos do PT e com salvo-conduto para visitar Temer no porão do Jaburu tarde da noite?

Todos faces da mesma moeda podre do futebol, dos times da Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez etc.

Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, morreu em 1968 e deixou a frase imortal: “Restaure-se a moralidade, ou locupletemo-nos todos!”.

Diretas já!

O suicídio moral de Michel Temer

maio 22, 2017

A FOLHA de S.PAULO, que tem se esforçado para conceder ao presidente Miche Temer mecanismos que possam, de alguma maneira, defendê-lo das acusações, gravíssimas, oriundas das gravações realizadas por Joesley Batista, dono da JBS, publicou, hoje, entrevista com o mandatário do país.

Foi um tiro no pé.

Temer, talvez acreditando que as questões seriam afáveis, parece não ter se preparado para respondê-las.

Diferentemente da linha editorial do jornal, a jornalista Marina Dias, assessorada pelos editores Fabio Zanini e Daniela Lima, com perguntas bem colocadas, deixou Temer sem ação, como se a cada resposta afundasse  em mortal areia movediça.

Um suicídio moral inquestionável.

Leia e tire suas conclusões:

O sr. estabeleceu que ministro denunciado será afastado e, se virar réu, exonerado. Caso o procurador-geral da República o denuncie, o sr. vai se submeter a essa regra?

Michel Temer Não, porque eu sou chefe do Executivo. Os ministros são agentes do Executivo, de modo que a linha de corte que eu estabeleci para os ministros, por evidente não será a linha de corte para o presidente.

Mas o sr. voluntariamente poderia se afastar.

Não vou fazer isso, tanto mais que já contestei muito acentuadamente a gravação espetaculosa que foi feita. Tenho demonstrado com relativo sucesso que o que o empresário fez foi induzir uma conversa. Insistem sempre no ponto que avalizei um pagamento para o ex-deputado Eduardo Cunha, quando não querem tomar como resposta o que dei a uma frase dele em que ele dizia: “Olhe, tenho mantido boa relação com o Cunha”.

[E eu disse]: “Mantenha isso”. Além do quê, ontem mesmo o Eduardo Cunha lançou uma carta em que diz que jamais pediu [dinheiro] a ele [Joesley] e muito menos a mim. E até o contrário. Na verdade, ele me contestou algumas vezes. Como eu poderia comprar o silêncio, se naquele processo que ele sofre em Curitiba, fez 42 perguntas, 21 tentando me incriminar?

O Joesley fala em zerar, liquidar pendências. Não sendo dinheiro, seria o quê?

Não sei. Não dei a menor atenção a isso. Aliás, ele falou que tinha [comprado] dois juízes e um procurador. Conheço o Joesley de antes desse episódio. Sei que ele é um falastrão, uma pessoa que se jacta de eventuais influências. E logo depois ele diz que estava mentindo.

Não é prevaricação se o sr. ouve um empresário dentro da sua casa relatando crimes?

Você sabe que não? Eu ouço muita gente, e muita gente me diz as maiores bobagens que eu não levo em conta. Confesso que não levei essa bobagem em conta. O objetivo central da conversa não era esse. Ele foi levando a conversa para um ponto, as minhas respostas eram monossilábicas…

Quando o sr. fala “ótimo, ótimo”, o que o sr. queria dizer?

Não sei, quando ele estava contando que estava se livrando das coisas etc.

Era nesse contexto da suposta compra de juízes.

Mas veja bem. Ele é um grande empresário. Quando tentou muitas vezes falar comigo, achei que fosse por questão da [Operação] Carne Fraca. Eu disse: “Venha quando for possível, eu atendo todo mundo”. [Joesley disse] “Mas eu tenho muitos interesses no governo, tenho empregados, dou muito emprego”. Daí ele me disse que tinha contato com Geddel [V. Lima, ex-ministro], falou do Rodrigo [Rocha Loures], falei: “Fale com o Rodrigo quando quiser, para não falar toda hora comigo.”

Ele buscou o sr. diretamente?

Ele tentou três vezes me procurar. Ligou uma vez para a minha secretária, depois ligou aquele rapaz, o [Ricardo] Saud, eu não quis atendê-lo. Houve um dia que ele me pegou, conseguiu o meu telefone, e eu fiquei sem graça de não atendê-lo. Eu acho que ele ligou ou mandou alguém falar comigo, agora confesso que não me recordo bem.

Por que não estava na agenda? A lei manda.

Você sabe que muitas vezes eu marco cinco audiências e recebo 15 pessoas. Às vezes à noite, portanto inteiramente fora da agenda. Eu começo recebendo às vezes no café da manhã e vou para casa às 22h, tem alguém que quer conversar comigo. Até pode-se dizer, rigorosamente, deveria constar da agenda. Você tem razão.

Foi uma falha?

Foi, digamos, um hábito.

Um hábito ilegal, não?

Não é ilegal porque não é da minha postura ao longo do tempo [na verdade, está na lei 12.813/13]. Talvez eu tenha de tomar mais cuidado. Bastava ter um detector de metal para saber se ele tinha alguma coisa ou não, e não me gravaria.

É moralmente defensável receber tarde da noite, fora da agenda, um empresário que estava sendo investigado?

Eu nem sabia que ele estava sendo investigado.

O sr. não sabia?

No primeiro momento não.

Estava no noticiário o tempo todo, presidente [Joesley naquele momento era investigado nas operações Sepsis, Cui Bono? e Greenfield].

Ele disse na fala comigo que as pessoas estavam tentando apanhá-lo, investigá-lo.

Um assessor muito próximo do sr. [Rocha Loures] foi filmado correndo com uma mala pela rua. Qual sua avaliação?

Vou esclarecer direitinho. Primeiro, tudo foi montado. Ele [Joesley] teve treinamento de 15 dias, vocês que deram [refere-se à Folha], para gravar, fazer a delação, como encaminhar a conversa.

A imagem dele correndo com dinheiro não é montagem.

[Irritado] Não, peraí, eu vou chegar lá, né, se você me permitir… O que ele [Joesley] fez? A primeira coisa, o orientaram ou ele tomou a deliberação: “Grave alguém graúdo”.

Depois, como foi mencionado o nome do Rodrigo, certamente disseram: “Vá atrás do Rodrigo”. E aí o Rodrigo certamente foi induzido, foi seduzido por ofertas mirabolantes e irreais.

Agora, a pergunta que se impõe é a seguinte: a questão do Cade foi resolvida? Não foi. A questão do BNDES foi resolvida? Não foi.

O Rocha Loures errou?

Errou, evidentemente.

O sr. se sente traído?

Não vou dizer isso, porque ele é um homem, coitado, ele é de boa índole, de muito boa índole. Eu o conheci como deputado, depois foi para o meu gabinete na Vice-Presidência, depois me acompanhou na Presidência, mas um homem de muito boa índole.

Ele foi filmado com R$ 500 mil, que boa índole é essa?

Sempre tive a convicção de que ele tem muito boa índole. Agora, que esse gesto não é aprovável.

O sr. falou com ele desde o episódio?

Não.

O sr. rompeu com ele?

Não se trata de romper ou não romper, não tenho uma relação, a não ser uma relação institucional [com ele].

Quando o sr. diz para o Joesley que ele poderia tratar de “tudo” com o Rodrigo Rocha Loures, o que o sr. quer dizer?

Esse tudo são as matérias administrativas. Não é tuuudo [alongando o “u”]. Eu sei a insinuação que fizeram: “Se você tiver dinheiro para dar para ele, você entregue para ele”. Evidentemente que não é isso. Seria uma imbecilidade, da minha parte, terrível.

O sr. o conheceu há quantos anos?

Quando ele era deputado, portanto, há uns dez anos.

E mesmo o conhecendo há dez anos, ele tendo sido seu assessor…

Mas espera aí, eu conheço 513 deputados há dez anos.

Mas apenas ele foi seu assessor próximo.

Como são próximos todos os meus assessores.

E mesmo próximo era apenas uma relação institucional?

Institucional, sem dúvida.

Nos últimos dias, o sr. veio numa escalada nas declarações. Acha que a Procuradoria-Geral armou para o sr.?

Eu percebo que você é muito calma [risos]. Espero que você jamais sofra as imputações morais que eu sofri. Eu estava apenas retrucando as imprecações de natureza moral gravíssimas, nada mais do que isso. Agora, mantenho a serenidade, especialmente na medida em que eu disse: eu não vou renunciar. Se quiserem, me derrubem, porque, se eu renuncio, é uma declaração de culpa.

No pronunciamento o sr. foi muito duro com o acordo de delação.

Não faço nenhuma observação em relação à Procuradoria. Agora, chamou a atenção de todos a tranquilidade com que ele [Joesley] saiu do país, quando muitos estão na prisão. Ou, quando saem, saem com tornozeleira. Além disso, vocês viram o jogo que ele fez na Bolsa. Ele não teve uma informação privilegiada, ele produziu uma informação privilegiada. Ele sabia, empresário sagaz como é, que no momento em que ele entregasse a gravação, o dólar subiria e as ações de sua empresa cairiam. Ele comprou US$ 1 bilhão e vendeu as ações antes da queda.

Se permanecer no cargo, em setembro tem de escolher um novo procurador. O sr. acha que tem condição de conduzir esse processo sem estar contaminado depois de tudo isso que está acontecendo?

Contaminado por esses fatos? Não me contamina, não. Aliás, eu tiro o “se”. Porque eu vou continuar.

É preciso alguma mudança na maneira como esses acordos são feitos? Mudança na lei?

Acho que é preciso muita tranquilidade, serenidade, adequação dos atos praticados. Não podem se transformar em atos espetaculosos. E não estou dizendo que a Procuradoria faça isso, ou o Judiciário. Mas é que a naturalidade com que se leva adiante as delações… Você veja, as delações estão sob sigilo. O que acontece? No dia seguinte, são públicas. A melhor maneira de fazer com que eles estejam no dia seguinte em todas as redes de comunicação é colocar uma tarja na capa dizendo: sigiloso.

Esse processo dá novo impulso ao projeto de lei de abuso de autoridade?

É claro que ninguém é a favor do abuso de autoridade. Se é preciso aprimorar toda a legislação referente a abuso de autoridade, eu não saberia dizer. Abusar da autoridade é ultrapassar os limites legais.

O sr. falou muito do Joesley. Mas qual a culpa que o sr. tem?

Ingenuidade. Fui ingênuo ao receber uma pessoa naquele momento.

Além dos áudios, há depoimentos em que os executivos da JBS fazem outras acusações. Por exemplo, que o sr. pediu caixa dois em 2010, 2012 e 2016. Inclusive para o [marqueteiro] Elsinho Mouco, para uma campanha da internet.

No caso do Elsinho, ele fez a campanha do irmão do Joesley, e por isso recebeu aquelas verbas. Fez trabalhos para a empresa. Diz que até recentemente, esse empresário grampeador pediu se o Elsinho poderia ajudá-lo na questão da Carne Fraca.

Empresário grampeador?

Mas qual é o título que ele tem de ter? Coitadinho, ele tem de ter vergonha disso. Ele vai carregar isso pelo resto da vida. E vai transmitir uma herança muito desagradável para os filhos.

Nos depoimentos, há conversa do Loures com o Joesley sobre a suposta compra do Cunha que é muito explícita.

Por que é explícita?

Porque eles conversam sobre pagamentos.

Você está falando de uma conversa do Joesley com o Rodrigo. De repente, você vai me trazer uma conversa do Joesley com o João da Silva.

O Rocha Loures não é um João da Silva.

[Irritado] Eu sei, você está insistindo nisso, mas eu reitero que o Rodrigo era uma relação institucional que eu tinha, de muito apreço até, de muita proximidade. Era uma conversa deles, não é uma conversa minha.

Um desembarque do PSDB e do DEM deixaria o sr. em uma situação muito difícil. O sr. já perdeu PSB e PPS.

O PSB eu não perdi agora, foi antes, em razão da Previdência. No PPS, o Roberto Freire veio me explicar que tinha dificuldades. Eu agradeci, mas o Raul Jungmann, que é do PPS, está conosco.

Até onde o sr. acha que vai a fidelidade do PSDB?

Até 31/12 de 2018.

Até que ponto vale a pena continuar sem força política para aprovar reformas e com a economia debilitada?

[Irritado] Isso é você quem está dizendo. Eu vou revelar força política precisamente ao longo dessas próximas semanas com a votação de matérias importantes.

O sr. acha que consegue?

Tenho absoluta convicção de que consigo. É que criou-se um clima que permeia a entrevista do senhor e das senhoras de que vai ser um desastre, de que o Temer está perdido. Eu não estou perdido.

O julgamento da chapa Dilma-Temer recomeça no TSE em 6 de junho. Essa crise pode influenciar a decisão?

Acho que não. Os ministros se pautam não pelo que acontece na política, mas pelo que passa na vida jurídica.

Se o TSE cassar a chapa, o sr. pretende recorrer ao STF?

Usarei os meios que a legislação me autoriza a usar. Agora, evidentemente que, se um dia, houver uma decisão transitada e julgada eu sou o primeiro a obedecer.

O sr. colocou ênfase no fato de a gravação ter sido adulterada. Se a perícia concluir que não há problemas, o sr. não fica em situação complicada?

Não. Quem falou que o áudio estava adulterado foram os senhores, foi a Folha [com base em análise de um perito feita a pedido do jornal]. E depois eu verifiquei que o “Estadão” também levantou o mesmo problema. Se disserem que não tem modificação nenhuma eu direi: a Folha e o “Estadão” erraram.

Como o sr. vê o fato de a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] ter decidido pedir o seu impeachment?

Lamento pelos colegas advogados. Eu já fui muito saudado, recebi homenagens da OAB. Tem uma certa surpresa minha, porque eles que me deram espada de ouro, aqueles títulos fundamentais da ordem, agora se comportam dessa maneira. Mas reconheço que é legítimo.

Em quanto tempo o sr. acha que reaglutina a base?

Não sei se preciso reaglutinar. Todos os partidos vêm dizer que estão comigo. É natural que, entre os deputados… Com aquele bombardeio, né? Há uma emissora de televisão [TV Globo] que fica o dia inteiro bombardeando.

Essa crise atrasou quanto a retomada da economia?

Tenho que verificar o que vai acontecer nas próximas semanas. [Henrique] Meirelles [Fazenda] me contou que se não tivesse acontecido aquele episódio na quarta [dia da divulgação do caso], ele teria um encontro com 200 empresários, todos animadíssimos. causam um mal para o país.

Como o sr. está sentindo a repercussão de seus dois pronunciamentos, mais incisivo?

Olha, acho que eles gostaram desse novo modelito [risos]. As pessoas acharam que “enfim, temos presidente”.


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