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Que presidente de clube terá coragem de não beijar as mãos de Caboclo na CBF ?

abril 17, 2018

A CBF realiza hoje o que trata como “eleições”, mas, em verdade, não passa de cerimônia de “beija-mão”, com todas as cartas marcadas para colocar no poder o vassalo de Marco Polo Del Nero, o conselheiro do São Paulo Rogério Caboclo.

Se no poder seguirá as ordens do “padrinho” o tempo dirá.

A grande questão, já que das Federações, com dirigentes recebendo mensalinhos da Casa Bandida, não se pode esperar nada mais do que a subserviência, é observar o comportamento dos clubes, rebaixados em importância no sistema de votação.

Que presidente de clube terá coragem de não beijar as mãos de Caboclo?

Fossem minimamente interessados no bem estar do futebol brasileiro, os cartolas boicotariam o pleito e, na mesma data, criariam uma liga responsável por tocar os campeonatos nacionais, obrigando a CBF a “pedir penico”, relegada, se tanto, a cuidar da Seleção Brasileira.

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Troca de emails revela que Odebrecht, não o Corinthians, resolveu questão financeira do estádio de Itaquera

abril 17, 2018

Em diversas entrevistas, o deputado federal Andres Sanches (PT), presidente do Corinthians, tem por hábito afirmar que toda a engenharia financeira do estádio de Itaquera foi proposta e gerida pelo diretor de marketing Luis Paulo Rosenberg.

No último final de semana, a revista Época revelou emails, trocados entre Marcelo Odebrecht e Luciano Coutinho, então presidentes, respectivamente, da construtora da Arena e do BNDES, que colocam em dúvida esta versão.

Diz Odebrecht:

“Luciano, não devem estar lhe atualizando, mas não existe nenhum problema entre Odebrecht e clube (Corinthians)”

“Faz exatamente seis semanas que estamos esperando do BB (Banco do Brasil) e BNDES uma proposta para o clube para que a ODEBRECHT assuma a gestão comercial e operacional do estádio em uma condição que seja aceitável para o clube e assim possamos aceitar estender nosso ESA para além do período de construção que era inicialmente combinado”

“Estou quase implorando de joelhos esta proposta da equipe do BB e BNDES e não consigo tirar ela !”

“Você sabe que pode contar conosco, mas hoje o ônus está sendo bancado única e exclusivamente por nós, enquanto clube, BB e BNDES não se entendem”

Fica evidente que toda a operação foi gerida pela Odebrecht (inclusive após a obra) e que o Corinthians, por diversas razões, mal conseguia se acertar com seus parceiros.

A própria composição do Arena Fundo (administrado pela construtora), com as principais fontes de receita alvinegras desviadas para quitar pendências com a Odebrecht, além da impossibilidade, contratual, do Corinthians tomar qualquer decisão relevante, demonstram bem que, fora do que a Operação Lava-Jato tem investigado, os dirigentes do Timão, diferentemente da versão oficial, não eram propriamente os protagonistas do negócio.

Ex-árbitro detona auxiliares brasileiros: “são covardes”

abril 17, 2018

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“Eles (árbitros do exterior) erram bastante, não é? Mas erram menos que no Brasil.”

“Sabe qual é o problema aqui? Os auxiliares são covardes para fazerem as marcações.”

“Eles veem o que aconteceu e não sinalizam nada. Ficam com medo.”

“Eu vejo isso e me irrito”

(ROMUALDO ARPPI FILHO, ex-árbitro que apitou a final da Copa de 1986, em entrevista à FOLHA)

Corinthians não precisará mais pagar “taxa de policiamento” na Arena de Itaquera

abril 17, 2018

No último dia 02, o Blog do Paulinho revelou que o Santos venceu ação contra a Fazenda Pública do Estado de São Paulo ao comprovar que a “Taxa de Policiamento”, cobrada de todos os clubes para que a Polícia Militar garantisse a segurança dos torcedores era inconstitucional.

https://blogdopaulinho.com.br/2018/04/02/santos-vence-acao-contra-cobranca-de-taxa-do-policiamento/

Como resultado, além de deixar de pagá-la, receberá, de volta, o desembolsado até então.

Beneficiado pela iniciativa do Peixe, em ação semelhante, o Corinthians também obteve êxito:

“Ante o exposto, JULGO PROCEDENTE a ação, nos termos do artigo 487, inciso I, do Código de Processo Civil, para assegurar a manutenção dos serviços de segurança pública prestados pelas polícias civil e militar nos eventos organizados pelo autor, sem o recolhimento da “taxa de segurança”, diante do reconhecimento da inconstitucionalidade incidental da Lei Estadual nº 5.266/2013 (Anexo I, itens 7, 7.1 e 7.3), como postulado.Diante da sucumbência, a ré arcará com o pagamento das custas, despesas processuais e, honorários de advogado que fixo em 10% do valor atribuído à causa”

R$ 200 mil deverão retornar aos caixas do Timão (acumulados de pagamentos anteriores), e o policiamento seguirá ativo, sem, porém, a cobrança do dinheiro extra.

Desespero palestrino após a final do Paulista 2018

abril 17, 2018

Boicote o Starbucks

abril 17, 2018

Por MARCOS AMERICANO

Em mais um exemplo de que o racismo predomina nos EUA, o Starbucks de Filadélfia chamou a polícia porque dois homens negros estavam sentados à mesa sem comprar nada. Eles estavam apenas esperando por um amigo, que chegou quando os dois estavam sendo levados, algemados, pela polícia.

Alguns dos fregueses chegaram a protestar que os dois não estavam fazendo nada. O episódio viralizou nas redes sociais.

Até o prefeito de Filadélfia reclamou. Disse que as pessoas se habituaram a ver o Starbucks não apenas como um lugar para tomar café, mas para encontrar amigos.

Se você – branco, preto, pardo ou amarelo – for contra o racismo, evite o Starbucks.

*MARCOS AMERICANO é Bacharel em Direito, leitor do Blog do Paulinho

O rebento de Bolsonaro

abril 17, 2018

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do candidato a presidente Jair Bolsonaro, revelou, em troca de mensagens com a jornalista Patrícia de Oliveira Souza Lélis, o que costuma esconder publicamente:


BOLSONARO: “Sua otária! Quem você pensa que é? Tá se achando demais. Se você falar mais alguma coisa eu acabo com sua vida”
PATRICIA: “Isso é uma ameaça???”
BOLSONARO: “Entenda como quiser. Depois reclama que apanhou. Você merece mesmo. Abusada. Tinha que ter apanhado mais pra aprender a ficar calada. Mais uma palavra e eu acabo com você. Acabo mais ainda com a sua vida”
PATRICIA: “Eu estou gravando”
BOLSONARO: “Foda-se. Ninguém vai acreditar em você. Nunca acreditaram. Somos fortes”
PATRICIA: “Me aguarde pois vou falar”
BOLSONARO: “Vai para o inferno. Puta. Você vai se arrepender de ter nascido. O aviso está dado. Mais uma palavra e eu vou pessoalmente atrás de você. Não pode me envergonhar.”
PATRICIA: “Tchau”
BOLSONARO: “Vagabunda”
PATRICIA: “Resolvemos na justiça. É a melhor forma”
BOLSONARO: “Enfia a justiça no cú”


O comportamento, absolutamente agressivo, se deu porque a moça ousou negar relacionamento com o parlamentar, que havia anunciado a “união” em conta de facebook.

Por conta disso, a PGR denunciou o parlamentar:

“clara a intenção do acusado de impedir a livre manifestação da vítima, valendo-se de ameaça para tanto”

“Relevante destacar que o denunciado teve a preocupação em não deixar rastro das ameaças dirigidas à vítima alterando a configuração padrão do aplicativo Telegram para que as mensagens fossem automaticamente destruídas após 5 (cinco) segundos depois de enviadas.”

“Não fossem os prints extraídos pela vítima, não haveria rastros da materialidade do crime de ameaça por ele praticado.”

“A conduta ainda é especialmente valorada em razão de o acusado atribuir ofensas pessoais à vítima no intuito de desmoralizá-la, desqualificá-la e intimidá-la”

A atitude do rebento de Bolsonaro, absolutamente covarde e reprovável, provavelmente espelhada nos anos de convívio com um pai que não se constrange em estimular a prática da violência e doutras barbaridades correlatas, é o retrato do atraso que se aproveita de discursos populistas e nacionalistas, quase sempre sem verdade, para esconder a repulsividade natural dos que pretendem atingir o poder com objetivo de disseminar tamanha pobreza intelectual e de princípios.

Ex-funcionário de gabinete de Andres Sanches volta a aplicar golpes no twitter

abril 16, 2018

No dia 23 de novembro de 2017, o Blog do Paulinho revelou a identidade do twitter “rodriigoo9009”, contratado pelo deputado federal Andres Sanches, em meio ao período eleitoral do Corinthians, para criar notícias fajutas e exaltar feitos que pudessem favorecê-lo.

Saiba mais acessando os links a seguir:

https://blogdopaulinho.com.br/2017/11/23/andres-sanches-estaria-utilizando-foragido-da-justica-para-vazar-noticias-do-corinthians-pelo-twitter-rodriigoo9009/

https://blogdopaulinho.com.br/2017/11/25/bandido-do-twitter-coloca-andres-sanches-na-cena-de-seus-crimes/

O responsável pelo “serviço”, que apresentava-se como “Rodrigo Surcin”, em verdade chamava-se Reginaldo Rodrigo de Oliveira, e, apesar de estar foragido da Justiça, com prisão preventiva decretada por crimes diversos, entre os quais “estelionato”, trabalhava no gabinete de Sanches (extra-oficialmente, sem estar listado entre os empossados), indicado pelo ex-deputado Luiz Moura, que a polícia diz ser parceiro do PCC.

Após ser desmascarado, o marginal fechou a conta do twitter e desapareceu.

Meses depois, ressurgiu na internet, novamente no twitter, desta vez com a alcunha “SPesportesnews”, donde passou a realizar golpe semelhante, desta vez direcionado a torcedores de todos os clubes.

Reginaldo/Rodrigo conseguiu enganar alguns, recebendo “encomendas” de camisas de clubes, “pela metade do preço”, com pagamento adiantado para, mais uma vez, desaparecer.

Há diversos relatos de gente prejudicada pelo golpista que, talvez, ao realizar Boletim de Ocorrência, poderiam, em indicando o gabinete do deputado federal Andres Sanches como local que deu guarida ao suspeito, ampliar as chances de encontrá-lo.

CBF será “Casa de Caboclo” na próxima terça-feira

abril 16, 2018

Na próxima terça-feira, se a Justiça permitir, será realizada cerimônia de “beija-mão” para colocar na presidência da Casa Bandida do Futebol o conselheiro do São Paulo, Rogério Caboclo, há tempos assecla do que existe de pior no submundo do esporte.

Duas representações tentam, ainda, impedir a realização das “eleições”.

Uma delas, do senador Romário, protocolada na PGR (que até agora permanece inerte), pede o cancelamento do pleito, alegando irregularidade na mudança do estatuto da CBF, mesma argumentação da outra, proposta pelo MP-RJ, dando conta da ilegalidade em reduzir o poder de voto dos clubes em favorecimento ao de Federações.

Para assegurar seus objetivos, Marco Polo Del Nero, que, mesmo afastado pela FIFA, é quem dá as cartas na Confederação, seguiu à risca a cartilha ensinada por João Havelange: dar cargos e benesses a policiais, juizes, promotores, desembargadores e, principalmente, políticos.

Enquanto os primeiros, vergonhosamente, satisfazem-se com colocações de menor relevância, mas, ainda assim, proporcionadora de ingressos e pacotes de viagens (a Copa do Mundo está chegando !), a classe política do mais corrupto entre os países relevantes do planeta não aceita menos do que estar próxima ao poder.

Fernando Sarney, apelidado por alguns como “filho do Demo”, é o vice-presidente que, nos últimos meses, mais tem demonstrado influência com Del Nero.

Outros vices ligados à política são: Marcus Vicente (PP/ES) e o investigadissimo, por diversas acusações de corrupção, Gustavo Feijó, ex-Prefeito de Boca da Mata/AL.

Na Secretaria Geral está o invertebrado Walter Feldmann, ex-deputado, capaz de acender velas, simultaneamente, para “Deus”, o “Diabo” e o “talvez”.

Marcelo Aro, deputado federal pelo PHS/MG é o diretor de Relações Institucionais.

A pasta de “assuntos internacionais” está nas mãos do deplorável Vicente Cândido (PT), ex (?)-sócio de Marco Polo Del Nero, frequentador assídio de CPIs, investigado pela Operação Lava Jato por receber propina da Odebrecht para facilitar as obras do estádio de Itaquera, estádio do Corinthians, clube pelo qual, curiosamente, além de conselheiro, acaba de ser empossado na diretoria de Andres Sanches, como “Diretor de Relações Institucionais e Internacionais”.

O diretor de “Projetos” é Gustavo Perrela, que, com o pai, senador Zezé Perrela, divide acusações diversas, além da propriedade do famoso “helicóptero do pó”, apreendido com mais de meia tonelada de cocaina.

Nem o departamento feminino escapa da politicagem, tendo em seu comando o ‘são-paulino”, capaz de cantar o hino do Santos a pleno pulmões, ex-vereador de São Paulo, confesso fraudador de lista de presença na Câmara, Marco Aurélio Cunha.

Se o novo presidente da CBF, que terá as mãos beijadas na próxima terça-feira, não armar uma “Casa de Caboclo” para seu mentor, os próximos anos de CBF serão tocados, de fato, pelo mandatário que, mesmo fora da cadeira, da as ordens, mas é incapaz de cruzar a Ponte da Amizade sem receber algemas em seus braços.

“O Céu é o limite” e “os fins justificam os meios”, diriam os batidos ditados populares para os que, há décadas, transformam o futebol brasileiro num verdadeiro Inferno.

Justiça bloqueia R$ 135,1 mil da conta do Corinthians e transfere para agentes ligados a Andres Sanches

abril 16, 2018

Na última sexta-feira (13), a 4ª Vara Civel do Tatuapé penhorou R$ 135.140,00 da conta do Corinthians, transferindo-os, em sequência, para o Monte Azul/SP, clube barriga de aluguel dos agentes Bruno Paiva e Marcelo Goldfarb, parceiros comerciais, de longa data, do deputado federal Andres Sanches.

A ação foi proposta em julho de 2017 e cobrava comissionamentos pendentes de negócios realizados entre as partes.

Estranhamente, o Corinthians não constituiu advogado para se defender.

Alguma transações recentes desse grupo com o alvinegro foram: Edilson, Paolo Guerrero, Douglas, Bruno Henrique, Weverton e William Arão.

No caso de Edilson (agora no Grêmio), o jogador, antes de ser contratado pelo Corinthians, foi inscrito no Monte Azul, clube que sequer conhece, e depois repassado ao Timão, que ficou com apenas 30% dos direitos, permanecendo 70% com os agentes associados.

Xadrez de como, com jeitinho, Barroso beneficiou o Itau

abril 16, 2018

Por LUIS NASSIF

Começa a ficar mais clara a intenção do Ministro Gilmar Mendes quando, no bate-boca com o colega Luis Roberto Barroso, acusou-o de beneficiar seu antigo escritório de advocacia.

Barroso era titular do escritório Luis Roberto Barroso & Associados. Quando assumiu o STF (Supremo Tribunal Federal) em 2013, o sucessor do escritório foi Barroso, Fontelles, Barcellos, Mendonça & Associados, do seu sobrinho Rafael Barroso Fontelles.


Cena 1 – Barroso se declara vítima de distração

No dia 14 de março passado, três órgãos da imprensa procuraram o gabinete do Ministro Luís Roberto Barroso, com a informação de que teria favorecido o Banco Itaú em uma ação cujos advogados eram do escritório de seu sobrinho, sucessor do seu próprio escritório.

A ação visava excluir o ICMS/ISS do PIS/COFINS, reduzindo a dívida do banco.

Para o site “O Antagonista”, Barroso declarou o seguinte:

  •  A área técnica do seu gabinete, “sem que ele soubesse”, deu aval a essa ação.
  • “Jamais atuei em qualquer processo que fosse patrocinado por meu antigo escritório. Não chego nem perto e até saio do Plenário quando algum processo entra em pauta”.
  • Mesmo antes do novo Código de Processo Civil, havia no meu gabinete a orientação, por motivo de foro íntimo e não por impedimento legal, de não atuar em casos do Banco Itaú e do Google, por terem sido meus clientes antes de me tornar ministro.
  • Apesar da solicitação feita à presidência de que não me fossem distribuídos processos dessas partes e do próprio controle interno do meu gabinete, o Gabinete atuou em alguns poucos casos dessas duas empresas, que escaparam ao filtro, em recursos apresentados antes de 2016.
  • Lembro que o Gabinete recebe a média de 7 mil processos por ano. Nunca, porém, atuei em casos dessas empresas levados ao Plenário ou à Turma. Só houve atuação do Gabinete, em raríssimos casos, em decisões padrão produzidas pela Assessoria.”

O assunto não entrou nas pautas dos jornais, nem acompanhado dos esclarecimentos de Barroso. A história é bem mais que um mero caso de distração de Barroso.

Guardem bem o que disse, para confrontarmos mais adiante com os fatos.


Cena 2 – a 1ª rodada do RE (Recurso Extraordinário) do Itaú

Em 2015, depois de ter seu pedido negado no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, o Banco Itaú ingressou com um Recurso Extraordinário no STF.

No dia 22.06.2015 o RE foi distribuído para o Ministro Barroso. No dia 05.08.2015, Barroso deu parcial provimento ao recurso extraordinário. Decretou como indevida a cobrança majorada do PIS na redação da Emenda Constitucional no.17.1997, antes de decorridos 90 dias contados da publicação da emenda.

Disse ele:

“A pretensão merece ser parcialmente acolhida. De início, cumpre registrar que o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência de ambas as Turmas desta Corte no sentido de que a Medida Provisória no 517/1994 apenas dispôs sobre deduções e exclusões da base de cálculo da contribuição ao PIS, não dispondo sobre o Fundo Social de Emergência”.

Na sequência, Barroso declarou a inconstitucionalidade da Emenda Constitucional n. 17/1997 na sua forma original, garantindo o êxito dos interesses do Banco Itaú, sem submeter à avaliação da Turma ou do Plenário do STF.

Não há a menor condição de uma sentença questionando uma Emenda Constitucional tenha saído da área técnica do gabinete de um Ministro do Supremo.

Releia suas explicações acima:

“Mesmo antes do novo Código de Processo Civil, havia no meu gabinete a orientação, por motivo de foro íntimo e não por impedimento legal, de não atuar em casos do Banco Itaú e do Google, por terem sido meus clientes antes de me tornar ministro”.

Por que a menção ao novo Código de Processo Civil? Porque este estabelece impedimento do juiz, “quando a parte é cliente do escritório de advocacia de parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, mesmo que patrocinado por advogado de outro escritório”.

Vamos conferir o que ocorreu depois que o novo Código de Processo Civil entrou em vigor.


Cena 3 – Barroso após o novo Código de Processo Civil

O Itaú apresentou  um agravo regimental, recurso que obriga a apreciação da matéria pela Turma, a não ser nos casos em que o Ministro relator reconsidere o voto dado.

No dia 11.05.2016, em decisão monocrática (sem consultar o plenário), Barroso não apenas reconsiderou, como ampliou a decisão anterior, conferindo integral provimento ao recurso do Banco Itaú.

Conforme disse no voto, “reconsidero a decisão agravada para modificar a parte dispositiva reconhecendo o provimento integral do recurso extraordinário”.

O novo Código de Processo Civil já estava em vigor.

Anda que fosse legalmente obrigado a se declarar impedido, o Ministro Roberto Barroso optou por ampliar, de forma monocrática, sua decisão anterior

No Relatório da Administração do Banco Itaú BBA S.A. de 19 de agosto de 2015, há a informação de que o Recurso Especial analisado por Barroso representava R$ 29.864.000,00, aproximadamente 75% de todos os depósitos em garantia de obrigação legal pelo banco.

Diz o relatório:

“PIS – Anterioridade Nonagesimal e Irretroatividade – R$ 29.864: Pleiteamos o afastamento das Emendas Constitucionais 10/96 e 17/97, dado o princípio da anterioridade e irretroatividade, visando recolhimento pela Lei Complementar 07/70. O saldo do depósito em garantia correspondente totaliza R$ 29.864”.

O escritório Barroso Fontelles Barcellos Mendonça & Associados foi criado em 2013 como sucessor do escritório Luís Roberto Barroso & Associados. Possui diversas ações do grupo Itaú.

Cena 4 – outras distrações de Barroso

No dia 28.03.2018, o Jornal GGN noticiou que o Ministro Barroso iria receber pagamento de R$ 46,9 mil do Tribunal de Contas de Rondônia, por palestra de uma hora de duração.

Para a coluna de Mônica Bérgamo, Barroso deu as seguintes explicações:

“Não tenho a menor ideia de que valor é este. É um valor completamente fora do padrão, fora do que eu cobro.”

Segundo Barroso, ele foi convidado para dar uma aula em Rondônia pela editora Fórum, responsável pelo lançamento de seus livros e por organizar eventos de divulgação aos quais ele às vezes comparece.

“Eu não tinha a menor ideia de que poderia haver o envolvimento de algum órgão público, do tribunal de contas ou de qualquer outro. E, se tivesse, não aceitaria”, afirma ele. “Meu contrato é com a editora.”

No dia 04.04.2018, o GGN trouxe informações sobre uma palestra anterior de Barroso, para o mesmo TCE-RO, no mesmo evento, edição 2017, sendo intermediado pela mesma empresa contratante e pago o mesmo cachê de R$ 46,8 mil. O tema da palestra foi “combate à corrupção”. A assessoria do Ministro não explicou esse caso de distração reiterada do Ministro.

As palestras e os temas confirmam o que o GGN vem dizendo há tempos: as declarações midiáticas permanentes do Ministro contra a corrupção, como forma de investir no mercado de palestras.

Como o Ministro Barroso vem sendo vítima de distrações sucessivas, para que não pairassem dúvidas sobre sua idoneidade, seria relevante que abrisse mão espontaneamente do sigilo bancário tanto do seu escritório quanto do sucessor. Mesmo porque, foi em cima do mote da luta contra a corrupção e o jeitinho que o MInistro se tornou um campeão do mercado de palestras.


Cena 3 – o pensamento muito vivo de Barroso 

Um breve apanhado dos escritos sociológicos de Barroso, depois que se tornou Ministro do STF:

  • Vive-se aqui a crença equivocada de que tudo se ajeitará na última hora, com um sorriso, um gatilho e a atribuição de culpa a alguma fatalidade (falsamente) inevitável, e não à imprevidência
  • Eu cheguei ao Supremo Tribunal Federal vindo da advocacia. Mais de uma vez chegou a mim a queixa de que eu “virei as costas aos amigos” e que sou um juiz muito duro. Não sou. Mas sou sério, e isso frustrou a expectativa de quem esperava acesso privilegiado e favorecimentos
  • No que diz respeito à ética pública, a verdade é que criamos um país devastado pela corrupção. Não foram falhas pontuais, individuais, pequenos deslizes ou acidentes. Foi um modelo institucionalizado, que envolve servidores públicos, empresas privadas, partidos políticos e parlamentares. Eram organizações criminosas, que captavam recursos ilícitos, pagavam propinas e distribuíam dinheiro público para campanhas eleitorais ou para o bolso. Isto é, para fraudar o processo democrático ou para fins de enriquecimento ilegítimo. É impossível não sentir vergonha pelo que aconteceu no Brasil.
  • O jeitinho brasileiro contribui para esse estado de coisas. Em primeiro lugar, o hábito de olhar para o outro lado para não ver o que está acontecendo.
  • Immanuel Kant enunciou a mesma ideia em uma frase memorável: “Aja de tal forma que a máxima que inspira a sua conduta possa se transformar em uma lei .
  • O jeitinho oscila em uma escala que vai do favor legítimo à corrupção mais escancarada. E é precisamente porque algumas de suas manifestações não são condenáveis, que ele termina sendo aceito de forma generalizada, sem que se distinga adequadamente entre o certo e o errado, o bem e o mal.
  • A ética pública, de que tanto nos queixamos, é em grande medida espelho da ética privada
  • Improviso, relações familiares e pessoais acima do dever e a cultura da desigualdade contribuem para o atraso social, econômico e político do país. Mais grave, ainda, o jeitinho importa, com frequência, em passar os outros para trás, em quebrar normas éticas e sociais ou em aberta violação da lei.

E fechando com chave de ouro sua filosofia sobre o brasileiro padrão, da lavra de um Ministro argentário:

  • Em uma reunião social, ouvi um interlocutor queixar-se contra as mazelas do país, sobretudo a corrupção. Em seguida, narrou que a empregada que contratara não queria assinar a carteira, de modo a não perder o valor que recebia como bolsa-família. Naturalmente, isto é errado.

1. As ligações do escritório Barroso Fonteles com o Itau.

2. Relatório do Itau-BBA demonstrando os ganhos com a decisão de Barroso.

3. A primeira decisão de Barroso.

4. A segunda decisão de Barroso.

Após denúncia do Blog do Paulinho e do UOL, Covas anula pregão de árbitros e adia Jogos da Cidade

abril 16, 2018

Marcos Fábio Spironelli

“As irregularidades foram inicialmente apontadas pelo Blog do Paulinho, no mês passado, e confirmadas pelo Olhar Olímpico após a publicação das contratações no Diário Oficial da cidade, no último dia 6″


Do BLOG OLHAR OLÍMPICO (UOL)

Por DEMÉTRIO VECCHIOLI

Uma semana depois de a Controladoria Geral do Município de São Paulo ser informada pela reportagem do Olhar Olímpico a respeito de supostas irregularidades na contratação de arbitragem para os Jogos da Cidade, a secretaria de Esporte da prefeitura de São Paulo, agora sob gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB), decidiu revogar dois lotes do edital e adiar a competição, que deveria começar neste sábado. No total, quase R$ 1,3 milhão não serão mais destinados a duas empresas de uma mesma família. Ambas, porém, continuam responsáveis por contratos de outros R$ 1,5 milhão.

As irregularidades foram inicialmente apontadas pelo Blog do Paulinho, no mês passado, e confirmadas pelo Olhar Olímpico após a publicação das contratações no Diário Oficial da cidade, no último dia 6. Enquanto apurava a reportagem, o blog levou as informações à Controladoria. Antes de a matéria ser publicada, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SEME) cancelou duas contratações que beneficiavam especialmente o ex-árbitro Marcos Fábio Spironelli.

Ele é ligado a duas empresas que ficaram com dois lotes cada no pregão eletrônico realizado em 8 de março. A SFM Eventos Esportivos (as letras são as iniciais do nome de Spironelli, em ordem invertida) levou o lote 6, do vôlei, por R$ 302 mil, e o lote 2, do futebol de campo, por R$ 747 mil. Já a Shamou Esportes ficou com o lote 1, também do futebol de campo, por R$ 785 mil, e com o lote 3, do futsal, por R$ 979 mil.

A SFM pertence à ex-esposa de Spironelli e à sua filha Marina. Já a Shamou está no nome de Ilda Spironelli, mãe do ex-árbitro e avó de Marina. O próprio Marcos Fábio Spironelli também tem seu próprio CNPJ para participar de concorrências assim, através da Associação de Árbitros da Grande São Paulo (AAGP), punida pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) no ano passado por irregularidades em edital semelhante, para os Jogos da Cidade de 2007.

Desta vez a AAGP não participou do pregão, só as empresas da filha e da mãe de Spironelli, que concorreram entre si pelos mesmos lotes. Ficaram com dois cada uma, enquanto uma terceira empresa, a AVM, levou o lote mais barato.

As empresas que concorreram pelos jogos de basquete foram desclassificadas. No futebol, a Shamou e a SFM levaram a melhor sobre o Sindicato dos Árbitros do Estado de São Paulo. As contratações para os dois lotes de arbitragem, que incluem mais de 3 mil jogos, não foram suspensas. Mas, ao adiar o início da competição, que deveria ser neste sábado, a prefeitura deixa em aberto essa possibilidade.

Por enquanto, um levantamento preliminar da Controladoria apontou irregularidades nas contratações dos lotes 3 e 6. De acordo com a prefeitura, foram identificadas divergências quantitativas entre dois anexos do edital, o de de especificações técnicas e o modelo de proposta. No lote 03, por exemplo, um anexo citava 1.592 jogos de futsal no adulto com três profissionais de arbitragem (dois árbitros e um mesário) e oito partidas com quatro profissionais (também um cronometrista). Já o outro anexo falava em 1.600 jogos com quatro profissionais.

O mesmo aconteceu no edital do vôlei, com o modelo de proposta incluindo quatro profissionais (árbitros de linha) a mais do que o necessário em 214 partidas. Informado das irregularidades pela Controladoria, o secretário municipal Jorge Damião decretou a anulação de parte do pregão “uma vez que não restou possível assegurar a seleção da proposta mais vantajosa para a Administração Pública”, pelo que despachou.

Os Jogos da Cidade são considerados o maior torneio amador do país. No ano passado, a gestão do prefeito João Dória foi criticada por reduzir o número de participantes, restringindo inscrições. Em 2018, a ideia é que o evento volte a ser grande. Só para o futebol foi contratada arbitragem para mais de 3 mil partidas. Pelo regulamento, podem participar até 16 equipes de cada uma das 32 subprefeituras regionais por modalidade.

A reportagem não conseguiu contato com a Shamou e com a SFM até a publicação desta matéria.

Já a prefeitura, em nota, depois da publicação da reportagem, negou que tenha sido o fato reportado pelo UOL que tenha feito o pregão ser cancelado. A assessoria de imprensa do gabinete informou que não há impedimento legal de participação, em uma mesma licitação, de empresas cujos sócios tenham parentesco entre si. “Tanto não foi este o motivo de anulação em parte do pregão, que as duas empresas que haviam vencido os lotes 03 e 06, permanecem como vencedoras dos lotes 01 e 02, já que em relação a esses lotes, o edital não apresentou divergências”

Consequências

abril 16, 2018

Do ESTADÃO

Por UGO GIORGETTI

Não há forma mais justa de ser campeão do que chegar em primeiro lugar do campeonato

O Palmeiras foi muito prejudicado por um erro de arbitragem na partida final contra o Corinthians que decidiu o Campeonato Paulista. Não pela anulação do pênalti, que realmente não houve, mas pela sua inicial marcação. Ao apitar a penalidade, o juiz levou ao cume de uma alegria delirante não só os torcedores do Palmeiras, que isso não tem nenhuma importância, mas o time, como se viu das alucinadas comemorações de todos os jogadores sobre o corpo de Dudu, devidamente ainda estirado no chão, como convém a todo jogador que não sofre esse tipo de falta.

Esses sim, os jogadores, pareciam já antever a marcação do gol de empate e uma caminhada tranquila em direção ao título. A volta atrás da marcação foi de um impacto impossível de avaliar. A decepção, a ira e o descontrole que causou teve certamente consequências no episódio das cobranças de pênaltis.

Note-se que entre os jogadores mais descontrolados pelo recuo do juiz estavam Dudu, que perdeu seu chute na disputa final, e Lucas Lima, que também desperdiçou o seu. A cobrança dos pênaltis, portanto, sofreu influência direta do que tinha acontecido na partida com jogadores de cabeça alterada e nervos completamente em frangalhos, eles que normalmente já não são lá muito frios e controlados.

Já escrevi recentemente que pênalti depende da cabeça do batedor acima de qualquer outra coisa. O fato de que esse tipo de disputa é outro jogo não altera a circunstância de que se dá a apenas dez minutos depois da partida de que é causa. O que houve dez minutos antes é crucial para o estado de espírito dos jogadores que vão fazer as cobranças. E a cabeça de muita gente do Palmeiras estava arruinada naquele momento. Não é uma desculpa, mas uma constatação.

Os jogadores do Palmeiras foram para a cobrança psicologicamente derrotados, diante de um grande goleiro no auge do moral. Deu o que deu.

Não posso afirmar que, sem o episódio, teria acontecido algo de diferente, mas juro que quando Dudu ajeitou a bola para bater o primeiro dos pênaltis finais algo me disse que tudo estava perdido. De qualquer forma foi um castigo de certa forma merecido pelo Palmeiras. Não pelos jogos finais que, no fundo, foram iguais, como costumam ser Palmeiras e Corinthians, mas por ter aceito uma forma de campeonato que leva a injustiças como a do primeiro colocado não ser campeão.

Não há forma mais justa de ser campeão do que chegar em primeiro lugar na colocação final do campeonato. A maior parte do mundo conhecido adota essa prática simples, mas não o campeonato paulista. Inventamos aqui em São Paulo que campeão não é o primeiro colocado, mas que pode ser o terceiro ou mesmo o quarto. As diretorias dos clubes, em especial a do Palmeiras, deveriam resistir e ajudar a encerrar de vez esse capítulo melancólico de quadrangulares que se sobrepõe aos pontos ganhos, isso é, premiando um jogo e não uma campanha.

O Corinthians, hoje, também poderia perfeitamente estar reclamando, e com razão, dessa forma provinciana e ultrapassada de disputar campeonatos. Afinal, por apenas dois minutos, por um escanteio na agonia da partida, ele não se viu fora da final, dando seu lugar ao São Paulo, que fez uma campanha que nem o mais fanático torcedor tricolor pode deixar de considerar medíocre.

Seria justo para o Corinthians ficar fora da final do campeonato estadual? Seria justo o São Paulo jogar a final e, no limite, se vencesse o Palmeiras, ser o grande campeão paulista? Bem, só resta dizer que não há absolutamente do que reclamar. A diretoria do Palmeiras deveria, sorridente, comparecer em peso na festa da Federação, levar seus jogadores e ficar muito satisfeita com o resultado de um campeonato que ajudou a organizar.

Fernando Garcia, André Negão e jogadores na farra do futebol profissional do Corinthians

abril 15, 2018

O futebol do Corinthians é assim: enquanto o treinador Fábio Carille e seu gerente Alessandro, ambos funcionários do clube, se matam de trabalhar – sempre sob risco de desemprego, os dirigentes, supostamente sem salário, fazem a alegria de (e com) três empresários (eventualmente dissimulados em nome de prepostos): Fernando Garcia, Carlos Leite e Giuliano Bertolucci/Kia Jorabchian.

Ontem o clube acertou a contratação de dois jogadores do Nacional, simpática equipe da Capital Paulista, que, desde o ano anterior, transformou-se em quintal da família Garcia.

São eles: Bruno Xavier (atacante) e Thiaguinho (meia).

Sem o menor constrangimento, logo após a concretização do acordo, agentes e jogadores posaram para fotografia.

À esquerda, Bruno Xavier, à direita Thiaguinho, ambos vestidos com camisas da marca “Tudo Tranquilo”, de propriedade do diretor administrativo do Corinthians, André Negão.

Evidentemente não se trata de coincidência.

Aliás, frequentemente jogadores do Timão aparecem em situações de boa exposição com roupas ligadas ao dirigente, em propaganda dissimulada que, se paga, não sairia barata.

No meio da foto, sorridente, está Fernando Garcia (o mais baixinho), que, assim como os demais agentes citados, são expostos por dirigentes à mídia como “benfeitores” alvinegros, emprestadores de dinheiro em momentos difíceis (no caso de Carlos Leite, até para comprar votos).

Em tempo: jogadores do CRB, que não se trata, propriamente, de um celeiro de craques do futebol brasileiro, estão conseguindo chegar ao Parque São Jorge. Coincidentemente, logo após a passagem do jogador André Vinicius, filho de André Negão, pelo clube.

“Milionário” Palmeiras receberá dinheiro da “inimiga” Federação Paulista de Futebol

abril 15, 2018

Sem alarde, o Palmeiras agendou com a Federação Paulista de Futebol para receber, nos próximos dias, R$ 1,6 milhão pela conquista do vice-campeonato paulista, vencido pelo Corinthians.

Levará, também na surdina, as medalhas que negou publicamente.

Para um clube que se apresenta como milionário, mas deve mais de R$ 100 milhões à patrocinadora, razão pela qual a “madame” faz o diabo no Conselho, convenhamos, seria quantia de “café”.

Porém, o tempo, em regra, sobrepõe a realidade diante da pirotecnia.

O Palmeiras possui um presidente “fantoche”, que tinha por objetivo, quando gritou durante toda a semana, na imprensa, frases e objetivos soprados em seu ouvido, encobrir a incapacidade de sua gestão, que, aparentemente, não honrará de pé, mais uma vez, o que prometeu sentado.


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