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Arquivo por Autor

Coluna do Fiori

junho 24, 2017

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

Saudade tem rosto, nome e sobrenome.

Saudade tem cheiro, tem gosto.

Saudade é a vontade que não passa.

É ausência que incomoda.

Saudade é a prova de que tudo vale a pena…

Autora: Lu Oliveira

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Congratulações

Assento meus sinceros agradecimentos aos árbitros das décadas 1960 a 1990, por terem sido cortesíssimos no belíssimo rito na noite da segunda feira 19/06/2017

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8ª e 9ª Rodadas do Brasileirão – 2017

Sábado 17/06

Santos 0 x 0 Ponte Preta

Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)

Item Técnico

Trabalho desenvolvido satisfatoriamente. Como principal;

– o acerto por ter acatado a sinalização do assistente 01: Marcio e Eustáquio S Santiago (MG) apontando impedimento de um dos defensores da equipe campineira no momento em que o santista David Braz cabeceou arredonda profundo da rede da sua equipe

Item Disciplinar

Excedeu por ter advertido 07 contendores com cartão amarelo, sendo: Três dos defensores da equipe mandante e Quatro dos visitantes

Domingo 18/06

Coritiba 0 x 0 Corinthians

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)

Assistente 01: Dibert Pedrosa Moises (RJ)

Assistente 02: Michael Correia (RJ)

Item Técnico

O desempenho do principal representante das leis do jogo foi ferido por Michel Correia, assistente 02, que errou e prejudicou a equipe corintiana por ter sinalizado posição de impedimento no lance legal do atacante Jô, no momento que pegou a redonda, mandando-a, profundo da rede da equipe da casa

Item Disciplinar

02 cartões amarelos para defensores da equipe da casa e 03 para corintianos, corretamente aplicados.

Entretanto

Deixou passar batido, não dando cartão vermelho para Marcio, defensor da equipe da casa, no momento que deu uma bolacha na face do corintiano Romero

Santos 0 x 0 Ponte Preta

Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)

Assistente 01: Marcio Eustaquio S Santiago (MG)

Assistente 02: Celso Luiz da Silva (MG)

Item Técnico

Agiu corretamente por ter corroborado com a sinalização do assistente 01: Marcio Eustaquio Santiago, no instante que flagrou a posição de impedimento de um dos defensores da equipe campineira, que foi em direção à redonda, pouco antes do santista David Braz, cabeceá-la em direção ao fundo da rede da própria equipe

Item Disciplinar

Advertiu com cartão amarelo 03 dos defensores da equipe da casa e 04 da Ponte Preta

9ª Rodada – Quarta Feira 21/06

Palmeiras 1 x 0 Atlético-GO

Árbitro: Antonio Dib Moraes de Sousa (PI)

Itens Técnico/Disciplinar

O principal representante das leis do jogo, quanto seus assistentes, não influíram no resultado da refrega

Vitória 0 x 2 Santos

Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)

Item Técnico

Prejudicou a equipe da casa por não ter marcado a claríssima penalidade máxima cometida por David Braz, defensor santista no oponente Neílton

Ressaltando

No momento em que deixou de marcar a penalidade máxima o placar apontava 1 x 0 favorável a equipe santista

Item Disciplinar

02 cartões amarelos pra defensores do Vitória e 01 para santista

Quinta Feira 22/06

Corinthians 3 x 0 Bahia

Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (FIFA-PA)

Item Técnico

Deixou de marcar e inverteu alguns lances de falta

Item Disciplinar

Cartões amarelos: Balbuena, Romero e Gabriel, defensores do Corinthians;

– Allione, Rodrigo Nascimento e Rene, defensores do Bahia

Exagero  

Nos primeiros minutos da segunda o boto-branco extrapolou por ter advertido Gabriel com o segundo amarelo, seguido do vermelho, vez que: Na primeira etapa, minutos após receber o primeiro amarelo, Gabriel cometeu falta digna do segundo e não recebeu

Média

Minutos após a expulsão do corintiano Gabriel, ocorreu embate normal entre Rene, defensor do Bahia que contava com o cartão amarelo, com um dos corintianos;

– sem motivo, na cara dura, o boto-branco expulsou o atleta baiano

Política

Novos partidos

A esquerda articula um partido contra o PT, mas o fundamental é a reforma política

Enquanto políticos, analistas e meros mortais não temos ideia para onde – e para quem – a monumental crise está nos levando, surge o primeiro movimento claro de reaglutinação de forças, e é à esquerda. As articulações projetam, inclusive, um novo personagem nesse atual cenário vazio, desolador: Guilherme Boulos.

Lula é réu cinco vezes e está às vésperas da primeira sentença do juiz Sérgio Moro, por causa do triplex. O PT vem de duras derrotas e seus principais líderes caíram, um a um, como castelo de cartas. Dilma Rousseff, abraçada à ruralista Kátia Abreu, abafou o MST. Quem entrou no vácuo foi o MTST. A esquerda rural anda em baixa, a esquerda urbana está em alta.

Alguém tem ouvido falar de João Pedro Stédile? Ele mobilizou a militância do MST e, por motivos diferentes, conquistou vitórias e amplos espaços na mídia nos anos FHC e Lula, mas a reforma agrária andou para trás com Dilma e, sabe-se lá por quantos outros motivos, ele foi sumindo, sumindo…

Enquanto isso, Boulos foi ganhando musculatura. É interlocutor assíduo de Lula, tem tropa leal e enche as ruas para endeusar ou infernizar quem e quando quer. Como Stedile, é inteligente e tem liderança. A diferença é que Stedile parece paralisado num passado que desmoronou e Boulos acena com o futuro. Não necessariamente como candidato, mas certamente como ator político.

Segundo a repórter Cátia Seabra, Boulos participou de reunião, nesta semana, com representantes da esquerda do PT, do PSOL e de movimentos alinhados, para discutir a criação de um partido, capaz de virar a página do PT, que virou caso de polícia, recuperar o ideário e a credibilidade da esquerda.

Participaram Tarso Genro, ex-ministro da Justiça de Lula, ex-governador do Rio Grande do Sul e um dos ideólogos do PT, e o senador Lindbergh Farias, ex-presidente da UNE nos bons tempos e agora preterido para a presidência do PT pela senadora Gleisi Hoffmann, apoiada por Lula.

E quem não participou? Lula, com um detalhe dado pela repórter: a reunião foi na segunda e Lindbergh se encontrou com Lula na terça, mas não falou nada sobre ela. Consta que Lulinha Paz e Amor ficou uma fera.

Com a Lava Jato fazendo a maior faxina política da história, com a casa e os partidos de pernas para o ar e os políticos feito baratas tontas, o momento é ideal para identificar sobreviventes e novas lideranças e reaglutinar as forças de esquerda, centro esquerda, centro, centro direita e direita.

Surgirá daí o equilíbrio político do País, com um aceno importante, e equilibrado, do procurador-geral da República, Rodrigo Janot: pau puro para quem roubou, corrompeu e foi corrompido na “lista Janot-Fachin”, mas punição calibrada para os que aderiram à cultura das campanhas e doações, mas não enriqueceram com ela.

Com isso, dá para passar a peneira e abrir novas perspectivas para o País, lembrando sempre que a democracia é intocável e que todos os políticos têm direito de atuar, mas dentro das suas regras. Assim como a esquerda se rearticula, as demais forças também. Entretanto, a extrema direita defender a volta da ditadura militar não é articulação, é ameaça.

Reaglutinação implica novas lideranças, debates sobre o País e reunião de pessoas que veem o mundo, o Brasil, a política, a economia, o papel do Estado e a força do setor privado sob a mesma ótica. É fundamental nesse processo excluir os condenados pela Justiça e os que criaram falsos partidos só para levar vantagem. Logo, reaglutinação partidária sem reforma política é chover no molhado.

Publicado no Estadão da Sexta Feira 23/06/2017 – Autora: Eliane Cantanhêde

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Finalizando

“Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos”

Friedrich Nietzsche – foi um filósofo, critico cultural e poeta alemão

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-24/06/2017

Ouça abaixo os programas “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foram ao ar pela rádio Rock n’ Gol:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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Em depoimento a Sérgio Moro, Léo Pinheiro detalha pagamento de R$ 18 milhões em propina à WTorre

junho 23, 2017

Dúvidas do blog:

  • A WTorre teve diversas conversas, à portas fechadas, com conselheiros e dirigentes do Palmeiras antes de conseguir, a duras penas, convencer o clube a assinar o contrato firmado para a obra da Arena. Tempos depois, um dos mais atuantes dirigentes do Verdão foi contratado pela empresa, em cargo de altíssima remuneração. Teria, neste negócio, a construtora utilizado-se de expediente semelhante ao delatado por Léo Pinheiro ?
  • Anos antes, a WTorre uniu-se aos conselheiros do Corinthians, Edgard Soares, Osmar Stábile, Fernando Capez e Flávio Adauto na tentativa de construir o estádio do Corinthians. Alguns deles conhecidos acusados de favorecimentos indevidos em situações distintas, nem sempre ligadas ao clube. Em meio às discussões, o Blog do Paulinho, convidado pela empresa, presenciou a entrada, sem bater à porta, de Soares e Capez na sala de Walter Torre Jr. Estariam os nomes citados trabalhando à favor da WTorre fomentados por procedimentos semelhantes aos descritos por Léo Pinheiro ao juíz Sérgio Moro ?

Corinthians insiste em “parceria” com dono de faculdades complicadas

junho 23, 2017

Ontem, o Corinthians entrou em campo, em Itaquera, para a disputa contra o Bahia pelo Campeonato Brasileiro, com a parte nobre de seu uniforme (a mais cara) exibindo o logo da obscura Universidade Brasil, empresa que disse, meses atrás, fecharia não apenas o patrocínio Master com o clube (avaliado em, pelo menos, R$ 30 milhões) como também faria proposta pelos naming-rights (que Andres Sanches, jurava, esteve sempre quase para ser concretizado por R$ 400 milhões).

Tratou-se de um incursão pontual.

Noutras oportunidades, o Corinthians cobrou, de empresas diversas, embora, a bem da verdade, nem sempre tenha recebido, valores próximos a R$ 1,2 milhão pelo mesmo sistema de propaganda (na camisa, para um jogo específico).

A Universidade Brasil nada pagará pela “pontualidade” de ontem, assistida, in loco, por 35 mil pessoas, e pela televisão por dezenas de milhares.

Qual a mágica ?

O presidente do Corinthians, Roberto Andrade, e o dono da Universidade, Fernando Costa, não necessariamente conhecidos pela fama de “Bons Samaritanos”, posaram para fotos, momentos antes do jogo, e disseram tratar-se de contrapartida, do clube, para a ‘bondade” do empresário, que prometeu conceder uma bolsa de estudos para cada gol marcado pelo Corinthians, até o limite de 500 (calcula-se 130 a cada ano).

Disse Roberto:

“Cada um vai fazendo sua parte para melhorar o país, cada um fazendo um pouco, se torna bastante”

Bom, a parte do Corinthians, sabe-se, custou R$ 1,2 milhão, sem contar as diversas vezes em que desdobramentos midiáticos, por conta da distribuição de “bolsas” (se de fato acontecerem), resultarão em exposição de marca incalculável.

Difícil, porém, é saber o real valor da “generosidade” de Fernando Costa, que tem em sua empresa principal, a UNIESP (gestora da Universidade Brasil), acusações de diversas irregularidades, entre as quais descumprimentos de TACs motivados, em exemplo, pela utilização indevida do termo “universidade”, em se tratando apenas de “faculdade”, da distribuição, noutras ocasiões, de “cursos gratuítos” (como ocorre neste momento), com os alunos, posteriormente, sendo cobrados judicialmente e a impossibilidade de fornecer diplomas após recusa do MEC em reconhecer boa parte das disciplinas aplicadas.

Afinal, de que vale uma “Bolsa de Estudos” sem o Certificado de Conclusão ?

Evidentemente, diante das diversas notícias veiculadas pela mídia, algumas bem recentes, outras objetos de CPIs, a diretoria do Corinthians tem ciência das acusações de picaretagens, mas, ainda assim, não só deu anuência como facilitou a operação, bancada pelos caixas alvinegros, e pela marca do Timão, novamente atrelada a gente complicada.

Talvez a proximidade de Fernando Costa (UNIESP/UNIVERSIDADE BRASIL) com o ex-diretor de marketing, Luis Paulo Rosenberg, ligado ao dono do clube, Andres Sanches, além de Osmar Basílio, presidente do CORI, meses antes das eleições alvinegras, em que campanhas precisam ser financiadas, possa, de alguma maneira, justificar a operação.

Em tempo: Fernando Costa insinuou, também, que, talvez, possa negociar espaço na Arena de Itaquera para montar um “campus”, ação esta que teria que passar por criteriosa análise do Conselho Deliberativo, diante do histórico amplo de inadimplências do empresário.

Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

junho 23, 2017

Blog do Paulinho

Coluna do Fiori

Justiça bloqueia R$ 116 mil das contas do Corinthians para pagar produtora que se recusou a participar de “ilícitos” no clube

junho 23, 2017

Em 2013, a produtora de teatro Cristiane Natale promoveu ação de reparação contra o Corinthians, após, sem justificativa (à época), ter sido afastada do teatro do clube, mesmo possuindo contrato que garantia-lhe a exploração do espaço.

A “forçada de barra”, descobriu-se depois, tratava-se de facilitação para a entrada da empresa OMNI, ligada a Andres Sanches, que hoje não apenas dá nome ao teatro como cuida dos setores mais lucrativos do clube.

Natale, à época, chegou a dizer que havia se recusado a participar de negócios “ilícitos” no Parque São Jorge.

O tempo passou e a Justiça, após diversos recursos do Corinthians, deu ganho de causa à produtora, que de R$ 30 mil iniciais (por conta de correções e demais adequações) receberá mais de R$ 100 mil.

Durante a semana, para viabilizar o pagamento, diante da recusa alvinegra em fazê-lo espontaneamente, o clube passou pelo constrangimento de ter R$ 116.059,55 bloqueados de sua conta, após infrutífera tentativa de penhora, diante do fato de todos os imóveis do Corinthians estarem vinculados aos pagamentos do estádio.

Para relembrar as acusações de Cristiane Natale contra o Corinthians basta clicar nos links a seguir:

Gestora de Teatro do Parque São Jorge acusa Corinthians de má-fé e de “reter” equipamentos de sua produtora

Corinthians passa vexame na Justiça e perde ação para ex-gestora de Teatro do clube, que recusou-se a participar de “atos ilícitos”

Corinthians terá que pagar R$ 100 mil para produtora que não quis participar de “algo ilícito” no teatro do clube

Justiça nega soltura a torcedores ligados à criminosa “Mancha Verde”

junho 23, 2017

Leila Pereira e Paulo Serdan

Decisão do TJ-SP negou a soltura de torcedores ligados à facção criminosa “Mancha Verde”, que alegavam sofrer “constrangimento ilegal” por estarem presos, condenados, em primeira instância, a seis anos no regime “semi-aberto”.

Todos partícipes de episódio de violência que culminou em morte de um trabalhador que sequer comparecia a estádios de futebol.

Os réus queriam responder em liberdade enquanto o JECRIM alegava ser necessário o encarceramento diante dos repetidos descumprimentos de acordos das partes (de não frequentar estádios) e também para garantir a integridade física doutros torcedores (principalmente adversários).

Renan de Abreu Lima, Thiago Rubens Vaz Pinheiro dos Santos, Pedro Gerson Lisboa de Souza e Eduardo Leandro Oliveira Sampaio Luz seguirão, então, presos até julgamento do recurso final.

Vale lembrar, a Mancha Verde voltou a se relacionar com a diretoria do Palmeiras, da qual recebe “vantagens”, e foi objeto de generosa doação financeira de conselheira do clube, Madame Leila Pereira, casada com o dono da Crefisa.

Presidente do Sindicato dos Árbitros é acusado de intimidar jornalistas

junho 23, 2017

Arthur Alves Junior, presidente do SAFESP (Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo) teve comportamento acintoso, interpretado como intimidação a jornalistas, ontem, na Arena de Itaquera, nos bastidores da partida entre Corinthians e Bahia.

Um dos repórteres presentes relatou ao blog:

“Esse cara voltou (Arthur)… estava sumido… quando eu vi já tinha tirado foto”

“Achei engraçado… ele tinha sumido… cheio de denúncias (contra ele), e agora voltou aqui tirando fotos (de jornalistas)… por isso eu achei estranho”

“Ele está ali, perto da mesa do representante, não sei o que está fazendo, não”

“Não é a primeira vez… nunca falam qual é o objetivo de ficarem tirando foto… eu até me escondo…”

“Achei esquisito… ainda mais esse cara…”

Levando-se em consideração que trata-se da ACEESP a empresa responsável pelo credenciamento de jornalistas, e não, por razões óbvias, o SAFESP, faz sentido que se tenha dúvidas sobre o objetivo do referido comportamento.

“Mito” ou “minto” ? Bolsonaro no Ninho do Urubu

junho 23, 2017

Ontem, no Ninho do Urubu

Em dias anteriores, noutros estádios e clubes

Justiça aceita ação contra CBF, Federação Cearense e Gustavo Feijó por desvio do jogador Bismark

junho 23, 2017

Gustavo Feijó e Felipe Feijó

A 27ª Vara Cívil de Fortaleza/CE aceitou denuncia promovida pelo Palmácia Futebol Clube contra a CBF, seu diretor de registros, Reynaldo Buzzoni e o vice da entidade, Gustavo Feijó, este que, recentemente, se viu em problemas com a “Operação Lava-Jato”.

É ré, também, a Federação Cearense de Futebol, responsável solidária pelos acontecimentos.

O Palmácia pede indenização de R$ 21,7 milhões.

A primeira audiência já está marcada, para a próxima quinta-feira (29).

Corre também, paralelamente, investigação no âmbito criminal.

Recentemente, detalhamos a suposta fraude, cometida pelo Departamento de Registros da CBF, sob responsabilidade de Reynaldo Buzzoni, aparentemente acobertada pelo STJD, que vitimou a equipe cearense do Palmácia.

https://blogdopaulinho.com.br/2016/10/07/manobra-do-stjd-para-beneficiar-cbf-em-caso-de-fraude-no-bid-sera-exposta-em-julgamento/

Em resumo: o Palmácia, clube da Terceira Divisão do Ceará, impetrou um Mandado de Garantia, no STJD, alegando aliciamento do Jogador Bismark de Araújo Ferreira, pelo Santa Rita de Alagoas, time de Gustavo Feijó.

Foi acusado também o Diretor de Registros da CBF, Reynaldo Buzzoni, reincidente em casos desta natureza.

O Santa Rita não se pronunciou e, consequentemente, foi tratado como revel.

A CBF foi intimada em 15/08 para fazer sua Contestação (o prazo encerrava-se em 18/08), mas somente o fez no dia 22/08, conforme comprova o protocolo abaixo:

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O que se trataria “apenas” de perda de prazo agrava-se quando constatamos que o STJD, conforme comprova resolução 002/2016, assinada pelo presidente do órgão, Ronaldo Botelho, estava fechado (não haveria expediente, diz o documento) na referida data (do protocolo da CBF).

No próprio site do STJD estava grafado “não haverá expediente”.

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As dúvidas:

  • quem abriu o STJD para receber a defesa da CBF (que já estava fora do prazo) ?
  • Não há o que se falar em envio eletrônico (o protocolo está assinado a caneta;
  • por quais razões, e motivações, o relator Paulo Cesar Salomão Filho, vice do Tribunal (indicado ao cargo pela CBF), aceitou a irregularidade e não se julgou impedido para o julgamento diante do evidente relacionamento pessoal com uma das partes ?

Por fim, o diretor de registros da CBF, Reynaldo Buzzoni, em sua defesa, alega que clube fora da disputa de campeonatos não pode inscrever jogadores, porém não é o que diz o regulamento de recadastramento anual de agremiações, que deixa claro: basta pagar a taxa especificada, espécie de alvará, para poder exercer o referido direito.

O Palmácia pagou, não houve contestação à época, muito menos devolução do dinheiro pelo motivo alegado em defesa da CBF.

ÍNTEGRA DA QUEIXA CRIME

Reynaldo Buzzoni

Reynaldo Buzzoni

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Xadrez de como a Globo caiu nas mãos do FBI

junho 22, 2017

Por LUIS NASSIF

Peça 1 – a corrupção histórica da FIFA

No dia 23 de maio passado, a edição em inglês do El Pais noticiava a prisão de Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona de 2010 a 2014, ex-executivo da Nike (https://goo.gl/R9W6yx).

Era uma notícia curiosa. O Ministério Público da Espanha prendeu Rosell e desvendou uma organização criminosa cujo epicentro estava no Brasil.

Preso na Espanha, Sandro Rosell foi quem trouxe a Nike para a Seleção brasileira.. Quando foi preso, El Pais, ABC e Publico manchetaram que “esquema brasileiro cai na França”.

As investigações mostraram que Rosell atuava em parceria com o ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) Ricardo Teixeira através da empresa Alianto.

Em um boxe destacado, a reportagem informava que “os negócios da Rosell no Brasil há muito tempo estão no radar das autoridades”. Mas quem estava investigando era exclusivamente o Ministério Público da Espanha, em cooperação com o FBI e com a colaboração do Ministério Público da Suíça. E o nosso bravo MPF?

Desde 2008 pairavam suspeitas sobre a dupla, devido a um amistoso entre a Seleção Brasileira e a de Portugal.

Em outubro de 2010, a BBC divulgou um documento da ISL, empresa de marketing esportivo que faliu, sobre supostos subornos a três membros do Comitê Executivo da FIFA: Nicolas Leoz, presidente da Conmebol, Ricardo Teixeira, presidente da CBF e Issa Hayatou. O foco da corrupção eram esquemas de revenda de ingressos em várias edições da Copa do Mundo.

Em maio de 2011, David Triesman, ex-presidente da Federação Inglesa de Futebol, em depoimento na Câmara dos Comuns, denunciou Jack Warner, Nicolás Leoz e Ricardo Teixeira de tentarem suborna-lo em troca de votar na Inglaterra para sede da Copa de 2018.

Em julho de 2012, a FIFA divulgou que a ISL pagou suborno a João Havelange, ex-presidente da FIFA, da CBD, e para seu genro Ricardo Teixeira entre 1992 e 1997. Aí já se entrava na seara dos direitos de transmissão dos eventos.

Em 27 de maio de 2015, o FBI cercou um hotel em Zurique, e levou presos para ao Estados Unidos 7 dirigentes da FIFA, sob a acusação de organização mafiosa, fraude maciça e lavagem de dinheiro. Entre eles, o presidente da CBF, José Maria Marin. Ou seja, cidadão brasileiro, preso na Suíça e julgado nos Estados Unidos, meramente devido ao fato de parte do dinheiro da propina ter transitado por bancos norte-americanos. O poder do império nunca foi tão ostensivo.

Em 25 de fevereiro de 2016, as investigações sobre a FIFA abriram uma nova linha de escândalos, agora diretamente ligado ao Brasil: o desvio de dinheiro de patrocínios de jogos da Seleção Brasileira, envolvendo Rosell, Teixeira e Havelange.

Estimava-se que de cada US$ 1 milhão de cachês recebidos pela Seleção, US$ 450 mil íam direto para o bolso de Teixeira. E Rosell ainda recebia uma comissão de intermediação.

Nesse período todo, o MPF iniciou uma investigação no Brasil, atendendo a pedido de cooperação do FBI. Foi impedido de remeter os dados para o Departamento de Justiça dos EUA por uma liminar concedida por uma juíza de 1ª instância. Um poder que ajudou a derrubar uma presidente da República foi incapaz de derrubar a liminar.

Pior que isso, não continuou a investigar as denúncias no Brasil, apesar dos suspeitos serem brasileiros e do crime ter sido cometido no Brasil, com empresas e confederação brasileiras.

O que explicaria essa atitude?

Peça 2 – como o MP (da Espanha) descobriu uma organização criminosa (no Brasil)

As investigações espanholas baseavam-se em reportagens de 2013 do Estadão, de autoria do correspondente em Genebra Jamil Chade. No início, em cima de um amistoso da Seleção Brasileira com a portuguesa. Depois, se expandiu.

No dia 23 de maio último a operação Rimet – como foi batizada – avançou. Segundo The Guardian, a polícia invadiu escritório, casas e empresas em Barcelona, prendeu Rosell e, com ele, dados sobre pagamentos ilegais recebidos por ele e Teixeira, entre outros, na promoção de jogos no Brasil, Argentina, no Comenbol entre outros torneios. Havia suspeitas de que quase 15 milhões de euros tivessem sido lavados através de paraísos fiscais.

A operação era uma colaboração entre o MP espanhol, o suíço e o FBI. No centro das acusações, o grande parceiro de Rosell, Ricardo Teixeira.

A reportagem dizia que o FBI esperava que, além do MP Espanhol, também o brasileiro e a Polícia Federal, atuassem paralelamente no Brasil, especialmente nos negócios envolvendo a Seleção brasileira e a Nike. Além de presidente do Barcelona, Rosell havia sido executivo da Nike.

O MPF e a PF brasileiro se mantiveram  mudos e quedos. Como entender esse anomia?

Peça 3 – o know how brasileiro e a Globo

A FIFA é um escândalo eminentemente brasileiro, know how tupiniquim, desenvolvido pela Rede Globo, em parceria com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e levado por João Havelange para a FIFA.

Cria-se uma empresa laranja, que adquire os direitos de transmissão por um preço mínimo. Depois, a laranja vende para as emissoras de TV, que faturam várias vezes mais com a venda do patrocínio. Parte da diferença fica com os laranjas, que repassarão para os dirigentes esportivos.

Confira na tabela um exemplo hipotético de como funciona o esquema. Usei percentuais aleatórios, pelo fato das investigações ainda não terem consolidado os números reais.

Nos campeonatos brasileiros, o laranja era a empresa Traffic Group, do ex-jornalista J. Hawilla. Na Argentina, o Torneios y Competencia. Na FIFA, a ISL, que quebrou em 2001. Nos negócios de Rosell, a Alianto.

Os grupos de midia acertavam os acordos com os dirigentes de federações, mas o contrato era fechado com os laranjas. Era da parte dos laranjas que saiam as propinas para os dirigentes. E se fosse muito grande a diferença entre o valor recebido pelas emissoras na venda de patrocínios, e aqueles pagos aos laranjas, tratava-se de negócio entre privados. Crime perfeito!

Peça 4 – a situação das investigações

As investigações apontaram corrupção na venda dos jogos da Copa do Mundo, das Eliminatórias, da Copa das Américas e da Libertadores.

Na FIFA, as investigações rapidamente descobriram as relações entre o ILS e os dirigentes, incluindo os brasileiros João Havelange e Ricardo Teixeira. No Brasil, nada foi feito. Embora, na FIFA, Teixeira fechasse os negócios diretamente com a Globo – outras emissoras precisavam passar pelos intermediários – a emissora passou relativamente incólume pelas primeiras etapas da investigação.

O jogo passou a ficar pesado para a Globo agora, quando o FBI e o Ministério Público da Espanha identificaram pagamento de propinas na venda dos direitos de transmissão da Copa Brasil. Ali, não houve intermediários: a Globo comprou diretamente da CBF, através de seu diretor Marcelo Campos Pinto. Foi propina na veia, sem os cuidados da intermediação.

A Globo entrou definitivamente na mira do Departamento de Justiça dos EUA, do FBI e da cooperação internacional.

Esse fato explica muito dos episódios recentes da política brasileira, como se verá a seguir.

A situação de três presidentes da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) é insólita.  O ex-presidente da CBF, José Maria Marin, está preso nos Estados Unidos há dois anos. Outro ex-presidente, Ricardo Teixeira, não pode sair do Brasil. J. Hawilla também está preso. E o atual presidente, Marco Polo Del Nero, não pode viajar. Em outros tempos criminosos fugiam da Justiça de seus países refugiando-se no Brasil. Agora, criminosos brasileiros fogem da Justiça de outros paúises nao saindo do país e nçao sendo incomodados pela Justiça brasileira.

Marin é secundário. Ficou pouco tempo na presidência da CBF e ganhou participação minoritária no esquema.  As três pessoas-chaves são  Ricardo Teixeira, Del Nero e o diretor da Globo Marcelo Campos Pinto, que negociava os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.

Em dezembro de 2014, J. Hawila confessou sua culpa à Justiça norte-americana. Não se sabe o que resultou da sua delação.

Nota do Departamento de Justiça informou que Hawilla concordou com o confisco de US$ 151 milhões  de seu patrimônio. Nos dez últimos de atuação, a Traffic faturou em torno de US$ 500 milhões. Por aí, dá para se ter uma pálida ideia do montante que circulava pela organização criminosa.

Quando o escândalo esquentou, a Globo aposentou Marcelo, que está girando por aí sem ser incomodado pelo MPF ou pela Polícia Federal.

Peça 5 – a parceria Ministério Público – Globo

Vamos conferir uma pequena cronologia, que ajudará a entender muitos dos episódios políticos recentes.

17 de maio de 2017 – O Globo dá início à fritura de Michel Temer, publicando com exclusividade o furo da delação dos irmãos Batista, da JBS, e hipotecando apoio total ao PGR Rodrigo Janot.

Foi uma cobertura atrapalhada, na qual todos os veículos da Globo caíram de cabeça, no início de uma forma atabalhoada, como se infere da primeira cobertura do Jornal Nacional. A partir daí, se tornaria o assunto diário dominante em toda a imprensa e nos blogs.

21 de maio de 2017 – quatro dias depois, Teixeira planta uma nota na seção Radar, da Veja, informando que estava se preparando para um acordo de delação nos Estados Unidos.

Era um recado claro: ou me protegem, ou vamos todos para o buraco. Nos EUA, o delator se obriga a confessar os crimes, não pode faltar com a verdade e não pode esconder informações. As penas para as faltas são superiores àquelas previstas para o crime.

23 de maio de 2017 – o escândalo estoura na Espanha, com a prisão de Rosell e tem ampla repercussão na imprensa europeia. No Brasil, apenas uma cobertura pontual e sem desdobramentos, com exceção do correspondente do Estadão em Genebra, Jamil Chade..

26 de maio de 2017 – Reportagem de Chade informando que documentos de posse da Procuradoria Geral da República, enviados pelo FBI e pelo MP da Espanha, indicavam que Ricardo Teixeira usou conta dos Estados Unidos para movimentações financeiras, enquanto presidia a CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

As transferências se deram através de contas do Banestado e do Banco Rural.

Levantamentos da COAF (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) identificaram remessas de R$ 229 milhões entre 2007 e 2012. Desse total, segundo Chade, R$ 149 milhões estariam sob suspeita.

No período, Teixeira recebeu R$ 13 milhões do ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, R$ 5 milhões da FIFA, R$ 4,4 milhões do Comitê Organizador da Copa de 2010 e R$ 3,5 milhões da CBF.

Em outra reportagem, publicada no mesmo dia 26 de maio, Chade revela que Teixeira utilizou uma rede de empresas de fachada e contas em seis paraísos fiscais para desviar cerca de R$ 30 milhões da seleção brasileira e lavar dinheiro. Por essas contas passaram mais R$ 90 milhões de origem suspeita. Nos documentos, uma informação que colocava a Globo no epicentro do escândalo: a compra dos direitos de transmissão da Copa Brasil diretamente da CBF.

Importante: segundo Chade, o MPF já tinha recebido todas as informações do FBI e do Ministério Público espanhol.

Peça 6 – juntando as peças do jogo MPF+Globo

Janot tinha perdido todo o protagonismo da Lava Jato para a força tarefa de Curitiba. Estava enfraquecido perante seus pares. E a manutenção da presidência com Michel Temer era sinal forte de que seu grupo perderia espaço na escolha do novo PGR.

Já tinha informações sobre a Operação Rimet antes de se tornar pública.

De certo modo, foi apanhado no torvelinho das delações da JBS, sendo empurrado para o centro do tablado.

Mesmo assim, o material da JBS   lhe foi duplamente benéfico. De um lado, lhe devolveu o protagonismo junto à categoria; de outro feriria de morte o governo Temer. E a Operação Rimet lhe deu o aliado dos sonhos, a própria Globo.

A Globo foi   informada que a Operação Rimet estava prestes a explodir. Precisaria com urgência de um tema suficientemente bombástico para matar a cobertura que se seguiria.

O caso JBS explode no dia 17 de maio, uma semana antes da Operação Rimet vir a público, dois dias antes de Teixeira passar recibo sobre ela. A Globo entra de cabeça no tema e, nas semanas seguintes, o tema JBS se sobrepôs a todos os demais, inclusive à Operação Rimet, que recebeu uma cobertura burocrática dos jornais – com exceção do bravo Jamil Chade.

Instala-se, então, a guerra mundial entre Janot e Temer, com abundância de combustível sendo levado à imprensa, especialmente aos veículos das Organizações Globo.

Ao mesmo tempo, na disputa da lista tríplice aparecem três favoritos – Raquel Dodge, Mário Bonsaglia e Ela Wiecko -, ameaçando deixar de fora o candidato de Janot, Nicolao Dino.

No dia 19 de junhomatéria de O Globo tentava queimar dois dos favoritos à lista tríplice. Segundo a matéria, Raquel Dodge seria a candidata de Gilmar Mendes e dos caciques do PMDB; já Mário Bonsaglia seria o preferido de Temer.

No mesmo dia, à noite, cobertura de O Globo para os debates dos candidatos, insistiu na tese de que Raquel era a favorita do PMDB.

No dia 20 de junhomatéria do G1 insistindo na tese de que Raquel era a candidata do Palácio.

Na miscelânea em que se tonou o jornalismo online, imediatamente várias outras publicações endossaram a tese.

Quem acompanha por dentro o MPF sabe que as informações eram falsas, visando manipular as eleições para a lista tríplice. Contrariamente ao que a Globo esperava, a manipulação está fortalecendo as duas candidaturas. A manutenção do grupo de Janot seria a garantia de que o assunto FIFA-Copa Brasil-Globo continuaria intocado pelo MPF. Nâo por cumplicidade, mas por falta de coragem de enfrentar o império midiático.

Peça 7 – a atrofia do futebol brasileiro

A falta de atuação do MPF em relação ao grupo CBF-Globo é a principal responsável pela fragilidade do futebol brasileiro, pelo fato de ter transformado a pátria do futebol em um mero exportador de jogadores, alimentando o submundo da lavagem de dinheiro internacional.

Só depois que estourou o caso FIFA, e J. Hawila foi preso, houve algum questionamento do poder da Globo sobre as transmissões, através da TV Record. A disputa levou a Globo, pela primeira vez, a oferecer luvas decentes para os clubes de futebol.

Os clubes de futebol bem administrados poderiam ter se convertido em Barcelonas, Real Madri, Internacional de Milão. Mas a corrupção na venda de direitos de transmissão exauriu os clubes, impedindo o fortalecimento e a própria profissionalização do futebol brasileiro, que se tornou um dos pontos mais evidentes de corrupção e lavagem de dinheiro no comércio de jogadores.

A única operação no setor, tocada pelo procurador Rodrigo De Grandis – que emperrou as investigações sobre a corrupção da Alstom em São Paulo  – foi contra um empresário russo, porque havia a suspeita de que José Dirceu pudesse estar por trás dele. A suspeita jamais foi confirmada, mas forneceu a motivação para o MPF se interessar pelo tema.

Do lado da mídia, esmeraram-se até encontrando parentes de políticos petistas trabalhando na arena do Corinthians. Mas fecharam os olhos para o maior episódio de corrupção da história, depois da Lava Jato.

Os garotos do Corinthians e o investigado na Lava-Jato

junho 22, 2017

Desde o final de semana, garotos da categoria de base do Corinthians estão na cidade Caorle, na Itália, para a disputa do Venice Champions Trophy, torneio amistoso da categoria.

A farra, parte dela bancada pelos cofres alvinegros, está sendo grande.

Não se trata, porém, de diversão da garotada, focada em vencer as partidas, mas dos dirigentes e demais “acompanhantes”, nem todos com funções relevantes na excursão.

Entre os pequenos atletas, todos em fase de desenvolvimento não apenas esportivo, mas também de moral e civilidade, está André Luiz de Oliveira, vulgo André Negão, investigado pela “Operação Lava-Jato” sob acusação de receber propina da Odebrecht, preso, diversas vezes, antes disso, por várias contravenções, entre as quais “Jogo de Bicho”, porte de armas, agressões (inclusive a mulher), etc.

Há também no “trem da alegria” o filho de conhecido desembargador.

Aliás, outro implorou para viajar, mas foi preterido por ordem de Andres Sanches, o dono do clube.

Em verdade, esperar procedimento diferente num departamento amador que tem entre seus líderes um bicheiro que foi sócio de Negão no passado (apesar de acusado de tê-lo prejudicado, em atentado, anos atrás, em episódio que levou-o à ficar entre a vida e a morte com sete balas de revolver pelo corpo), um ex-golpista de automóveis ligado comercialmente ao Presidente e um diretor que, tempos atrás, teria recusado trabalho no futebol principal “por falta de remuneração”, indignou-se, entrou num grupo político denominado “lava-Jato”, mas, estranhamente, aceitou cargo “não remunerado” na base (situação que levou-o, humilhantemente, a ser expulso da referida chapa), seria pura utopia.

Espera-se que a Polícia Federal, já informada da viagem de Negão à Europa em meio às investigações da “Operação Lava-Jato”, possa, talvez, solucionar parte do problema, que aflige o Corinthians há décadas, refém de gente ligada à criminalidade, comprometendo, ainda, garotos em idade de aprendizado, testemunhas de procedimentos indignos em viagem inapagável de suas memorias.

Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

junho 22, 2017

Blog do Paulinho

Por Fora do Campo

São Paulo e conselheiro do clube não entram em acordo e ação que pede anulação das eleições prossegue

junho 22, 2017

Em 17 de abril, o conselheiro do São Paulo, Newton Luiz Ferreira, popularmente tratado como “Newton do Chapéu”, ingressou com ação, contendo pedido de liminar, na tentativa de suspender as eleições do clube, que ocorreriam no dia seguinte.

A alegação era a de que alguns conselheiros vitalícios votariam em condição irregular.

Decisão do juiz Paulo Baccarat Filho, da 3ª vara civil do Butantã, indeferiu o pedido de urgência, mas deu sequência ao processo, que deverá ser julgado no mérito.

Todos sabem, o vencedor do pleito foi o atual presidente, Leco.

Na última semana, ambas as partes comunicaram ao tribunal ser desnecessária audiência de conciliação, por conta do desacordo ser insanável, razão pela qual o magistrado, diante de documentos, em breve deverá decidir, definitivamente, a questão.

Em caso de acolhimento dos argumentos de Newton do Chapéu, as eleições tricolores serão anuladas.

Imagine como seria uma delação de um alto dirigente do futebol brasileiro

junho 22, 2017

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

Nem tudo que reluz é ouro, com frequência nem prata é, muitas vezes não passa de lata.

O mundo do futebol está infestado de cartolas em cujas cabeças a palavra de ordem é transgredir e enriquecer custe o que custar.

O Brasil não teria por que ser exceção, ainda mais com a impunidade de que gozam os que vivem de propinas pagas por patrocinadores ou compradores de direitos.

A regra é clara: evitar dinheiro público e se esbaldar com o privado, mesmo que o objeto a ser negociado tenha as cores da bandeira nacional, precedido sempre do hino dos que não temem a própria morte, pois a vida é curta e há que aproveitá-la.

De repente, porém, pode acontecer uma surpresa –no nosso caso motivado por estragas prazeres estrangeiros e o sossego vira pesadelo.

Como há quem prefira Miami ao Rio, o exílio no próprio país vira um tormento e a tentação de comprar o direito de viajar entra no radar que pode culminar em delação.

Imaginemos a cena a ser vivida pelo cartola que resolva dar com a língua nos dentes, disposto a abrir mão de parte da fortuna que amealhou com métodos ilícitos.

“Não aguento mais, doutor. Não posso ir a um restaurante, a não ser naqueles poucos em que sou conhecido da clientela, que me despreza, mas não me xinga. Tenho de ficar na mesa mais isolada e falar baixo. Se eu der uma gargalhada é possível que alguém tome como provocação e me chame de ladrão. Bem eu, que votei no Sérgio Cabral, no Aécio, no Eduardo Paes e no Pezão.

Ao Maracanã nunca fui mesmo, a não ser quando obrigado pelo cargo, porque futebol é paixão de tolos, de quem apenas rio por terem me enriquecido.

Mas nem ao Country Club, ali em Ipanema, eu posso ir tranquilo, porque sei o que dizem os que me veem passar, hipócritas, como se fossem mais limpos do que eu. Apenas não foram pegos, pelo menos até agora.

Sabe, doutor, eu nunca prejudiquei ninguém, ao contrário, promovi vida luxuosa para os que estiveram perto de mim, porque sempre puderam se aproveitar do laranjal que plantei em décadas no poder.

Estive com presidentes da República, trouxe megaeventos para o país e agora sou tratado com desprezo, achincalhado pela mídia, traído por gente que enriqueci. Gentinha!

Chega uma hora, doutor, que bate mesmo o desespero. Se eu fosse japonês, faria haraquiri, mas, confesso, me falta coragem para um gesto dessa grandeza.

Por isso resolvi falar com o senhor, contar tudo, mostrar que quem me acusa não é melhor do que eu.

O futebol não é uma caixinha de surpresas como dizem por aí. É uma caixa-preta, ou forte, desde sempre, que jamais foi aberta e que os americanos do FBI, polícias do planeta, resolveram abrir por inveja, reles vingança por não terem sido escolhidos para sediar a Copa do Mundo.

Dei azar, só isso. Bem na minha gestão!

E tanto é verdade, doutor, que veja só o que aconteceu: de uma situação em que ninguém era pego no varejo, pegaram um bando no atacado, uma maldade, quase todos à beira de fazer 70 anos, alguns até mais, já octogenários ou quase.

Sorte teve o Julio Grondona, aquele cartola argentino, que morreu antes.

Uma maldade, doutor”.

Corinthians descumpre contrapartidas, ajustadas com o MP-SP, que liberaram terreno de Itaquera

junho 21, 2017

Em 04 de maio de 2011, o Corinthians assinou TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o MP-SP, que viabilizou a utilização do terreno de Itaquera para a construção do estádio.

Havia, antes, ação da promotoria por conta de descumprimento do termo de cessão original, assinado em 1988 pelo então prefeito Jânio Quadros.

Pelo TAC, o Corinthians obrigou-se a concluir o estádio em 03 anos (2014) e a realizar R$ 12 milhões em contrapartidas sociais, que não se confundiriam com outras, por ventura, exigidas pelos órgãos municipais.

R$ 4 milhões destas obrigações deveriam ser executadas até 31 de dezembro de 2014; R$ 8 milhões com prazo de 31 de dezembro de 2019, observando-se os requisitos da clausula 2.1, que prevê correção monetária durante o período.

A fiscalização, tanto da execução do combinado quanto da avaliação dos valores atribuídos aos eventos (custo) ficaria à cargo de auditoria contratada pelo MP (que indicaria cinco nomes), mas bancadas pelo Corinthians, que se obrigaria, ainda, a cada seis meses, a apresentar relatório à Prefeitura comprovando a evolução do cronograma acordado.

Em caso de falha na execução das atribuições (contrapartidas, prestação de contas à Prefeitura e pagamento de auditoria), o MP-SP seria autorizado a promover, segundo a clausula nº 2, execução do valor integral do TAC, R$ 12 milhões, que serão revertidos aos cofres municipais.

Todos os itens, segundo informações, estão sendo, quando não descumpridos, executados fora do prazo previsto.

O clube vem tentando prorrogar o acordo, mas, em não obtendo êxito, onerará ainda mais os caixas alvinegros, pegos de surpresa ontem, após matérias do Blog do Paulinho, como as que demonstraram diferença de R$ 73 milhões entre os valores de CIDs recebidos pela Prefeitura (R$ 420 milhões) e os efetivamente contabilizados pelo Arena Fundo, gestor das finanças do estádio de Itaquera.

CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA TER ACESSO À ÍNTEGRA DO TAC ENTRE MP-SP E CORINTHIANS

TAC MP-SP e Corinthians para cessão terreno itaquera

Vale lembrar que após liberar a cessão do terreno de Itaquera junto ao MP-SP, o Corinthians repassou-a ao Arena Fundo, em operação que está sub-judice, com suspeita de ilegalidade, após manifestação em denúncia à promotoria efetuada pelo associado alvinegro Rolando Wohlers, popularmente conhecido como Ciborg.


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