Corinthians age para empurrar sumiço de R$ 100 milhões para debaixo do tapete

Após substituir o CNPJ da REAG/PCC pelo da Asarock, mantendo, porém, a mesma estrutura diretiva e operacional — fazendo o corinthiano desavisado de trouxa —, os cartolas do Corinthians têm como primeira missão empurrar o sumiço de R$ 100 milhões do balanço do Arena Fundo para debaixo do tapete.

A narrativa será a de “erro contábil”.

O dinheiro, na realidade — conforme descrito pela auditoria do Fundo, à época em que ela era realizada —, é fruto de desvio da arrecadação da Arena de Itaquera.

Esses valores, obrigatoriamente, deveriam ter sido repassados aos administradores das contas do estádio.

Durante muitos anos — e o Blog do Paulinho publicou TODOS os informes contábeis —, a evolução do calote foi noticiada sem que houvesse sequer uma manifestação contrária do Corinthians.

Somente quando a REAG/PCC assumiu é que os Informes, agora sem auditoria, suprimiram os R$ 100 milhões.

Ontem, Gabriel Pupo, CEO da Asarock, alinhado com a atual diretoria do Corinthians, desmentiu, em declaração, o documento assinado pelo clube e também os balanços passados, afirmando que tudo não passava de equívoco.

Urge uma investigação profunda.

Não faltam dúvidas.

Por que o Corinthians, na gestão Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves, confessou a dívida ao Fundo?

Aceitar essa nova versão, sem documentação que ampare o discurso, pode servir para que os cartolas alvinegros, possivelmente em troca de apoio político, auxiliem os do passado — antes adversários — a esconder o destino de R$ 100 milhões que, segundo documentos assinados pelo clube ao avalizar todos os balanços do Fundo desde 2014, teriam sido desviados do caixa do estádio de Itaquera.

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