Archive for julho \31\UTC 2016

Guilherme Arana, Fernando Garcia e o Terçol

julho 31, 2016

Fernando Garcia - França

O Corinthians publicou, ontem, nota oficial dando conta de que o lateral Guilherme Arana foi afastado da partida contra o Internacional por ter-se utilizado, com autorização do departamento médico, de pomada contra terçol.

Não é o que dizem empresários de futebol.

Um deles, radicado em Portugal, garantiu a blog que o empresário Fernando Garcia batalha, desde a última semana, para encaixá-lo no Sporting, uma das três grandes equipes locais.

Não é de hoje que o agente tenta inserir seu comandado no exterior, tendo inclusive viajado, recentemente, com Arana e demais jogadores de seu “staff” para a Inglaterra, sem obter sucesso, porém, nas negociações.

Não seria, em confirmada a mentira, a primeira dessas práticas divulgadas em Nota Oficial do Corinthians, que expõe, porém, seus médicos, mais uma vez envolvidos em episódio que sugere, com o silêncio omissivo, subserviência aos desejos da diretoria, em detrimento da prática decente de medicina.

Prass, o cotovelo e a vida

julho 31, 2016

prass

O gaúcho Fernando Prass, no auge de seus 38 anos, mesmo sem nunca antes ter vestido a camisa da Seleção Brasileira, almejava a consagração nas Olimpíadas, em sua primeira, e justa, convocação para a equipe nacional.

Não acontecerá.

O destino, que lhe parecia favorável, pregou-lhe uma dura peça, cortado que foi do grupo após fraturar o cotovelo nos treinos durante a semana.

É um fato que entristece não apenas ao goleiro, mas aos que acompanham futebol dentro e fora das quatro linhas e sabem que Prass é, antes de tudo, um homem decente num mundo de bastidores quase sempre sombrios.

Vale lembrar que teve a coragem de se posicionar contra a corrupção na CBF, por intermédio do Bom Senso FC, quando muitos outros, bem mais consagrados, se calaram.

Goleiro é das poucas profissões em que o jogador de futebol consegue jogar em nível elevado próximo dos 40 anos de idade, razão pela qual Rogério Micale, na Seleção Olímpica, e Tite, na principal, tinham Prass na conta de líder nato de um grupo que há anos não tem em seus quadros alguém para comandar.

O sonho, tomara, tenha sido apenas adiado.

Não deu para as Olimpíadas, mas pode dar, por que não, para a Copa do Mundo, daqui a dois anos, na Rússia.

Mesmo que não ocupe a posição de titular (embora, hoje, tenha futebol para tal), Prass e seu impoluto histórico de vida, merecem vestir o uniforme da Seleção, mais do que muitos que vestiram, sem qualquer justificativa técnica, nos últimos anos.

A vida há de sorrir novamente para quem, quando poucos esperavam, consagrou-se no Palmeiras após os 35 anos de idade, foi lembrado para a Seleção aos 38 e terá muita lenha para queimar, tudo indica, em 2018.

prass twitter

Fornecedores de lojas do Corinthians estariam sendo obrigados a contribuir para campanha de vice-presidente do clube

julho 31, 2016

O “Lobo” e as “organizadas”

Nas últimas semanas, em campanha para vereador de São Paulo pelo PDT (partido escravo do PT), o vice-presidente do Corinthians, André Luiz Oliveira, o André Negão, em visitas aos diversos bairros de periferia da capital, tem distribuído produtos com logotipo do clube aos moradores.

Nenhum deles, oficiais.

Bolas, camisetas, bonés, etc.

Os fornecedores, por coincidência, são os mesmos que trabalham para lojas oficiais do clube, como as franquias “Poderoso Timão”, que, por sinal, processam o Corinthians exatamente por atrasos em fornecimentos.

Gente ligada a Negão e seu padrinho, Andres Sanches, garante que as referidas fabricantes foram “convidadas”, sem gentileza, a contribuir com a campanha, sob penas obvias de se imaginar.

É fácil prever o resultado nas urnas de familiares de baixa renda e instrução que recebem um candidato sem informação adequada de seu extenso histórico ligado a criminalidade, e de suas mãos surgem materiais com chancela do Corinthians, dados em presentes a seus filhos, que dificilmente teriam acesso aos produtos (mesmo falsificados) pela necessidade de se priorizar alimentação e moradia de muitos destes eleitores.

Um ato de utilização do clube de Parque São Jorge para fins eleitorais, com aparente prática de “pirataria”, e indícios claros de compra de votos, normais para quem é alvo da “Operação Lava-Jato”, mas que precisa ser combatido pela Justiça Eleitoral e denunciado pela população, que, diante de tantos exemplos ruins, não pode mais se deixar levar por lobos em pele de cordeiro, ávidos pelo que o poder pode proporcionar.

andré negão periferia

Governo Alckmin (PSDB-SP) tenta intimidar Danilo Gentili

julho 31, 2016

Censura não !

Por DANILO GENTILI

Hoje fui intimado para ir à Secretária da Justiça de São Paulo para explicar porque eu uso minhas redes sociais para brincar com os meus seguidores.

Entre as perguntas que tive que responder mandaram essa: “Você acha que pode fazer qualquer piada ou entendeu que não é com qualquer coisa que se brinca?”.

A minha resposta foi: “Essa pergunta é ridícula e me faz lembrar tempos de ditadura”. Claro que eu pisei na bola aqui. Uma pergunta tão nojenta como essa merecia é um “Vai Tomar no Cu”. Digamos que fui um gentleman.

Mas você não acha assustador que exista uma bancada usando os meios do Estado para analisar se você pode ou não pensar ou dizer algo?

Qual o próximo passo? Tortura? Prisão? Fuzilamento?

Eu estava lá contemplando a posturinha deles e posso garantir: eles adorariam que chegasse nesse ponto. Mesmo! Diria até que estão trabalhando para isso.

Mas enquanto esse paraíso autoritário não chega pra esse tipo de gente, fica o recadinho abaixo:

danilo gentili

Trump, risco mundial

julho 31, 2016

hillary e trump

EDITORIAL DA FOLHA

Os Estados Unidos parecem encaminhar-se para uma insólita eleição presidencial em 8 de novembro, sob um clima de aguda polarização ideológica.

Na quinta-feira (28), o Partido Democrata oficializou Hillary Clinton como a primeira mulher a postular o cargo por uma das duas grandes agremiações. Sua capacitação e experiência são vistas, por parcela do eleitorado, como profissionalismo robótico.

Seus adversários ressaltam os elos da senadora por Nova York com o establishment financeiro, e pairam dúvidas sobre sua conduta em episódios cruciais no período em que foi secretária de Estado do presidente Barack Obama.

Por esses motivos ou outros, a ex-primeira-dama é alvo de altas taxas de rejeição eleitoral, próximas às de seu rival, o empresário Donald Trump. Mas a semelhança termina aí.

Trump é um aventureiro que tomou de assalto o Partido Republicano ao cavalgar uma surpreendente onda de ressentimento étnico e de populismo nacionalista, apresentando-se como candidato anti-establishment.

Age com truculência e vulgaridade inauditas na política americana, marcada pela disputa áspera, mas cordata. Pouco se sabe de seu programa, exceto por fanfarronadas como a construção de um muro na fronteira com o México, a ser pago pelo país vizinho, já esbulhado em metade de seu território no século 19.

O cerne do eleitorado de Trump parece estar nos estratos inferiores da imensa classe média norte-americana, fragilizados pela profunda crise econômica do fim da década passada.

Conforme essa linha de análise, a recuperação em curso, que permitirá a Obama encerrar seu mandato com boa aprovação, é lastreada em ganhos de produtividade relacionados à destruição de empregos naqueles estratos.

A polarização acentuou-se agora, mas vem crescendo há décadas, mesmo após a extinção do antagonismo com o bloco soviético. Segundo outra linha de interpretação, o processo refletiria o aumento da desigualdade de renda no país, com relativo estreitamento das camadas médias.

As pesquisas eleitorais sugerem que os postulantes estão empatados, com ligeira vantagem para a democrata. Pelo que Donald Trump representa em termos de risco internacional, dados seu alarmante despreparo e a xenofobia beligerante de sua campanha, vê-lo derrotado não configura uma questão partidária, nem se reduz ao âmbito norte-americano, mas convém ao mundo inteiro.

Bloguinho e seu irmão que mia

julho 30, 2016

bloguinho natal 2015

Para descontrair neste sábado, uma semana antes das Olimpíadas, presenteio o leitor deste espaço com um vídeo belíssimo de meu “Bloguinho”, há um ano, com seu irmão que mia, o gato Bem, que minha esposa salvou da morte ainda filhote, abandonado que estava nas ruas de São Paulo.

O “Blog” foi comprado por este jornalista, minutos antes da violência de minha prisão, em 06 de julho de 2015.

Ambos, cachorro e gato, permanecem amigos, inseparáveis.

Amor puro…

Reencontrei o vídeo postado no facebook e não resisti, precisava compartilhá-lo:

Oposicionista denuncia plano de Andres Sanches para dar calote no pagamento do estádio em Itaquera

julho 30, 2016

stabile e roberto willian

Na última semana, o conselheiro do Corinthians, Osmar Stabile, ex-candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Roque Citadini, concedeu entrevista ao programa “Realidade Brasil”, da Rede Brasil.

Selecionamos os principais trechos.

Num deles, o mais preocupante, Stabile revela o plano de Andres Sanches de não pagar o estádio em Itaquera:

“embora a própria “situação” (grupo de Andres Sanches) que está lá, diz: “Ah! Isso daí a gente não vai pagar”… nós somos a favor de pagar, sim !”

Osmar revela, também, que o deputado petista, em carta enviada à CAIXA, jogou a culpa no bairro de Itaquera (que, publicamente, costuma elogiar) pela não comercialização, até o momento, dos naming-rights da Arena:

“ele mesmo mandou isso numa carta para a Caixa Econômica, que é intermediária do BNDES, dizendo que não conseguiu vender devido a localização do estádio”

Por fim, o oposicionista diz que todas as notícias divulgadas sobre a venda do nome do Itaquerão não são verdadeiras:

“por que não fecha com ninguém ? Porque não estão falando a verdade… e no Corinthians precisa se falar a verdade para poder se administrar de uma forma diferente”

Vale a pena conferir abaixo, vídeo e respectiva transcrição:

“(…) já se tem R$ 1,75 bilhão, mais ou menos, para se pagar do estádio… então, o que nós pensamos… embora a própria “situação” (grupo de Andres Sanches) que está lá, diz: “Ah! Isso daí a gente não vai pagar”… nós somos a favor de pagar, sim !”

“Nós temos que encontrar métodos, maneiras, pra gente pagar o estádio e mostrar para todo o corinthiano, todo torcedor de futebol, que é possível fazer o estádio e pagar esse estádio”.

“(sobre prazo de pagamento do estádio) não é verdade… aquilo que o Andres tem dito à imprensa não vai ocorrer… veja só, ele pretendia vender o naming-rights, mas por falta de confiança do mercado e pela localização do estádio, ele mesmo mandou isso numa carta para a Caixa Econômica, que é intermediária do BNDES, dizendo que não conseguiu vender devido a localização do estádio”

“nós tivemos R$ 94 milhões de arrecadação no ano passado, no estádio, e sobrou líquido R$ 34 milhões… então nós perdemos ai, gastamos, R$ 60 milhões, que praticamente são duas loterias ai, né ?

“(…) (sobre naming-rights) desde a Copa do Mundo se fala “Ah! Amanhã eu fecho… depois de amanhã eu fecho… o ano que vem eu fecho…”, e o corinthiano fica na expectativa, achando que vai fechar com esse, com aquele, com outro, e não fecha com ninguém… por que não fecha com ninguém ? Porque não estão falando a verdade… e no Corinthians precisa se falar a verdade para poder se administrar de uma forma diferente”

Gabriel Jesus acerta ao escolher Guardiola

julho 30, 2016

Gabriel Jesus

Tudo indica, o jovem Gabriel Jesus será negociado, nos próximos dias, com o Manchester City da Inglaterra, por impressionantes R$ 116 milhões, com a vantagem, para o Palmeiras, de ter que liberá-lo somente após o Brasileirão.

Aliás, relativa vantagem, porque, por vezes, atletas passam a esforçar-se menos após consumada a transferência.

Voltando ao negócio, para Gabriel, deixar de lado o Barcelona, que possui estilo de jogo propício para brasileiros, em troca do rápido e por vezes ríspido futebol inglês, seria, até o ano passado, grande equívoco.

Mas as coisas mudaram, nos últimos meses, com a chegada de Guardiola, indubitavelmente o melhor treinador do mundo.

São grandes as chances de Jesus antecipar etapas no futebol europeu nas mãos de quem transformou Barça e Bayern em verdadeiras máquinas de jogar futebol.

No Barça, o palestrino teria que esperar ainda algum tempo até se firmar, anos talvez, sob a sombra de um trio (Messi, Neymar e Suarez) que ainda perece ter muita lenha para queimar.

A vergonhosa utilização da Faculdade Drummond para campanha de investigado na “Lava-Jato”

julho 30, 2016

andre negão drummond

Ontem, no auditório da Faculdade Drummond, no Tatuapé, alunos e funcionários foram submetidos a um deplorável exercício de convivência com diversos acusados de práticas criminosas.

No palco estava o candidato a vereador, André Negão (PDT), vice-presidente do Corinthians, detido, recentemente, pela “Operação Lava-Jato”, acusado de receber R$ 500 mil em propina da ODEBRECHT, que, em passado recente, esteve preso também por outros crimes, entre os quais contravenção penal ligada a Jogo de Bicho, exploração de maquininhas de azar e até agressão a mulher.

Ao lado da “personalidade”, os não menos perigosos deputado Luiz Moura, acusado pelo MP-SP de integrar a quadrilha do PCC e também o advogado do deputado federal Andres Sanches, conhecido no meio como João “topa tudo”.

Tratava-se, oficialmente, da reunião de coordenadores de campanha de Negão, mas, evidentemente, havia o objetivo de cooptar universitários, não apenas para votação, mas também realizar trabalhos pelo candidato.

A utilização da Faculdade para auxiliar políticos acusados de práticas delituosas é, em todos os aspectos, deplorável.

Vale lembrar que a Drummond é de propriedade do empresário Osmar Basílio, que no Corinthians exerce a função de presidente do CORI, órgão que tem por função fiscalizar a diretoria do clube, da qual André Negão é um dos mandatários.

Ou seja, a aparente falta de ética e compostura inicia-se na sala da reitoria, o que, em consequência, parece contaminar os princípios da Faculdade.

Edmundo escancara jeito “Luxemburgo” de ser

julho 30, 2016

luxemburgo

“A gente não se fala. Ele me pediu dinheiro emprestado em 96 e abriu uma empresa no Paraná. Pegou dinheiro comigo, com o Edílson, com o Vampeta e com o Djalma. E ficou de pagar.”

“Quando eu voltei de férias, ele me deu o cheque, que voltou sem fundo.”

“Ele chegou a falar para mim: ‘Vou te levar para tal time, você pede esse valor de luvas e faz de conta que eu te paguei’.”

“Não soou bem.”

“Eu fiquei 10 anos para pôr na Justiça. No final do ano passado, eu recebi. Ele pagou a contragosto”

(EDMUNDO (ex-jogador e comentarista da BAND), em entrevista ao UOL, escancarando episódio do calote de V(W)anderlei(y) Luxemburgo)

Síndrome do “idiota confiante” explica ascensão de Trump e Bolsonaro

julho 30, 2016

trump bolsonaro

Da GAZETA DO POVO

Por SANDRO MOSER

Segundo o pesquisador americano David Dunning, eleitores que não conhecem o limite da própria ignorância aderem mais facilmente a candidatos que fazem promessas irreais

“O problema com o mundo moderno é que os idiotas estão seguros e os inteligentes cada vez mais cheios de dúvidas”.

A frase do filósofo galês Bertrand Russel (1872-1970) foi escrita na década de 1930 como um alerta.

Vencedor do Nobel de literatura em 1950, Russel ganhou notoriedade como defensor da vida criativa, moderna e racional que os totalitarismos de seu tempo (nazismo, fascismo ou comunismo) ameaçavam.

O paradoxo do pensamento de Russel é a base do conceito do chamado “efeito Dunning-Kruger” ou a síndrome do “idiota confiante”.

Trata-se do distúrbio cognitivo dos indivíduos que ignoram o limite da própria ignorância. O conceito foi criado em 1999 em um artigo publicado por dois psicólogos americanos da Universidade de Cornell, Justin Kruger e David Dunning.

“Os incompetentes são frequentemente abençoados com uma confiança inadequada, afiançada por alguma coisa que, para eles, parece conhecimento”, diz trecho do artigo.

Nesta semana, o próprio Dunning publicou no site Politico um texto em que sugere que sua teoria seria a chave para justificar a ascensão do candidato republicano Donald Trump à liderança das pesquisas na eleição presidencial americana.

No artigo, o pesquisador explica como Trump fala grosso, mas mostra desconhecimento completo sobre temas fundamentais do cargo que pleiteia, como o programa nuclear americano ou a política externa do país.

Dunning sugere que parte dos eleitores, em especial aqueles que enfrentam sofrimentos materiais e emocionais, gosta das bravatas de Trump, mas não reconhece suas gafes como erros porque não sabe que elas são erros.

“A única coisa que a gente sabe é o limite do próprio conhecimento. Se você não entende que a verdade é construção histórica e que o ponto de vista do diferente é essencial para conhecê-la, você se torna um ‘idiota confiante’. Isto é cimento para fundamentalismos”, afirma o filósofo e professor de ética da PUC PR Bortolo Valle.

O psicólogo Akim Rohula Neto observa que este tipo de “compromisso com o erro” é uma das marcas da sociedade contemporânea na qual “a opinião se tornou o valor maior”.

“A maior parte de nós faz generalizações sobre temas que não conhecemos nem de longe. Trocamos o conhecimento por uma opinião rasa que passa a ser o real para nós”.

Para Rohula Neto, em momentos eleitorais este efeito “se massifica” podendo justificar o destaque de líderes como Trump ou o ultraconservador deputado federal brasileiro Jair Bolsonaro (PP).

Parlamentar desde a década de 1980, Bolsonaro não tem projetos ou ações importantes no currículo. No entanto, com seus posicionamentos veementes sobre temas como moral ou segurança (mesmo que em descompasso com regras constitucionais), o político já consegue amealhar parcela significativa do eleitorado em pesquisas sobre a corrida presidencial em 2018.

“Quando um candidato sobe ao palanque, o compromisso dele não é com o realismo da proposta. Como líder, ele precisa cativar uma massa com a solução de um problema, pouco importa se ela é real. Sempre foi assim, seja o líder Lula, Stalin, Trump ou Bolsonaro”.

Coluna do Fiori

julho 30, 2016

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Aqueles que não aprendem com o passado estão condenados a repeti-lo”

Stephen King – é um escritor americano

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Necas de melhora

1

As denúncias do técnico João Telê, da equipe do Guaratinguetá, sobre o envolvimento de árbitro com desvios, publicadas por Paulo Cezar Andrade Prado, jornalista e editor responsável do Blog do Paulinho; não me surpreendem

Passado

As sujeiras do passado e presente, deveriam ser expostas nas salas de aula, como também, nas assembleias da categoria, em assim fazendo e impondo seríssimas punições, gradativamente, os maus serão afastados

Conivência

Desde meus tempos, nenhum árbitro podia e pode alegar desconhecimento das ilegalidades, o que existe, são árbitros que sabem, ouvem e enxergam, no entanto, objetivando garantir escalas, na cara dura, arenga não ser sabedor; este comportar, expressa cumplicidade, desrespeito para consigo e incentiva o continuar das ilicitudes

SAFESP

É dever da diretoria da entidade defender seus associados, ao mesmo tempo, abrir sindicância para apurar os fatos, para que ocorra, gentil e individualmente, deve convocar denunciado e denunciante, objetivando o aclaramento; em seguida, se bem fundamentadas, afastar o denunciado, solicitar que entre na justiça, colocando o jurídico a disposição até o julgamento da ação

Loção

Por esta e outras situações, se faz necessário e urgentíssimo a “Operação Lava Jato” na administração das entidades futebolísticas

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16ª Rodada de Série A do Brasileirão 2016 

Sábado 23/07

Corinthians 1 x 1 Figueirense

Árbitro: Marielson Alves Silva (ASP-FIFA-BA)

Item técnico

Deixou de sinalizar algumas faltas, dois laterais cobrados fora do local

Item Disciplinar

No decorrer da contenda os defensores do Figueirense bateram e muito, em alguns, ainda que próximo do ocorrido, o assoprador de latinha se fez de migué; mesmo assim, amarelou 06 defensores da equipe visitante e 02 corintianos; um deles, para o goleiro Cássio, no tempo que praticou perigosa falta no oponente Dodô

Pusilanimidade

A falta cometida por Cássio é enquadrada entre as que são merecedoras do cartão vermelho, não do cartão amarelo

No aglomerado

Trabalho não convincente

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Domingo 24/07

Ponte Preta 2 x 2 Internacional

Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro (CBF -1-RJ)

Item Técnico

No transcorrer da refrega, o assoprador de apito prejudicou e muito a equipe campineira, por não ter sinalizado duas claríssimas penalidades máximas, somado a não legitimidade de um gol; explico:

– A primeira: no momento que Anselmo, defensor da equipe gaúcha, malandramente, pulou com os braços abertos, em seguida, a redonda foi desviada por ter tocado no seu braço;

– A segunda: no momento Paulão, defensor do Internacional, praticou falta no oponente Rhayner

Foi gol

Maycon, defensor da equipe campineira, estava próximo da intermediaria defensiva da equipe gaúcha quando desferiu chute fortíssimo a meta da equipe gaúcha; lá chegando, a redonda bateu no travessão, na descida, quicou no interior da meta; árbitro e assistente, foram pegos de surpresa, vez que no momento do chute estavam ligadíssimos e na mesma linha do ultimo homem

Lembrete

No acima descrito, tivesse assistente atrás da linha de meta, possivelmente, o árbitro seria comunicado

Item Disciplinar

Advertiu com o amarelo três atletas de cada equipe

No todo

Quanto de outras vezes, Leonardo Garcia Cavaleiro desenvolveu péssimo trabalho

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Politica

Um atrapalho no trabalho

Em 2003, primeiro ano de seu primeiro governo, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou Cabaceiras, cidade às margens do Rio Taperoá e que já serviu de cenário para filmes que retratam o sertão nordestino, embora não fique propriamente neste, mas no chamado Cariri, parte de um bioma único no mundo, a caatinga. A paisagem do semiárido é inóspita e única. Do helicóptero, que pousou no leito seco do rio, Lula desceu no meio da poeira com o prefeito, o governador e os principais líderes governistas e da oposição daquele município e do Estado da Paraíba. Muita gente do local e das cidades vizinhas acorreu para vê-lo. E Lula atendeu a todos de forma cativante e carismática, trocando ideias com crianças do grupo escolar, fardadas de gala para a ocasião.

Em 13 de julho de 2016, ele desembarcou de um Gulfstream G200, jato executivo de muito luxo e alta performance, para um encontro com militantes contra o impeachment de Dilma no aeroporto Oscar Laranjeira, em Caruaru, maior cidade do agreste pernambucano. Conhecida por promover uma festa junina muito frequentada, a terra natal do mestre Vitalino, célebre artesão de barro cozido, fica a meio caminho entre Cabaceiras e Caetés, vilarejo onde Lula nasceu. Segundo relato dos repórteres da revista Veja daquela semana, Thiago Bronzatto e Daniel Pereira, não havia militantes à sua espera: todos estavam reunidos no lugar da recepção onde seria servido o almoço gratuito. E o portão do aeródromo foi fechado para que o vexame não fosse registrado por jornalistas abelhudos. A visita se resumiu a um encontro com membros da CUT e do MST, o prefeito e alguns políticos fiéis num auditório com capacidade para 70 pessoas. Dali mesmo cancelou um compromisso em Crato, Ceará, que fica razoavelmente perto. Lá receberia o título de doutor honoris causa da Universidade Regional do Cariri. Preferiu voar para Brasília.

À Capital foi com o intuito de pregar uma peça no vice-presidente no exercício da Presidência, Michel Temer, que enfrentava uma rebelião de parte de sua base na Câmara dos Deputados, a cuja presidência concorriam 16 pretendentes. A ideia original de Lula era apoiar o candidato do DEM, Rodrigo Maia (RJ), para sair como grande vitorioso sobre o “vice-golpista”, que apoiava Rogério Rosso (PSD-DF). Este tinha sido o relator da Comissão de Impeachment, que abriu o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff, iniciando o calvário dela. A bancada petista não engoliu a afronta de votar num colega que apoiou o impeachment e lançou o dissidente do PMDB, Marcelo Castro, que tinha votado contra o processo, cumprindo ordens de Dilma e desafiando Temer, que descarregou os próprios votos em Maia. Este obteve 120 votos e enfrentou Rosso no segundo turno. Castro, ex-ministro da Saúde da petista, teve 70. Somados aos 22 de Luiza Erundina (PSOL-SP) e 16 de Orlando Silva (PCdoB-SP), a esquerda conseguiu frustrantes 108, pouco mais de um quinto dos 513 deputados federais. No segundo turno, o líder máximo petista reforçou a votação contra o Centrão, criado por Eduardo Cunha e representado por Rosso, levando o filho do ex-prefeito César Maia do Rio a uma votação vitoriosa consagradora de 218 votos. Lula foi buscar lã e saiu tosquiado numa Casa de leis da qual já foi senhor e suserano.

Dias antes, o senador aliado Roberto Requião (PMDB-PR) convidara colegas para ouvir dele seus melhores argumentos sobre a permanência de Dilma e do PT no governo federal. Cristovam Buarque (PDT-DF), tido como indeciso, preferiu encontrar-se na ocasião com uma funcionária da diplomacia americana residente na França. O líder de Dilma, Humberto Costa (PT-PE), preferiu “não constranger” o prócer. E só foram seis.

A pesquisa Datafolha calculou em 50% a porcentagem dos brasileiros a favor de Temer ficar no governo e em só 32% (menos de um terço) os adeptos da tese de que a saída de Dilma é mesmo um golpe. Nela o ex-presidente liderou no primeiro turno em quatro cenários: disputando com Aécio, Alckmin e Serra, do PSDB, ou Marina Silva, da Rede. Isso dá um quinto dos votos, menos do que a votação tradicional do PT, mesmo antes de suas enxurradas nas urnas. E Lula perderia no segundo turno para qualquer um dos quatro.

Em pesquisa mais recente, publicada por Ricardo Noblat, no Globo de segunda-feira 25 de julho, o resultado ainda é mais contundente. Segundo o Instituto Paraná, apenas 15,2% responderam aos pesquisadores que querem vê-lo de volta à Presidência. Para 34,15%, seria preferível que ele se aposentasse na política. E 47,7% querem que ele seja preso. Os números impressionam, pois o próprio Datafolha registrou, há somente cinco meses, que Lula foi considerado o melhor presidente brasileiro de todos os tempos por 37% dos entrevistados, superando de longe seu antecessor, Fernando Henrique, com 15%.

Parte do milionário capital eleitoral de Lula foi triturado pelas denúncias de corrupção do PT durante seus oito anos de governo e os cinco anos, quatro meses e 12 dias da gestão da discípula e afilhada que elegeu, Dilma Rousseff. A roubalheira que provocou a maior crise política e o caos econômico com desemprego e quebradeira de empresas, embora ainda não tenha apagado de todo as boas lembranças dos tempos de bonança em suas gestões, demoliu seu prestígio pessoal e sua reputação de vencedor.

Tem sido cada vez mais difícil para Lula convencer mesmo seus mais fiéis prosélitos de que ele é mesmo o homem mais honesto de todos os tempos em todos os lugares, como insiste em afirmar. Afinal, ele vive sob o temor da prisão que pode ser decretada em primeira instância seja por Sergio Moro, o juiz da Lava Jato, seja na Operação Zelotes, na Justiça Federal, em Brasília, e na Justiça estadual de São Paulo, por ocultação de patrimônio imobiliário: um apartamento no Guarujá e um sítio em Atibaia.

Na semana passada, o promotor Ivan Cláudio Marx, o mesmo que arquivou processo penal contra Dilma pelas pedaladas, voltou a denunciá-lo em processo por obstrução de justiça. Este tinha sido devolvido à primeira instância depois de despacho no mesmo sentido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, quando estava na última instância.

A defesa de Lula pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o livrasse do juiz Sergio Moro, por ser este seu acusador, e não julgador. O presidente Lewandowski podia ter simplesmente se negado a receber o pedido, mas preferiu mandá-lo de volta a Teori Zavascki, relator da Lava Jato. Este só voltará de férias em agosto, tido como o mês do desgosto.

Este deve ter sido o ânimo com que Lula leu a notícia do Estadão de sábado 23 de julho de que Moro respondeu à interpelação do STF garantindo que a interceptação dos áudios de conversas telefônicas de Lula com ministros do governo Dilma podiam motivar a prisão dele. Pois, conforme o juiz federal, esta “revelou uma série de diálogos do ex-presidente nos quais há indicação de sua intenção de obstruir as investigações, o que por si só poderia justificar, por ocasião da busca e apreensão, a prisão temporária dele, tendo sido optado, porém, pela medida menos gravosa da condução coercitiva. A medida de condução coercitiva, além de não ser equiparável à prisão, nem mesmo temporária, era justificada”.

Lula e seus advogados poderiam ter dormido sem essa, como dizia minha avó. Se é que eles têm dormido desde que o ex se tornou para os brasileiros que perdem seus negócios e seus empregos “um atrapalho no trabalho”, como definia o título de um livro do beatle John Lennon.

Autor: José Nêumanne Pinto – jornalista, poeta e escritor brasileiro

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Justiça

2

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se autodenomina o mais honesto dentre todos brasileiros, encaminhou nesta quinta-feira, 28, ao Comitê de Direitos Humanos da ONU uma denúncia contra o Estado brasileiro para tentar barrar ações que considera como “abuso de poder” do juiz Sérgio Moro e dos procuradores da Operação Lava Jato.

Zombador

Lula continua caçoando todos nós; fosse verdadeiro, antes de procurar a ONU, deveria explicar ponto a ponto sobre seu patrimônio, assim como, o patrimônio de seus filhos

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Finalizando

“Um pequeno ladrão é colocado na cadeia. Um grande bandido torna-se o governante de uma nação”.

Chuang Tzu – foi um famoso filósofo e suposto poeta chinês do século IV a. C.

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-30/07/2016

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

Blog do Paulinho #69

julho 30, 2016

Escândalo da base: “Corinthianos Obsessivos” não enxergam crimes no Parque São Jorge

julho 29, 2016
Dr. Sergio Alvarenga

Dr. Sergio Alvarenga

Capitaneados pelo Dr. Sergio Alvarenga, líder do grupo autodenominado “Corinthianos Obsessivos”, a Comissão de Ética do Corinthians absolveu os dirigentes Manoel Ramos Evangelista, o Mané da Carne, Eduardo Ferreira, o Gaguinho, e Onofre Almeida, todos acusados de corrupção nas categorias de base alvinegras.

Exatamente como previsto, não apenas por este espaço, mas por quem conhece a maneira de agir de todos os envolvidos, julgadores e julgados, no Parque São Jorge.

“Falta de provas” foi o motivo alegado, em documento chancelado por Alvarenga, mesmo diante de autorização, utilizada em prática delituosa, assinada por Eduardo, pela confissão em entrevista de Mané, da assinatura na liberação do atleta de Onofre e das conversas detalhando as negociações (via wathsapp) divulgadas pela mídia.

Votaram na “pizzaria”, além do citado, os advogados Daniel Leon Bialski (que trabalha na defesa de Andres Sanches – o chefe de todos – no STF) e José Luiz Cecílio, o absolutamente vulgo “Zé da Mooca”, que frequenta estádios ao lado de “Gaguinho”, um dos investigados.

Julgaram-se impedidos, mas participaram de todo o contexto da absolvição (presentes e opinando nas reuniões), Carlos Roberto Elias, advogado de Mané da Carne e Luiz Eduardo da Silva, também amigo dos investigados.

Provavelmente repassando informações aos “indiciados”, que, semanas antes, comemoravam a “falta de provas” em redes sociais.

Não é a primeira vez que Sergio Alvarenga e seus “obsessivos” deixam de enxergar crimes no Parque São Jorge, partícipes ativos das últimas gestões alvinegras, em que, ao menos, quatro dirigentes foram indiciados, criminalmente, por sonegação fiscal (no exercício do cargo), e dois deles, Andres Sanches e André Negão, mesmo sem receber salários e comprovar fonte de renda alternativa, multiplicaram os referidos patrimônios, centenas de vezes, sob acusações múltiplas de atos delituosos, sempre ignorados pelo grupo formado pelos advogados que se apresentam, sempre que podem, como crassos do Largo São Francisco (Faculdade de Direito da USP).

Por sorte o juíz Sergio Moro não estudou na mesma turma, razão pela qual, mesmo em seu gabinete, no Paraná, parece “enxergar” melhor os crimes cometidos no Parque São Jorge.

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julho 29, 2016

paulinho

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