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Archive for fevereiro \28\UTC 2017

Carnaval é do Tatuapé ! Organizadas sofrem e dão vexame em São Paulo

fevereiro 28, 2017

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Numa disputa emocionante, a Acadêmicos do Tatuapé venceu o Carnaval de São Paulo, na quarta e última nota do quesito final, após ficar diversas rodadas a um décimo da facção criminosa Dragões da Real, formada por pessoas que se dizem torcedoras do São Paulo.

O empate em 269,7 garantiu a conquista pelo critério desempate.

Convenhamos, derrota de “organizadas”, ainda mais com sofrimento, é muito mais gostoso.

Se a Dragões ficou próxima da coquista, o mesmo não se aplica ao restante da bandidagem, que rondaram, apesar de receberem investimentos milionários, o rebaixamento.

Gaviões da Fiel terminou em 9º, enquanto a Mancha Verde, amparada pelo dinheiro duvidoso da CREFISA, ocupou um vergonhoso 10º lugar.

“Ô, ô, ô, queremos torcedor”… “vamos fazer samba, ô, ô, ô, ô, ô”, diriam os jogadores de futebol, frequentemente ameaçados por essas quadrilhas, tivessem o tempo livre para protestar.

Talvez, se trabalhassem mais (nem que fosse apenas no ensaio) e delinquissem menos, os resultados das “organizadas” poderiam ser diferentes.

Vamos escutar o samba da Acadêmicos do Tatuapé, bairro de gente trabalhadora, vencedores, com absoluto mérito, do carnaval paulistano:

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Pesquisa sobre torcidas indica tamanho da incompetência dos gestores do Corinthians

fevereiro 28, 2017

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Repercutiu bastante a última pesquisa DataFolha que consolidou ainda mais a torcida do Corinthians como a mais numerosa de São Paulo, o estado mais rico do país.

O percentual corresponde à soma de todos os adversários.

Por tabela, o trabalho acabou por mensurar, também, o quão incapaz é a diretoria do Corinthians em captar recursos financeiros diante de números tão favoráveis.

E não se trata apenas dos 36% da população paulistana, mas principalmente do percentual incidente entre os que ganham mais de 10 salários mínimos, público que, por razões óbvias, é alvo de iniciativas comerciais.

Nesse nicho específico, o clube de Parque São Jorge tem 41% de adeptos.

Noutra faixa importante, a de torcedores do sexo feminino, com possibilidades diversas de exploração de mercado, o percentual também é grande, 34%, o dobro do segundo colocado, que é o São Paulo.

Entre os mais jovens (16 a 24 anos), público que costuma comprar de tudo sobre a equipe de coração, expressivos 41% são alvinegros.

Por que um clube com números tão relevantes de consumidores não consegue arrecadar recursos suficientes para não dever quase R$ 400 milhões em impostos (refinanciados), outros tantos em dívidas de curto prazo, sem contar o que ainda precisa ser quitado (e não está sendo) do estádio de futebol ?

Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

fevereiro 28, 2017

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Blog do Paulinho

Torcedores mais antigos abandonaram os clubes de futebol em São Paulo

fevereiro 28, 2017

torcida brasil e argentina

Pesquisa DataFolha revelou que entre pessoas com idade acima de 60 anos, expressivos 38% dizem não torcer para ninguém, muito acima da média global, que é de 24%.

É o único quadro pesquisado em que o Corinthians aparece na segunda colocação (ainda assim em primeiro diante dos adversários) com 24%.

É óbvia a percepção que estas pessoas, que assistiram, durante toda a vida, esquadrões notáveis de futebol, desgostaram-se do esporte praticado, há algum tempo, pelos principais clubes brasileiros (neste caso específico, os de São Paulo).

Não significa, a princípio, deixar de gostar de futebol, mas sim do que lhes é proporcionado por aqui.

Estatística que deveria servir de alerta para quem, indevidamente, ainda discursa dizendo o que “importante é vencer, não praticar espetáculo”.

Este pensamento serve de muleta para treinadores, jogadores e dirigentes conseguirem manter-se no emprego, porque os torcedores, claramente, preferem assistir a bons jogos de futebol.

Atuação de empresário, cunhado de Dorival Junior, desmotiva jogadores do Santos

fevereiro 28, 2017

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Não é de hoje que o Blog do Paulinho alerta para as prática do treinador Dorival Junior, fora das quatro linhas, em facilitação a seu empresário, e também cunhado, Edson Khodor, e, no período em que esteve no Vasco da Gama, a explicita parceria que manteve com Carlos Leite, famoso agente de jogadores.

Os atletas do clube também estão incomodados.

A contratação de Leandro Donizete, agenciado pelo parente do treinador, que, próximo dos 35 anos de idade assinou contrato de três anos parece ter sido a gota d’água.

O elenco não aceitou bem, e, dizem, passou a trabalhar com menos vontade.

Khodor não tem se limitado a jogadores da equipe profissional do Peixe (é também agente, por exemplo, de Lucas Lima), mas cooptado garotos da base, entre os quais: Gustavo, Daniel Ribeiro, Gregore, Gabriel Bonet e Fabrício Daniel.

Dorival, que melhorou no exercício de sua profissão principal, a de treinador de futebol, parece não se contentar com os lucros proporcionados pelo ofício, inserindo-se, por intermédio de terceiros, num mercado em que deveria, por razões óbvias, manter-se afastado.

No mundo das redes sociais, o relativismo virou ‘matéria paga’

fevereiro 28, 2017

Mentiras no Departamento de Futebol do Vasco da Gama

Da FOLHA

Por LUIS FELIPE PONDÉ

Dizem que estamos na era da pós-verdade. Trump é um exemplo. O “brexit”, outro. A extrema direita, outro. Enfim, só mente quem não faz parte do pacote ideológico dos bonzinhos.

Era da pós-verdade é a era em que sites e pessoas inventam mentiras contra candidatos, ideias ou pessoas famosas (ou não) para atingir uma meta específica, além, claro, de ganhar dinheiro com publicidade à base de cliques. Reputações podem ser destruídas por canalhas produtores de mentiras veiculadas nas mídias sociais.

Mas existe uma fundamentação filosófica para isso: o relativismo sofista e seus descendentes. Mesmo que nenhum filósofo relativista tenha proposto a mentira como conclusão da negação da verdade absoluta (o relativismo em si), qualquer pessoa normal (inclusive alunos quando estudam relativismo) toma a autorização para mentir como conclusão evidente da postura relativista. No mundo das redes sociais, o relativismo se transformou em matéria paga.

É tudo verdade: as plataformas de redes sociais acabaram por pulverizar algo que Platão sabia. No mundo retórico das opiniões, ninguém sabe onde a verdade está. Nas redes sociais, com sua economia dos cliques, ganha mais quem é mais acessado. A sustentabilidade econômica deita raízes nessa economia dos cliques.

Há um deficit de verdade na democracia contemporânea. A economia dos cliques é esse fato tornado mercado. Mas há outro fator, mais invisível para quem não é do ramo, e que figuras como Trump sacaram. Muitos dos que criticam a era da pós-verdade nas mídias (“fake news” ou “notícias falsas”) têm uma agenda ideológica escondida, e essa agenda os desqualifica como críticos para grande parte da população que não frequentou as escolas da zona oeste de São Paulo ou cursos de ciências humanas de universidades de gente rica (mesmo que públicas). Você quer saber qual é essa agenda escondida?

A agenda escondida é a associação direta entre ser de esquerda e dizer a verdade. É a crença de que se você for verdadeiro concordará com a pauta do “New York Times” para o mundo. Ou com a do “Guardian”. Ou do “Libération” (a imprensa brasileira é bem melhor nessa vocação descaradamente ideológica, pelo menos em política, em cultura peca com mais frequência).

Não tenho dúvida de que “haters” (odiadores) mintam. E de que muitos sejam mesmo idiotas de extrema direita. E de que Trump possa ser um sério problema para mundo. E de que Hilary era melhor, justamente porque é um nada que faria um governo pró-establishment.

Mas, o que precisa ser dito é que grande parte do “fake news” também é gerado pela moçada do bem. Quero ver o dia em que os bonzinhos vão confessar que xingam, mentem, fazem bullying virtual e destroem eventos com os quais discordam. A esquerda é tão canalha quanto a direita em matéria de era da pós-verdade.

Vejamos um exemplo. A maioria esmagadora da classe de produtores culturais partilha dessa agenda escondida. Critica tudo que não combine com um governo que estimule a cultura (leia-se “dê grana pra eles”). Consideram óbvio que se alguém dá grana para eles é porque esse alguém é legal e faz o bem.

Ainda teremos que voltar à vaidade como categoria de análise moral e política neste século se quisermos pensar a sério esse comportamento de artistas que se vendem como arautos da verdade moral e política. Pois bem. Esses artistas apoiam governos conhecidos pela incompetência econômica que destrói vidas (mas se estiverem financiando seus filmes, ok!), pela perseguição ideológica (dar exemplos disso até dá sono, não?). Artista sempre foi um bicho fácil de convencer.

Outro exemplo: acadêmicos e “especialistas na verdade”, normalmente todos, votariam na Hilary, ou seja, são de esquerda. A esquerda se sente tão confortável tendo o monopólio dos mecanismos de produção de conhecimento e cultura (por culpa mesmo da direita liberal que é tosca) que assume sem vergonha o lugar de oráculo da verdade.

Para quem conhece um pouquinho desse caminho da roça, tudo isso parece ópera-bufa. Você escuta as risadas dos palhaços?

Pitacos sobre o Oscar: PWC assume culpa pela gafe

fevereiro 27, 2017

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Sempre desconfio quando um filme ganha o Oscar de melhor direção, como La La Land, mas perde o de melhor filme.

Moonlight, o vencedor, é ótimo filme, porém inferior ao musical.

Parece-me, a princípio, mais uma tentativa de Academia de fazer política (no ano anterior protestos ocorreram por conta da não indicação de negros aos prêmios) do que, propriamente, justiça aos melhores do ano.

Com relação a gafe cometida na apresentação do principal prêmio, quando, equivocadamente, Warren Beatty e Faye Dunaway anunciaram a vitória de “La La Land”, com direito a discurso de seus produtores (chegou a dar pena), para, em sequência, corrigir-se a falha com a indicação do verdadeiro vitorioso, que era “Moonlight”, a empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers (PWC), assumiu a culpa pelo ocorrido, pedindo desculpas aos envolvidos e prometendo investigar o que de fato ocorreu no episódio.

Fala-se em ação deliberada de sabotagem.

Nos demais prêmios, quase todos foram vencidos pelos favoritos, numa festa marcada, como se esperava, também por críticas ao atos de segregação do deplorável presidente americano, Donald Trump.

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Wikipédia barra biografia de ex-financeiro do Corinthians por “irrelevância” e “falta de fontes confiáveis”

fevereiro 27, 2017

raul correa

Neste mundo globalizado, estar na Wikipédia, site de biografias mais famoso do mundo, significa imortalizar a própria história, além de popularizá-la, devido ao incalculável avanço da rede.

Funciona assim: o internauta se cadastra, envia ao serviço um texto contando detalhes da vida de alguém, que é analisado (e checado) para evitar (ou minimizar) distorções da verdade.

Por se tratar de um site aberto à atualizações, outros usuários, à medida que novos acontecimentos surgirem na vida do biografado, podem realizar alterações (verificadas, também, posteriormente).

Nesse contexto, o ex-diretor de finanças do Corinthians, Raul Corrêa da Silva, acaba de passar por enorme constrangimento.

O Wikipédia negou-se a manter em seus servidores a biografia do dirigente alvinegro, alegando “irrelevância” e “falta de fontes confiáveis”.

Raul enviou, ele próprio (o que não é usual) um resumo de seus “feitos”, ocultando, por razões óbvias, seus três indiciamentos por crimes fiscais, que estão no STF, fruto de desvios de conduta enquanto cuidava das contas do Corinthians.

Pior, em argumentação com o site, disse ter inspirado sua biografia na de Andres Sanches, ex-presidente alvinegro a quem atacava, nos últimos tempos, mas, recentemente, votou a se alinhar.

Outros corinthianos tiveram melhor acolhida do Wikipédia.

Estão lá: Vicente Matheus, Roque Citadini, Andres Sanches, Waldemar Pires e até Mario Gobbi.

Confira abaixo trechos de argumentação e contra-argumentação entre a Wikipédia e Raul Corrêa da Silva, a que o blog teve acesso e mantém em seu poder:

Wikipédia

“Indicação de eliminação rápida para a página Raul Corrêa da Silva”

“(…) artigos que não indiquem a notoriedade do assunto podem ser apagados a qualquer momento. Se você puder indicar por que razão ou razões o artigo é realmente notório, sinta-se livre para recriar o artigo, assegurando-se de citar fontes verificáveis e relevantes.”

“Caro Raul! Claro, terei prazer em lhe auxiliar no que estiver a meu alcance. O artigo precisa de mais fontes confiáveis. Devem ser observados também os critérios de notoriedade e as recomendações para Biografias de Pessoas Vivas. Se puder citar onde encontrar as fontes, posso inseri-las no artigo para você sem problemas.”

“Outro detalhe importante a atentar é o fato de o biografado ser você… Isso não o impede de criar e editar o artigo, mas deve ter muito cuidado ao fazer isso para não correr o risco de criar um artigo parcial.”

“Observe que o artigo é sobre você, mas não lhe pertence.”

Raul Corrêa

“Meu nome é Marco Antonio, apesar de ter criado a conta em nome de Raul Corrêa, a pedido de quem iniciei o artigo.”

“Fiz algumas indicações de referências sobre os pontos abordados, espero que agora esteja 100% alinhado às diretrizes da enciclopédia.”

“Nos inspiramos em outros artigos como os do Andrés Sanches e Roberto Justus.”

“”Qualquer dúvida, por favor me sinalize

Obrigado, Marco Antonio Badia”

Wikipédia

“Caro Marco Antonio! Não basta o artigo ficar bonito. Precisa possuir Fontes Fiáveis que atestem a notoriedade do biografado.”

“Não são consideradas fontes fiáveis, por exemplo, sites pessoais e nem material inédito publicado pelo próprio biografado.”

“Observe que as fontes têm que estar relacionadas a NOTORIEDADE do biografado. Não adianta existir uma fonte fiável que o Sr. Raul Corrêa é um excelente empresário, pois isso não o torna notório. Compreende?”

“Não há donos de artigos. Os artigos pertencem a todos e, embora todos possam editá-lo, ninguém possui controle sobre o mesmo, a não ser se seguidas as normas e diretrizes da Wikipédia.”

Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

fevereiro 27, 2017

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Blog do Paulinho

*devido ao feriado de Carnaval os programas “Coluna do Fiori” e “Blogueiros” não serão exibidos hoje, retornando após, em dias e horários habituais.

Grupo de Mustafá Contursi pressiona pela queda de Eduardo Baptista no Palmeiras

fevereiro 27, 2017

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Desde a derrota para o Corinthians, por um a zero, no estádio em Itaquera, conselheiros ligados ao “capo” palestrino, Mustafá Contursi, aderiram aos que pedem, no Palmeiras, a cabeça do treinador Eduardo Baptista.

Antes, eram as “organizadas’ que se pronunciavam.

Levando-se em consideração que a aproximação dessa gente com Leila Pereira, da CREFISA, que também é ligada a Mustafá, dá para se ter a real dimensão da pressão sofrida pelo comandante do futebol palmeirense.

Fala-se inclusive em V(W)anderlei(y) Luxemburgo nos bastidores, o que seria, diante do nível moral do atual grupo de pessoas que comanda o clube, um nome absolutamente adequado.

Presidentes do Corinthians e do Palmeiras têm cada vez menos poder

fevereiro 27, 2017

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Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

Livre do impeachment que uns poucos oportunistas, por razões políticas, queriam lhe impor, o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, teve de se submeter à vontade do ex-presidente Andrés Sanchez para manter-se no cargo.

Entregou os anéis, manteve os dedos, mas o que fará com eles só saberemos nos próximos dias, quando a fatura começar a ser paga.

Andrade, diga-se, tem a seu favor dois fatores: o time de futebol começa a apresentar bons resultados sob o comando do jovem Fábio Carille que o desgastado Sanchez gostaria de ver por um binóculo; o deputado petista, mais uma vez delatado na operação Lava Jato, assim como seu fiel escudeiro e vice-presidente do clube André Negão, talvez tenha de se preocupar mais com a própria pele do que manter sua influência no Corinthians.

Se Michel Temer, coitado, queixava-se, até por escrito, de ser um vice-presidente decorativo, Andrade o supera, por estar na presidência como refém, embora não admita nem para seus botões.

Quem desfruta de situação semelhante é o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, embora por outros motivos. Não é a política que o aprisiona, mas a economia.

Submetido à escolha entre o ex-presidente Paulo Nobre e a patrocinadora Leila Pinheiro, numa saia justa que Nobre poderia ter evitado se denunciasse antes a irregularidade estatutária que seria cometida para elegê-la conselheira, Galiotte optou por manter as joias da coroa. E também reina sem mandar.

Basta dizer que teve de pedir a autorização da madame para estrear o ótimo colombiano Borja no jogo contra a Ferroviária.

Presente dado por ela ao clube, e fora de São Paulo no Carnaval, a dona das decisões no Palmeiras pretendia que a estreia fosse feita com sua presença.

A derrota no Dérbi tornou o embate com o time de Araraquara mais importante do que estava previsto e ela, compreensiva, concedeu.

Miguel Ángel Borja tem tudo para ocupar o lugar de Gabriel Jesus no coração alviverde, mas sua estreia, com a permissão da real majestade, revela de maneira eloquente a subserviência de Galiotte.

Como o Corinthians vem de duas belas vitórias, a do Dérbi e a, fora de casa, sobre o até então único invicto no Paulistinha, o Mirassol, o torcedor não quer nem saber, literalmente, de quaisquer problemas e, ao saber, os repele como fofoca ou tentativa de tumultuar o ambiente aparentemente, enfim, em paz no Parque São Jorge.

Igualmente reage o torcedor de Parque Antarctica, surdo e cego depois da goleada redentora sobre a Ferroviária e com gol de Ángel.

Enquanto não chegar o dia (chegará?) em que o futebol for dirigido profissionalmente no país, até mesmo clubes imensos como os dois rivais estarão dependentes ou de coronéis que nem disfarçam seu coronelismo ou de gente com aparência moderna que precisa se submeter ao mecenato.

Nada que torne potências como Corinthians e Palmeiras, com clientela cativa e de milhões de pessoas, autossuficientes.

Entre a Sociedade Anônima do Futebol e a fama à custa da dependência, a preferência é sempre pela segunda.

E esta é sempre deletéria, quando não é ainda pior, segunda divisão.

Setor de esportes da rádio Estadão FM cai nas mãos do 171 do Vale do Paraíba

fevereiro 27, 2017

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Recentemente, informamos que o setor de esportes da rádio Estadão FM havia sido arrendado pelo comentarista Neto, da BAND, porém a emissora paulista proibiu a assinatura do contrato, até sob alguma ameaça: “se fechar, terá que sair daqui”.

Em clara demonstração de desespero, a referida rádio tratou, então, de fechar acordo, acreditem, ainda pior.

Está apalavrado (segundo o amigo jornalista Anderson Cheni), em vias de assinatura, o contrato para que a Estadão seja tocada pelo jornalista tratado por muitos como “171 do Vale do Paraíba”, que levará consigo, evidentemente, boa parte da escória de um site investigado pelo MP-SP por extorsão.

Seguindo a prática habitual dessa gente, o grupo Estado, antes conhecido pela credibilidade, terá a marca associada ao que há de pior na imprensa.

Não existe, mesmo se em situação financeira crítica, nada que justifique tamanho atentado à própria história.

Nuzman está sumido

fevereiro 27, 2017

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Por ALBERTO MURRAY NETO

Notem como Carlos Nuzman anda sumido. Desaparecer é o oposto da personalidade dele.

Nuzman está estrategicamente quieto, ao mesmo tempo em que o Brasil e o mundo questionam severamente o legado negativo que os Jogos Olímpicos deixaram para o Rio. O presidente do COB e do Co-Rio sabe que se puseram a cabeça de fora, será vigorosamente cobrado sobre as promessas que fez de que a aventura Olímpica carioca colocaria o Rio e o Brasil em outro patamar de desenvolvimento.

Foi com esse discurso que ele pretendeu sensibilizar os brasileiros que sediar o certame Olímpico valeria a pena. E, também, foi assim que ele convencia os membros do COI a arriscar e dar à América do Sul o direito de sediar sua primeira Olimpíada.

Nada do que Nuzman prometeu aconteceu.  Nuzmam também tem medo que essas cobranças públicas lhe possam atrapalhar sua campanha à presidência da ODEPA. Por isso, Nuzman vive o estágio “esqueçam-me por um tempo”.

Em conversas privadas Nuzman tem falado que a questão do legado não é atribuição dele. Que a culpa dessa lambança é, antes de tudo, da Prefeituta Municipal do Rio e, em seguida, dos governos do Estado e Federal. Nuzman tem sustentado que a ele caberia, somente, organizar o evento (Co-Rio 2016) e preparar a delegação brasileira  (COB).

Esse é um argumento cínico.

Faz parte dos Comitês Olímpicos Nacionais e Comitês Organizadores, sempre, trabalhar o legado Olímpico. E no Brasil,  particular, Nuzman foi dos que mais bradavam os benefícios do legado.

O dilema do Corinthians diante do avanço da “lava-jato”

fevereiro 26, 2017

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Seguindo a linha do que tem ocorrido com empresas e políticos investigados pela “Operação Lava-Jato”, o Corinthians, nos próximos meses, terá, inevitavelmente, que partir para soluções que minimizem os problemas que já existem e, por ventura, possam vir a se ampliar no Parque São Jorge.

Em regra, o Ministério Público Federal solicita o afastamento dos diretores de empresas e políticos, delatados ou flagrados em desvio de conduta, de seus cargos, evitando a possibilidade de obstrução de justiça, diante do evidente poder que exercem sobre outros em suas respectivas atividades.

Por vezes, os próprios se afastam ou são suspensos pelas organizações investigadas (inclusive no Governo, que trocou diversas vezes de ministros – alguns amigos do Presidente – para evitar problemas jurídicos ainda mais graves).

Nesse contexto, independentemente dos desejos do Corinthians, em breve será necessária uma tomada de posição para preservar o clube, que, no momento, enfrenta dura batalha para minimizar perdas do suspeito acordo firmado com a Odebrecht.

Sem contar o prejuízo claro de imagem, com dirigentes citados em delações de criminosos da construtora, acusados de receber vantagens para facilitar o acréscimo de valor do contrato, que, em meio a sucessivos aditivos, subiu de R$ 335 milhões para R$ 1,2 bilhão.

É nesse ponto que se dá o dilema do Corinthians, que precisa ser rapidamente resolvido.

O caminho mais razoável, seguido por todos os envolvidos nas investigações, obrigaria o clube a afastar (até a definição de culpados e inocentes) de seu conselho deliberativo as pessoas que, direta ou indiretamente, firmaram os acordos com a construtora, alguns deles, ainda, com poder de decisão.

Citados na Operação Lava-Jato, o deputado federal Andres Sanches e o vice-presidente alvinegro, André Negão estão, certamente, inseridos nesse pensamento.

Há de ser analisada, ainda, a responsabilidade de quem assinou os documentos, todos, sem exceção, a pedido do parlamentar.

Desde o ex-presidente Mario Gobbi (que afirmou, em entrevista, que somente Andres decidia as coisas do estádio), passando pelo atual, Roberto Andrade, sem esquecer do ex-diretor de finanças, Raul Corrêa da Silva, único com rubrica em todos os contratos e aditivos, nas mais diversas gestões alvinegras.

Sem resolver essa questão, o Corinthians, além de colocar-se no foco da Polícia Federal, seguirá sem a menor possibilidade de realizar negócios que necessitem de uma imagem transparente de seus gestores, entre os quais a tão sonhada venda dos “naming-rights” da Arena em Itaquera.

Blog do Paulinho #97

fevereiro 26, 2017

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