Se houver impeachment, Corinthians terá novo Presidente eleito em menos de 30 dias

voto urna

Diante da desinformação geral da imprensa, que publicou nos principais veículos de informação do país as mais variadas versões sobre os desdobramentos do processo que pode ocasionar no impeachment do presidente Roberto “da Nova” Andrade no Corinthians (todas equivocadas), o Blog do Paulinho, amparado no Estatuto do clube, esclarece:

Segundo o Art. 107, em sua letra “h”, após a destituição do Presidente ser aprovada pelo Conselho Deliberativo, o órgão é obrigado, no prazo máximo de cinco dias, a realizar a convocação da Assembléia Geral.

A iniciativa, levando-se em consideração de que o presidente do Conselho, o desembargador Guilherme Strenger, não esconde ser favorável ao afastamento, pode se dar ainda durante a reunião de hoje (segunda-feira), proporcionando que, em hipótese, no próximo domingo a Assembléia Geral de sequencia aos trâmites, ou, no mais tardar (devido ao período de Carnaval), na semana subsequente.

Aprovada a destituição do Presidente pela referida Assembléia, assume o cargo o atual 1º Vice-Presidente, André Negão, que, segundo interpretação do art. 108, será obrigado a convocar, imediatamente, novas eleições (por via indireta – pelo Conselho) à presidência (salvo se faltasse seis meses para findar o mandato – não é o caso).

As publicações davam conta de que Negão não teria prazo para a convocação ou que poderia ocupar o cargo até as eleições de 2018.

Não é verdade.

Além disso, segundo o Inciso 1º do art. 108, com a queda de Roberto Andrade, todos os Diretores (inclusive os principais, de futebol e financeiro), automaticamente, serão demissionários, o que, por razões óbvias, amplia a necessidade de celeridade.

Art. 107 – o processo de Destituição obedecerá à seguinte tramitação:

  1. h) caso a Destituição seja aprovada pelo CD, deverá ser convocada em até cinco dias a Assembléia Geral de associados para, em última instância, votar a destituição, ficando o processado afastado cauterlamente desde logo do exercício de suas funções até a Proclamação do resultado fina da Assembléia Geral;

PARÁGRAFO ÚNICO: a destituição do Presidente ou de seus Vices-Presdientes apenas terá eficácia definitiva após a proclamação do resultado final da Assembléia Geral.

Art. 108 – Vagando-se o cargo de Presidente, por morte, renúncia ou cassação de mandato, assumirá o 1º Vice-Presidente da Diretoria ou, na sua ausência, o 2º Vice-Presidente da Diretoria, devendo ser convocado o CD para eleição de novo Presidente até o término do mandato, salvo se faltar  menos de seis emses para findar o referido mandato.

Inciso 1º Ocorrendo a vacância do cargo de Presidente da Diretoria, os Diretores, os Diretores Adjuntos e o Secretário geral serão considerados demissionários.

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