Anúncios

Archive for the ‘Sem-categoria’ Category

Os negócios de Andres Sanches no primeiro mês de gestão no Corinthians

fevereiro 25, 2018

Marcos Motta, Rinat Akhmetov, Alex Teixeira, Rodrigo Pitta (filho de Reinaldo Pitta), e Franck Henouda

A custo previsto de R$ 8 milhões por uma temporada, com clausula de venda para a Europa pre-definida, o deputado federal Andres Sanches retirou Alex Teixeira do obscuro mercado chinês para a vitrine do Corinthians em ano de Libertadores da América.

Trata-se de mais uma ação entre amigos.

Em 2010, quando da saída de Alex Teixeira do Vasco da Gama para a Ucrânia, os agentes envolvidos foram Reinaldo Pitta (sócio de Emerson Sheik, com quem dividiu cela em delegacia da Polícia Federal) e Franck Henouda, à época parceiro comercial de Rinat Alhmetov, acusado de integrar a Máfia Ucraniana.

Agora, no negócio com o Timão, além destes estão envolvidos os agentes Giuliano Bertolucci e Carlos Leite (que está sendo investigado pelo MP-SP e pela Receita Federal por compra de votos nas eleições do Corinthians), ambos parceiros de Andres Sanches em transações de jogadores.

Ambos, na ausência de diretor de futebol no alvinegro, tem comportado-se como tal, com aval do deputado federal.

Bertolucci cuida dos interesses no exterior (em parceria com Kia Joorabchian), enquanto Carlos Leite e Fernando Garcia passam a manejá-los em território brasileiro.

Dez transações de jogadores, quase todas nesse sistema, foram realizadas pelo Corinthians desde que Andres Sanches assumiu o poder.

Antes disso, Bertolucci e Kia já haviam levado 30% da negociação de Jô para o futebol japonês.

Depois, além de Alex Teixeira, o Timão contratou ou vendeu:

  • Sidcley e Camacho:

A contratação de Sidclay se deu por ingerência de Carlos Leite, assim como a saída da moeda de troca, o jogador Camacho;

  • Matheus, Marllon e Ralf

Fernando Garcia auxiliou Andres Sanches a trazer Matheus do ABC, Marllon, de seu quintal, a Ponte Preta e Ralf, com generoso contrato, mesmo em final de carreira;

  • Carlinhos e Guilherme Romão

O jogador Carlinhos, com litígio jurídico de seus empresários anteriores com o Corinthians, antes de ser emprestado ao Oeste junto com Guilherme Romão, acertou-se com Fernando Garcia, representante de ambos desde então;

  • Moisés

A transação de empréstimo de Moisés, que é agenciado por Giuliano Bertolucci/Kia Joorabchian, para o Botafogo aconteceu com participação de Carlos Leite;

  • Giovanni Augusto

O negócio de Giovanni Augusto com o Vasco da Gama somente ocorreu por ingerência de Carlos Leite, a quem o Corinthians já havia beneficiado, antes das eleições, com a contratação doutro jogador cruzmaltino, o jovem Matheus Vital.

Estranhas contratações de jogadores, se tanto, medianos, num curto espaço de tempo em que o clube está, notoriamente, sem recursos suficientes para quitar pendências, desde as básicas até as difíceis (como o estádio), sugerindo endividamento irresponsável com objetivo de beneficiar determinado grupo de pessoas.

Anúncios

Presidente do Flamengo utilizará o clube para ser deputado federal

fevereiro 25, 2018

Mesmo sem conseguir realizar uma gestão esportiva digna da grandeza do clube, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, trabalhará os próximos meses com objetivo de angariar votos rubro-negros para eleger-se deputado federal.

O cartola disputará o pleito pela REDE, de Marina Silva.

Recentemente, Bandeira deu mostras do que é capaz para se dar bem na política ao aproximar-se da cúpula, comprovadamente corrupta, da CBF.

Sabe-se lá o que será necessário fazer, nos próximos meses, para sobrepor os interesses pessoais aos do clube.

Dudu pediu para ser contratado pelo Corinthians

fevereiro 25, 2018

Antes das eleições alvinegras, o deputado federal Andres Sanches (PT), em entrevista, afirmou que gostaria de ver o jogador Dudu, do Palmeiras, jogando no Corinthians.

O que parecia conversa fiada, em verdade, tratava-se de avaliação para sentir a rejeição da torcida.

Dias antes, o atacante Dudu, em encontro com Sanches, pediu para ser contratado pelo Timão.

Coincidentemente, na última semana, o palestrino encaminhou rescisão de seu vínculo com o empresário Pepinho, concomitantemente ao acerto, em vias de ser concretizado, para que a dupla Giuliano Bertolucci/Kia Joorabchian, agentes preferidos de Andres Sanches, passe a operar seus negócios.

Em regra, este é o caminho de jogadores que precisam viabilizar a chegada ao Parque São Jorge, seja diretamente ou através de ponte, com negociação para equipes menores da Europa (ligadas aos agentes) e retorno subsequente ao Brasil.

Bertolucci é dono da Lorenzetti, relação que ocasiona, no meio do empresários de futebol, frequentes trocadilhos com “lavagens” diversas.

Resultado de imagem para lorenzetti

Dudu, por razões evidentes, negará tudo, mas tanto a conversa com Andres Sanches – em casa noturna de São Paulo, quanto as informações de novos rumos de agenciamento da carreira do atleta são “segredos” contados na frente de diversas testemunhas.

Torcedores da Lusa ameaçam “quebrar as pernas” de vice-presidente

fevereiro 25, 2018

Em situação deplorável na Série A-2 do Paulistinha, recém rebaixada da 4ª divisão do Brasileiro, a Portuguesa vem sendo conduzida cada vez mais ao fundo do poço pelo radialista Alexandre Barros, de longe o pior presidente da história do clube.

Nada, porém, justifica atos de marginalidade.

Ontem, no famoso “Bar da Sueca”, torcedores ligados à “Leões da Fabulosa”, em comportamento de bandidos, cercaram o vice-presidente do clube, Manuel Reis, e, entre manifestações justas contra o atual grupo gestor, ameaçaram “quebrar as pernas” do dirigente em caso de novo revés lusitano.

Alexandre Barros e seus asseclas, de fato, merecem sumir do Canindé, mas pelas vias corretas (impeachment, justiça, etc), nunca por pressões de gente que acaba por perder a razão ao reivindicar, violentamente, o que deveria fazer politicamente – única maneira eficaz de conter os desmandos dessa gente.

Em tempo: após o confronto, a Portuguesa perdeu para o São Bernardo, por um a zero, e ocupa a 13ª colocação na classificação, um ponto à frente da Zona de Rebaixamento.

Citadini ironiza Palmeiras em postagem no facebook

fevereiro 25, 2018

Com a pizza não se brinca

fevereiro 25, 2018

Do ESTADÃO

Por UGO GIOGERTTI

Horário das 19h30 nas rodadas do futebol fazem torcedores ter de escolher entre o jogo e o consumo da iguaria 

Gostaria imensamente de saber de qual mente terá surgido a ideia de programar partidas de futebol para as 19h30 de domingo. Esse horário me atormenta e não poderia imaginar hora mais imprópria, mais fora dos padrões do esporte, mais fora dos costumes da cidade do que essa. Por esse horário, aconteciam em São Paulo inúmeras atividades tradicionais, tais como missas, visita a parentes ou mesmo apenas o recolhimento no silêncio dos jardins e das varandas para usufruir dos últimos momentos de tranquilidade e descanso antes do recomeço das aventuras da semana. E, claro, entre elas sempre houve a sagrada pizza dos domingos.

Nunca se ouviu falar, em tempos em que tudo era ordenado pelos costumes arraigados, e não por interesses comerciais, de futebol jogado nesse horário.

Futebol era na tarde de domingo, e os jogos acabavam a tempo de as pessoas cumprirem seus rituais de anos. Hoje quase todos os horários fixados por usos e costumes do futebol já foram aviltados. Falta só marcar jogos nas madrugadas. Não duvido que numa cidade de milhões de habitantes haja insones capazes de lotar o Morumbi.

Isso não me diz respeito, mas o ultraje feito à pizza de domingo me incomoda. O que me irrita é que, num verdadeiro desrespeito à cidade, são jogos do Paulista! Concluo que quem está organizando o futebol e determinando jogos às 19h30 de domingo não é paulista. Fosse paulista pensaria duas vezes antes de bater de frente com a pizza.

Do jeito que as coisas estão colocadas, ou você perde a pizza ou perde o jogo. Conciliar os dois prazeres não é possível. Me falam que na maioria das pizzarias há telões mostrando os jogos. Não vejo vantagem porque ou a pizza é alguma coisa sagrada ou é o jogo que é. Um não pode conviver com o outro. É impossível saborear uma pizza e saborear ao mesmo tempo uma bela jogada. É impensável deixar a pizza esfriando no prato porque a bola insiste em não sair da área do seu time.

Pizzarias deviam pensar duas vezes antes de colocar telões, aliás, colocar qualquer coisa que, por ruído ou imagem, distraia alguém que está diante de sua pizza. A pizzaria que faz isso está desvalorizando o próprio produto, isto é, pensando em dar alguma compensação extra ao cliente que come o que produziu. Uma boa pizza não precisa de compensação alguma, fala por si.

Por isso ouso dizer que pizza deve ser comida em casa, com a televisão desligada e toda atenção dedicada exclusivamente ao prato fumegante.

Não posso aceitar ser expulso de minha casa, abdicando, portanto, de ver o futebol, para poder comer minha pizza dominical. Esse horário está me privando de um de dois grandes prazeres da minha vida, me obrigando a escolher entre um e outro, numa réplica semanal de uma escolha de Sofia que atribuo a algum preguiçoso burocrata que possivelmente come mecanicamente e sem se dar conta um pedaço de pizza medíocre e frio, nas horas mortas em que, fazendo horas extras, num escritório sombrio da Federação, lhe ocorre ideias do tipo.

Trêmulo faço minha escolha irrevogável e não sei quantos teriam minha coragem: abandono meu time em casa, televisão apagada, sala deserta, e escolho a pizza. Saio de coração pesado, mas decidido e não pretendo fazer concessões. Já que é pizza, pizza será, e só pizza. Nem passo diante das pizzarias dos telões.

O futebol, para mim, a acaba às 19h30 do domingo quando, “as mãos pensas”, sou obrigado a me encaminhar para as venerandas, civilizadas pizzarias onde não há futebol nem telão. Em Higienópolis há uma, pelos lados das Perdizes outra. Uma terceira no obrigatório Bixiga, a última, antiga e venerável, no Brás. São minhas preferidas e ganharão sempre, até do futebol. Não se brinca com a pizza de domingo.

O Derby, a arbitragem e Dudu

fevereiro 24, 2018

O Corinthians foi melhor que o Palmeiras e, de maneira absolutamente justa, venceu o Derby por dois a zero, num jogo movimentado, mas tecnicamente aquém da tradição da disputa.

Foi a quarta vitória seguida do Timão contra o Verdão, marca esta que não era atingida desde os anos 80.

Rodriguinho marcou um golaço e Clayson teve coragem de bater uma penalidade após Jadson perder a primeira.

Apesar da vitória, o Corinthians demonstrou nítidas limitações, minimizadas pelo trabalho competente de Fabio Carille, mas ainda assim insuficientes se o clube quiser atingir voos maiores.

O Palmeiras, apesar do bom elenco, segue refém do pouco inteligente Dudu, que, quando da marcação correta da penalidade de Jailson (talvez com exagero na expulsão), de maneira lamentável pediu para o treinador tirar o time de campo.

Roger Machado, que ao contrário do atleta palestrino, tem juízo, fingiu nem escutar.

Dudu teve tempo ainda de prejudicar o Verdão ao cometer penalidade infantil, precursora do gol decisivo alvinegro, quando sua equipe tentava a reação.

Deveria ter sido expulso, mas a arbitragem contemporizou.

Por falar no juíz, é evidente que a penalidade de Jailson (há dois metros de sua visão) foi marcada, sob pressão, com auxílio da televisão, não pela interpretação do quarto árbitro, localizado a quase 50m de distância do lance, que limitou-se a repassar a informação recebida via ponto eletrônico, sabe-se lá de qual origem.

Estranho também, mesmo dentro do contexto de evitar confusão porque o Corinthians tocava a bola em ritmo de “olé” – com absoluto direito de fazê-lo, o termino da partida com apenas três minutos de acréscimo quando, somadas as paralisações naturais do jogo e do polêmico lance de pênalti, no mínimo, dez minutos deveriam ter sido acrescidos.

Seria difícil, mas não impossível, que em sete minutos o Palmeiras conseguisse empatar a partida, direito este (de tentar) que lhe foi tirado sem maiores reclamações ou explicações.

Assine o canal do Blog do Paulinho no YouTube ! Vídeos inéditos diariamente !

fevereiro 24, 2018

Pra ter acesso a conteúdos exclusivos do Blog do Paulinho assine nosso canal do YouTube:

https://www.youtube.com/paulinhonet

Outras mídias sociais do blog:

Twitter: @blogdopaulinho

Facebook: http://www.facebook.com/blogdopaulinho.com.br/

Instagram: http://www.instagram.com/blogdopaulinhooficial

WhatsApp: (11) 98402-3121

Utilize seus BITCOINS para ajudar o BLOG DO PAULINHO:

1GZ1fwDRk651dYKo316yoQAf63vthDZ5Ph

Promotor de justiça e político condenado disputam presidência do Conselho no Corinthians

fevereiro 24, 2018

Thales de Oliveira e Antonio Goulart

Duas chapas protocolaram inscrição no dia de ontem e concorrerão aos cargos principais do Conselho Deliberativo do Corinthians, em eleições marcadas para a próxima terça-feira (27).

Pelo grupo de situação, o deputado federal Antonio Goulart, condenado por improbidade ao viabilizar esquema com gráfica, em nome de sua esposa, na Câmara Municipal, e pelo TCE-SP por não comprovar a aplicação de recursos públicos em ONG da qual era mandatário, pleiteia a Presidência do órgão.

Seu vice é o desconstrangido desembargador Ademir Benedito, que tem dois filhos empregados do Corinthians e foi derrotado nas eleições do TJ-SP, após os eleitores receberem matérias e fotos que o colocavam ao lado de gente indigna de circular com magistrados.

Os dois são apoiados pelo presidente alvinegro, Andres Sanches, e pelo empresário Paulo Garcia, dono da Kalunga.

Do lado oposicionista, nomes ligados a grupos distintos uniram-se para tentar reverter o favoritismo adversário.

Para a presidência, a escolha foi o promotor Thales Cezar de Oliveira, considerado “linha dura” na profissão, tendo como bandeira principal de sua atuação a luta pela redução da maioridade penal.

O nome foi escolha do grupo de Roque Citadini, mas recebeu apoio de Felipe Ezabella.

Surpreendente foi a escolha do vice, o desembargador Miguel Marques e Silva, ex-presidente da Comissão Eleitoral, levando-se em consideração que, segundo entendimento do próprio magistrado, as duas chapas (situação e oposição), deveriam ser impugnadas, pelo fato da impossibilidade de juízes e desembargadores assumirem tanto a presidência do clube quanto a do Conselho.

Tanto Miguel, vice de Thales, quanto Ademir Benedito, de Goulart, estão nesta condição, na linha direta de sucessão para ambos os cargos.

Mesmo seguindo a decisão do TJ-SP, que contrariou a da Comissão Eleitoral, ambos poderiam concorrer, mas seriam obrigados, no momento da posse, a se afastarem da magistratura.

Por fim, a grande ausência foi o nome de Romeu Tuma Junior, que, durante a semana, alardeou candidatura à presidência do Conselho, contentou-se com o cargo de vice, mas, dois dias antes da definição dos grupos, ficou de fora em todas as composições.

A final única da Libertadores

fevereiro 24, 2018

Ideologicamente, trata-se de grande acerto a decisão da Conmebol de realizar a final da Copa Libertadores da América em partida única, à partir de 2019.

Em campo neutro, sem as pressões de torcidas mandantes, a probabilidade da melhor equipe vencer acentua-se.

A entidade deveria, aproveitando-se do raro momento de lucidez, dentro do contexto lamentável das praças esportivas nos quais os demais jogos do torneio são disputados – verdadeiros pastos, estabelecer novo mandamento:

  • partidas da Libertadores disputadas somente nos melhores estádios do país do clube mandante;

De cara, a medida elevaria o nível do futebol praticado no torneio.

Clube que não tiver estádio decente, dentro dum padrão pré-estabelecido, ficaria de fora da disputa ou teria que jogar noutro lugar.

O procedimento obrigaria os que sentirem-se prejudicados a procurar soluções para melhorar suas acomodações.

Copa América no Brasil terá filho de Sarney como gestor

fevereiro 24, 2018

Ricardo Teixeira e Fernando Sarney

A escolha dos nomes que integrarão o Comitê Organizador Local da Copa América 2019, a ser realizada no Brasil, é tão deplorável quanto os dos representantes do COL, na Copa do Mundo 2014.

O presidente, só para começar, será Fernando Sarney, filho de José Sarney, frequente nas mais diversas listagens em que estão inseridos os políticos mais corruptos da história do Brasil.

Seus subalternos não ficam atrás e vão desde bajuladores notórios até gente com fama bem complicada.

Entre os puxa-sacos estão dois dos maiores laterais da Seleção Brasileira: Cafú e Branco.

Os mal-afamados são: Rogério Caboclo e o Coronel Nunes.

Diante deste quadro, surpreendente seria uma Copa sem desvios de conduta, muito mais torcida de cidadão do que expectativa real de jornalista.

Respostas rápidas são ideais para combater machismo no futebol

fevereiro 24, 2018

Torcedora ao lado de bandeira com o símbolo do Goiás no estádio Serra Dourada

Da FOLHA

Por MARILIZ PEREIRA JORGE

Posturas de Goiás e Vila Nova e da Band foram exemplares diante de constrangimento de ‘musas’

Em um clássico contra o Vila, se o juiz põe para fora, você mete a boca? Se o seu nutricionista mandar você chupar uma laranja, porque faz bem à saúde, você chuparia um saco? Se quem não tem perna é perneta, quem não tem punho é o quê?

Essas perguntas não foram feitas num programa humorístico do século 20, mas no “Os Donos da Bola”, da afiliada da Band em Goiás, no quadro “Desafio das Musas”. Assistir à gravação é ainda mais constrangedor do que ler a notícia.

O apresentador se achando super engraçado ao questionar as representantes do Goiás e do Vila Nova, em duas ocasiões diferentes, com questões de cunho sexual, comportamento digno de adolescentes dos anos 1990, em ebulição hormonal.

Musas do futebol, piadas com duplo sentido, tudo isso é muito século passado, mas a reação ao ocorrido foi digna dos dias atuais. Quarta (21), o Goiás Esporte Clube emitiu um comunicado repudiando o tratamento dado a Karol Barbosa e disse que “medidas serão tomadas”.

Horas depois, no mesmo dia, num efeito cascata, mas um tanto atrasado, o Vila Nova também se manifestou em apoio a Karolina Rodrigues, que tinha sido “entrevistada” no mesmo quadro, no dia 9 de fevereiro.

Quinta (22), foi a vez da direção da Band, em São Paulo, determinar o cancelamento do programa em Goiás, substituído pelo “Jogo Aberto”, apresentado por Renata Fan.

Exemplares as posturas dos times e da Band. Com respostas rápidas é que se combate machismo, assédio, homofobia, racismo, tão impregnados em nosso futebol, que nada mais é do que reflexo da nossa sociedade.

Foi de dar pena o despreparo das “musas” ao se verem em situações tão constrangedoras como aquelas. Uma mulher mais bem preparada e consciente do absurdo da situação teria levantado e deixado o programa. Infelizmente não foi o que aconteceu, mas ao menos não ficou por isso mesmo.

Como se não bastasse toda lambança, a justificativa do programa nas redes sociais foi de que tudo era apenas um teste. “As perguntas de duplo sentindo foram feitas para que todos parassem um momento e pensassem a respeito do que várias mulheres sofrem todos os dias”, dizia uma parte do comunicado.

Inventar uma desculpa mirabolante dessa é ainda pior do que não assumir o erro. É acreditar que o público é idiota. Não é. Acompanhei a repercussão nas redes sociais e, com alívio, percebi que homens e mulheres repudiaram o ocorrido.

Sempre digo que o feminismo precisa dos homens para que, juntos, possamos combater o machismo.

Ver dois clubes de futebol se levantarem em defesa das mulheres que, de alguma forma, os representavam, nos enche de esperança de que o mundo está, ainda que aos poucos, evoluindo.

Damos um passo à frente e dois atrás. Enquanto escrevo esta coluna, recebo um vídeo em que a campeã olímpica de judô Rafaela Silva conta que o táxi em que fazia o trajeto do aeroporto do Galeão para sua casa foi parado pela Polícia Militar.

A PM nega que tenha havido constrangimento e diz que intensificou o policiamento e que adota critérios técnicos e legais para cumprir sua missão, mas Rafaela afirma ter ouvido um dos policiais dizer ao taxista que achava que ele a tinha pegado na favela.

Parar negros dentro de táxis é critério?

Coluna do Fiori

fevereiro 24, 2018

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Há sempre coragem em dizer o que todo o mundo pensa”

Georges Duhamel – foi um escritor francês

—————————————————————

Doido

Em um dia da semana que se finda, atendi ligação do ex-árbitro Arnold Melvin Blankenstein, contando que respondendo feita na pagina face book do José Roberto Wright, afiançou que eu era louco. Fato inserido nos programas anexados bem abaixo

Honrado

Sem pestanejar respondi que me sentia honrado, vez que:

Minha loucura era e continua sendo minha luta para que os árbitros tenham dignidade, deixando de serem subservientes, fofoqueiros e dependentes das escalas; uns dos principais fatores da desmoralização da categoria. Imediatamente, sem me despedir, depositei o fone no gancho

—————————————————————-

Perguntas

1ª – Ao presidente da CA-Catarinense de futebol Marco Antônio Martins, concomitantemente, presidente da ANAF

– Por onde anda o árbitro Sandro Meira Ricci? Vez que: desde o inicio do campeonato, não arbitrou nenhuma refrega

2ª – Ao presidente da CA-FPF José Henrique de Carvalho, principalmente, ao seu diretor e todo poderoso Dionizio Roberto Domingues

– Onde estão os demais árbitros, do mesmo modo as tão propagadas revelações? Vez que:

– Rafael Claus arbitrou as principais contendas; dando continuação, vocês o puseram  para atuar neste sábado 24/02/2018 na contenda Corinthians x Palmeiras

8ª Rodada da Serie A1 do Paulistão – 2018

Domingo 18/08

São Paulo 0 x 1 Santos

Árbitro: Raphael Claus

Assistente 01: Emerson Augusto de Carvalho

Assistente 02: Alex Ang Ribeiro

Quarto Árbitro: Lucas Canetto Bellote

Item Técnico

Nas vezes que foi exigido Rafael Claus deu conta do fato

Item Disciplinar

Foi correto quando da advertência com cartão amarelo para 03 são-paulinos e 03 santistas

Ponte Preta 0 x 0 Palmeiras

Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo

Assistente 01: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa

Assistente 02: Vitor Carmona Metestaine

Quarto Árbitro: Alessandro Darcie

Item Técnico

Algumas falhas, duas destas, referente à lei da vantagem; não influiu no resultado

Item Disciplinar

Advertiu com cartão amarelo 03 defensores da Ponte Preta e 02 do Palmeiras

2ª Feira 19/02

Red Bull Brasil 1 x 1 Corinthians

Árbitro: Vinicius Furlan

Assistente 01: Marcelo Carvalho Van Gasse

Assistente 02: Herman Brumel Vani

Quarto Árbitro: Daniel Bernardes Serrano

Item Técnico

Erro aqui, outro acola, sem influir no resultado

No todo

Aceitável

Item Disciplinar

Correto quando da advertência com cartão amarelo para 04 defensores do Corinthians e 03 do Red Bull

Quarta Feira 21/ 02 – Partida adiada que completou a 7ª Rodada         

Ituano 2 x 1 São Paulo

Árbitro: Leandro Bizzio Marinho

Assistente 01: Anderson Jose de Moraes Coelho

Assistente 02: Alberto Poletto Masseira

Quarto Árbitro: Ricardo Bittencourt da Silva

Item Técnico

Não fez mais que seu dever e obrigação por ter marcado a clara e infantil penalidade máxima cometida por Igor Vinicius defensor do Ituano no oponente Trellez, ocorrida nos minutos da prorrogação na segunda etapa.

-Infração, cobrada por Cueva, findada no fundo da rede da equipe infratora

Item Disciplinar

Acertou quando da advertência com cartão amarelo para 02 defensores do Ituano e 01 do São Paulo

————————————————————-

Política        

Impunidade no forno

Fim do foro e da prisão em segunda instância beneficiará centenas de réus da Lava Jato

Como o Congresso fracassou e teve de recuar em suas tentativas de “estancar a sangria” da Lava Jato, esse papel pode ser exercido, nada mais, nada menos, pelo Supremo Tribunal Federal. Basta o plenário tomar duas decisões: restringir o foro privilegiado dos políticos com mandato e acabar com a prisão após condenação em segunda instância

Essas duas decisões, somadas, significam que muitos criminosos de colarinho branco já presos serão soltos e muitos dos que estão na bica para ser presos já não serão mais. Uma equação perfeita cujo resultado tem nome: impunidade

Como funciona? Assim: 1) o Supremo formaliza o fim do foro privilegiado e empurra os políticos para a primeira instância, em seus redutos eleitorais; 2) o processo praticamente recomeça do zero e pode demorar anos até o acusado ser julgado e condenado pelo juiz e depois pelo TRF; 3) e, com a revisão simultânea da prisão em segunda instância, pelo próprio Supremo, não acontece nada com o réu. Ele vai continuar entrando com recurso atrás de recurso, livre, leve e solto

Isso tudo com um efeito colateral bastante forte na Lava Jato ou em qualquer investigação, em qualquer tempo, sobre corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Sabem qual? O fim, objetivamente, das delações premiadas que foram fundamentais para desvendar esquemas complexos como o do saque na nossa Petrobrás. Qual envolvido vai fazer delação, sabendo que não corre o risco iminente de prisão?

O fim da prisão após a segunda instância beneficia diretamente o ex-presidente Lula. O fim (ou revisão) do foro privilegiado interessa a todos os políticos com mandato e investigados pelo Supremo. As duas coisas, somadas, dizem respeito a todos eles. Logo, já há especialistas fazendo a seguinte conexão: os antipetistas salvam a cabeça de Lula para salvar todos os aliados; os petistas salvam todos os adversários para salvar a cabeça de Lula. Um “acordão” ou, numa linguagem mais polida, uma “convergência” das forças políticas e dos grandes partidos

Pode até ser, mas não parece pura coincidência o movimento dos ministros Edson Fachin e Dias Toffoli. Fachin, relator da Lava Jato, delegou ao plenário o pedido de Habeas Corpus preventivo para Lula não ser preso, criando condições para a previsão de prisão após segunda instância. Ato contínuo, Toffoli anunciou que está pronto para julgar a revisão do foro privilegiado, já virtualmente definida, por 7 dos 11 ministros, mas nunca proclamada porque Toffoli pediu vista mesmo após formada a maioria do plenário

Uma peça-chave é o ministro Gilmar Mendes, que reúne duas condições curiosas: a de principal anti-Lula do Supremo, mas pronto a mudar seu voto e salvar o petista da prisão. Gilmar não tem proximidade com Fachin, mas Toffoli foi advogado do PT, indicado por Lula para o STF e tem bom diálogo com Gilmar e com Fachin

Especialistas estranharam detalhes fora da praxe quando Fachin despachou o HC de Lula para o plenário: a rapidez (recebeu, despachou); não esperou a análise do Superior Tribunal de Justiça (STJ); não pediu informações para os juízes do caso; não solicitou parecer da Procuradoria-Geral da República (que se manifestou apesar disso)

No mesmo embalo, Fachin liberou para o plenário também dois outros pedidos de HC para os quais tinha pedido vista no ano passado na segunda turma. Soou assim: não estou privilegiando o HC de Lula…

Diferentemente da revisão da prisão em segunda instância, o fim do foro privilegiado é bem popular. Mas aos dois, juntos, significam que os processos dos poderosos vão rolar, rolar e rolar, de recurso em recurso, e acabar justamente no Supremo. Só que 20 anos depois…

Publicado no Estadão do dia 23/02/2018 – Autoria da Jornalista: Eliane Cantanhêde

—————————————————————-

Finalizando

“Toda vez que um justo grita, um carrasco vem calar. Quem não presta fica vivo, quem é bom, mandam matar”

Cecília Meireles – foi uma jornalista, pintora, poetisa e professora brasileira

—————————————————————–

Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-24/02/2018

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar pela rádio Rock n’ Gol e pelo YouTube:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

Andres Sanches e o hábito de mentir: “não sou obrigado a me licenciar (do cargo de deputado)

fevereiro 23, 2018

O deputado federal Andres Sanches não vai se licenciar do parlamento, conforme prometeu a seus eleitores do Corinthians, pouco mais de 20 dias atrás, em carta enviada a associados do clube, e também em diversos programas de rádio e televisão.

A informação é da coluna Radar, da revista VEJA.

Dizia trecho da referida carta:

“Sei que é difícil conciliar as funções de presidente do Corinthians com as de representante do povo paulista na Câmara Federal. No dia em que assumir a presidência, me licenciarei temporariamente do cargo de deputado federal para dedicar-me ao clube”

No dia, por se tratar dum sábado, não o fez.

Na semana seguinte, alegou que faria após o carnaval.

Depois, que aguardava a definição de quem seria o suplente de sua vaga.

Na Folha de hoje, praticamente confirmando a notícia da VEJA, afirmou:

“eu não sou obrigado a pedir (licença)”

O eleitor de Andres Sanches, em regra, adepto de suas práticas, boa parte delas objetos de inquéritos que tramitam, criminalmente, no STF, na Polícia Federal e no FBI, merece o tratamento dispensado.

Amplamente conhecido, o hábito de mentir do parlamentar foi um dos responsáveis por quase 70% dos associados no Corinthians terem optado em votar noutros candidatos nas eleições alvinegras.

Andres Sanches precisa ser deputado federal para manter o foro privilegiado e escapar das decisões do juiz Sergio Moro, em regra, desfavoráveis a malfeitores.

Rafaela Silva: “agora preto não pode andar de táxi”

fevereiro 23, 2018

%d blogueiros gostam disto: