Archive for março \31\UTC 2015

Escândalo do CARF constrange imprensa, cala grandes empresas, alivia empreiteiras e deixa políticos em sinuca de bico

março 31, 2015

Se não for socorrido "Fielzão" se aproxima de vexame histórico

É nítida a diferença de tratamento não apenas da imprensa, mas também da classe política, no escândalo do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), que, em volume de dinheiro roubado e também na importância das empresas corruptoras é ainda maior do que o caso Petrobrás.

Silenciosamente – até porque num momento como o atual é melhor ficarem quietas – comemoram as empreiteiras, que passam a dividir, oficialmente, o “trono” enlameado com grupos empresáriais tratados quase sempre como “respeitáveis”.

Uma das grandes diferenças dos procedimentos é o de que, no “Petrolão”, as construtoras roubavam do povo para dar ao Governo e seus sustentadores políticos, enquanto no escândalo do CARF o lesado é o mesmo (a população), porém os beneficiários são as próprias empresas, sem um centavo de retorno aos políticos, apenas aos ‘julgadores” privilegiados.

Por que, diferentemente do caso da Petrobrás, não observamos um levante de parlamentares e senadores exigindo CPI para apurar as falcatruas ?

A imprensa, que não teme colocar o Petrolão, diariamente, nas primeiras páginas, tem pisado em ovos (com raras exceções) ao tocar no assunto.

Para listar os beneficiados (o Estadão tomou a iniciativa) textos foram redigidos com absoluta timidez.

Tudo porque os ladrões são milionários, quando não bilionários, com hábitos de investimentos grandiosos, sustentando as principais redes de tv, rádio e imprensa escrita, além de quase sempre bancarem o parlamentar preferido, que costuma estar sempre à mão, no bolso do colete.

Uma coisa é, com razão, jornalistas criticarem e mostrarem os podres das sempre impopulares construtoras, outra é dizer que os balanços de Bradesco, Santander e demais bancos listados são fruto de fraude contábil, beneficiados em transações ilícitas realizadas com aval de quem é pago para defender os cofres da União.

E as montadoras, então, com o discurso de encarecer os veículos pelas extorsivas taxas de impostos que, sabe-se agora, não pagavam ?

Roubaram, quase todas, o consumidor final duplamente: na sonegação e na cobrança indevida de uma sobretaxa fictícia.

A população não pode silenciar diante de um descalabro ruidoso, mas que vem sendo abafado pela conveniência, medo e hipocrisia de políticos, jornalistas e “ilibados” empresários, exigindo, no mínimo, a instauração de uma CPI, além do mesmo tratamento ostensivo que a Polícia Federal dispensa aos corruptos do Petrolão.

Escolha das demissões provoca grave crise interna no Corinthians

março 31, 2015

roberto andrade

Durante a campanha presidencial de Roberto “Da Nova” Andrade, um dos mantras colocados para estimular funcionários do Corinthians a empenharem-se no trabalho de angariar votos era o de que a oposição, em caso de vitória, realizaria uma série de demissões.

Muita gente acreditou.

Menos de um mês no poder e o grupo gestor decidiu colocar em prática o que antes prometia não fazer, deixando funcionários e respectivos padrinhos políticos indignados.

Fala-se em centenas de dispensas, inclusive no departamento mais importante, o de futebol.

Porém, comprometidos, os dirigentes alvinegros não conseguem fechar a lista de dispensas, que já foi alterada diversas vezes.

É grande o risco de funcionários competentes serem limados no lugar de amigos de dirigentes, conselheiros e demais aproveitadores, entre os quais até filhos de desembargadores.

Datena, Andres Sanches e os “perigos” de Brasília

março 31, 2015

datena e fran

O jornalista José Luis Datena, que tem por obrigação de profissão ser bem informado, entrevistando o Deputado Federal Andres Sanches (PT), orientou-o a tomar cuidado com os “bandidos” da política de Brasília.

“Me ajuda aí!”, incrédulos, gritaram seus telespectadores.

Alguém precisa presentar o jornalista com uma assinatura da Revista Veja, que esta semana detalhou as “profissões” de parte das pessoas que compõem o Gabinete de Sanches.

https://blogdopaulinho.wordpress.com/2015/03/30/a-equipe-de-andres-sanches/

Tem suspeitos para todos gostos (e crimes): assassinato, Jogo de Bicho, máfia do sangue-suga, quadrilha, roubo de carga, arareiros, sonegação de imposto, etc, etc, etc…

Ainda bem que o programa “Donos da Bola”, que Datena utiliza como referência para se informar sobre dirigentes esportivos, será chutado da tela da BAND, obrigando-o agora a procurar alternativas menos enviesadas.

Santos é condenado a pagar R$ 200 mil a goleiro de FutSal. Justiça constata fraude em contrato e envia caso ao MPF

março 31, 2015

djony

Por decisão da 7ª Vara do Trabalho de Santos, o goleiro Djony Mendes, ex-jogador de FutSal do Santos, receberá R$ 200 mil do clube após conseguir comprovar, na Justiça, o vínculo empregatício.

Em despacho a Juíza Dra. NORMA GABRIELA OLIVEIRA DOS SANTOS MOURA indicou que os dirigentes do Peixe, para fraudar a legislação, pagavam os salários do atleta (R$ 12 mil mensais) dissimulados como “direitos de imagem”:

“O real objetivo da reclamada era se esquivar de arcar com os recolhimentos previdenciários e fiscais em relação a esses valores.”

“Diante dessas ponderações, declaro e reconheço o vínculo de emprego no período de 01/01/2011 a 15/02/2012, na qualidade de atleta da modalidade de futsal, com salário de R$12.000,00”.

A magistrada, após constatação do delito, enviou oficio ao Ministério Público Federal e ao INSS para que novas medidas cabíveis sejam tomadas:

“Diante do reconhecimento de vínculo empregatício em período não anotado na CTPS, expeça a Secretaria da Vara ofícios à DRT e INSS e, face ao que dispõe o § 4º do artigo 297 do Código Penal, com a redação da Lei 9.983/2000 (publicada no DOU de 17/07/2000), também ao Ministério Público Federal, acompanhados de cópia da presente decisão, para as providências cabíveis na esfera de atuação de cada órgão.”

Além da condenação (R$ 200 mil), o Santos terá ainda que pagar mais R$ 4 mil a título de custas processuais:

“Custas pela reclamada, no importe de R$4.000,00, calculadas sobre o valor de R$ 200.000,00 ora arbitrado à condenação.”

Não é pequena, de fato, a herança deixada pelo ex-presidente Luis Alvaro de Oliveira, o LAOR.

 

Wanderley Nogueira e as “organizadas” do São Paulo na Argentina

março 31, 2015

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“Cerca de 150 torcedores organizados do São Paulo já estão seguindo de ônibus para Buenos Aires.

Não é fácil conseguir liberação dos empregos ou ficar longe de suas empresas por alguns dias…mas eles conseguiram…”

(Wanderley Nogueira sempre inteligente, em seu facebook)

Por que a CBF não admite seu erro no caso André Santos?

março 31, 2015

charge marin del nero

Por MANOEL ILA*

A CBF confessou o próprio erro no caso André Santos em 2013. Contudo, não vai admitir tal fato. O próprio STJD fez questão de convencer a Confederação de voltar atrás nesse reconhecimento, talvez com intuito de proteger sua imagem de “Tribunal sério”. A CBF editou e divulgou por meio do seu site o Regulamento Geral de Competições de 2015.

A norma foi divulgada por meio do Ofício DCO/GER – 279/14 em 05/12/2014 que ressaltou que o texto definitivo seria divulgado até o dia 19/12/2014 e entraria em vigor em 1.º/01/2015.

Na primeira versão do texto, divulgada em 05/12/2014, o artigo 62 do RGC 2015 determinava:

“Art. 62 – Quando ao final de uma competição uma penalidade de suspensão por partida aplicada pelo STJD ao atleta restar pendente, tal pena deverá ser cumprida obrigatoriamente na primeira competição subsequente, a ser iniciada, excluídas as competições em andamento, dentre aquelas coordenadas pela CBF.

Parágrafo único – O controle de penalidades impostas ao atleta é de responsabilidade única e exclusiva dos clubes disputantes da competição.”

(http://cdn.cbf.com.br/content/201412/20141205141646_0.pdf)

Contudo, após divulgação e constatação dessa confissão, por meio do Ofício DCO/GER – 297/14, a CBF decidiu alterar o artigo 62 do RGC para fazer constar a interpretação mais conveniente ao STJD. O referido Tribunal não pode admitir que errou na aplicação da norma da FIFA no julgamento do caso André Santos e utiliza de norma interna equivocada para se justificar.

O jornal LANCE, em 16/12/2014, observou essa confissão e fez reportagem sobre o assunto (http://www.lancenet.com.br/minuto/STJD-conflito-regulamento-CBF-CBJD_0_1267073381.html)

Nota-se que, mais uma vez, Paulo Schimdt defende, equivocadamente, essa posição. O Procurador-Geral do STJD alega um conflito entre o então artigo 62 do RGC 2015 e o art. 171 CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva). Nesse ponto cabe citar o referido art. 171:

“Art. 171. A suspensão por partida, prova ou equivalente será cumprida na mesma competição, torneio ou campeonato em que se verificou a infração.

  • 1º Quando a suspensão não puder ser cumprida na mesma competição, campeonato ou torneio em que se verificou a infração, deverá ser cumprida na partida, prova ou equivalente subsequente de competição, campeonato ou torneio realizado pela mesma entidade de administração ou, desde que requerido pelo punido e a critério do Presidente do órgão judicante, na forma de medida de interesse social. (NR).”

Dessa forma, se mostra evidente que a norma do STJD é uma regra geral sobre suspensão que não esclarece a questão controversa sobre o termo “subsequente” utilizado nos artigos. Se “subsequente” seria a competição a ser iniciada ou a competição em andamento.  Logo, esse esclarecimento poderia ter sido feito, como foi, por meio do RGC de 2015 sem qualquer conflito com o CBJD.

Contudo, nem a CBF nem o STJD podem CONFESSAR ESSA INTEPRETAÇÃO EQUIVOCADA. Assim, preferiram voltar atrás no texto do art. 62 que, depois dessa alteração conveniente, passou a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 62 – Se ao final de uma competição restar pendente penalidade de suspensão por partida aplicada ao atleta pelo STJD, seu cumprimento dar-se-á, obrigatoriamente, na primeira partida de competição subsequente coordenada pela CBF, dentre aquelas que estejam em andamento.

  • 1º – Somente se já estiverem concluídas todas as competições em andamento coordenadas pela CBF, a pena de suspensão deverá ser cumprida na primeira partida da competição subsequente a ser iniciada.
  • 2º – O controle de penalidades impostas ao atleta para fins de cumprimento é de responsabilidade única e exclusiva dos clubes disputantes da competição.”

Deve-se relembrar que o STJD e a CBF defendiam, em 2013, a tese de que a suspensão automática ao final das competições havia sido extinta pelo Novo Código Disciplinar da FIFA. Por esse motivo, disseram, no caso André Santos, que não havia suspensão automática a ser cumprida no Brasileiro 2013 (jogo Flamengo x Vitória), mas somente o cumprimento da punição disciplinar aplicada pelo STJD no jogo Flamengo X Cruzeiro.

O STJD defendia sua tese com base no disposto no art. 68 do RGC/2013:

“Quando ao final de uma competição uma penalidade de suspensão por partida aplicada pelo STJD à atleta restar pendente, tal pena deverá ser cumprida obrigatoriamente em competição subsequente, de qualquer natureza, mas necessariamente dentre as competições coordenadas pela CBF”.

O Tribunal da CBF entendia que pena disciplinar de expulsão de último jogo da Copa do Brasil devia ser cumprida, após o julgamento no STJD, no Campeonato Brasileiro do mesmo ano e não na Copa do Brasil do ano seguinte.

Essa interpretação do STJD era equivocada já no ano de 2013. Primeiro, porque a norma da FIFA que gerou essa interpretação jamais extinguiu a suspensão automática de uma competição para outra. Houve uma tradução errada. Isso acontece em vários países da Europa. Também porque a interpretação mais correta do termo subsequente seria a competição a se iniciar e não a competição em andamento. Mas vou deixar isso de lado e analisar a alteração do regulamento de 2015.

Contudo, com as alterações no RGC 2015, principalmente pelo disposto no parágrafo 2º do artigo 52 do RGC acrescentado somente esse ano (§ 2.º Os impedimentos automáticos referidos no caput deste artigo e no artigo 51 deste RGC consideram–se extintos, se findada a competição, ou a participação do clube em uma competição de caráter eliminatório.), ficou expressamente disposta a extinção da suspensão automática ao final das competições.

Essa alteração veio a cumprir uma disposição do Código Disciplinar da FIFA que exigia a extinção da suspensão automática por norma interna expressamente, caso contrário continuaria existindo a suspensão automática. Esse foi um dos argumentos levados pelo Flamengo ao CAS.  Em 2013 não havia norma expressa extinguindo a automática.

No caso, o mais correto seria a primeira redação do art. 62 do RGC 2015, que determinava que suspensão disciplinar aplicada pelo STJD deveria ser cumprida na primeira competição da CBF a se iniciar.

A partir dessas alterações, surgem inúmeras perguntas sem resposta.

Por que a CBF não admite seu erro no caso André Santos? Por que no fim de 2014 a CBF alterou seu Regulamento?

Por que 15 dias depois voltou atrás e manteve a redação conveniente ao STJD? Será que houve alguma orientação do CAS ou da FIFA? E a decisão do CAS não saiu até agora, por que?

Observem que na primeira redação do dispositivo, a CBF reconhece expressamente que o argumento utilizado pelo Flamengo seria o mais correto e determina que a pena fixada pelo STJD seja aplicada na competição a ser iniciada.

Novos casos nos campeonatos desse ano serão julgados como?

Não há dúvida que o regulamento é feito com base na conveniência dos envolvidos. Imagine nos casos de atrasos salariais previstos na nova MP? Haverá tapetão em 2015?

*MANOEL ILA é pseudônimo de um assessor de Juiz de Direito que prefere não aparecer.

Tudo em Sima, o maior artilheiro nordestino

março 31, 2015

sima

Por JOSÉ RENATO SATIRO SANTIAGO

Dia 3 de fevereiro de 1966, a vitória do Piauí por 1 a 0 frente o Auto Esporte foi um marco para o futebol piauiense, algo inimaginável para aqueles poucos que presenciarem a partida.

O gol da vitória foi marcado por um rapaz de 17 anos, Sima, o primeiro da carreira daquele que acabou por se tornar o maior nome do futebol em seu estado.

Nascido no povoado de Matões, na pequena cidade de Miguel Alves, em 7 de março de 1948, Simão Teles Bacelar foi um dos maiores artilheiros da história do futebol brasileiro.

Ainda franzino foi cedido para disputar o campeonato intermunicipal pela cidade de Barras. Na verdade poucos acreditavam no potencial daquele atleta, que se tornou artilheiro desta competição, o que o fez voltar imediatamente ao clube para ser campeão estadual em 1967.

Já como titular foi artilheiro e campeão estadual em 1968 e 1969, jogando pelo Piauí Esporte Clube.

Sua habilidade e fama de goleador fez com que fosse levado para fazer testes no Sport Recife. Acabou não ficando.

De volta a sua casa, foi artilheiro do estadual de 1970 e ao marcar 42 gols na temporada se tornou o recordista de gols no estado, feito quebrado por ele próprio em 1977, quando balançou as redes em 44 oportunidades.

Após voltar a ser artilheiro do campeonato estadual em 1971, foi contratado pelo Bahia em 1972.

Teve bons momentos do Tricolor da Boa Terra, chegando até mesmo a marcar gol de título do turno frente o rival Vitória, no entanto, contusões acabaram por fazer com que voltasse ao Piauí em 1973.

Aquele ano foi marcante para fazer com que se tornasse conhecido nacionalmente, uma vez que pela primeira vez na história uma equipe de seu estado iria participar de uma edição do campeonato brasileiro, o Tiradentes.

Sima voltou a ser artilheiro e campeão estadual em 1974 e 1975.

Artilheiro e campeão foi contratado pela equipe mais popular do estado, o River Atlético Clube, em 1977, naquele que foi seu maior ano.

Foi campeão estadual, maior artilheiro brasileiro (considerando todas as competições) com 33 gols marcados e chegou a figurar por algumas rodadas como maior artilheiro do campeonato brasileiro.

Conquistou três títulos estaduais pelo River e é o maior artilheiro da história do clube com 185 gols.

Já considerado veterano, foi cedido por empréstimo, em várias ocasiões para equipes de outros estados nordestinos, até que em 1983 foi cedido ao Auto Esporte, para, novamente ser artilheiro e campeão estadual.

Sima era considerado o Pelé em seu estado, e a grande receita para qualquer clube que almejasse conquistas.

Em 1984 ainda voltaria ao seu time de origem, o Piauí, onde ganhou seu último título de campeão piauiense no ano seguinte.

Ao contrário do que costumava ser uma característica de muitos goleadores, sobretudo naqueles anos, Sima era muito habilidoso e disciplinado, uma prova disso é que jamais foi expulso de uma partida ao longo de 21 anos de carreira.

Foram 11 títulos estaduais, sendo 10 no Piauí, e 1 em Sergipe, jogando pelo Sergipe.

Foi, por 10 vezes, o maior artilheiro do campeonato estadual.

Uma carreira de muitos títulos e gols, ao todo 530, que fizeram dele o maior artilheiro nordestino do futebol brasileiro.

A equipe de Andres Sanches

março 30, 2015

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TIME DE PESO

Da VEJA

Por LAURO JARDIM

Andrés Sanchez contratou um time de peso para assessorá-lo na Câmara.

O secretário parlamentar Alex Gomes é réu pelo assassinato de dois torcedores da Mancha Alviverde. Gomes, o Minduim, foi acusado de ser coautor da morte de André Lezo e Guilherme Moreira, a pauladas e golpes com um ferro, em março de 2012.

Andrés diz repudiar o ataque e respeitar a ação judicial, mas defende a presunção de inocência de Minduim.

Já o assessor André Oliveira foi anotador do jogo do bicho no passado.

Confira os nomes (e valores) que Wagner Ribeiro não teve coragem de revelar no “esquema” de convocações da CBF

março 30, 2015

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“Claro que existe (esquema). Já teve até um presidente do Sport (Luciano Bivar) que admitiu ter pago para levar o Leomir (Leomar) ser chamado pelo Leão. Só não tenho como provar outros casos, mas rola sim. Também existe muito negócio na base, com gerente e treinador levando dinheiro para aprovar jogador”

Em entrevista ao jornal Diário de S.Paulo, o empresário Wagner Ribeiro, por razões comerciais, atestou, sem a coragem de citar nomes, que existe “esquema” para convocações de jogadores na Seleção Brasileira.

Não se tratou, porém, de um “desabafo” (como tentou deixar a entender) de um “indignado” com a corrupção, mas apenas um “recado” (no melhor estilo: posso contar o que sei) a quem estaria prejudicando seus ‘negócios” na CBF.

O blog conversou com três empresários, um deles, parceiro de Ribeiro, que revelaram os nomes, valores e procedimentos para convocação de jogadores à Seleção, além do fator motivador para a ‘ira” do intermediário.

Vamos aos fatos:

WAGNER RIBEIRO E OS PROBLEMAS COM O “NEGÓCIO” LUCAS

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O treinador principal da Seleção Brasileira, Dunga, enquanto no Internacional, teve problemas com a ingerência do empresário Franck Henouda, que manda e desmanda no Shahktar Donetsk, noutras equipes do Leste Europeu, além de ter boa entrada em equipes francesas.

Aliás, é através de uma publicação francesa, “La face cachée du foot business”, em português, “O lado negro do negócio futebol”, que o agente, também sócio de Fernando Carvalho, ex-presidente do Colorado Gaúcho, é tratado como vértice da Máfia de empresários na America Latina.

Porém, na Seleção Brasileira, os antigos desafetos, por intermediação de Gilmar Rinaldi, acertaram as diferenças.

Wagner Ribeiro acredita que as não convocações do jogador Lucas (semelhante a muitos atletas que vem sendo chamados por Dunga) se deve não apenas a critérios técnicos, mas a um desacordo comercial, quando do negócio com o PSG, que beneficiou financeiramente ao ex-jogador Leonardo, deixando de fora outros que esperavam pela sobra do comissionamento.

Henouda não perdoou a “rasteira” e Rinaldi, solidário, encontrou noutros “apadrinhados’ do agente, soluções para as convocações da Seleção.

Desta disputa surgiu a motivação para Wagner Ribeiro dizer o que disse no Diário de S.Paulo, sem porém ter a coragem, ou talvez aguardando outras resoluções, de expor os nomes que fazem parte do “esquema” de convocações que afirmou existir.

O fez, também, sabedor de que não há a menor chance doutro de seus pupilos, o principal, Neymar, ser atingido por retaliações do comando técnico da Seleção, todos dependentes do craque para conseguir os necessários resultados dentro das quatro linhas.

GILMAR RINALDI, GALLO E OS “LARANJAS”

evander

Recentemente, comprovamos as ligações entre Gilmar Rinaldi, o empresário Evandro Ferreira (que trabalha, entre outros, com Wagner Love) e o advogado Diego Souza, que, segundo intermediários do esporte, servem de “laranjas’ para ocultar a participação do dirigente da CBF em negociatas.

https://blogdopaulinho.wordpress.com/2014/10/09/gilmar-rinaldi-ou-rinaldo-utiliza-se-de-cpf-duvidoso-e-empresario-laranja-para-continuar-a-negociar-jogadores-na-cbf/

Não por acaso, o jogador Evander (foto), filho de Evandro, vem sendo convocado para a Seleção Sub-17 do Brasil, com o aval do treinador Gallo, que também facilita a operação.

Mas não é o único.

No último mês, os “advogados” teriam exigido R$ 50 mil a um agente de jogadores para convocar o jogador Felipe Saturnino, do Goiás.

“Ele é 50% seu e 50% do Goiás”, disseram, bem informados, no momento da cooptação.

Informações dão conta, também, que, em breve outro jogador ligado a Rinaldi, mas agenciado, oficialmente, por Evandro e Diego Souza, será convocado para a Seleção da CBF: trata-se de Kennedy, do Fluminense.

Pelo menos é o que ficou acertado entre os beneficiados, em recente conversa no restaurante Fratello, reduto conhecido de agentes de futebol.

Falta de organização em evento, além de omissão de socorro, geram condenação ao Corinthians

março 30, 2015

ronaldo gaviões

Em março de 2014, a Sra. Aparecida Antico ingressou com Ação Judicial contra o Corinthians pedindo reparações morais e materiais após ser destratada em evento realizado no clube.

Na última sexta-feira (27) a 16ª Vara Civil julgou o pleito procedente, condenando o Timão a arcar com R$ 15 mil em indenizações.

O despacho da juíza Cláudia Longobardi Campana diz que a vítima tinha em seu poder convite para festa que indicava como localização “Ginásio Coberto”, mas, em desconformidade com o propagandeado, os frequentadores eram obrigados a dirigir-se a local descoberto quando da necessidade de utilização dos sanitários.

Foi assim que a Sra. Antico escorregou (na área sem cobertura) e quebrou o colo do úmero direito, além de deslocar o ombro, com o agravante do clube ter se negado a atendê-la, de pronto, e a pagar as despesas médicas e hospitalares.

Histórico: treino no Estádio do Morumbi, no início das obras, em 1955

março 30, 2015

treino morumbi 1955

(Foto: João Ribeiro)

Contrato com a WTorre obrigará associado do Palmeiras a pagar R$ 20 milhões para finalizar prédio administrativo

março 30, 2015

porco dinheiro

Associados do Palmeiras tem demonstrado indignação, nas últimas semanas, após constatação, prevista em contrato, de que o clube terá que arcar, no mínimo, com R$ 20 milhões para finalizar o prédio administrativo (entre acabamentos e reaparelhamento).

O contrato assinado por dirigentes de gestões anteriores isenta a WTorre da cobrança.

Há quem peça abertura de procedimento interno de investigação, com consequente punição, para quem, por incompetência ou conivência, aceitou a situação.

Vale lembrar que na referida conta entra também os móveis, eletrônicos e demais utensílios que, com o tempo, deterioraram-se por má conservação ou simplesmente “sumiram”, como caríssimos aparelhos de televisão.

Desabafo de um jogador de futebol derrotado pela Máfia dos Empresários

março 30, 2015

A verdade sobre a negociação de prêmios aos jogadores do Palmeiras

Por SAMUEL MAURÍCIO

Boa Noite, primeiramente, agradeço por sua atenção e coragem de expor meu depoimento e desabafo.

Amigo… tenho 20 anos e por durante 6 anos, tive o grande sonho, que é ser um grande jogador de futebol.

Fui obrigado, devido as circunstâncias, desistir desse sonho.

Joguei no Estação do Ceará, no Sport Club do Recife e por falta de alojamento, tive que sair do clube.

Em Março de 2013, fui fazer um teste no Fluminense Football Club, no qual pedi a avaliação ao responsável pelo setor na época.

De primeira, eles negaram a avaliação pra mim, pois eu não tinha nenhum “padrinho” e ninguém para me apoiar.

Após minha imensa insistência, consegui essa avaliação.

Na chegada ao clube, logo o cidadão disse que não deveria ter trazido muita coisa, pois eu não passaria tanto tempo.

Cheguei na manhã de uma segunda e comecei as avaliações na terça de manhã.

Treinei por meia hora e o treinador, Prof. Marcelo Veiga, me colocou no time de cima e, segundo ele, iria pedir minha aprovação no clube, mas perguntou quem me trouxe.

Por motivos éticos e diferentes daqueles que fizeram comigo, um responsável de renome nas categorias de base do clube, disse o seguinte pra mim: “não posso ficar com você, pois eu não estarei agradando a ninguém… você encheu o saco pra está aqui”.

Tentei por muito, contato com os fortíssimos empresários: Giuliano Bertolucci, Carlos Leite,  Eduardo Uram, Léo Rabello, Reinaldo Pitta… lembrando que só pedi a ajuda deles, pois estava eu jogando muito, Paulinho… pois caso contrário, eu seria o primeiro a pedir pra ir embora, mas… nenhum quis abrir a porta pra mim.

Fui embora pedindo dinheiro na rodoviária pra ir embora, do Rio de Janeiro, até Fortaleza.

Venho através dessa mensagem, falar a todas as crianças: que estudem… futebol é uma grande mentira…. o mercado mais mentiroso e enganador do mundo… você jamais é medido por seu talento… o jogador é medido pela força de seu empresário.

E outra… a maior prova da falência do nosso futebol, que cada vez mais tem um nível maior, é o modo de seleção de jogadores.

Critérios somente, de amizade e desculpe a palavra… safadezas e conluio com empresários.

É esse recado, que tento passar a todas as crianças… não se iludam com: Neymar, Ronaldo, Kaká… eles são produzidos por empresários, assessores… somente!!!

Melhores do que eles, existem milhares…

Acabou-se a festa do Carf

março 30, 2015

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Da FOLHA

Por ELIO GASPARI

Junto com a blitz da Polícia Federal em cima da quadrilha que operava no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o Carf, vem uma boa notícia: ao contrário do que sucedeu na Lava Jato, na qual a Petrobras e as empreiteiras relutavam em colaborar com a investigação, desta vez há centenas de auditores da Receita querendo contar o que sabem, o que provam e o que denunciam há anos.

Através dos tempos e com outros nomes, o Carf é uma espécie de instância especial para grandes vítimas da Receita. Um lambari apanhado na malha fina acha melhor pagar do que discutir. Uma grande empresa recorre e acaba no Carf. Lá, seu recurso é julgado por turmas presididas por servidores da Fazenda e compostas por três outros servidores, mais três representantes do sindicalismo patronal. Nenhum outro país digno de menção tem um sistema semelhante.

No Carf tramitam 105 mil processos com R$ 520 bilhões em autuações contestadas. A porca torce o rabo quando auditores viram consultores e ligam-se a escritórios de advocacia que militam junto ao Conselho. A PF já achou 70 processos com desfechos suspeitos. Nove extinguiram cobranças que iam a R$ 6 bilhões. Se procurarem direito acharão cinco cobranças que valiam R$ 10 bilhões e viraram pó. Na casa de um conselheiro acharam R$ 800 mil em dinheiro vivo. (Há alguns anos, na casa de um auditor da Receita, acharam uma máquina de contar dinheiro.)

O Carf tem uma caixa preta. É impossível obter dele algumas estatísticas simples: quantos recursos são apreciados? Quantos são acolhidos e quantos são rejeitados? Quantos são os recursos aceitos nas faixas de até R$ 10 milhões, R$ 100 milhões e acima de R$ 1 bilhão? Diversas tentativas, até mesmo em pedidos de informações de parlamentares, bateram num muro de silêncio. Quais foram os cinco maiores recursos negados? E os concedidos? Tudo isso pode ser feito sem revelar o nome dos contribuintes. O Ministério da Fazenda informou que “se forem constatados vícios nas decisões” do Conselho “elas serão revistas nos termos da lei”. Seria possível o contrário?

Os contubérnios vêm de longe. Durante o mandarinato do doutor Guido Mantega eles foram combatidos e gente séria estima que se a taxa de malandragens era de 70%, hoje estaria em 30%. Ainda assim, a operação da PF poderá transformar a Lava Jato num trocado. O prejuízo da Viúva pode chegar a algo como R$ 19 bilhões. Enquanto as petrorroubalheiras envolviam obras, essas são exemplos de pura corrupção, com o dinheiro indo do sonegador para o larápio, e mais nada. Uma autuação de R$ 100 milhões era quitada por fora ao preço de R$ 10 milhões.

Nesse tipo de malfeito não há partidos políticos, nem doações de campanha, legais ou ilegais. Só há bolsos. Empresas de consultoria e escritórios de advocacia que julgavam ter descoberto o caminho das pedras precisam procurar bons defensores.

 

Diretor Financeiro dá as cartas no Parque São Jorge. Até quando ?

março 29, 2015

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Sem experiência administrativa relevante, com vices-presidentes beirando a mediocridade, o presidente do Corinthians, Roberto “da Nova” Andrade, tem obedecido, literalmente, às ordens do diretor financeiro Emerson Piovesan (foto), ligado à oposição alvinegra.

E não tem alternativa.

O acordo para trazer o oposicionista para a gestão compreende a obrigatoriedade de acatar suas indicações financeiras, apesar de, na prática, estar ultrapassando essas fronteiras.

Piovesan tem vetado até contratações de jogadores (situação que tem ocasionado constrangimentos com o departamento de futebol), em postura diferente do antecessor, Raul Corrêa da Silva, que assinava tudo (inclusive crimes fiscais) sem reclamar, no intuito de manter o status de dirigente alvinegro.

Há quem diga, porém, que o “aperto de cinto”, exigido pelo financeiro, em breve será gerador de conflitos nos departamentos de “pequenas corrupções”, em que boa parte dos que trabalharam na última campanha presidencial foram alocados.

“Se o time ganhar a Libertadores, a mosquinha do poder vai subir a cabeça… começará a aceitar as coisas, vai entrar no esquema”, insinua um conselheiro do Corinthians.

A opinião de importante membro da oposição alvinegra é bem diferente:

“Se não fizerem o que o Piovesan mandar (financeiramente) ele larga o cargo. Tem compromisso com o Corinthians, não com o grupo que detém o poder”, garante.

Talvez, mais do que acertar as finanças do clube, os desafios de Piovesan seja exatamente estes:

– manter a idoneidade numa diretoria comprovadamente complicada, em que Presidente e Vice foram indiciados, recentemente, por crimes fiscais cometidos dentro do Parque São Jorge, sem contar os delitos das vidas particulares, dignos de serem expostos no programa do Datena;

– continuar, depois de estancar a sangria do caixa alvinegro, a ter seus desejos respeitados, não sendo descartado, ou destratado, por dificultar anseios de quem precisa do clube para sobreviver.


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