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Prisão por sonegação de presidente de clube precisa ultrapassar as fronteiras de Marília

Na última terça-feira, o ex-presidente do Marília, Hely Biscaro, foi preso pela Polícia Federal, após ratificação, pelo TJ-SP, de sua condenação a quatro anos e oito meses, em regime semi-aberto, pela prática dos crimes de sonegação de contribuições previdenciárias e apropriação indébita, cometidos no exercício de sua gestão no clube, entre junho de 1995 e abril de 2000.

Não se trata, porém, do único cartola a cometer este crime, em circunstâncias idênticas, no Brasil.

Recentemente, no caso mais famoso, quatro dirigentes do Corinthians foram indiciados, em três oportunidades, no STF, por crimes fiscais diversos, mas foram “agraciados”, posteriormente, com acordo firmado pelo próprio clube lesado, que garantiu o pagamento não apenas das dívidas, mas também das multas, em troca da não condenação dos referidos.

Foram eles: Andres Sanches, Roberto “da Nova” Andrade, André Negão e Raul Corrêa da Silva.

O que se espera, daqui por diante, é a igualdade de tratamento para todos os cartolas, de equipes grandes, médias ou pequenas, diferentemente do que o observado no momento, em que, apesar da justa, a prisão do dirigente do Marília é a das poucas punições realmente levadas à cabo diante dum imenso submundo capitaneado por golpistas semelhantes.

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Corinthians faz acordo com Fernando Garcia em dívidas que aproximam-se de R$ 10 milhões

Andres Sanches, Fernando Garcia e Paulo Garcia

Recentemente, o Blog do Paulinho divulgou diversas ações judiciais de cobrança propostas contra o Corinthians, quase simultaneamente, por empresas e clubes prepostos do agente de jogadores Fernando Garcia, irmão de Paulo Garcia, dono da Kalunga, este que ontem, em entrevista ao UOL, escancarou batalhar pelo apoio de Roberto Andrade, atual presidente do clube, à presidência alvinegra.

SEV/Hortolância, Penapolense, B2F, ART SPORTS, etc.

Juntas, as somas requeridas aproximam-se de R$ 10 milhões.

Levando-se em consideração que a antiga dívida do Corinthians com Garcia era divulgada como R$ 6 milhões, tratados como empréstimos “pelo bem do clube”, e que teriam sido quitadas em negociatas diversas, entre as quais a venda de Petros, é lícito supor que existe sujeira não revelada embaixo do tapete, alicerçando o que é “desconhecido” em favor dos “conhecidos” habituais.

Voltando às ações, em tempo recorde, antes das primeiras audiências, o Corinthians fez acordo com Garcia e seus “cítricos”, que desistiu, oficialmente, dos processos, mas fez constar (protocolou), como garantia, este condicionante (do cumprimento das obrigações), sob pena de retomá-los.

Em resumo, o clube cederá percentuais de jogadores, além de quitar determinado montante, parceladamente.

Observando toda a operação, desde a propositura quase orquestrada das ações, sempre com credores diferentes, todos ligados, porém, aos “Garcias”, além do pedido, no processo, de penhora da renda de jogos do alvinegro, não fica a impressão de que o acerto já estava apalavrado e que a parte judicial serviria apenas para justificá-lo ?

Justiça bloqueia R$ 2 milhões da conta do Corinthians por dívidas com a Prefeitura

Em 28 de abril de 2016, a Prefeitura de São Paulo ingressou com ação de cobrança contra o Corinthians, por conta de impostos e multas diversas, na Vara de Execuções Fiscais Municipais.

O Certificado de Dívida Ativa, nº 24340028, datado de 20 de janeiro de 2014, era de R$ 1.221.315,20.

Em vez de pagar, o clube foi empurrando com a barriga, até a evidente condenação.

A dívida atualizada, na data de propositura do processo, já era de R$ 1.866.402,89.

Na execução, o Corinthians, acreditando ser mais esperto do que a esperteza, ofereceu em penhora desde o Parque São Jorge, até veículos e demais bens comprometidos, todos, com credores doutros procedimentos.

A Justiça negou e mandou bloquear o montante, quase R$ 2 milhões (corrigidos) das contas alvinegras, que já foram autorizados, desde a última sexta-feira (23) a serem transferidos aos cofres públicos.

O exemplo de Montillo

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Em emocionante entrevista coletiva, na sede do Botafogo/RJ, o argentino Montillo, de apenas 33 anos, deu por encerrada sua carreira de jogador de futebol.

Antes, havia, a seu pedido, encerrado contrato com o clube, abrindo mão de receber expressiva quantia em dinheiro.

Montillo alegou que seu corpo, devido a contusões diversas, não aguenta mais a prática de esporte de alto rendimento.

A atitude, exemplar, contrasta com a regra geral, que é a de ex-jogadores em atividade enganarem em diversos clubes, mesmo sabedores de falta de condição física para exercer a profissão.

Ministro do Esporte assistirá Torneio de Wimbledon bancado pelo dinheiro público

O Ministro do Esporte, Leonardo Picciani (PMDB), acaba de ser autorizado pela Câmara dos Deputados à realizar “visitas técnicas” às instalações em que são realizados os famosos torneios de tênis de Wimbledon, na Inglaterra.

As datas: entre 09 e 16 de julho.

Coincidentemente, o próximo torneio ocorrerá entre 03 e 16 de julho.

Não tem “lava-jato” que dê jeito na ousadia dessa gente.

Juventus: o último reduto do futebol-raiz

TRABALHO DE ALUNOS DO 1º ANO DE JORNALISMO DA FACULDADE CÁSPER LÍBERO

Por BRUNO MILIOZI, GUILHERME MIRRA, LUCA PORTELLA e VICTOR BONI

PROFESSOR: CELSO UNZELTE

Arquibancadas de concreto, bandeiras, fumaça, torcedores na grade e a famosa cerveja depois do jogo. Assim era uma típica partida de futebol até a década de 90, mas não é o que vemos recentemente.

O futebol brasileiro cada vez mais se parece com o europeu. Não quanto aos valores milionários em transações. Nem quanto às grandes estrelas em campo. Mas, sim, em relação a como o evento vem sendo organizado. O jogo deixou de ser algo para o povo em geral e passou a ser destinado apenas àqueles que conseguem pagar o ingresso das grandes arenas, cada vez mais comuns no território nacional por conta da Copa do Mundo recentemente sediada pelo Brasil, em 2014. Passou a ser feito para aqueles que querem o luxo de camarotes e cadeiras acolchoadas, excluindo o torcedor que valoriza a experiência futebolística pelo que acontece dentro do campo, não fora dele.

Um exemplo de resistência a essa transformação do esporte é o Juventus da Mooca, clube tradicional de São Paulo. Sem ter grandes craques, estrutura de primeira e sem disputar grandes campeonatos, o Moleque Travesso, como é carinhosamente chamado, pode proporcionar aos torcedores uma experiência que antes era comum, mas agora é rara: uma típica partida de futebol ao estilo antigo.

Um jogo na Rua Javari é uma possibilidade de retorno à época de ouro do futebol brasileiro, em que os jogadores dominavam o gramado e torcedores dominavam as arquibancadas com lindas festas, apoiando as equipes durante os 90 minutos. Eram comuns públicos de 80, 90, 100 mil pessoas. Bandeirões cobriam a arquibancada inteira e havia tanta fumaça que quase não dava para ver o campo direito.

É claro que a estrutura do Estádio Conde Rodolfo Crespi não pode reproduzir com perfeição tal experiência, mas traz uma gostosa nostalgia. Com a arquibancada e o campo separados apenas por uma grade, é possível até falar com os ídolos no gramado, gritar por eles como se gritasse a um amigo na “pelada” de domingo. Com poucos lugares, a torcida se une em uma só, sem se sentar durante um minuto sequer, já que, como antes, é o concreto que forma as arquibancadas, sem cadeiras. Ao final da partida, diversos bares simples, porém charmosos, estão disponíveis para o torcedor se sentar com os amigos, beber uma cerveja e discutir sobre futebol, assim como era antigamente. Tudo isso por no máximo 40 reais. Preço do povo, preço do futebol.

No estádio do Juventus da Mooca não há espaço para as novas regras que acabam com a essência do futebol brasileiro. Em dia de clássico, as duas torcidas se fazem presentes. Gol do time da casa? Comemoração com a torcida, assim como tem que ser. NE no final, mais uma celebração do que deve ser este esporte: mais que um entretenimento, um estilo de vida. De todos e para todos.

Vida longa ao futebol! Vida longa ao Juventus da Mooca!

93 anos de tradição na Mooca!

Em 2017, o Juventus completa seus 93 anos. Por isso, o bairro da Mooca entrou em festa e o clube realizou um jogo comemorativo para a celebração da torcida juventina.

Dos operários do cotonifício…

A história da indústria de Rodolfo Crespi e a fundação do Clube Atlético Juventus

Da Mooca para o Brasil! Taça de Prata de 1983

A história da maior conquista do Moleque Travesso: a taça de prata de 1983!

O clássico das colônias persiste!

Onde as origens italianas e portuguesas entram nas quatro linhas.

A batalha entre os juventinos e os lusitanos não deixou de existir. Na série A2 do campeonato paulista de 2017, as duas camisas se encontraram para revigorar a histórica rivalidade que envolve este confronto.

Juventus é Mooca!

A família branca e grená

Quem mora por lá já adianta: “Orra meu, eu sou da Mooca”. Aqui, um pouco do orgulho que envolve as famílias e as tradições do bairro que abraça o Juventus.

O dia em que Salgueiro chorou: sobre o assalto que deu título ao Sport de Luxemburgo

Por ROBERTO VIEIRA

Salgueiro estava em festa.

Seria campeão estadual.

O primeiro campeão estadual do interior de Pernambuco.

Uma final adiada muitas vezes.

Até que seu principal jogador já não pudesse jogar.

Uma final à noite.

Pois o sol da tarde era doping.

Uma final sem buzinas.

Pois a Justiça proibiu o barulho.

Mas Salgueiro estava em festa.

Até que as velhas feitiçarias do futebol estadual surgiram.

Bolas que saíram sem sair.

Gol anulado no vídeo.

Título pra os de sempre.

Salgueiro não sabia.

O que Caruaru, Limoeiro e Vitória já sabiam.

Taça é privilégio da capital.

E com dignidade imprevista.

Clebel Cordeiro, antigo presidente do clube.

Homem responsável pelo milagre de trazer gol pro sertão.

Clebel que é o atual prefeito de Salgueiro.

Clebel anunciou seu adeus do futebol.

Dignamente.

Tudo nesse dia de chuva pernambucana.

Tudo no dia em que Salgueiro chorou.

Ameaça do “bode expiatório” volta a rondar bastidores da Rede Globo

(publicado, originalmente, em 30 de maio de 2015, quando a Rede Globo enfrentava dilema sobre demitir ou não o executivo Marcelo Campos Pinto, que antes apenas ameaçava, mas agora, com avanço das investigações, poderá, se preso, delatá-la)


Caso FBI-FIFA: Rede Globo quer demitir Marcelo Campos Pinto. Executivo ameaça contar o que sabe

A investigação do FBI americano sobre pagamento de propinas nos negócios envolvendo compra de direito televisivos dos principais torneios de futebol do Planeta gerou uma crise interna na Rede Globo que estourou, ontem, em reunião de diretores da emissora com o executivo Marcelo Campos Pinto.

O clima foi tenso.

Responsável pela ligação da Globo com o mundo da cartolagem (CBF, Federações e clubes), Pinto foi pressionado a pedir demissão, mas o dirigente retrucou, ameaçando “botar a boca no trombone”.

É grande o temor que os detidos, em delação premiada, possam, de alguma maneira, comprometer a emissora.

Demitir Campos Pinto seria a maneira de expor publicamente que a Globo teria sido vítima de negócios realizados pelo executivo à margem do conhecimento dos diretores.

Mas como explicar a origem dos pagamentos mensais (que, evidentemente, não sairam dos bolsos do funcionário), milionários, aos dirigentes ?

Se para o público a solução imaginada é colocar a culpa no “bode expiatório”, internamente, o executivo, já com poderes diminuídos, é acusado de jogar para os dois lados, por vezes, em benefício maior da cartolagem.

A maior rede de televisão do pais vive um drama que nem mesmo seus melhores roteiristas de novelas poderiam imaginar.

Corinthians abre mão de receber R$ 4,5 milhões por Petros para ajudar Fernando Garcia

Leco e Roberto “da Nova” Andrade

Em 2015, o Corinthians negociou 50% do jogador Petros ao Betis, da Espanha, por R$ 5,2 milhões, após pressão do empresário Fernando Garcia, irmão do conselheiro alvinegro Paulo Garcia, dono da Kalunga.

Permaneceu com 50%, que deveriam remunerá-lo em transação futura.

Porém, dos R$ 5,2 milhões pela metade do atleta, o Betis transferiu apenas R$ 2,1 milhões ao clube, destinando R$ 3,1 milhões ao Penapolense, “barriga de aluguel” dos referidos agentes de jogadores.

A explicação era a de que o Corinthians devia R$ 6 milhões em empréstimos ao empresário.

Por conta disso, além de pagar o montante descrito, dos outros 50% restantes, o Timão cedeu mais 25%, tomando como base o valor da venda, mais R$ 2,6 milhões.

Ou seja, se 100% perfaziam R$ 10,4 milhões, destes valores, R$ 8,3 milhões remuneraram (entre dinheiro e direitos econômicos) a família Garcia.

No balanço patrimonial alvinegro, de 2016, existe a comprovação dos valores pagos pelo Betis ao clube:

Ontem, o São Paulo Futebol Clube anunciou a contratação de 50% de Petros, junto ao Betis, por R$ 9 milhões, que somente poderia ser concretizada com anuência do Corinthians, que teria a oportunidade de negociar seus 25% (obrigatórios pelo acordo firmado com os espanhóis), equivalentes, neste negócio, a R$ 4,5 milhões.

Não aconteceu.

Em reunião, com a presença de dos presidentes do alvinegro e do Tricolor, Roberto Andrade e Leco, além do diretor de futebol do Timão, Flavio Adauto (indicado ao cargo por Paulo Garcia) e Fernando Garcia (dono dos outros 25%), o Corinthians, oficialmente, abriu mão de vender, de imediato, seu percentual, facilitando a vida não apenas do agente, mas também do adversário, a quem reforçou ainda para esta disputa de Brasileirão.

Ou seja, enquanto o Betis livrou-se de um problema que completou 28 anos há cerca de um mês, e que ocupava o banco de reservas da agremiação, portanto sem mercado futuro na Europa, os dirigentes do clube de Parque São Jorge, que, convenhamos, não tratam-se de inocentes, não quiseram negociar, nem que fosse para reduzir o valor (consequentemente o prejuízo), ainda mais levando-se em consideração a caótica situação das finanças alvinegras.

Para receber seus 25% o Corinthians precisará, desde já, torcer pelo sucesso do jogador na equipe rival.

Fernando Garcia, dono dos outros 25%, não abriu mão dos 10% sobre os R$ 9 milhões, e receberá, permanecendo com seu percentual, quase R$ 1 milhão.

Sobre o “épico” Palmeiras e Cruzeiro

Palmeiras e Cruzeiro empataram em três a três pela Copa do Brasil em partida com ares “épicos” por conta do clube mineiro, fora de casa, ter saído à frente com três a zero, quase tomando a virada no período final.

Em análise fria, concluímos:

  • é nítida a falta de regularidade de ambas as equipes, com boa parte dos gols oriundos de falhas inadmissíveis de setores defensivos, quando não fracos, mal cobertos pelo meio-campo.
  • Mano Menezes realiza trabalho medíocre; Cuca ainda tenta montar um time;
  • a vantagem de jogar numa Arena com a atmosfera da Palestra é nítida e foi responsável, certamente, diante de um adversário moralmente enfraquecido, por boa parte da recuperação palestrina;

Por fim. apesar de muitos terem relembrado, foi bom que o empate permaneceu no marcador, evitando comparações com o jogo, este sim inesquecível, em que Romário fez chover no antigo Parque Antártica, em virada do Vasco da Gama contra o Palmeiras, pela extinta Copa Mercosul de 2000.

Gabinete de Andres Sanches estaria desviando recursos públicos para abastecer deputado ligado ao PCC

Andres Sanches, André Negão e Luiz Moura

Em conversa com o Blog do Paulinho, funcionário parlamentar do deputado Andres Sanches (PT), que não será identificado, está preocupado com a movimentação do deputado Luiz Moura (PDT), indicado pelo MP-SP como facilitador de ações do PCC.

Disse a fonte:

“O Luiz Moura está mandando no escritório, virou uma zona… deputado do PDT utilizando verba pública para fazer campanha em gabinete de parlamentar do PT…”

É fato que Moura, Sanches e André Negão (oficialmente chefe de gabinete), semanalmente, saem às ruas em evidente campanha antecipada, burlando a legislação eleitoral.

Na última semana, ao menos dois funcionários do gabinete, André Negão (na Itália) e Mané da Carne (Colômbia) estiveram fora do país, por conta do Corinthians, sem abrirem mão do salário oriundo dos cofres públicos.

Demora, mas podres da cartolagem do futebol surgem às carradas

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

Porque o jornal alemão “Bild” teve acesso a trechos do relatório que a Fifa quis esconder sobre corrupção no futebol mundial a própria entidade resolveu disponibilizá-lo. Tardou, mas não falhou.

O relatório do ex-membro do FBI, Michel Garcia, contratado pela Fifa para fazê-lo, e que renunciou ao constatar que a transnacional do futebol, e da corrupção, não tomaria as providências devidas diante do que descobrira, mostra como o Qatar comprou votos para sediar a Copa do Mundo de 2022 tendo, entre outros, nosso incorrigível Ricardo Teixeira como protagonista.

Não há nada de novo sob o sol, o melhor veneno contra vermes.

Até o misterioso depósito, cerca de R$ 3 milhões à época, feito na conta de sua filha, então com 10 anos, aparece em letra de forma, como já havia aparecido aqui nesta Folha, em fevereiro de 2012.
Sim, mais de cinco anos atrás!

Nestas alturas do campeonato, o “relatório Garcia” ficou velho e apenas comprova o que inúmeros repórteres, aqui e pelo mundo afora, vêm publicando não é de hoje.
Não espanta que a Fifa tenha tentado escondê-lo.

Espanta, apenas, que as autoridades brasileiras permaneçam cegas, surdas e mudas diante de tudo que, há anos, se publica sobre Teixeira e suas estripulias.

Alguém dirá, com razão, que mais espantosa é a permanência de Michel Temer como presidente da República, mas, reconheçamos, o caso dele é recente.

Resta saber se é verdade mesmo que “não há lugar mais seguro que o Brasil, segundo Teixeira disse ao repórter Sérgio Rangel, ou se apenas estamos diante de um novo tiro no próprio pé do cartola –como os que ele deu quando entrevistado por Daniela Pinheiro, na revista “Piauí”, pouco antes de ter de renunciar à CBF e à Fifa.

Quem souber ganha o direito de conversar com Temer nos porões do Jaburu. Sem gravador.

PACAEMBU PREOCUPA

A Associação Viva Pacaembu está cada vez mais preocupada com o destino do estádio, construído com dinheiro público para prática de esportes, porque uma das empresas que busca se habilitar como concessionária é a Arena, que representaria a multinacional de entretenimento AEG.

A Arena é do arquiteto Carlos de La Corte, membro do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo no Brasil, de triste memória para os cofres públicos.

A ideia é transformar o estádio em local de shows, com hotel, shopping center, restaurantes e cinemas.

Segundo disse o representante da prefeitura,em audiência pública, não há previsão de por quantos anos será a concessão porque dependerá do dinheiro gasto para amortizar a alegada dívida atual do estádio.

Segundo a Viva Pacaembu, disposta a provar que o estádio não é deficitário, está em curso mais uma privatização disfarçada em que o interesse público é relegado ao último lugar, o que a prefeitura nega.

Lembremos que o estádio é patrimônio histórico da cidade e do Estado, tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). Mas o Maracanã também era e apesar disso acabou descaracterizado pelo Comitê Organizador da Copa de 2014.

O Pacaembu não pode virar elefante branco. Nem mamata

A fortuna de Aécio

Da FOLHA

Por BERNARDO MELLO FRANCO

O senador Aécio Neves não pode reclamar da sorte. Em março, ele foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista. Sua irmã foi presa por negociar a entrega do dinheiro. Seu primo foi preso por receber o pagamento. Ele continuou solto, graças à imunidade parlamentar.

Em 2014, o tucano prometeu combater a corrupção e recebeu 51 milhões de votos para presidente. Depois da divulgação dos áudios, ele pareceu condenado à morte política. Faltaria cumprir o rito fúnebre, com a perda do mandato e da liberdade.

Aécio sumiu do Senado, mas continuou a se mexer nos bastidores. Mesmo afastado do comando do PSDB, ele ajudou a articular a permanência do partido na base do governo Temer. Aos poucos, sua fidelidade começa a ser recompensada.

Na semana passada, o tucano colheu três boas notícias. O Supremo Tribunal Federal tirou sua irmã da cadeia. O ministro Gilmar Mendes foi sorteado para relatar um de seus inquéritos por suspeita de corrupção. Para fechar o pacote, o Conselho de Ética arquivou a representação que pedia a cassação de seu mandato.

“Indeferi por falta de provas”, declarou o presidente do conselho, João Alberto Souza. O peemedebista é conhecido por ajudar colegas em apuros e já salvou figuras como Jader Barbalho e Renan Calheiros.

Nesta semana, Aécio voltou a ganhar motivos para sorrir. Na terça, o ministro Alexandre de Moraes foi sorteado para relatar outro inquérito sobre ele. No caso, o tucano é suspeito de receber propina na construção da sede do governo de Minas, que custou mais de R$ 2 bilhões.

Até o início do ano, Moraes era filiado ao PSDB e recebia ordens do senador. Apesar disso, ministro não deu nenhum sinal de que vá se declarar suspeito para julgá-lo.

O dicionário “Houaiss” registra dois significados para o verbete “fortuna”: “boa sorte, felicidade, ventura” e “soma vultosa de dinheiro”. Como se vê, Aécio pode se considerar duplamente afortunado.

Os “diretores” do Corinthians na Colômbia

O site do Patriotas, da Colômbia, exibiu, com orgulho, comprovação fotográfica de encontro, em sua sede, de seus dirigentes com supostos “diretores” do Corinthians.

Pelo menos é o que pensavam, enganados que foram.

Em verdade, trajados com roupas folclóricas locais, estavam representando o Timão duas personalidades controversas dos bastidores alvinegros: Manoel Ramos Evangelista, o Mané da Carne, e o chefe de segurança do clube, o PM Coronel Dutra.

Ambos de má-fama no Parque São Jorge.

Os dois, homens de confiança do deputado federal Andres Sanches, que demonstra, com o escárnio, sua evidente influência não apenas nas categorias de base, em que manda e demanda através do notório contraventor Jaça, mas também no futebol profissional (sem contar o estádio de Itaquera).

Vale lembrar, Mané foi acusado de desviar jogadores da base do Corinthians, recentemente, e Dutra, que também cuida da segurança pessoal do parlamentar, é mais conhecido na corregedoria da PM do que o Papa no Vaticano.

Em tempo: Mané da Carne e André Negão são funcionários do gabinete de Andres Sanches, pagos com dinheiro público. Semana passada, Negão estava na Itália, ontem, Mané na Colômbia.

Milton Leite critica carreira de Milton Neves e “merchan” no jornalismo

“Tenho restrições pelo jeito com que ele (Milton Neves) encaminha a carreira. Não é como eu encaminhei a minha. Eu acho que publicidade e jornalismo são coisas que não se misturam. Agora, cada um faz o que acha que tem de fazer”

(MILTON LEITE, narrador da SPORTTV, sobre a carreira de Milton Neves, em entrevista ao UOL)

 

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