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Campanha de Andres Sanches à presidência do Corinthians enfrentará inéditas dificuldades

Diante da falta de opções com possibilidade de vencer o forte candidato oposicionista, Roque Citadini, que obteve 43% dos votos nas últimas eleições, o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, acena a seu grupo que, de fato, concorrerá ao pleito de 2018.

Porém, diferentemente doutros embates, em que sua chapa figurava com favoritismo absoluto, com a nova configuração dos concorrentes às vagas no Conselho Deliberativo, a movimentação política do clube é cercada de incertezas.

Sanches não terá para si o que proporcionou a seus sucessores, ou seja, um ex-presidente trabalhando, ostensivamente, para elegê-lo.

Roberto Andrade será obrigado, por conta do cargo, a explicitar apoio a Andres, sem, porém, que isso indique um passo a mais do que o procedimento protocolar, evidentemente magoado com as chantagens, entre as quais as que o mantiveram no cargo, que transformaram-no na Rainha do Parque São Jorge.

No caso de Mario Gobbi, nem isso.

O delegado, se pudesse, mandaria prender o deputado, tamanha a decepção com seus procedimentos.

Sobraram, para trabalhar pelos votos do parlamentar, além dos cabos eleitorais habituais, que formam a cúpula do baixo clero alvinegro (André Negão, Mané da Carne, Jaça, etc.), os remanescentes eleitos ao conselho na última votação pelo sistema de “chapão”, em que 200 encabrestados se viam obrigados a aliar-se a um candidato, única maneira, até então, de fazer parte da administração no alvinegro.

Hoje as coisas, nesse sentido, estão bem mudadas.

Boa parte dos membros do referido “chapão” – que não mais existe – debandou e criou-se noutras frentes políticas alvinegras, a maior parte de oposição.

Agora, com o advento da obrigatoriedade de formação de mini-chapas com vinte e cinco membros para concorrer ao Conselho, cada qual com seu procedimento (algumas atreladas a candidatos, outras com voto liberado), diminuiu o controle de um candidato situacionsita, no caso, Andres Sanches, sobre o destino eleitoral do Corinthians, ampliando o leque para outras opções, inclusive com chapas apoiadoras dos desejos de ex-presidentes e diretores que não mais comungam dos ideais dos atuais gestores.

Por fim, joga contra a candidatura do deputado outros problemas de difícil solução.

E nem se trata da Operação Lava-Jato, no qual foi delatado como recebedor de propina da Odebrecht, mas das promessas de fechar, “na semana que vem”, sempre no período eleitoral, os naming-rights do estádio, a venda de camarotes, as renegociações do empréstimo junto ao BNDES, entre outras fantasias que de tanto contadas não mais enganam eleitor algum.

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