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Archive for maio \31\UTC 2015

Rede Globo disse ter adquirido direitos das Copas 2018 e 2022, investigadas pelo FBI, sem citar intermediários

maio 31, 2015

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Em 28 de fevereiro de 2012, com ampla divulgação no Jornal Nacional, a Rede Globo emitiu comunicado afirmando ter comprado os direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2018 e 2022, para tv (aberta e fechada), internet e celulares.

Dá a entender tê-lo feito diretamente com a FIFA, e sequer cita a ação de intermediários.

Ambos os direitos de transmissão fazem parte das investigações, tanto do FBI quanto da Justiça Suiça, por suspeitas de pagamento de propinas.

Na mesma nota, a emissora diz que, assim como ocorreu com a Copa do Mundo no Brasil, repartirá os direitos com a Bandeirantes.

Seria uma maneira discreta de beneficiar J. Hawilla (detentor originário dos direitos junto a FIFA, parceiro histórico de negócios dos Saads), sem que rastros fossem deixados para trás ?

É razoável acreditar que sim.

Afinal, o maior lucro da BAND é exatamente a venda de publicidade para o jogos de futebol (que, generosamente, a Globo sempre dividiu com a emissora – inclusive a também investigada Copa do Brasil).

Além disso, duas declarações, inseridas na Nota Oficial da emissora, são absolutamente esclarecedoras.

A primeira, do Secretário Geral da FIFA, Jérôme Valcke:

“A força da Rede Globo com sua penetração no vasto território do Brasil garante que o torneio seja acompanhado pelo maior número de pessoas possível e foi um fator determinante PARA A NOSSA DECISÃO DE RENOVAR O NOSSO ACORDO.”

Depois, Roberto Irineu Marinho, presidente das Organizações Globo, rasgando elogios a FIFA:

“Por mais de 40 anos, FIFA e REDE GLOBO desenvolvem uma bem sucedida parceria com significantes resultados para ambos. Durante esses anos, a FIFA conseguiu fazer do futebol um esporte com enorme audiência por todo o mundo e a GLOBO se orgulha de ter contribuído para isso. O mais importante para a Globo é permitir que nossos telespectadores se sintam parte do evento como se eles estivessem no estádio. Por essa razão, estamos orgulhosos com a continuidade dessa parceria.”

Por fim, o comunicado da emissora destaca que a FIFA elogia, também em Nota Oficial, “o comprometimento (da Globo) sem precedentes na organização e promoção da 2014 FIFA World Cup Brazil.”

globo copas

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Má-fé ou má-informação ? Imprensa erra ao dizer que Andres Sanches se beneficia com a CPI da CBF

maio 31, 2015

churrasqueiro taxinha

“O grande beneficiado com a prisão do José Maria Maria Marin e a instauração da CPI da CBF é o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, que terá caminho aberto para lutar pela presidência do órgão”.

A ideia acima, absolutamente equivocada, está sendo repassada como verdade, por diversos setores da imprensa, num esforço irmanado de retirar do atual deputado sua parcela de cooperação na sujeira que assola o futebol brasileiro.

Resta saber se por jornalistas mal-informados ou se por ato simples de má-fé contra o consumidor de notícias.

Nem é tão distante assim o período em que Andres Sanches serviu à cavalaria de Ricardo Teixeira na CBF, ocupando o cargo mais relevante no futebol, o de Diretor de Seleções, participando, ativamente, de operações (obscuras) e até conspirações.

Foi o ex-dirigente alvinegro que levou o treinador Mano Menezes ao comando da equipe nacional, e, todos sabem, iniciou-se uma sucessão de convocações de jogadores inimagináveis para o padrão brasileiro, quase todos oriundos do leste europeu (Ucrânia).

Sem contar a implosão do Clube dos 13, em clara ação de benefício à Rede Globo de Televisão, que, em condições de disputa natural encontrava grandes dificuldades para vencer a concorrência da Rede Record.

Teria sido uma ação gratuíta ?

Fato é que enquanto alguns setores da imprensa trabalham para distorcer e ocultar a verdadeira ação de Sanches junto à CBF de Ricardo Teixeira, o corinthiano sequer toca no assunto, temeroso, em verdade, do que está por vir.

Dependendo do que o FBI descobrir, sem constrangimento algum, apesar de desafeto, o alvinegro pode se tornar, durante a CPI, até advogado de defesa de Marco Polo Del Nero, em ação conjunta de empurrar todas as sujeiras para debaixo do tapete.

Promiscuidade

maio 31, 2015

charge marin del nero

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

A velhacaria que envolve o mundo do esporte tem incentivos cínicos de empresas e isso deve ser dito

A FIFA cometeu dois erros fatais ao negar as duas próximas Copas do Mundo ao ainda poderoso império americano e ao velho império inglês. Note que, desde então, jamais teve paz.

Primeiro caíram os velhos cardeais corruptos e agora os que os substituíram.

Não sejamos seletivos na indignação, porém.

Havelange, Teixeira, Hawilla, Leoz, Marin, o que menos importa é o nome do bicho.

Importa denunciar o mundo à parte que inventaram, no qual se vive nababescamente e depois corre-se o risco da desmoralização, da prisão e da humilhação. Vale a pena? Cada um sabe de si.

Lava-se dinheiro e joga-se bruto no esporte desde que o esporte virou o negócio que virou.

Certa de sua impunidade, a cartolagem da Fifa jamais deu bola aos que a investigavam.

Preferiu sempre negar-lhes credenciamentos, processá-los ou ignorá-los.

A polícia do mundo é a polícia do mundo e as três letrinhas do FBI golearam as quatro da Fifa. Porque, como sempre, alguém precisa botar um mínimo de ordem nesta zorra.

Zorra que gera a promiscuidade incapaz de separar jornalismo de propaganda ou de entretenimento.

Promiscuidade que atinge até o Poder Judiciário, que vira e mexe dá razão a tais figuras.

Ou permite que comunicadores e executivos frequentem os mesmos convescotes que tais cartolas e os protejam e homenageiem.

Dia desses mesmo, na festa da FPF, o número 1 da Globo Esporte, Marcelo Campos Pinto, se desmanchou em elogios ao “eterno presidente Marin” –e o homem já não tem mais nem o nome no edifício que mandou construir a toque de caixa, por R$ 70 milhões!

“2015 vai entrar para a história do futebol brasileiro como um grande ano, o ano em que José Maria Marin passou o bastão ao presidente Marco Polo Del Nero”, disse Campos Pinto. De fato!

Não satisfeito, acrescentou, emocionado, a Marin: “O senhor escreveu o seu nome na história do futebol brasileiro, tendo sucedido um outro grande presidente, que foi o Ricardo Teixeira”.

Nero foi saudado como “excelentíssimo senhor com o qual tenho o privilégio de conviver assiduamente há mais de 11 anos”.

Esta promiscuidade também precisa acabar porque não há autocrítica que dê conta quando o interesse do negócio suplanta a ética e os bons costumes.

O que vale para a GM, Visa, Ambev, Itaú etc.

Uma coisa é a polidez numa cerimônia pública, outra é a cumplicidade subserviente porque, enfim, tudo resulta no mesmo, em comissões, bônus ou corrupção.

Finalmente é preciso salientar que mais que novas CPIs da CBF, será fundamental aprovar a Medida Provisória do Futebol, esta sim com novos métodos de governança que podem mudar os hábitos que vigoram há décadas em nosso futebol.

Para que não sigamos ouvindo de um Hawilla o que eu já ouvi, há anos, de um Odebrecht: “Preferiria que fosse diferente. Mas o jogo é o jogo, não posso mudar o mundo”.

Todos podemos.

“Será que ele é meu patrão, e eu não sei ?”, diz Tostão, sobre J. Hawilla

maio 31, 2015

hawilla e teixeira

(Trecho da Coluna de TOSTÃO, na FOLHA)

Em 1999, quando trabalhava na TV, cheguei ao Paraguai, junto com os companheiros, para a cobertura da final da Copa América, entre Brasil e Uruguai.

O Brasil foi campeão, e Luxemburgo era o técnico.

Havia um enorme tumulto no hotel que hospedava o time brasileiro, dirigentes, empresários, imprensa e torcedores.

Não dava nem para chegar à recepção.

Apareceu J. Hawilla e disse que qualquer problema ele resolveria, com jeito de dono da competição, do hotel, do futebol e do mundo.

Por causa da globalização e da frequente associação de empresas, pensei, à época: “Será que ele é meu patrão, e eu não sei”?

É só o começo

maio 31, 2015

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Da FOLHA

Por MARILIZ PEREIRA JORGE

“Agora que a cavalaria ianque chegou e começou a prender, nossos nobres congressistas querem brincar de mocinho?”

Aposto um picolé de acerola que ninguém ficou surpreso com esse bafão envolvendo a Fifa e a CBF. Há duas semanas, escrevi que, sempre que lia uma notícia sobre a confederação brasileira, me lembrava de “Os Sopranos”, uma série da HBO sobre a máfia.

Teve gente que não gostou da minha “petulância”. Fui chamada de “jornalistazinha de araque”. Sou de araque mesmo no que se refere a futebol, mas corrupção, lavagem de dinheiro e toda sorte de trambicagem são velhos conhecidos de qualquer um que leia sobre o meio esportivo.

Imagine o que acontece se quem está metido na trambicagem é gente que controla todo o dinheiro e o poder do futebol mundial. A lama deve ser bem maior do que foi noticiado. Mas, ao contrário do que sempre acontece, ou seja, nada, dessa vez a coisa vai ficar bem preta para muita gente importante.

Em 15 anos, 13 inquéritos foram abertos contra a CBF e o ex-presidente Ricardo Teixeira, segundo informações do repórter Marco Antônio Martins, ontem, na Folha. Como eu disse: deram em nada. Algumas investigações foram arquivadas ou trancadas por determinação judicial, disse a Polícia Federal.

Isso me deixou mais curiosa para saber quem resolveu peitar os dinossauros da Fifa e protagonizar o que está sendo considerado o maior escândalo da história do futebol.

Ninguém menos do que a secretária de Justiça dos Estados Unidos, Loretta Lynch, que, para azar dos dirigentes da Fifa, assumiu o cargo há apenas um mês e já colocou em prática o seu discurso de posse. “Ninguém é grande demais para a cadeia. Ninguém está acima da lei.”

Não mesmo. Em sua primeira grande operação, a senhora Lynch só pegou peixe graúdo.

No dia em que as acusações e as prisões foram feitas, ela disse que as investigações abrangem ao menos duas gerações de dirigentes. O que, nas entrelinhas, para mim, está escrito: mais gente será presa.

E foi confirmado pela declaração da procuradora americana Kelly Currie: “Essas acusações não são o capítulo final de nossas investigações”. O recado é claro: é só o começo.

Aposto mais um picolé, dessa vez de chocolate, que ninguém ficou surpreso que o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, pegou o primeiro avião e se escafedeu da Suíça, deixando um José Maria Marin, no mínimo, sem apoio moral.

Pra não dizer outra coisa. Por exemplo, a essa hora, Del Nero deve ter pensado: salve-se quem puder.

Marin já é um senhorzinho e não fala inglês. Bandido, segundo o FBI, mas um senhorzinho. Senhorzinho que foi largado lá pelo seu sucessor, que, além de ser o representante atual de tudo o que a CBF faz, ainda é advogado criminalista.

Fazia sentido ele ficar lá.

Mas, depois das declarações da dupla Lynch e Currie e de as investigações do FBI o indicarem como co-conspirador, como informou a *Folha,* também faz todo sentido que Del Nero tenha feito o que fez. Refugiar-se em nosso Brasil varonil. Segundo ele, para dar “explicações às autoridades e à imprensa”.

Você acredita? Eu também não.

O mais engraçado é o Congresso vir agora com papo de CPI. Agora? Agora que a cavalaria ianque chegou e já começou a prender os bandidos, nossos nobres congressistas querem brincar de mocinho?

Confio muito mais em Loretta Lynch, que fez em seu primeiro mês de trabalho o que nossa polícia e nosso Congresso não fizeram em décadas. God bless America!

Caso FBI-FIFA: Rede Globo quer demitir Marcelo Campos Pinto. Executivo ameaça contar o que sabe

maio 30, 2015

campos, sanches e teixeira

A investigação do FBI americano sobre pagamento de propinas nos negócios envolvendo compra de direito televisivos dos principais torneios de futebol do Planeta gerou uma crise interna na Rede Globo que estourou, ontem, em reunião de diretores da emissora com o executivo Marcelo Campos Pinto.

O clima foi tenso.

Responsável pela ligação da Globo com o mundo da cartolagem (CBF, Federações e clubes), Pinto foi pressionado a pedir demissão, mas o dirigente retrucou, ameaçando “botar a boca no trombone”.

É grande o temor que os detidos, em delação premiada, possam, de alguma maneira, comprometer a emissora.

Demitir Campos Pinto seria a maneira de expor publicamente que a Globo teria sido vítima de negócios realizados pelo executivo à margem do conhecimento dos diretores.

Mas como explicar a origem dos pagamentos mensais (que, evidentemente, não sairam dos bolsos do funcionário), milionários, aos dirigentes ?

Se para o público a solução imaginada é colocar a culpa no “bode expiatório”, internamente, o executivo, já com poderes diminuídos, é acusado de jogar para os dois lados, por vezes, em benefício maior da cartolagem.

A maior rede de televisão do pais vive um drama que nem mesmo seus melhores roteiristas de novelas poderiam imaginar.

Corinthians: “a preocupação desses associados é com as verbas em seus Departamentos”

maio 30, 2015

torneira

NEM AÍ

Por ROQUE CITADINI

http://blogdocitadini.com.br/

Junto com as dores da desclassificação da Libertadores aparecem todo tipo de crítica e proposta para o Corinthians superar suas dificuldades.

Não há caminho fácil e sem dor. O clube sabia por onde iam as coisas mas acreditava que -numa medida mágica- tudo seria solucionado. Os gastos exagerados efetuados pelo Departamento de Futebol, nos últimos anos, com enxurrada de contratações, pagamentos de comissões e salários por todo lado debilitaram muito as finanças.

Esperando saídas milagrosas, o clube não se preparou para “perder” as rendas da bilheterias que viriam com o novo estádio. Além disso, foi disparado um número de obras sem fim no clube social, que ajudaram a aumentar as despesas.

A contratação de Wagner Love, às vésperas da eleição, e os gastos exagerados no Clube Social deram votos. Mas deram, também, os problemas atuais que terão que ser enfrentados de frente.

Mas, sejamos francos, mesmo com todas as encrencas do Futebol, um número de sócios (diria, pelo menos a metade) não está nem aí para os problemas que tanto angustiam os torcedores. A preocupação desses associados é com as verbas em seus Departamentos. Se preocupam em manter seus espaços. A maioria do pessoal da Bocha, Canindé, Tamboréu, Sauna, Tênis e outros tantos só vive o futebol quando seus diretores e assessores veem chegar a hora de ingressos para os jogos. No mais, para a maioria, lamentavelmente, o problema do Futebol é com a torcida e com um número menor de associados.

Nesta última eleição vi bem este quadro. A campanha dos meus adversários -ao final majoritária e vencedora- dizia que eu só pensava no futebol e queria “acabar” com o clube social. Esta lorota (reiteradamente repetida) é que dá tranquilidade para a Diretoria. O futebol é prioridade dos portões do Parque São Jorge para fora.

A preocupação só chega quando os problemas extrapolam os muros do Parque São Jorge e começa a faltar dinheiro para todo mundo. No mais, a coisa vai andando com a única política de não “mexer” nos Departamentos. Por isso, a maioria dos associados não dá bola quando o clube faz as piores coisas nas categorias de Base, como as “parcerias” com empresários.

Como já disse aqui há meses, há duas maneiras para um clube acertar suas finanças e ter um time competitivo no futebol.

A primeira é por decisão planejada, política e racional de que precisa gastar menos (no futebol e no clube social) e, como consequência, equilibrar o orçamento.

O segundo caminho é aquele que aparece quando acaba o dinheiro. Secam as torneiras e não se tem para onde ir. Esse não é o caminho ideal, mas é o que sobra para resolver os problemas. E é o que estamos vivendo.

CPI da CBF tem que apertar Carlos Miguel Aidar

maio 30, 2015

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Antes de ser presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar foi advogado da CBF, além de homem de extrema confiança de José Maria Marin, preso na Suiça, por corrupção, pelo FBI.

É evidente, deve saber de tudo.

Sua própria eleição no Tricolor foi apoiada, explicitamente (fala-se, até, financeiramente), pela Casa Bandida.

Marin e Aidar são amigos de longa data, frequentadores um da casa do outro, íntimos o suficiente para trocar as mais secretas confidências.

Sem contar que, também com Marco Polo Del Nero, o presidente Tricolor mantém proximidade, com os escritórios de advocacia de ambos trabalhando numa espécie de sociedade informal de troca de processos e clientes.

Por razões óbvias, a CPI do Futebol não pode deixar de escutá-lo, quiça, investigá-lo, envolvido que esteve não apenas com a CBF, mas também em negócios com a cúpula da MSI.

Fotos esclarecedoras: oposição do Corinthians quer distância de Paulo Garcia

maio 30, 2015

churumelas 2015 a

churumelas 2015 b

Globo segue realizando defesa prévia no caso das investigações do FBI sobre propinas em direitos de transmissão

maio 30, 2015

Submissos, clubes abrem mão de concorrência para renovar com a Rede Globo

GLOBO REITERA QUE NÃO HÁ SUSPEITAS SOBRE EMPRESAS DE MÍDIA

Da FOLHA

Por NELSON DE SÁ

“A relação com Hawilla é mais extensa, não só pela aquisição dos direitos de transmissão e pela TV TEM”

A Rede Globo vem registrando alguns pontos em que a investigação do escândalo da Fifa poderá se refletir na própria emissora.

No “Jornal da Globo” desta quarta (29), anota que “não pesam acusações ou suspeitas sobre as empresas de mídia de todo o mundo que compraram desses intermediários os direitos de transmissão”, caso da Globo.

Ou, já em versão enxuta no “Bom Dia Brasil” e “Hoje” de quinta, “sobre essas empresas de mídia não pesam acusações ou suspeitas”.

Em breve editorial lido por William Bonner no “Jornal Nacional” de quarta, citou-se a si mesma: “A TV Globo, que compra os direitos de muitas dessas competições, só tem a desejar que as investigações cheguem a bom termo e que o ambiente de negócios do futebol seja honesto”.

E completou: “Isso só vai trazer benefícios ao público, que é apaixonado por esse esporte, e às emissoras do mundo todo que, como a Globo, fazem esforço enorme para satisfazer essa paixão”.

A emissora também citou a si mesma ao tratar de José Hawilla, pivô do escândalo: “Hawilla também é acionista da TV TEM, uma das afiliadas da TV Globo”.

A relação com Hawilla é mais extensa, não só pela aquisição dos direitos de transmissão e pela TV TEM, mas em outros negócios.

A TV TEM é a maior rede de afiliadas da Globo no interior paulista, em extensão, com base em cidades como São José do Rio Preto e Sorocaba e canais adquiridos junto à própria Globo, 12 anos atrás.

Tem um faturamento anual de cerca de US$ 300 milhões, segundo estimativas de mercado, aproximando-se de redes nacionais como a Band.

Como Hawilla declarou, a Globo foi sua sócia da TV TEM, com 10% do negócio, ao menos nos primeiros anos.

Entre outros negócios, o vínculo da Globo com Hawilla se estende à própria programação nacional da rede.

A produtora TV 7, que é parte da Traffic do empresário, realiza entre outros programas o “Auto Esporte” e o “Pequenas Empresas, Grandes Negócios”.

Se tiver coragem, UEFA pode acabar com a FIFA

maio 30, 2015

platini

Ante-ontem, após discussão com Joseph Blatter, o francês Michel Platini insinuou que a UEFA, em caso de reeleição na FIFA, poderia romper com a entidade.

A ameaça (mais Blatter por quatro anos) se confirmou, horas depois, com o apoio em peso de sul-americanos e africanos.

O mundo do futebol espera, agora, pronunciamento e atitudes oficiais dos europeus.

Se a UEFA agir com coragem – nunca houve momento mais propício – maioria que é nos principais torneios mundiais (inclusive na Copa), arrastará consigo até os covardes que se posicionaram em favor da bandidagem no comando do futebol.

Sem contar a evidente adesão americana, com seus dólares generosos e excelência comprovada na realização de mega-torneios.

Enfraquecida, em moral e recursos, a FIFA tende a sucumbir, propiciando a criação de um novo comando para o esporte mais popular do Planeta.

Coluna do Fiori

maio 30, 2015

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

Assumo os meus erros, não por ter orgulho de errar, mas por ter vergonha de ser hipócrita.

Isaac Marinho

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PQP! Que Alegria

Departamento de Justiça dos EUA confirma a prisão de José Maria Marin

1

Rememorando

Em uma longínqua tarde/noite de uma terça ou sexta feira, tendo a meu lado o falecido Doutor Silvio Saraiva, ex-superintendente da Federação Paulista de Futebol, quando o agora presidiário José Maria Marin se aproximou, olhei firme pra ele, dizendo: Tu és um grande 171

Investigação

Houvesse séria e independente investigação referente administrações na FPF: dos anos 1988/2003 – falecido Eduardo José Farah, – de 2003/2015 Marco Pólo Del Nero – de 14 de Abril de 2015 pra frente – Reinaldo Carneiro Bastos; certamente cabeças rolariam a solta.

Ressaltando

A averiguação referente a Reinaldo Carneiro Bastos deve ter inicio desde sua ascensão ao cargo de diretor de futebol do Esporte Clube Taubaté, ocorrida no inicio 1980/84. Durante o ano 1984 até 1988, Reinaldo Carneiro Bastos exerceu o mandato de presidente.

Diretor da FPF

Salvo engano, durante o ano 1987, Reinaldo Carneiro Bastos exerceu cargo na diretoria da FPF legalmente, presidida por José Maria Marin, na pratica: comandada por Eduardo José Farah, candidato único, posteriormente eleito, que teve em Reinaldo, seu homem de confiança, até sua renuncia, ocorrida no mês de agosto de 2.003

E agora

Como estão se sentindo os árbitros das diversas divisões, os FIFA do passado e presente, do mesmo modo, aqueles que presidem entidades de classe, de maneira especial, Artur Alves Junior, presidente do SAFESP e basal componente da CA-FPF, que beijavam e beijam as imundas mãos da maioria dos dirigentes da CBF, federações e clubes?

Pleno acordo

2

O senador Romário (PSB-RJ) comemorou nesta quarta-feira a prisão do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, na Suíça. Crítico das ações do dirigente na confederação, o parlamentar destacou que a ação da polícia, em Zurique (Suíça), pode significar o início de mudanças no futebol brasileiro.

“Corruptos e ladrões que fazem mal ao futebol foram presos, inclusive José Maria Marin. Ladrão tem que ir para cadeia. Parabéns ao FBI [Polícia Federal norte-americana]. Infelizmente não foi a gente [polícia brasileira] quem prendeu”, disse em audiência pública na Comissão de Educação (CE) do Senado que debate a situação do futebol feminino no país.

Romário disse ainda que o futebol está desse jeito por causa de pessoas que não estão interessadas em ajudar, mas só em dinheiro e chamou de “ladrão, safado e ordinário” o atual presidente da CBF, Marco Pólo Del Nero. “Suas contas fora do país estão recheadas”, afirmou.

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3ª Rodada da Serie a do Brasileirão – 2015

Sábado 23/05

São Paulo 3 x 0 Joinvile

Árbitro: Wagner Reway (ASP-FIFA-MT)

Item Técnico

Errou e feio por ter validado o segundo gol do São Paulo; explico:

– Após bola lançada para o interior da área do Joinvile, na descendente, Luis Fabiano, atacante são-paulino, em posição de

– impedimento, subiu, com propósito de cabeceá-la, neste instante, passou do impedimento passivo pro ativo, não conseguindo, a

– redonda, sobrou para seu consorte Doria, legalmente posicionado, mandá-la pro fundo da rede adversária

Item Disciplinar

Aceitável

Domingo 24/05

Fluminense 0 x 0 Corinthians

Árbitro: Heber Roberto Lopes (FIFA-SC)

Item Técnico/Disciplinar

Amarrou e muito a contenda, esteve distante dos lances, e, inverteu algumas infrações

Avaí 2 x 1 Flamengo

Árbitro: Rafael Claus (FIFA-SP)

Árbitro Assistente 01: Rogério Pablo Zanardo (ASP-FIFA- SP)

Árbitro Assistente 02: Anderson José de Moraes Coelho (CBF-1- SP)

Item Técnico

O segundo gol da equipe do Avaí nasceu de jogada irregular ocorrida por volta de Dois palmos fora da linha de fundo da defesa

– flamenguista, precisamente, na lateral vigiada pelo assistente Anderson José de Moraes Coelho, que errou e feio, por não ter

– indicado a irregularidade pro árbitro, que, estando bem colocado e de frente pro fato, poderia fazê-lo

Item Disciplinar

Aceitável

Copa Libertadores – 2015

Quarta Feira 27/05

Cruzeiro 0 x 3 River Plate (AR)

Árbitro: Victor H. Carrillo (FIFA-PER)

Itens Técnico/Disciplinar

Trabalho aceitável; no todo: a equipe de árbitros não foi muito exigida

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Pé-atrás

Ex-governador que deu Opalas e aumentos salariais para o MP em troca de blindagem é preso na Suíça

3

José Maria Marin recebe o Colar do Mérito Institucional do Ministério Público

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DISCURSO EM HOMENAGEM AO ILUSTRE EX-GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, DR. JOSÉ MARIA MARIN.

ENTREGA DO COLAR DO MÉRITO INSTITUCIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

SÃO PAULO, 05 DE MARÇO DE 2008,

(Auditório do Ministério Público)

EXCELENTÍSSIMO SENHOR

DOUTOR JOSÉ MARIA MARIN:

É imprescindível que uma sociedade que se pretenda avançada e respeitada, conheça e preserve sua história.

O Ministério Público presentemente ostenta a destinação constitucional de ser Instituição permanente e essencial na função jurisdicional do Estado, sendo responsável perante o Judiciário, pela defesa da ordem jurídica e dos interesses indisponíveis da sociedade, pela fiel observância da Constituição e das leis, organizado em carreira de acordo com Lei Orgânica.

Porém, não chegou a esse estágio de grave responsabilidade funcional perante a sociedade, através de um passe de mágica ou de uma ação legislativa que de uma hora para outra previsse, à guisa de exemplo, o seguinte:

art. 1º: Fica criado o Ministério Público, incumbindo-lhe tais e quais relevantes funções, que exercerá com os pertinentes suportes orçamentários-administrativos, e contando com as devidas garantias de independência funcional;

art. 2º: Ficam revogadas as disposições em contrário.

Teria sido ótimo que assim tivesse sido. Porém, não foi.

Aliás, nada na vida é tão simples, seja na vida de cada um de nós, seja na existência das Instituições.

Tudo há que ser conquistado passo-a-passo, mercê de lutas e sacrifícios, em trajetória naturalmente marcada por reveses e vitórias, marcando-se o território percorrido com ações dignas de reconhecimento pelo mérito, tudo compondo um arcabouço de memória a ser necessariamente preservada, transmitida e colocada em destaque para conhecimento das futuras gerações.

A isso atenta, por feliz decisão da Comissão de Outorga do Mérito Institucional do Ministério Público, presidida pelo Procurador de Justiça, Dr. José Roberto Dealis Tucunduva, com respaldo unânime do Colendo Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça, em proposta por mim encaminhada, seguida da assinatura do Procurador de Justiça, Dr. René Pereira de Carvalho, decidiu homenagear o ex- GOVERNADOR JOSÉ MARIA MARIN, a quem tanto deve a Instituição.

Estimado homenageado, seja-nos permitido um mergulho nos escaninhos da memória, onde estão gravados episódios relevantes que influenciaram o destino do Ministério Público do Estado de São Paulo.

É fato que desde o ano de 1946, havia o estabelecimento de paridade de vencimentos entre os membros da Magistratura e do Ministério Público.

Tal princípio vinha consagrado na Constituição Federal de 1946 e repetido na Constituição Paulista de 1947, onde se estabeleceu que os membros do Ministério Público abriam mão do direito de exercício da advocacia, passando a ter exclusiva dedicação às funções institucionais.

Assim foi, até que inesperado, profundo e doloroso golpe foi infligido ao Ministério Público, no ano de 1982: estabeleceu-se de fato, por vários meses, quebra da paridade dos mencionados vencimentos, por pressão, sabidamente exercida sobre o governo estadual, por setores capitaneados pelo então Secretário da Justiça.

As reações a tão injusta medida foram gerais, em todos os setores da nossa Instituição.

Naquela oportunidade o Ministério Público não tinha independência administrativa e orçamentária. Aliás, não tinha sequer garantias suficientes para bem cumprir sua destinação. Não se olvide que até as promoções e movimentações na carreira, passavam pelo crivo da Secretaria da Justiça.

Como havia expressa má vontade dessa importante Secretaria de Estado para com o Ministério Público, é claramente perceptível a dificuldade para o afastamento do fantasma da desequiparação.

A insatisfação, que beirava o desespero, era mote obrigatório de manifestações, que se sucediam em emotivas conversas nos corredores onde se desenvolviam os trabalhos dos integrantes do Ministério Público.

A nossa Associação Paulista do Ministério Público, então presidida por Cláudio Ferraz de Alvarenga e que tinha como vice-presidente Luiz Antônio Fleury Filho, por decisão unânime da respectiva Diretoria, declarou-se em ‘Assembléia Permanente’.

Variados setores do Ministério Público, puseram-se em campo, buscando a reversão da insustentável situação, que se prenunciava difícil, senão incontornável.

Assinalo, por oportuno, a refletida decisão hoje aqui tomada, de não haver expressa alusão a todos os nomes das lideranças que se ocuparam das lides, para não incorrer num possível esquecimento, que poderia ser justificado pelas deficiências próprias da memória, mas que seria imperdoável pela ausência de menção.

Uma dessas lideranças institucionais, contudo, há que ser expressamente nominada, pelo destaque na defesa da Instituição: o saudoso, emotivo, líder por natureza, amigo leal, administrador ímpar e incorrigível apaixonado pelo Ministério Público, e que naquela difícil quadra, era o Procurador-Geral de Justiça.

Todos sabem que me refiro ao insubstituível Dr. JOÃO SEVERINO DE OLIVEIRA PERES.

Naquela oportunidade, recorde-se, o candidato a Procurador-Geral de Justiça, era submetido a votação perante o Colégio de Procuradores de Justiça, vindo os três primeiros colados na votação, a integrar lista tríplice que era encaminhada pelo Secretário da Justiça ao Governador, que escolhia livremente um dos seus integrantes para nomeação ao cargo de chefia da Instituição.

Feita a nomeação, contudo, além de não ter o ‘status’ representativo que hoje tem, equivalente ao de Secretário de Estado, o Procurador-Geral nomeado podia ser sumariamente demitido pelo governador, por ser demissível ‘ad nutum’, expressão usada pelos que achavam mais palatável a aceitação daquela absurda instabilidade e insegurança revestida de ares legais, desde que apresentada sob a embalagem da pomposa frase latina.

O incansável Dr. JOÃO SEVERINO DE OLIVEIRA PERES, colocou em jogo todo peso de sua grave responsabilidade, em fatigantes visitas ao Palácio do Governo, falando com todos que o atendiam e mantendo sucessivas audiências com o governo paulista.

A injustiça havia que cessar, mesmo ante a perceptível desigualdade entre as forças envolvidas, com superação do desânimo, que por vezes ganhava corpo, mormente pelo fato de que o tempo passava e nada mudava.

O Dr. Peres, não era um homem apegado ao cargo.

Sua vocação era a de liderar, e bem, a Instituição que comandava, ainda que isso o tivesse afastado do convívio familiar. Ainda que isso o tenha sujeitado a infundadas críticas, partidas, pasmem, até por oportunistas com apego eleitoreiro, integrantes da nossa carreira. Ainda que sua saúde fosse abalada, como efetivamente ocorreu. Ainda que, pudesse ser sumariamente demitido pelo governo, cuja decisão ousava arrostar.

Como hoje estamos num auditório em que seguramente as palavras aqui ditas aqui permanecerão, ouso relatar um episódio que bem ilustra o que se afirma a respeito do Dr. Peres.

Observo neste auditório, a ilustre presença do ex-governador do Estado de São Paulo, Luiz Antônio Fleury. Disso me aproveito, atrevidamente, pois não pedi prévia permissão, para o chamar como testemunha do episódio a seguir enfocado:

Desenvolvia-se uma audiência com o Governador, presentes o Dr. Peres, Cláudio e Fleury, quando surgiu determinado impasse, daqueles cujo conteúdo não se revela ‘nem sob tortura’, mas que ia contra o pleito de recomposição da equiparação, o que levou o Dr. Peres a sair abruptamente da sala, ali deixando os demais, alertando que a partir daquele momento, não era mais o Procurador-Geral de Justiça.

Posto em evidência o desapego, felizmente, o bom senso prevaleceu e o Dr. Peres foi convencido a continuar como Procurador-Geral de Justiça, para felicidade geral.

Mas a equiparação, não saiu, persistindo a luta!!!!!!!!

Todo bom lutador sabe que necessita contar com apoio de terceiros e ter uma segura trincheira de defesa, para não sucumbir.

Como a vida não é feita só de adversidades, pois ai não seria vida, mas uma triste e enfadonha seqüência de tragédias constatou-se a existência de segura trincheira, provida de localização e endereço certos:

Para os que se recordam, e não são poucos, a trincheira não apenas existia, mas tinha endereço conhecido, localizada à rua Alberto Hodges, nº374, residência do então vice-governador do Estado de São Paulo, o DR. JOSÉ MARIA MARIN.

Sua Excelência, amigo do Ministério Público, mas sobretudo um homem justo e devotado às causas públicas, desde o primeiro momento abriu as portas de sua residência ao Dr. Peres e seus assessores, hipotecando apoio à causa e dando como certo, fazer o que estivesse a seu alcance para a reparação da gravosa situação vivenciada pelo Ministério Público.

Não sei até que ponto o Dr. Marin não se arrependeu, não especificamente da causa abraçada, mas pelo fato de que nos meses que se seguiram, o Dr. Peres, que provavelmente não consultava o relógio, pois para ele toda hora era boa hora para tratar de assuntos do Ministério Público, aparecia sucessivamente com seu séqüito de colaboradores, por vezes sem prévio aviso, ali permanecendo por horas.

Nesta platéia de amigos, permita-me quebra de formalismo, para um comentário absolutamente informal.

O que sei é que ambos se respeitavam muito e eram muito amigos, tanto que na intimidade o Dr. Marin, sempre com seu característico riso aberto e franco, se referia carinhosamente ao Dr. Peres pelo apelido de ‘Pintadinho’, que me parece ser um pássaro por seu insistente trinado.

O que sobressai, é que o Ministério Público encontrara um forte aliado, que permitiu que nossa Instituição se tornasse o que hoje é com benéfica influência sobre o Ministério Público dos demais estados da federação.

A biografia do Dr. José Maria Marin, coloca em relevo a origem de sua personalidade, representada por sua sensibilidade como chefe de família, como cidadão e como homem público:

Nascido em 06 de janeiro 1932, no bairro de Santo Amaro, em São Paulo (SP), já trazia em sua genética o espírito de luta e amor ao esporte, qualidades marcantes de sua trajetória, de origem transmitidas por seu pai, Joaquín Marin y Umañes, um dos introdutores do boxe no Brasil.

Custeou parte de seus estudos como jogador profissional de futebol, carreira em que também se destacou, tanto que foi eleito em 1952, como o melhor atleta universitário.

Foi campeão brasileiro júnior em 1958, atuando pela seleção paulista, tendo sido atleta destacado no São Paulo Futebol Clube, time ao qual uma legião de fãs se refere como glorioso e insuperável.

Formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, e iniciou carreira política na década de 1960, como vereador em São Paulo, filiado ao Partido de Representação Popular.

Já na década seguinte elegeu-se deputado estadual, além de ter sido vereador na cidade de São Paulo, de 1964 a 1970, ocupando neste último ano de exercício de mandato, o cargo de Presidente da Câmara de Vereadores. Nesta mesma década (1970), elegeu-se vice-governador do Estado de São Paulo, e assumiu o cargo de governador dos paulistas por dez meses (1980).

Advogado e político, o dr. Marin não se afastou do futebol, paixão da juventude. Exerceu dois mandatos como presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), de 1982 a 1988, sendo atualmente presidente de honra dessa entidade. Em 1986 comandou a delegação brasileira na Copa do México e o prestígio adquirido no futebol brasileiro o levou a assumir, em 2008, o cargo de Vice-Presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Quanto à nossa Instituição, a Lei Complementar n. 40, de 14 de dezembro de 1981, já traçava os contornos da desvinculação do Ministério Público do Poder Executivo, provendo-o legalmente de autonomia financeira e administrativa, com condições de defesa dos interesses sociais.

Mas foi na gestão do governador Marin, em 28 de dezembro de 1982, que surgiu a iniciativa da Lei Complementar n. 304, semente lançada pela Emenda Constitucional n. 33/82, da mesa da Assembléia Legislativa do Estado.

O resto da história é por todos conhecido, carecendo de repetição.

Em suma, a iniciativa do Governador Marin, resultou na conquista da independência política do Ministério Público estadual: a lista tríplice com os nomes dos mais votados na disputa para Procurador-Geral de Justiça, então elaborada pelo Colégio de Procuradores de Justiça, dava ao nomeado pelo governador, estabilidade no exercício do cargo por dois anos, com possibilidade de demissão apenas pelo voto de 2/3 dos membros do colegiado, no caso de presumível abuso de poder.

E mais, a emenda constitucional em questão, previa, dentre outras, regras claras para o ingresso na carreira do Ministério Público, garantias de irredutibilidade de vencimentos, de inamovilidade e de estabilidade, regras para a remoção compulsória, para promoções, proibição do exercício da advocacia, garantia de aposentadoria com vencimentos integrais, autonomia administrativa e financeira, criação de cargos para serviço administrativo e consagrava a segurança no tocante a vencimentos, estabelecida no inciso V, do seu art. 46, em percentuais calculados sobre os vencimentos do Procurador-Geral de Justiça.

Como se vê, Dr. Marin, nosso débito transcende, em muito, os limites da capacidade de agradecimento.

Mais ainda, aceite nossas escusas, pois há cerca de vinte e cinco anos, pende de efetivação uma demonstração oficial de profundo agradecimento por tudo que conseguimos no curso de sua administração como Governador do Estado de São Paulo.

Porém, dúvidas inexistem, de que Vossa Excelência tem ciência da profunda gratidão de cada um de nós, a qual precede a homenagem de hoje.

Certamente não lhe saiu da memória, nossa primeira demonstração pública de efusivo agradecimento.

Lembra-se, quando Vossa Excelência, acompanhado de D. Neuza Marin, logo após ter deixado o cargo de governador, compareceu ao nosso jantar de encerramento de ano?

Anunciada sua presença e de D. Neuza Marin, todos os presentes os recepcionaram de pé, em efusivos aplausos que pareciam infindos e que se prolongaram até que o simpático casal se aproximou da mesa onde se encontrava o nosso Procurador Geral de Justiça, o dr. João Severino de Oliveira Peres e a presidência de nossa associação.

Tenha Vossa Excelência certeza que os aplausos ainda ecoam nos recônditos das memórias afetivas de quantos tiveram o privilégio de estar presentes naquela marcante e inesquecível data.

Hoje, com os nossos cumprimentos a todos seus familiares, que sempre o apoiaram nas vicissitudes de tão rica carreira, aqui nos dirigindo diretamente a D. Neuza Marin e seu filho Marcos, registre-se para a posteridade nossa declaração pública de gratidão, aqui representada pela outorga de nossa maior honraria.

Receba-a com os nossos aplausos, querido Governador, respeitado político, insigne advogado, competente desportista e agora, membro honorário do Ministério Público do Estado de São Paulo.

Obrigado.

JOSÉ DE ARRUDA SILVEIRA FILHO

Procurador de Justiça

Fotos e texto copiados do site Flit Paralisante, sob direção do Dr. Roberto Conde Guerra, datado em 28/05/2015

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Finalizando

Três coisas devem ser feitas por um juiz: ouvir atentamente, considerar sobriamente e decidir imparcialmente.

Sócrates

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Chega de Falsidade, de Corruptos e Corruptores 

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-30/05/2015

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

Blog do Paulinho #05

maio 29, 2015

EM TEMPO: o programa foi ótimo, imperdível. Mas pedimos desculpas por eventuais contratempos técnicos durante a transmissão, que encerrou o programa, abruptamente, sem que pudéssemos agradecer ao telespectador pela enorme audiência. 

Prefeitura esteve no Parque São Jorge para retomar terreno na entrada do clube

maio 29, 2015

andre negão

A Prefeitura de São Paulo acaba de notificar o Corinthians que o terreno, localizado à entrada do Parque São Jorge, utilizado como estacionamento, não mais pertence ao clube.

Foi determinada pela Justiça a reintegração de posse ao Município.

Em desespero, o vice-presidente André Negão e o vereador Toninho Paiva foram acionados, mas, segundo informações, de nada adiantou.

Há instantes, após algum bate-boca, os funcionários da Prefeitura deixaram o clube, conforme demonstram as fotografias logo abaixo:

Prefeitura Corinthians 1

Prefeitura corinthians 2

Prefeitura Corinthians 3

Delação Premiada é o único caminho para Marin e pode ser mais eficaz que a CPI da CBF

maio 29, 2015

marin

Aos 83 anos de idade, José Maria Marin não tem outro caminho a seguir, daqui por diante, senão o de colaborar com a Justiça Americana, devolvendo o dinheiro amealhado e contando, detalhadamente, tudo o que sabe.

Deve ser esta a opção a ser indicada por seus advogados, nos próximos dias.

Se assim agir, trocará um final de vida miserável (pode pegar até 21 anos de cadeia, e, convenhamos, qualquer pena nessa fase da vida pode ser tratada como perpétua) por uma vida confortável, apesar de limitada pela utilização de tornozeleira eletrônica.

A ação, até pela reação de Marco Polo Del Nero no episódio, que abandonou o ex-presidente, sem assessoria jurídica nem pessoal, banindo-o (inclusive com retirada do nome da sede) da CBF, será ainda mais facilitada, sem improváveis (mas, antes do ocorrido, possíveis) amarras morais e de lealdade.

Se confirmada, a delação premiada de Marin (repetimos: sua única alternativa), certamente, terá muito mais eficácia do que a CPI da CBF, que, por mais boa vontade que o Senador Romário e seus aliados possam ter, ainda é um instrumento político, sujeito a interferências, ocultações e inesperados resultados.

Vale lembrar que Marco Polo Del Nero (principal investigado), sócio de um dos principais líderes do partido do Governo, o Deputado Vicente Cândido, receberia apoio de muitos parlamentares e senadores que, com dinheiro da CBF, ajudou a manter na vida política, e até de alguns inimigos, entre os quais o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, obviamente desinteressado de possível êxito nas investigações, que podem atingir a interesses maiores do que os do mundo do futebol.


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