Presidente do Corinthians desistiu de ampliação da Arena por pressão de aliados

Para liberar a Arena de Itaquera para a abertura da Copa do Mundo Feminina de 2027, o Corinthians solicitou à Prefeitura de São Paulo que o município bancasse, com dinheiro público, a ampliação do estádio.

Uma proposta para lá de indecente, sobretudo se considerados não apenas os interesses da população como um todo, mas também os valores que o clube recebeu em CIDs para a construção da arena.

Foram quase R$ 700 milhões, sem contar a correção monetária.

Dinheiro que evaporou sem que houvesse qualquer redução significativa da dívida.

Trata-se, por óbvio, de um problema do clube, não da Prefeitura.

Na tentativa de chegar a um meio-termo, o município propôs intermediar patrocinadores dispostos a financiar a ampliação desejada pelo alvinegro.

Quando isso ocorre, em regra, as empresas procuradas, temerosas de eventuais represálias, pensam duas vezes antes de recusar o pedido.

Para o Corinthians, dificilmente haveria acordo melhor, sem a necessidade de arcar com custos de intermediação.

Foi justamente nesse ponto que tudo desandou.

Para se manter no poder, Osmar Stabile precisa agradar aqueles que sobrevivem de parasitar o Corinthians.

Esses grupos até aceitariam que a Prefeitura viabilizasse a ampliação do estádio, mas dificilmente se conformariam em ficar de fora da intermediação remunerada com potenciais parceiros comerciais.

Ainda mais em um negócio de elevado valor financeiro, com proporcional comissionamento.

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