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Dialogo entre conselheiro e diretor financeiro do Corinthians é esclarecedor sobre contas aprovadas

abril 29, 2017

Anteontem, durante a reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians que aprovou as contas do clube, mesmo com parecer arrasador da empresa de auditoria indicando graves irregularidades contidas no documento, diversos embates verbais aconteceram.

Nem todos produtivos.

O melhor deles, porém, foi protagonizado pelo conselheiro alvinegro Roque Citadini, que, em tom ameno, porém cirúrgico, desconcertou o diretor financeiro Emerson Piovesan:


Citadini

“Emerson (Piovesan)… ao ler o relatório da auditoria, que aliás está de parabéns pelo trabalho –  em toda a minha vida nunca vi detonar tanto com um balanço – você, como diretor financeiro, sente-se confortável ? Já adianto.. se fosse eu, não me sentiria”

Piovesan

“Eu sinto conforto neles estarem apontando nossos erros. E você e todo mundo sabe, não sou do ramo, sou engenheiro”


O diálogo, absolutamente esclarecedor, que revela o nível daqueles que estão à frente da gestão do Corinthians, está registrado nas gravações oficiais da reunião, e, em breve, será enviado a todos os conselheiros, devidamente transcrito na ata da referida reunião.

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Presidente da Portuguesa explica “manobra” do Leilão e detona advogada Gislaine Nunes

abril 29, 2017

TRANSCRIÇÃO DO ÁUDIO

“Essa dissimulada, essa advogada, ela só vê o lado dela… ela só está falando o lado dela…”

“É mentira… ela já se reuniu sim com um grupo de advogados de investidores que conversaram com ela… ela fez reuniões e apresentou empresas pra fazer parceria com a Portuguesa… já há meses atrás, por exemplo, na gestão do Jorge…”

“Ela já esteve com o Jorge sentada, e com outros pares do Jorge, e depois disse que nunca sentou com eles”

“Porque isso, se ela torna público, é usado como argumento na tentativa do que ? Suspende-se o leilão porque estão em negociação.. e a lei, você conhece a lei, muita gente ai que é advogado conhece melhor do que eu… pode suspender por seis meses porque estão em negociação… paralisar por seis meses pra ver se chegam a um acordo… porque o juíz também não quer o Céu e o Inferno”

“Então, tudo isso, ela é dissimulada… essa é a verdade… e pode levar pra ela que eu falei… não tenho problema nenhum… não tenho medo dela…”

“Tem que dar porrada numa pessoa dessa, com o perdão da palavra”

“Eu sou favorável sim, ao tombamento, porque o tombamento pode paralisar e causar um problema ai de quinze anos, vinte anos, dez anos… e ai ninguém quer comprar mesmo…”

“O negócio é esse… o caso do Guarani, não teve tombamento, não teve nada, mas teve lá… um valor menor do que o da dívida… e teve que voltar tudo…”

“Agora, as pessoas estão mais acreditando no nosso inimigo do que nos nossos parceiros… isso daqui deixa todo mundo revoltado… eu, particularmente, estou revoltado”

“Sabe, dar chance para o inimigo ficar falando como bonzinho… como cordeiro, com pele de cordeiro… a raposa… porque esta Gislaine é uma raposa…”

“Pra falar a verdade, se eu estou do lado dela, faria o mesmo, mas eu não estou do lado dela, estou do lado da Portuguesa… então pra mim, inimigo é inimigo, e ponto final… ela é inimiga e ponto final”. 

Coluna do Fiori

abril 29, 2017

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Mentira é coisa de gente covarde. Quem tem coragem fala a verdade doa a quem doer”

Origem desconhecida

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Benevolência

Os integrantes da CA-FPF, conduzidos por Domingos Roberto Domingues, selecionaram o nome dos árbitros que participaram do “sorteamento” referente à primeira das duas partidas que apontarão o Campeão da Série A1 do Paulistão 2017, tendo como litigantes:

Ponte Preta x Corinthians no domingo 30/04 e Corinthians x Ponte Preta no domingo 07/05

Recompensado

Por suas continuas e péssimas atuações, uma delas, comentadas logo abaixo, Rafael Claus foi um dos optados

Esfera

Revolvida, portinhola aberta, bolinha com nome Rafael Claus se adiantou, caiu no tabuleiro reafirmando que o mesmo será o intercessor das leis do jogo no próximo domingo

Partidas de volta referentes a semifinais do Paulistão 2917

Sábado 22/04

Palmeiras 1 x 0 Ponte Preta

Árbitro: Raphael Claus

Assistente 01: Bruno Salgado Rizo

Assistente 02: Luiz Alberto Andrini Nogueira

Item Técnico

Estando de frente pros fatos o assoprador de apito deixou de marcar duas penalidades máximas favoráveis à equipe alviverde:

– uma cometida por Fernando Bob em cima do Jean; outra, no instante que Dudu foi tocado por um dos defensores da Ponte Preta, salvo erro, de nome Lins

Ressalto

Partindo do principio que 95% das cobranças de penalidades se transformam em gol, sou convencido que Rafael Claus influiu no resultado do tempo normal da disputa, assim como, na possibilidade da classificação do Palmeiras, vez que, a decisão para conhecer a equipe classificada seria por penalidades máximas

Assistentes

– Observei vacilo do assistente 01 quando de escanteio favorável ao Palmeiras, entendido por ele como tiro de meta

– Intuí correta a indicação do assistente 02 referente à posição de impedimento do Palmeirense Dudu no instante que recebeu a redonda para manda-la pro fundo da rede

Domingo 23/04

Corinthians 1 x 1 São Paulo

Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza

Assistente 01: Alex Ang Ribeiro

Assistente 02: Herman Brumel Vani

Item Técnico

Em minha opinião, o gol da equipe corintiana foi irregularmente autenticado; explico:

– antes de cruzar a redonda pro interior da área são-paulina, Jadson olhou e golpeou a redonda na direção do seu consorte Jô, que estava na posição de impedimento,

– na descida o são-paulino Pratto subiu não conseguindo cabeceá-la, se muito, a redonda resvalou em seu cabelo, este possível resvalo não configurou outro lance, através vídeo, observei que a redonda livremente seguiu seu trajeto, chegou ao Jô que a mandou pro fundo da rede,

Em Tempo

O assistente 01 ficou parado, demonstração que não tinha convicção do cabeceio do são-paulino, de imediato, árbitro se aproximou, trocaram palavras e gol legalizado pelo principal representante das leis do jogo

Item Disciplinar

Foi conivente em varias situações, com isso deixou de advertir o corintiano Romero, por simulação e expulsar o são paulino Wesley por jogo grave

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Politica

Lei desacreditada é lei inútil

Goste ou não o PT, a reforma trabalhista é vital para recuperar a economia e os empregos

Os obstáculos superados pelo governo para aprovar a lei que libera a terceirização antecipam as barreiras asnáticas e ideológicas que dificultarão a reforma trabalhista. Aos opositores da modernização pouco importa que 13,5 milhões de cidadãos se encontrem desempregados e outros tantos sobrevivam com ocupações temporárias e do comércio ambulante. A crise é tão profunda que o trabalho por conta própria deixou de ser opção. Em 2016 o Brasil perdeu 1,4 milhão de autônomos, assim chamados todos os que ganham a vida como pessoa física.

A Lei n.º 13.429/17 demonstra como a falta de objetividade gera consequências negativas. Basta observar que o contrato civil de prestação de serviços, vulgarmente denominado terceirização, foi incorporado à Lei n.º 6.019/74, que disciplina o trabalho temporário. A trintenária discussão cingia-se à diferença entre atividade-fim e atividade-meio, causada pela má redação do inciso III da Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (pela qual fui, também, responsável). A rigor, bastaria um único artigo de lei que reconhecesse a terceirização de serviços como negócio legitimo, independentemente da natureza e da finalidade. Em outras palavras, o velho problema resolver-se-ia corrigindo o inciso III.

A prestação de serviço é apenas uma das modalidades de contratos disciplinados pelo Código Civil. O artigo 594 é límpido e incisivo: “Toda espécie de serviço ou trabalho lícito, material ou imaterial, pode ser contratada mediante retribuição”. Os requisitos para organização de empresa encontram-se na legislação civil ou comum. Não concernem à legislação trabalhista. O avanço trazido pela Lei n.º 13.429/17 destina-se a afastar a insegurança jurídica provocada pela funesta separação entre atividade-fim e atividade-meio, criada pela Justiça do Trabalho, mas ignorada na legislação empresarial e jamais esclarecida pela jurisprudência.

Os contratantes de serviços terceirizados não devem, porém, sentir-se à vontade e protegidos contra riscos e ciladas. Rigorosas cautelas devem ser adotadas para evitar que trabalhadores terceirizados sejam postos em regime de subordinação e dependência direta, que possa caracterizar relação de emprego. Lembrem-se das dolorosas experiências com as cooperativas de trabalho.

A lei da terceirização é um alento, mas não basta para afastar o fenômeno do passivo oculto, pesadelo de todos os empregadores, sejam empresas, associações, entidades culturais, profissionais liberais ou instituições beneficentes. Cada empregado traz na mochila alguma pretensão ignorada e futura, que o estimula a ajuizar ação trabalhista sem riscos, sem custos, sem motivos. A quitação, passada após a extinção do contrato de trabalho de conformidade com as exigências legais, valerá ou não, segundo a opinião do juiz da causa.

O panorama de total insegurança jurídica tornou-se motor do desemprego. A globalização, a invasão de produtos chineses, a informatização e o excedente mundial de população contribuem para o incessante aumento da quantidade de trabalhadores excluídos do mercado no Brasil e no mundo, mas são fatores independentes do nosso controle e vontade. Resta-nos cuidar daquilo que se encaixa dentro do nosso raio de ação, e aqui se inserem a legislação do trabalho, a estrutura sindical e o processo judiciário do trabalho.

Para conferir atualidade à legislação trabalhista é impossível contar com a colaboração do Partido dos Trabalhadores (PT) e das legendas que lhe dão suporte, como o PDT, o PC do B e o PSOL. Atraso, interesses obscuros e rancor ideológico são empecilhos à aceitação da verdade. Recente passagem pela Comissão Especial da Reforma Trabalhista da Câmara dos Deputados, onde participei de debates sobre essa necessária mudança, revelou-me que parlamentares da oposição petista insistem em ignorar fatos corriqueiros e exibem mentes impermeabilizadas. Causou-me decepção observar como deputados, advogados e dirigentes sindicais podem ser indiferentes aos problemas que contaminam as relações individuais e coletivas de trabalho, para recusarem a criação de novos instrumentos destinados à conciliação de interesses divergentes, sem a intervenção obrigatória, onerosa e morosa do Poder Judiciário. Simples questão sobre a validade das negociações, resolvida pela Constituição no seu artigo 7.º, deu ensejo a intervenções coléricas e intermináveis. O mesmo ocorreu no debate sobre a existência de 19 mil sindicatos, mantidos, na maioria, pelo imposto sindical.

Em março de 1985, antes da data marcada para a posse de Tancredo Neves na Presidência da República, Jair Meneguelli, presidente da CUT e fundador do PT, já lhe declarava guerra. Quando José Sarney, em meio a grave crise, convidou as centrais e as confederações de trabalhadores para discutirem medidas de combate à inflação e ao desemprego, a CUT e o PT fugiram ao diálogo. Os esforços desenvolvidos em 1985 e 1986 no sentido da celebração de pacto social foram minados pelos dirigentes da central sindical e do partido, responsáveis pela deflagração de milhares de greves.

O presidente Michel Temer não deve esperar conduta responsável dos petistas. Deles virão acusações e discursos palanqueiros, como alguns que ouvi na Câmara dos Deputados. Para o PT e aliados, a corrupção, a recessão, o endividamento do Estado, o declínio da indústria, do comércio, dos transportes, do crédito e o pesadelo vivido por 25 milhões de desempregados e subempregados não devem ser debitados aos 13 anos de governo petista.

Lei desacreditada é lei inútil. O capital, por sua vez, é móvel e covarde. Não permanece onde é maltratado. Goste ou não o PT, a reforma trabalhista será vital para a rápida recuperação da economia e geração de empregos.

Publicado no Estadão do dia 26 de Abril de 2017 – Autor: Almir Pazziano Pinto – Advogado, foi ministro do Trabalho e presidente do Tribunal Superior do Trabalho

Finalizando

“O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vicio e a necessidade”

Voltarie – foi um escritor, ensaísta e filósofo iluminista francês

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-29/04/2017

Ouça abaixo os programas “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foram ao ar pela rádio Rock n’ Gol

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

Aprovadas no cabresto, contas do Corinthians foram detonadas por auditoria

abril 28, 2017

As contas do Corinthians, do exercício 2016, foram aprovadas em reunião do Conselho Deliberativo, realizada ontem, num cenário previsível de parcialidade.

103 a 35 (de, aproximadamente, 360 possíveis), números que demonstram a vitória da estratégia do esvaziamento do quórum, implícita após confirmação do encontro às vésperas de um feriado prolongado.

Confirmou-se, também, a previsão orçamentária.

Com o cabresto herdado das eleições anteriores (ainda no sistema do “chapão”) – em que elegeu 200 conselheiros seguidores de ordens – a diretoria do clube conseguiria, convenhamos, aprovar até papel em branco.

Retornando às contas, a Parker Randall Consultoria Administrativa Ltda, responsável pela auditoria, indicou diversas ressalvas no balanço, entre as quais muitos apontamentos de irregularidades, e sequer se posicionou, explicitamente, pela aprovação.

Documento este que, apesar de enviado sem assinatura, nem timbre da empresa, foi acompanhado pelo CORI, presidido pelo desfrutável Osmar Basílio, e pelo Conselho Fiscal, sob pressão.

Entre as ressalvas, destacamos:

  • adoção de prática contábil de reavaliação para bens do ativo imobilizado

O clube contabilizou a reavaliação de determinados bens do ativo imobilizado ao seu valor justo, nos montantes de R$ 404.738 milhões, tendo como contrapartida a rubrica “ajuste de avaliação patrimonial” no patrimônio líquido.

A contabilização desta reavaliação está em desacordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

Consequentemente, em 31 de dezembro de 2016, o saldo do imobilizado e do patrimônio líquido estão apresentados a maior em R$ 407.738 milhões.

  • Confirmação de saldos

Ausência de confirmação direta dos saldos de determinados assessores jurídicos:

(…) o clube possui registrado no exigível contingencial o montante de R$ 20.495 milhões; todavia, não obtivemos resposta à totalidade das solicitações de confirmação direta das informações dos seguintes assessores jurídicos externos:

Braga e Braga Associados (Cível), João Zanforlin Schablatura (Justiça Desportiva), Moraes e Moraes e Silva Advogados Associados (Cível); e Pires Abrão, Leite e Rosa Advogados (Direito do Trabalho e Sindical).

Procedimento de Confirmação de saldos ativos e passivos:

Em nossos procedimentos de auditorias, solicitamos cartas de confirmações externas que até a conclusão dos nossos exames, não recebemos respostas, que consideramos essenciais. As respostas não obtidas são referentes a:

– depósitos bancários e empréstimos em instituições financeiras e empresas: CAIXA Econômica Federal, Polo Clubes Fundo de Investimento, Horizonte Conteúdos Ltda e Bradesco S/A, com saldos no montante de R$ 1.351 milhão (ativo) e de R$ 30.989 milhões (passivo);

– valores a receber de patrocinadores: Rede Globo S/A, Federação Paulista de Futebol, Caixa Econômica Federal, Apollo Sports Solutions S/A, Estrella Galícia Importadora e Comércio de Bebidas Ltda, AMC Assessoria de Negócios Ltda, Clube Atlético Boca Juniors e Nike do Brasil, Comércio e Participações ltda, no montante de R$ 1.353.331 milhões.

– valores a pagar relativos a diversos fornecedores no montante de R$ 64.579 milhões.

Por consequência (…) não foi possível concluir sobre a adequação do saldo representativo do exigível contingencial, bem como sobre a existência de possíveis passivos das naturezas apresentadas neste item, não registradas em 31 de dezembro de 2016.

  • Incerteza significativa relacionada a continuidade operacional do investimento – ARENA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO – FII

O clube detém cotas subordinadas júnior do Arena Fundo de Investimentos Imobiliário – FII, que tem como principal ativo a edificação do estádio Arena Corinthians.

A continuidade operacional do empreendimento depende da geração de receitas para fazer face à manutenção de estrutura operacional, assim como o cumprimento do cronograma de liquidação de passivos relacionados à construção do empreendimento e demais fontes de financiamento.

(…) o administrador do Fundo renunciou a gestão e convocou Assembléia de Cotistas para deliberação da indicação de novo administrador.

Solicitamos representação formal dos consultores jurídicos do clube para avaliação dos potenciais riscos contingenciais daquela decisão do gestor do Fundo. Até a emissão deste relatório não havia sido apresentado tal resposta de seus assessores jurídicos.


Diante do exposto acima, torna-se evidente que a aprovação de contas do Corinthians, em seu exercício de 2016, trata-se de uma farsa política, que não sobrevive à mínima análise técnica, dando sequência, agora pelo diretor financeiro Emerson Piovesan, de vícios de conduta iniciados pelo antecessor, Raul Corrêa da Silva (acusado de maquiar o balanço em 2014), que levaram dirigentes alvinegros a serem indiciados criminalmente por sonegação fiscal.

CLIQUE NO LINK A SEGUIR PARA BAIXAR A ÍNTEGRA DO PARECER DA AUDITORIA DAS CONTAS DO CORINTHIANS:

Parecer auditoria – balanço Corinthians 2016 – publicado 2017

Os sindicatos e a greve geral

abril 28, 2017

O Brasil enfrentará, nas próximas horas, o dissabor de um Greve Geral, que promete dificultar a vida daqueles que pretendem manter a rotina habitual de trabalho.

Se é justo, e legal (previsto em Lei) que descontentes com o Governo se manifestem, espontaneamente, é absolutamente imoral o procedimento dos sindicatos, que pagarão diárias (com direito a lanches – desta feita sem mortadela, por conta de problemas jurídicos com habituais fornecedores) para profissionais da baderna aprontarem o diabo nas principais capitais.

Estes sindicalistas, que deveriam ser representantes de classes trabalhadoras, nelas, em regra, se escoram para praticar os mais abomináveis atos de pilantragem.

O protesto deles, e não do povo, remete ao desespero após recente aprovação do fim da obrigatoriedade da contribuição sindical (agora só paga quem quiser), verdadeira carta de alforria a quem recebia indevido desfalque no bolso, mesmo em contrariedade aos hábitos dessa gente.

Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

abril 28, 2017

Blog do Paulinho

Coluna do Fiori

Dinheiro investido em campanha de Leco pode dar vaga a Adalberto Baptista no Conselho de Administração do São Paulo

abril 28, 2017

Se o torcedor do São Paulo tinha razões de sobre para comemorar a indicação de Raí a uma cadeira do Conselho de Administração do clube, que tem a finalidade de orientar e fiscalizar as ações da gestão, não ficará satisfeito com outro nome que, tudo indica, deverá sentar à mesa com o ídolo tricolor.

Trata-se de Adalberto Baptista, ex-diretor de futebol, de passagem nebulosa no clube, marcada ainda por desentendimentos com Rogério Ceni.

Um pacote de indicativos da evidente falta de qualificação do cartola à tão importante responsabilidade.

Porém, Leco tem encontrado dificuldades para negar o pedido de seu vice, Roberto Natel, que pressiona por Baptista, grato, talvez, por substancial quantia investida pelo ex-diretor na última campanha política do clube.

O São Paulo, apesar de, no último pleito, ter se livrado do Capeta, tem ainda diversos fantasmas para expurgar de seu convívio social.

Portuguesa: promessa e verdade de Alexandre Barros

abril 28, 2017

PROMESSA

“Se eu for eleito, e espero que seja, nós vamos montar um time… e um time competitivo, pode ter certeza… não pense não que nós vamos montar um time porcaria, não… vamos montar um time competitivo… isso nós vamos fazer…”

(ALEXANDRE BARROS, presidente da Portuguesa, um dia antes da eleições)


VERDADE

Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP) está fora da “Greve Geral”

abril 28, 2017

Corinthians terá reunião de aprovação de contas que promete fortes emoções

abril 27, 2017

Emerson Piovesan e Raul Corrêa da Silva

A pedidos de conselheiros, a reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians, que tem como pauta a aprovação da Previsão Orçamentária e também das contas do exercício 2016, anteriormente marcada para o dia 28, foi antecipada para hoje (27), com promessas de fortes emoções.

O balanço alvinegro nitidamente foi concluído à pressas.

Até à noite de ontem, sequer havia sido aprovado pelo Conselho Fiscal e pelo CORI (uma obrigatoriedade), que somente deverão fazê-lo na ‘forçada”, por conta da proximidade da data limite para publicação (segundo a legislação brasileira).

Indicações da auditoria não sugerem a aprovação e fazem ressalvas graves, que, se analisadas com seriedade, impediriam, inclusive, a manutenção em pauta para votação.

Se reprovadas as contas, o presidente do Corinthians, Roberto Andrade, poderá sofrer impeachment do cargo.

Por conta disso, em vez de analisadas tecnicamente, como deveriam, as contas do clube, desde anteontem, estão sendo discutidas politicamente.

Dentre os absurdos mais notáveis, encontramos:

  • O Corinthians diz ter arrecadado R$ 144 milhões em seu departamento de futebol, porém, destes, apenas R$ 74,5 milhões permaneceram nos caixas alvinegros. 

Não há detalhamento, dentro deste quadro, do quanto foi pago de comissionamento a agentes de futebol (nem para quem), além da constatação do absurdo do clube, em exemplo, mesmo possuindo 10% de determinado atleta, ter pagado 100% dos impostos referentes ao negócio, quando, por razões óbvias, deveria proporcionalizar os custos com o “parceiro”.

  • O Corinthians retirou do orçamento qualquer custo ou receita referente à Arena de Itaquera:

A desculpa para não revelar a associados e conselheiros a contabilidade da Arena é a de que trata-se de responsabilidade do Fundo gestor do estádio. Porém, é evidente a necessidade de planejar e, principalmente, fiscalizar os dinheiro que o Corinthians, eventualmente, possa ter que utilizar para cobrir despesas do estádio.

  • Custo das Categorias de Base: – R$ 21 milhões em apenas um ano

Não há detalhamento para gastos tão elevados diante de resultados pouco expressivos

  • Receitas com ingressos fora do orçamento

Outro absurdo é a não colocação das receitas com ingressos vendidos em jogos do Corinthians no orçamento, novamente com a muleta der tratar-se de arrecadação destinada ao Fundo gestor da Arena. Ação esta que facilitaria, em tese, desvios milionários de recursos. Porém, em anos anteriores, estes recursos foram utilizados para ‘encorpar” as contas alvinegras (inclusive no ano de 2014, em que o balanço foi apontado como “maquiado”):

  • Não há citação, nem indicações de correções, aos problemas de balanços anteriores

Recentemente, o diretor de finanças do Corinthians, Emerson Piovesan, protocolou no CD do clube documento que, oficialmente, revelou que o balanço de 2014, assinado pelo antecessor, Raul Corrêa da Silva, estava “maquiado”, comprometendo, por razões óbvias,qualquer análise posterior de contabilidade.

PARA TER ACESSO À ÍNTEGRA DA PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA DO CORINTHIANS, DAS CONTAS QUE SERÃO VOTADAS  E DE ALGUMAS ATAS DE RECENTES REUNIÕES DO CONSELHO, BASTA CLICAR NO LINK A SEGUIR:

Balanço Corinthians 2016 – publicado 2017

EM TEMPO: conselheiros do Corinthians estão indignados, também, com a pobreza técnica, além da apresentação gráfica do balanço alvinegro, em comparação com os de clubes adversários.

Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

abril 27, 2017

Blog do Paulinho

Por Fora do Campo

O Blog do Juca acertou ao falar sobre os hábitos de Eduardo Baptista

abril 27, 2017

Ontem, o Blog do Juca acertou ao falar sobre os bastidores do Palmeiras que levaram à escalação, pelo treinador Eduardo Baptista, do jogador Roger Guedes, para agradar seu empresário e também ao diretor de esportes, Alexandre Mattos.

http://blogdojuca.uol.com.br/2017/04/roger-guedes-teria-saido-da-concentracao/

Quem lê o Blog do Paulinho sabe que todos os envolvidos são tratados, digamos, como “desfrutáveis” no mundo do esporte.

Esperto, Baptista se calou até a vitória contra o Peñarol, horas depois, pela Libertadores da América, que quase não aconteceu após trágico primeiro tempo em que perdia por dois a zero.

Nervoso por conta da revelação da verdade, que explicita comportamento amplamente conhecido nos bastidores, mas frequentemente ocultado por boa parte dos setoristas, o treinador palestrino atacou, sem citar o nome, ao jornalista Juca Kfouri, ciente, obviamente, que o bom resultado contra os uruguaios traria para si a defesa natural dos torcedores, que, quase sempre, preferem, cegamente, defender a quem acreditam fazer parte dos seus.

Baptista exigiu “o nome da fonte”, como se não soubesse que um dos pilares do jornalismo, que garante diversas revelações de desvios de conduta – entre os quais o citado nesse texto – é exatamente preservá-la, para que os colaboradores não sofram consequências ao ajudar a desvendar a verdade.

No grito, o treinador disse trezentas vezes “sou um homem sério”, hábito incomum e desnecessário para os que costumam, de fato, agir com seriedade e, de maneira inverossímil, vitimizou-se, afirmando ser fã do jornalista que o denunciou.

Difícil acreditar quando observa-se que Baptista é ligado ao agente Olivério Junior, conforme demonstra publicação da empresa TUDDO COMUNICAÇÃO, responsável, entre outros, por assessorar” Giuliano Bertolucci e seu sócio Kia Joorabachian, Andres Sanches (que queria o treinador no Corinthians), a ELENKO SPORTS (de Fernando Garcia, que tem atletas no Palmeiras) e até a madame Leila Pereira (da Crefisa), que dispensa apresentações.

O espetáculo deprimente de esperteza, que não sobrevive a qualquer conversa com empresários de futebol nos bastidores, desde Eduardo Uram (o preferido de Mattos), até os ligados à Kalunga (a Ponte Preta, quintal dessa gente, conhece bem), pode ser conferido no vídeo abaixo.

STJ julga ação de pivô das denúncias contra ex-presidente do SPFC

abril 27, 2017

Da VEJA

Coluna RADAR

A empresária Cinira Maturana, que namorou o ex-presidente do São Paulo Carlos Miguel Aidar, foi à Justiça para impedir que dados de transações financeiras de sua empresa cheguem ao Ministério Público.

Aidar saiu do São Paulo pela porta dos fundos, em 2015. Seus adversários descobriram que a consultoria TML Foco, da qual Cinira é sócia, havia recebido um quinhão de 6 milhões de reais do contrato firmado entre o clube e a fornecedora de material esportivo Under Armour.

Com o escândalo na praça, Aidar renunciou, e o MP pediu ao Coaf detalhes das movimentações registradas pela TML Foco. A suspeita: lavagem de dinheiro. Cinira entrou com uma ação no Tribunal de Justiça-SP na tentativa de barrar o envio da informações. Perdeu.

Amanhã, a quinta turma do STJ julgará um recurso da empresária e decidirá se o MP tem direito a obter os dados ou se precisa de uma decisão judicial para recebê-los.

Presidente da Portuguesa estaria em situação irregular

abril 27, 2017

Em 05 de dezembro de 2016, o radialista Alexandre Barros, com expressiva votação, amparada em promessas de campanha que remetiam à modernidade, foi eleito presidente da Portuguesa.

Um mês depois tomou posse, oficialmente, do cargo.

Até anteontem, porém, 26 de abril, a ata desta reunião, segundo fonte, não havia sido registrada em cartório.

Em se confirmando a informação, o clube estaria sem representante habilitado para assinar qualquer tipo de negócio importante, desde contratações de jogadores até acordos judiciais.

Há margem ainda, segundo jurista ouvido pelo Blog do Paulinho, para que todos os atos de Alexandre Barros nestes meses de Portuguesa sejam questionados, gerando enormes prejuízos, financeiros e de imagem, ao clube.

Uma empresa, soubemos, deixou de fechar contrato com a Lusa por conta da falta desta documentação.

O assunto vazou internamente e, por conta de pressões, Alexandre Barros teria ordenado que, às pressas, a situação fosse normalizada, ainda esta semana (sem explicar, porém, o motivo do atraso gerador de toda essa confusão).

Escritor são-paulino desabafa sobre homofobia de adversários

abril 27, 2017

Por JOSÉ RENATO SÁTIRO SANTIAGO*

Sou torcedor tricolor paulista nos últimos anos tão pouco vencedor, um grande motivo para tiração de sarro dos torcedores rivais.

Justamente por isso, e mesmo se não fosse o caso, não consigo entender a necessidade de uso de termos e apelos homofóbicos por parte dos torcedores adversários.

Vindo de muitos lados, normalmente vem acompanhados por “é só brincadeira”.

A homofobia é irmã próxima do racismo e ambos filhos da idiotice, em todos os casos.

*Publicado originalmente no facebook


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