R$ 3,2 milhões: origem do patrimônio de vice do Corinthians, registrado no TSE, é incomprovável

agosto 23, 2016

lord andre negão

‘Patrimônio foi ampliado em 900% após André Negão tornar-se dirigente do Timão’

Por determinação de Lei, o vice-presidente do Corinthians, Andre Luiz de Oliveira, vulgo André Negão, foi obrigado a declarar à Justiça Eleitoral o patrimônio registrado em seu CPF.

O cartola alvinegro é candidato a vereador em São Paulo, utilizado-se do nome “André Luiz” na urna eletrônica.

R$ 3.195.326,72, distribuídos entre cinco imóveis, duas aplicações financeiras na CAIXA (banco que intermediou o empréstimo do BNDES ao Corinthians), dois veículos e duas cotas de sociedade em empresas inativas.

Todos incomprováveis.

Quase 900% de ampliação de patrimônio após se tornar dirigente do Corinthians.

O candidato, até pouco tempo atrás, tinha como fontes de renda lícitas: R$ 3 mil mensais oriundos de cargo no Centro Thomaz Mazzoni (em que, apesar de não comparecer, sacou o montante por apenas três anos) e a recente chefia de gabinete do deputado federal Andres Sanches, pela qual era remunerado em pouco mais de R$ 12 mil (foi exonerado).

No mais, exerce, desde 2007, funções não remuneradas na gestão do Corinthians.

Antes disto (uma vez, durante, em 2011), foi preso três vezes em flagrante por contravenção ligada ao Jogo de Bicho e exploração da “Caça-Niqueis”, além de detido pela “Operação Lava-Jato”, da Polícia Federal, acusado de receber R$ 500 mil em propina da Odebrecht, rendas informais que podem explicar o crescimento do patrimônio, mas não justificar, oficialmente, a origem dos recursos.

Confira abaixo a relação de bens de André Luiz de Oliveira, vulgo André Negão:

IMÓVEL NO PARQUE NOVO MUNDO (Período do “Jogo de Bicho”)

  • Imóvel na Alameda 3º Sargento João Soares de Faria – R$ 350 mil;

IMÓVEIS ADQUIRIDOS APÓS 2007, COMO DIRIGENTE NÃO REMUNERADO DO CORINTHIANS

  • Imóvel no Condomínio Edifício Aurora Tatuapé – R$ 1.017.000,00
  • 02 Imóveis da Avenida José Maria Fernandes – R$ 560 mil
  • Casa em Condomínio Residêncial na Av. Amadeu Poli – R$ 800 mil

APLICAÇÕES DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

  • R$ 321 mil (conta poupança)
  • R$ 14.226,72 (CDB)

AUTOMÓVEIS

  • Tracker LTZ-AT – 2013/2014 – R$ 68 mil
  • MMC Pajero – 2011 – R$ 60 mil

PARTICIPAÇÃO EM EMPRESAS QUE EXISTEM SOMENTE NO PAPEL

  • Imóveis e Empreendimentos Imobiliários Ltda – R$ 100
  • André Luiz Participações S/S Ltda – 5 mil

Por razões óbvias, outras movimentações e bens de difícil comprovação (em nome de terceiros, quartos e quintos), ostentados pelo vice do Corinthians, não fazem parte da lista enviada ao TSE.

A utilização de jogadores da Seleção (sem autorização ?) em campanha para Prefeito de vice da CBF

agosto 23, 2016

gustavo feijó e grafite

Candidato a Prefeito de Boca da Mata/AL, cidade que infelicita há décadas, o vice-presidente da CBF, Gustavo Feijó, veiculou em sua campanha vídeos de jogadores e do treinador da Seleção Olímpica pedindo apoio da cidade durante os Jogos.

Neymar, Renato Augusto, Wallace e Rogério Micale foram utilizados, segundo os próprios, sem autorizarem as respectivas imagens para fins políticos.

Difícil é acreditar, convenhamos, que diante do discurso citando o município alagoano o objetivo fosse outro, apesar de que é compreensível, mas não aceitável, que tivessem medo de recusar o pedido do dirigente, que poderia significar para alguns (exceto Neymar) a possibilidade de perseguição em futuros trabalhos com a CBF.

Não é a primeira vez que Feijó utiliza-se da Casa Bandida em seus rolos.

Publicamos, recentemente, seus desvios de conduta, com ingerência não apenas listas de jogadores (Grafite, na Copa do Mundo de 2010, que custou a não convocação de Neymar), mas também em supostas fraudes de registros de atletas na CBF.

Vice da CBF, empresário de Grafite, que Dunga levou para a Copa do Mundo no lugar de Neymar, está enrolado na Justiça

Troca de emails entre Federações comprova conluio para facilitar negócios de vice da CBF

Confira abaixo o vídeo (descoberto pelo Diário do Poder), com as respectivas transcrições:

Neymar
“Fala galera de Boca da Mata, quero mandar um grande abraço para vocês, agradecer a força, dizer que é isso aí, vamos juntos, se Deus quiser a gente vai ser campeão”.

Walace
“Fala galera de Boca da Mata, aqui é o Walace, quero mandar um grande abraço para vocês, estamos no caminho certo, estamos juntos”.

Renato Augusto
“Fala galera de Boca da Mata, abraço para todo mundo, vamos com tudo para ser campeão. Valeu, abraço”.

Rogério Micale
“Pessoal de Boca da Mata, grande abraço, contamos muito com a torcida de vocês para que a gente possa ser campeão e levar essa medalha de ouro para o Brasil. Grande abraço a todos”.

27/08 – O Dia “D” da Democracia Corinthiana – Um dia para entrar na história

agosto 23, 2016

democraciacorinthiana

Por Dr. HAROLDO DANTAS

No próximo sábado, dia 27/08, os nobres conselheiros do SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA se reunirão, em assembleia extraordinária do Conselho Deliberativo para decidir sobre a reforma estatutária prometida em campanha pelos conselheiros trienais eleitos em fevereiro de 2015.

Outros assuntos também serão objeto da assembleia, alguns de muita importância, mas o que está sendo objeto de intensos debates é mesmo a reforma do sistema eleitoral. O FIM DO CHAPÃO.

No dia 07/08 escrevi sobre o assunto, apontando o que a meu ver são as principais características de cada uma das propostas que tomaram maior relevo, o que denominei de Proposta I (da Comissão do Conselho), Proposta II (de conselheiros) e Proposta III (assinada por associados e conselheiros).

Destaquei que entre a Proposta I e a Proposta II a única diferença é que na Proposta I a composição das chapas pode ser de 50 a 200 candidatos, enquanto que a Proposta II prevê apenas uma forma de composição das chapas. Chapas de 200 candidatos (número de vagas em disputa).

O sistema de eleição em ambas as propostas é o PROPORCIONAL, dando ao eleitor a possibilidade de escolha individual dos candidatos (cada eleitor poderá votar em até 5 candidatos de sua livre escolha, podendo inclusive variar de chapas), ou optar pelo voto na chapa, quando então serão computados 5 votos para a chapa escolhida. Ao final da votação serão apurados o quociente eleitoral de cada chapa e determinado o número de candidatos eleitos em cada chapa levando-se em conta a votação individual de cada candidato.

Já a Proposta III se destaca por ser a única que estabelece o sistema absoluto de votação, sem dar ao associado/eleitor a possibilidade de escolher individualmente os seus candidatos. Muito semelhante ao sistema que se procura acabar (chapão), pela proposta apresentada o eleitor será obrigado a votar em chapas fechadas de 25 candidatos (no chapão a opção é votar em chapas de 250), sendo eleitas as 8 mais votadas, ficando as duas subsequentes com as vagas dos conselheiros suplentes (no chapão se elege a mais votada).

Há ainda uma quarta proposta para o estabelecimento do sistema de votação individual. Por essa proposta não há a necessidade de formação de chapas, cada candidato corre solitário atrás de seus votos e ao final das eleições os 200 mais votados são eleitos.

Tudo isso, todavia, só poderá entrar em debate se os conselheiros, preliminarmente, votarem pela alteração estatutária prometida em campanha, votarem pelo FIM DO CHAPÃO.

Conforme deliberado pelo Presidente do Conselho Deliberativo, a primeira proposta a ser colocada em votação será um SIM ou não pela reforma estatutária do sistema eleitoral. Para que a DEMOCRACIA seja restabelecida será necessário um simples SIM à reforma estatutária e o fim do CHAPÃO (assim apelidado o sistema eleitoral que prevê a forma absoluta de eleição, segundo a qual a chapa que obtêm maior votação elege todos os seus 200 candidatos e os 50 suplentes). Isso quer dizer que, se na primeira deliberação os conselheiros optarem pelo não (o que se coloca apenas para argumentar), todo o resto do debate não acontecerá. Por isso é imperiosa a ação dos associados do CORINTHIANS no sentido de exigir dos conselheiros trienais o CUMPRIMENTO DA PALAVRA DADA. Exigir o SIM à reforma estatutária. O SIM ao fim do chapão.

Deliberado pelo SIM à reforma estatutária será imperioso que se faça uma reforma de verdade, uma reforma que resgate ao CORINTHIANS e seus associados a verdadeira DEMOCRACIA, sistema que dá ao associado a liberdade de escolha, chapas (conjunto de pessoas) ou pessoas em suas individualidades, sempre obedecendo a proporção de votos dados a cada candidato ou chapa como elemento definidor dos eleitos. Não se pode cogitar a possibilidade de termos pessoas eleitas sem votos, não se pode trocar 6 por meia dúzia pensando que se está fazendo mudança.

(*) M.M.D.C. é o acrônimo pelo qual se tornou conhecido o levante revolucionário paulista, em virtude das iniciais dos nomes dos manifestantes paulistas Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo mortos pelas tropas federais num confronto ocorrido em 23 de maio de1932, que antecedeu e originou a Revolução Constitucionalista de 1932.

(**) Estamos pegando uma carona no importante Levante Revolucionário Paulista para criar com o mesmo acrônimo, o Movimento Memória da Democracia Corinthiana. A DEMOCRACIA que precisa ser resgatada.

Blog do Paulinho estará ao vivo no Youtube às 19h30. Participe !

agosto 23, 2016

paulinho

Logo mais, às 19h30, o Blog do Paulinho estará, ao vivo, no YouTube.

Participe !

O leitor poderá enviar mensagens (texto e voz) pelo wathsapp (favor deixar nome ao final da mensagem) ou nos comentários desta postagem, que serão lidas e debatidas no programa.

Entre, também, pelo Skype: blogdopaulinho.

Na sequencia, o vídeo, para quem não puder assistir no horário marcado, ficará disponível no canal de YouTube do blog, no endereço https://www.youtube.com/user/paulinhonet (adicione) e também será postado na barra lateral deste espaço.

Assista, às 19h30, logo abaixo:

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Carlos Nuzman mostra cinismo e ingratidão

agosto 23, 2016

nuzman cob

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

“O presidente do COB e do comitê Rio-16, Carlos Arthur Nuzman, não tem salário, mas tem suas fontes”

Carlos Nuzman está feliz e aliviado.

O povo gostou da festa, os Jogos aconteceram e, apesar dos pesares, não houve nenhuma tragédia.

Se a Olimpíada esteve longe de ser a melhor de todos os tempos, será inesquecível para quem a viveu.

A definição perfeita sobre a Rio-16 veio do presidente do COI, Thomas Bach, que se referiu a ela, diferentemente da praxe a cada edição, não como a melhor, mas como uma “Olimpíada à brasileira”.

Isso mesmo! À brasileira.

Com tudo que a expressão resume, entre qualidades e defeitos, vantagens e desvantagens.

O nosso calor humano, a nossa alegria, a nossa desorganização, a complacência, o jeitinho e o improviso.

É sabido que o importante são as competições e estas, graças ao COI, aconteceram brilhantemente, como brilhante foi o trabalho do SporTV, pau a pau com o que fez a BBC quatro anos atrás.

Mas Nuzman, treinado em usar o discurso para esconder o pensamento, vê tudo cor de rosa, nega o inegável, foge até da avaliação do desempenho esportivo do Time Brasil.

Fique claro que dá na mesma chegar em décimo ou em 13º lugar.

Com raras exceções, nada é fruto de uma política, quase tudo é por geração espontânea.

Tivesse chegado em nono e seria igualmente falso e não há por que esperar mais enquanto o Brasil não tiver Política Esportiva.

Além de cínico, diz não ter salário, mas “suas fontes”, Nuzman é ingrato.

Ingrato com o ex-presidente Lula ao não citá-lo em nenhum momento, ele que foi o diferencial para permitir, na quarta candidatura, a vitória brasileira.

Monoglota e megalomaníaco, Lula não foi citado ou por ingratidão ou por covardia, porque ganhou no discurso de Barack Obama.

Ingrato também ao nem sequer agradecer aos empresários cariocas que financiaram a candidatura, como se não existisse ninguém além dele, Nuzman.

Ingrato ainda ao não falar de João Havelange, sem o qual não haveria Olimpíada no Brasil, embora aí talvez tenha sido por má consciência ou temor, porque sabe que o cartola recém-falecido pôs na parada o sinistro “homem da mala” Jean-Marie Weber, conhecido por seus métodos pouco ortodoxos para convencer eleitores.

Ex-homem-forte da fraudulentamente falida gigante do marketing esportivo ISL, Weber, que andava banido do mundo esportivo, apareceu triunfal e misteriosamente na reunião em Copenhague que elegeu o Rio como sede.

Escolha anunciada, ganhou o primeiro abraço de Havelange.

Não surpreende ver Nuzman agora, como na entrevista concedida a esta Folha, elogiar até a não alternância de poder.

Parece ter esquecido como terminou o reinado de seu omitido ídolo Havelange.

No próximo dia 30, peritos estarão na Arena Palestra para avaliar se houve fraude da WTorre

agosto 23, 2016

arenapalestra

Por ordem do Juíz Marcelo Sérgio, da 2ª Vara de Fazenda Pública, em acolhimento a pedido do MP-SP, peritos judiciais estarão trabalhando na próxima terça-feira (30), à partir das 10h30, na Arena Palestra.

Os objetivos são o de comprovar que a WTorre cometeu fraude ao construir o estádio com alvará de reforma, quando, em verdade, tratava-se de nova obra, e também certificar-se de crimes ambientais cometidos pela construtora.

Há suspeitas de possíveis atos de corrupção nas concessões dos documentos que viabilizaram as etapas de construção.

Diz o MP, na inicial do processo:

  • 1º. Como clube esportivo social, o Palmeiras não possuía 40% de áreas permeáveis;
  • 2º. O alvará de 2002 teria caducado em razão da ausência de obras por um lapso superior a um ano, sendo precária a prova documental produzida pelo Palmeiras no processo administrativo; e
  • 3º. Não se trataria de simples reforma com ampliação, mas de nova obra, com mudança de uso que descumpre requisitos e índices urbanísticos do Plano Diretor Estratégico da Cidade de São Paulo e da legislação que rege o regime jurídico dos clubes esportivos sócias da urbe.

Em se tratando de WTorre, envolvida até o pescoço em desvios de conduta apontados pela Operação Lava-Jato, parceira que é do petista Antonio Palocci (envolvido em Mensalão e Petrolão), tudo pode acontecer, ainda mais levando-se em consideração que, à época, o Palmeiras, no desespero de viabilizar a Arena, assinaria qualquer documento proposto por Walter Torre Jr., mesmo os mais indecentes, amparado que estava em observações de um funcionário, Rogério Dezembro, contratado, posteriormente, para servir, oficialmente, a construtora.

Máfia de Apostas pode estar envolvida em “cai-cai” da quarta divisão de São Paulo

agosto 23, 2016

tanabi

No último domingo, o Tanabi perdia para a Portuguesa Santista por dois a zero, em seu estádio, em partida válida pela Segunda Divisão (equivalente à quarta divisão) do Campeonato Paulista, quando, aos 73 minutos, o jogo foi encerrado por falta de jogadores da equipe da casa no gramado.

O “cai-cai” de jogadores foi descrito, em detalhes, pelo árbitro Marcio Henrique de Gois, em súmula que republicamos, na íntegra, logo abaixo.

A Lusa de Santos precisava fazer saldo de gols para classificar e o Tanabi já estava eliminado do torneio.

Ambas as equipes negam participação em esquema de manipulação, mas relato do presidente do Tanabi dá conta da presença de um homem falando o tempo todo, em inglês, na beirada do campo, realizando anotações, que teria sido liberado após ser preso e declarar que trabalhava para “uma empresa de monitoramento de jogos dos Estados Unidos”.

Em regra, os sites de apostas contratam pessoas para acompanhar partidas de futebol no mundo todo, repassando, ao vivo, estatísticas dos embates, utilizadas quase todas para desfrute de apostadores.

Suspeita-se, não por acaso, que o jogo estaria inserido nesse contexto, de compra de resultado, que pode ter sido fechada diretamente com o jogadores, hipótese reforçada após colaboração da direção do Tanabi.

CONFIRA ÍNTEGRA DOS RELATOS DO “CAI-CAI” NA SÚMULA OFICIAL DA PARTIDA

“Para melhor entendimento do relato abaixo, informo que a equipe do Tanabi E.C. encontrava-se com nove jogadores, pois dois atletas tinham sido expulsos no primeiro tempo.

Aos 52 minutos de jogo, um jogador do Tanabi E.C. caiu e solicitou atendimento alegando câimbra, tendo que sair do campo devido à entrada do médico. O jogador não retornou mais para a partida. Cabe a mim informar que a equipe do Tanabi já havia feito a única substituição que tinha direito, porque apresentou apenas 12 jogadores para a partida, sendo 11 titular e um suplente.

Aos 59 minutos de jogo um segundo jogador da equipe do Tanabi E.C. solicitou atendimento alegando dor na perna após uma disputa de bola, tendo que sair do campo devido à entrada do médico. O jogador não retornou mais para a partida.

Após a saída do segundo jogador do Tanabi para atendimento médico e já reiniciada a partida, alguns jogadores da equipe passaram a me questionar se eu não deveria paralisar a partida, pois, entendiam que estavam com seis jogadores e, portanto, não poderia mais continuar a mesma. Cabe a mim informar que havia sete jogador. A questão é que eles não consideraram o próprio goleiro.

Após alguns jogadores me questionarem e também ao quatro árbitro sobre a quantidade de jogadores para continuar uma partida, aos 62 minutos um terceiro jogador caiu solicitando atendimento médico e, aos 63 minutos, também saiu do campo de jogo e a equipe do Tanabi ficou apenas com seis jogadores em campo.

Sendo assim, não reiniciei a partida aguardando o atendimento médico e uma possível volta do jogador para completar o número mínimo de jogadores para a continuação da partia: sete.

Aos 64 minutos, enquanto a partida estava paralisada, estava respondendo a um questionamento referente à situação da partida ao técnico da equipe do Tanabi, o senhor Wagner Miranda de Souza, na lateral do campo de jogo, quando entrou o senhor Irineu Alves Ferreira, presidente do Tanabi, puxando o senhor Wagner e dizendo as seguintes palavras: “Vamos, Wagner, vamos sair, já foi, vamos”. Nesse momento, o senhor Wagner respondeu a ele: “Não, eu não fui expulso, pra quê sair?”. Imediatamente o senhor Irineu o soltou e saiu.

Uma outra pessoa, identificada como roupeiro da equipe do Tanabi, o senhor Durval Andreazi, nesse momento subiu pelo túnel que dá acesso ao campo através do banco de suplentes, disse algumas palavras que não consegui entender e se retirou.

Após o ocorrido informei aos capitães do procedimento que seria feito, aguardamos alguns minutos quando recebemos a informação do médico, o senhor Luis Alcides Fusco Marques (CRM 55.166), que o sétimo jogador não iria continuar a partida.

Então, aos 73 minutos, encerrei a partida por número insuficiente de jogadores por parte do Tanabi E.C.

Informo que o horário correto do término da partida foi às 11h31, não sendo possível colocar na súmula eletrônica, porque ela gera o horário automaticamente”.

Imprensa não tem que se desculpar por críticas antes dos Jogos

agosto 23, 2016

olimpiadacharge

Da FOLHA

Por MARILIZ PEREIRA JORGE

Nem bem terminou a primeira semana de Olimpíada, começaram as cobranças ora de articulistas ora de torcedores entusiasmados para que a imprensa estrangeira e nacional pedisse desculpas pelas “críticas e pelo pessimismo”.

Como se o fato de o evento ter sido um sucesso transformasse tudo que foi criticado, cobrado, denunciado em notícias infundadas. Não eram e não são.

A baía da Guanabara continua poluída. As águas mais claras celebradas na competição contaram com dois fatores: a sorte e o truque. Primeiro, não choveu forte, o que poderia ter levado lixo à área de provas, e a corrente sul garantiu águas limpas.

No quesito maquiagem-para-gringo-ver, comportas de esgoto na região da baía foram fechadas no dia 8 e reabertas no domingo (21). Um vídeo publicado pela Associação de Amigos e Moradores de Botafogo mostra quando o esgoto voltou a jorrar no Aterro do Flamengo.

“A água estava muito clara e limpa nestas duas semanas. Eu saio de caiaque todos os dias e ali é puro esgoto. Está voltando tudo ao normal”, contou Lorena Mossa, frequentadora do local.

Mesmo com o truque, a belga Evi Van Acker, bronze em Londres e favorita ao pódio na classe laser radical, ficou doente após competir na baía. Sem a manobra da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgoto do Rio), poderia ter sido pior. Azar de Van Acker ter ficado com dor de barriga.

Outro fator questionado era a segurança, que funcionou bem. Se 85 mil soldados e policiais não fossem o suficiente, nada mais seria. Mesmo assim, houve casos de bala perdida, tentativas de assalto com morte, tiroteio em favela, fogo cruzado na Linha Vermelha.

O trânsito também era um ponto crítico, e, se o metrô não tivesse ficado pronto a tempo, possibilidade que o governo estadual admitiu, teria sido um desastre.

Por último, faz todo o sentido a imprensa ter questionado a capacidade do país de organizar um megaevento. Falhamos em quesitos básicos como entrada, alimentação e inspeção. Milhares de torcedores perderam parte das competições porque não conseguiram entrar a tempo nas arenas. Muitas vezes, a inspeção era relaxada para dar maior vazão, o que poderia comprometer a segurança. Precisamos falar da comida ruim, com poucas opções e cara?

Não há do que se desculpar. Escrever posts ufanistas é passatempo de internauta. Press releases falando como tudo será perfeito é trabalho de assessoria. Quem faz o trabalho pesado de apurar, denunciar, criticar, cobrar é a imprensa. Jornalista não é animador de torcida. É chato, mas muitas vezes só tem notícia ruim.

Quer uma boa? Dia 7 de setembro tem mais, começa a Paraolimpíada. E, com tudo que vimos até agora, o Rio tem a chance de fazer o melhor evento da história.

O Blog do Paulinho precisa da sua colaboração

agosto 23, 2016

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O atacante da Seleção e o cigarro do capeta

agosto 22, 2016
taison

O atacante Taison, convocado para a Seleção Brasileira, e seu polêmico “cigarro”

O jogador Taison acaba de ser convocado por Tite para a Seleção Brasileira, apesar de, em opinião geral, tratar-se apenas de mediano (se tanto) atacante.

Fora das quatro linhas é ainda mais complicado.

Dizem ser chegado a experiências combatidas pelo exame anti-doping, e que utilizaria-se, com frequencia, de substâncias tratadas como ilícitas, independentemente do que se pense sobre o assunto.

Não se constrange nem em posar para fotos em meio a “aventuras”.

Tomara Tite saiba bem com o que está lidando, evitando assim dissabores maiores do que apenas deixá-lo na reserva por provável deficiência técnica.

A primeira convocação de Tite

agosto 22, 2016

tite 1

Saiu a primeira convocação da Seleção Brasileira treinada por Tite, que tentará salvar-se do vexame de ficar de fora da Copa do Mundo.

O time ocupa, no momento, a sexta colocação das eliminatórias.

As partidas serão disputadas contra Equador, em Quito, e Colômbia, em nosso país.

Junto aos esperados Alisson e Marcelo Ghroe, entre os goleiros ganhou vaga também o medalhista olímpico Weverton, fruto da regularidade de sua atuação no torneio.

Na zaga, Gil foi convocado pelo que jogou no Corinthians (com Tite), Marquinhos e Miranda eram nomes certos, restando a última vaga para Rodrigo Caio, que jogou bem nas Olimpíadas (diante de adversários fracos), mas não possui nível para vestir a camisa amarela.

Tite ousou com laterais absolutamente ofensivos, Daniel Alves, Fagner, Filipe Luis e Marcelo, mas terá que treinar bem o meio campo para cobrir os buracos defensivos, inevitáveis.

No meio, Casemiro evoluiu no Real, Giuliano pode vir a ser o que dele se espera, Lucas Lima precisa brilhar mais, Paulinho está na lista pelo passado, Philippe Coutinho e Willian, pelo futuro, além de Renato Augusto, premiado pela atuação olímpica e Rafael Carioca, uma incógnita.

Com apenas uma surpresa (a convocação de Taison, jogador mediano, se tanto), o ataque será formado por Neymar, inquestionável, Gabriel Jesus, promessa, Gabigol, o razoável que acredita ser craque.

Dentro do aceitável, Tite convocou jogadores que possam se enquadrar com mais facilidade no sistema de jogo que ele acredita ser mais adequado ao atual momento da Seleção Brasileira.

Alguns nomes agradam, outros não, mas já se trata de avanço a falta de suspeita de favorecimento a terceiros numa lista divulgada pela CBF.

Abaixo a Lista completa de convocados

Goleiros: Alisson, Marcelo Ghroe, Weverton

Zagueiros: Gil, Marquinhos, Miranda, Rodrigo Caio

Laterais: Daniel Alves, Fágner, Filipe Luís, Marcelo

Meias: Casemiro, Giuliano, Lucas Lima, Paulinho, Phillipe Coutinho, Rafael Carioca, Renato Augusto, Willian

Atacantes: Gabigol, Gabriel Jesus, Neymar, Taison

André Negão (PDT) é acusado de fraude em divulgação de candidatura a vereador

agosto 22, 2016
negão candelária 1

Dep. Luiz Moura (ligado ao PCC, segundo o MP) ao lado de André Negão (PDT) com Luis Medeiros (na faixa)

A FOLHA, de ontem, trouxe reportagem dando conta de que candidatos a vereadores, entre os quais André Luiz (PDT), vulgo André Negão, tem se utilizado de fraudes na exposição de faixas de “agradecimento”, localizadas em obras da qual não nunca participaram.

Negão é vice-presidente do Corinthians e já foi preso em diversas oportunidades.

Em três delas (registradas) por contravenção ligada ao Jogo de Bicho, uma por agressão a mulher e a última, meses atrás, no âmbito da Operação Lava-Jato, da PF, acusado de receber R$ 500 mil em propina da ODEBRECHT.

Diz trecho da reportagem:

“Candidatos a vereador em São Paulo aliados ao Secretário de Coordednação de Sub-Prefeituras de São Paulo, Luiz Antonio de Medeiros, tem aproveitado obras públicas para se promoverem”

“No bairro da Vila Gil, na Zona Leste, a Prefeitura asfaltou a rua Nova Esperança e um campo de futebol improvisado, que até três semanas atrás era de barro, assim como o resto da via”

“De acordo com um proprietário de uma venda em frente ao campo, Medeiros pediu para que ele colocasse uma faixa em homenagem a si e “ao amigo André Luiz”, com retrato de ambos, “pelas melhorias realizadas em nosso bairro”

“André Luiz Oliveira, conhecido como André Negão, é candidato pelo PDT e vice-presidente do Corinthians”

“Edvandro Rios Coelho, dono do mercado onde foi afixada a faixa e vice-presidente da associação de moradores, disse que Oliveira (André Negão) não apareceu na região”

“Oliveira foi preso em flagrante, em março, por porte ilegal de armas e liberado ao pagar fiança de R$ 5 mil”

“Alvo da Operação Lava-Jato, ele foi citado sob suspeita de ter recebido R$ 500 mil em propinas da Odebrecht, mas nega a acusação”

O encerramento das Olimpíadas

agosto 22, 2016

14 bis olimpíadas

Em festa mais comedida do que a abertura, mas ainda assim de boa qualidade, os Jogos Olímpicos do Brasil foram encerrados, ontem, no Maracanã.

Esportivamente, deixarão saudades.

Testemunhamos a história sendo escrita, com os magníficos desempenhos de duas lendas do esporte: Usain Bolt imortalizou-se com o tri-campeonato olímpico (100m, 200m e 4x100m), corredor que dificilmente será superado, assim como o tubarão Michael Phelps e suas seis medalhas (cinco de Ouro), ambos gênios absolutos, inesquecíveis.

Houve também o nascimentos de prováveis novos fenômenos, com a americana Simone Bales, na ginástica, além da consagração doutros, entre os quais o francês do Judô.

O Brasil comemora sua evolução em números no quadro de medalhas, aquém da meta sugerida, muito pouco para quem organizou os Jogos.

Sem política esportiva, voltou a depender da capacidade bruta de alguns talentos e de grande colaboração das Forças Armadas, que fizeram o que as Confederações, mais preocupadas em remunerar dirigentes, nunca foi capaz de efetuar.

Isaquias Queiroz, da canoagem, que antes do Jogos escancarou em mídia social seu desespero com a falta de apoio, superou-se, conquistou três medalhas (duas de prata e uma de bronze) numa única edição olímpica (uma delas com Erlon de Souza), em sua primeira olimpíadas, feito inédito até então.

O Ouro reluziu para o corajoso Thiago Braz (que junto com Isaias é candidato a Mito) no salto com vara (outro sem apoio da Confederação), para a lutadora judoca Rafaela Silva, para o improvável campeão Robson Silva, aos geniais Alison e Bruno Schmidt no Volei de Praia, voltou ao DNA Grael, com as espetaculares Martine Grael e Kahena Kunze (na Vela), para os jogadores de Rogério Micale no futebol masculino, e, por fim, no emocionante Vôlei masculino.

Destaque também para a Prata redentora de Diego Hypólito (ginástica) acompanhado do Bronze de Arthur Nory, doutra Prata, histórica, de Felipe Wu (tiro), do ex-medalhista de Ouro, Arthur Zanetti (argolas), ao bronze de Rafael Silva, o Baby, e Mayra Aguiar, no Judô, de Polyana Okimoto, na maratona aquática, à prata de Ágatha e Bárbara, no vôlei de praia e o bronze, também improvável, de Maicon Siqueira, no Taekwondo.

Na organização dos Jogos, há razões para críticas severas, mas também alguns surpreendentes elogios.

Nossos problemas habituais referentes a falta de organização se fizeram presentes em todos os eventos: filas mal conduzidas para entrada de público, banheiros imundos e insuficientes, comida de má-qualidade a preços exorbitantes, etc.

Em contrapartida, a segurança dos Jogos, principal preocupação antes do início, atuou como em países de primeiro mundo, reforçada por efetivo grandioso da PM de São Paulo (quase 4,5 mil homens), com auxílio das Forças Armadas e da silenciosa, porém eficiente parceria com o FBI americano.

Dois fatos, relacionados ao público, foram constrangedores para o evento: o fracasso retumbante da comercialização de ingressos (boa parte doada pela Organização) que deixaram arenas e estádios (tirando um ou outro evento), quase vazios e a má-educação habitual do brasileiro, tratando Jogos Olímpicos como se fossem peladas da Rocinha.

Entre os torcedores educados, porém, foram arrebatadoras as demonstrações de carinho aos atletas, tanto os nacionais quanto alguns estrangeiros, principalmente Usain Bolt, espécie de herói mundial.

Resta-nos agora, após as Olimpíadas, enfrentar a dura realidade da corrupção encoberta, até então, pelo noticiários do evento.

Superfaturamentos, desvios de verba, propinas e demais assaltos ao bolso da população deverão ser ainda maiores do que os do Pan e da Copa do Mundo, recém realizadas no Brasil, que ainda lutam para ver seus ladrões na cadeia, apesar de boa parte deles ainda, impunes, continuarem a dar as cartas em seus respectivos negócios.

A tarefa, da polícia, da imprensa e da população será tão árdua quanto a dos atletas medalhistas, porém com bem menos possibilidades de vitória, mas, ainda assim, com espírito olímpico, a ela nos aplicaremos nos meses que estão por vir.

Voltando à cerimônia de encerramento, o Brasil passou, com simpatia, o bastão para o Japão, que receberá o mundo em 2020… será que nosso desempenho, fora de terras tupiniquins, se manterá, ao menos, neste patamar (que sequer é suficiente) ou a oportunidade de estímulo à política de pratica esportiva, seja ela de rendimento ou não, ficará esquecida nas gavetas de nossos dirigentes, embaixo dos tradicionais envelopes de conteúdos quase sempre inconfessáveis ?

Quem viver, verá.

São Paulo recorre para não ter Rafael Ilha como associado

agosto 22, 2016

rafael ilha

Em 2013, o ex-polegar Rafael Ilha ingressou com ação contra o São Paulo com objetivo de ser aceito em seu quadro de associados, pretensão rechaçada pelo clube após suposto resultado negativo de sindicância.

O “cantor” recorreu a Justiça entendeu que teria direito a acesso à documentação utilizada pelo Tricolor para negar-lhe a associação, obrigando o clube a expô-la no processo.

Inconformado, o São Paulo interpôs recurso, aceito pelo TJ-SP, semana passada.

Caberá agora ao órgão decidir, nos próximos meses, a procedência ou não do respectivos pedidos.

Brasil fecha Olimpíadas com Ouro do Vôlei

agosto 21, 2016

volei

Em desempenho espetacular, a Seleção Brasileira de Vôlei venceu a favorita Itália, por três sets a zero, conquistando a terceira medalha de Ouro de sua história.

Antes havia vencido em Barcelona (1992) e Atenas (2004).

Nas últimas duas Olimpíadas o Brasil perdeu as finais, voltando para a casa com a Prata no peito.

O embate, duríssimo, teve parciais de 25-22, 28-26 e 26-24, com grande atuação de Wallace.

Destaque também para o incansável Serginho, mito do torcedor, no auge de seus 40 anos.

Após uma primeira fase em que quase foi eliminada, a Seleção cresceu no torneio, eliminou a Russia, última campeã, classificando-se para a finalíssima.

Um título merecido, conquistado pela menos favorita de nossas seleções, o que por si torna o feito ainda mais memorável.


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