Andres Sanches vaiado no Conselho, fuga de dirigentes, motim… bastidores da reunião que acabou com o “Chapão”

agosto 28, 2016

andres mané negão

Ontem, em reunião histórica do Conselho, o Corinthians livrou-se do cabresto eleitoral imposto pelo grupo que comanda o clube desde 2007, aprovando o fim do sistema de votação de conselheiros denominado “chapão”.

Agora serão necessárias a formação de mini-chapas com 25 nomes cada, sendo as oito primeiras mais votadas eleitas, e as duas subsequentes ficando na suplência.

Porém, não apenas pelo resultado final do encontro, mas pelo que ocorreu durante as discussões, o Timão deu mostras de que mudanças importantes estão por acontecer.

O ex-presidente Andres Sanches não apenas saiu derrotado da disputa, mas, em postura inédita nos últimos nove anos, também vaiado em seu pronunciamento no Conselho, fruto de um motim antes impensável.

Vexatório ainda foram os não comparecimentos, e não se tratava de uma reunião de Conselho qualquer, de seus principais aliados no Parque São Jorge, o ex-bicheiro André Negão e o “cargueiro” Mané da Carne, ambos constrangidos pelos recentes acontecimentos que escancaram seus desvios de conduta (o primeiro impugnado pelo TSE com exposição de diploma suspeito e extensa ficha criminal e o segundo tratado como vigarista das categorias de base alvinegras).

Mané sequer avisou as razões de sua fuga, enquanto Negão enviou aos conselheiros carta assinada alegando “motivo de força maior” para o não comparecimento, não sem antes encaminhar seu pensamento pela escolha do sistema de votação individual, derrotado posteriormente no Conselho, imortalizando a acachapante derrota de um grupo que acreditava ainda controlar todos os votantes.

carta andré negão

A derrota do Chapão carregou consigo boa parte do poder e prestígio de Andres Sanches e seu grupo, que, agora dividido, procura espaço em novas composições (muitas sem definições claras) que devem movimentar, nos meses que estão por vir, os bastidores da política alvinegra.

Agressões no São Paulo são frutos da promiscuidade de bandidos com dirigentes

agosto 28, 2016

ct spfc

Os episódios lamentáveis ocorridos ontem, em que bandidos “organizados” invadiram o CT do São Paulo, depredaram o local, roubaram patrimônio do clube e ainda ousaram agredir jogadores são frutos de uma relação promíscua dessa gente com dirigentes tricolores.

São anos de facilitações em troca da promiscuidade.

Fossem torcedores, de fato, do São Paulo e não de suas quadrilhas (falo de dirigentes e seus grupos e também das “organizadas”) permitiriam que a situação chegasse a tal ponto ?

Que torcedor apaixonado roubaria seu próprio clube ?

Que dirigente “torcedor” permitiria a invasão ?

Sim, ela foi permitida (os cartolas foram avisados antes de que ocorreria, e, temerosos, dois dias antes acionaram a PM, numa espécie de “lavar as mãos”), apenas não imaginaram que a manifestação chegaria às vias de fato.

Porém, como esperar menos de grupos formados pela escória da sociedade ?

Colocar em risco, como fizeram, o patrimônio Tricolor e a integridade física dos jogadores para isentar-se com as “organizadas” é demonstração da falta de grandeza e covardia incompatíveis com os predicados necessários para se tornar gestor de um clube tri-campeão mundial.

Tão cara de pau foi o procedimentos dos cartolas do clube no episódio, que, não porque quiseram, mas por terem sido obrigados, cederam imagens do episódio à polícia, gabaram-se por isso em entrevista, sem, porém, identificar nominalmente um vagabundo sequer dos que vilipendiaram as instalações e a honra são-paulina.

Evidentemente, Leco e seus comandados conhecem a grande maioria dos bandidos, seja por nome ou “vulgo”, mas, por medo ou conivência (talvez o código do silêncio que norteia as ações de grupos que atuam em conjunto), omitiram-se.

Convenhamos, numa situação como esta, o presidente do São Paulo escolher proteger energúmenos em desfavor dos interesses do clube é atitude, por si, inominável.

Se dos covardes “Independentes”, “Dragões” e assemelhados não se pode esperar coisa muito melhor, do comando Tricolor, ao contrário, é necessário comportamento de estadista, de gente decente, mesmo que comprovadamente incompetentes no exercício das funções à que foram designados.

O São Paulo e seus verdadeiros torcedores não merecem coabitar o mesmo espaço daqueles que podem, em poucos meses, entrar para a história como responsáveis, cada qual com sua parcela, de momentos vergonhosos que, até então, somente os adversários haviam enfrentado.

Escadinha é nosso Rei

agosto 28, 2016

serginho volei

(trecho da Coluna de JUCA KFOURI, na FOLHA)

A Olimpíada dos reis Usain Bolt e Michael Phelps, em seu derradeiro dia, revelou um terceiro imperador: Serginho, o nosso Escadinha, comoveu todo mundo no Maracanãzinho, bicampeão olímpico, duas vezes prata, eleito o jogador mais valioso do torneio de vôlei.

Ser rei em esportes individuais não é nada fácil, em esporte coletivo é ainda mais difícil.

Escadinha foi.

Foi porque entregou seu infinito talento a um sexteto que fez do coração seu maior trunfo -e ninguém tem ou teve na fenomenal história do vôlei brasileiro mais coração que Escadinha.

Aos 40 anos, baixinho de 1,84m entre gigantes, depois de ter abandonado a seleção em 2012 com a prata em Londres e voltado, após quase três anos, a pedido de Bernardinho -novo acerto brilhante do treinador.

O paranaense, não por acaso de Diamante do Norte, considerado internacionalmente o melhor líbero de todos os tempos, posição criada em 1998, excedeu em todos os sentidos.

O líbero não pode sacar, não pode bloquear, não pode nem levantar na zona de ataque, só pode fazer todo o resto, ou seja, receber e defender e defender e receber, com uniforme diferente dos demais.

Diferente dos demais. Demais!

“Ei, ei, ei, Escadinha é o nosso rei”, exultava o Maracanãzinho.

Chorei

Cinco razões para darmos adeus a Dilma

agosto 28, 2016

fora dilma

‘Lá atrás, em 2003, Lula a mandou presidir o Conselho de Administração da Petrobras. Por que o fez? Acreditava sinceramente em sua competência técnica? Ou, ao contrário, percebia seus limites e a considerava incapaz de desvendar a teia de corrupção lá instalada? Ou ainda por saber que ela, cedo ou tarde, a desvendaria, mas não se furtaria a dançar conforme a música?’

Da FOLHA

Por BOLÍVAR LAMOUNIER

O excesso, não a falta, é o que dificulta enumerar os motivos para o afastamento definitivo de Dilma Rousseff da Presidência.

Quem assume tal tarefa se vê diante de duas alternativas: resumi-los numa única sentença, dizendo que ela nunca deveria ter estado lá, ou elaborar um esquema lógico parcimonioso, que permita reduzi-los a um número manejável.

Opto pelo segundo caminho, tentando compactar meu argumento em cinco pontos principais. O primeiro, como não poderia deixar de ser, é a ilegalidade ou, se preferirem, a posição de ilegitimidade formal em que Dilma se colocou.

Refiro-me aqui, naturalmente, aos crimes de responsabilidade que embasam o impeachment. Como Estado constitucional que é, o Brasil não poderia seguir em frente como se nada tivesse acontecido.

Não poderia manter na Presidência um titular que, além de reiteradamente demonstrar desapreço pelas instituições da democracia representativa, não hesitou a atropelar os limites da legalidade no tocante à administração financeira e à legislação orçamentária.

Especificamente, autorizar créditos suplementares sem a aprovação do Congresso equivale a desconsiderar a necessidade de uma lei orçamentária e a ignorar a existência do Legislativo como contrapeso ao Executivo, atingindo dessa forma, em seu âmago, a forma republicana e democrática de governo.

Os quatro pontos que abordarei a seguir têm a ver com o que se pode, apropriadamente, denominar ilegitimidade material, ou substantiva.

Para se eleger e reeleger presidente, Dilma Rousseff participou de uma farsa arquitetada pelo ex-presidente Lula, farsa assentada, como se recorda, sobre três pilares principais: a popularidade de Lula (à época superior a 80%), embustes publicitários levados ao paroxismo e recursos de origem ilícita jorrando em abundância. Aqui, como antecipei, não se trata de ilegitimidade formal, mas material.

Do ponto de vista estritamente jurídico e ex ante, não havia como questionar tal trama. Cabia questioná-la, isso sim, em termos do que o sociólogo Émile Durkheim chamaria de “elementos não contratuais do contrato”, ou seja, do ponto de vista da lealdade a regras não escritas da vida política e do regime democrático, que excluem postulações farsescas como as de Dilma Rousseff em 2010.

Com seus próprios recursos, Dilma não se elegeria nem para a Câmara Municipal de Porto Alegre, onde residia, e disso Lula sabia melhor que ninguém. Mas sabia também que sua popularidade pessoal, as mágicas do publicitário da corte e a cornucópia da Petrobras seriam suficientes para alçar sua pupila às alturas do Planalto. Docemente constrangida, Dilma aquiesceu, ou seja, prestou-se a tal farsa.

O terceiro fator que me propus a abordar é a incompetência gerencial de Dilma e sua interface com a corrupção. Para bem expor esse ponto, creio ser útil entrelaçá-lo com a campanha presidencial de 2014. Àquela altura, como sabemos, a derrocada econômica já comia solta.

A questão central era (como é até hoje, dados os desatinos do primeiro mandato de Dilma) o desarranjo das contas públicas. Aqui entra a questão da accountability, anglicismo inevitável quando se trata de discutir a ilegitimidade material de um governo.

Se as palavras ditas durante a campanha fossem levadas a sério, Dilma teria que admitir a inexorabilidade do ajuste fiscal. Não o fez, como bem sabemos. Ao contrário, atribuiu a seu adversário a intenção de fazer o que ela sabia ser inevitável.

Explica-se: no leme, além dela mesma, encontravam-se Lula e João Santana, um trio para o qual malícia e política podem perfeitamente caminhar de braço dado. O resultado aí está à vista de todos: um país economicamente destroçado, com 11,6 milhões de desempregados, forçado a aguardar, pacientemente, o ato final dessa dupla farsa que me vi forçado a relembrar.

Só Deus sabe se Lula, em algum momento, acreditou que Dilma fosse uma tecnocrata da mais alta estirpe. Fato é que, logo no início de 2015, na esteira da impopularidade advinda da crise econômica, a imagem da Dilma-gerente apresentou rachaduras devido à sua interface com a corrupção.

Lá atrás, em 2003, Lula a mandou presidir o Conselho de Administração da Petrobras. Por que o fez? Acreditava sinceramente em sua competência técnica? Ou, ao contrário, percebia seus limites e a considerava incapaz de desvendar a teia de corrupção lá instalada? Ou ainda por saber que ela, cedo ou tarde, a desvendaria, mas não se furtaria a dançar conforme a música?

Seja qual for a resposta certa, fato é que os “malfeitos” de Pasadena corriam sobre a grande mesa do conselho como uma manada de búfalos, sem que Dilma ouvisse o tropel.
Meu quarto ponto pode ser abordado de maneira concisa. O problema é que o despreparo de Dilma não decorre apenas de sua incompetência gerencial e de sua incultura econômica, mas de algo que, de certa forma, as precede: a pobreza de sua visão do mundo. De sua formação ideológica, se preferem.

“Mas como”, pode-se objetar, “ela não é petista? Não governava dentro dos parâmetros ideológicos do petismo?”. A objeção seria ponderável, se soubéssemos em quê, exatamente, consiste a nunca assaz louvada “ideologia petista”.

Fora de dúvida é que Dilma assumiu o governo acreditando piamente que tinha uma ideologia, quero dizer, uma estratégia válida para a promoção do crescimento. No frigir dos ovos, nos demos conta de que sua estratégia era uma mescla mal ajambrada do velho nacional-desenvolvimentismo com a ilusão de aqui implantar um modelo de feição asiática, inspirado no sucesso indiscutível da Coreia do Sul.

Como ocorria nos anos 1950, também para ela educação, ciência e tecnologia, formação de capital humano, essas coisas “menores”, poderiam esperar. Com essa mentalidade Dilma subiu a rampa do Planalto em janeiro de 2011. Em termos políticos, seu “modelo” econômico tinha três requisitos fundamentais.

Primeiro, o popular “quem manda sou eu”; segundo, o Tesouro capta dinheiro caro no mercado e o BNDES se incumbe de repassá-lo pela metade do custo a empresários tão amigos quanto dinâmicos; terceiro, subsídios a rodo, notadamente sob a forma de exonerações fiscais, para incentivar a indústria automobilística e afins a retomarem o crescimento de um jeito ou de outro, além de manter o nível de emprego, cuja importância eleitoral ela não desconhecia.

Em quinto e último lugar, mas não menos importante, a saída de Dilma Rousseff é a limpeza de terreno imprescindível para que o Brasil apresse a recuperação econômica e comece, o quanto antes, a repensar seu futuro.

Para isso, algumas medidas serão necessárias. O ajuste fiscal é a primeira delas. Depois, fortes investimentos em infraestrutura, sem os bloqueios ideológicos que os inviabilizaram durante todo o período lulo-dilmista.

Também são fundamentais propostas sociais enérgicas, notadamente na área educacional, reduzindo programas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida à função paliativa que lhes é inerente.

Por fim, aprofundando e concluindo o ataque à corrupção, deve-se encetar uma reforma política séria e abrangente, com o objetivo de recolocar o sistema político num patamar aceitável de legitimidade.

BOLÍVAR LAMOUNIER, 73, é cientista político e sócio-diretor da Augurium Consultoria. Escreveu, entre outros, “Tribunos, Profetas e Sacerdotes: Intelectuais e Ideologias no Século 20” (editora Companhia das Letras)

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agosto 28, 2016

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Derrota histórica de Andres Sanches no Corinthians. Caiu o Chapão !

agosto 27, 2016

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O grupo “Renovação e Transparência”, capitaneado pelo deputado federal Andres Sanches (PT), rachou em meio à votação do novo sistema eleitoral alvinegro, encorpando a vitória da proposta oposicionista, ou seja, o fim do “Chapão”.

Uma derrota histórica do ex-presidente alvinegro, que indica ainda a continuidade do crescimento de seus adversários.

Três novas propostas seguiram, então, para votação: Eleição proporcional com chapas de 200 candidatos, eleição de mini-chapas com 25 candidatos e votação individual.

Disputam agora, em segundo turno, as duas primeiras opções.

Assim que o resultado sair informaremos imediatamente.

ATUALIZAÇÃO: a proposta vencedora foi a de mini-chapas de 25 pessoas (em votação apertada, 125 a 115), em que puxadores de votos elegem o restante dos inscritos (quem tem dificuldade de conseguir votos passará a ter chances de ingressar no Conselho). Haverá diversificação de grupos na próxima eleição alvinegra, sem o monopólio que ficava em mãos do presidente eleito.

André “cachaça”, Elias e Gabigol: negócios estranhos do futebol mundial

agosto 27, 2016

elias e gabigol

A Internazionale de Milão anunciou, ontem, a contratação do atacante Gabigol, por impressionantes R$ 108 milhões, pagos à vista, ao Santos Futebol Clube.

Negócio superior à transação de Neymar.

R$ 18 milhões a mais do que havia oferecido, semana passada, mesmo sem o clube brasileiro solicitar o acréscimo de preço.

Vamos às questões:

  • Alguém tem dúvidas de que o Santos aceitaria a primeira proposta (ou até valor menor), ainda mais com pagamento sem parcelamento ?
  • Quem, em sã consciência, visando a realização de bom negócio, pagaria quantia semelhante por um jogador claramente mediano (se tanto), sabedor da atual condição financeira dos clubes brasileiros ?

Tempos atrás, o Corinthians acertou a re-contratação do volante Elias, por valores, até os dias atuais, indefinidos, e também a do atacante André “cachaça”, que há anos não atuava sequer em desempenho mediano.

Durante esta semana, André foi revendido ao Sporting (Portugal), com a revelação de que o Timão ainda não havia pagado por Elias, e que, por este motivo, nada receberia pela mais recente transação.

Um negócio absolutamente enrolado, como costuma ocorrer quando efetuados com clubes portugueses, quintal do agente Jorge Mendes (sócio de Carlos Leite, não por acaso, um dos gestores da carreira de Elias).

A ligação destes dois estranhos negócios, envolvendo Santos e Corinthians, está na participação ativa do empresário Kia Joorabchian, que os porões do futebol brasileiro conhecem bem.

O iraniano é o gestor “informal” do departamento de futebol da Inter de Milão, agente de André “cachaça”, além de dividir negócios, há anos, com o empresário de Elias e também com o de Gabigol, o sempre complicado Wagner Ribeiro.

Não se pode afirmar que seja o caso, mas quando alguém ou um grupo precisa esquentar dinheiro o procedimento não é o de realizar negócios em que o prejuízo, em vez de ruim, ajuda a esconder a origem do que não pode ser comprovado ?

O reprovável procedimento do presidente do CORI, do Corinthians

agosto 27, 2016
Osmar Basílio

Osmar Basílio

O Corinthians viverá, nas próximas horas, importante capítulo de sua história, em que conselheiros decidirão pela manutenção do atual sistema eleitoral (“Chapão”) ou sua eliminação, dando início a tempos democráticos no Parque São Jorge.

Tratamos à respeito em texto que pode ser conferido no link a seguir: https://blogdopaulinho.com.br/2016/08/26/pelo-fim-do-chapao-no-corinthians/

Dentro deste contexto, no pleito passado, todos os últimos 200 conselheiros eleitos, além do Presidente e seus vices, assinaram documento comprometendo-se a batalhar pela mudança.

Tratava-se, porém, de engodo, mero subterfúgio eleitoreiro, semelhante ao utilizado pela presidente do Brasil, Dilma Rousseff (PT), prestes, não por acaso, a ser definitivamente expulsa da política nacional.

Nos últimos meses, reuniões estão sendo realizadas, alternando as residências do ex-presidente Andres Sanches e seu braço direito, o ex-bicheiro André Negão, prestigiadas por desembargadores de pouco apreço pela decência, além de diversos outros seguidores.

O objetivo: alinhar o discurso e os procedimentos para manter ativo o “Chapão”.

Em resultado, muitos dos signatários do termo de compromisso de eliminar o “cabresto” eleitoral alvinegro encontram desculpas para mudar de ideia, alguns até dizendo “não lembrar” de ter assinado ou tê-lo feito “sem ler”.

Coisa de gente que não honra as calças (ou saias) que vestem.

Ontem, após constatar a debandada de alguns membros da atual gestão (inseridos nos 200), e a pressão dos associados alvinegros por mudanças, o vice-presidente André Negão, safo de politicagem, temendo a derrota de seu grupo na votação de hoje, utilizou-se da seguinte estratégia: pela manhã, enviou, por mídia social, utilizando-se indevidamente de mailing do clube (já o faz em campanha a vereador), mensagem em que aparentava “dar de ombros” para a derrota do “Chapão”, inserindo no comentário que acreditava, em caso de mudança no sistema, que o melhor seria inserir a “votação nominal”, sem a formação de grupos.

O procedimento se deu para evitar “passar recibo” em caso de revés eleitoral.

A verdade de seu pensamento, e do grupo que representa, surgiu horas depois, por intermédio de seu mais ilustre “pau-mandado”, o proprietário da Faculdade DRUMMOND (aquela em que alunos estudam, por vezes, com diploma suspeito de segundo grau), Osmar Basílio, com o agravante deste ocupar cargo de presidente do CORI, em que, se não por decência, mas por inteligência, deveria agir com imparcialidade.

Basílio enviou email, originário de conta oficial da DRUMMOND (por si, um disparate), para a caixa postal eletrônica de todos os conselheiros e sócios do Corinthians (sem estar autorizado para tal), com propaganda a favor da manutenção do “Chapão”.

Com o feito, expôs-se pelos “renovadores” e “transparentes”, que comandam o clube desde 2007, escondendo a cabeça daqueles que lhes ditaram as palavras.

Demonstração clara que o atual grupo gestor do Timão não mede esforços, consequências e indecências para tentar se manter no poder.

ABAIXO ÍNTEGRA DO EMAIL ENVIADO POR OSMAR BASÍLIO, PRESIDENTE DO CORI, DONO DA FACULDADE DRUMMOND

De: Diretoria <diretoria@drummond.com.br>
Data: 26 de agosto de 2016 17:02:57 BRT
Para: Diretoria <diretoria@drummond.com.br>
Assunto: CHAPÃO É A SOLUÇÃO 

Caríssimos CORINTHIANOS,

Tenho recebido inúmeras manifestações, em relação à forma de eleição dos CONSELHEIROS TRIENAIS, em função disso, sinto-me na obrigação de manifestar, publicamente, minha opinião, a respeito do assunto.

Sou favorável à continuidade do CHAPÃO, por entender que este seja o critério que melhor atende aos interesses do CORINTHIANS e de nós CORINTHIANOS.

Como sabemos, o CORINTHIANS possui mais de 20 diferentes grupos, irmanados pela paixão alvinegra, mais com interesses diversos e, por vezes, conflitantes. Basta extrapolarmos um pouco nossos pensamentos e imaginarmos um CONSELHO DELIBERATIVO segmentado, acolhendo dezenas de grupos e tendo o PRESIDENTE que conviver, diuturnamente, com interesses diversos e pulverizados e muito possivelmente, sem contar com a maioria indispensável, para apoia-lo nas importantes decisões que, como máximo mandatário, deverá tomar.

Dizer-se que o CHAPÃO não é democrático, não se sustenta, pois, o CHAPÃO atende a toda e qualquer hipótese de definição de DEMOCRACIA. É legítimo, é legal, é DEMOCRÁTICO.

As demais opções apresentadas, são interessantes e também defensáveis, mas, não trazem qualquer benefício adicional ao CORINTHIANS.

Não vejo razão, para assumirmos o rico da mudança, quando o critério atual, proporcionou inegáveis melhorias à governabilidade de nosso amado CORINTHIANS, tendo como consequência grandes conquistas, como a construção da sonhada ARENA, TAÇA LIBERTADORES, BI-MUNDIAL, COMPEONATO BRASILEIRO e muito mais. Isso ser falar do Parque São Jorge que se tornou um espaço muito mais urbano e aconchegante, quadras novas e bem cuidadas, campos gramados (lembram-se do terrão? ), lanchonete e restaurante decentes, etc….etc….Sou sócio frequentador há 51 (cinquenta e um) anos e já acompanhei nosso CLUBE em situações complicadas e tive que aturar muita gozação dos “inimigos”, hoje somos respeitados e  sentimos ainda mais orgulho de termos nascido CORINTHIANOS.

Acho que já me alonguei demais. Finalizando……….SOU CHAPÃO PARA NÃO RETROCEDERMOS……..SOU CHAPÃO PELO BEM DO CORINTHIANS.

Saudações CORINTHIANAS!!!!!!!!!

Osmar BASILIO

EM TEMPO: Osmar Basílio pretende lançar-se à presidência do Corinthians, com apoio daqueles que seguram seu arreio.

Blog do Paulinho #74

agosto 27, 2016

WTORRE deve mais de R$ 100 milhões a fornecedores da Arena Palestra. AEG estuda compra do estádio

agosto 27, 2016

aeg

A WTORRE construiu a Arena Palestra alicerçada em diversas transações de créditos bancárias, desde empréstimos até emissão de debentures.

Não conseguiu honrar os pagamentos.

Pior: além de dever mais de R$ 500 milhões aos bancos pelas obras, não consegue quitar também os fornecedores do estádio.

As pendências ultrapassam os R$ 100 milhões.

Dentre os principais credores estão a AEG (R$ 80 milhões) e até o próprio Palmeiras, a quem, há tempos, a construtora atrasa os repasses de bilheteria.

Atenta à atual situação da WTORRE e na tentativa de evitar a ampliação do calote, os gestores da AEG enviaram a construtora proposta de compra da Arena, utilizada pelo Verdão.

Para tal, a empresa alemã daria como quitada a pendência, acertaria as outras dívidas, e parcelaria a diferença, tomando por base avaliação de mercado do valor do imóvel, depreciado desde sua inauguração.

Walter Torre Junior analisa a proposta.

A questão é que se não houver acordo nos próximos meses, seja o proposto pela AEG ou a simples quitação de pendências pela WTORRE, a bola de neve gerada pelas despesas da Arena será de difícil solução, fator que, desde já, precisa ser acompanhado pelo Palmeiras, que, por contrato, responde solidariamente (com patrimônio, inclusive) aos problemas gerados pela sociedade no estádio.

Os Trekkers e Star Trek Beyond

agosto 27, 2016

(Vídeo de Mike Prado para o canal de youtube “To com Fome”)

EM TEMPO: presença especial, em meio ao público, do guitarrista do Ultraje a Rigor, Marcos Kleine, também trekkie)

Por que eu sou contra a Paralimpíada

agosto 27, 2016

paralimpiadas

DA VEJA

Por LUCAS DE ABREU MAIA*

Os ingressos oficiais mais caros para a Olimpíada do Rio chegaram a ser vendidos a 1200 reais. Na paralimpíada que começa em 7 de setembro, os melhores assentos serão vendidos, no máximo, a 130reais, mais de nove vezes menos. Se a diferença de preço não diz nada ao leitor, deveria: é sinal de que tem ao menos nove vezes menos gente disposta a assistir aos atletas paralímpicos competirem. Conforme são estruturadas, as paralimpíadas são um evento excludente para espremer o resto de lucro possível dos Jogos Olímpicos e, de troco, dar uma sensação de empatia aos telespectadores sem deficiência que veem histórias de superação pela televisão.

Não fui sempre dessa opinião. Em 2007, recebi um convite para ser repórter no Parapan. Aceitei porque era um moleque inseguro de 21 anos, louco para ter uma experiência jornalística real. Mas aceitei cheio de receios. A ideia de uma competição para deficientes me incomodava, mas eu não sabia exatamente o porquê. Profissionalmente, eu não cursava faculdade de jornalismo para virar repórter sobre deficiência, ou para pessoas com deficiência. Queria ser um repórter com deficiência, ponto. Isso não deveria dizer nada sobre a qualidade ou o foco do meu trabalho. Durante a cobertura, todos os meus receios se confirmaram.

É esse o problema do paraesporte – a ideia de que exista qualquer coisa para deficientes. No caso da paralimpíada, cria-se uma competição de segunda classe, com ingressos a preços ridículos, porque ninguém quer pagar caro para assistir um evento de segunda classe. A mensagem é uma só: os atletas são de segunda classe.

Mascara-se o fato de que pessoas com e sem deficiência podem perfeitamente concorrer em pé de igualdade em vários esportes. Judô, natação e adestramento de cavalos, por exemplo, não são em princípio inacessíveis a pessoas cegas. Já houve ginasta sem uma perna competindo nas olimpíadas.

O esporte é, por definição, um estímulo às diferenças biológicas entre pessoas. Michael Phelps só é Michael Phelps porque tem pulmões anormalmente grandes. Os maiores maratonistas do mundo têm, invariavelmente, uma proporção maior de hemácias no sangue. Por que diferenças mais visíveis não podem também ser celebradas nas olimpíadas? Claro que vários esportes exigem adaptações para que pessoas com deficiência possam neles competir. Exemplos clássicos são vôlei ou basquete em cadeira-de-rodas. A solução, no entanto, é tão óbvia que me espanta ninguém tê-la posto em prática ainda. O Comitê Olímpico Internacional já admite que há vários esportes em que atletas com diferenças biológicas não conseguem concorrer em pé de igualdade – por isso há modalidades femininas e masculinas. Por que não adicionar aos Jogos Olímpicos modalidades de esportes adaptados?

O movimento por direitos de pessoas com deficiência pode ser sintetizado como o esforço para que sejamos integrados à sociedade – na escola, no trabalho e no lazer. Diferentes nas necessidades, porém iguais no talento. Mas, em vez de criar condições para que compitamos em pé de igualdade, a Paralimpíada aproxima a linha de chegada para que a alcancemos mais facilmente – sem competição externa. Claro que a diversidade física deve ser celebrada. Mas essa celebração deve se dar no mesmo estádio; não quando as luzes do evento principal já se apagaram.

Poucas coisas são mais ofensivas para uma pessoa com deficiência que a tal da história de superação. Ninguém tem de se orgulhar de viver uma vida completa, independentemente de desafios. Não é essa a história de todos nós, com ou sem deficiência? A paralimpíada é um evento discriminatório porque ignora todos os aspectos mais interessantes da personalidade e da história de um indivíduo para reduzir-lo a suas limitações físicas. É um sinal da falta de visibilidade das pessoas com deficiência que ainda seja considerado um avanço um evento feito para excluir, em vez de integrar.

(*) Lucas de Abreu Maia é jornalista e doutorando em Ciência Política na Universidade da Califórnia. É cego de nascença.

Coluna do Fiori

agosto 27, 2016

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Chega-te aos bons, serás um deles, chega-te aos maus, serás pior do que eles”

Sabedoria popular

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CA – CONMEBOL

1

No início do ano, Arnaldo Cesar Coelho, comentarista e ex-árbitro, divulgou que, o também ex-árbitro e instrutor FIFA, Wilson Luiz Seneme, até então, um dos componentes da CA-CONMEBOL, havia sido nomeado presidente

Na mureta

Ao que sei, posteriormente, quando de um evento da CA-CBF, Seneme não confirmou ou desmentiu, como bom dançarino, ficou em cima do muro dizendo: fui sondado

Sancionado

No dia 04/08/2016, Alexandro Domingues, presidente da denominada nova CONMEBOL, confirmou Wilson Luiz Seneme nas presidências da comissão de Árbitros e  Desenvolvimento

Comissão de Árbitros

Rodolfo Otero  Argentina) – Óscar Julián Ruiz (Colômbia) e Jorge Larrionda (Uruguai)

Comissão de Desenvolvimento

Hugo Muñoz Báez (Chile) – Ubaldo Aquino (Paraguai) e Alberto Tejada (Peru)

Conclusão

Por ter acolhido o convite, como também, seus colaboradores, que, confio, não ter selecionado, Wilson Luiz Seneme, que não é nenhum calouro sobre o que ocorreu e ocorre nos imundos bastidores, avaliou o passado, presente e futuro de todos; com isso, corre o risco de perder sua razoável independência e credibilidade

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21ª Primeira Rodada da Série A do Brasileirão – 2016

Domingo 21/08

Palmeiras 2 x 2 Ponte Preta

Árbitro: Heber Roberto Lopes (FIFA-SC)

Item Técnico

Deveria e poderia ter sinalizado penalidade máxima quando do lance antecedente ao gol da Ponte, por este fato, Heber Roberto Lopes não foi contestado, vez que, no lance seguinte, ocorreu o tento da equipe campineira

Item Disciplinar

Aceitável

Posicionamento

Como sempre mal colocado, em algumas ocasiões atrapalhou o atleta que estava em poder da redonda

Teatro

Heber Roberto Lopes deve estar cursando alguma escola de arte cênica, por várias vezes, conversou e gesticulou para os atletas, como que, justificando suas decisões

Coritiba-PR 2 x 1 Santos

Árbitro: Claudio Francisco Lima e Silva (ESP-SE)

Item Técnico

Poucos erros; no todo: não foi exigido

Item Disciplinar

Aceitável

Segunda Feira 22/08

Corinthians 2 x 1 Vitória-BA

Item Técnico

Pouco exigido. Não teve influência no resultado

Item Disciplinar

Total de 06 cartões amarelos – sendo dois para atletas do Corinthians e 04 da Ponte Preta, corretamente exibidos

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Politica

O lorotário da ‘presidenta’

dilma expulsa

De lorota em lorota, Dilma tenta adiar o ostracismo o quanto pode à custa da Nação

O comparecimento da presidente afastada, Dilma Rousseff, ao julgamento de seu impeachment foi agendado e ela tratou na semana passada com o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), do rito a ser adotado na sessão. Foi-lhe atribuída a intenção de reverter a crônica da condenação anunciada com um discurso capaz de constranger oito dentre os julgadores, que foram seus ministros, a votar por sua volta, depois de terem aprovado a pronúncia dela na votação anterior. Eles figuraram entre os 55 favoráveis a seu afastamento, e não entre os 21 que decidiram paralisar o processo, menos da metade dos 43 necessários (metade mais um).

O crítico severo poderá achar destemperado o gesto, o que condiz com seu temperamento tempestuoso. Mas é contrário a todas as leis da probabilidade e da lógica. Pois é Dilma a maior responsável pelo calvário que ela mesma, seu criador, Luiz Inácio Lula da Silva, e o Partido dos Trabalhadores (PT), de ambos, estão vivendo neste agosto de seu desgosto. Em março de 2014 o Estadão publicou documentos, até então inéditos, revelando que em 2006, quando era ministra da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, ela aprovou a compra onerosa de 50% de uma refinaria da belga Astra Oil em Pasadena, no Texas (EUA). Divulgada a notícia, explicou a discutível decisão dizendo que só a apoiou por ter recebido “informações incompletas” de um parecer “técnica e juridicamente falho”. Sua primeira manifestação pública sobre o tema foi chamada, e com toda a razão, de “sincericídio”.

Pois às vésperas de se impor como candidata à reeleição presidencial, contrariando a vontade de Lula, responsável por sua eleição em 2010, Dilma acendeu o estopim de uma bomba que viria a explodir no colo de ambos, ao delatar e encalacrar o ex-diretor internacional da petroleira, Nestor Cerveró. Aí, este, como delator premiado na Operação Lava Jato, virou um algoz de que Lula e ela não se livraram e, ao que tudo indica, nunca se livrarão.

A expulsão de Lula do páreo provocou ressentimento nesse patrono de seus triunfos. Apesar de tudo, Dilma reelegeu-se. Mas isso complicou seu desempenho no cargo em quase todas as decisões importantes que tomou, ou deixou de tomar. Ela obteve 51,64% dos votos e Aécio Neves, do PSDB, 48,36%. A diferença foi de 3,4 milhões. Essa foi a menor margem de sufrágios em segundo turno desde a redemocratização. No entanto, ela reagiu como se tivesse obtido a votação total. Em contraste com a atitude educada do opositor, que a saudou pela vitória, afirmou: “Não acredito que essas eleições tenham dividido o País ao meio.” Assim, inaugurou uma falsa aritmética, na qual o mais sempre vale tudo.

Seu primeiro erro fatal, após empossada pela segunda vez, foi atender a seus espíritos santos de orelha Cid Gomes e Aloizio Mercadante Oliva, entrar na fria de enfrentar Eduardo Cunha e o PMDB do vice eleito com ela, Michel Temer, e apoiar Arlindo Chinaglia (PT-SP) na disputa pela presidência da Câmara. Perdeu no primeiro turno por larga maioria, na primeira de uma série de derrotas que, mesmo nas vezes em que teve apoio de menos de um terço, ela nunca aceitou.

Tentando corrigir esse erro, ela prometeu os votos do PT no Conselho de Ética da Casa para evitar a punição de Cunha, que, acusado de corrupção ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mostrara força reduzindo a pó projetos do governo com “pautas-bomba”. Só que o PT lhe puxou o tapete, negou apoio ao desafeto e aprofundou o fosso que a separava do parceiro majoritário na base parlamentar. Cunha virou algoz, aceitando o processo de impeachment contra ela da lavra de um fundador do PT, Hélio Bicudo, do ex-ministro da Justiça do tucano Fernando Henrique Miguel Reale Júnior e da professora de Direito da USP Janaína Paschoal.

Nos 272 dias sob julgamento no Congresso – 160 no cargo e 112 dele afastada (se for mesmo impedida em 1.º de setembro) – ela atribuiu o dissabor à “vingança” de Cunha. Este, de fato, o abriu, mas não foi decisivo na maioria contra ela na comissão da Câmara (38 a 27), composta à feição dos interesses de sua defesa por intervenção do STF. Nem em mais quatro sessões: duas na comissão (15 a 5 e 14 a 5) e duas no plenário do Senado (55 a 22 e 59 a 21). E mais: mesmo tendo até agora logrado adiar sua cassação, o ex-presidente da Câmara não provou ter os votos de que precisa para manter o mandato.

Outra conta de seu lorotário é a do presidente em exercício, seu único sócio na chapa vencedora de 2014, com 54,5 milhões de votos. Temer tem o dever funcional, exigido pela Constituição, de assumir seu lugar, não merecendo, assim, as acusações que amiúde ela lhe faz de “traidor e golpista”.

Na dita “mensagem ao Senado Federal e ao povo brasileiro”, divulgada em palácio e na presença decorativa de repórteres, ela repetiu as lorotas de hábito. Pela primeira vez reconheceu ter cometido um “erro”. Este seria a escolha do vice e, em consequência, a aliança com o PMDB. Esqueceu-se de que sem esses aliados não teria sequer disputado o segundo turno em 2010 e 2014. Comprometeu-se ainda a adotar “as medidas necessárias à superação do impasse político que tantos prejuízos já causou ao povo”. Sem contar sequer com um terço do Senado e da Câmara, cujas decisões têm sido referendadas pelo STF, contudo, a única medida que ela poderá tomar será imitar Fernando Collor, atualmente seu prestativo serviçal, e renunciar. Para tanto, contudo, a Nação não aceita pacto de nenhuma espécie, seja a imunidade penal pessoal, seja outro privilégio. Não tem, muito menos, como convocar plebiscito para eleger quem cumpriria o resto do mandato, se a ele renunciar.

Só lhe restará, então, voltar ao merecido ostracismo, do qual não deveria ter sido retirada, e responder pelos vários crimes de que é acusada – e nega.

Publicado no Estadão. Autor: José Nêumanne Pinto – jornalista, poeta e escritor brasileiro

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Lava Jato

O envolvimento de políticos de todos partidos, assim como, membros do STJ, empreiteiros e outras figuras envolvidas até o pescoço com a corrupção, de há muito, banca fortes negociações para desacreditar a Operação Lava Jato

Vigilantes

A parte decente da população deve continuar alerta. Se continuar o conluio dos larápios na tentativa de barrar as investigações que objetivam passar a limpo nosso amado Brasil, brasileiro; devemos sair às ruas, exigindo a deposição de todos os submergidos

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Finalizando

“Quando os homens são puros, as leis são desnecessárias; quando são corruptos, as leis são inúteis”

Benjamin Disraeli – foi um escritor e politico britânico de origem judaica italiana

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-27/08/2016

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

Caso Triplex: Lula indiciado por corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica (íntegra do relatório da PF)

agosto 26, 2016

Lula ladrão

lula corrupção 1

lula corrupção 2

lula corrupção 3

lula corrupção 4

CLIQUE NOS LINKS ABAIXO PARA BAIXAR A ÍNTEGRA DO RELATÓRIO DA POLICIA FEDERAL

Relatório da Polícia Federal indiciando o ex-presidente Lula

Relatório da Polícia Federal indiciando o ex-presidente Lula – parte 2

Pelo fim do Chapão no Corinthians

agosto 26, 2016

fim do chapão

Desde o final de 2007, com a eleição de Andres Sanches após a queda de Alberto Dualib, o Corinthians recebe ordens de um mesmo grupo, que se autodenominou “Renovador” e “Transparente”, mas batalha, amparado em práticas subterrâneas (compra de votos, distribuição de carteirinhas, benesses diversas (comes, bebes, ingressos, etc)), pela perpetuação no poder.

Lá se vão nove anos, em que o disfarce da não-reeleição a presidente esconde o ardil anti-democrático proporcionado pelo sistema eleitoral de conselheiros, gerido pela formação do “Chapão”.

Não houve, desde então, um presidente eleito no clube que não precisasse beijar as mãos de Andres Sanches e seus mais próximos, verdadeiros gestores, quase perpétuos, numa espécie de manutenção no poder das mesmas pessoas, com o discurso mentiroso da alternância.

Impossível haver mudança de pensamento e governança no Corinthians enquanto o presidente eleito, seja ele qual for, carregar consigo 200 conselheiros de um mesmo grupo, sem a possibilidade de oposição, que, num universo de trezentos e poucos, acabam por impedir a saudável discussão de ideias.

Hoje, as reuniões de Conselho do clube, presididas também por elementos ligados à gestão, servem apenas como claque mal ensaiada de apoiadores irrestritos dos desejos da chapa “Renovação e Transparência”, ou seja, de Andres Sanches.

Coitado de quem ousar votar contra qualquer proposição! Imediatamente será colocado para escanteio, perderá os “benefícios” e cederá a vaga entre os 200 para uma extensa lista de espera, também sabedores da necessidade de se manter encabrestado.

Andres Sanches manda no Corinthians há quase uma década (Dualib o fez por 14 anos), sem oposição dentro do Conselho (que, fora dele, já atingiu expressivos 43% de intenções, mesmo dividindo votos de associados com os de funcionários de carteirinha (em maioria)), reprimindo qualquer manifestação dentro de seu próprio grupo que o contrarie (o ex-presidente Mario Gobbi tentou, mas, ao final, teve que beijar as mãos do grupo em apoio a Roberto Andrade).

Em exemplo: cabe somente ao deputado petista as decisões sobre o estádio de Itaquera, no departamento de futebol e até no marketing (ninguém negocia os naming-rights sem colocá-lo na jogada), sobrando para o mandatário ‘oficial” lidar com as reclamações menos relevantes (o preço do estacionamento, as obras do bebedouro, etc.).

Neste sábado (27), o Conselho do Corinthians se reunirá para votar sugestões de reformas do Estatuto, e, entre as propostas, está a de sepultar de uma vez por todas o sistema eleitoral do “Chapão”, abrindo espaço para outras alternativas.

Há quem fale em eleição proporcional em chapas de 200 candidatos, outros em mini-chapas de 25 pessoas e até em votação individual, porém nada será possível se a votação pelo fim do cabresto eleitoral instituído por Andres Sanches não obtiver êxito.

O comparecimento de todos os conselheiros é absolutamente necessário para o êxito da mudança.

Apesar de, em promessa de campanha, todos os 200 conselheiros eleitos, além do presidente e seus vices, terem assinado documento comprometendo-se a acabar com o “Chapão”, muitos deles trabalham, nos bastidores, pela continuidade.

Não dá para confiar em quem há anos, em diversas ocasiões, como a votação do custo do estádio, tem por hábito enganar o torcedor corinthiano e os frequentadores do Parque São Jorge.

Comparecer, lutar e votar é a obrigação de quem quer um Corinthians democrático, livre em pensamento, em atitudes, voltado para o crescimento, não apenas a enriquecer meia dúzia de espertalhões.

ABAIXO BANNER DE CAMPANHA EM QUE OS “RENOVADORES E TRANSPARENTES” PROMETERAM ACABAR COM O “CHAPÃO”

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