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Julgamento que pode levar Andres Sanches (PT) a indenizar duas de suas vítimas está em fase final

Eliane e Nilda

A vida jurídica do deputado federal Andres Sanches (PT), presidente do Corinthians, que não anda nada fácil na esfera criminal (responde a ações diversas no STF e na Justiça Federal, uma delas, desdobramento da Operação Lava-Jato), complicou-se, também, no âmbito cível.

Desde 2014, duas de suas vítimas, Eliane Souza Cunha e Nilda Maria da Cunha, ex-funcionária e prima, segundo o MPF, transformadas, sob coação, em “laranjas” do parlamentar para que este pudesse desfalcar, ilicitamente, os caixas de fornecedores, instituições bancárias e também da Receita Federal (que lhe cobra mais de R$ 15 milhões, somente neste golpe), tentam receber, na justiça, indenização por danos morais e demais perdas.

Sanches, por conta do Foro Privilegiado e doutras ações protelatórias, como indicação de testemunhas difíceis de serem contactadas, conseguiu atrasar o julgamento em, até o momento, quatro anos.

Porém, decisão do STF que retirou privilégio de deputados, acelerou, nos últimos meses, a questão.

Decisão da juiza Glaucia Lacerda Mansutti, da 45ª Vara Cível de São Paulo, datada da última quinta-feira (16), encerrou todas as oitivas testemunhais e concedeu prazo máximo de dez dias para que todas as partes, golpistas (Sanches e familiares) e vítimas alaranjadas, apresentem suas alegações finais.

Após, a sentença deverá ser proferida, provavelmente, até o final de outubro.

Eliane e Nilda pedem R$ 3,4 milhões do presidente do Corinthians, que, corrigidos, atingem R$ 4,3 milhões.

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Bolsonaro é o caminho mais fácil para o PT voltar ao poder

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Logo após o escândalo do Mensalão, protagonizado por dirigentes graúdos do PT, a votação apertada que deu vitória à Dilma Rousseff, representante do partido nas eleições presidenciais contra a terrível alternativa que era Aécio Neves (PSDB), deu mostras das dificuldades que estavam por vir.

Nos anos seguintes, a situação ficou ainda pior.

Com toda a cúpula presa por corrupção, seguiu-se o processo exitoso de impeachment da presidente e a posterior prisão, justa, do líder máximo, Luis Inácio Lula da Silva.

Era consenso geral: o PT respirava por aparelhos.

Bastaria os adversários estruturarem-se com boas plataformas políticas e candidatos relevantes para que a última pá de cal fosse adicionada, inviabilizando qualquer possibilidade, que já era improvável, dos petistas retomarem o poder.

Em meio ao caos, as mídias sociais, frequentadas por radicalistas sem traquejo para política, apaixonaram-se pelo discurso dum capitão do exército, muito parecido com o deles, que, ainda inalcançado pela real possibilidade de concorrer à presidência, discursava sobre o que não entendia, prometia o impossível, escondia a irrelevância e, de bônus, comportava-se como recém saído da pré-história.

Jair Bolsonaro, porém, para manter a “claque”, tornou-se refém daqueles que o tratam como “mito”, obrigado a agradá-los com micagens públicas e frases feitas que sugerem coragem “contra os corruptos”, mesmo que, em verdade, tenho estado ao lado de todos, durante trinta longos anos, sem nunca ter ensaiado combatê-los.

Pelo contrário, além da pouca produtividade, também aceitava e proporcionava privilégios, como os recebimentos de “auxílio moradia” mesmo possuindo residência em Brasília, os diversos episódios de acolhimento a funcionários fantasmas (a famosa “Wal do Açai”, sua ex-esposa, etc.).

Nesse contexto, fica cada vez mais claro que a candidatura de Bolsonaro pouco tem a evoluir, porque tornou-se opção de um nicho de eleitores limitado ao percentual já atingido nas pesquisas, que, com o avanço da campanha, diante do fraco desempenho, tanto nos debates quanto nas entrevistas, tende a migrar, em parte, para alternativas mais sérias.

Ainda assim, em quadro otimista, com o capitão chegando ao segundo turno, de quem ele conseguiria angariar a simpatia necessária para vencer as eleições ?

Alguém imagina eleitores de Alckmin, Haddad, Marina Silva, Alvaro Dias, Ciro Gomes ou Meirelles votando em Bolsonaro ?

Talvez apenas o 1%, se tanto, do ignóbil cabo Daciolo migre ao candidato.

Do lado oposto, ainda no contexto de que Bolsonaro estaria no segundo turno, seu provável adversário seria Fernando Haddad (PT), habilidoso em debates e já alavancado pelo conhecido discurso messiânico do condenado Lula.

Este quadro é o sonho de ressurreição do PT, talvez o único passível de possibilitar-lhe a improvável vitória.

Haddad, pelo que indicam as avaliações recém divulgadas, perderia para Alckmin, Marina e até para Ciro Gomes, mas, diante de Bolsonaro e sua enorme rejeição fora do citado nicho eleitoral, além da improvável migração de apoio dos adversários, teria, sim, possibilidade de vitória.

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Impeachment de José Carlos Peres, presidente do Santos, deverá ser votado no próximo dia 30

Odir Cunha e José Carlos Peres

Em reunião a ser realizada no próximo dia 30, o Conselho Deliberativo do Santos deverá votar o impeachment do presidente José Carlos Peres.

Alexandre Santos Silva, autor de um dos pedidos (são três), confirmou a informação a seus pares.

Havia dúvida se o presidente do órgão, Marcelo Teixeira, trabalharia para obstar o procedimento.

Em aprovado, quinze dias após (prazo a ser confirmado, por conta de questões burocráticas) os associados do Peixe, em Assembléia Geral, terão que ratificar ou refutar a decisão.

É pouco provável que Peres termine o ano na gestão alvinegra.

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Romeu Tuma Junior faz lambança em recurso e toma nova surra de Juca Kfouri na Justiça

Ibis, simpático pássaro, símbolo de equipe de futebol reconhecida, mundialmente, pela ausência de vitórias

Recentemente, o ex-delegado Romeu Tuma Junior, candidato a deputado federal pelo PRB, de Edir Macedo, tomou duas sovas judiciais de Juca Kfouri, a quem processou nas esferas cível e criminal, após ser tratado como “mitômano” num dos textos do jornalista.

O leitor poderá conferir a íntegra das sentenças, nos links a seguir:

Justiça absolve Juca Kfouri que tratou Romeu Tuma Junior como “mitômano” em seu blog

Romeu Tuma Junior leva nova surra de Juca Kfouri na Justiça

 

Descontente, Tuma decidiu apelar ao TJ-SP, na ação criminal, mas seu escritório, tratado por alguns como “Íbis da advocacia”, devido ao grande percentual de derrotas, novamente fez lambança, e o recurso sequer foi aceito pelo relator, o desembargador Xisto Albarelli Rangel Neto:

“Indefiro o requerimento de adiamento do julgamento. Faço-o por duas razões:

(1) não foi justificado;

(2) por deserto, pretendemos nem conhecer do recurso”

Vale à pena assistir ao vídeo dos melhores momentos do julgamento (1ª instância), em que observa-se um Tuma Junior delirante, atacando Juca Kfouri com teorias conspiratórias, e a reação irônica do jornalista diante do que assistia de camarote:

EM TEMPO: atentos, leitores do Blog do Paulinho querem, após a terceira vitória, que Juca Kfouri peça “música no Fantástico”

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No mesmo dia, conselheiro do Palmeiras entra na justiça, pede exposição de documentos, perde e desiste da ação

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Na última sexta-feira (17), o promotor de justiça Roberto Fleury de Souza Bertagni, ouvidor do MP-SP e conselheiro do Palmeiras, ingressou com pedido de liminar contra o clube e seu presidente do Conselho Deliberativo, Seraphim Del Grande, para exibição de documentos.

A intenção era evitar que o Conselho deliberasse, sem que constasse no Edital de Convocação, sobre as contas da agremiação, rejeitadas pelo COF.

O juiz Helmer Augusto Toqueton Amaral, porém, da 8ª Vara Cível de São Paulo, negou a solicitação:

“Em sede de cognição sumária e transitória da lide, indefiro a tutela de urgência pleiteada. Em relação ao pedido de exibição dos documentos, tratando-se de contratos garantidos por clausula de confidencialidade, necessária a instauração do contraditório”

“Quanto à Assembleia, eventual falta de acesso à documentação pode ser pontual, não envolvendo todos os Conselheiros, e não impede a manifestação de inconformismo, seja por abstenção, seja por reprovação, com consignação das razões em ata”

“Deve o requerente apresentar o pedido principal no prazo de cinco dias sob pena de indeferimento”

O promotor, no mesmo dia, desistiu do processo, que deverá ser extinto antes mesmo de iniciado.


Em tempo: outros conselheiros alviverdes, João Carlos Minello e Edevaldo Beluccci, também entraram com o mesmo pedido judicial (na 4ª Vara Cível), com resultado idêntico, tendo ainda negada a solicitação de “segredo de justiça”.

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FIFA pune Atlético de Madrid por promiscuidade com agentes de futebol, além de clubes árabes por atrasos de salários

Na última sexta-feira, o Comitê Disciplinar da FIFA decidiu punir o Atlético de Madrid por realizar negócios em promiscuidade com agentes de jogadores, inclusive colaborando para fraude na documentação (ITMS):

Diz trecho da sentença:

“(…) o Comitê Disciplinar da FIFA sancionou o clube Atlético de Madri, na Espanha, com uma multa de 52.500 francos suíços ( R$ 210 mil) e uma advertência por violar Art. nº 18 do Regulamento sobre o Status e Transferência de Jogadores ( edição de 2014 ), bem como o Anexo 3 deste regulamento”

“Verificou-se que o clube era responsável por celebrar contratos que permitiam a terceiros influenciarem na independência do clube em questões de emprego e transferência de jogadores, além de inserir informações incorretas no Sistema Internacional de Correspondência de Transferências (ITMS)”

A punição somente foi possível porque o clube espanhol foi denunciado, formalmente, na entidade.

Foram apenados também, quatro clubes por atraso no pagamento de salários de seus jogadores:

  • Qatar Sports (Catar)

R$ 120 mil e 90 dias para acertar todas a pendências.

Em caso de descumprimento, perda automática de seis pontos no campeonato local e quatro anos sem poder vender ou contratar jogadores

  • Shabab Al Ahli Dubai Club (Emirados Árabes)

R$ 120 mil e 90 dias para acertar as pendências.

Em caso de descumprimento, perda automática de seis pontos no campeonato local e dois anos sem poder vender ou contratar jogadores

  • Al-Shamal Sports Club (Catar)

R$ 60 mil e 30 dias para acertar todas as pendências.

Em caso de descumprimento, perda automática de seis pontos no campeonato local e um ano sem poder vender ou contratar jogadores

  • Saba Qom Football Club (Irã)

R$ 40 mil e 30 dias para acertar as pendências.

Em caso de descumprimento, perda automática de seis pontos no campeonato local e um ano sem poder vender ou contratar jogadores

A maior parte dos clubes brasileiros age com as praticas comerciais do Atlético de Madrid, também atrasando salários, como os árabes, e, apesar de existir legislação, tanto nas federações quanto na CBF para corrigi-los – com sanções ainda mais graves do que as aplicadas pela FIFA, nada acontece, porque todos (infratores, vítimas, legisladores e tribunais) omitem-se à respeito.

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A Tite o que é de Tite

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Do ESTADÃO

Por MAURO CEZAR PEREIRA

Tite faz parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Foi por ela cooptado em junho de 2016 quando aceitou não apenas o cargo de técnico da seleção brasileira, como se dispôs a ser apresentado pelo então presidente da entidade. Ganhou até homenagem de Marco Polo del Nero, cujo nome já integrava lista do FBI. O cartola não deixava o território brasileiro, sob o risco de ser detido, como aconteceu com seu antecessor e vice, José Maria Marin.

Em 2018, Del Nero seria banido do futebol pela Fifa. Ele foi considerado culpado em episódios diversos. Tite sempre driblou o assunto em entrevistas coletivas. Só não se esforçou para desvencilhar-se do beijo que o ex-cartola sapecou em sua face ao entregar uma camisa da seleção com o nome da mãe do treinador, quando aceitou ser apresentado como novo comandante do time “cebeefiano” em cerimônia estrelada pelo dirigente.

Dissesse à época que não, seria prontamente atendido. Não nos esqueçamos do contexto da contratação. A equipe canarinho era sexta colocada nas Eliminatórias Sul-Americanas. Com Dunga, corria risco de não se qualificar para a Copa do Mundo. Temendo não ter seu time na Rússia, a CBF estava de joelhos diante de Tite dois anos antes do Mundial, quando lhe pediu socorro. Uma apresentação sem Del Nero, regalos e ósculos seria simbólica.

Se Tite compôs, como desconectá-lo do organismo ao qual se associou? Ele não tem qualquer participação nas ações que levaram o ex-presidente a ser cuspido pela Fifa, mas é parte da engrenagem que move a CBF. Ao desfalcar times brasileiros por amistosos inexpressivos mais de quatro anos antes da próxima Copa, o técnico foi egoísta. Nem parecia o corintiano que se queixava da lista de convocados 18 dias antes de se transformar em convocador.

Separar Tite da CBF é missão impossível que recheia discursos conformados ou controlados pelo status quo que movimenta a política futebolística nacional. Por que se o calendário é o problema maior, a instituição que o técnico representa é a culpada. Seguimos reféns de uma programação que aperta os times em mais de 80 jogos por ano por causa de estaduais longos, jamais reduzidos para não desagradar as 27 federações que os promovem.

E, não esqueçamos, são essas entidades que elegem o presidente da CBF. Desde 2017 com peso três, enquanto os clubes da Série A têm votos com peso dois e os da B, um. Fácil entender porque não se enxuga tais certames. Apesar da derrota em terras russas, Tite ainda tem peso e lhe sobram ofertas de trabalho. Independência! Seria bacana vê-lo chamar 23 atletas que atuam no exterior para os amistosos sem sal contra El Salvador e Estados Unidos, em setembro.

O técnico perdeu a chance de mostrar coerência com seu discurso dos tempos em que trabalhava em clube e até assinou manifesto pela renúncia de Marco Polo Del Nero, em dezembro de 2015. Apenas meio ano antes de por ele ser contratado. Estaríamos aplaudindo Tite se desse uma contribuição ao futebol jogado no Brasil. Bastaria não mutilar times envolvidos em competições mais relevantes do que esse par de jogos insossos. Opções não lhe faltavam.

Ele não é técnico da Argentina, Usbequistão ou Irlanda do Norte, convoca para a seleção brasileira, trabalha para a CBF e se não é quem monta o calendário, responde e aceita carinhosas homenagens de quem dele se aproveita. Por favor, sem passadas de pano, tentativas de proteger o treinador como se fosse um ser à parte, mesmo trabalhando dentro da suntuosa sede que a confederação mantém na Barra da Tijuca.

A Tite o que é de Tite.

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André Negão faz propaganda de loja e bar “Tudo Tranquilo”, adquiridos com ajuda do Corinthians

André Negão e Marcio Seboso (ao fundo), ambos funcionários do Corinthians e do gabinete do parlamentar Andres Sanches, no bar “Tudo Tranquilo”, em horário de expediente

Na última sexta-feira à tarde, dia de trabalho no Corinthians e no gabinete do deputado federal Andres Sanches, funcionários dos dois locais divertiam-se, às custas do clube e também do dinheiro público, na luxuosa Loja e Bar “Tudo Tranquilo”, montada pelo diretor administrativo alvinegro, André Negão.

Sem dar bola para a repercussão, até vídeo gravaram promovendo o local.

Segurando a câmera estava André Negão, que filmou seus parceiros de Corinthians, entre os quais o tratado, na filmagem, como “gordo”, mas conhecido, no clube e no gabinete de Sanches, de quem é funcionário, como “Marcio Seboso”, e até o ex-jogador André Vinicius, seu filho, ironizando a aposentadoria precoce dos gramados após tomar quase R$ 3 milhões do Timão em contrato de cinco anos, sem ter utilizado uma vez sequer a camisa alvinegra em partida oficial.

O tom de ironia de todos demonstra bem o descaso e a pouca importância com a opinião de torcedores, associados e conselheiros do Timão, no momento, preocupados com a possibilidade, real, de grande desastre da equipe no Campeonato Brasileiro.

Vale lembrar que, desde 2007, a única renda comprovável de André Negão – que no período adquiriu, também, cobertura no Tatuapé, avaliada em R$ 1 milhão – era R$ 3 mil mensais, oriundo de trabalho (dizem, cargo fantasma) num centro esportivo municipal e os R$ 12 mil mensais (desde 2015) pagos com dinheiro público para chefiar o gabinete de Andres Sanches (PT).

Não contabilizamos, por se tratar de dinheiro em investigação, os recebíveis em propina que a “Operação Lava Jato” da polícia federal lhe atribuem, que, segundo delações premiadas de executivos da Odebrecht, eram entregues em sua residência para alguém que os recebia sob a alcunha “Timão”.

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Chico Lang e Romeu Tuma Junior: palmeirense Moisés venceu dois corinthianos na Justiça

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Em novembro de 2017, o apresentador Chico Lang, da Gazeta, repercutiu “fake news” ao receber suposta conversa de whatsapp do jogador Moisés, do Palmeiras, indicando falcatrua do elenco palestrino.

O material era fruto de falsificação.

Lang, em continuado surto, chegou a publicar, posteriormente, vídeo acusando Moisés por ameaças que estaria sofrendo na internet:

Indignado, o jogador, durante entrevista coletiva, prometeu processá-lo, cumprindo com a palavra logo na sequência, ingressando, no dia 19 de novembro de 2017, com ação de indenização por Danos Morais, na 41ª Vara Cível de São Paulo.

Para evitar processo criminal, Lang retratou-se pelo twitter (mesmo canal utilizado para espalhar a falsa informação), pedindo desculpas, eliminando a possibilidade de punição.

Voltando à causa cível, o apresentador da Gazeta, que já havia cometido dois erros graves (a publicação, equivocada, em rede social e a postagem do vídeo), tratou de se complicar ainda mais na escolha de seus defensores.

Enquanto Moisés era assessorado pelo experiente advogado João Henrique Chiminazzo, Chico Lang aceitou a oferta, gratuita, de Romeu Tuma Junior, tratado por alguns como o “ìbis da advocacia”, por conta do grande percentual de derrotas do seu escritório.

Tuma, que agora é candidato a deputado federal pelo PRB de Edir Macedo, mas à época, em meio às eleições do Corinthians, achou interessante trabalhar para um jornalista esportivo, fundamentou assim a defesa de seu cliente (dados retirados da sentença):

“Francisco José Lang Fernandes de Oliveira ofertou contestação às fls. 48/58. Afirma que na notícia publicada não realizou acusação direta ou atribuição de juízo ao autor”

“Aduz que, embora tenha verificado a veracidade da informação, foi ludibriado por seu informante e, reconhecendo seu erro, retratou-se publicamente pelo ocorrido”

“Sustenta o caráter mercantilista da pretensão do autor e a ocorrência de diversas ameaças contra sua pessoa. Alega a ausência de dano moral indenizável”

Ou seja, advogando para Chico Lang, o ex-delegado Tuma Junior, disse, de maneira inverossímil, que o apresentador “checou a informação” (uma conversa falsa de whatsapp!), o que é, por razões evidentes, o pior caminho a seguir para quem, na mesma defesa, pleiteia absolvição por retratação.

Não deu outra.

Na última quarta-feira (15), o juíz Marcelo Augusto Oliveira condenou Chico Lang a pagar R$ 40 mil a Moisés, além de 10% à título de custas e honorários advocatícios, que, corrigidos, elevarão a pendência à valores próximos dos R$ 50 mil.

Abaixo, os trechos mais relevantes da Sentença:

“No dia 06 de novembro de 2017, após um jogo entre Corinthians e Palmeiras, o requerido fez publicar em seu twiter uma conversa de whattsapp que seria do autor (Moisés) e de um outro jogador palmeirense, com a seguinte mensagem: “Provável conversa entre jogadores do Palmeiras após o clássico. Diálogo aponta armação contra Cleyson e abalo de Tche Tche em Itaquera”.

“Em referida conversa o autor estaria tratando de criar atitudes do jogador adversário Clayson, e ainda apontando fragilidades de jogadores de seu mesmo time, que teriam “sentido a pressão do jogo” (Tche Tche e Borja) fls. 29/30”

“Em seguida, diante da repercussão da postagem e da entrevista do autor a meios de comunicação repudiando a suposta conversa, o requerido retratou-se, fazendo desta vez nova publicação, com os seguintes dizeres: “Amigos, fui injusto com Moisés do Palmeiras. Publiquei um twiter que não é dele. Peço desculpas ao jogador. Fui e enganado pela montagem”

“A atitude inicial do requerido, consubstanciada na publicação retro descrita em rede social no dia 06 de novembro de 2017, representeou conduta manifestamente ilícita, pois deveria ele, como jornalista tão experiente que é, antes de realizar a publicação, ter ser cerificado que a conversa publicada era efetivamente verdadeira”

“O uso da palavra “provável”, no início da mensagem, em nada favorece o requerido, já que a leitura da conversa divulgada passava a ideia de que a manifestação do autor perante seu companheiro de time teria de fato acontecido”

“E mesmo após o pedido de desculpas do requerido, depois da autenticidade da conversa ter sido desmentida pelo autor, a postura por ele adotada (pelo requerido) não foi nada elogiosa”

“Diante da reação agressiva de inúmeros torcedores palmeirenses na rede social twitter, o requerido fez uma nova publicação, desta vez de um vídeo, em que afirmou taxativamente:

“Se alguma coisa acontecer comigo, o culpado é o Moisés” fls. 43.”

“O requerido claramente pretendeu “inverter os papéis”,colocando-se agora como vítima de uma imaginária conduta ilícita do autor,quando na verdade todo contexto fático foi desencadeado de um comportamento inicial absolutamente indevido, exclusivamente seu”

“A conduta agressiva dos torcedores palmeirenses, o que também se repudia, não podia ser usada pelo requerido para novamente colocar o autor em posição desagradável perante a comunidade esportiva, insinuando tratar-se de atleta incentivador e conivente com a violência”

“Em suma, por meio de sua primeira publicação no twitter o requerido passou a ideia de que o autor era um atleta desleal e que inventava comportamentos de adversários com o intuito de se favorecer. E ainda diante da reação negativa e também indevida de torcedores palmeirenses, ainda pretendeu culpar o autor se algo viesse a lhe acontecer, como se o autor tivesse controle sobre uma massa de torcedores que circulam diariamente pelas ruas”

“Enfim, a conduta do requerido representou ato totalmente ilícito e causou extremo constrangimento ao autor, não podendo ser taxada de mera crítica ou aborrecimento, sendo plenamente passível de reparação”

“Percebe-se, destarte, que o dano moral fica configurado quando se molesta a parte social do patrimônio moral, o que ficou caracterizado no caso vertente. O dano moral não pode ser recomposto, já que imensurável em termos de equivalência econômica”

“A indenização concedida é apenas uma justa e necessária reparação em pecúnia, como forma de atenuar o padecimento sofrido.”

“Em que pese a retratação do requerido, mas tendo em vista o potencial reflexo financeiro que uma conduta depreciativa pode causar na vida esportiva do autor, jogador de futebol de destaque no cenário nacional, na falta de previsão legal, por equidade fixo a reparação dos danos morais no valor de R$ 40.000,00”

“Posto isso,JULGO PROCEDENTE esta ação, para o exato fim de condenar o requerido ao pagamento de R$ 40.000,00 ao autor a título de indenização por danos morais, com atualização monetária a partir da presente data aplicação da Súmula 362 do STJ, incidindo ainda juros de mora de 1% ao mês, a contar da citação”

“Em razão da sucumbência, condeno o requerido a arcar como pagamento de custas, despesas processuais e honorários advocatícios, que fixo em 10% do valor atualizado da condenação”

O palmeirense Moisés, que ingressou na justiça contra um corinthiano, o jornalista Chico Lang, acabou, numa mesma tacada, levando dinheiro de dois, incluído no pacote os honorários e a fama que seriam atribuídos, em caso de êxito, ao conselheiro alvinegro Romeu Tuma Junior.

Ibis, simpático pássaro, símbolo de equipe de futebol reconhecida, mundialmente, pela ausência de vitórias

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Fábio Assunção é ironizado em chamada de programa policial de rádio mineira

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FERJ embolsa dinheiro dos árbitros para colocar no bolso dos cartolas

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Jorge Rabello

Os árbitros de futebol da FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) estão calados, apesar de serem obrigados a apitar no estado, sem receber os vencimentos combinados.

Já são mais de dois meses de calote.

Enquanto os mais famosos conseguem, por vezes, receber a quantia com mais rapidez, justamente os mais necessitados, apitadores das séries B1, B2 e C, estão há, pelo menos, dez jogos sem ver um tostão.

O sindicato, ligado aos interesses da cartolagem, finge que não é com ele, o o presidente da Comissão de Arbitragem, o sempre suspeito Jorge Rabello, diz que, “talvez’, a questão será resolvida em setembro, e que a FERJ precisou do dinheiro para socorrer os clubes.

A resposta, lamentável, inverte a lógica dos filmes de Robin Hood, retirando dos mais pobres e colocando no bolso do mais ricos, que só não apresentam-se como tal porque são assaltados pelos próprios dirigentes.

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Transporte público em Genebra

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Seleção antipática

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Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

CBF e patrocinadores deveriam atentar para o quanto desagradam a torcida

O ótimo desempenho da seleção brasileira nas eliminatórias para a Copa da Rússia reaqueceu de alguma maneira as relações do torcedor com o time.

A ponto de a eliminação não ter causado grandes traumas, entendida como uma derrota normal num belo jogo contra a Bélgica.

Em vez de acarinhar o restabelecimento do vínculo, a CBF, por não respeitar as datas Fifa e dar sequência aos seus torneios, chuta o traseiro da torcida (para não usar expressão chula) e tira das semifinais da Copa do Brasil, e mesmo do Campeonato Brasileiro, jogadores imprescindíveis aos clubes com aspiração de serem campeões.

Lucas Paquetá, que faz a diferença no meio de campo do Flamengo, Dedé, que comanda a zaga do Cruzeiro, e Fagner, um dos mais experientes defensores do Corinthians, não poderão jogar na primeira partida das semifinais da Copa do Brasil, dia 12 de setembro, porque a seleção enfrentará El Salvador (!) na véspera, nos Estados Unidos.

Prejuízo injustificável e que, além do mais, obriga Tite a escalá-los, sob pena de aumentar o acinte.

Além do mais, Dedé terá 34 anos na próxima Copa do Mundo, prevista para o Qatar e embora esteja mesmo jogando muito, não parece com renovação alguma, além de Fagner, que está longe de ser solução para a lateral-direita, ao contrário de Militão.

Mas não fica por aí: o Grêmio não terá Everton, seu melhor atacante, num Gre-Nal no Beira-Rio, no dia 9 de setembro, um domingo.

Isso para não mencionar o pecado, do qual não se pode acusar Tite, apenas a CBF, dos inúmeros jogadores estrangeiros que desfalcarão seus times — casos de Kannemann, Borja, Romero, Cuéllar, tantos.

A Casa Bandida do Futebol joga contra seus próprios campeonatos porque quer mais que os clubes se explodam (para não usar outra expressão chula) e só pensa em sua grife de camisa amarela, de costas para o sentimento popular, coisa para qual também os patrocinadores dela deveriam atentar, tamanha a antipatia que tais convocações despertam — basta andar pelas ruas, conversar nos botequins ou acessar as redes antissociais e constatar.

Alguém dirá que os clubes podem se negar a ceder os jogadores ou que eles mesmos podem recusar.

Como achar que um clube matará o sonho de seu atleta? Como esperar que o craque se suicide?

Querer que Dedé, depois de tudo que passou, diga não, ou um menino como Paquetá faça isso, é exigir heroísmo com o pescoço alheio, para não falar de Fagner que deve presentear o fã de seu futebol no Dia das Mães. Porque se numa emergência já foi dose levá-lo para a Copa, agora é que faz menos sentido ainda.

Claro, a solução não é negar a convocação, é recusar o calendário, é exigir o respeito à data FIFA.

Mas quem aceitou o “Golpe Caboclo”, com o rabo entre as pernas, aceita qualquer coisa, até o aumento do peso dos votos das federações estaduais e a recusa da CBF em exigir ressarcimento da tunga feita pelo trio TMN, Teixeira$Marin$Nero.

Estamos novamente diante de uma situação tão sem sentido que o constrangimento para justificar o injustificável leva uma pessoa como Tite a chamar substantivo de adjetivo e o bizarro coronel Nunes de doutor.

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Em nome de Jesus, hoje muitos que almejam o poder se esforçam por transformá-lo em cabo eleitoral

De O GLOBO

Por FREI BETO

Eles criam um deus à sua imagem e semelhança e descartam os direitos dos pobres e excluídos como prioridade

Outrora eu nutria profunda veneração aos santos. Homens e mulheres capazes de tantos milagres só poderiam ter existido em outras épocas. Supunha que eu jamais conheceria alguém como aqueles seres sobrenaturais, isentos de preocupações triviais e simples carências humanas.

Ao contemplar suas imagens nas igrejas, suas figuras em ilustrações e santinhos, nada daquilo me parecia humano; eram seres privilegiados até na beleza física, no olhar beatífico, envolvidos por uma auréola de pureza que jamais eu reconheceria em qualquer dos meus contemporâneos.

Com o tempo, deixei os santos nos altares e nas estampas, e fui procurar algo mais humano, mais condizente com a realidade trágica e arriscada da nossa condição terrestre.

Haveria um ser que sentisse raiva e medo, desafiasse os inimigos, chorasse a morte dos amigos, desrespeitasse a lei, rompesse a tradição, sofresse angústia e fome? Alguém repelido como um portador de hanseníase, perseguido como um bandido, caluniado como uma mulher adúltera, e que andasse foragido como um criminoso e acabasse morto como um pária, da maneira mais ignominiosa? E haveria nesse mesmo ser humano a plenitude do amor de Deus?

Perdi os santos do céu, mas encontrei esse homem na Terra. Ele não tinha a delicadeza nem a beleza dos santos; não provocava a admiração dos reis, nem suscitava a compaixão dos magistrados. Era tão sem atrativos como os bêbados da madrugada, as prostitutas das ruas infectas, os mendigos estirados nas calçadas, os loucos molhados pela própria baba, os presos que nos fitam entre grades, os hansenianos de mãos e pés atrofiados.

Esse homem identificava-se com essa escória, fazia-se um deles, entregava-se por eles, e a quem desse um banquete, sugeria não convidar a família nem os vizinhos ricos. Convidasse os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos, para se sentir feliz porque esses não têm com que lhe retribuir (Lucas 14, 12-14).

Ainda assim houve quem acreditasse nesse homem. Houve quem visse, naquele pregador ambulante, a plenitude do amor de Deus. Não foram muitos, nem eram ricos e poderosos. Foram os pobres, os humildes, os que têm fome de justiça e constroem a paz.

Houve também quem visse nele um perigo a ser contido: “Se o deixamos continuar assim, todos crerão nele, e virão as tropas estrangeiras e destruirão nosso lugar santo e nossa nação. Convém que morra um homem por todo o povo, antes que o povo todo pereça. A partir desse dia resolveram matá-lo” (João 11, 45-53).

Ele fugiu. “Não andava em público” (João 11, 54). Passou à vida clandestina. “Os chefes dos sacerdotes e os fariseus tinham dado ordem para que se alguém soubesse onde ele estava, o denunciasse, afim de que pudesse ser preso” (João 11, 56).

De fato, ele “foi torturado e suportou, não abriu a boca. Por um iníquo julgamento foi condenado, sem que ninguém pensasse em defendê-lo. Deram-lhe sepultura ao lado de facínoras e, ao morrer, achava-se entre bandidos, se bem que não tenha cometido nenhuma injustiça e jamais dito uma mentira” (Isaías 53, 7-9).

Assassinado por dois poderes políticos, esse homem ressuscitou. Era o próprio Deus entre nós. Mas quem o reconheceria sob tanta humilhação e sofrimento? “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo, tornando-se semelhante aos homens. Por isso Deus o exaltou e lhe deu um nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na Terra e nos infernos. E toda língua proclame, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é o Senhor” (Filipenses 2, 6-11).

Hoje, muitos que almejam o poder se esforçam por transformar esse homem em cabo eleitoral. Em nome de Jesus, eles criaram um deus à sua imagem e semelhança… E descartam de seus projetos e programas os direitos dos pobres e excluídos como prioridade.

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