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O passeio de Andres Sanches já não é o mesmo no Parque São Jorge

julho 24, 2017

Antes da “Operação Lava-Jato” explicitar o que o leitor do Blog do Paulinho sempre soube, o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, era tratado como “messias” a cada caminhada dentro do Parque São Jorge.

Seus passos dentro do clube eram acompanhados de pedidos de “selfies”, palavras de apoio, e, por vezes, até aplausos.

Iludia o torcedor comum e alguns associados, com o ótimo discurso de sujeito de origem humilde que se tornou “grande empresário” a custo de muito esforço.

A lorota estendia-se, ajudada pela imprensa, com a fama, após eleito presidente do Corinthians, de ter derrotado a “ditadura” de Alberto Dualib, seu antecessor, e iniciado uma era de “Renovação e Transparência”, lema que, inteligentemente, tornou-se nome de grupo eleitoral, financiado com o dinheiro suspeito de Kia Jorabchian e seus russos, conta esta cobrada, em sequência, com juros, correções e ocultações.

A situação política era tão favorável que mesmo inimigos e conhecedores da verdadeira história, salvo raras e persistentes exceções, aderiam, para não ficar de fora das benesses que cercavam o poder.

O tempo, que desgasta até as relações mais saudáveis, tratou de contaminar o que era evidentemente espúrio, jogando uns contra os outros a cada pedido não atendido, dinheiro não dividido e cargo não indicado.

Hoje em dia o passeio de Andres Sanches já não é o mesmo no Parque São Jorge.

Salvo os dependentes mais próximos, que sobrevivem de suas sobras, caso dos afamados André Negão, Mané da Carne, Eduardo “Gaguinho”, entre outros da “turma do apelido”, muita gente debandou e, pior, passou a confirmar publicamente um passado que o deputado petista sempre procurou esconder.

Andres Sanches, que se dizia “feirante” na infância, em verdade, dava trabalho à família desde garoto, e somente comparecia à feira, dizem, quando não para pedir dinheiro, para cometer desvios de conduta que terminavam em dor de cabeça a seus pais.

Depois, em vez de empresário, era, em verdade, nome emprestado a um conjunto de pessoas que sobrevivia de abrir e fechar “negócios”, por vezes, utilizados no famoso golpe da “arara”, crimes pelos quais, após revelação do Blog do Paulinho, está sendo julgado no STF, denunciado que foi por bancos e fornecedores lesados e também pelo associado do Corinthians, Rolando Wohlers, o Ciborg.

De morador de aluguel na Zona Oeste, antes de assumir a presidência alvinegra, mesmo sem remuneração encorpou o patrimônio a níveis incomprováveis, que incluem diversos imóveis milionários, nem todos no Brasil, além de participação em ramos de atividade empresariais propícios para ocultação de valores.

No exercício do cargo de presidente do Corinthians, clube pelo qual, antes, com pouca ou quase nenhuma exposição midiática, já havia sido expulso, no início dos anos 2000, por desviar jogadores das categorias de base para o Palmeirinha, equipe de fachada da quarta divisão Paulista sediada em Porto Ferreira, Andres Sanches liberou a queda para a segunda divisão, acordado com alguns dirigentes, ciente que o retorno do ‘fundo do poço” garantiria-lhe a fama necessária para sepultar os seguidores do ex-mandatário, tratado como culpado pelo desastre, abrindo-lhe ainda mais as portas para quaisquer realizações no Parque São Jorge.

Amparado pela lealdade dos amigos da antiga, aliado a advogados que se omitiam, contadores que tudo permitiam e um departamento de comunicação e marketing sem constrangimentos maiores em distorcer a realidade, o “reinado” do parlamentar, seguido, posteriormente, por seus indicados, trabalhou de maneira desmedida com as finanças do clube, omitindo milionária sonegação de impostos (que levou quatro dirigentes a indiciamentos criminais), gastando dinheiro emprestado, e, pior, contabilizando-o como lucro, fatiando direitos de jogadores a parceiros comerciais, cedendo os principais negócios a empresas até então inexistentes (caso da OMNI), findando num superfaturamento de estádio, comprovado em delações premiadas de delinquentes da Odebrecht, com direito a pagamentos de propinas, desfalques incalculáveis, com desvios conhecidos, dos quais o Timão levará muitos anos para se recuperar.

O “midas” do Parque São Jorge era, em verdade, o Ali-Babá, por vezes com mais de 40 ladrões ao seu redor.

Por conta disso, voltando aos passeios de Andres Sanches no Parque São Jorge, em campanha eleitoral para 2018, estes estão sendo acompanhados não mais por demonstrações de exaltação, mas por cobranças duras, bem diferente de uma admiração anterior, alicerçada em mentiras que o tempo tratou de desmoronar.

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Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

julho 24, 2017

Blog do Paulinho

Coluna do Fiori

(17h – ao vivo)

Blogueiros 

(Não teremos hoje a exibição do programa Blogueiros que retornará na próxima semana, às 20h)

Prefeitura renova alvará da Arena de Itaquera

julho 24, 2017

Desde sábado, com a publicação em Diário Oficial, a Prefeitura de São Paulo renovou o alvará de funcionamento da Arena de Itaquera, estádio utilizado pelo Corinthians.

O clube, porém, não conseguiu a liberação de todos os lugares.

Dos solicitados 49.688, apenas 49.282 foram confirmados.

Quase a totalidade do terreno, incluíndo estacionamento, poderá ser utilizada, compreendendo 171.133,70 m².

Patrocinadores têm que retirar apoio de clubes corruptos, afirma Raí

julho 24, 2017

Da FOLHA

Por ANA ESTELA SE SOUSA PINTO e PAULO PASSOS 

FOLHA – Por que o caminho do dinheiro para elevar a transparência no esporte?

Raí Oliveira – A lógica veio do artigo 18A da Lei Pelé, que dá mais transparência à destinação do recurso público. As empresas privadas nos procuraram para saber como agir no mesmo sentido.

Quando há destinação de recurso tem que haver contrapartida, e isso no esporte nunca existiu. Há pouquíssima transparência. Há até empresas privadas que nos disseram ‘nossa contrapartida é a imagem; o que eles vão fazer com o dinheiro não nos interessa’.

*Mesmo depois da Lei Anticorrupção

Duas disseram isso explicitamente.

O que se exige das empresas no pacto?

Patrocinar apenas a instituição esportiva que aplique limitação de mandato, transparência de gestão, participação dos atletas. Se a instituição não adotar esses princípios, a empresa se compromete a parar de patrocinar. Claro que há empresas em que o esporte é o coração do negócio. Para essas é sempre mais delicado.

Fornecedoras de material esportivo?

Sim, e as de cerveja, como Ambev e concorrentes, em que o esporte é meio vital de comunicação no negócio.

A resistência é maior?

Todas têm acordo de princípios, mas receio maior de se comprometer. Existe a questão “Se eu assinar e não acontecer, vou ter que cumprir, e minha concorrente sai ganhando”. É um receio que a gente entende, mas em alguns setores já trouxemos concorrentes.

Por que nenhuma fornecedora de material esportivo aderiu até agora?

Tentamos individualmente e elas sugeriram que procurássemos a associação do setor. Eles têm que entrar, ou ao menos dizer publicamente por que não aderiram. Como é o coração do negócio deles, sempre é mais delicado.

E as emissoras de TV?

O pacto é dos patrocinadores. A TV compra o direito de transmitir, não o produto.

Já conversamos com a Globo [emissora negocia compra dos direitos de transmissão da seleção brasileira], e vamos continuar conversando para que sejam parceiros.

Empresas signatárias do pacto podem não patrocinar a CBF, mas continuar anunciando na TV, nos intervalos de eventos da entidade?

Quanto mais avançarmos, mais difíceis serão as conquistas e mais coragem será preciso para avançar. Mas, se as empresas se comprometerem a investir mais em quem é mais transparente e deixar de investir em quem for corrupto, já vai ser um grande passo.

Quatro grandes bancos assinaram, mas não a Caixa, uma das principais patrocinadoras.

Procuramos a Caixa algumas vezes. No último encontro, quase se comprometeram a assinar. E aí deram uma sumida. Não sei se trocaram as pessoas de novo, mas já deu para ver que ninguém quis bancar ainda.

Não só pelo futebol, mas pelo investimento em outros esportes, a Caixa é com certeza um dos maiores, se não o maior investidor em esporte do país. Até por ser um banco público, tem que estar no pacto. É uma questão de obrigação, mesmo.

A gente vai insistir, e tem que ser cobrado não só por nós, mas pela sociedade. Principalmente pelo momento em que passa o país.

*Como incluir no pacto empresas que estão sendo investigadas, como a própria Caixa e a Itaipava

É um assunto delicado. Em princípio os que estão sendo investigados se mostram querendo contribuir com as investigações, propondo novo comportamento. A segunda chance a gente sempre dá, mas é algo que vai ser decidido pelas empresas do pacto.

Há empresas que assinam o pacto, mas patrocinam entidades com problemas. Gol, Itaú, Mastercard e Vivo deixariam a CBF ao saber, por exemplo, que seu presidente foi indiciado na Justiça americana por recebimento de propina em contrato da própria entidade?

As quatro assinaram de maneira bem corajosa. No momento do lançamento foi estabelecido um tempo de dois anos em que seriam respeitados os contratos vigentes, o que vence em outubro. A Gol já exigiu que a CBF cumpra as exigências do pacto. Foi uma atitude de coragem, que tende a mudar essa situação.

Mas num caso específico como esse…

O pacto não é retroativo. A partir da renovação do contrato, se ela não se adaptar às novas condições, aí, sim, a empresa signatária tem que deixar de apoiar.

Obviamente sabemos o momento por que o Brasil passa no geral, e no esporte não é diferente, mas a ideia do pacto e do rating é uma mudança, uma nova ordem no esporte e, espero, no país também.

Criar um ambiente mais saudável que traga mais investimento.

Não é punir. É fazer algo propositivo, daqui para a frente.

Os dois anos vencem quando?

Em outubro. Mas, como houve novas adesões e o rating está sendo lançado, há a discussão de adiar um pouco.

Isso não pode desmoralizar o compromisso?

Há um risco. É uma iniciativa pioneira no mundo, sabemos que é um projeto de risco, que envolve coragem, e estamos contando com que os signatários mantenham firmes seus compromissos.

Como checar se compromissos estão sendo cumpridos?

O rating vai ser a grande plataforma de suporte para isso. As instituições que quiserem entrar no rating terão avaliação externa. Fica mais independente e mais confiável.

O rating entra em governança bem mais a fundo, transparência, controles externos, internos, e processos. Com mais transparência, é possível influenciar não mais pelo dinheiro, e, sim, pelos valores e competências de cada instituição.

No caso de condenação de dirigente, como no vôlei, na natação, no futebol, pode haver regra de ficha limpa?

No momento, não. Mas não ter financiamento já tem impacto grande. Começamos influenciando na legislação. Agora, esperamos que o pacto mude o ambiente geral, e esses casos comecem a ser exceções e não regras.

O sr. ligou mais de uma vez a situação do esporte à do país. Que situação é essa?

Os problemas do esporte passam também pela política. Tentar fazer feudos, perpetuar-se no poder, colocar a ganância de poder em primeiro lugar. Quando se vê um presidente de confederação subornar presidentes de federações para ser eleito, pensar em cláusulas que impeçam a entrada de novos atores no sistema democrático, é igual ao que ocorre no país.

Espero que o esporte sirva como exemplo de nova postura.

Os integrantes do Atletas pelo Brasil assinaram uma carta pedindo a saída do Marco Polo Del Nero da presidência da CBF há dois anos.

Foram mais as pessoas físicas que a instituição.

O sr. aceitaria trabalhar na CBF a convite do Del Nero?

Na situação em que está, não.

É verdade que o [José Maria] Marin já o chamou?

Para trabalhar nunca. Walter Feldman [ex-deputado estadual e secretário-geral da CBF] me chamou para conversar, mas não para trabalhar. Nunca me interessei, pela falta de transparência.

Não digo que não vou um dia. Se começar a haver mudança, eu, como representante de uma instituição, vou ver se estão dispostos a avançar nas regras. Aí podemos conversar.

Tite assinou a carta e acabou aceitando um convite. Ele errou?

Ele acredita numa mudança de comportamento. A seleção é o ápice na carreira do treinador, na questão esportiva, mas ele já falou de profissionalização, e cada vez mais, com os resultados, começa a ganhar independência. Acho que continua acreditando nos fatores que fizeram com que assinasse a carta. Ele foi numa função esportiva, não compactuando com coisas que possam acontecer.

O futebol está toda quarta-feira e todo domingo na TV, mas há clubes com problemas para fechar o patrocínio nas camisas. A Caixa patrocina a maioria dos clubes da série A. O Corinthians, que é o líder, não tem patrocinador. É reflexo da falta de transparência e dos escândalos?

Não só por escândalos, mas pela violência. Presidentes de empresa já me disseram que não querem atrelar a imagem às mortes que estão acontecendo por aí.

A Caixa, por ser uma instituição pública, vem numa mesma corrente que é o câncer do futebol: o poder público compactuando com algo errado. Há cada dez anos há refinanciamento, perdão de dívidas, o futebol se mantém nesse sistema viciado porque acredita que sempre vai ter um perdão do poder público.

A ajuda da Caixa nesse tamanho que é, por ser um órgão público também, é inimaginável, desproporcional ao que o futebol representa no país.

Sem dúvida nenhuma o que vai trazer investidor de volta é ter mais transparência. E não só o patrocinador de camisa, mas o investidor externo para os clubes de futebol.

Os investimentos no futebol no mundo não param de crescer. Por que não no Brasil? Porque ninguém acredita.

Em quê?

Em que as regras serão cumpridas, na gestão, em como vai ser investido esse recurso.

Nos anos 90 alguns fundos investiram em clubes e, por falta de transparência e compromisso, todos falharam, todos saíram. Os investidores saíram perdendo, os clubes saíram perdendo, quase todos caíram para a segunda divisão.

O sr. fez mestrado em gestão esportiva. Tem planos de se envolver diretamente em alguma instituição? Ou acha mais fácil fazer isso de fora, com advocacy?

Mais fácil com certeza é. Com menos risco. E não necessariamente menos eficiente.

Mas o que me instigou a fazer o mestrado foi esse lado de política de esporte, em que quero me aprofundar mais.

Onde vou investir? 100% dedicado a um clube não, CBF também não. Mas, além da Atletas e da Gol de Letra, quero estudar política pública, economia e quem sabe um dia colaborar ainda mais na política pública de esporte.

Assumindo um ministério, uma secretaria?

Hoje em dia, não. Mas quem sabe um dia. Exceto o fato de ter sido pai e avô muito novo, sempre tive um ritmo mais devagar. Se entrar numa empreitada dessas é para entrar com tudo. Daqui a pouco talvez tenha mais tempo, mais maturidade e mais conhecimento prático.

É muito assediado pelos partidos para se candidatar?

Para assumir secretarias duas ou três vezes. Mas, se tiver que acontecer, é mais para a frente.

Mas está no conselho do São Paulo. Por que aceitou agora?

Além de ser são-paulino [risos], coincidiu com o mestrado e a mudança de estatuto do clube, que deixa um espaço grande para uma revisão. O fato de ser um conselho de administração também.

E como foi? Já houve reuniões?

Três. Ainda é cedo, mas já criou um novo processo interno que vai ter resultado no médio e no longo prazo.

O convite foi do Leco [Carlos Augusto de Barros e Silva, presidente do São Paulo]. Qual sua avaliação da gestão dele? Esportivamente está sendo complicada.

É, esportivamente O São Paulo vem há muito tempo com dificuldades. O estatuto novo foi um grande ganho, existe um estudo para separar o futebol do resto do clube. Vejo um horizonte que pode ter mudança, e isso me motivou também.

caso do Ceni, o que o sr. achou?

Ah, isso já sai do assunto.

Sua participação no São Paulo ajuda o pacto?

Vou propor que o clube participe e se exponha no rating. Não tenha dúvida de que quem se mostrar mais transparente tende a ter mais recurso. Os clubes tem que estar atentos a isso.

O pacto acontece depois da Olimpíada. Não dá uma sensação de que o Brasil perdeu uma oportunidade com a Copa-2014 e a Olimpíada-2016?

O Brasil perdeu uma grande oportunidade, principalmente a Olimpíada.

Vemos cada vez mais que havia um lado podre, do que existe de pior da política, das entidades esportivas e de empresas privadas também.

Isso faz parte do desperdício não só de recursos, mas de energia, de não ter usado tudo isso para um planejamento de um verdadeiro legado.

A questão do legado do esporte, em si, nas escolas, na prática do esporte para todos, nada foi pensado.

Não se fala ainda muito mais profundamente nisso porque o país está vivendo uma crise mais profunda ainda, ainda mais ampla. Mas acho que nesses eventos ficou claro o quanto o esporte se parece com o momento do Brasil.

O Brasil e o esporte não estão longe de algo desastroso, que serve como oportunidade para rever tudo. Queremos aproveitar o lado de oportunidade desse grande desperdício que foram os grandes eventos.

É otimista em relação à renovação política do país?

Queria que acontecesse no ano que vem. Mas ainda vemos poucos pretendentes, poucos nomes novos, e os grandes partidos estão todos enfraquecidos.

Em seu projeto de futuro na política, há uma corrente ou partido com o qual tenha mais afinidade?

Eu me considero de centro-esquerda. Falar em partido hoje está complicado.

Já foi filiado a um partido?

Não, nunca.

Sua proximidade com as corporações na elaboração do pacto trouxe alguma visão diferente sobre o país?

O que mais me reforça é a urgência de que se tenha um país mais justo, com mais segurança, mais tranquilidade, mais ambiente para o setor privado, mais oportunidade às pessoas, e priorizar setores básicos como educação e saúde, que envolvem o esporte também.

Isso só me deu mais gana de lutar.

Tenho uma pergunta que foge do pacto:têm saído muitos livros sobre seu irmão. O sr. leu? Como é lidar com a história do Sócrates, o que ele envolve.

As ideias e os exemplos do Sócrates, o que ele representou principalmente nas questão políticas, estão cada vez mais se reforçando. Ele é um mito dessa resistência, é um personagem raríssimo.

Quando o sr. fez o mestrado na Inglaterra, como foi?

Ele nunca jogou na Inglaterra, mas as pessoas veneram ele, é impressionante como é idolatrado.

Ele brincava “Agora sou o irmão do Raí.” Na Inglaterra o sr. é que é o irmão do Sócrates?

Sim, com certeza [risos]. E tenho muito orgulho.

Joga futebol ainda?

Infelizmente meu joelho não deixa. Sinto muita falta de jogar uma pelada. De campeonatos não. O jogador sente falta de desafios, e isso eu consigo manter na Atletas pelo Brasil. Mas de brincar de bola eu sinto falta. Quando jogo o joelho incha, já não consigo fazer a mesma coisa que fazia antes.

Como torcedor, está otimista com o São Paulo?

Fico imaginando essa pergunta há uns meses, e agora Como torcedor estou sempre otimista, mas hoje sou membro do conselho, tenho que ir lá trabalhar e contribuir para que mude.

O São Paulo sempre vai ser São Paulo e vai dar a volta para cima.

O magistral Waldir Peres

julho 24, 2017

Por JOSE RENATO SATIRO  SANTIAGO

Nascido em 2 de janeiro de 1951, na cidade paulista de Garça, distante pouco mais de 400 km da capital, Waldir Peres de Arruda começou no futebol em equipes amadoras próximas a sua casa. Durante uma competição intermunicipal, chamou a atenção de dirigentes da Ponte Preta de Campinas, que o contrataram ainda como juvenil.

Muito seguro e com fama de milagreiro, ao longo de quase três anos se tornou grande destaque da Macaca, o que atraiu interesse do tricolor paulista, o São Paulo, inicialmente, para ser reserva de Sérgio Valentim. Mal sabia, que não demoraria para se tornar titular da equipe, pouco depois de fazer sua estreia, em 3 de novembro de 1973, em um empate sem gols frente ao Coritiba em partida válida pelo campeonato brasileiro.

Suas grandes atuações o levaram para a sua primeira Copa do Mundo, em 1974 na Alemanha, ainda como reserva do goleiro Leão. Com fama de catimbeiro, Waldir também era conhecido por desestabilizar os atacantes adversários. Foi assim na final do campeonato paulista de 1975, em 17 de agosto daquele ano, quando defendeu duas penalidades batidas por jogadores da Portuguesa, contribuindo de forma decisiva ao título tricolor. Sua estreia na seleção brasileira, aconteceria naquele mesmo ano, em 4 de outubro, na vitória por 2 a 0 frente ao Peru, em partida válida pelas semifinais da Copa América.

Com a chegada do piauiense Toinho, chegou a revezar a titularidade do gol são paulino durante algum tempo, mas logo voltaria a ser absoluto. Em 5 de março de 1978, mais um grande momento. Não chegou a defender nenhuma das cobranças da disputa de pênaltis na partida final do campeonato brasileiro de 1977 no estádio do Mineirão, mas com muita malandragem, com direito a ‘aperto nas nadegas’ dos jogadores atleticanos e cusparada na bola, foi decisivo para que três deles errassem o alvo, na vitória por 3 a 2 da equipe paulista. É, até hoje, considerado um dos herois da conquista do primeiro título brasileiro do São Paulo.

Presente, ainda como reserva, em sua segunda Copa do Mundo, em 1978 na Argentina, Waldir viveu seu grande momento no começo dos anos 1980. Bicampeão paulista em 1980 e 1981 e vice-campeão brasileiro em 1981, passou a ser titular da seleção brasileira comandada pelo técnico Tele Santana, nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Em maio de 1981, durante a vitoriosa excursão brasileira pela Europa, três vitórias, diante Inglaterra, França e Alemanha Ocidental, assombrou o mundo ao defender por duas vezes pênaltis batidos pelo alemão Paul Breitner, que até então jamais tinha desperdiçado uma cobrança de penalidade ao longo de toda a sua carreira, no triunfo brasileiro por 2 a 1 em Stuttgart. Sua titularidade na Copa de 1982 foi justíssima, em que pese o fato de não ter tido boas atuações durante a competição, sobretudo na vitória por 2 a 1 frente a União Soviética em 14 de junho, quando sofreu o chamado ‘frango’ depois do chute de longe do atacante Bal. Vestiu a camisa canarinho em 30 oportunidades, com apenas uma derrota, justamente na partida que eliminou a seleção da Copa do Mundo de 1982, em 5 de julho, na derrota por 3 a 2 para a Itália.

Deixou o Morumbi em 1984, após 615 partidas oficiais, o que faz dele o segundo jogador a mais vezes defender a camisa tricolor, atrás apenas de Rogério Ceni. Ainda atuou no América do Rio de Janeiro, Guarani, Corinthians, Portuguesa, Santa Cruz e Ponte Preta, onde encerrou a carreira em 1989. Após abandonar os gramados, atuou como técnico até 2013.

Waldir Peres saltou para o andar de cima neste último domingo, dia 23 de julho, após sofre um infarto fulminante.

Pelé canino

julho 24, 2017

Chances de vitória de Bolsonaro são a desistência de um Brasil moderno

julho 24, 2017

“Ao longo da história do regime, os juristas e adeptos sinceros do regime foram descartados e substituídos por picaretas e puxa-sacos que apoiariam qualquer coisa que Costa e Silva ou Médici fizessem. Essa turma fez fácil a transição para se vender para o PT.”

“Com a crise do PSDB, a última tentativa da direita brasileira de ser um partido democrático moderno, a turma de sempre pode voltar para Bolsonaro e encontrar de novo um coturno para lamber.”


Da FOLHA

Por CELSO ROCHA DE BARROS

Não há um só país desenvolvido no mundo que corresponda à visão que Jair Bolsonaro defende para o Brasil. Os países mais desenvolvidos são justamente os que mais respeitam os direitos humanos, os que mais toleram a diversidade, aqueles em que a polícia e o Exército são mais claramente subordinados ao Executivo democraticamente eleito. Bolsonaro é o Brasil que desiste, que abandona a pretensão de pertencer ao Ocidente iluminista e prefere se divertir com as coisas que divertiam nossos antepassados, como execuções públicas e linchamentos.

Bolsonaro gosta de se comparar a Trump. Imagino que, se você acha que o jornalismo é fake news, deve ser meio mal informado. O início do governo Trump foi um fracasso espetacular. Dodô Mãozinha tem o menor índice de popularidade que um presidente americano já teve nesse ponto de seu mandato.

O México não vai pagar por muro nenhum. O sistema legal americano, uma das instituições fundadoras da era moderna, barrou as iniciativas presidenciais mais evidentemente inconstitucionais. Já está claríssimo que as promessas sobre o sistema de saúde eram mentiras. Trump pode ser processado por ter conspirado com a Rússia para derrotar Hillary, e já pensa em dar a si mesmo um perdão presidencial (que inveja, hein, Michel?).

Mas as comparações mais pertinentes com o que Bolsonaro defende não vêm de nenhum país desenvolvido. Bolsonaro quer trazer o Exército de volta para a política. Nesse momento, há dois países fazendo isso: a Venezuela, onde Maduro só se sustenta porque entregou o Estado para os oficiais, e a Coreia do Norte, governada pela doutrina oficial Songun, a primazia das forças armadas. Pessoal de PT e PCdoB, da próxima vez, levem o abaixo-assinado que o Jair assina.

O autoritarismo, afinal, não tem ideologia. Se um regime comunista oferecesse a Bolsonaro a possibilidade de torturar adversários desarmados, ele e Brilhante Ustra enviariam seus currículos para a KGB na mesma hora. Tem gente que não quer suborno porque é honesta, e tem gente que prefere sua parte em sadismo sem risco.

O ideal de polícia de Jair Bolsonaro é um esquadrão da morte sem qualquer limite legal. Algo nessa linha está em implantação nas Filipinas. Se o Brasil desistir de ser Estados Unidos e topar ser Filipinas, Bolsonaro tem chances de vitória.

Mas o mais importante sobre Bolsonaro é que ele é a resposta para a questão: “De onde saíram esses corruptos todos da política brasileira?”. Esses malandros são os descendentes morais da classe política herdada da ditadura militar.

Ao longo da história do regime, os juristas e adeptos sinceros do regime foram descartados e substituídos por picaretas e puxa-sacos que apoiariam qualquer coisa que Costa e Silva ou Médici fizessem. Essa turma fez fácil a transição para se vender para o PT.

Com a crise do PSDB, a última tentativa da direita brasileira de ser um partido democrático moderno, a turma de sempre pode voltar para Bolsonaro e encontrar de novo um coturno para lamber.

Enfim, se você quiser votar em Bolsonaro, vá em frente, não sou sua mãe. Mas fique avisado de que está desistindo de viver em um país moderno.

E a propósito: não ache que o bolsonarismo é coisa de homem. Homem é um tipo de adulto.

Corinthians tem colaboradores “indemitíveis”

julho 23, 2017

Fábio Barrozo

Recentemente, veio ao conhecimento público, um entre dezenas de esquemas que prejudicam o clube, mas garantem o sustento de espertalhões nas categorias de base do Corinthians.

A acusação era a de que Fabio Barrozo, gerente do setor, aliado ao conselheiro Mané da Carne, braço direito do deputado federal Andres Sanches, “dono” do Parque São Jorge, embolsaram dinheiro em transação de jogador.

Provas foram apresentadas, inquérito policial aberto, mas o único punido foi o atleta, dispensado após findar seu vínculo contratual no Parque São Jorge.

Mané da Carne foi absolvido por um Conselho de Ética (que tem como figura principal um advogado tão “obsessivo” que seria capaz de lamber a privada urinada de Andres Sanches), e é figura cada vez mais presente no cotidiano, não apenas da base, mas também do futebol profissional alvinegro.

Para ajudar a Barrozo, uma farsa foi montada pelo comando do clube: a mando de Andres, o presidente Roberto Andrade assinou a rescisão do profissional, concedendo-lhe surreal “carta de recomendação”, que ainda nem precisou ser utilizada, deslocado que foi, com o mesmo vencimento, para o Tigres/RJ, local administrado por deputado carioca, parceiro do corinthiano.

Ontem, soube-se, em matéria de Jorge Nicola, que o Corinthians, apesar de todos os benefícios listados e concedidos a quem saiu do clube acusado de assaltá-lo, em vez de brigar na Justiça com Fabio Barrozo, aceitou acordo numa ação avaliada em R$ 2,5 milhões.

Os “indemitíveis” do Timão, quase sempre aliados na sujeira de dirigentes, existem também noutros setores, alguns mais famosos, outros, inteligentemente, no anonimato.

Mauro “Van Basten” figura na comissão técnica da equipe profissional desde os tempos de Andres Sanches na presidência, passando ainda por todas as reformulações e demissões do departamento, que nunca lhe atingiram.

Sua função oficial é a de “olheiro”, mas, sabe-se, outras mais importantes, e inconfessáveis, são as que lhe garantem o emprego: desde bolso de dirigentes que não podem receber vantagens em suas contas pessoais, até facilitação e indicação de jogadores ligados não apenas à cartolas, mas também a conhecido malandro da imprensa.

Tem ainda André Campoy, preposto de Sanches desde que ambos beijavam as mãos de Nesi Curi; Oliverio Junior, agente de jogadores que se traveste de assessor de imprensa, e vários outros menos notáveis, que, citados todos, cansariam a beleza do leitor deste espaço.

Se um deles for demitido (os que mantém cargos oficiais) ou afastados de seus afazeres (os que transitam às sombras), será desmantelado um sistema de indecências diversas, montado em 2007, num levante iniciado em 2006, amparado na submissão de grupos que se diziam “apartidários”, como o “Fora Dualib”, mas que hoje se lambuzam com as sobras do poder alvinegro.

Vinicius Junior e Neymar

julho 23, 2017

Em tempos marcados pelo desempenho coletivo, que levam, em exemplo, o limitado Corinthians a disparar rumo ao título do Campeonato Brasileiro, o sábado de futebol apresentou dois “oasis’ em meio ao deserto da mediocridade.

Um deles, conhecido, mas nem por isso menos encantador: Neymar e seu gol espetacular, passando por seis atletas da poderosa Juventus, aplaudido de pé por todo um estádio e por quem mais não se conteve diante da televisão.

O outro, com recém completados 17 anos, bolso robusto, mas comunicação ainda tímida: Vinicius Junior, que em poucos minutos no gramado decidiu a partida contra o Coritiba, ao desconcertar o zagueiro adversário, sofrendo penalidade em drible de pura ginga, e depois em lance absolutamente genial quando numa “touca” de toque refinado à lateral do gramado, em que o adversário sequer ousou reagir.

Nesta Copa do Mundo, talvez não dê, mas para a próxima, mantido o planejamento tático de Tite, único treinador, no Brasil, capaz de trabalhar coletivamente sem limitar o talento individual, poderemos ter, Neymar no auge, Gabriel Jesus mais experiente e Vinicius Junior com o frescor dos que buscam lugar ao sol.

Os “pés-frios” do Flamengo e o pênalti de Diego

julho 23, 2017

PVC e a invasão de 1976

julho 23, 2017

Resultado de imagem para invasão 1976

“A invasão (da torcida do Corinthians) ficou na história, a festa foi linda, mas reler a cobertura da Folha daquela semana de 1976 torna inevitável notar que ali estava o embrião das relações promíscuas entre dirigentes e facções uniformizadas.”

(Trecho da coluna de PVC, na FOLHA)

Tostão fala sobre o preposto de Alexandre Kalil no Atlético/MG

julho 23, 2017

“O presidente do Atlético-MG, Daniel Nepomuceno, que acumula a função de secretário do prefeito Alexandre Kalil, o que é ruim para o clube e para a cidade, demitiu o técnico Roger.

A alegação é a falta de resultados.

O Atlético-MG foi o primeiro colocado geral na fase de grupos da Libertadores, ganhou a primeira partida das quartas de final da Copa do Brasil e é campeão mineiro.

Vive um momento ruim no Brasileiro, que pode ser passageiro.

O elenco não é tão bom quanto falam o presidente e parte da imprensa.”

(Trecho da coluna de TOSTÃO, na FOLHA)

De Ronaldo “Fenõmeno” a Lula… as lorotas do “naming-rights’ de Itaquera em período eleitoral

julho 22, 2017

Sempre que aproxima-se o período eleitoral no Corinthians, acentuam-se boatos, quase sempre plantado por dirigentes, de que o clube está “muito próximo” de fechar os “naming-rights” do estádio de Itaquera, ou de contratar um novo Ronaldo “Fenômeno”.

Basta rápida busca pela internet para listar dezenas de “acordos” dados como concluídos.

O último Ronaldo foi “Alexandre Pato”, que gerou prejuízo, somados investimento oficial, comissionamentos e demais despesas (salários, etc) próximos de R$ 100 milhões.

Até o “Fenômeno”, três anos atrás, foi apontado como interlocutor junto a grandes empresas para dar nome ao estádio.

Agora, a revista Veja revela que o ex-presidente Lula, condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção, absolutamente preocupado com sua defesa jurídica, além da campanha eleitoral presidencial, “atendeu a pedidos e se pôs à disposição do Corinthians para se reunir com Chefes de Estado da Ásia e Oriente Médio na tentativa de achar investidores interessados em batizar o Itaquerão com nome de sua marca”.

E tem quem acredite…

Ricardo Teixeira foi informado que prisão preventiva estaria sendo avaliada

julho 22, 2017

Promotores amigos de Ricardo Teixeira, há dois dias, informaram-no que é grande a possibilidade, diante da documentação recebida por MPF e PF, oriunda da Justiça Espanhola, que apontam crimes do dirigente cometidos também no Brasil, de que, em breve, possa ser decretada prisão preventiva do ex-presidente da CBF.

Ontem, advogados reuniram-se com o cartola para estudar o caso.

Em conversa com fonte do MPF, o Blog do Paulinho soube que estuda-se, também, a possibilidade de uma ação policial contra Marco Polo Del Nero, que poderia, talvez, resultar em mandado, se não de prisão, de condução coercitiva:

“Se houve favorecimento noutras oportunidades, desconfio mas não posso comprovar… mas tive acesso à documentação atual, da Espanha, e considero impossível que medidas drásticas não sejam tomadas para evitar não somente a sequencia da atividade criminosa, mas também a ocultação de provas e intimidação de testemunhas”.

Dos três últimos presidentes da CBF, José Maria Marin está em prisão domiciliar nos EUA e aguarda julgamento nos próximos meses; Teixeira e Del Nero não podem deixar o Brasil, o primeiro com prisão internacional decretada, o segundo, por medo de ser encarcerado pelo FBI.

OMNI cobra defesa de parceria da diretoria do Corinthians

julho 22, 2017

A empresa OMNI, que nos últimos anos detém a administração dos principais contratos do Corinthians, desde a lucrativa venda de ingressos, em que permanece com 50% da arrecadação, passando pelo Teatro do clube, que leva seu nome, até a gestão do estacionamento na Arena de Itaquera, incomodou-se com matéria publicada pelo UOL, em que o candidato oposicionista à presidência alvinegra, Roque Citadini, explicitou:

“Tudo o que diz respeito à gestão [da Arena] está sendo muito questionado. Você ouve questionamentos sobre ingressos, sobre acesso, sobre a Omni, sobre tudo”

“A Omni ampliou tanto as atividades dela que não sabe bem onde isso começa e onde termina. É uma questão que precisa ser resolvida. A ideia que o clube colocou na construção do estádio é que seria gerido por empresa de grande relevância. Citaram empresas americanas que administram estádios. No fim, essa parte acabou esquecida e ficou com a Omni, uma empresa até onde sei só trabalha com o Corinthians. Não sabemos porque ela segue no estacionamento”

Dirigentes da empresa, que tem estreito relacionamento com o deputado federal Andres Sanches (PT), entraram em contato, ainda ontem, com dirigentes do Timão, cobrando declarações que justifiquem (e defendam) a parceria mantida com o clube.

Receberam como resposta que é melhor não tocar no assunto, diante da rejeição à OMNI no Parque São Jorge, e a possibilidade de ampliação do debate, que traria à luz o que funciona, para determinado grupo, melhor na escuridão.

No início de 2017, Roberto Andrade, presidente do Corinthians, então em litígio com Andres Sanches, anunciou rompimento do contrato com a OMNI da questão da gestão do estacionamento, chegando até, em Nota Oficial no site alvinegro, a indicar nova parceira, a “Índigo”, que teria assinado contrato por quatro anos.

http://www.corinthians.com.br/noticias/ver/61900#.WXMILYjyuUl

Hoje não se fala mais nisso.

Ninguém sabe por quais razões a OMNI permaneceu, nem se o clube, em sendo verdadeira a assinatura do vínculo com a “Índigo”, onerou-se para desfazê-lo.

Andrade disse também, em reunião do Conselho, que a taxa de 50% cobrada pela OMNI seria reduzida, por se tratar de “abusiva”.

Nada mudou, também, nesta operação.

A seus pares, no Parque São Jorge, Citadini tem deixado a entender, como insinuou na entrevista, que se vencer as eleições no Corinthians, seu grupo entrará por uma porta e a OMNI sairá pela outra.

Talvez o distanciamento político, histórico, que o oposicionista mantém do deputado federal Andres Sanches, dizem, sócio oculto da empresa, facilite uma tomada de decisão que os recentes presidentes alvinegros, Roberto Andrade e Mario Gobbi, ambos alçados ao poder pelo parlamentar, não ousaram cometer.

Outros grupos que se contrapõem, explicitamente, à parceria são o “Inteligência Corinthiana” e a “Lava-Jato”, que concorrerão ao Conselho Alvinegro nas próximas eleições.

Ambos formados por dissidentes da gestão, além de notórios oposicionistas.

Ciente do desafio, a OMNI, como se fosse organização criminosa, intimida dirigentes, coopta defensores, patrocina associados, distribui ingressos e facilita acessos a camarotes na Arena de Itaquera.


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