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Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

abril 26, 2017

Blog do Paulinho

(excepcionalmente, hoje, não teremos a gravação do programa Blog do Paulinho, que retornará amanhã, às 10h30)

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Agenda de Marcelo Odebrecht com Lula aponta necessidade de “estimular” Andres Sanches

abril 26, 2017

Em 19/10/2009, o empresário Marcelo Odebrecht encontrou-se com o presidente Lula para discussão de diversos assuntos, entres os quais procedimentos necessários para viabilizar as obras do estádio do Corinthians.

Encontro e pauta estão na agenda pessoal de Odebrecht, em poder da Polícia Federal, à qual o Blog do Paulinho teve acesso.

Nos itens pré-definidos da conversa estavam:

  • definição do local (Pacaembu ou outro)
  • politização
  • Estimular Andres Sanches x solução com ODB e investidores

As investigações da “Operação Lava-Jato” indicam bem o que significa a palavra “estimular” nos vocabulários de Odebrecht e Andres Sanches.

Nota-se, pelo apontamento da agenda, que Lula e a construtora estavam trabalhando pelo estádio do Corinthians antes mesmo da definição do local a ser construído, independentemente da existência ou não da Copa do Mundo.

Aliás, revelamos ontem, dentro desse contexto, a preocupação doutro líder petista, José Dirceu, sobre o assunto:

https://blogdopaulinho.com.br/2017/04/25/jose-dirceu-pt-conversava-sobre-o-estadio-do-corinthians-com-luis-paulo-rosenberg/

Fica claro que a intenção era, antes de qualquer coisa, lucrar com a obra e dividir os ganhos com os parceiros, fossem estes construtores ou facilitadores.

Wagner Ribeiro diz, na Justiça, que não recebeu comissão pela transação de Lucas ao PSG

abril 26, 2017

Em 2014, o sr. Julio Davini Junior ingressou com ação judicial para obrigar o empresário Wagner Ribeiro a prestar-lhe contas sobre as comissões recebidas na transação do jogador Lucas, do São Paulo para o PSG.

A justiça deferiu o pleito.

Ribeiro recorreu, mas perdeu.

Interessante é notar que neste recurso, o agente, que prometeu dez por cento do montante do negócio ao impetrante, alegou nunca ter recebido dinheiro pela venda de Lucas para a França, e que sequer possuía procuração para negociá-lo.

Para quem, então, o Tricolor pagou a comissão que diz ter quitado à Wagner Ribeiro ?

Presidente da Portuguesa explica plano para enganar parceiros e a advogada Gislaine Nunes

abril 26, 2017

Antes de assumir a presidência da Portuguesa, ainda candidato, o radialista Alexandre Barros, em conversas de wathsapp, contou a interlocutores do clube seus planos para enganar parceiros comerciais (que se apresentavam para investir no Canindé) e reduzir, pela metade, os honorários da Dra. Gislaine Nunes, advogada de quase todas as ações trabalhistas de jogadores em desfavor da agremiação.

Os áudios revelam não apenas as idéias do dirigente como indicam, também, traços de sua personalidade.

Vendido como “novo” e “moderno” no período eleitoral, Barros exibe, com flagrante ardilosidade, comportamento idêntico ao daqueles que, em gestões anteriores, colocaram a Portuguesa em situação tão desesperadora.

Vale lembrar que a Lusa, dias atrás, escapou por um triz de mais um rebaixamento, desta feita à terceira divisão do fraquíssimo paulistinha.

Ouça os áudios, com as devidas transcrições:

“(…) está no hospital, pra morrer… e o cara chega e fala assim: “nós não conseguimos o doador de coração, você está na maca aberta e só tem uma possibilidade: um cientista inventou um coração de plástico, mas nós não sabemos ainda se vai dar certo ou não… pô, to morrendo… eu aceito o coração de plástico !”

“(…) e agora chegou o momento que a gente não tem muito o que escolher… é aquilo que eu disse aqui… nós vamos ter que fazer o que ? Lá na frente, firmado (o acordo com parceiros), deu tudo certo: “olha, não vai ser mais cinco por cento, tem que ser dez””… “não, mas olha, assinou (suposta resposta do parceiro)… “olha, filho, assinou, mas nós estávamos no desespero… então nós vamos brigar na justiça porque eu não concordo com isso, entendeu ?””

“E foi o que o Palmeiras fez… quando o Palmeiras acertou o Allianz Park com a WTORRE eles assinaram qualquer coisa porque estavam desesperados para fazer uma Arena, porque o Corinthians tinha liberado uma arena, o Grêmio estava com uma arena liberada, e eles podiam até perder a área porque o Palestra não ia… e uma parte da arquibancada do Palestra havia tombamento… ai eles aceitaram, assinaram qualquer coisa… ”

“Se alguém ganhou comissão lá (no Palmeiras) eu também não sei…  espero na Portuguesa que se alguém for ganhar comissão que seja claro e explícito: “fulano de tal vai ganhar comissão porque ele trabalhou pra isso… ponto!”.

“(…) chega uma situação em que você está com a corda no pescoço, você não tem muito o que fazer… então as vezes você tem que ir, aceitar um acordo que não posa ser tão maravilhoso, pra não perder tudo… é isso que eu estou dizendo… concordo com você (interlocutor) plenamente”.

“(…) agora é pressão… a própria Gislaine (Nunes)… ela vai exigir o que ela quiser… se fosse há três anos atrás, quatro anos atrás, negociava-se com ela, porque ela não tinha o leilão marcado… hoje ela tem o leilão marcado… o que precisa ? Suspender o leilão dela para sentar com ela e falar: “amiga… seu leilão está suspenso de novo, ó (ouve-se três batidas como se fosse a mão fechada batendo na palma doutra mão, indicando, talvez, o termo “se f…”), vamos fazer o acordo… “Ah! não, eu não faço acordo (imitando fala de Gislaine)… “o juiz, vamos lá… ela está empatando toda uma possibilidade de todos os outros receberem”… e ai o juíz pode decretar: “olha, dona Gislaine, é melhor você pegar menos e resolver… porque nós estamos resolvendo a situação”… mais ou menos isso… mas eu concordo com você, na hora do desespero vai acabar fazendo qualquer coisa…”

“A Gislaine tem um direito de R$ 10,2 milhões só de honorários… em princípio, a informação que eu tive é que a proposta pra ela vai ser de 50%.”

Num Brasil de Lava Jato, Palocci teria sido abatido em 2001

abril 26, 2017

Da FOLHA

por ELIO GASPARI

A dúvida é se Antonio Palocci fala ou não fala. Que ele tem o que falar, ninguém duvida. Afinal, foi ministro da Fazenda de Lula, chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff e queridinho da plutocracia nacional. Um petista do bem, para quem tinha horror à espécie. Espera-se que ele fale de Lula e teme-se que fale do naipe de atrevidos da banca. Não se podendo saber do que vai acontecer, fale-se do que já aconteceu.

Em 2001 o comissário Palocci era prefeito de Ribeirão Preto e sua administração licitou a compra de 12 produtos para abastecer 40.500 cestas dos programas sociais e da merenda escolar do município. Na lista constavam latas de “molho de tomate refogado e peneirado, com ervilhas”. Comerciantes locais reclamaram, pois no mercado não havia molho de tomate com ervilhas.

A prefeitura poderia ter retirado a ervilha do molho e o problema estaria resolvido, mas sustentou que havia dois fabricantes e foi em frente. Falso. O único fabricante de molho de tomate com ervilha ficava no Rio Grande de Sul.

Fizeram-se duas compras emergenciais e, mais tarde, quatro empresas foram habilitadas.

O fabricante gaúcho só vendia seu molho de tomate para uma empresa de São Caetano, a Cathita, uma das selecionadas. O depósito da Cathita ficava ao lado da sede da Thathica (outra das escolhidas). As mulheres dos donos da Thathica e da Cathita eram sócias na Gesa, a terceira habilitada, que forneceu as cestas emergenciais. Tanto a Thathica, como a Cathita e a Gesa tinham o mesmo procurador que a quarta empresa escolhida, o supermercado Estrela de Suzano.

Quando a história do molho de tomate com ervilha estourou, Antonio Palocci tornara-se coordenador do programa de governo do candidato Lula à Presidência da República. Seu antecessor, Celso Daniel, fora assassinado, num dos mais misteriosos casos da história do comissariado.

Um ano depois, com Palocci no Ministério da Fazenda, o procurador-geral da República não viu indícios de que ele tenha participado das eventuais irregularidades ocorridas na compra do molho de tomate com as indispensáveis ervilhas.

Palocci é capaz de falar por mais de uma hora sobre um caso, andando em círculos, repetindo os mesmos argumentos. Sua calma, ajudada pela dicção e pela capacidade de dizer qualquer coisa sem trair emoção, ficou mais uma vez demonstrada durante sua ultima audiência com o juiz Sergio Moro.

Nela, foi capaz de exaltar sua sabedoria econômica informando que antes da crise de 2007 mostrava aos clientes de sua consultoria os riscos das operações com derivativos cambiais. Vendia o nascer do sol. A Sadia, por exemplo, meteu-se com derivativos, mas não quebrou por falta de informação, foi aposta mesmo.

Palocci tornou-se o queridinho do andar de cima porque foi o principal inspirador da guinada de Lula, jogando fora a fantasia de inimigo do mercado. Tudo bem, mas nesse namoro, Lula não despiu a farda de comissário-geral. Nessa conta já estavam o cadáver de Celso Daniel, as tramas de prefeitos petistas com fornecedores e concessionários de transportes. O molho de tomate de Palocci era o início de uma história na qual uma nova equipe de rapinadores associava-se às velhas guildas de larápios e da tolerância oportunista. O doutor tem o que contar.

Polícia Federal tentou prender André Negão na sala da Presidência do Corinthians

abril 25, 2017

No dia 22 de março de 2016, a Polícia Federal, no âmbito da “Operação Lava-Jato”, visitou a residência do vice-presidente do Corinthians, André Luis de Oliveira, vulgo André Negão, para leva-lo, coercitivamente, à depor sob acusação de receber R$ 500 mil em propina da Odebrecht.

O alvinegro, porém, acabou preso, por conta da posse de duas armas de fogo, sendo liberado após pagamento de fiança.

Mas o vexame poderia ter sido ainda maior.

Primeiro porque o pedido inicial do MPF, enviado ao juíz Sérgio Moro, era de “Prisão Preventiva” nº 5010479-08.2016.4.04.7000/PR (o que indica a certeza do órgão sobre as ações), mas o magistrado decidiu pela condução coercitiva, esperando pelas delações premiadas e por novas provas (que agora estão escancaradas).

Depois, porque a Polícia Federal, avisada que André Negão frequenta a academia do clube pela manhã, esteve no Parque São Jorge, à 06h do dia 22/03, ocasião em que subiu até a Sala da Presidência alvinegra na tentativa de detê-lo.

Diz documento, assinado pelo delegado federal Daniel Mostardeiro Cola, da Equipe 11 da PF:

“Certifico que a Equipe 11, composta pelo DPF Daniel Mostardeiro Costa, EPF Hugo Sanches e APF Celio Gilberto Koehler, compareceu no endereço localizado na Rua São Jorge 777, 5º Andar (Sala da Presidência) – Tatuapé – São Paulo – SP, às 06h, do dia 22 de março de 2016, não tendo localizado André Luis de Oliveira”

Ou seja, o Corinthians escapou, por pouco, do constrangimento de ter seu vice-presidente, no exercício do cargo, saindo do Parque São Jorge detido pela Polícia Federal.

A diretoria do clube escondeu a informação, absolutamente relevante, de toda a coletividade alvinegra.

Nem o ex-presidente, Alberto Dualib, expulso do Corinthians por corrupção, chegou perto de tamanho vexame.

No mesmo dia, a PF tentou também encontrar André Negão no bairro da Vila Maria (local em que, por diversas vezes, foi detido por contravenção penal ligada ao “Jogo de Bicho”), em sua antiga residência, sendo informada por morador atual que o alvinegro, havia dois anos, se mudou para o bairro do Tatuapé, no luxuoso apartamento (comprado após a construção do estádio de Itaquera), avaliado em mais de R$ 1 milhão, local em que, finalmente, foi encontrado.

POLÍCIA FEDERAL INFORMA QUE ESTEVE NO PARQUE SÃO JORGE PARA DETER ANDRÉ NEGÃO

POLÍCIA FEDERAL INFORMA QUE ESTEVA NA VILA MARIA PARA PRENDER ANDRÉ NEGÃO

MANDADO DE CONDUÇÃO COERCITIVA AUTORIZADO PELO JUIZ SERGIO MORO (COM PEDIDO DE PRISÃO PREVENTIVA DO MPF nº 5010479-08.2016.4.04.7000/PR)

INDICAÇÃO, NO PEDIDO DE PRISÃO, DO CRIME ATRIBUÍDO A ANDRÉ NEGÂO (RECEBER R$ 500 MIL), COM NÚMERO DE TELEFONE DO DIRIGENTE EXPOSTO (AMPLAMENTE CONHECIDO E IDENTIFICÁVEL POR AMIGOS E JORNALISTAS):

DECLARAÇÃO DE ANDRÉ NEGÃO APÓS SER LIBERADO DA SEDE DA PF

Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

abril 25, 2017

Blog do Paulinho

Blogueiros (gravado em 24/04/2017)

José Dirceu (PT) conversava sobre o estádio do Corinthians com Luis Paulo Rosenberg

abril 25, 2017

Muito antes das definições do negócio que consolidou a construção do estádio de Itaquera pela construtora Odebrecht, pouco após Andres Sanches assumir a presidência do clube, reuniões sobre o assunto eram realizadas com membros importantes do PT, entre os quais José Dirceu, que antes da “Operação Lava-Jato” era apontado como sucessor de Lula à presidência do Brasil.

Pelo menos é o que indica email, datado de 25/06/2008, interceptado pela Polícia Federal, ao qual o Blog do Paulinho teve acesso.

Nele, Julio Cesar dos Santos, sócio (e laranja) de José Dirceu (ambos foram presos na 17ª incursão da “Lava-Jato” – Operação Pixuleco), diz ao parceiro:

“1 – A Clausula do Contrato; 2- Falou alguma coisa do estádio do Corinthians com o Rosenberg ?”

Desnecessário, diante do que já foi exposto sobre os procedimentos do líder petista, dizer o que significa “negociar” com José Dirceu (PT).

Luis Paulo Rosenberg, à época, era vice-presidente de marketing do Corinthians.

Fica claro que os dirigentes do Corinthians, desde antes da Copa do Mundo, ensaiavam parceria do clube com o PT, que hoje, consumada, elevou o padrão de vida de todos os envolvidos.

Antonio Carlos Zago e as demonstrações de desvios de caráter

abril 25, 2017

Quando jogador, Antonio Carlos Zago esfregou a mão sobre o antebraço, em gesto para demonstrar a “cor da pele”, no intuíto óbvio de indicar superioridade diante do adversário, negro.

A injuria racial explícita foi repudiada por todo o mundo do futebol.

Enquanto dirigente do Corinthians, Zago fez o Diabo nos bastidores, desde transações suspeitas de jogadores até promoção de “festas” com garotas, digamos, profissionais, envolvendo-se, segundo testemunhas, com seguranças e liberando a esbórnia para seus atletas.

Um escárnio que quase culminou na demissão de Ronaldo “fenômeno” do clube antes mesmo da estréia, contra o Palmeiras, em que a autoria de um gol no final da partida acabou por minimizar a crise gerada pelo vazamento das incursões, ao lado de Andres Sanches, na véspera do embate, na ‘Boate” Pop’s Drinks, em Presidente Prudente.

O tempo passou e Antonio Carlos não se emendou.

No último final de semana, em atuação ridícula, o treinador do Internacional simulou inexistente agressão do adversário, demonstrando que os desvios de caráter, notórios em sua vida, não se tratam de eventos em períodos isolados.

Zago é a clara representação de grande parte do povo brasileiro, afeito a levar vantagens a qualquer custo, que sai às ruas para reclamar da corrupção que muitos deles cometeriam se estivessem no lugar dos políticos de Brasília.

Lamentavelmente, diferentemente do que se esperava, o exemplo de fair-play de Rodrigo Caio trata-se, em verdade, de episódio isolado que não servirá de alavanca para a mudança de comportamento, tão almejada e desejada pelos que sonham um dia viver num país mais decente.

WTORRE perde, novamente, para o Blog do Paulinho na Justiça

abril 25, 2017

“Ressalte-se então, que, não houve abuso no exercício da liberdade de informação, tampouco prática de ato ilícito, pois a notícia tinha cunho informativo, de interesse geral, retratava situação real, tudo a constituir exercício de plena liberdade de informação jornalística, sem ocasionar o pretendido dano moral.”


Em 2009, a WTorre ingressou com ação cível contra o Blog do Paulinho, inconformada com revelações de seus notáveis “feitos”, alguns deles, agora, objeto de investigação da “Operação Lava-Jato”, da Polícia Federal.

Perdeu.

Insistiu em recurso.

Nova derrota.

Mais uma vez, desta vez tentando levar o caso ao STJ ou STF.

Na última semana, por decisão do TJ-SP, assinada pelo Desembargador  Luiz Antonio de Godoy, o caso, finalmente, foi encerrado.

Não é a primeira derrota da empresa para o blog, nem de seu proprietário, Walter Torre Junior, que por diversas vezes tentaram impedir o leitor deste espaço de saber (como souberam), anos antos da PF, o que de fato movia os interesses da construtora do estádio do Palmeiras.

O Blog do Paulinho é defendido pelo escritório da Dra. Danúbia Azevedo.

RELEMBRE TRECHOS DA SENTENÇA ORIGINAL DO REFERIDO PROCESSO:

WTORRE S/A requereu a condenação de PAULO CEZAR DE ANDRADE PRADO ao pagamento de indenização por danos morais, em razão de campanha difamatória à autora em seu blog na internet, bem como à publicação da sentença de procedência do pedido por 11 edições consecutivas no referido blog.

Narra a inicial que a empresa autora possui atividade pioneira de build to suit após quase três décadas de atuação, e com foco em engenharia, empreendimentos imobiliários, residencial, gestão de estaleiro para a construção de plataforma offshore, além de investimentos em infraestrutura, com uma posição consolidada no mercado, muitos prêmios, reputação e bom nome.

Ocorre que o réu, responsável por um blog na internet denominado; “Blog do Paulinho”, onde comenta assuntos relacionados com desporto, mais especificamente futebol, passou a promover uma campanha ostensiva e difamatória à autora e seu sócio Walter Torre Junior, introduzidas com críticas relacionadas com a construção da “Arena”, novo estádio do Palmeiras.

Daí a pretensão por danos morais, bem como a publicação da sentença de procedência durante 11 edições consecutivas no blog em referência.

Na contestação a fls. 177 e segs. o réu arguiu a nulidade de sua citação por edital. Requereu a improcedência do pedido sob o argumento de que é jornalista e mantém um blog na internet de assuntos relacionados ao desporto, especificamente ao futebol.

As matérias veiculadas em seu “blog” não são exclusividade da ré, fato que pode ser verificado em outros veículos de comunicação.

Diz agir, cf. a Constituição Federal, em exercício de liberdade de expressão, pensamento e de dever de informação.

Reporta-se a algumas reportagens sobre a autora e seus negócios com o Governo, escritas por outros jornalistas.

Réplica a fls. 224 e segs. com preliminar de intempestividade da contestação.

Certidão da Serventia acerca da intempestividade da contestação a fls. 247/vº.

É O RELATÓRIO. DECIDO.

Conheço diretamente do pedido, cf. art. 330, I, do CPC. A despeito da certidão supra da Serventia, a revelia, ?per si?, não dispensa o Juízo do exame das questões tipicamente de direito e de prova documental. Confira-se: APELAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE ENGENHARIA. AÇÃO DE COBRANÇA. INADIMPLEMENTO CONTRATUAL. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. CONTESTAÇÃO INTEMPESTIVA. EFEITOS DA REVELIA. PRESUNÇÃO RELATIVA. RAZÕES FÁTICAS E JURÍDICAS DESPROVIDAS DE DOCUMENTO COMPROBATÓRIO. INTELIGÊNCIA DOS ARTS. 319 E 333, II, DO CPC. RECURSO IMPROVIDO.

A contestação apresentada pelo réu é manifestamente intempestiva, impondo-se a aplicação da revelia. No entanto a sua configuração em face da presunção, não induz, desde logo, à procedência do pedido, cabendo ao juiz, como destinatário da prova, segundo a sistemática processual vigente, julgar atento às circunstâncias constantes do processo e a repercussão da ofensa de acordo com a descrição contida na petição inicial.

Em decorrência disso, o réu não se desincumbiu do ônus probatório de afastar a pretensão do direito da autora, pois sua defesa amparou-se apenas em alegações. (Apelação nº 0051430-60.2010.8.26.0577 – 31ª Câmara de Direito Privado TJ/SP ? Rel. Adilson de Araújo ? 4.9.2012).

De modo que a pretensão, ?per si?, não merece acolhimento.

Note-se que os direitos à liberdade de pensamento e expressão são preceitos fundamentais garantidos pelos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Uma das formas de garantir a concretização destes direitos está prevista na própria Carta Magna, em seu artigo 220, que dispõe sobre a proteção da manifestação do pensamento, criação, expressão e informação, sob qualquer forma, processo ou veículo.

Esta liberdade, contudo, encontra sua limitação em outras garantias estabelecidas pela Constituição, dentre elas, a proteção aos direitos da personalidade e à dignidade humana, que é assegurada no inciso I do artigo 1º, como um dos Fundamentos da Ordem Constitucional Brasileira.

A jurisprudência de nossos Tribunais fixou como limite ao exercício da liberdade de imprensa, em detrimento dos direitos da personalidade dos indivíduos, a veiculação de informações verdadeiras e minimamente comprováveis, ainda que somadas a outras de conteúdo meramente crítico.

No caso dos autos, o órgão de divulgação exauriu a obrigação-direito de natureza coletiva, desvendando fatos relevantes, sem intenção de expor a autora ao descrédito ou ofender-lhe a honra pessoal.

Não houve na matéria a intenção de extrapolar a liberdade de manifestação de pensamento e de informação, até porque existem várias outras matérias publicadas contra a autora por outros jornalistas e mídias, cf. mencionado a fls. 182 e segs.

Ressalte-se então, que, não houve abuso no exercício da liberdade de informação, tampouco prática de ato ilícito, pois a notícia tinha cunho informativo, de interesse geral, retratava situação real, tudo a constituir exercício de plena liberdade de informação jornalística, sem ocasionar o pretendido dano moral.

Nesse sentido: Apelação. Indenização por danos morais. Matéria jornalística tida como ofensiva à imagem do Apelante. Reportagem de cunho informativo. ?Animus difamandi? não caracterizado. Liberdade de informação. Inexistência de abuso. Direito de crítica inerente à liberdade de imprensa.

Ação julgada improcedente.

Decisão reformada apenas quanto à honorária, estabelecida em R$ 2.000,00, com base no § 4º do artigo 20 do Código de Processo Civil. Recurso parcialmente provido. Apelação nº 9253246-90.2008.8.26.0000 – 3ª Câmara de Direito Privado TJ/SP ? Rel. João Pazine Neto – 21.8.2012).

Por conseguinte, há fundadas razões para a conclusão de que o réu atua mesmo sob a tutela de garantias Constitucionais. CF ? art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (…) IV ? é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; (grifos nossos) (…) IX ? é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

Diante do exposto, não há que se falar em dever indenizatório, por ausência dos requisitos dos art. 186 e 927, ambos do Código Civil.

Pelo exposto, JULGO IMPROCEDENTE o pedido. Condeno a autora ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios arbitrados em dez mil Reais, cf. art. 20, §4º, do CPC. P.R.I. São Paulo, 11 de setembro de 2012. CLÁUDIA MARIA PEREIRA RAVACCI Juíza de Direito Preparo R$235,12

O Supremo e a bola

abril 25, 2017

EDITORIAL DA FOLHA

Com mais de uma centena de inquéritos da Lava Jato pela frente, o Supremo Tribunal Federal teve de achar tempo para definir o desfecho do campeonato brasileiro de futebol de 30 anos atrás.

Enfrentaram-se, na mais alta corte do país, o Sport, de Recife, e o Flamengo, carioca, este recorrendo de decisão que garantia àquele o direito de ser o único campeão de 1987. A 1ª Turma do STF deu vitória ao clube pernambucano; o do Rio estuda novo recurso.

O ministro Luís Roberto Barroso votou pela divisão do título entre os dois; relator do caso e flamenguista, Marco Aurélio Mello decidiu contra seu time; Rosa Weber criticou a judicialização do tema.

De fato, o que deveria ser apenas um exemplo da proverbial desorganização do esporte brasileiro converteu-se, com a pletora de recursos processuais disponíveis no Judiciário do país, em mais uma pendenga interminável a abarrotar os tribunais de todas as instâncias.

Recorde-se o episódio: em 1987, sufocada por prejuízos, politicagem, amadorismo e corrupção, a Confederação Brasileira de Futebol declarou-se incapaz de organizar um campeonato; em resposta, os clubes mais tradicionais promoveram um certame com 16 participantes, chamado Copa União.

Gerou-se, com isso, previsível —e, em alguns casos, justificada— insatisfação por parte das agremiações excluídas. A CBF, por fim, definiu que o Brasileiro seria disputado pelos dois finalistas da Copa União, rebatizada como Módulo Verde, e duas outras equipes, que sairiam do Módulo Amarelo.

Flamengo e Internacional, campeão e vice da competição mais elitizada, recusaram-se a jogar contra Sport e Guarani, os mais bem colocados no torneio que reunia forças intermediárias do futebol.

De início, a CBF conferiu o título ao clube recifense; em 2011, numa decisão política, incluiu o carioca na honraria. O primeiro, que sempre pleiteou a exclusividade na Justiça, afinal obteve no STF o entendimento de que o assunto transitou em julgado em 1999.

Mesmo que a novela tenha chegado ao fim nos tribunais, a controvérsia, por certo, nunca estará pacificada no mundo futebolístico, ainda mais porque se trata de atividade em que a paixão prevalece sobre a lógica. Na ausência irremediável de consenso, que cada um comemore seu triunfo, oficial ou não —e bola para a frente.

As senhas da propina no Corinthians. Novos números atingem R$ 7,1 milhões

abril 24, 2017

Andres Sanches, Marcio Seboso (Montanha) e André Negão

Na última semana, o UOL revelou documentos que davam conta do pagamento, pelo apelidado “setor de propinas” da Odebrecht, de R$ 4,1 milhões em vantagens indevidas a dirigentes do Corinthians.

Tivemos acesso às mesmas documentações e algumas mais.

A soma aumentou, como previsto, para R$ 7.175.000,00, que devem, com o decorrer das investigações, sofrer novas alterações.

Todos os pagamentos foram realizados por Antonio Gavioli, que, não por acaso, assina os aditivos, junto com os últimos três presidentes do Corinthians, Andres Sanches, Mario Gobbi e Roberto Andrade, além do ex-vice de finanças, Raul Corrêa da Silva (a rubrica mais presente) e de Luis Paulo Rosenberg, que deu aval aos Boletins de Avanço (nos primeiros meses da obra).

Todos sabem, a Odebrecht tinha, por hábito, apelidar seus ‘beneficiados”.

Sabia-se, até então, que no Corinthians receberam dinheiro: Timão (identificado como Andres Sanches), Azeitona, Papail Noel, Trenó e Rena, porém o Blog do Paulinho descobriu mais um (ou uma) que é tratada como “Gazeta”.

Sem contar o “Palmas”, referente ao deputado federal e também conselheiro alvinegro, Vicente Cândido (PT)

Para cada pagamento, outra surpresa, existiam senhas específicas (que podem, em alguns casos, apontar intermediários, noutros, destinos para ocultação de verbas), algumas, para quem conhece os bastidores do Parque São Jorge, bem reveladoras.

30/09/2010 – R$ 50 mil

O primeiro a receber dinheiro por conta de ajudar a viabilizar as tratativas do estádio do Corinthians foi o deputado federal Vicente Cândido (PT), que tinha o codinome “Palmas”.

R$ 50 mil divididos em dois pagamentos de R$ 25 mil, realizados, ambos, em 30 de setembro de 2010.

21/08/2012 – R$ 10 mil

Em 21 de agosto de 2012, o (ou a) Gazeta recebeu R$ 10 mil, através da senha “abacate”.

25/02/2014 – R$ 505 mil

O reino do Papai Noel começou a ser agraciado neste dia 25 de fevereiro de 2014, quando o próprio, o “bom velhinho” recebeu R$ 500 mil da Odebrecht, sob a senha “peneira” e a apelidada “Rena”, R$ 5 mil, com a utilização da senha “foguete”.

27/02/2014 – 10 mil

Na sequencia, dois dias depois de Papai Noel e Rena, recebeu o “trenó” (R$ 10 mil), com a senha “janela”.

13/08/2014- R$ 1,3 milhão

Sob codinome Timão, o deputado federal Andres Sanches, segundo relatório da PF, consta da planilha da Odebrecht, neste 13 de agosto de 2014, como beneficiário do pagamento de R$ 1 milhão, que lhe foram entregues sob a senha: “planador”.

Outros R$ 300 mil ficaram com o “azeitona”, com a palavra “montanha” sendo utilizada como senha.

Há quem acredite que “azeitona” possa ser o vice-presidente do Corinthians, André Negão, e que o diretor de futebol feminino, apelidado Marcio “Seboso” pelas meninas do jogo, mas que no clube é conhecido como “Montanha”, uma espécie de “cão de guarda” de Sanches e do ex-bicheiro, possa estar, de alguma maneira, envolvido (como espécie de mula).

19/08/2014 – R$ 300 mil

Seis dias após, o Azeitona recebeu mais R$ 300 mil, novamente com a senha “Montanha”, dinheiro este que não constava do último cálculo.

11/09/2014 – R$ 500 mil

Antonio Gaviolli pagou R$ 500 mil à Andres Sanches (vulgo Timão) sob a sugestiva senha de “gasolina”, que pode indicar, talvez, utilização de um dos postos de gasolina do deputado federal para ocultação deste recurso.

O ex-presidente alvinegro possui um no bairro do Butantã e outro (apesar de neste não constar no Contrato Social), na zona Norte, em sociedade com o diretor adjunto das categorias de base alvinegras, Jacinto Antônio Ribeiro, vulgo Jaça.

18/09/2014 – R$ 500 mil

Novo pagamento a Andres Sanches, sob codinome “Timão”, porém agora sob a senha “asfalto”, que sugere, talvez, desvio de recursos de obras realizadas no entorno do estádio de Itaquera.

25/09/2014 – R$ 500 mil

Agora sob a senha “telhado” (cobertura do estádio ?), o deputado federal Andres Sanches, o “Timão”, recebeu mais R$ 500 mil, segundo investigação da Polícia Federal.

15/10/2014 – R$ 500 mil

Mais R$ 500 mil para o “Timão”, alcunha de Andres Sanches, pagos sob a senha “amarelo”

23/10/2014 – R$ 500 mil

Em 23 de outubro de 2014, Antonio Gavilli teria levado, pessoalmente, R$ 500 mil na residência do vice-presidente do Corinthians, André Negão, desta vez sem a necessidade de especificação de senha.

Rua Emílio Mallet nº 589, apto 172, no bairro do Tatuapé, em São Paulo – SP.

Por conta deste episódio, o dirigente alvinegro foi conduzido coercitivamente pela PF, no âmbito da “Operação Lava-Jato”, para prestar esclarecimentos, ocasião em foi foi preso, também, por porte de duas armas de fogo.

Negão, neste caso, seria apenas intermediário do deputado federal Andres Sanches, de quem é chefe de gabinete.

Sem datas, em 2014 – R$ 2,5 milhões

Outro documento da Polícia Federal lista mais R$ 3 milhões pagos pelo engenheiro Antonio Gaviolli, em espécie, ao deputado federal Andres Sanches (destes R$ 500 mil detalhamos no tópico acima), sob a alcunha “Timão”, diretamente intermediados pelo vice-presidente do Corinthians, André Negão (o que, tudo indica, dispensou a utilização das tradicionais “senhas”).

Todas no ano de 2014, sendo dois pagamentos de R$ 1 milhão e outros dois de R$ 500 mil.

Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

abril 24, 2017

Blog do Paulinho

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(não teremos a exibição ao vivo do programa, às 20h… semana que vem tudo voltará ao normal)

Conselheiro detona contratações do Palmeiras

abril 24, 2017

Por GILTO AVALLONE

PUBLICIDADE ENGANOSA

Infelizmente a coletividade Palmeirense foi vítima de uma publicidade enganosa não patrocinada pelo nosso Palmeiras e sim pela imprensa que no início do ano sem pauta em suas edições focaram em nossas contratações como as melhores e sem precedentes no futebol paulista.

A tal ponto que um radialista dos mais ridículos e medíocres da melhor rádio hoje de nossa cidade torcedor fanático do time da Vila Sonia comentando que nosso time é o “Barcelona da América do Sul” querendo nos ridicularizar após a desclassificação do Paulistão.

O que publicaram que até parecia matéria paga que os contratados eram os “melhores do mundo” não havia nenhum jogador com as qualidades técnicas dos estavam chegando.

Publicidade enganosa.

Jogadores contratados de qualidade técnica igual aos que estavam “dando sopa” no mercado.

Nada de excepcional

Prova é que na hora do “vamos ver” exigidos “refugaram” não “pipocaram” mas sucumbiram na organização do time adversário com jogadores de qualidades técnicas iguais ou quem sabe talvez melhores que os nossos, com salários e aquisições bem mais baratas que a nossa.

Coletividade Palmeirense, se tivéssemos contratado “os suprassumos” dos jogadores não haveria necessidade de técnico, pois eles super-craques resolveriam tudo.

O que temos é isso aí se contratamos mal paciência se preparem vamos sofrer muito, mas muito mesmo nas competições que nos resta esse ano rezemos para que sejamos felizes em pelo menos uma.

Da maneira que foi essa “baba” do Paulistão” e desclassificados da maneira que fomos só torcendo e muito mesmo.

Justiça concede liminar para que Thiago Ribeiro não pague imposto à Prefeitura de São Paulo

abril 24, 2017

No último dia 11, o atleta Thiago Ribeiro, do Santos Futebol Clube, ingressou com ação judicial contra a Prefeitura de São Paulo no intuito de se ver livre da obrigação de arcar com o ISSQN, imposto que tomava como base seus vencimentos salarias.

O valor já atingia R$ 50 mil.

A Justiça deferiu o pleito por conta das alegações de que o jogador recebia “direito de imagem” pela empresa Thiago Ribeiro Licenciamento e Marketing Ltda., que não é suscetível a este tipo de cobrança.

A decisão vai de encontro a outras, proferidas pelos Tribunais Trabalhistas, que, em regra, tratam os “direitos de imagem” como subterfúgio para burlar a legislação e pagar menos tributos sobre os salários recebidos pelos atletas.


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