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setembro 24, 2017

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Rogério Ceni detona Leco no facebook

setembro 23, 2017

“Não se deixe enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem”

(postagem de Rogério Ceni após entrevista em que o presidente do São Paulo, Leco, criticou seu trabalho no Morumbi)

Dirigentes ameaçam funcionários e colaboradores que se unirem à oposição no Corinthians

setembro 23, 2017

“Após reunião com monitores e auxiliares, dois ditadores do CIFAC (Adilson Mendes e Carlos Chaves) determinaram que qualquer monitor ou auxiliar que apoiasse a chapa da oposição seria desligado imediatamente do campeonato interno”


Ainda hoje (23), o Parque São Jorge vai ferver por conta de manifestação em apoio a integrantes do CIFAC, departamento de futebol de associados no Corinthians, afastados de seus cargos após negarem-se a, compulsoriamente, trabalhar politicamente para a chapa de situação nas próximas eleições.

Os funcionários estão sendo ameaçados por Adilson Mendes e Carlos Chaves, diretores ligados ao vice-presidente André Luis de Oliveira, vulgo André Negão.

Trata-se de comprovação da utilização da máquina do poder em desfavor do Timão, que tem mais de 400 pessoas nestas condições e que, no último pleito, exigiu, em absoluto desmando, que estes comprovassem com fotos os votos conferidos nas urnas do Parque São Jorge.

Entre os prejudicados estão Rubens da Silva Junior e Gilberto Medeiros da Costa (foto).

Os ex-funcionários tem por objetivo colher assinaturas de testemunhas em manifesto contando os procedimentos da diretoria neste episódio.

A manifestação se dará, nas dependência do clube, na arquibancada do “campo 1”, com presença confirmada de, no mínimo, 60 pais de atletas (espera-se uma centena), por conta da realização de campeonato interno, com mais de 400 crianças inscritas.

Confira abaixo a íntegra da manifestação:

CIFAC – CAMPEONATO INTERNO DE FUTEBOL ASSOCIATIVO DO CORINTHIANS

Após reunião com monitores e auxiliares, dois ditadores do CIFAC (Adilson Mendes e Carlos Chaves) determinaram que qualquer monitor ou auxiliar que apoiasse a chapa da oposição seria desligado imediatamente do campeonato interno, fato este que se concretizou com o afastamento de dois monitores que exerciam trabalho voluntário há cinco e três anos.

Houve também outras conversas com mais três monitores e auxiliares alertando que se fossem vistos com pessoas ligadas à oposição, apoiando com camisetas ou compartilhando em redes sociais, serão desligados de imediato.

Ocorre que se esqueceram do mais importante: vivemos, atualmente, numa DEMOCRACIA, temos o direito de nos expressar e opinar, lembrando que somos sócios tanto quanto eles.

Vale lembrar que ocupam cargos que lhes dão o direito de gestão, não de imposição. Mesmo porque eles, “dirigentes”, em momento algum se atentaram para as crianças que veem seus pais serem destituídos de um trabalho social e voluntário sem qualquer justificativa.

Justo essas crianças que serão o futuro do nosso Corinthians.

Precisamos e devemos, como pais corinthianos, dar um basta ! Precisamos e temos obrigação de ensonar aos nossos filhos que devem conviver respeitosamente com as diferenças de opinião, pois vivemos em uma sociedade democrática.

Juntos somos muito mais fortes do que dois dirigentes que estão vivendo na década de 80, achando que “se manda” e ponto final, com a complacência da Diretoria.

Emily Lima detona Marco Aurélio Cunha: “trabalhar para ele era errado”

setembro 23, 2017

Demitida da Seleção Brasileira de futebol feminino após sequencia de resultados ruins, a treinadora Emily Lima detonou o conselheiro do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, responsável pelo departamento na CBF:

“Eu já esperava mais ou menos (a demissão), porque eu não tinha respaldo do meu coordenador, o Marco Aurélio. O que eu fazia era errado. Trabalhar para ele era errado. Então eu já sabia que qualquer vacilo que acontecesse…”

“Eu acho que o problema ali era com uma pessoa só. O problema ali já tinha nome. E como eu via muita coisa errada, e eu não me segurava, eu falava porque eu sou assim. Eu gosto das coisas corretas, porque se eu aceito a coisa errada eu estou fazendo a parte dela. Então eu comecei a bater muito de frente e não deu muito certo”

Não é a primeira acusação semelhante a Cunha no mundo do futebol e também da política.

Recentemente, o cartola foi flagrado, pelo CQC, fraudando assinatura de presença na Câmara dos Vereadores por intermédio de funcionário de gabinete.

Donos da Kalunga são processados por sócio após suposto “golpe” em assembléia da ex-MTV

setembro 23, 2017

Paulo Garcia

Em 17 de abril, o empresário José Roberto Hachich Maluf ingressou com ação contra seus sócios, Paulo Garcia e José Roberto Garcia (estes proprietários, também, da Kalunga) por conta de estranha movimentação financeira, ratificada em assembléia da empresa Spring Televisão S/A, que comprou a concessão, equipamentos e prédio da ex-MTV, em São Paulo.

Fonte ligada a Maluf, revelou ao blog:

“O Paulo Garcia deu um golpe nele… pegou mais de R$ 20 milhões do Valdemiro Santiago e, para não dividir, incorporou na empresa – que não arrecada nada, vive de alugar espaço ao Valdemiro e sua igreja, formalizando a sacanagem em assembleia fajuta”

De posse desta grave denúncia, que, se verdadeira, revelaria mais um episódio desmoralizador da vida do empresário, que, recentemente, apoiou financeiramente candidaturas políticas de notórios malfeitores ligados ao Corinthians (aproximadamente R$ 1 milhão, somado), além de fornecer, segundo fonte, quase R$ 200 mil em equipamentos de escritório a ex-advogado de jornalista do qual era desafeto, o Blog do Paulinho encontrou as seguintes informações:

No depoimento de Maluf no referido processo, pedindo a nulidade da Assembléia da Spring Televisão, realizada no dia 24 de novembro de 2016, arquivada na JUCESP em 06 de dezembro do mesmo ano, consta exatamente a acusação de que os Garcias deliberaram aumento do capital social, sem justificativa ou comprovação adequada de rendimentos, de inicial R$ 1 milhão para impressionantes R$ 22.882.846,64, capitalizando aumento de R$ 21.882.846,64.

Porém, em vez de distribuir os supostos lucros aos sócios, incorporaram o montante ao capital social, mediante (o que seria a delatada fraude) emissão de novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal.

Ainda na ação, Maluf pede anulação, também, de reunião que aprovou as contas da empresa, bem como a operação financeira descrita na matéria.

Talvez, temerosos com possíveis desdobramentos do caso, Paulo Garcia e seu irmão, acossados pela ação, voltaram atrás.

Trecho de Sentença assinada no último dia 08 de agosto de 2017, pelo juíz Murillo D’Avila Vianna Cotrim, da 2ª Vara da Fazenda Pública, em análise ao processo mº 1015793-07.2017.8.26.0053, esclarece:

“Reconhece-se a perda do objeto da presente ação, pois, como demonstrado pelo autor, os acionistas da sociedade Spring Televisão S/A, por meio da Assembleia Geral Ordinária Extraordinária de 9 de maio de 2017 (fls. 67/71), tornaram sem efeito as deliberações ocorridas na Assembleia Geral Ordinária, realizada em 22 de novembro de 2016 e na Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 24 de novembro de 2016.”

“Ante o exposto, JULGO EXTINTO O PROCESSO, SEM JULGAMENTO DO MÉRITO, por falta de interesse de agir, nos termos do art. 485, inciso VI, do Código de Processo Civil.”

Ou seja, Maluf conseguiu, talvez em acordo, reverter exatamente os procedimentos que solicitou na ação, sem a necessidade de brigar anos a fio na Justiça, certamente não por tratar-se de sujeito encantador.

Consta ainda, na JUCESP, a alteração de capital para R$ 22,8 milhões, que, se não modificada, poderá gerar outras complicações à emissora de tv, que vive, quase exclusivamente, de arrendamento de espaço ao notório malfeitor Valdemiro Santiago.

Paulo Garcia diz que concorrerá à presidência do Corinthians, em 2018, apesar de, no clube, ter o nome ligado às práticas doutro irmão, Fernando, agente de jogadores, responsável por diversos negócios nebulosos no Parque São Jorge.

Adriano é isso ai…

setembro 23, 2017

Adriano e seu amigo, o traficante Rogério 157, que é procurado pela Polícia do Rio de Janeiro

O futebol precisa evoluir, e o Brasil precisa amadurecer

setembro 23, 2017

Da FOLHA

Por MARILIZ PEREIRA JORGE

É difícil morar numa cidade que está se despedaçando e dar a mínima para quem ganhou os jogos da rodada, se foi ou não gol de mão ou se o Brasileiro deve ter VAR (video assistant referee), sigla em inglês para árbitro assistente de vídeo.

Parece tudo tão superficial diante das imagens das pessoas se jogando no chão nas vielas da Rocinha, o acesso a São Conrado fechado, o ônibus na orla pegando fogo. A rotina da zona sul e parte da zona oeste da cidade foi chacoalhada como eu nunca tinha visto em cinco anos morando por aqui.

Mas nada diferente do que acontece no dia a dia de boa parte das favelas do Rio, bem longe da rotina dos ricos e remediados. Há meses crianças da rede pública têm sido impedidas constantemente de frequentar a escola. O que aconteceu nesta sexta (22) na parte mais nobre não é novidade para os pobres.

Estamos falando da cidade que sediou a Olimpíada há um ano, que viveu algumas das semanas mais festivas da sua história.

Mas, vamos lá. O grande problema do futebol é o uso do árbitro do vídeo, uma discussão desnecessária, uma perda de tempo. Negar o uso dessa tecnologia serve apenas para adiar o uso dela. O futebol precisa se modernizar, assim como já aconteceu com outros esportes.

Passamos dias discutindo se foi gol de mão ou não. Jô vai ser chamado de canalha para todo o sempre. Agora a discussão é sobre a decisão da CBF de utilizar o recurso já na próxima rodada. E dá-lhe análises e mais análises de especialistas sobre o assunto.

É muito cedo. A CBF está se precipitando. Não podem mudar as regras no meio do campeonato. É todo tipo de bobagem para adiar o inevitável. Fica a pergunta: a quem não interessa o uso do VAR? Ao público, aos jogadores, aos clubes ou aos especialistas?

Que seja liberado, que aconteçam os erros inerentes a uma mudança dessas. É claro que será uma grande revolução na história do futebol, mas os exemplos têm sido positivos. Na Europa, o árbitro de vídeo já é realidade e tem acabado com polêmicas desnecessárias. Bem, talvez seja esse o problema para os mais conservadores.

Fica óbvio que muita gente não tem o menor interesse de colocar um fim nas divergências que aparecem no debate esportivo. E lances que poderiam ser resolvidos pela tecnologia seriam eliminados das discussões. É isso que também alimenta as mesas-redondas, as conversas de bar, os posts em redes sociais. Com o fim disso, sobra o que para ser discutido? Ora, a qualidade do futebol jogado. Mesmo que ela esteja em baixa no momento.

Os mais conservadores dizem que a tecnologia vai acabar com a emoção do jogo, vai gerar paralisações desnecessárias. Ora, tudo depende das regras. No vôlei há um limite de vezes em que o árbitro de vídeo pode ser usado, justamente para evitar o abuso. Quando é acionado, resolve a questão em menos de um minuto.

No futebol já vimos jogos serem paralisados por mais de 10 minutos pelas brigas geradas em lances polêmicos. A tecnologia resolveria isso. Resta à CBF colocar as mãos no bolso para bancar os R$ 15 milhões anuais -o que não deve ser um problema, convenhamos- e se adequar às regras da Fifa. Não tem mistério.

O futebol precisa evoluir e o Brasil precisa amadurecer. Por incrível que pareça uma coisa tem a ver com a outra.

Coluna do Fiori

setembro 23, 2017

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Como uma árvore, que embora derrubada, continua a crescer enquanto as suas raízes estiverem sãs e firmes, assim também continuará a sofrer mais e mais o homem que não tenha extirpado a sua cobiça”

Textos Budistas

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Estímulo à safadeza

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, que derrubou o artigo 40 do Profunt (programa de refinanciamento de dividas dos clubes), que exigia a apresentação de certidões negativas de débito, comprovantes de pagamento de salários e FGTS para disputar competições, facilitou e muito à forma desmoralizada no agir da maioria dos dirigentes e seus asseclas, em detrimento a retidão e respeito para com o correto

Julgador de Vídeo

Assim que surgiram as criticas e pressões quanto ao gol irregular do corintiano Jô, que, decretou a derrota do Vasco da Gama, Marco Polo Del Nero e seus ventrículos, Marcos Cabral Marinho de Moura, por mim denominado: latinha esculpida nos ombros da pulissa fardada do estado de São Paulo, como também: o prepotente Sérgio Correa da Silva, no inicio desta semana, sem consultar a emissora detentora dos direitos televiso afirmaram:

– A partir da 25ª Rodada da Série A do Brasileirão 2017, em algumas refregas teremos a participação do árbitro de vídeo para clarear as duvidas quanto à decisão dos representantes das leis do jogo no decurso da contenda

Marcha ré

Espremidos  pela Plim, Plim, na maior cara dura, voltaram atrás, alegando a falta de espaço para a instalação do árbitro de vídeo na maioria dos estádios

Limpa

Por esta e outras espertezas cometidas por dirigentes da CBF, federações, clubes, assim como, nas diversas entidades que giram em torno do futebol, em especial as entidades dos árbitros, desde muito, depreco aos independentes e decentes componentes do MP e Policia Federal, que façam minuciosa investigação sobre na administrativa destas entidades

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24ª Rodada da Série A do Brasileirão – 2017

Domingo 17/09

Corinthians 1 x 0 Vasco da Gama

Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)

Assistente 01: Fabricio Vilarinho da Silva (FIFA-GO)

Assistente 02: Cristhian Passos Sorence (GO)

Adicional 01: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO)

Adicional 02: Osimar Moreira da Silva Junior (GO)

Quarto Árbitro: Edson Antonio de Sousa (GO)

Item Técnico

Deixou de sinalizar e inverteu faltas, uma destas:

– claríssima penalidade máxima cometida por um dos defensores do Vasco da Gama no momento que atingiu a perna direita do atacante corintiano Jô

Gol ilegal

Elmo Alves Resende Cunha principal representante das leis do jogo não tinha condições visual para definir e confirmou o inaceitável erro  do árbitro adicional Eduardo Tomaz Aquino Valão, que, se encontrava de frente para o lance ocorrido do lado do poste esquerdo do goleiro vascaíno, no momento em que o atacante corintiano Jô fez uso do braço direito, para marcar o gol da vitória de sua equipe

Remate

Via TV observei que apesar de ter visto a irregularidade, o adicional se fez de migue, e dançou

Item Disciplinar

Cartões amarelos: 01 para defensor do Corinthians e 02 para defensores do Vasco da Gama.

Rematando

No todo: O principal representante das leis do jogo proporcionou trabalho bem fraquinho

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Politica

Corda em casa de enforcado

Quanto tempo os políticos brasileiros vão levar para entender que o jogo acabou?

Como será o trabalho de Raquel Dodge? Eis uma pergunta que ainda não se pode responder. Quase todos se revelam – e às vezes se transformam – no curso dos acontecimentos.

A imprensa registrou a omissão da Lava Jato no discurso de posse de Dodge. De fato, ignorou algo de repercussão internacional. Mas talvez, diante de três componentes da mesa investigados pela Lava Jato, Dodge tenha preferido, como se dizia na infância, não falar de corda em casa de enforcado.

No momento atual, deve fazer correções nos acordos de delação premiada dos donos da JBS. E a decisão de Janot em denunciar Temer de novo deve ocupar o centro da cena. As previsões são quase unânimes de que Temer escapará na Câmara.

O Brasil continuará sendo dirigido por um homem acusado de dirigir uma organização criminosa, com o respaldo da Câmara. E não vejo grandes reações a isso no horizonte. A leitura da denúncia de Janot me dá uma pista para entender a passividade popular diante de mais uma denúncia rejeitada.

A denúncia afirma que o Brasil era dirigido por uma organização criminosa, no governo PT, e que a passagem do poder, pós-impeachment, mudou o comando do processo de corrupção. Em suma, houve uma troca de quadrilhas no topo do poder.

Imagino que as pessoas se perguntem: se o impeachment provocou apenas uma troca de quadrilhas, por que a queda de Temer não traria outra quadrilha ao governo? A sociedade tornou-se refém de um sistema político partidário fracassado.

Temer, segundo as pesquisas, está com 3,4% de aprovação. Alguns membros da quadrilha, Cunha, Henrique Alves e Geddel, além do operador Lúcio Funaro, estão presos. Os restantes, Padilha e Moreira Franco, foram denunciados. Sua expectativa é a estabilidade econômica e algum crescimento. Ele acha que com isso responde aos problemas específicos colocados pelo seu desgaste. Curioso como se aproxima do PT na supervalorização do crescimento material, uma espécie de cura para todos os crimes denunciados.

É um modo de pensar que exclui os valores democráticos e reduz as pessoas ao universo do consumo. A suposição é de que elas aceitam tudo, desde que estejam ganhando um pouco mais.

A denúncia será julgada naquele clima que conhecemos e avaliada de acordo com as orientações políticas de cada um. No entanto, o volume de informações existentes, a prisão de vários componentes do grupo, o realismo fantástico daquelas malas cheias de dinheiro de Geddel… Tudo isso não sai da memória tão cedo. Como não saiu o deputado Rocha Loures correndo com a mala da pizzaria. A cena foi repetida tantas vezes que, no final, eu mesmo dizia: lá vai o Rocha Loures com sua mala a caminho do táxi.

Mesmo sendo leigo em Direito Penal, a gente ouve falar em quadrilha, vê tanta mala cheia de dinheiro, pensa em quadrilha. E até hoje não há explicação para elas, uma fortuna familiar, um novo modo de entregar pizzas. As malas são concretas, as contas no exterior, apenas dados bancários.

Muita gente pensa que a rejeição da denúncia passará em branco talvez porque espere demonstrações de rua. Hoje o descontentamento é crônico e às vezes aparece pontualmente, em palcos, gritos de “fora Temer”. Daqui a pouco, os 3% vão-se embora, ficam 0,4%.

Até as forças de oposição parecem contentar-se com Temer sangrando. E alguns analistas chegam a prever uma vitória da corrupção, com mudanças na Lava Jato. Nem todos os dados estão lançados. A descoberta dos R$ 51 milhões com a impressão dos dedos de Geddel, isso ainda vai ser explicado. Não é possível que se apreenda tanto dinheiro, um recorde histórico, e não se explique sua origem.

De todas as maneiras, creio, o Brasil vai tentar se livrar desse gigantesco esquema de corrupção que domina o País e foi revelado, na maioria de seus lances, com muita competência pelas investigações.

O The Guardian reproduziu esta semana uma matéria portuguesa falando dos empreiteiros envolvidos na Lava Jato que compraram imóveis para garantir um visto de residência definitiva por lá. Está dentro da lei portuguesa que estimula o investimento imobiliário no país.

Mas as manchetes revelam o interesse internacional pela Lava Jato, mesmo fora da América Latina, onde, com dinheiro do BNDES, a Odebrecht fez um estrago. Recentemente, os bancos suíços admitiram, no pós-Lava Jato, uma mudança de regras no sentido de tornar mais difícil o fluxo de dinheiro da corrupção. Um ganho planetário, uma vez que os brasileiros não descobriram o caminho nem foram os únicos a usar bancos suíços.

Além do apoio popular, são muitas as razões para achar a Lava Jato irreversível. Colocaram o bode na sala e simplesmente será impossível ignorá-lo.

Não sei como o País reagiria se fosse golpeado em sua expectativa de julgamento dessas quadrilhas. Muitos políticos continuam contando com a paciência popular. Não percebem que, ultrapassados certos limites, eles próprios podem pôr-se num risco maior que a prisão.

Supor que ainda possam prevalecer diante da Lava Jato e a pressão popular imaginar o País derrotado por um sistema político-partidário arruinado moralmente é lembrar o pior dos mundos. O triunfo do agonizante sobre uma sociedade cada vez mais informada.

Estou consciente de que minha calma se baseia numa análise mais ampla. Peripécias podem acontecer. Como a delação da JBS, que se mostrou um erro, apesar das provas colhidas.

-Todos foram informados de que o Brasil foi dirigido por quadrilhas. É importante encontrar um desfecho legal e pacífico para essa descoberta. A teimosia dos políticos em combater a Lava Jato pode levar não só a reações violentas, como também estimular discursos de intervenção militar, muito presentes nas redes sociais.

Apesar da confiança no rumo geral, há esta inquietação tática: quanto tempo os políticos vão levar para compreender que o jogo acabou?

Publicado no Estadão do dia 22/09/2017 – Autoria do jornalista e escritor Fernando Gabeira 

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Finalizando

Tinha muito ladrão, E hoje tem muita quadrilha

Autor: Tarcisyo Guerra-Mang mama

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-23/09/2017

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar pela rádio Rock n’ Gol e pelo YouTube:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar disputam prêmio de melhor do mundo pela FIFA

setembro 22, 2017

A FIFA revelou que Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar são finalistas para a premiação individual principal da entidade: a de melhor jogador do mundo em 2017.

O evento de premiação ocorrerá no próximo dia 23 de outubro.

Mudanças no regulamento podem interferir a disputa, gerando vantagem ao atleta mais popular em mídias sociais.

Agora, 50% do peso da votação será oriunda de votação pela internet, com o restante sendo decidido por um colégio eleitoral de notáveis do futebol.

Ainda assim, por conta da campanha do Real Madrid na última temporada, o favoritismo é de Cristiano Ronaldo, apesar do melhor do mundo, há decadas, de fato ser Lionel Messi.

Neymar segue em busca do reconhecimento, deverá ser bem votado pelos internautas, mas ainda não tem bola, nem bala na agulha, para superar a dupla que domina o futebol mundial há algum tempo.

Lobista é flagrado sujando as mãos pela CBF

setembro 22, 2017

Senador João Afonso (PMDB) e Vaderbergue Machado (CBF)

Na última terça-feira (19), Vanderbergue Machado, notório lobista da CBF, tratado no universo político como “amarra-cachorro” do senador Renan Calheiros, conforme revelou o ex-senador Delcídio do Amaral à revista Piauí, em junho de 2016, foi flagrado em conversas nada republicanas com o senador João Alberto (PMDB-MA), membro da mal-afamada “Bancada da Bola”.

O objetivo era o de orientar voto contrário ao Projeto de Lei do Senador Romário, que eleva as diversas seleções esportivas (vôlei, basquete, futebol, handebol, etc), sejam elas masculinas ou femininas, em todas as categorias, ao patamar de “Patrimônio Cultural Brasileiro”.

É evidente o temor da CBF: se aprovada a PL, segundo entendimento do relator José Medeiros, “as seleções poderão usufruir das ações de governo voltadas para a salvaguarda da nossa cultura”.

Ou seja, tornar-se-iam, também, passíveis, com mais nitidez, de sanções, regulamentações e investigações de órgãos públicos, fugindo do discurso de “entidade privada”, passando à condição de gestora, oficial de “patrimônio brasileiro”.

Em 2013, o Blog do Paulinho revelou, com exclusividade, que a CBF pagou mais de R$ 6,5 milhões em salários para Vanderbergue, com única função de que este, por conta de contatos políticos importantes, trabalhasse em Brasília para cooptar deputados, senadores e demais serviçais para manobras favoráveis à entidade, consequentemente, ruins para o futebol brasileiro:

https://blogdopaulinho.com.br/2013/09/20/em-11-anos-cbf-pagou-mais-de-r-65-milhoes-em-salarios-para-diretor-fazer-lobby-em-brasilia/

Ontem, em São Paulo, o senador Romário lançou o livro “Um olho na Bola, outro no Cartola”, em que as peripécias do lobista, ao longo de mais de uma década, são relatadas, em detalhes.

Promiscuidade eleitoral no Corinthians atinge o grupo “Churumelas”

setembro 22, 2017

Ontem, no Parque São Jorge, o grupo “Churumelas”, que, apesar de formado, quase na totalidade, por associados e conselheiros do Corinthians, sempre apresentou-se como organização apolítica, voltada apenas à prática da caridade, ganhou espaço físico dentro do clube, cedido em período eleitoral.

Pegou mal.

Não por conta da ajuda do Timão (até pelo contexto dos participantes), mas pelo fato de, após tantos anos, ter sido oferecida (e aceita) às vésperas do pleito eleitoral, com direito a placa de inauguração e a presença do presidente alvinegro.

É tênue a linha da promiscuidade.

Porém, levando-se em consideração que um dos líderes do “Churumelas” é “expert” em manobras eleitorais no Parque São Jorge, ocupante, desde a atual gestão, da secretária da presidência no Corinthians, não é de toda surpreendente a iniciativa.

No fim, se deu bem que já é conhecido pela flexibilidade política e mal os que discursam moralidade, mas mostraram-se absolutamente confortáveis ao lado daqueles cujas práticas dizem abominar.

Confira abaixo áudio de reclamação de associado do Corinthians por conta da liberação de estacionamento alvinegro, com desconto, para membros do “Churumelas”, inclusive “não sócios”, confirmando parte das benesses eleitorais:

EM TEMPO: em contato com o Blog do Paulinho, o líder do grupo “Lava-Jato-99”, Roberto William Miguel, o Libanês, acrescentou que o secretário da presidência, Antonio Rachid, não permitiu que se colocasse o nome dos fundadores na placa do Churumelas porque entre os quais estava um de seus desafetos políticos, Fred Espósito, (falecido), pai de Fred Marcelo Espósito, membro da “Lava-Jato-99”

Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

setembro 22, 2017

http://rockngol.com.br

Blog do Paulinho

Coluna do Fiori

Palmeiras perde ação por “erro grosseiro” de advogado e passa vergonha na Justiça

setembro 22, 2017
Resultado de imagem para André Muszkat

André Muszkat

Na ultima terça-feira (19), o Palmeiras ingressou com ação contra a FAAP (Federação das Associações de Atletas Profissionais), mais um desses Sindicatos que vivem de explorar clubes de futebol.

O objetivo era discutir possíveis valores indevidos cobrados pelos espertalhões.

Porém, no dia seguinte (20), o processo foi extinto, segundo sentença do juíz Carlos Eduardo Borges Fantacin, da 26ª Vara Civil de São Paulo, por “erro grosseiro no ajuizamento, em patente desconformidade com as normas processuais”.

Um vexame.

André Muszkat foi o advogado palestrino, autor da lambança, demonstrando que a incompetência do departamento vai além de fechar os olhos para o estatuto para favorecer eleição de notória e endinheirada espertalhona.

Invasão da PUC de São Paulo durante a ditadura completa 40 anos

setembro 22, 2017

Nadir Kfouri, reitora da PUC, recusa-se a estender a mão ao Secretário de Segurança Erasmo Dias: “não cumprimento assassinos”

Da FOLHA

Por MARCOS RODRIGO ALMEIDA

Há 40 anos, a PUC de São Paulo foi alvo da última grande operação da ditadura contra o movimento estudantil.

Em 22 de setembro de 1977, 3.000 policiais do Estado de São Paulo, em harmonia com o regime militar em vigor no país, invadiram a Pontifícia Universidade Católica e interromperam um atividade pública dos estudantes.

A ação resultou na detenção de 854 pessoas, levadas ao Batalhão Tobias de Aguiar. Delas, 92 foram fichadas no Deops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo) e 42 acabaram processadas com base na Lei de Segurança Nacional, acusadas de subversão.

A despeito disso, o ato dos alunos saiu vitorioso: tornou-se bandeira da resistência pacífica contra os militares e impulsionou o processo de reconstrução da UNE (União Nacional dos Estudantes), então na ilegalidade.

Em junho de 1977, a tentativa de realizar o terceiro Encontro Nacional dos Estudantes em Belo Horizonte foi frustrada pelas forças militares, que cercaram a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), sede da reunião.

Uma reconvocação em 21 de setembro daquele ano, em São Paulo, também acabou sendo impedida. No dia seguinte, a PUC amanheceu cercada por agentes do governo, mas cerca de 70 alunos conseguiram realizar ali uma sessão secreta, no final da manhã, na qual foi eleito um comitê para retomar as atividades da UNE.

Pela noite, em ato com quase 2.000 pessoas, os alunos comemoraram a realização do encontro e anunciaram suas deliberações. Cerca de 20 minutos depois, às 21h50, tropas invadiram o campus.

“Foi uma cena assustadora. Os policias batiam com cassetete e jogavam diversos tipos de bomba. A PUC parecia uma praça de guerra”, relata Beatriz Tibiriça, uma das estudantes processadas.

Enquanto empreendia suas buscas, a polícia depredou salas de aula e outras instalações da universidade. Os estudantes detidos foram conduzidos em fila indiana e de mãos dadas ao estacionamento.

“E os agentes davam pancada quando a fila parava. Ninguém imaginava que uma violência daquele grau pudesse ocorrer contra uma manifestação pacífica”, conta Anna Bock, professora de psicologia da PUC. Seis estudantes sofreram queimaduras.

O coronel Erasmo Dias (1924-2010), então secretário de Segurança Pública de São Paulo, comandou pessoalmente a operação.

Erasmo Dias tornou-se figura folclórica na época por sua atuação enérgica contra os “agentes subversivos”. “Vamos almoçar essa gente antes que ela nos jante”, afirmou certa vez.

No caso da PUC, pode-se dizer que o coronel foi quase “jantado” pela reitora da PUC, Nadir Kfouri (1913-2011). Quando estendeu a mão para saudá-la, a reitora afirmou que não cumprimentava assassinos e virou as costas.

Além do barulho das bombas, um outro som ficou na lembrança de muitos dos alunos.”Eu quero a Veroca e o Marcelo”, bradava Dias.

Referia-se ao jovem casal Vera Paiva e Marcelo Garcia e Souza (1954-1984), ambos líderes do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da USP.

Nenhum dos dois estava lá -naquela noite, ajudavam estudantes de outros Estados a saírem de São Paulo.

“Além de minha atuação no DCE, acho que ele me procurou por causa de meu pai”, avalia Vera. Ela é filha do deputado Rubens Paiva, morto pela ditadura em 1971.

Após triagem na PUC, 854 pessoas foram transferidas para o Batalhão Tobias de Aguiar. Por volta das 5h30 do dia 23, os estudantes começaram a ser liberados.

Segundo reportagem da Folha publicada no dia 24 de setembro de 1977, o comandante da PM naquela época, o coronel Francisco Batista Torres de Mello, procurava tranquilizar parentes dos alunos.

“Pode ficar tranquila, minha senhora. Ninguém está sendo maltratado. Imagine a senhora se iríamos bater nos meninos”, disse a uma mãe.

Hoje, aos 92 anos, Torres de Mello diz que a invasão foi um erro. “Não havia necessidade, a violência não leva a nada. Nós tentamos evitar, mas não houve tempo. Somos treinados para a guerra, mas preferimos a paz. Seria tão bom se todo mundo se amasse, se compreendesse.”

Por volta das 5h30 do dia 23, os estudantes começaram a ser liberados.

Em 1978, o inquérito contra os alunos foi arquivado. No ano seguinte, o Congresso de Reconstrução da UNE foi realizado em Salvador, sem represálias policiais.


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