Máfia de Apostas pode estar envolvida em “cai-cai” da quarta divisão de São Paulo

agosto 23, 2016

tanabi

No último domingo, o Tanabi perdia para a Portuguesa Santista por dois a zero, em seu estádio, em partida válida pela Segunda Divisão (equivalente à quarta divisão) do Campeonato Paulista, quando, aos 73 minutos, o jogo foi encerrado por falta de jogadores da equipe da casa no gramado.

O “cai-cai” de jogadores foi descrito, em detalhes, pelo árbitro Marcio Henrique de Gois, em súmula que republicamos, na íntegra, logo abaixo.

A Lusa de Santos precisava fazer saldo de gols para classificar e o Tanabi já estava eliminado do torneio.

Ambas as equipes negam participação em esquema de manipulação, mas relato do presidente do Tanabi dá conta da presença de um homem falando o tempo todo, em inglês, na beirada do campo, realizando anotações, que teria sido liberado após ser preso e declarar que trabalhava para “uma empresa de monitoramento de jogos dos Estados Unidos”.

Em regra, os sites de apostas contratam pessoas para acompanhar partidas de futebol no mundo todo, repassando, ao vivo, estatísticas dos embates, utilizadas quase todas para desfrute de apostadores.

Suspeita-se, não por acaso, que o jogo estaria inserido nesse contexto, de compra de resultado, que pode ter sido fechada diretamente com o jogadores, hipótese reforçada após colaboração da direção do Tanabi.

CONFIRA ÍNTEGRA DOS RELATOS DO “CAI-CAI” NA SÚMULA OFICIAL DA PARTIDA

“Para melhor entendimento do relato abaixo, informo que a equipe do Tanabi E.C. encontrava-se com nove jogadores, pois dois atletas tinham sido expulsos no primeiro tempo.

Aos 52 minutos de jogo, um jogador do Tanabi E.C. caiu e solicitou atendimento alegando câimbra, tendo que sair do campo devido à entrada do médico. O jogador não retornou mais para a partida. Cabe a mim informar que a equipe do Tanabi já havia feito a única substituição que tinha direito, porque apresentou apenas 12 jogadores para a partida, sendo 11 titular e um suplente.

Aos 59 minutos de jogo um segundo jogador da equipe do Tanabi E.C. solicitou atendimento alegando dor na perna após uma disputa de bola, tendo que sair do campo devido à entrada do médico. O jogador não retornou mais para a partida.

Após a saída do segundo jogador do Tanabi para atendimento médico e já reiniciada a partida, alguns jogadores da equipe passaram a me questionar se eu não deveria paralisar a partida, pois, entendiam que estavam com seis jogadores e, portanto, não poderia mais continuar a mesma. Cabe a mim informar que havia sete jogador. A questão é que eles não consideraram o próprio goleiro.

Após alguns jogadores me questionarem e também ao quatro árbitro sobre a quantidade de jogadores para continuar uma partida, aos 62 minutos um terceiro jogador caiu solicitando atendimento médico e, aos 63 minutos, também saiu do campo de jogo e a equipe do Tanabi ficou apenas com seis jogadores em campo.

Sendo assim, não reiniciei a partida aguardando o atendimento médico e uma possível volta do jogador para completar o número mínimo de jogadores para a continuação da partia: sete.

Aos 64 minutos, enquanto a partida estava paralisada, estava respondendo a um questionamento referente à situação da partida ao técnico da equipe do Tanabi, o senhor Wagner Miranda de Souza, na lateral do campo de jogo, quando entrou o senhor Irineu Alves Ferreira, presidente do Tanabi, puxando o senhor Wagner e dizendo as seguintes palavras: “Vamos, Wagner, vamos sair, já foi, vamos”. Nesse momento, o senhor Wagner respondeu a ele: “Não, eu não fui expulso, pra quê sair?”. Imediatamente o senhor Irineu o soltou e saiu.

Uma outra pessoa, identificada como roupeiro da equipe do Tanabi, o senhor Durval Andreazi, nesse momento subiu pelo túnel que dá acesso ao campo através do banco de suplentes, disse algumas palavras que não consegui entender e se retirou.

Após o ocorrido informei aos capitães do procedimento que seria feito, aguardamos alguns minutos quando recebemos a informação do médico, o senhor Luis Alcides Fusco Marques (CRM 55.166), que o sétimo jogador não iria continuar a partida.

Então, aos 73 minutos, encerrei a partida por número insuficiente de jogadores por parte do Tanabi E.C.

Informo que o horário correto do término da partida foi às 11h31, não sendo possível colocar na súmula eletrônica, porque ela gera o horário automaticamente”.

Imprensa não tem que se desculpar por críticas antes dos Jogos

agosto 23, 2016

olimpiadacharge

Da FOLHA

Por MARILIZ PEREIRA JORGE

Nem bem terminou a primeira semana de Olimpíada, começaram as cobranças ora de articulistas ora de torcedores entusiasmados para que a imprensa estrangeira e nacional pedisse desculpas pelas “críticas e pelo pessimismo”.

Como se o fato de o evento ter sido um sucesso transformasse tudo que foi criticado, cobrado, denunciado em notícias infundadas. Não eram e não são.

A baía da Guanabara continua poluída. As águas mais claras celebradas na competição contaram com dois fatores: a sorte e o truque. Primeiro, não choveu forte, o que poderia ter levado lixo à área de provas, e a corrente sul garantiu águas limpas.

No quesito maquiagem-para-gringo-ver, comportas de esgoto na região da baía foram fechadas no dia 8 e reabertas no domingo (21). Um vídeo publicado pela Associação de Amigos e Moradores de Botafogo mostra quando o esgoto voltou a jorrar no Aterro do Flamengo.

“A água estava muito clara e limpa nestas duas semanas. Eu saio de caiaque todos os dias e ali é puro esgoto. Está voltando tudo ao normal”, contou Lorena Mossa, frequentadora do local.

Mesmo com o truque, a belga Evi Van Acker, bronze em Londres e favorita ao pódio na classe laser radical, ficou doente após competir na baía. Sem a manobra da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgoto do Rio), poderia ter sido pior. Azar de Van Acker ter ficado com dor de barriga.

Outro fator questionado era a segurança, que funcionou bem. Se 85 mil soldados e policiais não fossem o suficiente, nada mais seria. Mesmo assim, houve casos de bala perdida, tentativas de assalto com morte, tiroteio em favela, fogo cruzado na Linha Vermelha.

O trânsito também era um ponto crítico, e, se o metrô não tivesse ficado pronto a tempo, possibilidade que o governo estadual admitiu, teria sido um desastre.

Por último, faz todo o sentido a imprensa ter questionado a capacidade do país de organizar um megaevento. Falhamos em quesitos básicos como entrada, alimentação e inspeção. Milhares de torcedores perderam parte das competições porque não conseguiram entrar a tempo nas arenas. Muitas vezes, a inspeção era relaxada para dar maior vazão, o que poderia comprometer a segurança. Precisamos falar da comida ruim, com poucas opções e cara?

Não há do que se desculpar. Escrever posts ufanistas é passatempo de internauta. Press releases falando como tudo será perfeito é trabalho de assessoria. Quem faz o trabalho pesado de apurar, denunciar, criticar, cobrar é a imprensa. Jornalista não é animador de torcida. É chato, mas muitas vezes só tem notícia ruim.

Quer uma boa? Dia 7 de setembro tem mais, começa a Paraolimpíada. E, com tudo que vimos até agora, o Rio tem a chance de fazer o melhor evento da história.

O atacante da Seleção e o cigarro do capeta

agosto 22, 2016
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O atacante Taison, convocado para a Seleção Brasileira, e seu polêmico “cigarro”

O jogador Taison acaba de ser convocado por Tite para a Seleção Brasileira, apesar de, em opinião geral, tratar-se apenas de mediano (se tanto) atacante.

Fora das quatro linhas é ainda mais complicado.

Dizem ser chegado a experiências combatidas pelo exame anti-doping, e que utilizaria-se, com frequencia, de substâncias tratadas como ilícitas, independentemente do que se pense sobre o assunto.

Não se constrange nem em posar para fotos em meio a “aventuras”.

Tomara Tite saiba bem com o que está lidando, evitando assim dissabores maiores do que apenas deixá-lo na reserva por provável deficiência técnica.

A primeira convocação de Tite

agosto 22, 2016

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Saiu a primeira convocação da Seleção Brasileira treinada por Tite, que tentará salvar-se do vexame de ficar de fora da Copa do Mundo.

O time ocupa, no momento, a sexta colocação das eliminatórias.

As partidas serão disputadas contra Equador, em Quito, e Colômbia, em nosso país.

Junto aos esperados Alisson e Marcelo Ghroe, entre os goleiros ganhou vaga também o medalhista olímpico Weverton, fruto da regularidade de sua atuação no torneio.

Na zaga, Gil foi convocado pelo que jogou no Corinthians (com Tite), Marquinhos e Miranda eram nomes certos, restando a última vaga para Rodrigo Caio, que jogou bem nas Olimpíadas (diante de adversários fracos), mas não possui nível para vestir a camisa amarela.

Tite ousou com laterais absolutamente ofensivos, Daniel Alves, Fagner, Filipe Luis e Marcelo, mas terá que treinar bem o meio campo para cobrir os buracos defensivos, inevitáveis.

No meio, Casemiro evoluiu no Real, Giuliano pode vir a ser o que dele se espera, Lucas Lima precisa brilhar mais, Paulinho está na lista pelo passado, Philippe Coutinho e Willian, pelo futuro, além de Renato Augusto, premiado pela atuação olímpica e Rafael Carioca, uma incógnita.

Com apenas uma surpresa (a convocação de Taison, jogador mediano, se tanto), o ataque será formado por Neymar, inquestionável, Gabriel Jesus, promessa, Gabigol, o razoável que acredita ser craque.

Dentro do aceitável, Tite convocou jogadores que possam se enquadrar com mais facilidade no sistema de jogo que ele acredita ser mais adequado ao atual momento da Seleção Brasileira.

Alguns nomes agradam, outros não, mas já se trata de avanço a falta de suspeita de favorecimento a terceiros numa lista divulgada pela CBF.

Abaixo a Lista completa de convocados

Goleiros: Alisson, Marcelo Ghroe, Weverton

Zagueiros: Gil, Marquinhos, Miranda, Rodrigo Caio

Laterais: Daniel Alves, Fágner, Filipe Luís, Marcelo

Meias: Casemiro, Giuliano, Lucas Lima, Paulinho, Phillipe Coutinho, Rafael Carioca, Renato Augusto, Willian

Atacantes: Gabigol, Gabriel Jesus, Neymar, Taison

André Negão (PDT) é acusado de fraude em divulgação de candidatura a vereador

agosto 22, 2016
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Dep. Luiz Moura (ligado ao PCC, segundo o MP) ao lado de André Negão (PDT) com Luis Medeiros (na faixa)

A FOLHA, de ontem, trouxe reportagem dando conta de que candidatos a vereadores, entre os quais André Luiz (PDT), vulgo André Negão, tem se utilizado de fraudes na exposição de faixas de “agradecimento”, localizadas em obras da qual não nunca participaram.

Negão é vice-presidente do Corinthians e já foi preso em diversas oportunidades.

Em três delas (registradas) por contravenção ligada ao Jogo de Bicho, uma por agressão a mulher e a última, meses atrás, no âmbito da Operação Lava-Jato, da PF, acusado de receber R$ 500 mil em propina da ODEBRECHT.

Diz trecho da reportagem:

“Candidatos a vereador em São Paulo aliados ao Secretário de Coordednação de Sub-Prefeituras de São Paulo, Luiz Antonio de Medeiros, tem aproveitado obras públicas para se promoverem”

“No bairro da Vila Gil, na Zona Leste, a Prefeitura asfaltou a rua Nova Esperança e um campo de futebol improvisado, que até três semanas atrás era de barro, assim como o resto da via”

“De acordo com um proprietário de uma venda em frente ao campo, Medeiros pediu para que ele colocasse uma faixa em homenagem a si e “ao amigo André Luiz”, com retrato de ambos, “pelas melhorias realizadas em nosso bairro”

“André Luiz Oliveira, conhecido como André Negão, é candidato pelo PDT e vice-presidente do Corinthians”

“Edvandro Rios Coelho, dono do mercado onde foi afixada a faixa e vice-presidente da associação de moradores, disse que Oliveira (André Negão) não apareceu na região”

“Oliveira foi preso em flagrante, em março, por porte ilegal de armas e liberado ao pagar fiança de R$ 5 mil”

“Alvo da Operação Lava-Jato, ele foi citado sob suspeita de ter recebido R$ 500 mil em propinas da Odebrecht, mas nega a acusação”

O encerramento das Olimpíadas

agosto 22, 2016

14 bis olimpíadas

Em festa mais comedida do que a abertura, mas ainda assim de boa qualidade, os Jogos Olímpicos do Brasil foram encerrados, ontem, no Maracanã.

Esportivamente, deixarão saudades.

Testemunhamos a história sendo escrita, com os magníficos desempenhos de duas lendas do esporte: Usain Bolt imortalizou-se com o tri-campeonato olímpico (100m, 200m e 4x100m), corredor que dificilmente será superado, assim como o tubarão Michael Phelps e suas seis medalhas (cinco de Ouro), ambos gênios absolutos, inesquecíveis.

Houve também o nascimentos de prováveis novos fenômenos, com a americana Simone Bales, na ginástica, além da consagração doutros, entre os quais o francês do Judô.

O Brasil comemora sua evolução em números no quadro de medalhas, aquém da meta sugerida, muito pouco para quem organizou os Jogos.

Sem política esportiva, voltou a depender da capacidade bruta de alguns talentos e de grande colaboração das Forças Armadas, que fizeram o que as Confederações, mais preocupadas em remunerar dirigentes, nunca foi capaz de efetuar.

Isaquias Queiroz, da canoagem, que antes do Jogos escancarou em mídia social seu desespero com a falta de apoio, superou-se, conquistou três medalhas (duas de prata e uma de bronze) numa única edição olímpica (uma delas com Erlon de Souza), em sua primeira olimpíadas, feito inédito até então.

O Ouro reluziu para o corajoso Thiago Braz (que junto com Isaias é candidato a Mito) no salto com vara (outro sem apoio da Confederação), para a lutadora judoca Rafaela Silva, para o improvável campeão Robson Silva, aos geniais Alison e Bruno Schmidt no Volei de Praia, voltou ao DNA Grael, com as espetaculares Martine Grael e Kahena Kunze (na Vela), para os jogadores de Rogério Micale no futebol masculino, e, por fim, no emocionante Vôlei masculino.

Destaque também para a Prata redentora de Diego Hypólito (ginástica) acompanhado do Bronze de Arthur Nory, doutra Prata, histórica, de Felipe Wu (tiro), do ex-medalhista de Ouro, Arthur Zanetti (argolas), ao bronze de Rafael Silva, o Baby, e Mayra Aguiar, no Judô, de Polyana Okimoto, na maratona aquática, à prata de Ágatha e Bárbara, no vôlei de praia e o bronze, também improvável, de Maicon Siqueira, no Taekwondo.

Na organização dos Jogos, há razões para críticas severas, mas também alguns surpreendentes elogios.

Nossos problemas habituais referentes a falta de organização se fizeram presentes em todos os eventos: filas mal conduzidas para entrada de público, banheiros imundos e insuficientes, comida de má-qualidade a preços exorbitantes, etc.

Em contrapartida, a segurança dos Jogos, principal preocupação antes do início, atuou como em países de primeiro mundo, reforçada por efetivo grandioso da PM de São Paulo (quase 4,5 mil homens), com auxílio das Forças Armadas e da silenciosa, porém eficiente parceria com o FBI americano.

Dois fatos, relacionados ao público, foram constrangedores para o evento: o fracasso retumbante da comercialização de ingressos (boa parte doada pela Organização) que deixaram arenas e estádios (tirando um ou outro evento), quase vazios e a má-educação habitual do brasileiro, tratando Jogos Olímpicos como se fossem peladas da Rocinha.

Entre os torcedores educados, porém, foram arrebatadoras as demonstrações de carinho aos atletas, tanto os nacionais quanto alguns estrangeiros, principalmente Usain Bolt, espécie de herói mundial.

Resta-nos agora, após as Olimpíadas, enfrentar a dura realidade da corrupção encoberta, até então, pelo noticiários do evento.

Superfaturamentos, desvios de verba, propinas e demais assaltos ao bolso da população deverão ser ainda maiores do que os do Pan e da Copa do Mundo, recém realizadas no Brasil, que ainda lutam para ver seus ladrões na cadeia, apesar de boa parte deles ainda, impunes, continuarem a dar as cartas em seus respectivos negócios.

A tarefa, da polícia, da imprensa e da população será tão árdua quanto a dos atletas medalhistas, porém com bem menos possibilidades de vitória, mas, ainda assim, com espírito olímpico, a ela nos aplicaremos nos meses que estão por vir.

Voltando à cerimônia de encerramento, o Brasil passou, com simpatia, o bastão para o Japão, que receberá o mundo em 2020… será que nosso desempenho, fora de terras tupiniquins, se manterá, ao menos, neste patamar (que sequer é suficiente) ou a oportunidade de estímulo à política de pratica esportiva, seja ela de rendimento ou não, ficará esquecida nas gavetas de nossos dirigentes, embaixo dos tradicionais envelopes de conteúdos quase sempre inconfessáveis ?

Quem viver, verá.

São Paulo recorre para não ter Rafael Ilha como associado

agosto 22, 2016

rafael ilha

Em 2013, o ex-polegar Rafael Ilha ingressou com ação contra o São Paulo com objetivo de ser aceito em seu quadro de associados, pretensão rechaçada pelo clube após suposto resultado negativo de sindicância.

O “cantor” recorreu a Justiça entendeu que teria direito a acesso à documentação utilizada pelo Tricolor para negar-lhe a associação, obrigando o clube a expô-la no processo.

Inconformado, o São Paulo interpôs recurso, aceito pelo TJ-SP, semana passada.

Caberá agora ao órgão decidir, nos próximos meses, a procedência ou não do respectivos pedidos.

Brasil fecha Olimpíadas com Ouro do Vôlei

agosto 21, 2016

volei

Em desempenho espetacular, a Seleção Brasileira de Vôlei venceu a favorita Itália, por três sets a zero, conquistando a terceira medalha de Ouro de sua história.

Antes havia vencido em Barcelona (1992) e Atenas (2004).

Nas últimas duas Olimpíadas o Brasil perdeu as finais, voltando para a casa com a Prata no peito.

O embate, duríssimo, teve parciais de 25-22, 28-26 e 26-24, com grande atuação de Wallace.

Destaque também para o incansável Serginho, mito do torcedor, no auge de seus 40 anos.

Após uma primeira fase em que quase foi eliminada, a Seleção cresceu no torneio, eliminou a Russia, última campeã, classificando-se para a finalíssima.

Um título merecido, conquistado pela menos favorita de nossas seleções, o que por si torna o feito ainda mais memorável.

Mano Menezes impediu que goleiro da Seleção Olímpica jogasse pelo Corinthians

agosto 21, 2016

weverton

(Publicado, originalmente, em 04 de agosto, antes de Weverton se consagrar com a medalha de Ouro olímpica)

Nos últimos dias, a imprensa tem divulgado que o goleiro Weverton, titular da Seleção Olímpica do Brasil, e que hoje mantém contrato com o Atlético/PR, no período em que jogava pela categorias de base do Corinthians, em vias de subir para o profissional, foi descartado pelo então treinador Mano Menezes em favor da ascensão doutro garoto dos juniores, Danilo Fernandes, atualmente no Internacional.

Trata-se de meia verdade.

Mano realmente impediu o Corinthians de contar com a comprovada qualidade do arqueiro, mas não pelo motivo destacado, e sim para que uma vaga fosse aberta ao goleiro Renan, jogador ligado a seu agente, Carlos Leite, em sociedade com o traficante internacional Ângelo Canuto, conhecido no mundo do futebol como “Padrinho”.

Hoje, Weverton está na Seleção Brasileira e Renan no Tigres/RJ (time do deputado Washington Reis, parceiro de Andres Sanches), após receber quase R$ 200 mil mensais do Corinthians, por cinco anos de contrato, e supostamente dividi-los, segundo fonte de mercado, com treinador, o próprio Sanches e agentes citados.

Associados cobram promessa de conselheiros sobre fim do cabresto eleitoral no Corinthians

agosto 21, 2016

fim do chapão

“Conselheiro: honre sua palavra – fim do Chapão !”

Faixa com os dizeres acima foi dependurada ontem, no Parque São Jorge, para ilustrar pacífica manifestação de associados do Corinthians que lutam pelo fim do cabresto eleitoral alvinegro, o apelidado “chapão”, em que 200 carneirinhos são eleitos junto com o presidente para, num universo de trezentos e tantas pessoas, dizer “amém” a todas as decisões da gestão.

Sem democracia e com enorme rabo preso.

No próximo sábado (27) serão colocadas em votação alterações estatutárias elencadas por uma comissão que há meses discute alternativas de modernização das leis corinthianas.

Porém, não há consenso em relação ao fim do “Chapão”.

O grupo que representa a atual gestão trabalha, nas sombras, pela manutenção do atual sistema, apesar de todos terem assinado compromisso de que assim não agiriam, antes do último pleito, razão da cobrança realizada ontem, publicamente, na sede do clube.

Nem mesmo entre os que lutam pelo fim do cabresto existe unidade de pensamento, o que pode, de alguma maneira facilitar a vida dos que brigam pela ditadura.

Se semanas atrás haviam duas alternativas de mudança, nos últimos dias uma terceira surgiu, embolando a cabeça dos que ainda não se decidiram pela melhor solução:

  • Chapas com 200 nomes eleitos proporcionalmente à votação do presidente eleito, ou seja, diferentemente do que ocorre agora, o vencedor das eleições não levaria 100% do Conselho, mas apenas o percentual recebido nas urnas (em exemplo, na última disputa, se adotado o critério, a oposição teria 43% dos nomes, contra “zero” atuais);
  • Chapas com 25 nomes, eleitos, mesmo sem votos, “na cola” de um puxador de votos (espécie de mini-chapão);
  • Votação individual, em que os mais votados seriam empossados no Conselho.

Independentemente do sistema a ser adotado (todos com suas qualidades e defeitos), o primordial é expurgar da vida alvinegra o “chapão”, que inviabiliza qualquer possibilidade de atuação minimamente confiável dos conselheiros do clube, abrindo as portas para a corrupção no Parque São Jorge.

Rogério Micale transformou barro em Ouro no futebol brasileiro das Olimpíadas

agosto 21, 2016

micale

Inteligente, como de costume costuma ser, o treinador Tite ao, generosamente, permitir que o time olímpico do Brasil fosse dirigido por Rogério Micale, não poderia imaginar, naquele momento, o enorme benefício que estaria ocasionando ao nosso futebol.

O barro se transformou em Ouro, no final.

Micale recebeu em mãos uma geração de atletas enfraquecida pelo atual sistema que domina os rumos do futebol nacional, em que as categorias de base servem apenas de entreposto para a atuação maléfica e quase sempre corrupta de empresários e dirigentes, pouco contribuindo para a formação esportiva e comportamental dos jogadores.

Havia ainda a desconfiança do torcedor, que não se empolgava mais com a Seleção, e os problemas com Neymar, que bem trabalhado poderia se tornar (como ocorreu) a solução, ou, sem juízo, a âncora da decepção.

Antes de tudo, corajoso, o treinador decretou: o Brasil, em sua gestão, jogaria o verdadeiro futebol brasileiro, para frente, sem medo de ser feliz.

Apesar da evidente competência do trabalho, Micale teve um início de Olimpíadas difícil, em que o time não se acertava no ataque e encontrava dificuldades para compor o meio campo, boa parte porque os atacantes (quatro) tinham dificuldade de executar a função, alternada, de recompor a marcação durante o contragolpe adversário.

Fora de campo, existia ainda o descompromisso de Neymar e mais alguns “parças”, três deles jogadores do grupo, que não enxergavam problemas em dividir a disputa olímpica com alguns momentos de esbórnia, com o agravante de explicitá-las em rede social.

Com os resultados negativos (dois empates) diante de equipes muito inferiores, duas intervenções se fizeram presentes, e foram, graças a humildade de Micale, decisivas para mudar os rumos da Seleção Brasileira nos Jogos.

A primeira delas foi aceitar o conselho de Tite para, em vez de colocar quatro atacantes com revezamento de um deles para compor a marcação quando do contragolpe adversário, trocasse uma das peças por meio-campista de vocação ofensiva, que daria mais equilíbrio ao time, sem contrariar, mas fortalecendo ainda mais o esquema de jogo vislumbrado para as Olimpíadas.

E assim se fez, com absoluto sucesso.

A outra intervenção foi do público, que, nas mídias sociais e também dos estádios passou a apontar, com gritos e apupos, os que, apesar da fama, não demonstravam compromisso com a Seleção Brasileira.

Neymar estava entre os reclamados.

Por sorte, não se sabe se por iniciativa própria ou aconselhado por quem dele necessita para sobreviver, o astro do Barça mudou o comportamento, parou de “jogar” fora de campo, começou a se doar dentro dele, com postura de líder e futebol que todos conhecem, fator este decisivo para incorporar ao ofensivo, mas mediano time de Micale, o diferencial de qualidade necessário para a conquista.

O Brasil, enfim, impôs-se sobre adversários (como tem que ser), todos inferiores, e jogou como gente grande, contra uma Alemanha, apesar de sub-23, de boa qualidade, chegando ao Ouro olímpico sem abrir mão do futebol bem jogado.

Por todos os fatores elencados, Rogério Micale é o nome maior de nossa vitória nas Olimpíadas.

Mais ainda do que Neymar.

Tomara o treinador Tite se inspire na ofensividade da equipe medalha de Ouro e consiga mescla-la com seus vitoriosos conceitos técnicos, para que o resgate do futebol brasileiro seja completado, fator este que, em consequencia, trará de volta a paixão do torcedor pela Seleção.

Quanto vale o respeito ao sentimento do torcedor ?

agosto 21, 2016

neymar corinthians

Se dentro de campo a postura de Neymar, ao menos neste período olímpico, melhorou, fora dele, tudo indica, está muito longe do minimamente aceitável.

Ontem, após a final entre Brasil e Alemanha, o Corinthians publicou foto do atacante utilizando a camisa do clube com a propaganda do plano “Fiel Torcedor”, além de seu nome, às costas.

Vale lembrar que Neymar é palmeirense, mas tornou-se ídolo no Santos, ambos rivais do Timão.

Seja por gratidão ou até inteligência, há de se ter o mínimo de respeito pelo torcedor do Peixe (evidentemente contrariado com a situação), que tanto torceu e sofreu pelo sucesso do jogador em sua passagem pelo clube.

Além disso, existe o contrato em vigência com o Barcelona, única equipe, no momento, que deveria ter o uniforme utilizado pelo brasileiro (excetuando-se a Seleção).

Levando-se em consideração que Neymar não tem vínculos afetivos com o clube de Parque São Jorge, além do histórico de ações publicitárias que cercam sua existência, tudo indica, recebeu dinheiro para colocar o manto alvinegro, em fotografia postada nas diversas mídias sociais do clube (com milhões de seguidores).

Quanto vale o respeito ao sentimento do torcedor ?

Neymar, inconsequentemente, já com a vida financeira estabilizada, parece não ter pensado no assunto, ou não ter se importado, ao realizar a evidente peça publicitária.

O futebol e a postura dentro de campo, com o treinador adequado (caso de Micale na Seleção Olímpica) podem ser trabalhados, mas o comportamento social parece muito comprometido, e de difícil solução, fruto de convivência, desde a infância, com gente de postura duvidosa, como Neymar (pai), Wagner Ribeiro e demais adversários da moralidade.

Teatro caindo aos pedaços em Osasco

agosto 21, 2016

teatro osasco 1

Inconformado com as condições de trabalho do Teatro Nivaldo Fidelis de Santana, em Osasco, membro de um grupo de atores que encenará, ainda hoje, a peça “Cala a boca Anacleto”, procurou-nos para externar a indignação:

“Veja a situação do Teatro Nivaldo Fidelis de Santana que fica dento da Escola de Artes César Antônio Salví em Osasco (São Paulo).”

“Estavamos apresentando o espetáculo teatral “Cala a boca Anacleto” neste sábado e aconteceu a entrada de goteiras no teatro que poderia atrapalhar o espetáculo colocando em risco a integridade física dos atores da peça graças a vista grossa de Samuel Batista que o responsável pela escola e pelo teatro.”

“Domingo (hoje) é o ultimo dia do espetáculo teatral “Cala a boca Anacleto”.”

Este é o tratamento habitual que os artistas recebem fora dos teatros mais afamados, demonstração clara do absoluto descaso dos governantes com a Cultura nacional.

teatro osasco 2

O Bronze de Maicon Siqueira

agosto 20, 2016

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De virada, o brasileiro Maicon Siqueira venceu o britânico Mahama Cho no Taekwondo, categoria após 80kg, por cinco a quatro, conquistando a medalha de Bronze nas Olimpíadas.

Conseguiu a vaga para a disputa após duro embate na repescagem, superando o representante da França.

O Brasil repete o feito de Londres, quando o taekwondo também voltou com medalha.

Na última luta, quando poucos acreditavam, após a derrota doutras categorias, que a façanha fosse possível.

O Ouro de Neymar !

agosto 20, 2016

neymar bolt raio

Em atuação corajosa, ofensiva, o Brasil, após empatar em um a um no tempo normal, zero a zero na prorrogação, venceu a Alemanha na cobrança de penalidades, por cinco a quatro, garantindo a inédita conquista da medalha de Ouro Olímpica.

Devem ser exaltados o jogador Neymar, que, após merecidas críticas no início do torneio, mudou a postura e carregou a equipe para o título, e também o treinador Rogério Micale, grande articulador tático de um time que ousou jogar para o ataque, com DNA do futebol brasileiro.

Os alemães iniciaram a partida com o domínio das ações, tocando a bola com calma, aproveitando-se do nervosismo inicial brasileiro.

Logo aos 10 minutos colocaram uma bola no travessão.

Depois deste lance o Brasil adiantou a equipe e passou a transacionar melhor as jogadas de ataque, sem porém levar grandes perigos ao adversário.

Mas, aos 26 minutos, Neymar bateu falta que ele mesmo sofreu, como se colocasse com as mãos, marcando um golaço, para depois comemorar repetindo o raio de Usain Bolt, que estava no Maracanã torcendo pelo Brasil, mal acompanhado ao lado do pai do jogador e do foragido do FBI, Duílio do Bingo, ex-diretor do Corinthians.

Atrás no marcador, a Alemanha voltou a trocar passes ofensivos, e quando o goleiro brasileiro não defendia, novamente o travessão salvou a seleção.

O Brasil voltou para a segunda etapa retraído, com excesso de zelo, enquanto os alemães, sem mudar o sistema de jogo, buscavam atacar.

Aos 13 minutos, complementando cruzamento da direita, Meyer empatou.

Daí por diante o jogo se abriu, com os brasileiros, no desespero, partindo com tudo para o ataque, criando até boas chances de gol, enquanto a Alemanha, calculista, jogava pelo contragolpe.

Os últimos dez minutos foram da Seleção Brasileira sufocando, enquanto o adversário, contido, esperava a prorrogação.

Com o um a um no final, iniciou-se o tempo extra.

O treinador brasileiro, corajoso como de hábito, colocou a equipe para pressionar os alemães, mas, apesar do volume de jogo, somente em jogada cara a cara de Felipe Anderson, que perdeu o segundo de seus “gols feitos” na partida, pouco perigo levou à meta adversária.

A Alemanha, na primeira etapa, ainda tentou surpreender, mas com o passar do tempo nitidamente deixou o tempo passar à espera das penalidades, que vieram após a confirmação do zero a zero.

Nos pênaltis, quando o placar assinalava quatro a quatro com todas as batidas perfeitas, Weverton defendeu a cobrança derradeira da Alemanha e Neymar, com enorme categoria, converteu o gol do Ouro, para, em sequencia, desabar em copioso choro de desabafo.

Tomara esta campanha oriente a maneira de jogar do Brasil, daqui por diante, com ofensividade, coragem, sem esquecer, porém, o nível dos adversários enfrentados, e que falta ainda uma longa caminhada para a retomada de nosso prestígio.

E que Neymar saia do torneio mais maduro, consciente da importância que possui, comportando-se fora das quatro linhas com a mesma inteligência com que jogou os últimos Jogos das Olimpíadas.


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