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Garoto mexicano emociona em discurso contra corrupção. Ex-Governador citado acaba de ser preso

junho 27, 2017
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Roberto Borge Angulo, ex-Governador, citado em discurso do garoto mexicano

Eu sou mexicano“. “Estamos chocados com a corrupção

“(absurdo) manutenção de privilégios políticos em um momento de miséria de grande parte da população.”

“(crimes de parlamentares) insultos para aqueles que amam esta terra

“Há roubo descarado e sem punição (do ex-governador Roberto Borge)”

O que está sendo feito e por que as autoridades não o colocam atrás das grades? Têm medo ou têm propina? Qualquer outro cidadão que roubasse uma galinha para manter sua família seria condenado a dez anos de prisão“”

ativos para as mudanças reais que dependem de nossa iniciativa.

(JACINTO ANGEL TUN NOH (10 anos), em discurso no Parlamento de Quintana Roo, no México)


Em 2016, em tradicional evento mexicano em que garotos tornam-se deputados por um dia, o estudante Jacinto Angel Tun Noh emocionou a todos na cidade de Quintana Noo ao realizar corajoso discurso contra a corrupção.

Citou nominalmente, acusando textualmente de “ladrão”, o então Governador Roberto Borge Angulo.

Um ano depois, no último dia 04, a Justiça mexicana ordenou a prisão do agora ex-governador por crimes diversos, entre os quais lavagem de dinheiro.

Foragido no Panamá, Birge foi preso e sua extradição vem sendo negociada pelos países.

Voltando ao pronunciamento do garoto mexicano, vale a pena assisti-lo, não só para admirá-lo, mas para constatar que as palavras encaixam-se, com perfeição, à atual situação política brasileira:

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Delatado, desmentido, denunciado

junho 27, 2017

Da FOLHA

Por BERNARDO MELLO FRANCO

Delatado, desmentido, denunciado. Michel Temer levou 40 dias para completar a cadeia dos três Ds. O ciclo se fechou nesta segunda com um fato histórico. Ele se tornou o primeiro presidente brasileiro a ser formalmente acusado de corrupção durante o exercício do cargo.

A delação de Joesley Batista veio à tona em 17 de maio. Além de acusar Temer de pedir propina, o empresário entregou uma fita em que os dois tratavam de assuntos espúrios no porão da residência oficial. Pouco depois da conversa, a polícia flagrou um assessor do presidente recebendo R$ 500 mil em espécie. Ele devolveu o dinheiro e foi preso.

Num país mais sério, o chefe do governo não teria se mantido mais um dia no cargo. Como estamos no Brasil, Temer bateu pé e já resistiu outros 39. Ele chamou o patrocinador que frequentava sua casa de “bandido notório”, desafiou o procurador-geral da República e disse ter sido vítima de uma “armação”.

Ao se agarrar à cadeira, o presidente passou ao segundo D. Passou a sofrer desmentidos em série, a cada nota oficial atropelada pelos fatos. Num dos episódios, Temer negou ter viajado com a família no jatinho de Joesley. A Aeronáutica se recusou a endossar a falsa versão, e ele foi forçado a admitir a carona.

Na sexta, foi a Polícia Federal quem desmontou o discurso do presidente. Ele repetia que a gravação da JBS era “fraudulenta”, e a perícia atestou que o áudio não foi editado.

Com a denúncia da Procuradoria, Temer avança outra casa e passa à fase da guerra total pelo mandato. Agora ele fará de tudo para tentar escapar do quarto D, de derrubado.


Depois de confundir reais com cruzeiros, Temer chamou empresários russos de “soviéticos”. A URSS acabou em 1991, e o presidente do Brasil lembra cada vez mais a personagem do filme “Adeus, Lenin!” que despertou de um coma sem saber que a Guerra Fria tinha terminado.

MP-SP desarquiva investigação de pagamento de propina nas obras do estádio de Itaquera

junho 26, 2017

Marcelo Milani

Alicerçando-se sobre novas informações fornecidas pela Operação Lava-Jato, o MP-SP reabriu diversos inquéritos, antes arquivados, ligados a pagamento de propinas de construtoras a entidades públicas e privadas.

Entre os quais está o que investiga o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches e o atual vice, André Negão, acusados de receber propina da Odebrecht na construção do estádio de Itaquera.

O caso ressurge, coincidentemente, após Sanches, sem comprovar, ter contado ao ex-Prefeito Fernando Haddad (PT) que o promotor Marcelo Milani havia solicitado pagamento de R$ 1 milhão para facilitar a vida do clube, travando investigações que impediam o recebimento de R$ 420 milhões em CIDs da Prefeitura.

A apuração desta denúncia tramita na corregedoria do MP.

Ou seja, além da Operação Lava-Jato e de alguns processos criminais no STF, Sanches e seus parceiros enfrentarão agora novos procedimentos de promotores paulistas, amparados em fatos recém delatados, documentos e desejo, cívico e pessoal, de ir à fundo em todos os focos de investigação.

Campanha de Andres Sanches à presidência do Corinthians enfrentará inéditas dificuldades

junho 26, 2017

Diante da falta de opções com possibilidade de vencer o forte candidato oposicionista, Roque Citadini, que obteve 43% dos votos nas últimas eleições, o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, acena a seu grupo que, de fato, concorrerá ao pleito de 2018.

Porém, diferentemente doutros embates, em que sua chapa figurava com favoritismo absoluto, com a nova configuração dos concorrentes às vagas no Conselho Deliberativo, a movimentação política do clube é cercada de incertezas.

Sanches não terá para si o que proporcionou a seus sucessores, ou seja, um ex-presidente trabalhando, ostensivamente, para elegê-lo.

Roberto Andrade será obrigado, por conta do cargo, a explicitar apoio a Andres, sem, porém, que isso indique um passo a mais do que o procedimento protocolar, evidentemente magoado com as chantagens, entre as quais as que o mantiveram no cargo, que transformaram-no na Rainha do Parque São Jorge.

No caso de Mario Gobbi, nem isso.

O delegado, se pudesse, mandaria prender o deputado, tamanha a decepção com seus procedimentos.

Sobraram, para trabalhar pelos votos do parlamentar, além dos cabos eleitorais habituais, que formam a cúpula do baixo clero alvinegro (André Negão, Mané da Carne, Jaça, etc.), os remanescentes eleitos ao conselho na última votação pelo sistema de “chapão”, em que 200 encabrestados se viam obrigados a aliar-se a um candidato, única maneira, até então, de fazer parte da administração no alvinegro.

Hoje as coisas, nesse sentido, estão bem mudadas.

Boa parte dos membros do referido “chapão” – que não mais existe – debandou e criou-se noutras frentes políticas alvinegras, a maior parte de oposição.

Agora, com o advento da obrigatoriedade de formação de mini-chapas com vinte e cinco membros para concorrer ao Conselho, cada qual com seu procedimento (algumas atreladas a candidatos, outras com voto liberado), diminuiu o controle de um candidato situacionsita, no caso, Andres Sanches, sobre o destino eleitoral do Corinthians, ampliando o leque para outras opções, inclusive com chapas apoiadoras dos desejos de ex-presidentes e diretores que não mais comungam dos ideais dos atuais gestores.

Por fim, joga contra a candidatura do deputado outros problemas de difícil solução.

E nem se trata da Operação Lava-Jato, no qual foi delatado como recebedor de propina da Odebrecht, mas das promessas de fechar, “na semana que vem”, sempre no período eleitoral, os naming-rights do estádio, a venda de camarotes, as renegociações do empréstimo junto ao BNDES, entre outras fantasias que de tanto contadas não mais enganam eleitor algum.

Ouça a rádio Rock n’ Gol ao vivo !

junho 26, 2017

Blog do Paulinho

(Por conta de compromissos inadiáveis, hoje não teremos a gravação do programa Blog do Paulinho, que retornará amanhã, às 10h30)

Coluna do Fiori

Blogueiros

Richarlyson e a homofobia

junho 26, 2017

“Todo mundo me pergunta sobre essa questão. Ela não é recente. Desde a época de São Paulo, que uma parte da torcida não gritava meu nome. O único clube que eu não passei por nenhuma situação dessa foi no Atlético-MG.”

“Eu fico sem saber o porquê. Às vezes vocês me perguntam, eu tento explicar, mas eu nem sei porque eu estou explicando uma coisa que é inexplicável. Eu queria parar aqueles dois torcedores que vieram e soltaram rojões e perguntar o porquê.”

“Teve essa manifestação e ninguém soube o porquê. A mídia falou que foi por causa da questão de homofobia. Ninguém soube se foi por causa disso. Plantaram essa situação e todo mundo copiou essa manchete como se fosse algo verdadeiro. Pode até ter sido, eu não estou falando que pode não ter sido, mas ninguém sabe se era isso. Às vezes foi uma manifestação porque não queria que me contratasse e acabou”

“Eu não me magoo, eu tenho dó dessas pessoas. Vamos partir do princípio que a situação seja sobre o homossexualismo. Quer dizer que no futebol não pode haver o homossexual? E por causa disso ele deixa de ser um grande profissional?”

“A questão não é essa a ser abordada. O que me deixa intrigado sobre essa questão de manifestações homofóbicas dentro do futebol é que quer dizer que se o cara for gay, o cara não pode jogar? Por que o cara não pode jogar? É isso que eu não consigo entender.”

“Por que o torcedor não aceita um cara que é homossexual no time dele? Por que ele não gosta de mulher, gosta de homem? O que isso difere dentro de campo? Vamos respeitar as diferenças, seja ela de credo, de religião, de cultura, social, sexual… Cara, vamos respeitar”

(RICHARLYSON, do Guarani, em entrevista ao repórter Luis Ceará, da REDETV)

Alexandre Barros entra para a história: o pior presidente da Portuguesa, eliminada da 4ª divisão nacional

junho 26, 2017

Enquanto radialista, com os mesmos hábitos do paí, sempre com a vida financeira ligada à Portuguesa, o agora presidente da Lusa, Alexandre Barros, até com alguma razão, porém nem sempre por razões nobres, descia a lenha em todos os mandatários antigos do clube.

Insinuava falcatruas, tratava-os como incompetentes, etc.

Em meio ao caos, iniciado com o “caso Heverton”, em que a Lusa vendeu a honra e a vaga na divisão principal para salvar as finanças de Manoel da Lupa e também de treinador que agora infelicita o Rio Grande do Sul, Barros aproveitou a oportunidade criada pela enorme rejeição do quadro político lusitano, fiou-se na fama, indevida, de “combativo” radialista, e conseguiu enganar os votantes, que pensaram eleger o “novo”, sem atentar-se, apesar de alguns saberem da verdade, dos velhos hábitos que o cercavam.

No dia em que venceu, Alexandre Barros tratou se anunciar uma diretoria formada por gente ligada aos nomes que combatia, sob a sempre conveniente, porém indecente, desculpa de “temos que unir o clube”.

Na administração, meteu os pés pelas mãos: montou e desmontou, sem o menor conhecimento de futebol, comissões técnicas, elencos e demais colaboradores, afugentou patrocinadores com propostas, soubemos, indecentes, piorou a negociação das dívidas trabalhistas ao, inabilmente, ofender a representante dos credores em mensagens de whatsapp, deu vexame na segundona do Paulistinha e agora, para finalizar, conseguiu ser eliminado da 4º divisão nacional.

Ou seja, durante todo o restante do ano, a Portuguesa não terá campeonatos a disputar, a não ser a ridícula “Copa Paulista”, em que empresários de jogadores montam times às pressas, e os clubes grandes movimentam seus juniores, em estádios vazios, precisando, ainda, chegar entre os dois primeiros colocados para tentar retornar à Série D do Brasileirão.

Um vexame indescritível, certamente o maior da história da Portuguesa, clube de tradição secular, jogada pelo seu próprio povo nas mãos desqualificadas de um representante desequilibrado, sem competência, e suspeito de ações que não podem ser contadas porque nem sempre recibos são encontrados ou fornecidos no que nunca poderá ser, como no “caso “Heverton”, devidamente esclarecido.

Gramado da Arena do Grêmio é indecente

junho 26, 2017

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Chamou a atenção, ontem, de quem assistiu a vitória do Corinthians sobre o Grêmio em Porto Alegre, a total falta de condições do gramado da Arena.

Em verdade, um pasto… indecente !

Nada justifica a falta de cuidados evidente no piso de um estádio recém erguido, prejudicando, inclusive, o time da casa.

Porque, embora não tenham coragem de falar, é certo que jogadores do clube devem odiar trabalhar em meios a buracos, falhas de gramado e demais intercorrências que sequer são encontradas nos mais afamados campos de várzea pelo Brasil.

FHC pede renúncia de Temer

junho 26, 2017

APELO AO BOM SENSO

Da FOLHA

Por FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

As dificuldades políticas pelas quais passamos têm claros efeitos sobre a conjuntura econômica e vêm se agravando a cada dia. Precisamos resolvê-las respeitando dois pontos fundamentais: a Constituição e o bem-estar do povo.

Mormente agora, com 14 milhões de desempregados no país, urge restabelecer a confiança entre os brasileiros para que o crescimento econômico seja retomado.

A confiança e a legalidade devem ser nossos marcos. A sociedade desconfia do Estado, e o povo descrê do poder e dos poderosos. Estes tiveram a confiabilidade destruída porque a Operação Lava Jato e outros processos desnudaram os laços entre corrupção e vitórias eleitorais, bem como mostraram o enriquecimento pessoal de políticos.

Não se deve nem se pode passar uma borracha nos fatos para apagá-los da memória das pessoas e livrar os responsáveis por eles da devida penalização.

A Justiça ganha preeminência: há de ser feita sem vinganças, mas também sem leniência com os interesses políticos. Que se coíbam os excessos quando os houver, vindos de quem venham –de funcionários, de políticos, de promotores ou de juízes. Mas não se tolha a Justiça.

Disse reiteradas vezes que o governo de Michel Temer (PMDB) atravessaria uma pinguela, como o de Itamar Franco (1992-1994).

Colaborei ativamente com o governo Itamar, apoiei o atual. Ambos com pouco tempo para resolver grandes questões pendentes de natureza diferente: num caso, o desafio central era a inflação; agora é a retomada do crescimento, que necessita das reformas congressuais.

Nunca neguei os avanços obtidos pela administração Temer no Congresso Nacional ao aprovar algumas delas, nem deixo de gabar seus méritos nos avanços em setores econômicos. Não me posiciono, portanto, ao lado dos que atacam o atual governo para desgastá-lo.

Não obstante, o apoio da sociedade e o consentimento popular ao governo se diluem em função das questões morais justa ou injustamente levantadas nas investigações e difundidas pela mídia convencional e social.

É certo que a crítica ao governo envolve todo tipo de interesse. Nela se juntam a propensão ao escândalo por parte da mídia, a pós-verdade das redes de internet, os interesses corporativos fortíssimos contra as reformas e a sanha purificadora de alguns setores do Ministério Público.

Com isso, o dia a dia do governo se tornou difícil. Os governantes dedicam um esforço enorme para apagar incêndios e ainda precisam assegurar a maioria congressual, nem sempre conseguida, para aprovar as medidas necessárias à retomada do crescimento.

Em síntese: o horizonte político está toldado, e o governo, ainda que se mantenha, terá enorme dificuldade para fazer o necessário em benefício do povo.

Coloca-se a questão agônica do que fazer.

Diferentemente de outras crises que vivemos, nesta não existe um “lado de lá” pronto para assumir o governo federal, com um programa apoiado por grupos de poder na sociedade.

Mais ainda, como o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) declarou que as eleições de 2014 não mostraram “abusos de poder econômico” (!) [em julgamento encerrado no dia 9 de junho, não há como questionar legalmente o mando presidencial e fazer a sucessão por eleições indiretas.

Ainda que a decisão tivesse sido a oposta, com que legitimidade alguém governaria tendo seu poder emanado de um Congresso que também está em causa?

É certo que o STF (Supremo Tribunal Federal) pode decidir contra o acórdão do TSE, coisa pouco provável. Em qualquer caso, permaneceria a dúvida sobre a legitimidade, não a legalidade, do sucessor.

Resta no arsenal jurídico e constitucional a eventual demanda do procurador-geral da República pedindo a suspensão do mandato presidencial por até seis meses [a iniciativa precisa ser aprovada por dois terços dos deputados] para que se julgue se houve crime de improbidade ou de obstrução de Justiça.

Seriam meses caóticos até chegar-se à absolvição [pelos ministros do STF] –caso em que a volta de um presidente alquebrado pouco poderia fazer para dirigir o país- ou a novas eleições. Só que estas se dariam no quadro partidário atual, com muitas lideranças judicialmente questionadas.

Nem assim, portanto, as incertezas diminuiriam –nem tampouco a descrença popular.

O imbróglio é grande.

Neste quadro, o presidente Michel Temer tem a responsabilidade e talvez a possibilidade de oferecer ao país um caminho mais venturoso, antes que o atual centro político esteja exaurido, deixando as forças que apoiam as reformas esmagadas entre dois extremos, à esquerda e à direita.

Bloqueados os meios constitucionais para a mudança de governo e aumentando a descrença popular, só o presidente tem legitimidade para reduzir o próprio mandato, propondo, por si ou por seus líderes, uma proposta de emenda à Constituição que abra espaço para as modificações em causa.

Qualquer tentativa de emenda para interromper um mandato externa à decisão presidencial soará como um golpe.

Não há como fazer eleições diretas respeitando a Constituição Federal; forçá-las teria enorme custo para a democracia.

Por outro lado, as eleições “Diretas-Já” não resolvem as demais questões institucionais, tais como a necessária alteração dos prazos para desincompatibilização [de cargos públicos e eletivos por parte de possíveis postulantes], eventuais candidaturas avulsas, aprovar a cláusula de barreira e a proibição de alianças entre partidos nas eleições proporcionais. Sem falar no debate sobre quem paga os custos da democracia.

Se o ímpeto de reforma política for grande, por que não envolver nela uma alteração do mandato presidencial para cinco anos sem reeleição? E, talvez, discutir a oportunidade de antecipar também as eleições congressuais. Assim se poderia criar um novo clima político no país.

Apelo, portanto, ao presidente para que medite sobre a oportunidade de um gesto dessa grandeza, com o qual ganhará a anuência da sociedade para conduzir a reforma política e presidir as novas eleições.
Quanto tempo se requer para aprovar uma proposta de emenda à Constituição e redefinir as regras político-partidárias? De seis a nove meses, quem sabe?

Abrir-se-ia assim uma vereda de esperança e ainda seria possível que a história reconhecesse os méritos do autor de uma proposta política de trégua nacional, sem conchavos, e se evitasse uma derrocada imerecida.

*FERNANDO HENRIQUE CARDOSO foi presidente do Brasil (1995-2002) pelo PSDB.

Corinthians ou Clube dos Cafajestes ?

junho 25, 2017
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cafajeste

substantivo masculino

pej.
  1. 1.
    indivíduo de baixa condição social; pessoa a quem não se empresta importância.
  2. 2.
    indivíduo sem refinamento no trato social, atrevido, provocador e que se veste ger. de maneira peculiar, denotando mau gosto.

Nos anos 80, tornou-se clássica uma película renomeada no Brasil para “Clube dos Cafajestes”, mas que, em verdade, tinha o nome original de “National Lampoon’s Animal House”, que contava a história de alunos desqualificados que tentavam, sem sucesso, ingressar na mais conhecida fraternidade estudantil dos Estados Unidos.

Nesse contexto, da falta de qualificação, é possível traçar um paralelo com o que ocorre, atualmente, na política do Corinthians.

Ontem, no Parque São Jorge, dois supostos líderes que tratam-se, nos bastidores, com desprezo mútuo, uniram-se em ataques ao Blog do Paulinho, com o famoso argumento da desqualificação.

“Ele recebe dinheiro para atacar”; “É comprado pelo fulano ou sicrano”; “Já foi preso”, etc.

Ambos estavam insatisfeitos com revelações de verdades que cercam suas trajetórias no Parque São Jorge.

Um deles, Paulo Garcia, dono da Kalunga, tem ingerência nos três cargos mais importantes da atual gestão (financeiro, futebol e secretaria da presidência), financiou as campanhas políticas de Andres Sanches e André Negão, além de ter ligação, familiar e empresarial, com Fernando Garcia, espécie de “pizzaiolo” de jogadores nas categorias de base e no futebol profissional do Corinthians.

O outro, Osmar Stabile, sobrevive no clube da comercialização dos, se tanto, duzentos votos que diz possuir (menos de 10% do eleitorado), por vezes negociando cargos em troca de apoio, noutras trabalhando pela inserção, no clube, de projetos obscuros (o estádio de Edgard Soares, etc.).

Em 2007, por exemplo, utilizou-se desse expediente (trocar apoio por vantagens) para dar a vitória a Andres Sanches, que depois tratou de, em sentido figurado, chutar-lhe o traseiro, ação esta testemunhada e comemorada por todo o clube.

Os dois, é público e notório, rodeados de apoiadores que financiam, e de jornalistas adeptos de seus procedimentos, tentaram, algumas vezes, em gesto de “generosidade”, ofertar “ajuda” ao Blog do Paulinho.

Todas prontamente recusadas.

Diante do nível dos que buscam o poder no Parque São Jorge, esse tipo de ataque a um espaço independente, há dez anos no ar, amparado por fluxo diário de 40 mil leitores, e que os próprios detratores, em algum momento, já avalizaram a seus colaboradores (tanto que tentaram “ajudar”), atesta a importância da revelação de verdades, muitas delas incomodativas a quem trata uma agremiação com a grandeza do Corinthians como se fosse o “Clube dos Cafajestes”, recreio de incapazes, tábua de salvação dos inexpressivos.

Por fim, apenas para registrar, Stabile utilizou-se, ontem, do mesmo vídeo enviado por Paulo Garcia ao Blog do Paulinho (dando conta da “vida curta” a quem cuida da “vida” alheia) para, talvez, intimidar postagens que não lhe agradam.

O documento da CBF

junho 25, 2017

Na última quinta-feira (22), o notório corrupto Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona, apresentou como argumento de defesa na Justiça espanhola um documento oficial da CBF, assinado pelo Secretário Walter Feldman, dando conta de que o acusado nunca prejudicou a entidade.

Inverdade absoluta.

Desde que as ações de Rosell com o ex-presidente da Casa Bandida, Ricardo Teixeira, vieram à tona, não só a imagem da entidade desceu pelo ralo, como a notória fuga de patrocinadores resultou em graves consequências financeiras.

O estrago foi tão grande, que o atual presidente não pode representar a CBF no exterior, evita aparições públicas no Brasil e sequer teve coragem, também, de assinar o referido “atestado de idoneidade” a Rosell, utilizando-se para tal do capacho habitual, seja de cartolas como de políticos, nos diversos partidos que infelicitou.

Treinador do Irã atribuiu classificação ao Mundial à “Corinthians Connection”

junho 25, 2017

Queiroz levou o Irã pela primeira vez na história a se classificar para duas Copas seguidas

“O Irã enfrenta sempre imensas dificuldades e obstáculos como parte financeira, infraestrutura, equipamentos. É preciso falar de uma curiosidade, que chamo de ‘Corinthians Connection’. Treinamos no clube para a Copa de 2014. Tivemos muito apoio. Curiosamente, quatro anos depois, Tite e Edu Gaspar formam a comissão técnica da primeira seleção a se classificar e a segunda foi o Irã. As duas primeiras seleções a se classificarem à Rússia formam essa conexão. No entanto, o que fundamenta esse sucesso é o talento e a entrega dos jogadores, sobretudo a grande paixão que o país tem pelo futebol.”

“Nós tivemos a oportunidade de estar em uma casa de campeões. Todos os que estiveram por lá tentaram tirar o melhor proveito. A conexão com o clube está no ar. É um orgulho para o Corinthians e para o futebol brasileiro que as duas comissões técnicas que tiveram a honra de se classificar mais cedo para a Copa estavam baseadas neste clube. Diria que esse espírito de campeão é simbolizada por um jogador que tive a oportunidade de conhecer, o Sócrates. Eu o recebi no Manchester United uma vez e ele me confidenciou que tinha o sonho de jogar na Inglaterra.”

(CARLOS QUEIROZ, treinador Português do Irã, segunda seleção classificada ao Mundial da Russia 2018, ao ESTADÃO)

Quem embolsou R$ 290 mil do Palmeiras ?

junho 25, 2017

Em 2010, o Palmeiras ganhou R$ 1,2 milhão em ação judicial promovida contra o Governo Federal, que foram depositados na conta de Pedro Renzo, advogado do escritório pertencente ao conselheiro alviverde Antonio Corcione.

A Justificativa é a de que o clube enfrentava penhoras por conta de problemas diversos e poderia, em tese, ter o montante subtraído para pagamento doutras obrigações.

Em sequência, o escritório de Corcione teria transferido R$ 900 mil para uma conta, digamos, segura do Verdão, repassando R$ 290 mil, em espécie, às mãos do tesoureiro do clube, Francisco Busico.

Renzo, que levou o dinheiro até o clube, mantém em seu poder recibo assinado pelo funcionário alviverde.

Daí por diante, só mistério.

O dinheiro não foi contabilizado nos caixas palestrinos e ninguém sabe onde procurar.

Na última semana, os três nomes citados na matéria, processados pelo Palmeiras por enriquecimento sem causa, venceram a ação, por falta de provas, contando com inusitados testemunhos favoráveis de Luis Gonzaga Belluzzo, Arnaldo Tirone, Salvador Hugo Palaia, Roberto Frizzo, entre outros, que, entretanto, não souberam esclarecer o destino dos recursos, sumidos enquanto eram dirigentes.

Quem embolsou os R$ 290 mil do Palmeiras ?

Pelo visto, os que sabem gastaram e se calaram, e os que desconhecem não parecem ter vontade de descobrir.

Fábio Assunção dando vexame em hospital de Pernambuco

junho 25, 2017

A vida fora da Globo: Fabio Assunção, alterado, no camburão

junho 24, 2017

NOTA OFICIAL DA POLÍCIA MILITAR DE PERNAMBUCO

“A Polícia Militar informa que na madrugada de hoje (24/06) foi acionada para mandar uma viatura para o Hospital Memorial Arcoverde. Lá, o ator Fábio Assunção, levado para a unidade por ter se envolvido em uma briga no Pátio de Eventos da cidade e teria  ficado agressivo com as pessoas. Por isso os funcionários da unidade chamaram a polícia. Ao chegar no local, porém, a viatura não encontrou mais o ator e retornou ao Pátio de Eventos.

No caminho, os policiais foram acionados por duas jovens, que alegaram estar sendo ameaçadas pelo ator. Ao tentar levar as partes para esclarecer os fatos na delegacia, Fábio Assunção ficou agressivo e se negou a entrar na viatura, sendo necessário o uso de algemas para leva-lo. Ao ser colocado no xadrez da viatura ele ficou ainda mais violento, e quebrou o vidro traseiro do veículo. Diante do exposto, a  ocorrência foi encaminhada para a Delegacia Regional.”


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