Blogando na Copa #28 (15/07/2018) – a grande final !

Com Paulinho, José Renato e Roberto Vieira

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Tática de guerrilha.

Punidos, perdemos, até então, mais de onze mil seguidores, que precisarão assinar novamente nosso canal para ter acesso aos milhares de vídeos, que estamos repostando, um a um (trabalho de uma semana).

Tenho certeza que os. em média, mais de quarenta mil acessos diários do Blog do Paulinho darão resposta à intimidação.

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França segura a Croácia e, beneficiada pela arbitragem, conquista a Copa do Mundo pela segunda vez

A França, aproveitando-se de lances controversos, mas com grande eficiência ofensiva, venceu a Croácia, que jogou melhor em quase a totalidade da partida, por quatro a dois, sagrando-se bi-campeã da Copa do Mundo da FIFA.

Foi um grande jogo de futebol.

Os croatas faziam uma partida perfeita, dominando as ações no campo de ataque, até que, aos 18 minutos, Griezmann levantou a bola na área, em cobrança de falta -equivocadamente assinalada, Mandzukic tentou cortar e marcou contra.

A injustiça se desfez aos 28 minutos, quando Perisic, após rebote da defesa, acertou belíssimo chute da entrada da área e empatou.

Aos 35 minutos, novamente a arbitragem prejudicou a Croácia, marcando, com auxílio do VAR, penalidade em toque de mão involuntário de Perisic.

Três minutos depois, Griezmann, com categoria, marcou o segundo gol francês.

O jogo era ótimo, mas o resultado, diante do grande domínio croata, absolutamente injusto.

Logo no início da segunda etapa, Lloris fez grande defesa em batida de Rebic, em meio à pressão ofensiva da Croácia.

Aos 6 minutos, no contragolpe, Mbappe ganhou na velocidade de Vida, mas o goleiro croata defendeu bem.

Com os croatas todos no ataque, a França praticamente matou o jogo, aos 14 minutos, em contragolpe iniciado por Mbappe, passando por Griezmann e terminando em linda batida de Pogba, ampliando o marcador.

A Croácia sentiu o baque e, cinco minutos depois levou o quarto, de Mbappe, em chute de fora da área que o goleiro aceitou.

Porém, aos 23 minutos, Lloris, em lance de soberba, tentou driblar dentro da área e perdeu a bola para Mandzukic, que marcou o segundo gol da Croácia, recolocando-a na disputa.

Corajosos, os croatas seguiam no ataque e, aos 32, Raktic bateu à esquerda da meta.

No final, a França conseguiu segurar o adversário, tendo como grande jogador da partida o ótimo Griezmann, conquistando o mundial diante de uma Croácia valorosa, sob comando do extraordinário Modric, na final mais bem jogada dos últimos tempos.

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“Fiel Torcedor”, antes orgulho do Corinthians, desaba nas mãos de Luis Paulo Rosenberg

Logo após o anúncio de que uma moderna Arena seria erguida no bairro de Itaquera em nome do Corinthians, o plano “Fiel Torcedor”, que garante vantagens a quem possui o hábito de frequentar jogos do clube, disparou.

Até outubro de 2017, o clube de Parque São Jorge ocupava a liderança de vendas desse tipo de produto no Brasil, com 125 mil torcedores pagantes, seguido pelo Palmeiras na segunda colocação.

O estádio, belíssimo e confortável, vendia-se sozinho, bastando o departamento de marketing alvinegro não atrapalhar a evolução comercial.

Desde fevereiro, porém, período em que Luis Paulo Rosenberg voltou à gestão alvinegra, os números desabaram.

O cartola, espécie de “primeiro ministro” do Parque São Jorge, realizou mudanças nos planos e também nos preços de ingressos, que, ao que parece, desagradaram os consumidores.

A adesão, que sempre foi crescente, não só estacionou como, tempos depois, decresceu, com diminuição de pagantes.

Hoje, 122 mil pessoas (três mil a menos), permanecem no “Fiel Torcedor”.

O Timão, antes líder de vendas, agora ocupa a quarta colocação, porque os adversários ampliaram as vendas, alguns deles há anos sem conquista relevante no futebol.

Hoje a liderança é do São Paulo, com 150 mil sócios, seguido do Grêmio, com 143 mil, Palmeiras, 123 mil e Corinthians, 122 mil.

Os números demonstram a incompetência do marketing alvinegro em comercializar a marca mais valorizada entre os clubes brasileiros, para a maior torcida de São Paulo, com o mais moderno estádio a oferecer.

Sem contar a dificuldade em colocar patrocínio na camisa, nome no estádio, etc, tudo isso cercado por notícias, frequentes, de cartola envolvidos em investigações criminais.

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Futebol, amadurecimento e rompimento: o caminho que Neymar precisa seguir

Ainda atônito com a rapidez das mídias sociais em transformar ídolos em piadas mundiais, o jogador Neymar, que corroborou para tal por conta da tardia imaturidade, sumiu da mídia para evitar novos deslizes.

Mas não poderá se esconder por muito tempo.

Em breve terá que voltar ao trabalho e também aos compromissos midiáticos.

Aos 26 anos, Neymar sabe que perdeu sua oportunidade mais promissora de conquistar o prêmio de melhor jogador do mundo pela FIFA.

A Copa serviria de “atalho” para pretensões difíceis de superar Messi e Cristiano Ronaldo, pelo menos enquanto estes estiverem atuando em bom nível.

Abaixo dessas duas lendas, os melhores concorrem em igualdade de condições e necessitam não apenas uma temporada irretocável como também associá-las à conquistas relevantes de suas equipes.

Se na Seleção Brasileira houvesse conquistado a Copa, Neymar seria o protagonista, diferentemente do que sempre ocorreu nas equipes por onde passou, em que nunca foi o jogador principal.

No Santos, o mais afamado – sabemos hoje, indevidamente – era Paulo Henrique Ganso.

Pelo Barça, Neymar brilhou, mas sempre abaixo de Messi e Iniesta.

Daqui por diante, não terá vida fácil no PSG, diante da ascensão de Mbappe, confirmada em atuação que o brasileiro nunca teve durante uma Copa do Mundo.

Encontrar motivação para seguir jogando futebol em alto nível, não apenas pelo desgaste dos recentes fracassos, mas também pelas alternativas lucrativas que o cercam, será grande desafio para Neymar buscar o olimpo tão sonhado.

Por conta do inquestionável talento, talvez retomar a profissão sob pressão nem seja sua tarefa mais difícil.

Duro será amadurecer.

Até a próxima Copa do Mundo – sua provável última chance de imortalidade – Neymar terá que enxergar (o que para todos os que acompanham sua carreira de fora é límpido e cristalino) e se livrar da má-influência do pai.

Neymar pai é um sujeito de fama ruim, pessoal e comercial (se é que se pode tratar o que fazia nesses termos) por todos os lugares em que conviveu.

O comportamento nocivo foi agravado pelo poder que se impôs de comandar os negócios, as finanças e os procedimentos públicos do filho.

Errou, como era de se esperar, em tudo.

Enfiou o craque num rolo com a Receita Federal que quase o complicou criminalmente; apoia, em vez de se contrapor, aos mais de 15 “parças” que Neymar sustenta sem contrapartida relevante; estimula conflitos do filho com seus críticos; é incapaz de convencer-lhe a trocar simulações e reclamações com a arbitragem pela inteligência de levantar, sacudir a poeira e voltar a driblar, entre outras coisas.

Ter coragem (nunca é fácil) de romper a relação comercial com o pai – um péssimo gestor de sua carreira e, sabe-se lá, das finanças (dá até medo em pensar no dia em que Neymar resolver auditar as despesas e receitas de sua carreira) é primordial para o próximo passo: o amadurecimento.

Comportar-se dentro de campo de acordo com a enorme responsabilidade que possui, fora dele, como homem, livrando-se ainda dos maus negócios – que devem ser tocados por profissionais sem ligações afetivas ou de dependência dos seus vencimentos – são mudanças de atitude que, em breve, se consumadas, modificarão o riso dos que hoje se divertem com seu fracasso em manifestações de admiração pela improvável, mas bem vinda superação.

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A sinceridade do treinador da Inglaterra

Gareth Southgate

“Estamos muito orgulhosos pelo que fizemos, ao final de tudo. Não nos iludimos sobre em que patamar estávamos em comparação às demais equipes. Terminamos em quarto lugar, mas não somos uma das quatro melhores seleções do mundo. Sabemos disso e nunca nos escondemos da verdade”

(GARETH SOUTHGATE, após a derrota para a Bélgica na disputa de terceiro lugar da Copa do Mundo)

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Delator comprova conversa que presidente do Santos dizia não existir

José Carlos Peres e Orlando Rollo

Delator de comportamentos constrangedores do presidente do Santos, José Carlos Peres, o ex-assessor Luisinho “HotShow” tem divulgado na internet diversos áudios detonando a atual gestão.

Num deles, após figurar em lista de demissão do clube, exagerou e ameaçou os dirigentes alvinegros.

Na sequência, Peres formalizou Boletim de Ocorrência contra o ex-aliado, exatamente pela ameaça.

Luisinho, então, passou a dizer que, após o áudio que gerou a polêmica, Peres, sem dar bola para a ameaça, procurou-lhe garantindo, em mensagem de whatsapp, que não seria demitido:

“(…) fique tranquilo, você não será despedido, o que estará havendo em alguns casos é remanejamento de área”

“(…) antes de fazer este áudio, falasse comigo”

O presidente do Peixe, a amigos e correligionários, desmentiu.

Porém, a conversa ficou registrada no celular do ex-assessor, que, em novo vídeo, expôs a inverdade do mandatário santista.

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Pelé, o melhor da história (estava escrito nas estrelas?)

De cetro e coroa, Pelé veste pela última vez em São Paulo, no estádio do Morumbi, a camisa da seleção brasileira durante jogo contra a seleção da Iugoslávia

Da FOLHA

Por AIRTON GONTOW

Nelson Rodrigues disse que ‘toda a unanimidade é burra’, mas não acrescentou: a única exceção é Pelé

Como na velha piada, Edson era Antes do Nascimento. Depois virou Dico, Belé e até Gasolina, de tão liso que era nas peladas de rua e campinhos de várzea em Bauru. Finalmente virou Pelé. Talvez por isso para o povo brasileiro futebol seja, definitivamente, uma questão de PELE.

Dizem que Pelé é de Três Corações. Mas isso é o que está na certidão, lá nos registros do cartório. Nas histórias do futebol –e essas são as que contam– Pelé é de milhões e milhões de corações brasileiros e de apaixonados por futebol no mundo inteiro.

Nelson Rodrigues disse que “toda a unanimidade é burra”. Mas não acrescentou: “a única exceção é Pelé”. O genial dramaturgo, jornalista e escritor foi o autor da primeira e antológica crônica sobre o gênio da bola, no dia 25 de fevereiro de 58, após a vitória santista por 5 a 3 sobre o América do Rio, no Maracanã. No profético artigo, chama Pelé de “rei” e aposta no sucesso do jovem craque: “…Examino a ficha de Pelé e tomo um susto: —dezessete anos! Há certas idades que são aberrantes, inverossímeis. Uma delas é a de Pelé. Eu, com mais de quarenta, custo a crer que alguém possa ter dezessete anos, jamais. Pois bem: — verdadeiro garoto, o meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se imperador Jones, se etíope. Racionalmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: —Ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte em derredor. O que nós chamamos de realeza é, acima de tudo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: — a de se sentir rei, da cabeça aos pés. Quando ele apanha a bola e dribla um adversário, é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento. E o meu personagem tem uma tal sensação de superioridade que não faz cerimônias…. Quero crer que a sua maior virtude é, justamente, a imodéstia absoluta. Põe-se por cima de tudo e de todos. E acaba intimidando a própria bola, que vem aos seus pés com uma lambida docilidade de cadelinha. Hoje, até uma cambaxirra sabe que Pelé é imprescindível em qualquer escrete. Na Suécia, ele não tremerá de ninguém. Há de olhar os húngaros, os ingleses, os russos de alto a baixo. Não se inferiorizará diante de ninguém. E é dessa atitude viril e mesmo insolente que precisamos. Sim, amigos: —aposto minha cabeça como Pelé vai achar todos os nossos adversários uns pernas-de-pau”.

Nelson Rodrigues talvez não tenha concedido a exceção a Pelé porque o Rei, ao contrário do que se diz hoje, nunca foi unanimidade, mesmo quando estava no auge. No passado, alguns argentinos e europeus, destacavam Di Stefano. No Brasil, quem não aceitava seu reinado era literalmente um Mané, no bom sentido. Hoje, a proporção de súditos é ainda menor. Há quem aponte Maradona como o melhor da história.

Os números de Pelé são impressionantes: tricampeão mundial (58, 62 e 70) pela seleção brasileira (único jogador na história) em quatro Mundiais disputados; bicampeão da Taça Libertadores da América e do mundo pelo Santos (62 e 63); pentacampeão da Taça Brasil (61 a 65); campeão da Taça Roberto Gomes Pedrosa – Taça de Prata (1968); cinco vezes campeão do Torneio Rio-São Paulo (59, 63, 64, 66 e 68); dez vezes campeão paulista (58, 60, 61, 62, 64, 65, 67, 68, 69 e 73); 1.284 gols em 1.375 partidas (média de 0,93 por jogo); campeão norte-americano pelo Cosmos (77); 95 gols em 115 jogos pela Seleção Brasileira; mais jovem campeão e bicampeão mundial de seleções (17 anos em 58, e 21 anos em 62, respectivamente); mais jovem artilheiro do Campeonato Paulista (17 gols em 57 –iniciou a competição com 16 e terminou com 17 anos); maior artilheiro em uma única temporada no Campeonato Paulista (58 gols, em 1958), competição em que foi o goleador 11 vezes (oito delas consecutivas); artilheiro da Libertadores (em 63, com 11 gols); quatro vezes goleador do Torneio Rio-São Paulo (61, 63, 64 e 65) e duas da Taça Brasil (61 e 63); maior número de gols em uma única temporada (127 gols em 59); 12 gols em Copas do Mundoem 14 jogos disputados; 59 títulos nos 21 anos de carreira…

Maradona, o genial jogador argentino, ganhou uma Copa do Mundo em quatro disputadas; fez 365 gols em 695 jogos (média de 0,52 por jogo). Marcou 34 gols em 91 partidas pela Seleção Argentina. Foi uma vez campeão argentino (pelo Boca Juniors (79); ganhou a Copa do Rei pelo Barcelona (83); levou o time do Napoli aos inéditos títulos de campeão e bicampeão italiano (86/87 e 89/90) e de campeão da Copa da UEFA (88); foi campeão mundial sub-20 com a Argentina (79); foi artilheiro do Campeonato Metropolitano Argentino (78, 79 e 80), do Campeonato Nacional Argentino (79 e 80), do Campeonato Italiano (87-88) e da Copa da Itália (87-88). Fez oito gols em Copas do Mundo em 21 jogos disputados.

Números são importantes, mas não dizem tudo, porque os jogadores não vencem sozinhos e muitas vezes contam com a sorte de atuar ao lado de atletas espetaculares, como foi o caso de Pelé no Santos e na Seleção Brasileira. Mas ainda assim as comparações entre ambos não têm fundamento –a começar pelos próprios fundamentos, do futebol.

Maradona era espetacular “apenas” com perna esquerda, que usava para dribles desconcertantes, alguns lançamentos e chutes à curta e média distância. Já Pelé, sempre foi completo, em todos os fundamentos: driblava e chutava com as duas pernas, das mais diversas áreas do campo; tinha uma impulsão impressionante, além de um notável senso de colocação para seu cabeceio mortal, que compensava seus 1,73m de altura, e também para matadas no peito que preparavam gols e lençóis nos adversários.

Muitos dos que contestam a soberania de Pelé na história do esporte bretão dizem que naqueles tempos jogar futebol era mais fácil e havia mais espaço para jogar. Pura bobagem! Os atletas devem ser analisados pelo que fizeram em suas épocas, com os métodos de treinamento e equipamentos que dispunham. Pelé fez lances inesquecíveis com bolas “rudimentares”, em gramados geralmente ruins e com chuteiras toscas se comparadas às atuais, que facilitam o domínio da pelota. Durante praticamente toda a sua carreira não havia o cartão amarelo nem transmissão do jogo pela televisão; e a violência raramente era coibida. Sem um treinamento específico para escapar à marcação individual, Pelé já era marcado homem a homem. Ou melhor, por dois ou três adversários. Além disso, quem vê os lances do Rei do Futebol percebe sua habilidade de driblar no curto espaço, a sua inigualável antevisão do lance e a solução rápida e criativa das jogadas, como no incrível gol contra a Suécia, em 58, quando se livrou do primeiro marcador com uma matada no peito e do segundo com um chapéu. Com os métodos e equipamentos atuais, Pelé seria ainda mais genial e insuperável.

O filho de dona Celeste Arantes e de João Ramos do Nascimento (Dondinho) também foi o melhor pela longevidade do seu reinado. Foi o Rei desde que surgiu para o mundo, em 58, até sua despedida, no dia 1º. de outubro de 77, nos EUA, em partida entre o New York Cosmos e o Santos –os dois clubes que defendeu contratualmente na carreira (não consideramos alguns amistosos e jogos de times combinados). Aos 21 anos, era bicampeão mundial de seleções e de clubes. Aos 22, já tinha a marca de 500 tentos assinalados, quase 30% a mais do que Maradona em toda a carreira. O habilidoso jogador argentino aos 21 anos saía da sua primeira Copa do Mundo, da Espanha, com uma participação mediana, que culminou com a expulsão por entrada violenta em Batista na derrota de 3 a 1 para o Brasil, de Zico, Sócrates, Falcão e cia. Só se tornou o melhor jogador do mundo aos 25 anos, na Copa do México, em 86, quando marcou o mais estupendo gol em jogada individual da História das Copas. Em 90, fora de sua melhor condição física, Dom Diego fez uma boa Copa, mas com poucos lances geniais, como na notável arrancada que originou o gol de Caniggia e mandou o Brasil mais cedo para casa. O avanço da Argentina às finais, porém, dependeu mais das defesas de Goycochea que do craque. Maradona, inclusive, perdeu um pênalti contra a Iugoslávia, após o empate no tempo normal de jogo.

Em 91, Maradona foi pego no exame antidoping no Napoli e suspenso. Em 94, outra vez doping, agora em plena Copa do Mundo, o que resultou na sua vergonhosa eliminação. O exame realizado após o jogo Argentina 2 x Nigéria 1 revelou que o jogador atuou dopado. Foi constatada a presença de efedrina natural, além de outros quatro derivados sintéticos –substâncias que agem sobre o sistema nervoso central e circulatório e têm o poder de melhorar os reflexos, reduzir a sensação de fadiga aumentar a oxigenação do sangue. É um conhecido estimulante no mundo do futebol. O laudo da Fifa apontou que Maradona tomou os estimulantes, com dosagem entre cinco e dez vezes mais elevada que a utilizada como descongestionante e que as drogas foram ingeridas no dia da partida. O ídolo argentino jurou pelas duas filhas que nunca ingeriu substâncias proibidas para melhorar sua performance em campo. Mas ficará para sempre a suspeita de que tenha atuado dopado em outros jogos e competições.

Pesa ainda contra o jogador a suspeita de que a vitória sobre o Brasil, quatro anos antes, tenha contado com a ajuda de uma garrafa de água com tranquilizante, passada pelos argentinos a jogadores brasileiros durante a partida (caso contado pelo próprio Maradona em um programa de televisão).

“El Pibe de Oro” só tem uma vantagem inquestionável em relação ao Rei do Futebol: a televisão. Quando vemos qualquer seleção com os melhores lances de Dom Diego, podemos discordar de uma ou duas escolhas, mas temos a certeza de que quase tudo o que fez nos gramados está documentado. Há imagens de praticamente todos os inúmeros gols e lances espetaculares do jogador. Já quando vemos qualquer lista com o melhor de Pelé, devemos lembrar que poucas imagens estão disponíveis. Assim, deveria estar escrito: “os melhores lances entre as poucas imagens existentes”. Fitas de 30 minutos podem ser feitas com craques inesquecíveis, como Pelé, GarrinchaJohanCruyffPuskas, Di Stefano, MaradonaZinédine ZidaneEusébioRonaldinho GaúchoMessiCristiano RonaldoPlatiniRonaldo Fenômeno e mesmo alguns não tão geniais assim. Mas não chegam perto de mostrar o conjunto da obra.

Ex-jogadores do Santos, como o ponta-esquerda Pepe, já destacaram que as cenas que vemos nos documentários e teipes não mostram a imensa maioria dos lances geniais de Pelé. “Somente nós, os jogadores, é que sabemos o que realmente Ele fez”, disse. Para exemplificar, não há imagens dos seus dois gols mais sensacionais: o “Gol de Placa” (expressão cunhada por Joelmir Beting) contra o Fluminense, no Maracanã, no dia 5 de março de 61, quando partiu de poucos metros à frente da área santista até marcar o gol dentro da área adversária (foi aplaudido em pé, durante dois minutos, “contados no relógio”, pela torcida adversária) e o golaço contra o Juventus, de São Paulo, que Pelé considera o seu tento mais bonito, quando chapelou três zagueiros e o goleiro (o gol foi reproduzido no computador, de acordo com os relatos de quem assistiu ao jogo).

As imagens que temos disponíveis de Pelé em ação são, na maioria, dos últimos anos da sua vitoriosa carreira. Podemos vê-lo atuando em todos os jogos da Copa de 70, no México, quando encontrou a síntese de tudo o que se espera de um jogador de futebol: há gol de oportunismo (carrinho contra a Romênia, o terceiro do Brasil); o gol de falta contra a mesma Romênia (o segundo da vitória de 3 a 2); gol de cabeça (o primeiro na final contra a Itália, quando saltou mais que o zagueiro Fachetti, bem mais alto que ele); matadas no peito (no segundo gol brasileiro, na estreia contra a Tchecoslováquia, amacia a bola no peito, deixa quicar no chão e faz um gol maravilhoso); há passes decisivos que até parecem simples, pela genialidade do Rei, como para Jairzinho, na dificílima vitória de 1 a 0 contra a então campeã mundial Inglaterra, a bola açucarada, de cabeça, para o gol de Jairzinho no terceiro gol contra os italianos e o passe para o capitão Carlos Alberto Torres, no quarto e derradeiro gol brasileiro na final da Copa (ao contrário da maioria, considero esse como o mais bonito gol de todos os Mundiais, por toda a sua jogada com lances coletivos e individuais). No Mundial do México Pelé tem até dois inesquecíveis quase gols, um deles em um estupendo chute de pouco antes do meio-campo, contra a Tchecoslováquia. Do outro “quase gol” falaremos adiante no texto.

Apesar de todos esses lances, na Copa de 70 vemos o Pelé cerebral, já com menos explosão, um craque que atua com inteligência, poupa suas energias e sabe conter o excesso de dribles para evitar o castigo da violência que o atingiu no corpo e na alma na Copa de 66. O verdadeiro auge do Rei do Futebol foi bem antes, dos 17 a 25 anos. Há poucas imagens, mas podemos ver pinceladas reveladoras em links, como nas partidas decisivas contra o Boca Junior (final de Libertadores de 63) e Benfica (final do Mundial de 63). As cenas mostram com perfeição a grandiosidade do futebol de Pelé –onde o rei mostra técnica, força, velocidade, habilidade, chute, cabeceio, improviso, raça e muita coragem.

No estádio La Bombonera, contra o até então invencível Boca, é caçado em campo, dá o passe para o gol de empate, de Coutinho; humilha um zagueiro adversário com um drible desconcertante e, por fim, marca o gol do título e sai para comemorar como se fora uma pantera que se libertou da jaula opressora. No Estádio da Luz, em Lisboa, faz três gols, dá um passe em jogada mágica para um gol e, ainda, dribla um mesmo jogador duas vezes no mesmo lance, a primeira delas uma meia-lua, com o “olho da nuca” e a segunda, uma janelinha.

Vale destacar que Pelé, eleito o “Atleta do Século pelo Comitê Olímpico Internacional” – foi o melhor de todos também porque foi o jogador que mais cresceu nos embates decisivos. Ótimo contra os times pequenos e fracos, era infernal e impiedoso contra os poderosos. Marcou gols em todas as grandes finais que disputou: dois gols na vitória de 5 a 2 sobre a Suécia em 58 e o golaço de cabeça contra a Itália, nas finais da Copa do Mundo; os já citados três gols na conquista do Mundial de Clubes em Portugal, contra o poderoso e então campeão europeu Benfica e dois na final da Libertadores de 62, contra o forte Peñarol, além de dar o passe para outro gol santista. “El Diez” não marcou um gol sequer nas duas finais das Copas do Mundo disputadas, ambas contra a Alemanha, embora tenha dado um passe decisivo para Burruchaga marcar o gol do título em 86, na vitória de 3 a 2.

Há um jogo que pelo que tem de contraditório traz como poucos a genialidade de Pelé: a também já citada peleja entre Brasil e Uruguai em 70. Duas décadas antes, uma outra partida contra os uruguaios havia sido marcante para ele. O Brasil perdera em casa, por 2 a 1, o ainda inédito título do mundial. O menino Dico viu seu pai chorando. Sentou no colo paterno e prometeu: “Não chora mais papai. Ainda serei campeão do mundo para fazer você feliz”. Já havia cumprido a promessa em 58 e 62, mas agora estava nervoso. O jogo eliminatório, nas semifinais da Copa, era contra o mesmo Uruguai, que havia feito seu pai e o Brasil inteiro chorarem. E o time celeste saiu na frente. Neste jogo Pelé jogou mal. Basta assistir ao jogo por inteiro para ver que não estou maluco. Pelé fez lances bisonhos. Errou passes de três metros. Foi diversas vezes facilmente desarmado pelos zagueiros uruguaios. Chutou a bola na direção do gol, mas quase acertou a bandeirinha de escanteio. E neste dia em que Pelé atuou extremamente mal, ele deu um belíssimo passe para o gol de Rivelino, respondeu com um chute preciso da intermediária a um tiro de meta batido pelo ótimo goleiro Mazurkiewicz e, ainda, foi protagonista de um dos lances mais belos e mágicos de todos os tempos, quando driblou sem a bola o arqueiro uruguaio e quase marcou o gol (é o não gol mais lembrado da história ). Ou seja: só mesmo o Rei do Futebol pode fazer tudo isso em um dia em que joga mal!

Também está gravado em nossa memória o instante mágico do milésimo gol de Pelé, no dia 19 de novembro de 69, no Maracanã. Para muitos, é uma pena que um craque acostumado a marcar gols das mais diferentes formas tenha feito seu mais famoso gol de uma maneira tão fácil: “pênalti”. Mas o fato é que foi um momento nobre e solene, que não pode ser obra do acaso. Assim como meses antes, no dia 20 de julho, quando o mundo parou para assistir à emocionante chegada do Homem na Lua, naquele dia o planeta parou para assistir, torcer e reverenciar o milésimo gol do Rei.

Pelé é capaz de abalar até as convicções “racionalistas” deste cronista. Será que existe essa história de que “o universo conspira a favor”? A mãe é Celeste. O filho jogou em apenas dois clubes: Santos e Cosmos… A conquista do milésimo gol e da Lua no mesmo ano….Estaria tudo escrito nas estrelas?
Anos atrás, um documentário de TV indagou o que o Homem deveria colocar em uma espaçonave que viajasse através do universo, para mostrar a possíveis extraterrestres o melhor de sua produção. Na sala da minha casa, pensei na antológica cena de Gene Kelly em “Dançando na Chuva”’ ou na igualmente inesquecível “Puttin’On the Ritz”, com Fred Astaire; lembrei-me ainda da emblemática cena de Charlie Chaplin em “O Grande Ditador”, quando parodia o assassino Adolf Hitler e tenta controlar o globo terrestre com os pés, as mãos e, até, com o traseiro. Também mandaria duas emocionantes imagens de “E.T”: o dedo do alienígena que estica até o contato com o menino e a bicicleta voadora e mágica que eleva e faz pulsar de encantamento o coração de todos os espectadores. Colocaria ainda na nave uma réplica da obra Moisés, de Michelangelo. Diz a lenda que ao terminar a escultura e constatar a perfeição, o artista italiano teria dito: “Parla!”

Acima de tudo mandaria as imagens do Rei Eterno do Futebol Mundial desfilando sua arte pelos gramados do nosso pequeno e conturbado mas belo planeta. Lá estaria Pelé, na chuva e no seco, bailando nos gramados, com dribles, gingas de corpo e tabelinhas com companheiros e ou mesmo com as pernas dos adversários. Veríamos Pelé dominar a redonda e ter, literalmente, o mundo às suas mãos e seus pés. Também haveria lugar para gols de bicicleta que elevam e fazem pulsar de encantamento o coração de quem os assistem. Os extraterrestres ficariam tocados e, certamente, nunca atacariam a Terra. Veriam que no fundo todos somos iguais. Seres vivos à procura de vida, de paz, amor, alegria e, claro, de um grito de gol. Pelé deu a todos nós –humanos– essa emoção 1.284 vezes. Transformou o gesto do soco em um símbolo de felicidade e regozijo. Como nós, os extraterrestres vibrariam com os gols do Rei do Universo do Futebol. Até mesmo porque, como disse o craque húngaro Puskas, “o melhor jogador de todos os tempos foi Di Stefano, porque Pelé não era deste mundo”.

Quando Deus terminou de criar Pelé, olhou para ele e disse: “Joga!”

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Manhã de domingo

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De O GLOBO

Por FERNANDO GABEIRA

Tentativa de libertar Lula exige um debate sério sobre os rumos do país, mas parte substancial da esquerda se fixa no líder petista

Há uma velha música regravada pelo Faith No More chamada “Easy” (like Sunday morning). O easy, na canção, significa tranquilo, leve, descontraído. Ao pé da letra, quer dizer fácil. Creio que os três deputados do PT acharam que seria fácil, como a manhã de domingo, libertar Lula de sua prisão em Curitiba. Acompanhei tudo a 12 mil quilômetros de distância, incrédulo e bastante frio em relação ao desfecho. Cheguei a pensar que estava ficando blasé, ou mesmo que tinha perdido contato com a realidade do país. Só me desfiz do complexo de culpa quando soube que, no olho do furacão, Lula pensava mais ou menos da mesma maneira: não vai ser fácil me tirar da prisão — teria dito ele para seus deputados.

Mais tarde, minha sensação se confirmou no vídeo em que José Dirceu comemorava a saída de Lula na cadeia. Ele estava tão emocionado quanto estaríamos depois de uma vitória do Brasil contra o Panamá. Seu ar era muito mais de travessura do que de vitória. Concluí, mesmo vendo tudo de tão longe, que estávamos diante do que os russos chamam de provokatsiya, uma tentativa contundente de colocar um tema na agenda, independentemente do resultado. Como a imprensa, de todos os horizontes, precisa eletrizar sua plateia, mantê-la colada ao desenrolar de um fato, só se falou nisso no domingo. E não foi por acaso que alguns jornalistas estrangeiros compararam o fato a uma novela.

A origem disso está numa análise mais realista do PT, segundo a qual seu grande líder só teria chance de ser libertado se houvesse uma grande comoção popular. Isso não aconteceu nos primeiros meses. A própria solidariedade internacional é minguante, quando não acontece nada no país. Isso vale para prisioneiros em diferentes posições no espectro político. Faz um abaixo-assinado, como de um defensor dos direitos humanos na Chechênia, mas com o tempo só resta escrever: não podemos esquecer nosso preso, lembrem esse nome etc. A vida continua, outros presos entram em cena, alguém faz greve de fome na Crimeia, de novo a advertência: cuidado que pode morrer etc., mas ainda assim a vida continua.

Diante desse quadro desolador para ele, o PT decidiu arriscar um golpe de mão. Como na sua cabeça a Justiça é partidarizada, não resta outra saída exceto usá-la quando um juiz amigo estiver de plantão. O resultado, em termos eleitorais, foi ocupar o espaço de debate no fim de semana. Candidatos, presos ou não, costumam comemorar a ocupação de espaço, sem analisar o conteúdo. Seu nome fica na boca do povo. No entanto, ao escolher uma tese de partidarismo na política, o PT deixou muitas pessoas com medo, não só do que seria capaz, se voltasse ao governo. Mas com a possibilidade de cada grande partido tirar um dos seus nos plantões de fim de semana. O Brasil seria uma terra sem lei. No fundo, não aconteceu nada e o país discutiu esse não acontecimento durante toda a semana. Ele ocupou o espaço pós-Copa do Mundo, precisamente o espaço necessário para o início de um debate sério sobre os rumos do país. Até o momento, uma parte substancial da esquerda está ausente dele, porque se fixou na libertação de Lula.

O próprio PSOL, através de seu candidato Guilherme Boulos, fez uma intervenção que sensibiliza quem está na Rússia. Disse que Moro saiu da praia de tanguinha para manter a prisão de Lula. Não havia evidência de que Moro estava na praia, muito menos que usava tanga. O que Boulos quis insinuar com isso? Não é por acaso o candidato do partido que defende os gays? Não tem um deputado gay no Congresso e um ícone na figura da vereadora assassinada do Rio Marielle Franco?

Na vida política do Brasil, parece que tudo se derrete no ar. E, no entanto, temos toda uma reconstrução pela frente.

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Blogando na Copa #27 (14/07/2018)

Com Paulinho e Roberto Vieira

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Orquestra belga é terceira colocada na Copa do Mundo

A Bélgica, melhor equipe da Copa do Mundo 2018, venceu a Inglaterra por dois a zero e conquistou a terceira colocação do torneio.

O excepcional Hazard foi o melhor em campo, mais uma vez.

Os belgas dominaram a primeira etapa, com toque de bola refinado, sem dar grandes oportunidades ao adversário.

Logo aos 3 minutos, Chadli cruzou pela esquerda e Mounier, de canela, abriu o marcador.

Aos 11, Pickford fez grande defesa em chute de De Bruyne, dentro da área.

A única jogada digna de nota dos ingleses aconteceu aos 23 minutos, quando Sterling ajeitou para Kane, quase da marca penal, chutar à direita da meta.

Tivesse acertado melhor as conclusões de jogadas e a Bélgica poderia ter virado o intervalo com uma vantagem mais confortável.

No segundo tempo, os ingleses ensaiaram uma pressão contra os belgas, mas pouco conseguiram incomodar o ótimo Courtois.

Aos 14, o treinador da Bélgica, cansado de ver De Bruyne colocar Lukaku na cara do gol, e este perder as jogadas, sacou o atacante do jogo, praticamente confirmando a artilharia do mundial para o inglês Kane, com seis gols.

O melhor momento da Inglaterra se deu aos 24 minutos, quando Dier invadiu a área, encobriu Courtois de cavadinha, mas Alderweireld salvou em cima da linha.

Depois deste susto, a Bélgica, que descansava no jogo, passou a explorar os buracos da zaga adversária.

Aos 34, Pickford fez grande defesa em chute de Mournier.

Dois minutos depois, lançado por De Bruyne, Hazard carregou para a área e bateu no contrapé do goleiro, dando números finais ao embate.

A Bélgica, com absoluta justiça conquistou a terceira colocação da Copa do Mundo, mas, indubitavelmente, merecia muito mais, enquanto os ingleses, ainda novatos, tentarão evoluir ainda mais para o Mundial de 2022.

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Andres Sanches joga fraude nas eleições do Corinthians na conta do Conselho

Antonio Goulart e Andres Sanches

Assim que instado pela imprensa à posicionar-se sobre o relatório do MP-SP, que apontou a existência de fraude nas eleições do Corinthians, o presidente do clube, Andres Sanches, em vez de responder pediu, por intermédio de assessoria, para que os jornalistas procurassem o desembargador Guilherme Strenger, ex-presidente do Conselho Deliberativo, órgão responsável pela realização do pleito.

Faz algum sentido.

À época do pleito, todos os outros candidatos eram contrários à utilização de urna eletrônica, mas o conselho acolheu a sugestão da minoria, representada pela candidatura do atual presidente alvinegro.

Como agravante, a empresa Telemeeting, operadora do sistema tratado como fraudulento pelo MP-SP, chegou ao clube por indicação do advogado Luis Alberto Bussab, braço direito de Sanches, que tem fama de “ajeitar” eleições de sindicatos na grande São Paulo.

A anuência da presidência do Conselho com os desejos dos atuais gestores na operação do recente pleito foi acompanhada de conivência doutro grupo de desembargadores alvinegros, empossados na Comissão Eleitoral, que, mesmo diante da contrariedade dos opositores, decidiram manter tudo do jeito que estava.

Ajudado pelos desembargadores no objetivo de conquista do poder (durante o período eleitoral outras decisões alinhadas aos interesses da chapa situacionista foram tomadas), assim que flagrado em possível favorecimento na urnas, Andres Sanches não pensou duas vezes em responsabilizá-los.

Ainda assim, diante da afronta, é pouco provável que os magistrados tenham coragem de contrapor-se a quem, há mais de uma década, cerca-os de benesses.

Resta ao novo presidente do Conselho, Antonio Goulart (político pouco propenso a esse tipo de enfrentamento), fazer valer sua autoridade e convocar, mesmo sem ser motivado (não há obrigatoriedade), Reunião Extraordinária para tratar deste grave acontecimento.

Talvez, se a intenção for a de, realmente, moralizar o Corinthians e não apenas mandar recado aos atuais gestores por eventuais descumprimentos de acordos, o ex-candidato Paulo Garcia, amigo do promotor Paulo Castilho – responsável pelo laudo – e financiador da vitoriosa campanha de Goulart ao órgão alvinegro, possa, diante da evidente ingerência, animá-lo a encampar uma apuração de fatos e, em comprovando-se as irregularidades, colocar em votação as sanções previstas no Estatuto.

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Presidente do Santos e o calote no boteco (documentos)

Odir Cunha e José Carlos Peres

No dia 10 de dezembro de 2017, o então candidato á presidência do Santos, José Carlos Peres, ao lado do vice, Orlando Rollo, assumiram compromisso de bancar evento “boca livre” ao “Somos Todos Santos”.

A festa aconteceu na Básico – Longe e Espetaria, localizada em Santos, e custou R$ 15.500,00, discriminados em Nota Fiscal como consumo de “porções diversas e bebidas”.

A combinação era de Peres e Rollo racharem as despesas.

Logo ao final do evento, Rollo pagou R$ 7.750,00, restando outros R$ 7.750,00 a serem quitados pelo atual presidente do Peixe.

Passados sete meses, após diversas tentativas de cobranças, o dono do estabelecimento, Sidney Garcia, sócio e conselheiro eleito do Santos, perdeu a paciência e ingressou na Justiça com ação de cobrança contra José Carlos Peres, fato este noticiado, ontem, pelo UOL.

O Blog do Paulinho mostra hoje os documentos, entre os quais a Nota Fiscal, que embasam o procedimento judicial.

Um vexame que serve para demonstrar bem o nível dos atuais gestores de um dos clubes mais conhecidos do planeta.

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Mundo doente: torcida do Flamengo vs. jogador sub-7 do Madureira

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A falta do camisa 9 no Brasil

Do ESTADÃO

Por MURICY RAMALHO

Será que estamos trabalhando bem nossos profissionais e os meninos que chegam para a base ?

Sem pedir licença ou avisar ao torcedor, enterramos o camisa 9 do nosso futebol, deixando o gol órfão, sem pai. Constatamos na Rússia, contudo, que seleções interessantes pegaram outro caminho e mantiveram a figura do centroavante de área, aquele “encarregado” de fazer os gols e que sempre nos caracterizou em Copas. Os finalistas da competição atuam com esse cara. A França tem Giroud. A Croácia, Mandzukic. Tem mais. A Espanha atuou com Diego Costa. A Bélgica, que eliminou o Brasil, tinha o fortão Lukaku. E a Inglaterra apostou em Harry Kane, que tem seis gols na disputa e mais uma partida para jogar – a disputa do terceiro lugar com os belgas.

Tite procurou o seu homem de área, como ele mesmo confessou, mas não encontrou. Não achou no futebol um brasileiro sequer que atuasse dessa maneira. Empobrecemos, portanto, nesse sentido. Saudade dos grandes atacantes que vimos fazer história. Eles tinham faro e cheiro de gol. Acredito que a falta do camisa 9 tem a ver também com os esquemas táticos usados no Brasil nos últimos tempos. O que mais mandou o jogador de área para o banco de reservas foi o 4-2-2-2, com dois volantes, dois meias e dois atacantes, que passaram a sair da área, ter outras funções, atuar de forma mais aberta. Esse esquema também foi levado para as bases, matando na raiz o garoto que queria ser 9.

Isso nos levou a usar a expressão “falso 9”, que nada mais é do que renomear o atacante com outras funções. Ele saiu da área e passou a ser chamado de jogador moderno, ora estava na direita, ora na esquerda, às vezes até armando.

Mas aqui cabe a pergunta? Era isso mesmo o que deveríamos ter feito? Será que estamos trabalhando bem nossos profissionais e os meninos que chegam para a base? O fato é que os treinadores abriram mão desse camisa 9 porque os times no Brasil passaram a jogar de outra forma, com os dois atacantes de que falei.

Há uma outra situação. Como no futebol de hoje se marca muito forte, o 9 não pode mais ficar somente enfiado entre os zagueiros esperando uma bola para ser acionado. Ele tem de ajudar o time. Precisa sair da área para atrair a marcação e, assim, abrir espaços para os meias e segundo volantes, aqueles que se infiltram. E também para os extremos entrarem em diagonal. O Brasil fez isso algumas vezes na Rússia.

É claro que tudo é uma questão de escolha, refiro-me ao jeito que um técnico monta sua equipe, depois de observar o que o clube lhe oferece na temporada. Alguns treinadores no Brasil, diferentemente do que vimos nas principais seleções do mundo, preferem não trabalhar com o camisa 9, alguns por necessidade, outros por opção. Penso que deveriam insistir nesse tipo de jogador, tanto no profissional quanto na formação, nas categorias de base. Não descarto ainda o receio de muitos camisas 9 autênticos abrirem mão de suas características por temer deixar o time, perder lugar. E aí eles passam a jogar de outra maneira, fora da área. Muitos não conseguem conversar com seus técnicos sobre isso. Uma dica é procurar o auxiliar e explicar sua vontade, convencê-lo de que pode render mais dentro da área, como um tradicional 9.

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