Presidente do Conselho deveria ser chutado do São Paulo

A defesa de Olten Ayres de Abreu Junior, divulgada por meio de nota oficial em resposta às revelações sobre os gastos do veículo colocado à sua disposição pelo São Paulo, é absolutamente reveladora de seu caráter.
Em vez de explicar por que um automóvel utilizado por ele acumulou 171 multas de trânsito em apenas 25 meses, ao custo de R$ 85,3 mil, ou justificar um reparo de R$ 23,1 mil pago no mesmo período — despesas integralmente bancadas pelo caixa do clube —, o presidente do Conselho Deliberativo preferiu se esconder atrás de argumentações vazias.
As cláusulas de confidencialidade e a LGPD, citadas pelo cartola, não se aplicam a quem tem a obrigação de prestar contas sobre a utilização de um bem que não lhe pertence.
Em clara tentativa de preservar sua habilitação, Olten prejudicou ainda mais o São Paulo ao deixar de se identificar como condutor responsável pelas infrações, situação que elevou cobranças originalmente fixadas em R$ 5,7 mil para R$ 64,4 mil.
As irresponsabilidades incluíam diversas penalizações por excesso de velocidade e estacionamento em local proibido, típicas de quem conta com a impunidade.
Olten deveria ser afastado imediatamente do clube, mas segue protegido por aqueles que defendem os privilégios e as composições políticas que os cercam.
Que a polícia ajude a esclarecer o caso.
O São Paulo precisa, com urgência, livrar-se de seus algozes.
