O que tem a esconder a Allegra Pacaembu?

Em ação popular movida pelos parlamentares Luciene Cavalcante, Carlos Giannazi e Celso Giannazi, que apura suposta lesão ao patrimônio público em razão da exploração comercial do estádio do Pacaembu, a nebulosidade permanece.
Determinada pela Justiça a apresentar o contrato de naming rights firmado com o Mercado Livre, a Allegra Pacaembu descumpriu a ordem judicial.
A empresa juntou aos autos um documento amplamente tarjado, tornando impossível o acesso a detalhes comerciais, valores, prazos e demais condições do acordo.
O que se comenta — e precisa ser devidamente apurado — é que o contrato renderia expressivos R$ 1 bilhão em apenas cinco anos, com possibilidade de renovação por mais trinta.
Diante da afronta, o Ministério Público requereu a aplicação de multa diária de R$ 50 mil por litigância de má-fé.
Segundo a Promotoria, as cláusulas econômicas, os prazos de vigência, as garantias e as penalidades não constituem “meros detalhes mercadológicos”, mas sim o núcleo do negócio jurídico objeto da ação.
Empresa em que proprietários e CEO carregam reputação controversa, a Allegra aparentemente tem razões relevantes para ocultar um simples acordo comercial que, em tese, seria benéfico ao Pacaembu.
Seriam lícitas?
Nos próximos dias, a Justiça decidirá sobre a questão.
