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Vice-presidente do Corinthians joga culpa do caos financeiro em Roberto Andrade e Mario Gobbi

Ontem (13), o vice-presidente do Corinthians, Alexandre Husni, em entrevista ao canal de youtube do jornalista Fredy Junior, ex-Jovem Pan, falou sobra a situação financeira do clube.

Criticou, primeiro, a falta de patrocínio master na camisa:

“(…) nós vencemos (as eleições) com Andres Sanches na presidência e agora estamos tentando fazer o melhor possível para o Corinthians”

“Não é fácil… nós estamos sem o patrocínio master, e fica difícil porque são pelo menos R$ 30 milhões ou mais um pouco que não estamos recebendo por ano… e assim mesmo a gente tenta equilibrar as finanças do clube”

Depois, ao revelar que novos prejuízos serão lançados no balanço alvinegro, tentou jogar a culpa do caos financeiro nos ex-presidentes Mario Gobbi e Roberto Andrade:

“(…) nós temos, na verdade, o nosso balanço agora vai dar um prejuízo nesse semestre… mas lembre-se que nós pegamos o clube em fevereiro… nós não tínhamos o controle do clube antes disso… e viemos com um grande deficit da gestão anterior (Roberto Andrade) e das gestões anteriores (Mario Gobbi), na verdade, porque o clube vem crescendo seu deficit”

Ao dizer que o grupo “Renovação e Transparência”, no poder há onze anos, não tinha controle do clube nos seis anos que antecederam a gestão Andres Sanches, dirigente que participou, ativamente, dos negócios do futebol, marketing e estádio durante todo o período, o vice alvinegro trata associados, conselheiros e torcedores alvinegros como desinformados.

Pra finalizar, Husni tentou minimizar os problemas administrativos, com o velho discurso de exaltação ao “pão e circo”:

“(…) mas é assim mesmo… clube não é para dar lucro… clube é para dar satisfação ao sócio, ao torcedor, tem que ganhar campeonatos para que ele sobreviva… depois “essas coisas” administrativas a gente vai tentando equalizar”

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Irmã de produtor do programa “Estádio 97” denuncia agressões à polícia de São Paulo

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Bá, produtor do famoso programa de rádio “Estádio 97”

No dia 29 de janeiro, Sandra Regina Paglioni Albano, cansada e temerosa das constantes agressões, físicas e verbais, que, segundo ela, sofria de seu irmão, Osmar Fernando Paglioni Albano, vulgo “Bá”, produtor do famoso programa “Estádio 97”, compareceu ao 9º DP do Carandirú, ocasião em que registrou Boletim de Ocorrência, relatando o ocorrido.

Meses antes, porém, já havia conversado com o Blog do Paulinho sobre o assunto.

Sandra relatou ao blog procedimentos violentíssimos de “Bá”, inclusive ameaças de morte, mas relutou em procurar ajuda, por medos diversos (inclusive possível oposição familiar), procedimento padrão de várias mulheres, vítimas silenciosas da truculência desse tipo de gente.

Sandra, irmã do produtor “Bá”

Minutos antes de ir á delegacia, a irmã de Bá enviou a seguinte mensagem, recheada de desespero:

“Estou saindo do meu trabalho e antes de ir para casa, vou para uma delegacia… preciso de proteção”

No dia seguinte, Sandra parecia mais aliviada:

“(…) fiz o que deveria ter feito há tempos”

“Ontem precisei da proteção da polícia… entrando com medida protetiva, etc”

“Chega de viver calada… de chantagens baratas e ameaças infundadas”

“Tenho medo dele há anos por ter me agredido dentro de casa por duas vezes antes de morar com essa mulher atual”

“Ele vive de aparência… sai, viaja, se esquiva e se esconde”

“Vivi em meio a chantagens emocionais, ameaças, etc”

“A partir de hoje ele será chamado aqui na 9º DP”

Em tempos de vigilância mais acirrada da sociedade contra abusos cometidos contra as mulheres, o martírio de Sandra revela que os agressores nem sempre são pessoas à margem da sociedade, mas, como no caso de “Bá”, podem, vez por outra, angariar simpatia ao, diariamente, em postura, ao que parece, destoante da realidade, conviver em harmonia com colegas de profissão, enganando, em consequência, milhares de ouvintes que jamais imaginariam a personalidade submersa dentro do apresentado personagem.

Saiba quem são os “oposicionistas” que aprovaram as contas do Corinthians

Absolutamente nebulosas, segundo o ex-diretor de finanças, Emerson Piovesan: “maquiadas”, as contas do Corinthians, mesmo diante de evidentes distorções, nunca foram reprovadas nestes onze anos de gestão “Renovação e Transparência”.

As razões, óbvias, são os conselheiros eleitos juntos com o grupo de Andres Sanches, que, antes de escolhidos para pertencerem às chapas situacionistas, recebem “orientações” da obrigatoriedade de fidelidade (com eles, não com o clube)

Se a política do “cabresto” impera na maior parte do Conselho Deliberativo, é primordial que os grupos oposicionistas, em tese, libertos da opressão, comportem-se com dignidade, votando de acordo com os fatos, mesmo diante do quadro de derrota, quase impossível – pelo menos por enquanto, de ser revertido.

Porém, basta rápida olhada na lista dos que votaram favoravelmente à aprovação das contas alvinegras para notar que o discurso anterior às eleições – de lutar contra os desmandos da atual gestão, travava-se, para alguns, de mera retórica de politicagem.

Entre os candidatos a presidente, Paulo Garcia e Andres Sanches, por razões óbvias, sinalizaram pela legalidade nos números, enquanto Roque Citadini e Tuma Junior reprovaram o balanço (Felipe Ezabella não votou por não ser conselheiro, mas seu grupo, quase na totalidade, quando não aprovou, absteve-se de votar, o que, na prática, é estar com a situação).

Apenas para registro, o candidato a vice-presidente, Osmar Stabile, assinou a lista de presença, mas saiu antes de iniciada a votação, porque, segundo ele: “precisava jogar futebol com amigos”.

Os seguintes oposicionistas (ou membros de grupos que se apresentaram como de oposição) votaram à favor dos números apresentados pela diretoria do Corinthians:

  • Raul Antônio Correa da Silva
  • Claudio Faria “Vila Maria” Romero;
  • José Eduardo Savoia;
  • Carlos Alberto Marinho Pereira;
  • Silvio Romoaldo Junior;
  • Moacir Cestari Junior;
  • Marcelo roberto Milano;
  • Antonio Roberto Maia Simões;
  • José Carlos Passaretti;
  • Maria Lopes Rosenberg;
  • Benedito Aparecido Bueno Oliveira;
  • Cristian Roberto Ferrari;
  • Flavio da Silva Almeida;
  • Halison Gris Peres;
  • José Francisco Teixeira de Oliveira;
  • Luis Augusto San Juan França;
  • Rogério Munhoz Lins
  • Antonio Jorge Rachid;

Abaixo, o expressivo número de “oposicionistas” que votaram “abstenção”, para alegria da diretoria alvinegra:

  • Sérgio Eduardo Mendonça de Alvarenga;
  • Rogério Mollica;
  • Thales Cezar de Oliveira;
  • Gilmar Cícero Altamirano
  • Sulivan João Correia;
  • Rodrigo Adura;
  • Richard de Paula Oliveira;
  • Paulo Sergio Daud;
  • Paulo André Reiter;
  • Nelson Martins Costa Filho;
  • Milton Guilherme Rossi Mendonça;
  • Jorge Antônio Picciocchi;
  • Jair Rodrigues Nunes;
  • Fabio Antônio Palmieri;
  • Dilson Costa de Menezes;
  • Denis Fuchman;
  • Claudio do Canto;
  • Carlos José Zaparoli;
  • Armando José Terreri Rossi;
  • Alexandre Tavares da Silva
  • Adilson Pavão Junior;
  • Cesar de Oliveira Sobrinho;
  • Cícero Mendes da Silva;
  • Claudemir Adalberto Inácio;
  • Claudio Nogueira de Almeida;
  • Cleonice Maria de Jesus;
  • Eloizio Martin Pagani;
  • Jairo Almeida Barros;
  • José Humberto Simplício da Silva;
  • José Valmir da Costa;
  • Osmar Aparecido Mendes da Silva;

Aldo Neto, assessor de Marcelo Teixeira, mamou R$ 120 mil da teta santista, sem comprovação de trabalho

Aldo Neto (Filézinho), assessor de Marcelo Teixeira

Figura tão conhecida quanto mal-afamada na Vila Belmiro, Aldo Neto, assessor de Marcelo Teixeira, vive, há tempos, de mamar nas combalidas tetas do Santos Futebol Clube.

Na gestão do ex-presidente, agora presidente do Conselho Deliberativo, foi uma farra.

Mas outros mandatários do Peixe, posteriormente, também abrigaram Aldo Neto, talvez por que o sujeito sabia de coisas que poderiam, de alguma maneira, comprometê-los.

Recente auditoria nas contas do Peixe flagrou diversos pagamentos a empresas, sem comprovação da execução dos serviços contratados, durante o mandato de Modesto Roma Junior.

O desvio, milionário, inclui contrato assinado com a “Compartilhar Comunicação Integrada Eirelli”, CNPJ nº 24.272.798/0001-99, compreendido entre 01/01/2016 até 01/04/2017, no valor total de R$ 120 mil.

O serviço, segundo a auditoria, não foi executado, sugerindo a possibilidade de acordo “de fachada” para beneficiar o dono da empresa.

De fato, a documentação indica grande possibilidade de falcatrua.

A “Compartilhar” foi constituída, oficialmente, no dia 29 de fevereiro de 2016, quase dois meses após a assinatura do contrato com o Peixe.

Seu único proprietário é Aldo Andrade Silva Neto, vulgo “Aldo Neto”, ou “filézinho”, apelido, segundo fontes, conquistado em suas incursões, nem tão secretas assim, no “Massivo”, famosa casa noturna paulistana.

Confira, no vídeo abaixo, o nível de comportamento de Aldo Neto (Filézinho) ao impedir, nas eleições do Santos, em 2009, que seu patrão, Marcelo Teixeira, fosse filmado pelo Blog do Paulinho:

A Centauro e o Capitão Bolsonaro

Jérôme Valcke, Sebastião Bomfim Filho e José Maria Marin

Antes de passar pelo vexame de precisar exonerar uma funcionária fantasma de seu gabinete, o candidato a presidente, Jair Bolsonaro, recebeu apoio explicito do empresário Sebastião Bomfim Filho, dono da rede Centauro, parceria da Nike em comercialização de artigos esportivos.

Talvez porque este também esteja precisando de apoio.

Ligado a politicos tucanos, Bomfim decidiu, por questões comerciais, abandoná-los nessa disputa, acreditando que Bolsonaro possui potencial de vitória e se portará, caso suba a rampa do planalto, agradecido pelo dinheiro provido.

A situação comercial da Centauro, com mais de uma centena de lojas físicas no Brasil, pode ser explicada numa frase simples do ditado popular: “por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento”.

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Em 2012, por conta de dívidas gigantescas, Bomfim precisou vender 30% da empresa para o grupo GP Investiments, com sede no paraíso fiscal das Bermudas, mas com escritórios abertos em São Paulo e Nova Iorque.

Precisando pagar favores políticos, em 2014, o empresário, mesmo em dificuldades financeiras (devia quase R$ 500 milhões, entre fornecedores e impostos), aceitou proposta da FIFA para comprar a última cota de patrocínio da Copa do Mundo, certamente por valores expressivos, mas nunca divulgados (a cota para empresas brasileiras era, em média, de R$ 16 milhões).

Não são poucas as notícias de repasses de propinas a cartolas neste evento.

Um ano depois (2015), os investidores da GP abocanharam mais 6,5% das ações da Centauro, totalizando 36,5%, por conta de emissão de debentures que não estavam sendo honradas.

Porém, em 2016, a empresa fechou o ano com prejuízo de R$ 91,6 milhões.

Nem mesmo a fantasiosa recuperação do balanço, em 2017, fruto de ajuda do investigado CARF, que decidiu à favor da empresa em dívida de impostos que girava em torno de R$ 350 milhões, proporcionando lucro, neste ano, de R$ 231,2 milhões , que, na verdade, sem o arranjo tributário, fecharia em novo prejuízo, de R$ 27,2 milhões – ou até por isso, serviu para animar os parceiros investidores, que exigiram imediata abertura de capital.

A IPO, prevista para ser lançada em abril deste ano, gerou nova confusão, entre os sócios e demais acionistas, principalmente por conta da divergência de análise do valor da Centauro.

Sebastião Bomfim quer faturar R$ 1 bilhão, enquanto a GP quer entender o que embasa este cálculo.

A Centauro trata Bolsonaro, mais do que uma escolha política, como tábua de salvação para seus problemas, aposta que, no computo geral das pesquisas (projeções de segundo turno), pode, novamente, transformar-se em equívoco comercial.

O Brasil perdeu um bendito chato

Cláudio Weber Abramo falando ao microfone de mesa

Da FOLHA

Por CLÓVIS ROSSI

Cláudio Weber Abramo faleceu neste domingo (12) aos 72 anos em São Paulo

Claudinho Abramo, como o chamava, era um chato, bendito chato. Chato pela absoluta obsessão com a precisão em tudo em que se metia, o que o levava inexoravelmente a exigir a precisão de todos os que trabalhavam com ele.

Não sei se essa obsessão pela precisão veio de sua formação em Matemática (e, depois, como mestre em Lógica) ou como herança paterna. Seu pai, Cláudio Abramo, um dos grandes ícones do jornalismo brasileiro de todos os tempos, também era um obcecado com a correção dos textos e impaciente com os erros alheios.

Como editor de Economia na Folha, ajudou, creio eu, a moldar uma cultura de perseguição implacável à informação correta e ao texto idem que acabou se cristalizando em sucessivos Manuais de Redação.
Aposto que se pudesse ler a frase anterior, Claudinho faria um “tsc/tsc” e diria que essa perseguição não é tão implacável assim, tal a quantidade de “erramos” que o jornal publica regularmente. Esse ceticismo marcava sua personalidade.

Por isso, nada mais natural que dedicar-se ao chamado “jornalismo de dados”, rótulo que, desconfio, ele não aceitaria pelo valor de face. Diria, suspeito, que todo o jornalismo é de dados. Afinal, publicar dados (em forma de números, de gráficos, de textos, de declarações) é tudo o que fazemos a vida inteira —e ele o fez com competência admirável.

Sua decisão de combater a corrupção mais implacavelmente do que é possível fazê-lo no jornalismo empurrou-o inexoravelmente para ser um dos fundadores da Transparência Brasil.

Quando ele era editor de Economia na Folha, aprendi um bocado com ele, em discussões sobre textos que eu estava entregando. Discussões amigáveis e, em alguns momentos, angustiantes. Eu olhava para o horário de fechamento do jornal e ele olhava para a precisão absoluta que exigia. Ganhava sempre, o que agradeço.

Aprendi com ele também quando chefiava a Transparência Brasil. Mais de uma vez, chamou minha atenção para informações ou detalhes de informação que estavam escapando do jornalismo. Ouso dizer que ele foi uma espécie de “trailer” da Lava Jato, pela perseguição a corruptos de qualquer espécie. Um chato, bendito chato, desses que o Brasil precisa cada vez mais.

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Por que o Corinthians emprestou R$ 270,3 milhões do Arena Fundo (Odebrecht) ?

Na última sexta-feira (10), o Arena Fundo de Investimentos, através de sua controladora, a BRL Trust – braço da Odebrecht, protocolou na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), mais um de seus Informes Mensais.

O documento pode ser baixado no link abaixo:

https://blogdopaulinho.com.br/wp-content/uploads/2018/08/Informe-Mensal-Arena-Fundo-agosto-2018.pdf

Dentre os dados fornecidos, está o impactante empréstimo tomado pelo Corinthians, sem a especificação dos juros e correções cobradas, no valor de R$ 270,3 milhões, discriminado no documento como “obrigações por securitização de recebíveis”.

Ou seja, o clube pegou o dinheiro e, em garantia, cedeu valores futuros à receber (sem detalhar quais).

Diz art. 119 do estatuto do Corinthians, em seu parágrafo terceiro, que a cada endividamento correspondente a dez mil salários mínimos (R$ 9,54 milhões) existe a obrigatoriedade de aprovação, prévia, não posterior, do CORI.

Nesse contexto faz-se necessário os seguintes esclarecimentos:

  • o CORI aprovou a operação ?
  • qual o objetivo deste adiantamento, quais os juros incidentes no negócio e porque não foi realizado nas instituições bancárias em que o clube mantém-se correntista ?
  • quais recebíveis foram dados em garantia ? Dinheiro da Nike, da Globo ou percentuais de jogadores ?
  • o primeiro ministro Luis Paulo Rosenberg e o presidente Andres Sanches disseram à imprensa e em reunião do CORI que negociariam duramente com a Odebrecht para redução dos valores cobrados pela obra do estádio. Em vez disso, endividaram ainda mais o clube com a construtora. Por que ?
  • se o CORI não aprovou, previamente, o aporte de recursos, que medidas tomará o Conselho Deliberativo para punir os infratores do Estatuto alvinegro ?
  • Quando se deu, efetivamente, a operação de empréstimo e porque não foi discriminada em balanço, balancete, nem na previsão orçamentária ?

Todas as perguntas foram enviadas ao clube, mas o Blog do Paulinho não obteve resposta.

A dívida do Corinthians com a Odebrecht, por conta destas novas operações (incluindo calote de repasse da venda de ingressos – prevista em contrato), ultrapassa R$ 604 milhões, maior do que era antes de começar a ser amortizada.

“Naming-rights” da Arena do Palmeiras foram repassados ao Banco do Brasil para abater dívida da WTorre

Em janeiro deste ano, a empresa Siemens conseguiu, na Justiça, o direito de receber R$ 9 milhões por quebra de contrato da Real Arenas, empresa controlada pela WTorre, criada para gerir o estádio do Palmeiras.

Na mesma decisão, ficou determinado que o valor seria descontado dos recebíveis do acordo de “naming-rigths” fechado pela construtora com a seguradora Allianz, que paga R$ 15 milhões anuais para nomear a Arena.

Desde então, porém, a Siemens não conseguiu receber um centavo.

O Blog do Paulinho descobriu as razões da falta de repasses, constantes no processo, que está em segredo de justiça: a WTorre cedeu, em contrato firmado no dia 06 de dezembro de 2013, os valores a serem recebidos pelos “naming-rights” para o Banco do Brasil, a quem deve R$ 391 milhões, fruto de empréstimo utilizado para erguer o estádio.

A Siemens tenta, agora, obstar parte deste recebimento para que consiga receber os valores devidos pela construtora, mas precisará acertar-se com o banco, que já foi notificado, judicialmente, para que se manifeste na ação.

Andres Sanches passa novo vexame em ação contra Juca Kfouri

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Revelamos, que, na última quinta-feira (09), o jornalista Juca Kfouri venceu o presidente do Corinthians, Andres Sanches, em ação judicial que este lhe promovia por calúnia, injúria e difamação.

Foi por WO.

Para saber mais, clique no link a seguir:

Juca Kfouri vence Andres Sanches por WO na Justiça

Diante do vexame da exposição do caso, Sanches foi cobrado por seguidores do Corinthians a reagir (não fugir do processo), e o fez no dia seguinte, sexta-feira (10), através de “mandado de segurança”, por intermédio de seus advogados Daniel Leon Bialski e Gustavo Alvares Cruz, também defensores do famoso “Paulo Preto”, amigo do deputado, também enrolado como ele em investigações da “Operação Lava-Jato”.

Apenas ampliou a vergonha.

O TJ-SP, através do desembargador Xisto Albareli Rangel Neto, indeferiu o pedido:

“(…) em consulta realizada na data de hoje, no site do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, verifiquei que houve a desistência da queixa-crime por parte do impetrante”

“(…) O magistrado de primeiro grau recebeu o pedido como renúncia do próprio direito de queixa, extinguindo-se a punibilidade de Jose Carlos Amaral Kfouri, com fundamento no artigo 107, inciso V do Código Penal”

“Desse modo, dou por prejudicada a apreciação do mérito deste Mandado de Segurança por perda do objeto”

“Fundamento: art. 485, VI (perda do interesse de agir)”

“Determino a juntada da pesquisa efetuada no site do Tribunal de Justiça. Retira-se este processo da pauta de julgamento presencial”

“P.R.I. – Magistrado(a) Xisto Albarelli Rangel Neto”

Sanches poderá agora, em jogo de cena, alegar a seus seguidores que tentou, mas não conseguiu, mesmo que toda a movimentação processual indique arrependimento por ter impetrado um processo que dificilmente conseguiria vencer.

São Paulo vence o PROCON na Justiça

Em julho de 2014, o PROCON aplicou multa no São Paulo por suposta infração ao consumidor, pelo fato do clube ter disponibilizado quatro locais físicos para venda de ingressos do embate contra o Santos, realizado em 07 de julho de 2013, quando a legislação prevê. no mínimo, cinco.

R$ 65.493,33, que foi inscrita em dívida ativa no dia 23/10/2017(CDA nº 1.239.591.411) e levada, posteriormente, a protesto.

O clube decidiu recorrer, depositou o montante em juizo e se defendeu, alegando que o entendimento do PROCON era falho, levando-se em consideração que, além dos quatro pontos citados, houve um quinto, pela internet, que, sozinho, abrange muito mais possibilidades aos consumidores.

Este foi o entendimento, também, da juiz Carolina Martins Clemencio Duprat Cardoso, da 11ª Vara de Fazenda Pública, que deu ganho de causa ao Tricolor, condenando o PROCON a arcar com as custas processuais.

Tuma Junior, Agripino Dória e as Marginais

João Agripino Dória e Romeu Tuma Junior

No dia 10 de abril de 2017, João Agripino Dória Junior, então prefeito de São Paulo, fez vazar à imprensa veto a Lei 16.629, que renomeava a “Ponte das Bandeiras” como Romeu Tuma, famoso cumpridor de ordens da Ditadura brasileira.

Ex-diretor do DOPS de 1977 a 1982, o ex-senador trabalhava no mesmo prédio, uma sala acima, do torturador e ex-delegado Sérgio Fleury, com quem mantinha estreito relacionamento.

Tuma, entre diversos atos reprováveis, segundo o escritor Marcelo Rubens Paiva, era o responsável pela repressão aos estudantes:

“(…) interrogou três das minhas quatro irmãs, depois da invasão da PUC”

Depois, alçado à Superintendência da Policia Federal, destacou-se pela perseguição aos roqueiros que tentavam, através da músicas, alertar a população do que realmente acontecia nos porões da ditadura.

No período da “Democracia Corinthiana”, há quem suspeite que a prisão do ainda jovem Casagrande, em 1982, por porte de maconha (Casão afirma, até os dias atuais, que houve armação), teria sido orquestrada pelo Estado – afrontado pelos jogadores alvinegros, sob supervisão de Romeu Tuma (que era conselheiro do Corinthians).

Durante trinta anos, Tuma manteve como braço direito em seu gabinete o chinês Paulo Li, acusado de chefiar a máfia dos contrabandistas, o mesmo que acabou por ser flagrado em conversas pouco republicanas com seu filho, Tuma Junior, ocasionando seu desligamento do Governo Lula.

Ambos, em entrevista, negaram saber das práticas do assessor com quem conviveram por mais de três décadas.

Em diversos bairros da Zona Leste de São Paulo (principalmente na Mooca), comerciantes que temem identificar-se apontam o ex-senador como fornecedor, desde os tempos de DOPS, de produtos contrabandeados (principalmente bebidas), assim como dizem, também, que a suposta muamba era alocada em dois lugares: no Porto de Santos e num galpão na cidade de Caieiras.

Evidentemente, a polícia nunca investigou adequadamente as acusações, que não foram, talvez por conta disso, comprovadas.

Voltando ao caso da “Ponte das Bandeiras”, assim que o Estadão e a FOLHA (na sempre bem informada coluna de Mônica Bérgamo) revelaram o veto do Prefeito à Lei 16.629. o staff de Tuma Junior começou a praguejar pela internet, caso do ghost-writer Claudio Tognolli, que chegou a afirmar no site Yahoo a abertura de “uma guerra entre a família Tuma e o prefeito João Doria”

Campos Machado, presidente do PTB, partido pelo qual Tuminha era filiado (agora está no PRB, sob as ordens de Edir Macedo), discursou na Cãmara, acusando Agripino Dória de “revanchismo covarde e inaceitável”.

O problema, porém, não demorou a ser resolvido.

Dias depois, Agripino Dória “lavou as mãos”, não vetou, nem sancionou a referida Lei, o que, por ação tácita, acabou por referenda-la.

Desde setembro, a ponte voltou a se chamar “das Bandeiras”, após decisão judicial que ordenou a retirada do nome “Romeu Tuma”, acolhendo manifestação do MP-SP:

“Acrescentar o nome de Romeu Tuma a um símbolo centenário da cidade de São Paulo é homenagear um homem que participou de forma ativa da repressão, é ofender a dignidade das vítimas e de seus parentes, é menosprezar a apuração da verdade, o direito à memória, a atribuição de responsabilidades e a reparação coletiva e imaterial dos danos sofridos por todos os brasileiros que viveram sob o regime de exceção”

Apesar de que seria, talvez, mais inteligente, nomear ambas as Marginais, Tietê e Pinheiros, em toda a extensão, com os nomes “Marginal Romeu Tuma” e “Marginal Sérgio Fleury”, homenagem absolutamente adequada e que serviria, eternamente, para reflexão da sociedade e lembrança dum período que não pode ser esquecido.

Passado pouco mais de um ano da confusão envolvendo João Agripino Dória e Tuma Junior, o “filho indignado”, daquela ocasião, deu lugar ao político profissional, aquele capaz de qualquer constrangimento para atingir objetivos eleitorais (inclusive lançar, como fez no início do ano, candidatura fadada ao fracasso nas eleições do Corinthians – foi o último colocado, somente para figurar alguns meses na mídia atrelado ao nome do clube).

Na fotografia que ilustra a matéria, da convenção do PSDB, realizada semana passada, observamos a aproximação do ex-delegado, agora candidato a Deputado Federal com o Ex-Prefeito, postulante ao Governo, que, segundo a família Tuma, teria desrespeitado a memória do “padrinho” de todos.

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