Corinthians é obrigado expor contratos e transações financeiras por decisão da Justiça

Na segunda-feira (25), em julgamento de pedidos formulados pelo agente André Cury, por meio de sua pessoa jurídica, no âmbito do processo do RCE (Regime Centralizado de Execuções) do Corinthians, importantes decisões foram tomadas.

O clube terá de juntar aos autos, sob risco de intervenção judicial, contratos e documentos contábeis — entre eles os acordos firmados com Nike e Banco Daycoval — para ampliar a transparência sobre as receitas utilizadas no plano de pagamento das dívidas.

Cury alegou inconsistências na base econômica do RCE, falhas na relação de credores e ausência de registros financeiros, requerendo a paralisação dos rateios até a efetiva correção das irregularidades.

O Ministério Público, porém, manifestou-se contra a suspensão dos pagamentos, embora tenha apoiado o pedido para que o Corinthians disponibilize balanços e contratos aos credores.

A Justiça concordou.

O magistrado também decidiu que empréstimos, antecipações financeiras e desbloqueios judiciais não podem ser automaticamente tratados como receita operacional do clube.

Determinou, ainda, que o Corinthians detalhe mensalmente quais valores decorrem desses recebíveis, uma vez que não representam aumento patrimonial efetivo e, portanto, não devem integrar a base de cálculo dos pagamentos aos credores.

Ao que tudo indica, para ter acesso a dados que deveriam ser disponibilizados espontaneamente, conselheiros do Corinthians terão de, em vez de aguardar iniciativa da presidência, recorrer ao site do Tribunal de Justiça.

Facebook Comments

Posts Similares

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.