Copa do Mundo será uma copa sem ‘cera’ e com VAR poderoso

Ontem, os jogadores da Seleção Brasileira assistiram a uma palestra que apresentou as alterações na aplicação das regras que entrarão em vigor na Copa do Mundo.

Em síntese, será o fim da “cera” no futebol.

São mudanças de comportamento da arbitragem tão simples que custa acreditar terem demorado tanto para ser pensadas e implementadas.

Destacamos:


Cobranças de lateral

Se a cobrança demorar mais de cinco segundos após o início da contagem do árbitro, o lateral será revertido para a equipe adversária.

Tiros de meta

Se a cobrança demorar mais de cinco segundos após o início da contagem do árbitro, será marcado escanteio para o time adversário.

Substituições

O jogador terá dez segundos para deixar o campo após a placa que indicar a substituição ser erguida.

Caso não cumpra o prazo, o substituto só poderá entrar em campo um minuto depois.

Atendimento médico

Todo jogador atendido pela equipe médica precisará permanecer, no mínimo, um minuto fora de campo.

O grande impacto dessas medidas, porém, deverá ocorrer nos campeonatos da América do Sul após a Copa do Mundo, onde a cultura da malandragem costuma prevalecer sobre a do fair play.


Haverá também ampliação dos poderes do VAR.

VAR em escanteios

O árbitro de vídeo poderá interferir em situações objetivas quando o árbitro de campo assinalar erroneamente um escanteio ou tiro de meta, sem necessidade de consulta ao monitor.

VAR em segundo cartão amarelo

O árbitro de vídeo poderá interferir em casos de possível erro quando um jogador for expulso após receber o segundo cartão amarelo.


Perfeito.

O grande problema, ainda sem solução, é a qualificação do árbitro de campo, que efetivamente comanda as partidas, tanto no aspecto técnico quanto na coragem de assumir para si, sem utilizar o VAR como bengala, as decisões mais importantes.

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