CBF ‘esperta’ e incompetente

Depois da pior campanha da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo em seis décadas, o mínimo que se esperava era uma profunda mudança de rumo, liderada, até porque teve o contrato renovado, por Carlo Ancelotti.

Mas a CBF conseguiu transformar o planejamento em mais uma demonstração de amadorismo.

Reuniu dirigentes para discutir o futuro da Seleção sem a presença do treinador.

É como convocar uma reunião para projetar um edifício sem chamar o engenheiro.

Mais assustador do que a ausência do técnico foi o discurso.

Em vez de estabelecer como objetivo a recuperação da identidade do futebol brasileiro, a priorização das categorias de base e outras medidas urgentes para reconstruir a Seleção, a Casa Bandida fixou como metas terminar em primeiro lugar nas Eliminatórias e conquistar a Copa América de 2028.

Como se a base para isso já estivesse pronta.

Sem rumo, comandada, na prática, por um ministro do STF por intermédio de um laranja de baixa estirpe, a CBF continua sendo, por excesso de esperteza e também por incompetência, o maior obstáculo à recuperação do futebol brasileiro.

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