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Corinthians: “a preocupação desses associados é com as verbas em seus Departamentos”

torneira

NEM AÍ

Por ROQUE CITADINI

http://blogdocitadini.com.br/

Junto com as dores da desclassificação da Libertadores aparecem todo tipo de crítica e proposta para o Corinthians superar suas dificuldades.

Não há caminho fácil e sem dor. O clube sabia por onde iam as coisas mas acreditava que -numa medida mágica- tudo seria solucionado. Os gastos exagerados efetuados pelo Departamento de Futebol, nos últimos anos, com enxurrada de contratações, pagamentos de comissões e salários por todo lado debilitaram muito as finanças.

Esperando saídas milagrosas, o clube não se preparou para “perder” as rendas da bilheterias que viriam com o novo estádio. Além disso, foi disparado um número de obras sem fim no clube social, que ajudaram a aumentar as despesas.

A contratação de Wagner Love, às vésperas da eleição, e os gastos exagerados no Clube Social deram votos. Mas deram, também, os problemas atuais que terão que ser enfrentados de frente.

Mas, sejamos francos, mesmo com todas as encrencas do Futebol, um número de sócios (diria, pelo menos a metade) não está nem aí para os problemas que tanto angustiam os torcedores. A preocupação desses associados é com as verbas em seus Departamentos. Se preocupam em manter seus espaços. A maioria do pessoal da Bocha, Canindé, Tamboréu, Sauna, Tênis e outros tantos só vive o futebol quando seus diretores e assessores veem chegar a hora de ingressos para os jogos. No mais, para a maioria, lamentavelmente, o problema do Futebol é com a torcida e com um número menor de associados.

Nesta última eleição vi bem este quadro. A campanha dos meus adversários -ao final majoritária e vencedora- dizia que eu só pensava no futebol e queria “acabar” com o clube social. Esta lorota (reiteradamente repetida) é que dá tranquilidade para a Diretoria. O futebol é prioridade dos portões do Parque São Jorge para fora.

A preocupação só chega quando os problemas extrapolam os muros do Parque São Jorge e começa a faltar dinheiro para todo mundo. No mais, a coisa vai andando com a única política de não “mexer” nos Departamentos. Por isso, a maioria dos associados não dá bola quando o clube faz as piores coisas nas categorias de Base, como as “parcerias” com empresários.

Como já disse aqui há meses, há duas maneiras para um clube acertar suas finanças e ter um time competitivo no futebol.

A primeira é por decisão planejada, política e racional de que precisa gastar menos (no futebol e no clube social) e, como consequência, equilibrar o orçamento.

O segundo caminho é aquele que aparece quando acaba o dinheiro. Secam as torneiras e não se tem para onde ir. Esse não é o caminho ideal, mas é o que sobra para resolver os problemas. E é o que estamos vivendo.

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