Por que ex-presidente do Corinthians teria fornecido endereço fajuto à Justiça?

No último dia 10, o MP-SP, no âmbito da ação em que o ex-presidente do Corinthians, Duílio “do Bingo” Monteiro Alves, responde por apropriação indébita ao desviar dinheiro do clube através de cartões corporativos, informou à Justiça estar com dificuldades de citá-lo no processo.

Em petição encaminhada ao Judiciário, a Promotoria registrou:

“Na procuração constou o endereço da Rua XXXXXXX, São Paulo, e, aparentemente, esse endereço é falso.”

“Constatou-se que o endereço é de seu pai (conforme declarou o oficial de justiça).”

“Assim, pede-se que o oficial de justiça se locomova novamente àquele endereço e tente obter, junto a seu pai, o endereço atualizado de seu filho Duílio.”

A Promotoria não é a primeira a enfrentar esse tipo de dificuldade envolvendo o cartola.

Há dezenas de credores ligados a Duílio — a maior parte de origem humilde, entre ex-funcionários de bingos e empresas pertencentes ao grupo familiar — que já percorreram diversos endereços fornecidos pelo ex-dirigente, incluindo o de Adilson Monteiro Alves, seu pai, no que aparenta ser uma estratégia deliberada de ocultação.

Alguns desses credores tentam citá-lo judicialmente há décadas.

Caso fique comprovado que houve dolo na ocultação de seu endereço, poderão ser caracterizados, conforme a situação concreta, os crimes de falsidade ideológica e fraude processual, além da prática de ato atentatório à dignidade da Justiça ou de eventual desobediência, com as respectivas consequências processuais.

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