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Juventus: o último reduto do futebol-raiz

TRABALHO DE ALUNOS DO 1º ANO DE JORNALISMO DA FACULDADE CÁSPER LÍBERO

Por BRUNO MILIOZI, GUILHERME MIRRA, LUCA PORTELLA e VICTOR BONI

PROFESSOR: CELSO UNZELTE

Arquibancadas de concreto, bandeiras, fumaça, torcedores na grade e a famosa cerveja depois do jogo. Assim era uma típica partida de futebol até a década de 90, mas não é o que vemos recentemente.

O futebol brasileiro cada vez mais se parece com o europeu. Não quanto aos valores milionários em transações. Nem quanto às grandes estrelas em campo. Mas, sim, em relação a como o evento vem sendo organizado. O jogo deixou de ser algo para o povo em geral e passou a ser destinado apenas àqueles que conseguem pagar o ingresso das grandes arenas, cada vez mais comuns no território nacional por conta da Copa do Mundo recentemente sediada pelo Brasil, em 2014. Passou a ser feito para aqueles que querem o luxo de camarotes e cadeiras acolchoadas, excluindo o torcedor que valoriza a experiência futebolística pelo que acontece dentro do campo, não fora dele.

Um exemplo de resistência a essa transformação do esporte é o Juventus da Mooca, clube tradicional de São Paulo. Sem ter grandes craques, estrutura de primeira e sem disputar grandes campeonatos, o Moleque Travesso, como é carinhosamente chamado, pode proporcionar aos torcedores uma experiência que antes era comum, mas agora é rara: uma típica partida de futebol ao estilo antigo.

Um jogo na Rua Javari é uma possibilidade de retorno à época de ouro do futebol brasileiro, em que os jogadores dominavam o gramado e torcedores dominavam as arquibancadas com lindas festas, apoiando as equipes durante os 90 minutos. Eram comuns públicos de 80, 90, 100 mil pessoas. Bandeirões cobriam a arquibancada inteira e havia tanta fumaça que quase não dava para ver o campo direito.

É claro que a estrutura do Estádio Conde Rodolfo Crespi não pode reproduzir com perfeição tal experiência, mas traz uma gostosa nostalgia. Com a arquibancada e o campo separados apenas por uma grade, é possível até falar com os ídolos no gramado, gritar por eles como se gritasse a um amigo na “pelada” de domingo. Com poucos lugares, a torcida se une em uma só, sem se sentar durante um minuto sequer, já que, como antes, é o concreto que forma as arquibancadas, sem cadeiras. Ao final da partida, diversos bares simples, porém charmosos, estão disponíveis para o torcedor se sentar com os amigos, beber uma cerveja e discutir sobre futebol, assim como era antigamente. Tudo isso por no máximo 40 reais. Preço do povo, preço do futebol.

No estádio do Juventus da Mooca não há espaço para as novas regras que acabam com a essência do futebol brasileiro. Em dia de clássico, as duas torcidas se fazem presentes. Gol do time da casa? Comemoração com a torcida, assim como tem que ser. NE no final, mais uma celebração do que deve ser este esporte: mais que um entretenimento, um estilo de vida. De todos e para todos.

Vida longa ao futebol! Vida longa ao Juventus da Mooca!

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Uma resposta to “Juventus: o último reduto do futebol-raiz”

  1. Dennis Roberto Começanha Says:

    Outro estádio que guardava essas características nostálgicas até algum tempo era o Ulrico Mursa em Santos, da querida Portuguesa santista, nossa Burra. Vi vários jogos com meu saudoso avô, comendo tremoços e tão próximo do campo que ouvia o barulho da bola rolando no gramado. Bons tempos!!!

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