Acusado por esquema de desvios de uniformes é cobrado por calote em royalties do Corinthians

A 3ª Vara Empresarial e de Conflitos de Arbitragem rejeitou a tentativa de Marcelo Souto Quintero, proprietário da então unidade “Poderoso Timão” do Ipiranga, em São Paulo, de extinguir ação movida pela EA9 Company, empresa ligada à Empório Alex, atual gestora das franquias das lojas oficiais do Corinthians.

A empresa acusa o empresário de inadimplência de R$ 39,4 mil em royalties.

Quintero também seguiria utilizando, de maneira irregular, a marca, a identidade visual e a estrutura da franquia mesmo após o encerramento do contrato, em agosto de 2025, além de continuar comercializando produtos oficiais do Corinthians.

O juiz determinou a realização de perícia técnica para apurar se a loja foi efetivamente descaracterizada ou se ainda mantém elementos associados à marca alvinegra.

O caso ganha relevância adicional porque Marcelo Souto Quintero já havia sido citado, em 2024, em denúncia publicada pelo Blog do Paulinho sobre suposto desvio de materiais esportivos enviados pela Nike ao Corinthians.

Funcionários do CT Joaquim Grava relataram suspeitas de que produtos destinados ao clube estariam sendo revendidos em estabelecimento ligado ao empresário.

Posteriormente, auditorias internas do Corinthians apontaram graves falhas no controle de materiais esportivos, incluindo desaparecimento de produtos, ausência de inventário e inconsistências em estoques e notas fiscais.

Entre os citados nas apurações está Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians na gestão Augusto Melo — grupo ao qual Quintero era ligado — e também integrante da administração de Osmar Stabile.

Marcelo Quintero e Augusto Melo
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