A entrevista vazia do Presidente do Corinthians

Ontem, diante da repercussão do escândalo envolvendo a contratação de uma empresa de fachada, aberta em nome de um amigo próximo, para receber mais de R$ 600 mil dos cofres do Corinthians sob o pretexto de prestação de serviços de segurança, o presidente Osmar Stabile simulou um ambiente transparente de entrevista.
Os questionadores foram pré-selecionados.
Participaram apenas jornalistas simpáticos à gestão ou, quando muito, sem perfil para formular perguntas embaraçosas.
E foi exatamente o que ocorreu.
Stabile enrolou, nada explicou e, aparentemente, mentiu ao afirmar que apenas determinou ao amigo que resolvesse o problema da segurança, sem saber, porém, de que forma isso teria sido feito.
Ainda que fosse verdade, a declaração revelaria incompetência e descaso com as contas e a imagem do clube.
Se outros jornalistas estivessem presentes — principalmente os de portais responsáveis pelas denúncias —, diversas inconsistências teriam sido questionadas, entre elas a razão de o sujeito que, segundo Stabile, criou o CNPJ fajuto às suas costas continuar, apesar disso, empregado no clube.
