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Seria mais fácil Rogério Ceni “demitir” Leco do que o contrário

No ano passado, em meio a duro período eleitoral, Leco não pensou duas vezes e aproveitou-se do “Mito” Rogério Ceni, queimando etapas óbvias de preparação para, de maneira irresponsável, alça-lo à treinador do São Paulo.

Esqueceu-se, porém, talvez porque não se tratava do objetivo principal, de fornecer-lhe condições mínimas de trabalho.

Ceni, um iniciante, pegou nas mãos um clube que, dos últimos 32 torneios disputados, desde 2008, venceu apenas a insignificante Copa Sul-Americana (2012), constatação absoluta de fracasso administrativo.

Diante da evidente dificuldade, o treinador, que já não tinha à disposição grupo de jogadores qualificados, tem assistido, resignado, a desmanches orquestrados pela diretoria, que, diferentemente do que é discursado, beneficiam mais a terceiros do que resolvem os problemas financeiros do Tricolor.

É obvio que Ceni tem parcela substancial de culpa pela incapacidade, ainda, de tirar da “pedra” quantidade substancial de “leite” que treinadores com mais rodagem na profissão (por conta de terem subido degraus com parcimônia), caso de Fábio Carille, do Corinthians, fazem com notável competência.

Em seu inegável amor pelo São Paulo, o “Mito” aceitou enfrentar Leões sem armadura, fazendo indireto papel de “santinho” político da cartolagem, quando deveria, até pelo prestígio que possui no clube, ter negado a oferta de emprego, sabedor de que, quando estivesse preparado, bastaria um aceno para que seu desejo de assumir a gestão técnica Tricolor fosse atendido.

O torcedor do clube, atento cada vez mais às mídias sociais, ao menos parece estar entendendo a situação, e tem cobrado muito mais os dirigentes do que a Rogério Ceni, que, dentro de suas limitações, tem se esforçado para dar ao clube, mesmo claramente prejudicado pelas negociatas recentes, a melhor das situações.

Demiti-lo sem contextualizar o caos que lhe fora repassado é dar aval aos que destroem o São Paulo desde 2008.

Pelo que se observa nas recentes manifestações, se possível fosse, seria mais fácil (e justo), com enorme apoio popular, Rogério Ceni dar “cartão vermelho” a Leco e seus parasitas do que o contrário.

Talvez fosse a melhor solução: Ceni na presidência, indicando treinador mais bem preparado, trabalhando pelo bem do clube de seu coração, unindo profissionalismo à utopia, com risco menor de ver arranhada imagem conquistada a duras penas durante décadas de respeito à camisa Tricolor.

EM TEMPO: para abafar manifestações contrárias à sua gestão, Leco renovou ontem, à contragosto, o contrato de Lugano, ídolo do clube, tratando de realizar, ele próprio, a devida propaganda do “feito” em mídia social.

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