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Corinthians abre mão de receber R$ 4,5 milhões por Petros para ajudar Fernando Garcia

Leco e Roberto “da Nova” Andrade

Em 2015, o Corinthians negociou 50% do jogador Petros ao Betis, da Espanha, por R$ 5,2 milhões, após pressão do empresário Fernando Garcia, irmão do conselheiro alvinegro Paulo Garcia, dono da Kalunga.

Permaneceu com 50%, que deveriam remunerá-lo em transação futura.

Porém, dos R$ 5,2 milhões pela metade do atleta, o Betis transferiu apenas R$ 2,1 milhões ao clube, destinando R$ 3,1 milhões ao Penapolense, “barriga de aluguel” dos referidos agentes de jogadores.

A explicação era a de que o Corinthians devia R$ 6 milhões em empréstimos ao empresário.

Por conta disso, além de pagar o montante descrito, dos outros 50% restantes, o Timão cedeu mais 25%, tomando como base o valor da venda, mais R$ 2,6 milhões.

Ou seja, se 100% perfaziam R$ 10,4 milhões, destes valores, R$ 8,3 milhões remuneraram (entre dinheiro e direitos econômicos) a família Garcia.

No balanço patrimonial alvinegro, de 2016, existe a comprovação dos valores pagos pelo Betis ao clube:

Ontem, o São Paulo Futebol Clube anunciou a contratação de 50% de Petros, junto ao Betis, por R$ 9 milhões, que somente poderia ser concretizada com anuência do Corinthians, que teria a oportunidade de negociar seus 25% (obrigatórios pelo acordo firmado com os espanhóis), equivalentes, neste negócio, a R$ 4,5 milhões.

Não aconteceu.

Em reunião, com a presença de dos presidentes do alvinegro e do Tricolor, Roberto Andrade e Leco, além do diretor de futebol do Timão, Flavio Adauto (indicado ao cargo por Paulo Garcia) e Fernando Garcia (dono dos outros 25%), o Corinthians, oficialmente, abriu mão de vender, de imediato, seu percentual, facilitando a vida não apenas do agente, mas também do adversário, a quem reforçou ainda para esta disputa de Brasileirão.

Ou seja, enquanto o Betis livrou-se de um problema que completou 28 anos há cerca de um mês, e que ocupava o banco de reservas da agremiação, portanto sem mercado futuro na Europa, os dirigentes do clube de Parque São Jorge, que, convenhamos, não tratam-se de inocentes, não quiseram negociar, nem que fosse para reduzir o valor (consequentemente o prejuízo), ainda mais levando-se em consideração a caótica situação das finanças alvinegras.

Para receber seus 25% o Corinthians precisará, desde já, torcer pelo sucesso do jogador na equipe rival.

Fernando Garcia, dono dos outros 25%, não abriu mão dos 10% sobre os R$ 9 milhões, e receberá, permanecendo com seu percentual, quase R$ 1 milhão.

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