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Demora, mas podres da cartolagem do futebol surgem às carradas

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

Porque o jornal alemão “Bild” teve acesso a trechos do relatório que a Fifa quis esconder sobre corrupção no futebol mundial a própria entidade resolveu disponibilizá-lo. Tardou, mas não falhou.

O relatório do ex-membro do FBI, Michel Garcia, contratado pela Fifa para fazê-lo, e que renunciou ao constatar que a transnacional do futebol, e da corrupção, não tomaria as providências devidas diante do que descobrira, mostra como o Qatar comprou votos para sediar a Copa do Mundo de 2022 tendo, entre outros, nosso incorrigível Ricardo Teixeira como protagonista.

Não há nada de novo sob o sol, o melhor veneno contra vermes.

Até o misterioso depósito, cerca de R$ 3 milhões à época, feito na conta de sua filha, então com 10 anos, aparece em letra de forma, como já havia aparecido aqui nesta Folha, em fevereiro de 2012.
Sim, mais de cinco anos atrás!

Nestas alturas do campeonato, o “relatório Garcia” ficou velho e apenas comprova o que inúmeros repórteres, aqui e pelo mundo afora, vêm publicando não é de hoje.
Não espanta que a Fifa tenha tentado escondê-lo.

Espanta, apenas, que as autoridades brasileiras permaneçam cegas, surdas e mudas diante de tudo que, há anos, se publica sobre Teixeira e suas estripulias.

Alguém dirá, com razão, que mais espantosa é a permanência de Michel Temer como presidente da República, mas, reconheçamos, o caso dele é recente.

Resta saber se é verdade mesmo que “não há lugar mais seguro que o Brasil, segundo Teixeira disse ao repórter Sérgio Rangel, ou se apenas estamos diante de um novo tiro no próprio pé do cartola –como os que ele deu quando entrevistado por Daniela Pinheiro, na revista “Piauí”, pouco antes de ter de renunciar à CBF e à Fifa.

Quem souber ganha o direito de conversar com Temer nos porões do Jaburu. Sem gravador.

PACAEMBU PREOCUPA

A Associação Viva Pacaembu está cada vez mais preocupada com o destino do estádio, construído com dinheiro público para prática de esportes, porque uma das empresas que busca se habilitar como concessionária é a Arena, que representaria a multinacional de entretenimento AEG.

A Arena é do arquiteto Carlos de La Corte, membro do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo no Brasil, de triste memória para os cofres públicos.

A ideia é transformar o estádio em local de shows, com hotel, shopping center, restaurantes e cinemas.

Segundo disse o representante da prefeitura,em audiência pública, não há previsão de por quantos anos será a concessão porque dependerá do dinheiro gasto para amortizar a alegada dívida atual do estádio.

Segundo a Viva Pacaembu, disposta a provar que o estádio não é deficitário, está em curso mais uma privatização disfarçada em que o interesse público é relegado ao último lugar, o que a prefeitura nega.

Lembremos que o estádio é patrimônio histórico da cidade e do Estado, tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). Mas o Maracanã também era e apesar disso acabou descaracterizado pelo Comitê Organizador da Copa de 2014.

O Pacaembu não pode virar elefante branco. Nem mamata

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