Vice-presidente do Corinthians ignora torcedor comum e propõe “parceria” com “organizadas”
“Temos que transformar as torcidas organizadas em parceiras de seus respectivos clubes.”
Em tempos de valorização dos planos de sócios-torcedores, cada vez mais importantes, economicamente, para os clubes, da transformação de estádios caindo aos pedaços em modernas, rentáveis e confortáveis Arenas, além do combate incessante da sociedade contra a violência nos estádios, os dirigentes do Corinthians parecem viver outra realidade.
De cara, obedecendo a facção criminosa “Gaviões da Fiel”, retiraram as cadeiras (que ainda nem foram pagas) de um setor inteiro do “Fielzão”, privilegiando um grupo específico em detrimento dos que realmente proporcionam lucro ao clube.
Sim, porque as tratadas como “organizadas”, que tem em sua cúpula membros do PCC e demais excrescências, servem apenas como entreposto de desvio de recursos em esquema de ingressos subtraídos pelos próprios dirigentes, central de arrecadação de votos de otários para políticos indicados, exército para defesa de corruptos e corruptores, entre outras “finalidades”, utilizando-se do nome e símbolos do clube sem contrapartida, a não ser a de ligar a agremiação a atos de vandalismo, banditismo, etc.
Enquanto isso, os demais torcedores, os ditos “comuns”, que representam mais de 80% da lotação em todos os jogos, pagam fortunas pelos ingressos adquiridos, associam-se ao “Fiel Torcedor”, chegam a adquirir entradas mesmo quando não comparecem aos estádios, compram produtos do clube, consomem nos estádios, são ignorados, desfavorecidos em relação àqueles que, em meio a indecência explícita, até cargo de diretoria conseguem no Parque São Jorge.
Hoje, explicitando a promiscuidade entre a direção do Corinthians e as “organizadas”, o vice-presidente André Negão (que é quem de fato dá as cartas (ou paga o que está escrito) entre os diretores “formais” da nova gestão), através de mídia social, fez uma declaração de amor aos criminosos das arquibancadas, além de se oferecer como porta-voz do Corinthians para aproximação e “parceria”, que já existe, mas, pelo que se observa, seria agora formalizada.
Destacamos os trechos principais:
Na condição de vice-presidente do Corinthians, pensei em abrir um diálogo com todas as organizadas, no sentido de discutirmos juntos uma forma de trazer de volta as grandes e maravilhosas festas que as nossas torcidas sempre promoveram nas arquibancadas do Brasil.
Sou defensor das torcidas que fazem uma linda festa nos estádios, e sei da importância que elas representam para os clubes brasileiros, no caso do Corinthians, para os seus quase 33 milhões de torcedores, que curtem e admiram as festas que os fiéis proporcionam nas arquibancadas do Brasil e do mundo.
É inconcebível que as torcidas do bem sejam perseguidas ao ponto de não ter o direito de promover a função que cabe a elas, ou seja, o direito de torcer!
(…) transformar as torcidas organizadas em marginais e afins, de fato, não é o caminho certo, e a história está mostrando isso para os amantes do futebol.
Temos que transformar as torcidas organizadas em parceiras de seus respectivos clubes, promovendo e apoiando em conjunto toda iniciativa positiva idealizada pelas mesmas, ou seja, transformá-las uma parte do evento do futebolístico.
ALO (Andre Luiz de Oliveira – André Negão) quer a volta das festas nas arquibancadas do Brasil, feitas pelas torcidas organizadas, me coloco à disposição para ser o porta-voz do Corinthians nesse assunto, se necessário for.


