Depoimento de Tuma Junior ao MP-SP no caso do desvio de uniformes do Corinthians (com vídeo)

Ontem, o Blog do Paulinho divulgou os depoimentos de Marcelo Munhoes, diretor de TI, e de Fábio Soares, então diretor administrativo, ao MP-SP, no âmbito das investigações sobre o desvio de materiais esportivos do Corinthians, que resultaram no indiciamento do vice-presidente Armando Mendonça por furto qualificado, apropriação indébita e coação.

Hoje, traremos a oitiva de Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo.

Selecionamos os 21 minutos mais importantes dos 28 minutos totais do depoimento.

Neles, Tuma acusa o presidente Osmar Stabile de tentar obstruir as apurações internas, confirma todas as acusações feitas por Munhoes, revela que somente um processo de impeachment poderia ser utilizado para apurar as denúncias contra Armando Mendonça e afirma que esse procedimento já estava encaminhado na Comissão de Ética, presidida por Leonardo Pantaleão.

Pela primeira vez, surge a informação de que, durante o período de boa relação entre ambos, o presidente do Corinthians incumbiu o presidente do Conselho Deliberativo de participar das negociações com Nike e Adidas, que disputavam o fornecimento de material esportivo do clube.

A empresa americana saiu vencedora.

Tuma também confirma que Ricardo Okabe, antigo aliado de Stabile, embora oficialmente contratado para gerir a Arena de Itaquera, atua, na prática, como uma espécie de CEO informal do Corinthians.

Por fim, relata que um faxineiro do clube foi flagrado vendendo parte dos materiais desviados e que, apesar de ter sido demitido, não foi dispensado por justa causa nem houve registro de Boletim de Ocorrência.

Na avaliação do ex-delegado, isso teria ocorrido por receio de que outros envolvidos fossem delatados.

Um mar de lama.


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