Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

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Não se pode esperar muito de pessoas que vivem de futebol, carnaval e televisão. Que dirá de um país.

Renilmar Fernandes

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Copa do Mundo 2014      

Quinta Feira: 12/06

Brasil 3 x 1 Croácia

Árbitro: Yuichi Nishimura (JAP)

Assistente 01: Toru Sagara (JAP)

Assistente 02: Toshiyuki Nagi (JAP)

Item Técnico

Prejudicou e muito a equipe da Croácia por ter marcado penalidade máxima favorável a equipe brasileira,

– no momento que Fred se lançou ao solo, quando da disputa normal pela bola, com seu oponente Lovren;

– Neymar bateu e desempatou: Brasil 2 x 1

Acertou

Quanto à marcação da falta sofrida por Julio Cesar próxima do final da partida, entendi que foi correta; explico:

– Julio Cesar subiu objetivando alcançar a pelota, no mesmo instante, um dos oponentes sobe e desloca goleiro brasileiro;

– neste momento ocorreu a falta, vez que: apesar de facultar o tranco legal no goleiro,

– desde, que, não esteja no alto, se estiver; à regra determina: Lance faltoso

Item Disciplinar

Nos primeiros minutos da contenda o árbitro marcou a falta cometida por Neymar;

– no entanto errou por não o ter expulsado; explico:

– Neymar olhou pro oponente, subiu com o braço aberto e, maldosamente, deu a cotovelada que originou a falta

Conclusão

Arbitragem caseira

Sexta Feira: 13/06

México 1 x 0 Camarões

Árbitro: Wilmar Roldan (COL)

Item Técnico

No transcurso da primeira etapa a equipe mexicana foi prejudicada em duas ocasiões:

1ª – no décimo segundo minuto da etapa inicial, após cruzamento efetuado pelo lado direito do ataque da equipe mexicana,

– Giovanni Santos, em posição legal, mandou a redonda pro fundo da rede; ocorre que:

– inexplicavelmente, o assistente, levantou a bandeira indicando impedimento, fato corroborado pelo árbitro

2ª – Por volta do vigésimo oitavo minuto, após escanteio cobrado do lado esquerdo do ataque mexicano,

– Giovanni Santos em posição normal, cabeceou a redonda pro fundo da rede adversária

– repetindo o erro anterior, assistente e árbitro marcaram impedimento

Concluindo

Sofrível o desempenho do árbitro e assistente 01

Espanha 1 x 5 Holanda

Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)

Item Técnico

O terceiro gol da equipe da Holanda foi erroneamente validado, vez que ocorreu falta no goleiro espanhol, por ter recebido tranco ilegal, no momento que estava elevado

Política

Manifestação Contraria a Copa 2014

Reinaldo Azevedo escreveu:

12/06/2014

E os “Green and Yellow Blocs” gritaram no Itaquerão: “Ei, Dilma, a-e-i-o-u/ ei, Dilma, a-e-i-o-u…” Presidente escapou do discurso, mas não de certo monossílabo tônico

Certamente, a televisão de vocês também registrou, embora a transmissão, ao menos a da Globo, não tenha feito nenhuma referência ao fato. Admito: é uma coisa complicada mesmo, ainda que me pareça perfeitamente possível informar: “E, agora, parte do estádio dirige palavras não muito gentis à presidente Dilma Rousseff…”. Até porque estou certo de que, tivesse o estádio explodido num grande delírio de alegria, certamente se daria destaque ao fato.

Está aí. Dilma foi premiada com um dos xingamentos prediletos do brasileiro, só perdendo para aquele que ofende a genitora. Certo monossílabo tônico, sem acento, terminado em “u” foi dirigido à presidente. Mais de uma vez, parte considerável do estádio gritou: “Ei, Dilma, a-e-i-o-u/ Ei, Dilma, a-e-i-o-u…”.

Não era o que estava no script, é certo. Nelson Rodrigues dizia que brasileiro vaia até minuto de silêncio. Pode não ser bem assim, mas é certo que políticos em ambientes esportivos nem sempre são bem-vindos. Ainda mais nos dias de hoje, quando há uma óbvia crispação nas ruas e uma indisposição meio generalizada com a lambança em órgãos oficiais.

Ainda que o governo federal houvesse cumprido todas as promessas que fez, dar a cara nos estádios seria uma operação de risco. Ocorre que não cumpriu.  Os torcedores sabiam que a presidente estava ali. Talvez tivesse sido deixada quietinha, no seu canto, não tivesse ela cedido ao mau conselho de algum aspone, que lhe sugeriu que ocupasse a Rede Nacional de Rádio e Televisão para desqualificar seus críticos, inflar os números da gestão petista e dizer algumas inverdades, como dar por concluídas obras que estão em curso.

Ficou muito claro que a população sabe distinguir muito bem o seu apreço pela Seleção Brasileira da exploração política mesquinha que o governo e o petismo tentaram fazer. Não só sabe distinguir como repudia as tentativas de governantes de se apropriar do que, obviamente, não lhes pertence.

O versinho dispensado a Dilma não é de bom gosto, mas é bom deixar claro que os que protestaram no estádio têm natureza muito distinta dos “Black blocs”. Os “Green and Yellow Blocs” não querem destruir nada, não querem quebrar nada, não querem bater em ninguém. Estão cansados desse governo e de Dilma Rousseff. E, tudo indica, acham que é hora de mudar. Se vai acontecer ou não, aí veremos.

Finalizando

“Responder à ofensa com ofensa é lavar a lama com a lama”

Juan Vives

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Chega de Mentiras, de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-13/06/2014

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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