Patrocínio do Banco do Brasil ao estádio do Palmeiras é dissimulação para quitar dívida da WTorre
Há dois dias, divulgou-se pela mídia, com grande alarde, que o Banco do Brasil é o novo patrocinador da Arena Palestra.
De R$ 3 milhões a R$ 6 milhões anuais seria o montante inserido no acordo.
Trata-se, na verdade, de um embuste.
É de conhecimento do leitor deste espaço, que a construção da Arena não envolveu valores retirados do caixa da construtora, mas, de maneira integral, socorreu-se de empréstimos tomados junto a instituições financeiras e emissões de debentures.
Ou seja, a WTorre intermediou, apostando que a lucratividade do espaço seria suficiente para bancar o empreendimento.
O Banco do Brasil empregou na obra mais de R$ 200 milhões e não se tem notícia, até porque não aconteceu, da quitação do montante.
Torna-se evidente, portanto, o objetivo do alardeado patrocínio.
Ou alguém acredita que um credor de quantia tão grande pagaria para ter seu nome divulgado num estádio que, em tese, bancou ?
A grande dúvida, porém, é de que o Palmeiras, por contrato, tem direito a receber 5% do suposto “patrocínio”, à vista, independentemente do que ficar acordado entre construtora e instituição financeira.
Receberá ? Cobrará ? Eis a questão.

