Coluna do Fiori

fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

O Brasil tem samba, carnaval e futebol. E o que mais tem? CORRUPÇÃO.

Aldemar Marques Marinho

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Lei de Responsabilidade Fiscal no Esporte

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Em meu entender antes de liberar a Medida Provisória que parcela a divida dos clubes, a vida dos dirigentes que compuseram e compõem as diretorias que administraram e administram a CBF, federações e clubes, nos últimos 50 anos, deveria passar por minuciosa investigação, fizessem isso, tenho convicção que encontrariam coisas do arco da velha.

Não nos esqueçamos que ouvíamos e ouvimos dos dirigentes que são abnegados; com estas palavras, especificaram que não auferiram e não levam nenhum tipo de proveito direto ou indireto; salário, percentuais quando da contratação de obras, assim como, na compra ou venda de atletas. Como exemplo destas cascatas:

A ascensão desproporcional do patrimônio material e financeiro do falecido ex-presidente da FPF José Eduardo Farah, que nada tinha antes de ser admitido na diretoria da FPF quando da administração do execrável José Maria Marin, de quem foi sucessor

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Décima Rodada da Série A1 do Paulistão -2015

Sábado 14/03

Corinthians 0 x 0 Red Bull

Árbitro: Luiz Vanderlei Martinucho

Item Técnico/Disciplinar

Profundamente triste; explico:

Mal colocado na maioria das vezes, principalmente, no momento que Emerson Sheik, atacante corintiano, tendo a posse da redonda

– correu em direção a meta oponente, ao perceber que o árbitro estava na sua frente Emerson Sheik não vacilou; de pronto, usando

– da malandragem, esticou os braços, com a palma das mãos empurrou e conseguiu derrubar o árbitro Luiz Vanderlei Martinucho,

– que, demonstrando ser um dos praticantes do repugnante politicamente correto, ou então, ser desconhecedor das leis do jogo,

– deixou o jogo correr, quando, na verdade, deveria ter paralisado a contenta e, no mínimo, advertir Emerson Sheik com cartão

– amarelo; seqüencialmente, reiniciar a partida com tiro livre indireto a favor da equipe do Red Bull

Em Tempo:

Em passado recente, quando de fatos idênticos, o árbitro deveria paralisar a contenda e adotar medidas disciplinares;

– na seqüência, reiniciar com bola ao chão

Marília 1 x 4 Santos

Árbitro: Adriano de Assis Miranda

Itens técnico/disciplinar

Aceitável

Domingo 15/03

Ponte Preta 1 x 2 São Paulo

Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro

Pouquíssimas falhas, no todo; trabalho normal

Copa Libertadores

Terça Feira 17/03

Danúbio FC (URU) 1 x 2 Corinthians

Árbitro: Julio Bascuñán Gonzáles (FIFA-CHL)

Item Técnico

Como principal; não ter marcado a penalidade máxima a favor do Corinthians no momento que Guerreiro teve o braço esquerdo

– puxado por um dos oponentes

Item Disciplinar

Muito papo, pouca ação; concluindo: Não gostei

Quarta Feira 18/03

São Paulo 1 x 0 Clube Atlético San Lourenzo de Almagro (ARG)

Árbitro: Wilmar Roldán (COL)

Árbitro Assistente 01: Humberto Claviijo (COL)

Árbitro Assistente 02: Eduardo Diaz (COL)

Erro Principal

Ter acompanhado o assistente Eduardo Diaz, que, em lance difícil, ergueu a bandeirinha, sinalizado, indevidamente, impedimento do atacante são-paulino Centurión, no momento que chutou a redonda pro fundo da rede adversária

Política

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O governo perdeu a bandeira

No nível do simbólico, o interesse nacional parece, assim, mais defendido pelos manifestantes; a bandeira vermelha sugere ideais de outra natureza

Na atual safra de manifestações, o governo perdeu a bandeira brasileira empunhada nos grandes movimentos políticos, desde as Diretas Já. As cores verde e amarela foram arrebatadas pelas massas de oposição. A presidente Dilma e seu governo ficaram com o vermelho.

No nível do simbólico, o interesse nacional parece, assim, mais defendido pelos manifestantes. A bandeira vermelha sugere ideais de outra natureza. Essa redistribuição de cores pode ter conseqüência.

Em 2004, o presidente Lula deixou que implantassem a estrela vermelha do PT nos jardins do Palácio da Alvorada. Passou assim a impressão de que tentava apropriar-se, com selo próprio, de um dos edifícios símbolos da República.

Esta foi uma das maiores manifestações da História do Brasil e foi um ato de oposição. E, no entanto, a oposição partidária ficou de fora. Não mostrou identificação com os protestos, talvez porque tivesse entendido que não devesse endossar a tese do impeachment, proposta que acabou não prevalecendo. Os líderes políticos da oposição que compareceram aos atos de protesto ou não discursaram ou foram induzidos ao silêncio. Ou seja, não foi apenas o governo que foi atropelado pela mobilização. A oposição também foi. Ou toma o último vagão do comboio ou ficará definitivamente para trás. É o que tem de escolher agora.

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Verde e amarelo, cores da oposição. Crédito da foto: Daniel Teixeira/Estadão

A insistência com que gente do governo tem procurado desclassificar os protestos como coisa da burguesia ou dos derrotados nas eleições indica que o PT tem uma visão equivocada do que sejam as classes médias, as antigas e as recentemente incorporadas ao sistema social. Ainda entendem que a classe condutora da História seja o proletariado, que, no entanto, está em extinção. Em toda parte, o setor produtivo é dominado pelo setor de serviços que, no Brasil, corresponde a cerca de 70% do PIB.

Dele fazem parte as atividades de educação, saúde, transportes, turismo, comunicação, finanças, comércio, operação de informática e a maioria das profissões liberais. Importantes segmentos dos funcionários das grandes indústrias, como o pessoal da administração e os trabalhadores qualificados, nada têm a ver com o proletariado tradicional.

Dizer que os trabalhadores que atuam nessas áreas têm cabeça de proletário e agem como proletários e que o resto pensa e age como as elites é ignorar como passou a funcionar o mundo.

O governo Dilma se orgulha de ter adotado políticas que adensaram as classes médias brasileiras. Agora vêm esses porta-vozes oficiais com a argumentação de que os insatisfeitos que batem panelas e gritam slogans não passam de pequeno-burgueses massa de manobra das classes dirigentes.

Afirmar, como afirmou o desastrado ministro Miguel Rossetto, que os manifestantes de domingo foram os perdedores das últimas eleições é ignorar que a presidente Dilma não completou seu terceiro mês de governo e já ostenta recordes negativos de aprovação popular.

Como foi dito na Coluna de domingo, na coluna de domingo, essas marchas de protesto ainda estão à procura de um discurso que as unifique e de objetivos carregados com mais conseqüência do que somente a de produzir desabafos coletivos. Mas também os grandes movimentos políticos começam assim, difusos e confusos. Depois tomam rumo, ou não tomam, para o bem e para o mal

Autoria do jornalista econômico: Celso Ming

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Finalizando

“A pátria não é ninguém; são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à ideia, à palavra, à associação. A pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade”.

Rui Barbosa

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Chega de Mentiras, de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-21/03/2015

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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