O torcedor do Palmeiras tem direito de pedir, Abel!

Ontem, logo após a derrota do Palmeiras para o Furacão, o treinador Abel Ferreira, como de hábito, praticou o ‘choro’, usual também em sua frequente aproximação com a arbitragem:
“Não me peçam para ser campeão jogando fora de casa”
O desabafo se deu pelo fato do Verdão estar jogando em Barueri, não na Arena Palestra.
Algum desavisado acharia que Athletico/PR jogou em seu estádio, sem precisar viajar e se hospedar em hotel de Estado diferente.
Abel Ferreira treina um clube com a segunda maior arrecadação do país e com elenco superior à maioria dos adversários, o que, por óbvio, obriga-o a se adaptar a circunstâncias diversas, principalmente as que envolvem duas equipes jogando num mesmo gramado em dimensões oficiais.
O torcedor do Palmeiras, diante desta obviedade, tem o direito, mais do que pedir, de exigir um time bem treinado, que esteja em condições de disputar o campeonato.
Abel recebe ótima remuneração para encontrar soluções sem a necessidade de se escorar na vantagem de jogar em grama artificial diante dos que treinam em relvado natural.
Ontem, nem essa desculpa serviria, levando-se em consideração que o Furacão atua, dentro de casa, em piso semelhante ao do Palmeiras.
