Emirates, a dívida do Corinthians e a candidata que inventa

Não bastassem as lorotas contadas em diversas entrevistas concedidas a podcasts, que integram sua pré-campanha à presidência do Corinthians — bancada pelo grupo que tenta implementar a SAFIEL em Parque São Jorge —, nas quais relativiza sua condenação por improbidade administrativa relacionada a um esquema envolvendo a empresa Transportes Urbanos Cidade Tiradentes (TUCT) e a SPTrans, a ex-vereadora Miriam Athiê decidiu seguir pelo mesmo caminho ao criticar os últimos gestores alvinegros.
Os documentos, incluindo movimentações judiciais que a apontam como beneficiária de propina, podem ser relembrados na postagem abaixo:
Lobista da SAFIEL foi condenada por embolsar propina (com documento) –
A aprendiz de cartola chegou a insinuar que poderia ter quitado a dívida do Corinthians ao intermediar um suposto acordo com a Emirates, deixando a entender, inclusive, proximidade com o xeique Ahmed bin Saeed Al Maktoum.
Após virar chacota, minimizou o episódio, alegando ter participado apenas de um breve contato entre as partes.
Se as mentiras são evidentes, as verdades nem tanto.
Entre elas está o fato de que Athiê, até outro dia, participava de maneira oculta, mas absolutamente ativa, das gestões Augusto Melo e Osmar Stabile, sendo uma das principais articuladoras de campanhas, pedindo favores, obtendo cargos e intermediando negócios.
Um dos beneficiados por Miriam segue contratado pelo clube e atende pelo sugestivo apelido de “Kiko Mão Leve”.
Urgem mudanças na gestão e, principalmente, na forma de escolha dos candidatos à presidência do Corinthians.
Mas o desespero não pode servir de justificativa para entregar o clube às mãos desse tipo de gente.
Athiê, originaria do submundo da política malufista, é uma versão mais perigosa do que foi André ‘do Bilhão’.
Se as eleições alvinegras tivessem sido decididas pelo Fiel Torcedor — sistema que apoiamos —, ele provavelmente teria vencido, o que reitera não apenas a necessidade de responsabilidade por parte dos comunicadores — que exaltavam todas as lorotas do golpista —, como também a de maior atenção dos corinthianos àqueles que surgem como potenciais “salvadores da pátria”.
