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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Há casos em que um conselho pode ser tanto bom quanto mau – dependerá dos acontecimentos”

Jane Austen – foi uma proeminente escritora inglesa

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Tutor de árbitros

Como sempre os iluminados dirigentes da CA-FPF criam cargos para que possam faturar uns trocos, afora o salário. Desta feita implantaram a atividade que tem como principal, estar na lateral do campo de jogo, acompanhar a movimentação e aplicabilidade das leis do jogo

Papagaio

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Avaliando a entrevista do árbitro Thiago Duarte Peixoto após a contenda Corinthians x Palmeiras, comentada logo abaixo; cheguei ao concluso, que suas palavras foram influídas pelo tal Tutor. Fosse ao meu tempo, não daria autorização para que figurinhas deste naipe entrassem no vestiário, se insistissem, tenham absoluta certeza! O caldo tornaria

Findando

Por estas e outras reforço meu pedido para que tenhamos uma Operação Lava Jato na administração da CBF, federações e clubes; havendo! Com certeza a podridão surgirá e poucos (se existir), serão salvos

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4ª Rodada da Série A 1 do Paulistão – 2017

Sábado 18/02

Audax 0 x 1 Corinthians

Árbitro: Jose Claudio Rocha Filho

Item Técnico

Aceitável, vez que foi uma contenda fraquíssima, sem emoções, logo, nada exigiu dos representantes das leis do jogo

Item Disciplinar

Como principal a vergonhosa omissão por não ter expulsado o atleta Rafael Oliveira, defensor do Audax, que, na sua frente, deu um sopapo no rosto do corintiano Gabriel

Domingo 19/02

Linense 0 x 4 Palmeiras

Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira

Item Técnico

Dois ou três impedimentos erroneamente sinalizados por seus assistentes ; no todo pouco exigido

Item Disciplinar

Com toda bagagem por anos de atividade, se deixou levar por excessos de simulações do goleiro da equipe do Linense, sem lhe advertir com o cartão amarelo

5ª Rodada – Terça Feira 21/02

São Paulo 3 x 2 São Bento

Árbitro: Vinicius Furlan

Item Técnico

Acertou por ter marcado a penalidade máxima cometida por Pitty, defensor da equipe visitante por ter segurado o ombro do oponente. Falta penal cobrada por Cuevas, convertida no tento da vitória da equipe da casa

Item Disciplinar

Aceitável

Quarta Feira 22/02

Corinthians 1 x 0 Palmeiras

Árbitro: Thiago Duarte Peixoto

Assistente 01: Emerson Augusto de Carvalho

Assistente 02: Marcelo Carvalho Van Gasse

Quarto Árbitro: Alessandro Darcie

Item Técnico

Algumas inversões e não marcação de faltas, no todo deste item não ocorreram lances de realce; jogo fraquinho

Item Disciplinar

Ai o bicho pegou feio

1ª Etapa

Nos primeiros Vinte minutos da contenda ocorreram algumas faltas, duas delas violentíssimas; uma de um dos defensores do Palmeiras, outra e mais violenta cometida por Gabriel, defensor corintiano, marcada, porém, sem advertência com o amarelo

Cartões

Advertiu com amarelos dois palmeirenses e um corintiano, sendo que: Próximo ao fim desta fase, inexplicavelmente, mostrou o segundo amarelo para Gabriel, seguido do também injusto cartão vermelho

2ª Etapa

Um corintiano e três palmeirenses foram contemplados com cartão amarelo, próximo ao término da contenda, deixou de expulsar o defensor palmeirense Vitor Hugo, que, na sua frente, na área defensiva da equipe corintiana, na cara dura, agrediu um dos oponentes

Ocorrência

Ficaram feios os fatos ocorridos pós-injusta expulsão do corintiano Gabriel, no ato, maioria dos defensores corintianos foram pra cima do árbitro dedo em riste, falando um monte, certamente não foram palavras ditas com carinho. Né não?

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Politica

Depois do carnaval

1

Está mais do que na hora de tornar públicos os depoimentos dos 77 delatores da Odebrecht

O escritor Vargas Llosa disse que a Odebrecht merece um monumento por ter revelado o mecanismo de corrupção no continente. Naturalmente, referia-se ao modo de operar da empresa. A Odebrecht, na verdade, revelou o mecanismo da corrupção, apesar dela.

A primeira etapa foi de negação. Marcelo Odebrecht recusava-se a colaborar e orientava uma agressiva tática de defesa. Funcionários da Odebrecht foram enviados ao exterior para desfazer pistas, sobretudo na Suíça.

De fato, o mecanismo da Odebrecht é monumental, incluindo o uso de um banco, de cervejarias e inúmeras outras empresas que cobriam sua identidade. Mas a empreiteira só decidiu mesmo revelar toda a trama, até a internacional, quando foi descoberto o seu setor de operações estruturadas, que articulava esse imenso e sofisticado laranjal.

O mérito real da revelação do mecanismo que unificou quase todos os governos do continente na mesma teia de corrupção é da Operação Lava Jato. Graças ao trabalho e à competência da equipe de investigadores, todos os sistemas políticos ligados à Odebrecht foram sacudidos e, em algum nível, terão de se renovar.

A Lava Jato tornou-se uma grande ajuda à imagem do Brasil. Em muitos países onde se debate o tema, é citada como o exemplo de uma investigação bem-sucedida.

Há outros ângulos desse esquema de corrupção que atingem a imagem do País. No Peru, por exemplo, foram bloqueados R$ 191 milhões de oito empresas brasileiras ligadas à Lava Jato.

Empresas brasileiras, assim no plural, aparecem nos títulos das notícias. O problema é que o Brasil tem mais de 400 empresas operando no exterior. É importante que não sejam chamuscadas, assim como é importante uma reflexão sobre como evitar que o próprio brasileiro não seja visto com suspeição.

O melhor para isso, creio, é avançar com a Lava Jato. O passo mais importante é levantar o sigilo dos 77 depoimentos de dirigentes da Odebrecht. Afinal, o que eles realmente revelam sobre o gigantesco esquema de corrupção?

É sempre possível argumentar que o sigilo favorece as investigações. Mas minha tese é que, se há um tsunami pela frente, é melhor passar logo por ele.

Espero que o sigilo prolongado não seja apenas uma visão paternalista de evitar que a crise política se aprofunde, de supor que ainda o País não está preparado.

Acrescento outro argumento: um pequeno grupo que conheça esses dados tem sempre um grande poder nas mãos. É razoável que queira torná-los públicos para evitar interpretações maliciosas sobre o prolongado silêncio.

No jornalismo costumávamos dizer que notícia é como baioneta, sentou em cima, ela espeta. Sentar em cima das delações da Odebrecht, de um fato histórico dessa dimensão continental, também pode ser dolorido.

Todas as delações com importância secundária já vieram à tona. A sensação que tenho é de estar num restaurante lento onde os garçons, de vez em quando, trazem algo para nos distrair, mas o prato principal mesmo continua no forno.

Pode ser que exista de fato uma preocupação com o processo de retomada econômica e os duros passos da jornada para recolocar o País no eixo – na verdade, uma escolha que significa apertar agora para não submergir adiante. Embora muitos contestem, acredito que o avanço das investigações e a recuperação econômica se entrelacem.

O governo tem uma diretriz de reformas necessárias e está a caminho de realizá-las. Mas o próprio governo já balizou o cenário em caso de ser atingido pela Lava Jato: quem virar réu perde o cargo. É uma norma anunciada e se for levada a efeito, creio, será recebida com a naturalidade com que se anula um gol de mão.

Supor que seja possível retardar o processo político – o tsunami envolve todo o sistema partidário – para não deter o econômico é optar por uma tática ilusória. É mais do que hora de dar a palavra aos 77 delatores da Odebrecht. Tenho vontade de começar a bater o garfo no prato vazio.

A necessidade de saber não é para contabilizar quem recebeu quanto, divertir-me com apelidos folclóricos. É a necessidade de pensar um pouco adiante, ter uma ideia de como é possível reconstruir um tecido político dilacerado.

Admiro a energia de pessoas sentadas sobre o tsunami. Mas estão sentadas também sobre o futuro do sistema político brasileiro, que depende desses dados para esboçar um mapa do caminho.

Felizmente, uma revelação dessa amplitude provoca visões diferentes. Com os dados na mesa, à disposição de todos, podem dar bons frutos.

Há um certo encanto em navegar na neblina, em improvisar ao sabor dos eventos. Mas é preciso pensar um pouco adiante, antecipar alguns passos mentalmente.

Não se trata de moldar o futuro, nem de fantasiar amanhãs que cantam. Apenas deixar esta fase de insegurança: crise, desemprego, violência crescente, distância abissal entre sistema político e sociedade.

Isso não pode dar certo. Submete a democracia brasileira a uma tensão cada vez maior. E de uma qualidade diferente do movimento das diretas. Ali estava em marcha a conquista de um direito: escolher o presidente da República.

A realidade mostrou-nos que não basta escolher um presidente pelo voto direto. É preciso construir um espaço para que se mova com decência.

A atmosfera política decaiu de tal maneira que bloqueou as saídas. É necessária uma implosão para abrir horizontes. A delação não pode ser mais uma obra inacabada que a Odebrecht contrata com o governo.

A composição polifônica precisa ser entregue ao público. Depois do carnaval, vá lá. Mas, pelo menos, no início do ano novo alternativo, que começa na Quarta-Feira de Cinzas.

Publicado no Estadão do dia 24/02 – Autor: Fernando Gabeira – é um jornalista, escritor e politico brasileiro

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-25/02/2017

Ouça abaixo os programas COLUNA DO FIORI, desta semana, que foram ao ar pela rádio Rock n’ Gol (http://rockngol.com.br)

 

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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