O título da Espanha faz bem ao futebol

A Espanha, com um padrão de jogo que agrada à maioria dos amantes do futebol, conquistou, com justiça, a Copa do Mundo de 2026.

Só não foi uma equipe perfeita porque seu futebol exuberante carecia de um grande craque no comando do ataque, o que a colocou, em diversos momentos do torneio, desnecessariamente sob o risco de não alcançar resultados compatíveis com a superioridade que demonstrava em campo.

Na final, inclusive.

Ver Espanha e França — outra seleção de futebol plástico, ofensivo e objetivo — obterem sucesso diante de equipes que, quando não burocráticas, recorrem ao antijogo, renova a esperança de que possam servir de exemplo para seleções que, ao longo dos anos, perderam sua identidade.

Principalmente a Seleção Brasileira.

Na América do Sul, apenas Colômbia e Argentina conseguem aliar futebol bem jogado à necessária adaptação ao jogo coletivo, intenso e veloz da modernidade.

Os colombianos, embora contem com menos craques, exibem, há anos, um futebol de grande qualidade.

A Argentina, por sua vez, mesmo com um elenco mais limitado, compensou as deficiências com um treinador de alto nível e a genialidade de Lionel Messi.

Sem ele à disposição nas próximas competições, precisará reestruturar seu trabalho de base para continuar competitiva.

O Brasil é quem possui o maior potencial.

Tem qualidade técnica para jogar de maneira semelhante à Espanha e dispõe de uma geração de atletas ofensivos capaz de suprir justamente a principal deficiência apresentada pela atual bicampeã mundial: a ausência de um grande definidor no comando do ataque.

Resta arregaçar as mangas e trabalhar.

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