As pedras que não sabem ser vidraças

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Por JOSÉ RENATO SATIRO SANTIAGO

Já faz pouco mais de um ano publiquei minha opinião contrária ao fato de alguns jornalistas esportivos prestarem serviços remunerados para clubes de futebol sobre os quais eles comentam opiniões em jogos e atividades de suas equipes nas várias emissoras onde atuam.

Prática mais comum do que se imagina, entendo que ela esteja recheada de conflito de interesses.

Não fiz qualquer citação de nome.

Ainda assim, um deles, um dos mais simpáticos nos veículos em que atua, me respondeu com impropérios e ofensas sobre eventual ilação feita.

Ainda que não negasse que tivesse prestado serviço remunerado a um determinado clube da capital, de seu coração, sua revolta maior parecia estar no fato de eu não ter ligado para ele, para falar sobre o assunto.

Ainda que já, em um certo passado distante, tivesse participado de um dos seus programas, não entendia a correlação feita, como se o fato de eu conhece-lo, me impedisse de emitir uma opinião sobre uma prática desprezível.

Meu estranhamento era maior ainda pelo fato de eu sequer ter citado o seu nome. Nunca mais nos falamos.

Hoje, tomei conhecimento de outra situação envolvendo um destacado jornalista.

Após escrever em sua coluna em um jornal de grande circulação em São Paulo uma opinião favorável a certo patrocinador, uma foto sua ao lado da mesma apareceu na mídia.

Sua postura?

Mandar mensagem ofendendo quem publicou a foto e sinalizando que ele deveria ter sido avisado previamente.

Jornalistas destacados com ótimos empregos, e tão pequenos, quanto as boas práticas intrínsecas que permeiam sua profissão, a ponto de pregar a censura prévia quando se tornam protagonistas de certas situações jocosas. Graças a Deus, há muitos que não são.

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