Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“A ambição é o último recurso do fracassado”

Oscar Wilde – foi um escritor, poeta e dramaturgo irlandês

————————————————————–

Conduta dos árbitros

árbitro ladrão

O árbitro deve ser o fiel representante das leis do jogo, desde minha entrada na escola de árbitros, compreendi que, por serem contumazes frequentadores das viciosas salas dos dirigentes da CBF e federações, assim como, o habito de buscar direta ou indiretamente o apoio de políticos, juízes, promotores, delegados da PC ou latinhas esculpidas da “puliça fardada” envolvidos com administração das entidades futebolísticas, maioria é sabujo e traidor

Abjeta

A participação dos componentes de todas as hierarquias do judiciário, do MP, como também, de policiais de todos os escalões na administração destas instituições, nos tempos que Eduardo José Farah presidiu a FPF, levou-me a duvidar de muitas investigações, sequencialmente, de sua absolvição na esfera jurídica. Por estes e atuais desmandos na administração da CBF, FPF e Clubes, sou convicto que é Urgente e Urgentíssimo uma operação Lava Jato no Futebol

———————————————————————–

15ª Rodada da Serie A do Brasileirão – 2016

Sábado 16/07

Santos 3 x 0 Ponte Preta

Árbitro: Marielson Alves da Silva (ASP-FIFA-BA)

Item Técnico

O primeiro gol da equipe santista surgiu após não marcação do impedimento, seguido da falta cavada por Ricardo Oliveira, com árbitro em cima do fato

Item Disciplinar

03 defensores santistas e 02 da Ponte Preta, receberam o amarelo corretamente

Domingo 17/07

Corinthians 1 x 1 São Paulo

Árbitro: Péricles Balssols Pegado Cortez (FIFA-PE)

Item Técnico

A penalidade máxima cometida por Yago, defensor corintiano no oponente Cueva, existiu; pós-cobrança, foi convertida no gol são-paulino

Item Disciplinar

Por mais uma vez; para garantir futuras escalas e conservar o nada merecido escudo FIFA, Péricles Balssols Pegado Cortez, evidenciou seu agradar aos pedidos da CA-CBF, principalmente, por ter advertido com cartão amarelo o são-paulino Cueva, quando comemorava o gol que abriu a contagem em favor de sua equipe. Durante a refrega, contestado por alguns dos litigantes, o assoprador de latinha agiu dentro do: Não sei, Não vi e Não ouvi

——————————————————————-

Politica

Foro privilegiado

Para os problemas mais complexos, o senso comum sempre inventa uma solução óbvia, plausível e absurdamente equivocada, mais ou menos como afirmou o jornalista americano H. L. Mencken no livro Prejudices, publicado em 1920. Diante do maior escândalo global de corrupção, a solução óbvia é prender já todos os políticos depravados, a começar pelos que estejam no extremo oposto do espectro político.

E a lei? Quem se importa? Off with their head! (A frase “corte a sua cabeça!”, que aparece em Shakespeare e em Lewis Carrol, remete ao estado de exceção contínuo na Inglaterra pré-Revolução Gloriosa (1689), em que à revelia da lei e do processo legal, os detratores da monarquia eram condenados sumariamente à pena de decapitação.)

Prender os corruptos sem observar o Direito vigente é corrupção. E é providência inócua, porque o Brasil consegue produzir mais corruptos que cadeias. Diante da escassez de vagas, a tentação de poupar bandidos que se alinham comigo politicamente pode ser irresistível.

Max Weber subordinou a eficiência de qualquer sistema político a seu grau de legitimação social. Já a eficiência econômica seria função da racionalização dos processos produtivos. Só teriam completado a transição para a modernidade os países que experimentaram uma convergência simbiótica entre o estado da arte na política e o estado da arte na economia.

O eixo que sincroniza as engrenagens da democracia e as do capitalismo é o artifício da lei. A ordem política estruturada por norma jurídica criada pelos próprios destinatários produziria coesão social sem paralelo na História moderna.

Com a emergência do Estado de Direito, a lei conquistou a dignidade necessária para estabilizar expectativas e desembaraçar o funcionamento do contrato. A ponte entre a racionalidade política e a econômica se completou.

Essa transição para a modernidade ainda está pendente no Brasil. Aqui é desacreditada a ficção democrática de que a lei é ato da sociedade, porque a norma jurídica opera com sinal trocado, a perpetuar privilégios.

A lei genuína é em si mesma aniquiladora de vantagens subjetivas, pois só consegue operar de maneira impessoal. Qualquer conduta perturbadora da coesão social é punida com o mesmo rigor, qualquer que seja a posição de classe do agente.

Essa neutralidade da lei é absolutamente necessária ao capitalismo, avesso a qualquer retribuição desvinculada da eficiência econômica. A democracia e a economia de mercado nisso se retroalimentam.

A esta altura do argumento já deve estar clara e distinta a absoluta incompatibilidade do malsinado foro por prerrogativa de função com a democracia e o capitalismo. O privilégio de jurisdição encastelado na nossa Constituição cidadã só tem hoje uma utilidade: escancarar a natureza oligárquica do nosso sistema político, perfeitamente engrenado com nossa economia mercantilista-estamental.

O foro privilegiado não é um corpo estranho na República brasileira. Tem equivalentes funcionais por toda parte: o preconceito racial, privilégio inato do branco; o preconceito de gênero, o outro lado da moeda da hegemonia heteromasculina; incentivos creditícios e fiscais para financiadores da política, imunidade anticoncorrencial.

Se a luta do brasileiro é contra o privilégio não é de esperar (O privilégio de jurisdição escancara a natureza oligárquica do nosso sistema jurídico) grande coisa do Judiciário, do Ministério Público e de outras castas de servidores estatais.

Talvez não seja bom negócio para o desenvolvimento institucional da República o simples rodízio de elites, a troca de oligarcas eleitos por oligarcas vitalícios. Mas por onde começar a cruzada nacional contra toda sorte de privilégios?

Muito simples: basta, como se fez na Revolução Americana (1775-1783), remover a mais patente trava à neutralidade do enforcement da lei. Os fundadores dos Estados Unidos compreenderam bem que a República implica objetividade impessoal na formulação e na aplicação da lei. Por isso estabeleceram o rule of law, que pressupõe absoluta objetividade no enforcement da lei. De que adianta produzir leis equitativas e aplicá-las escalonadas?

Por grave mal-entendido, a “revolução” que proclamou a República no Brasil assimilou da experiência americana dispositivo constitucional que extinguia todos os privilégios. Com o passar do tempo, porém, muitos desses privilégios, que não tomaram conhecimento da lei, foram repristinados. O foro privilegiado, perseguido na França, na Itália e até em Portugal, apareceu desavergonhado, à contramão da História, na Constituição cidadã de 1988.

Lei assinada pelo então presidente Fernando Collor, em 1992, estabeleceu no Brasil a jurisdição universal para crimes de improbidade. No governo Fernando Henrique, alterou-se o Código Penal para anular esse avanço, mas em decisão corajosa o Supremo Tribunal Federal impediu a manobra.

Como não existe privilégio de foro para crimes de improbidade, não faz sentido mantê-lo para crimes comuns. O máximo que se poderia admitir é que, no caso do presidente da República, o processamento de ação por crime de responsabilidade ou por crime comum no curso do mandado dependesse de autorização da Câmara dos Deputados.

O pensador francês Alexis de Tocqueville, que viajou pelos Estados Unidos na primeira metade do século 19, ficou muito bem impressionado com a jovem democracia americana. Criticou, porém, o risco de o senso comum impor ao sistema político seus pitacos óbvios, plausíveis e absurdamente equivocados.

Hoje podemos até aplaudir os excessos da Operação Lava Jato, ainda mais quando enviesados politicamente, pois para os nossos amigos, tudo; para os nossos inimigos, o rigor da lei. Amanhã, todavia, podemos concluir que essas transgressões, por motivos ululantes, postergam a reforma mais efetiva demandada pelo sistema político: a revogação pura e simples do foro privilegiado

Publicado no Estadão. Autor: Edvaldo Fernandes – Professor de graduação e pós-graduação em direito no centro universitário de Brasília

——————————————————————

Delinquência

No dia 06/07/2014, pouco antes das eleições, enviei e-mail para o gabinete do então senador Eduardo Matarazzo Suplicy, em quem votei nas vezes anteriores, expondo uma série de fatos que me levaram a decepção quanto sua conduta no exercício do mandato.

Publicado

O completo do e-mail foi publicado neste espaço, no dia 07/08/2014, dentre os itens abordados, citei o desprezo dado por ele e seus consortes do famigerado direitos humanos quando da morte de policiais na defesa das leis

https://blogdopaulinho.com.br/2014/08/07/coluna-do-fiori-carta-aberta-ao-senador-eduardo-suplicy-pt/

Nada mudou

luto

O tempo passou, de lá pra hoje, muitos policiais foram mortos por bandidos “Di menó” e maior de idade, na Quinta Feira 21/07/2016, no exercício de sua função, ou seja, na defesa das leis e da sociedade; Osmar Bernardini, 50 anos, Investigador da Policia Civil do estado de São Paulo, teve sua vida ceifada, ao confrontar-se com um dos seus protegidos

Desamparo

Sim! É assim que ficaram e ficarão financeira e psicologicamente os familiares dos policias civis e fardados

—————————————————————

Finalizando

“A maior das homenagens que podemos prestar à verdade é utilizá-la”

Ralph Waldo Emerson – foi um escritor, ensaísta e filósofo norte-americano

—————————————————————-

Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP- 23/07/2016

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

Facebook Comments
Advertisements

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.