Caso Jean Chera exemplifica ganância das famílias de jovens promessas

jean chera

Ontem, após diversas tentativas de retomar o caminho perdido, o jovem Jean Chera (21 anos) decidiu abandonar o futebol, na reserva da Portuguesa Santista, em meio à disputa da 4ª divisão do campeonato paulista.

Aos 10, era tratado nas categorias de base do clube como “novo Pelé”.

A família, em vez de orientar o talento, concedendo-lhe formação adequada, estimulando bons procedimentos, decidiu sobreviver da fama precoce do garoto, acabando por prejudicar toda uma vida.

Em 2011, quando o Santos decidiu assinar o primeiro contrato profissional do jogador. o pai, Celso Chera, exigiu salários que chegariam a R$ 120 mil, além de luvas de R$ 1 milhão.

Sem dinheiro e com juízo, o Peixe não aceitou e o jogador, por ingerência de Wagner Ribeiro (outra terrível concessão da família) foi parar, sem estrutura (emocional) nem experiência para tal, no Gênoa da Itália.

Foi um desastre.

O pai continuou interferindo, e Jean retornou no mesmo ano, passando a rodar, sem sucesso, por diversos clubes nacionais.

Passou por Flamengo, Oeste, Cruzeiro, Cuiabá-MT, foi aceito, por misericórdia, pelo Santos, que colocou no time B para readaptação, emprestando-o, em sequencia, à Briosa da Baixada.

Chera é o que Lulinha (ex-Corinthians) foi e Neymar poderia ter sido, mas, por sorte, se safou.

Vítimas da ganância de familiares que, unidos a empresários do esporte, olham para os filhos como potes de ouro no final do arco-iris.

ABAIXO, REPORTAGEM DE CACO BARCELOS COM JEAN CHERA, À ÉPOCA COM OITO ANOS DE IDADE

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