Corinthians ferve na disputa pelo fim do “Chapão”

senadinho

Ontem, no Parque São Jorge, conselheiros e frequentadores do Corinthians, seja no famoso “Senadinho” ou noutras dependências alvinegras, discutiram, por horas, o fim do sistema eleitoral denominado “Chapão”.

Ficou nítido que representantes da oposição são favoráveis às mudanças, enquanto a diretoria do clube e seus seguidores, diferentemente do que propuseram nas últimas eleições (inclusive em compromisso assinado e distribuído a associados), lutam para manter o “cabresto eleitoral”.

Com o “Chapão”, o vencedor do pleito alvinegro leva consigo 200 conselheiros (num universo de trezentos e poucos) compromissados em aprovar todas as suas proposições, inviabilizando debates, divergências e possíveis fiscalizações de desvios de conduta.

Nas últimas eleições, o vencedor, mesmo obtendo 57% dos votos levou 100% do conselho, enquanto os oposicionistas, com 43%, ficaram sem representantes.

Trata-se de evidente ditadura em disfarce democrático.

Não há como garantir transparência, muito menos ações que sejam formalizadas de acordo com o desejo da maioria se inexiste o contraditório.

As discussões de ontem foram acaloradas e devem assim permanecer nos próximos meses, em que a Comissão de Alteração do Estatuto oficializará o relatório com as sugestões a serem votadas pelo Conselho Deliberativo.

É ai que há temor pelo “golpe”.

Quais dos 200 conselheiros aliados à atual gestão manterá o compromisso formalizado de acabar com o “cabresto” no Parque São Jorge ?

Em reuniões na residência do ex-presidente Andres Sanches, líder do grupo (que também assinou o manifesto), realizadas nos últimos dois meses, o medo de perder as eleições presidenciais dividiram a pauta com o trabalho árduo para manter as coisas como estão, temerosos de que o poder dividido (no Conselho) dificulte a vida de quem acostumou-se a mandar e desmandar sem ser “incomodado” por questionamentos ou a possibilidade de veto em suas ações.

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