Botafogo se livra de um vigarista

O afastamento de John Textor do controle do Botafogo serve de alerta a quem, no desespero, se deixa levar pela conversa mole de quem se apresenta como “salvador da pátria”.
Nos bastidores, o empresário tentou concentrar decisões e enfraquecer mecanismos de controle da SAF — movimento que acendeu o alerta entre investidores.
A reação foi imediata: a Ares Management, principal credora do grupo, acionou cláusulas contratuais e assumiu o controle da operação.
Na prática, o poder de Textor já estava esvaziado — sustentado apenas por liminar da Justiça carioca.
O cenário de endividamento elevado, baseado em empréstimos e dependência de capital externo, além das ilegais manobras financeiras com clubes co-ligados ao empresário, tornaram a situação insustentável.
O Botafogo se livrou de um vigarista que deixa uma herança financeira ainda pior do que a anterior.
Textor, assim como Kia Joorabchian quando atuou como testa de ferro de interesses de mafiosos russos no Corinthians, comportou-se como um “ator de negócios”, enganando a todos e, possivelmente, ocultando a real origem dos recursos que movimentava.
