Roger Machado e o racismo estrutural

Da FOLHA
Por TOSTÃO (trecho da coluna)
Uma das razões de tantos protestos, vaias e demissões de treinadores no futebol brasileiro é a ilusão de que os técnicos possuem a chave do jogo.
É como se tudo o que acontece no gramado fosse por causa das ações dos treinadores.
Eles são importantes, algumas vezes mudam a história do jogo, mas são excessivamente valorizados nas vitórias e desvalorizados nas derrotas.
No São Paulo, Roger Machado foi bastante criticado antes mesmo de sua estreia, por causa da saída do antecessor Hernán Crespo –que tinha uma boa média de resultados– e porque não tem um prestígio consolidado.
Muitos torcedores acham que ele é pouco prático e dá muitas explicações incompreensíveis.
Pode haver nessa recusa um racismo estrutural, uma absurda visão, inconsciente ou não, de que Roger, por ser negro, não teria conhecimentos para comandar uma grande equipe.

Tostão gênio da bola, e concordo que técnicos não possuem a “chave” porém o caso do Roger não é “Racismo Estrutural” https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/paulo-cruz/racismo-estrutural-silvio-almeida/, e sim uma critica a diretoria, porque não dizer que Roger é ruim assim como sua dialética?
Pois é, e quem diria, Roger Machado sofrendo racismo estrutural da torcida do São Paulo e da torcida do Corinthians! Aliás, o racismo estrutural que ele sofreu da torcida do Corinthians foi muito maior pois a diretoria corinthiana desistiu da contratação dele diante da enorme repercussão negativa. Racismo estrutural uma conversa! A rejeição é porque o sujeito é ruim de serviço mesmo. Paulinho, você consegue citar quantos campeonatos brasileiros o Roger ganhou? Copas do Brasil? Libertadores? Sul-americana? Para com isso, meu amigo, repito: racismo estrutural uma conversa!