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Federer é o Pelé do tênis e parece não haver limite para sua glória

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

Você sabe, rara leitora, raro leitor: Roger Federer tem 36 anos, é suíço, acaba de vencer seu 20° torneio de Grand Slam, o sexto na Austrália, e é o primeiro homem a chegar a tal marca, embora três mulheres extraordinárias tenham atingido as mágicas duas dezenas: a australiana Margaret Court, 24 vezes, a alemã Steffi Graf (22) e a americana Serena Williams (23).

Entre os homens quem mais perto está dele é o espanhol Rafael Nadal, com 16 títulos em torneios de Grand Slam.

Se você gosta de tênis há de saber que Federer ganhou uma vez em Roland Garros, cinco vezes o Aberto dos Estados Unidos e mais oito vezes em Wimbledon, os torneios que junto ao Aberto da Austrália compõem o chamado Grand Slam.

Vi Federer jogar in loco apenas uma vez, em Wimbledon, na Olimpíada de Londres, numa batalha inesquecível de 4h26m, recorde em jogos de três sets na história da chamada Era Aberta do tênis, contra o argentino Juan Martín del Potro.

O suíço ganhou por 2 a 1, com 3/6, 7/6 e 19/17 nas semifinais, em busca do ouro que terminou por não conseguir, derrotado pelo escocês Andy Murray.

Jamais tinha ido ao santuário de Wimbledon ou estado numa quadra de grama.

E fui para torcer pelo suíço, do mesmo modo que queria testemunhar o primeiro ouro olímpico do futebol brasileiro, então frustrado.

Desejava que ele conquistasse uma glória que, individualmente, lhe faltava, porque, em Pequim, em 2008, tinha conquistado o ouro em duplas, assim como seria campeão da Taça Davis em 2014.

Quase acabei torcendo por Del Potro porque os ingleses não torciam a favor do europeu, mas contra o argentino, como se ele tivesse nascido nas Ilhas Malvinas que eles chamam de Falkland.

Para ajudar, ou atrapalhar, cada vez que a bolinha parava, um radialista portenho entrava no ar em altos brados da tribuna de imprensa anunciando o andamento do placar, e quando o ponto era do conterrâneo gritava mesmo. As vaias vinham na mesma altura e Potro pagava o pato.

Depois do jogo extenuante, sob o sol londrino que queima tanto quanto o paulistano, vi Federer cercado de fãs dando autógrafos e fazendo selfies, um cavalheiro a esbanjar simpatia e reconhecimento aos que o têm como ídolo. Não são poucos, o mundo o idolatra pois é impossível não admirá-lo.

A perda do ouro inédito no jogo seguinte parecia suficiente para encerrar a carreira de quem, trintão, já havia conquistado tudo como profissional -lembre que o prêmio na Olimpíada é a medalha, vale ouro, não euro.

Mas o relógio suíço não parou mesmo já sendo considerado o melhor de todos os tempos, superior ao lendário americano Pete Sampras.

Em 2016, perdeu metade da temporada por causa de lesão no joelho Em 2017, para cuidar da parte física, e com problemas nas costas, se limitou a disputar 12 torneios.

Mesmo assim ganhou 7 dos 12, nada mal para quem, 11 anos antes, havia chegado a 15 finais em 16 torneios, com 11 vitórias.

Com a vitória em Melbourne, Federer chegou a 96 títulos. Chegará ao 100°? Quem duvida?

Ele é o Pelé, o Michael Jordan, o Muhammad Ali, Usain Bolt, Michael Phelps, Jessie Owens, o Roger Federer do tênis.

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